Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



19 de Março de 1961. Portugal-Luxemburgo, 6-0. Estádio Nacional, Lisboa

O início da década de 60 foi fantástico para o jogador que então representava a CUF. José Carlos esteve na Seleção de juniores que precisamente em 1960 conquistou de forma brilhante o 3º lugar no Torneio Internacional da UEFA, disputado na Hungria, e menos de um ano depois estreava-se na equipa principal das quinas num jogo que “obviamente fica gravado na memória”. Ele próprio confessa: “Foi tudo muito de repente. Não estava à espera…”

José Carlos tinha 18 anos quando se estreou num Portugal-Luxemburgo que correu às mil maravilhas para a Seleção Nacional e quase à mesma proporção para o jovem jogador da CUF. Ele explica: “Foi magnífico. O pior foram as botas. Sofri muito, não por causa do jogo ou do adversário mas por culpa das botas que eram novas e eu só tinha feito um treino com elas. Andei a sofrer o jogo todo”.

Jose Carlos_camisola 1.jpg

De resto, “foi uma tarde tranquila”, lembra. “Ainda tive ali um ou outro lance complicado na 1ª parte mas depois não houve muito trabalho. O resultado fala por si”. Fala, sim senhor. Portugal chegou à meia dúzia de golos sem resposta no arranque da campanha de qualificação para o Mundial’62, fase final se disputou no Chile e que a Selecção Nacional falhou.

Não falhou quatro anos depois... “Gratas recordações desse Mundial, são as minhas melhores memórias a par da conquista da Taça das Taças pelo Sporting em 1964”. Sim, porque nessa altura José Carlos já tinha dado mais um salto, passando da CUF para o Sporting. “Há treinadores que nos marcam e, no meu caso, Fernando Vaz teve uma influência tremenda. Levou-me da CUF para o Sporting Clube de Portugal e ensinou-me muitas coisas importantíssimas para a minha carreira. Nunca o esquecerei”, conclui emocionado.

José Carlos fez famosa dupla com Alexandre Baptista no Sporting e nalguns jogos também na Selecção. A cumplicidade em campo foi transportada para a vida familiar, sendo que cada um deles é padrinho das filhas que à época nasceram. No Mundial de 66, os compadres Magriços alinharam juntos os dois jogos finais (Inglaterra e União Soviética). José Carlos foi totalista na fase de apuramento e Alexandre Baptista foi opção mais constante em Inglaterra a jogar ao lado de Vicente Lucas.

publicado às 04:48

Antigas glórias: José Carlos

Rui Gomes, em 20.03.20

publicado às 03:01

Fotografia com história dentro (159)

Leão Zargo, em 18.08.19

José Carlos SCP3 SLB1 Taça Emigrante 12.4.1971.j

Sporting 3 - Benfica 1 (Taça Emigrante, Paris - 1971)

Um Sporting-Benfica implica sempre um encadeamento de histórias, e de muitas histórias dentro de outras histórias, numa narrativa que vem desde o princípio do século XX. Cada um de nós, quando assiste a um dérbie, recorda outros jogos entre os eternos rivais e há peripécias que estão guardadas na memória como se tivessem acontecido no dia anterior. Por essa razão é sempre motivo de entusiasmo e é aguardado com enorme expectativa, como aconteceu na disputa da Taça Emigrante, em 12 de Abril de 1971, em Paris.

O Campeonato Nacional sofreu uma interrupção de três semanas na Páscoa de 1971 e combinou-se a realização de um dérbie no Estádio de Colombes, que se encheu com emigrantes portugueses e parisienses. Era muito grande o entusiasmo, até porque as duas equipas alinhariam com todos os seus craques, e para o efeito foi criada a Taça Emigrante. O desafio foi bastante equilibrado, mas a equipa leonina acabou por se superiorizar graças à segurança defensiva e à arte de Peres, Chico Faria e Dinis. A fotografia é do final do jogo, quando o capitão José Carlos, com a taça, comemorou a vitória junto dos portugueses no Estádio.

Ficha de jogo:

Taça Emigrante (Páscoa de 1971)

Sporting 3 - Benfica 1

Estádio de Colombes, Paris, 12 de Abril de 1971

Árbitro - M. Branca (França)

Sporting - Damas Caló, José Carlos, Laranjeira, Hilário (Celestino 75'), Tomé (Manaca 67'), Nelson, Peres, Lourenço, Chico Faria e Dinis

Treinador - Fernando Vaz

Benfica - José Henrique, Malta da Silva, Humberto, Zeca, Adolfo, Vítor Martins (Messias 87'), Diamantino (Jaime Graça 67'), Nené, Eusébio, Artur Jorge e Simões

Treinador - Jimmy Hagan

Golos - Tomé (47'), Jaime Graça (73'), Chico Faria (82') e Dinis (90')

publicado às 13:15

Arquivo do Passado (12)

Rui Gomes, em 28.04.13

 

Taça de Portugal 1971 - José Carlos (cap.) - Sporting 4  Benfica 1
 
O Sporting alinhou com Vítor Damas, Pedro Gomes, Laranjeiro, José Carlos (Caló aos 67 min.) e Manaca; Vítor Gonçalves (Tomé aos 56 min.), Nélson e Peres; Chico, Marinho e Dinis. Treinador: Fernando Vaz.
 
Os golos do Sporting foram marcados por Chico (2), Marinho e Dinis.
 

publicado às 16:27

Comentar

Para comentar, o leitor necessita de se identificar através do seu nome ou de um pseudónimo.




Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Taça das Taças 1963-64



Pesquisar

  Pesquisar no Blog



Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D




Cristiano Ronaldo