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Miguel Braga, Responsável de Comunicação do SCP, assina este interessante artigo nesta edição do Jornal Sporting:

Aconteceu há quase dez anos e na altura foi notícia que correu mundo. Foi em Burlada, na região de Navarra, em Espanha, durante uma corrida de 3000 metros de corta-mato. Na parte final da prova, o atleta queniano Abel Mutai seguia na frente, destacado dos demais. Atrás de si, o espanhol Iván Fernández Anaya tentava acompanhar o passo. Na última recta, pensando que já tinha cortado a meta – quando na verdade ainda faltavam 10 metros – o queniano abrandou, parando e abrindo os braços em sinal de vitória. Iván Fernández Anaya poderia ter aproveitado o deslize, continuado a correr e, assim, vencer um atleta mais completo e mais forte – no seu currículo Mutai já tinha conquistado a medalha de ouro no Campeonato do Mundo de Juniores (em 2005), ouro também no Campeonato Africano (2012) e bronze nos Jogos Olímpicos de Londres (2012). Mas essa não foi a decisão do atleta espanhol.

"Eu não merecia ganhar", afirmou então Fernández Anaya. "Fiz o que tinha a fazer. Ele foi o vencedor legítimo. Criou uma distância que eu não poderia ter fechado se ele não tivesse cometido um erro. Assim que vi que ele estava a parar, eu sabia que não o ia ultrapassar". E assim foi. Fernández Anaya parou ao lado de Mutai e através de gestos explicou que o queniano tinha de continuar, tendo sempre o cuidado de ficar atrás dele. Curiosamente, o próprio treinador do atleta espanhol mostrou-se surpreendido com a decisão do seu pupilo, confessando que não teria tido a coragem para não ganhar. Já Fernández Anaya nunca se arrependeu: "Acho que ganhei mais nome fazendo o que fiz do que se tivesse vencido. E isso é muito importante, porque hoje, da forma que as coisas estão em todos os círculos, no futebol, na sociedade, na política, onde parece que vale tudo, um gesto de honestidade cai sempre bem."

Diz-se que a primeira referência à expressão “fair-play” pode ser encontrada na peça King John (1597) de William Shakespeare. Mas foi só a partir de 1800 que o fair-play ganhou razão de ser com o liberalismo burguês inglês e com o nascimento da chamada Indústria do Desporto. Quase 100 anos depois, foi Pierre de Coubertin que voltou a dar novo impulso a esta forma de estar na vida e na prática desportiva: "O mais importante na vida não é a vitória, mas a luta; o essencial não é ter vencido, mas ter lutado bem". Sobre a mesma temática, Jean D’Ormesson, membro do Comité Internacional do Fair-Play, afirmou: "A moral manifesta-se com mais sinceridade durante o jogo. (...) O fair-play permite-nos declarar que o desporto não se deve tornar numa manifestação de brutalidade. O fair-play ajuda o desporto a transformar-se num pilar da civilização. O desporto não é destruir, humilhar e quebrar o adversário; trata-se de jogar com o adversário para que ele possa empregar todas as suas habilidades humanas".

Num país onde há quem desvalorize o fair-play e defenda que vale tudo para ganhar, recordemos que o Desporto continua a ser um instrumento de excelência para acolher e dignificar os valores morais da sociedade.

publicado às 03:03

Um século a formar sportinguistas

Leão Zargo, em 31.03.22

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Em 31 de Março de 1922 foi publicado o primeiro “Boletim do Sporting Club de Portugal”, com a periodicidade quinzenal. Inicialmente tinha oito páginas no formato de 20x28, com o pagamento facultativo de 2$00 semestrais. Trata-se do mais antigo periódico europeu de um clube desportivo. O aprofundamento do espírito sportinguista, a defesa dos interesses do Clube e a circulação da informação seriam alguns dos objectivos iniciais e “Razão de ser” foi o sintomático título do primeiro editorial.

Inúmeras gerações de sportinguistas consolidaram a sua paixão e o seu querer através da leitura das narrativas escritas por grandes leões nas páginas do Boletim, que depois passou a Jornal em Junho de 1952. José do Carmo Francisco escreveu que “realizei o meu sonho de criança quando na minha aldeia natal (Santa Catarina) ia atrás do carteiro para ler em primeira mão o jornal do Sporting logo que a D. Teresa ou o senhor Josué lhe cortassem a cinta de papel que o envolvia”. Era esse o sentimento de tantos e tantos leões que, pelo país fora, aguardavam ansiosamente pela leitura do nosso jornal num tempo em que ele era a principal fonte de informação sobre o nosso Clube.

publicado às 14:30

Em entrevista ao Jornal Sporting, na edição desta quinta-feira, João Palhinha abordou a eliminatória frente ao poderoso Manchester City, referente aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, garantindo que, embora haja favoritos no futebol, "nada está decidido" e que a equipa vai encarar os ingleses olhos nos olhos desde que apresentem "a mesma atitude e vontade" de até agora.

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"O Manchester City é uma das três melhores equipas do Mundo e aquela que joga melhor futebol. Temos de ter muita ambição e vontade, sabendo que tudo é possível no futebol. Não podemos deixar de acreditar apenas por ser o Manchester City, isso pode até dar-nos mais força, tal como aconteceu na fase de grupos e na época passada.

(...) Pode haver favoritos no futebol, mas nada está decidido. Desde que apresentemos a mesma atitude e vontade que temos vindo a demonstrar e que são o nosso segredo, vamos encarar esses jogos na máxima força".

O médio internacional português recordou também a fase de grupos da Champions...

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"Eliminar equipas como o Dortmund e o Besiktas não é fácil e não está ao alcance de todos. (...) Tanto a vitória expressiva na visita ao Besiktas, num ambiente difícil, como o jogo em casa com o Borussia Dortmund foram os momentos mais marcantes. A equipa soube sofrer quando tinha mesmo de sofrer.

Quanto ao Borussia Dortmund, o facto de ser uma equipa com muita qualidade e que disputa o primeiro lugar com o Bayern na liga alemã demonstra por si só o seu valor. Termos eliminado uma equipa dessa grandeza juntamente com o Besiktas, que actua num terreno que todos reconhecem ser muito difícil de jogar pelo ambiente, deu-nos mais confiança".

publicado às 13:45

Uma edição para mais tarde recordar

Rui Gomes, em 27.05.21

miguel_braga_-_site-01.jpgTerminada a Liga NOS, é altura de balanços, de olhar para o que foi conquistado nestes 34 jogos e de fazer um resumo dos números do Campeão. E é isso mesmo que nos propomos fazer nesta edição do Jornal Sporting – páginas 6 a 11 –, recordando dados estatísticos, frases marcantes do treinador ou pormenores que, dentro de campo, acabaram por garantir os 85 pontos do Campeão Nacional de futebol.

Além dos penáltis referidos pelo presidente (16) – nunca é tarde para recordar que sozinho, FC Porto teve mais pontapés de penálti a favor do que Sporting CP, SL Benfica e SC Braga juntos – há outros dados que apontam para a pressão incessante que a norte se faz aos homens da arbitragem, aos adversários, a tudo o que não vista azul e branco no futebol português.

Assim, e olhando para os três grandes do futebol português, finda a Liga e os seus 34 jogos, o Sporting CP fez 520 faltas, o FC Porto 534 e o SL Benfica 513, deixando assim as equipas com médias muito idênticas de faltas assinaladas por jogo: 15,3, 15,7 e 15,1, respectivamente.

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Por outro lado, o equilíbrio acaba desfeito quando contabilizamos os cartões amarelos mostrados às três equipas: o Sporting CP acabou com um total de 89 amarelos, o FC Porto com 62, o SL Benfica com 81.

Mais uma vez, e para se perceber as diferenças: a média para o Sporting CP é de 2,6 amarelos/jogo, para o FC Porto apenas de 1,8, para o SL Benfica de 2,4. Ou dito de outra forma, o Sporting CP é brindado com um cartão amarelo ao fazer 5,84 faltas, o FC Porto ao fazer 8,61 e o SL Benfica 6,33.

Pode ler aqui a crónica completa de Miguel Braga

publicado às 12:00

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Hoje é um dia histórico para o Sporting Clube de Portugal e para a imprensa desportiva portuguesa. Em 31 de Março de 1922 saiu um novo jornal para as mãos dos sportinguistas e dos apaixonados pelo desporto em Portugal. Foi o primeiro “Boletim do Sporting Club de Portugal”, com a periodicidade quinzenal. Acontece que não se trata de mais um jornal entre tantos outros, é o mais antigo periódico europeu de um clube desportivo.

A convicção da absoluta necessidade de um órgão informativo do Sporting nasceu numa tertúlia no Café Martinho, em Lisboa, onde se destacavam Júlio de Araújo, Mendes Leal e José Serrano. O aprofundamento do espírito sportinguista, a defesa intransigente dos interesses do Clube e a circulação da informação seriam alguns dos objectivos iniciais e “Razão de ser” foi o sintomático título do primeiro editorial.

Inúmeras gerações de sportinguistas consolidaram o seu querer e a sua paixão leonina através da leitura das narrativas escritas nas páginas do Boletim, que passou a jornal em 1952. No seu período inicial teve como competidor o “Sport de Lisboa”, pertença dos rivais de sempre, que já existia, mas que depois se extinguiu.

Um jornal a caminho do seu Centenário! Longa vida ao “Jornal Sporting”!

(Na imagem, a capa da edição n.º 3813 do Jornal Sporting produzida por Pedro Lopes Grego, Sportinguista que venceu o desafio lançado à comunidade artística pelo Clube. Esta capa especial visa homenagear o 99.º aniversário do mais antigo jornal de clubes do mundo.)

publicado às 15:00

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"Aos 25 anos João Palhinha chega à Selecção Nacional. Um caso de justiça, ampliada pelo facto de, no mesmo dia da convocatória, ter sido conhecida a sentença do Tribunal Arbitral de Desporto que dá razão ao jogador no braço de ferro com o famígero Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol. Que o futebol em Portugal volte a ser jogado apenas dentro das quatro linhas é um desejo de todos nós. E que os nossos possam brilhar pela selecção como o têm feito na Liga NOS.

Luís Maximiano, Daniel Bragança, Pedro Gonçalves, Tiago Tomás, Nuno Mendes e Pedro Porro (este último para Espanha). De fora da convocatória acabou por ficar Gonçalo Inácio, outro dos jogadores "surpresa" no Sporting CP versão Rúben Amorim, titular da defesa menos batida da Europa do futebol.

(Espanha: Atlético de Madrid, 18 golos em 27 jogos; Itália: Juventus FC, 22 em 26 jogos; Inglaterra: Manchester City FC, 21 em 30 jogos; Alemanha: RB Leipzig e VfL Wolfsburg, 21 em 25 jogos; França: Lille OSC, 17 em 29 jogos; Holanda: Ajax, 19 em 25 jogos; Grécia: Olympiakos FC, 13 em 26 jogos; Roménia: CFR Cluj, 12 em 27 jogos; Rússia: FK Zenit, 19 em 22 jogos).

De realçar que destes dez campeonatos (Liga NOS incluída), o Sporting CP é a única equipa que ainda não perdeu um jogo dentro de portas. Números que só nos podem dar alento e força para enfrentar as 11 finais que faltam para o término da Liga NOS. E que dão uma real dimensão daquilo que já foi conseguido até ao momento. No entanto, todos sabemos que as verdadeiras contas só se fazem no fim, quando o árbitro apitar e quando terminar a competição. Até lá, humildade, trabalho e mais trabalho, são os ingredientes para a receita de sucesso".

Texto de Miguel Bragano Jornal Sporting

publicado às 02:17

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A injustiça com toda a sua carga negativa tem, por vezes, a capacidade de unir as pessoas em prol de algo positivo. Sábado passado aconteceu um desses momentos. Já depois dos 90 minutos de jogo, El Patrón subiu até ao meio-campo contrário e percebendo a intenção do cruzamento de Pedro Porro, acelerou o passo e fez-se à bola; o que aconteceu a seguir é um daqueles momentos para que vivem os adeptos: uma explosão de alegria, contagiante, um rugir do Leão que acredita até ao fim, um capitão que carrega a sua equipa na luta com vários adversários, um grupo que se une num abraço solidário de alegria. Só que não.

Da Cidade do Futebol chegou o primeiro aviso à navegação e posteriormente numa análise bastante rápida para o efeito, o árbitro Luís Godinho aniquilou os seus próprios instintos, revertendo um golo limpo em falta a favor do FC Famalicão. O jogo acabaria pouco depois e, volvidos poucos minutos, o mundo do futebol foi surpreendido por uma posição inédita do Conselho de Arbitragem (CA) – alguém, em nome do CA, ligou directamente para pelo menos cinco órgãos de comunicação social dando conta que a análise de Godinho ao lance de Coates estava, afinal, certa.

Os dias seguintes mereceram a atenção de vários analistas, comentadores, especialistas e nem tanto, que se dedicaram a dizer se existiu ou não falta, se a famigerada intensidade foi suficiente para se considerar infracção, se o golo deveria ter sido validado. A discussão – mesmo que inquinada por uma posição a priori do CA, condicionando todo um sector – foi profícua, provando que a existir erro de Godinho ele foi tudo menos “claro e óbvio”, desrespeitando, por isso, o próprio protocolo do VAR. E não foi a primeira vez que tal sucedeu: basta recordar o lance entre Zaidu e Pedro Gonçalves e a reversão do pontapé de penálti e consequente expulsão do jogador do FC Porto.

Seriam quatro pontos de avanço e começam a tremer, mas quanto mais tremem e fazem isto, mais força dão a este nosso grupo. Isso vos garanto”, afirmou depois do encontro o presidente Frederico Varandas. “Na equipa do Sporting CP quando vai um, vão todos e será assim até ao fim do campeonato”, garantiu o treinador Rúben Amorim.

Do nosso lado, Sócios e adeptos do Sporting CP, cabe-nos conseguir demonstrar a vontade do Clube em lutar contra os poderes estabelecidos e o sistema instalado. Lembrando-nos que juntos seremos sempre mais fortes e que será na União que reside a nossa força.

Sporting sempre!

Miguel BragaResponsável de Comunicação do SCP

publicado às 11:30

Jornal Sporting

O regresso do leão

Rui Gomes, em 22.08.20

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"Permita-me dizer, que num comentário que fiz afirmei que a comunicação do SCP deveria de esclarecer os adeptos sobre notícias, que saem na Imprensa, apenas com a intenção de denegrir a imagem do nosso Clube. A verdade é que no último jornal fomos esclarecidos de vários assuntos e isso na minha opinião é o que deve acontecer, embora saibamos das intenções de algumas "bocas" que tudo fazem para nos humilhar. Aproveito para dizer que o jornal do nosso Sporting, que chega ao Alentejo à segunda-feira, devido ao mau serviço dos CTT, está no bom caminho, pois toda a parte gráfica foi alterada para melhor com entrevistas e textos muito interessantes".

Comentário do leitor e sócio do Sporting CP Fernando Albuquerque

publicado às 12:00

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O Sporting esclarece esta quinta-feira, no editorial do jornal do clube, vários questões, que vão desde a maioria da SAD ao valor do plantel, passando pelo conflito com a Soccas.

Quanto à SAD, é dito que "esta Direção do Sporting não pondera vender a maioria" da sociedade, frisando que uma "decisão desta natureza, como outras, deve ser decidida por todos os sócios".

E nesse contexto é referido que o I-voting - "seguro" e "mais robusto que a contagem manual dos votos" - é o tema "mais prioritário" a rever nos Estatutos "porque é o que permite a decisão por parte de todos os sócios relativamente aos demais".

Outros dos assuntos abordados é Mihajlovic, mantendo o Sporting a posição de nada dever.  "O treinador considera que deveria ter recebido os 3 milhões líquidos, sem a dedução, e abriu um processo de execução no Tribunal de Lausanne, exigindo penhora de valores futuros que o Sporting tenha a receber da UEFA. O Tribunal ainda não tomou decisão relativamente  ao processo por não ter efectuado a respectiva avaliação. O que o Tribunal decidiu foi manter a penhora até avaliar o fundo da questão, mas apenas isso. Nós mantemos a nossa posição: o pagamento efectuado é integral".

Explicando em termos de balanço, o valor contabilístico de um jogador de formação, contratado ou transferido, é dito: "Assumimos totalmente a responsabilidade das opções que tomámos, quer na aposta na formação, quer na venda de Bruno Fernandes para assegurar a sobrevivência financeira do Clube, quer nas contratações de treinadores e jogadores que fizemos (bem e mal conseguidas) mas qualquer avaliação e comparação de valor nos parâmetros que têm sido comunicados não faz sentido algum ou é pura demagogia."

Sobre o diferendo com a Soccas, o Sporting esclarece: "A Soccas pediu a insolvência da SAD e perdeu na primeira instância. Existem dois processos 'normais', respeitantes às transferências de Nani e Piccini, relativamente aos quais a Soccas se recusou a negociar sem envolver a questão William.  E existe um outro, sobre William Carvalho, que não se tratou de uma transferência, mas de um acordo global numa altura em que o jogador já não era do Sporting, motivo pelo qual o Sporting considera, que neste caso, nada deve à Soccas".

publicado às 15:10

Jornal Sporting

Rui Gomes, em 28.05.20

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Luciano Vietto, em entrevista ao jornal do Sporting, falou sobre a chegada do treinador Rúben Amorim  ao clube e os efeitos da pandemia de Covid-19:

“Tínhamos feito uma semana de treinos e um jogo [com o novo treinador] antes da pandemia, quase tudo o que treinámos nessa semana desvaneceu um pouco, mas este mês tivemos tempo para treinar com ele, para que nos passe a sua mensagem. É um treinador com muita energia, tem muita personalidade e estamos a gostar muito.

Em termos de qualidade, os jovens da formação são muitos bons, temos de ajudá-los e acompanhá-los para que se adaptem. Conselhos? Continuem a ter vontade de crescer e aprender, de lutar por um lugar, não desmotivar e lutar pelo objectivo que têm, jogar no Sporting".

publicado às 11:45

O Boletim do Sporting Club de Portugal

Leão Zargo, em 31.03.20

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Em 31 de Março de 1922 foi publicado o primeiro “Boletim do Sporting Club de Portugal”, com a periodicidade quinzenal. Inicialmente tinha oito páginas no formato de 20x28, com o pagamento facultativo de 2$00 semestrais. Trata-se do mais antigo periódico europeu de um clube desportivo. A convicção da absoluta necessidade de um órgão informativo do Clube nasceu numa tertúlia no Café Martinho, em Lisboa, onde se destacavam Mendes Leal, José Serrano e Júlio Araújo, entre outros.

O aprofundamento do espírito leonino, a defesa dos interesses do Clube e a circulação da informação seriam alguns dos objectivos iniciais e “Razão de ser” foi o sintomático título do primeiro editorial. Depois, inúmeras gerações de sportinguistas consolidaram a sua paixão e o seu querer através da leitura das narrativas escritas nas páginas do Boletim. No período inicial teve como competidor o “Sport de Lisboa”, pertença dos vizinhos e rivais de sempre, que depois se extinguiu.

Na década de 1940, o Boletim do Sporting publicava-se regularmente e já tinha alcançado invulgar difusão entre os adeptos leoninos, transformando-se em jornal a partir de Junho de 1952.

publicado às 08:51

 

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Em 31 de Março de 1922 foi publicado o primeiro “Boletim do Sporting Club de Portugal”, com a periodicidade quinzenal. Inicialmente tinha oito páginas no formato de 20x28 e o pagamento facultativo de 2$00 semestrais. Trata-se do mais antigo periódico europeu de um clube desportivo.

 

A convicção da absoluta necessidade de um órgão informativo do Sporting nasceu numa tertúlia no Café Martinho, em Lisboa, onde se destacavam José Serrano, Mendes Leal e Júlio Araújo. O aprofundamento do espírito leonino, a defesa dos interesses do Clube e a circulação da informação eram alguns dos objectivos iniciais. “Razão de ser” foi o título do primeiro editorial.

 

Inúmeras gerações de sportinguistas consolidaram o seu querer e a sua paixão pelo Clube através da leitura das narrativas escritas nas páginas do Boletim, que passou a jornal em 1952. No seu período inicial teve como competidor o “Sport de Lisboa”, pertença dos rivais de sempre, que já existia mas que depois se extinguiu.

 

Longa vida ao “Jornal Sporting” !

 

publicado às 18:00

Jornal Sporting

Rui Gomes, em 30.08.18

 

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publicado às 06:00

Jornal Sporting

Rui Gomes, em 23.08.18

 

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publicado às 04:15

Apenas marketing eleitoral?

Leão Zargo, em 24.06.16

 

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Há fotografias de personalidades que têm por finalidade conseguir determinar o “tempo” e o “sinal” de cada momento, o contexto em que tudo se passa: nelas, é a pessoa fotografada que estabelece a essência do acontecimento. Tudo o resto é irrelevante.

 

Verifica-se isso com a fotografia que surge na primeira página do jornal Sporting, de 23 de Junho de 2016. Bruno de Carvalho é, em simultâneo, o objecto e o objectivo, revelando a finalidade íntima de se sobrevalorizar em detrimento das outras pessoas, individualmente ou em grupo. E apresenta-se como alguém que, sendo o mentor, incorporou em si a própria instituição leonina. Coloca-se acima dela própria.

 

Mas, neste caso, trata-se de algo mais do que uma simples fotografia de representação. Constitui também um cartaz de propaganda, onde o representado, numa expressão de grande beatitude e sorriso breve, surge com um olhar vagamente lânguido, mas atento, próprio de quem vela em permanência pelo Clube e pelos sportinguistas. Há uma invulgar mensagem de cariz teológico no cartaz, revelando todo um caminho publicitário, por agora ainda insuspeito, que se abre num futuro muito próximo.

 

O egocentrismo é a característica humana que leva um indivíduo a sentir-se no direito de ser o centro das atenções e das razões. O egocentrismo exacerbado leva-o a pretender sobrepor-se a tudo e a todos. Esse egocentrismo exacerbado está muito bem revelado nesta fotocomposição que constitui a primeira página do jornal Sporting. 

 

publicado às 14:37

 

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Mário Jardel na capa do jornal «Sporting» ???

 

 

Quando vi a edição desta quinta-feira do jornal «Sporting» - com o personagem na capa - fiquei, por falta de melhores palavras, altamente indignado.

 

Não me vou alargar em comentário sobre este indecoroso capítulo do passado, mas só posso concluir que quem é responsável por decisões deste ignóbil cariz carece de valores e princípios e, sobretudo, desconhece e/ou desrespeita a História do Sporting Clube de Portugal.

 

E, depois, acusam-nos de sermos excessivamente críticos !??

 

publicado às 13:34

 

 

Segundo avança a RTP e outros órgãos noticiosos esta quarta-feira - supostamente já confirmado pelo próprio Clube - o Sporting fez um despedimento colectivo no jornal "Sporting" que leva à dispensa de pelo menos oito profissionais, todos aqueles que tinham sobrevivido ao despedimento colectivo em 2013 e que tinha atingido cerca de 60 pessoas.

 

A mais antiga publicação europeia afecta a uma agremiação desportiva - fundada em 1922 - continuará a ser liderada por José Quintela, como era de esperar, mas a elaboração do semanário vai ficar a cargo da agência "YoungNetwork", que já é responsável pela assessoria de imprensa e fez a campanha de Bruno de Carvalho na sua corrida à presidência do clube. 

 

Sob o manto de redução de custos nas áreas de comunicação e marketing, este processo é inteiramente lógico, tendo em consideração o objectivo de controlar em absoluto tudo quanto é comunicações do Clube, que, como é óbvio, não pode estar dependente da criatividade jornalística de um qualquer profissional - mesmo sendo funcionário do Clube - mas sim pelas mãos de quem possa manipular a divulgação de informação dentro dos parâmetros propagandistas exigidos por Bruno de Carvalho e os seus criados de libré, José Quintela e afins.

 

Artigos de opinião assentes em liberdade de expressão já tinham praticamente desaparecido do jornal mas, a título de curiosidade, gostaria de saber se o "ilustre" Daniel Sampaio continuará a deter exclusividade especial nesse domínio.

 

Como já disse um leitor, um "mau presságio"... quanto ao futuro desta quase centenária tradição sportinguista.

   

publicado às 11:27

 

 

A propósito de um artigo que pretendíamos escrever cujo tema central foi devidamente abordado pelo Leão de Alvalade, no blogue A Norte de Alvalade, no seu post "Jardel recuperou a memória, mas alguém no Sporting a perdeu."

 

 

Não deixa de ser curioso como Mário Jardel, depois do seu indecoroso comportamento e dos prejuízos que causou ao Clube, agora é merecedor de destaque no jornal «Sporting» com presença na capa e em duas páginas centrais. Um "grande exemplo" de honra e pudor que 10 anos e 14 clubes mais tarde surge com esta declaração: "Nunca me esquecerei da forma fantástica como fui tratado no Sporting". Pois... e também do justo reconhecimento na hora da verdade !

 

publicado às 12:12

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