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Reflexão do dia

Rui Gomes, em 07.11.18

 

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André Villas Boas, à margem da sua participação na Web Summit, a decorrer em LIsboa, teceu algumas considerações sobre o despedimento de José Peseiro do comando técnico do Sporting:

 

“É difícil perceber o que vai na cabeça das pessoas quando tomam uma decisão dessas. Para nós, treinadores, quando vemos sair um colega de forma injusta e abrupta, como aconteceu com José Peseiro, sentimos revolta”.

 

Ainda sobre a possibilidade de Marcel Keizer vir a assumir o comando da equipa leonina:

 

"O treinador português é melhor, tem uma cultura mais abrangente, melhor do que a escola holandesa. Para mim, este processo é uma surpresa".

 

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publicado às 07:01

 

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Papagaios que passam por comentadores, a exemplo de Paulo Futre, são a principal razão que me levou a deixar de assistir a programas desportivos na televisão já há três ou quatro anos.

 

No caso concreto do ex-futebolista natural do Montijo, que regista oito anos de formação no Sporting e que acabou por realizar uma excelente carreira, é deveras espectacular que sem quaisquer outras aptidões discerníveis, dá-se a fazer a vida como comentador em frente das câmaras televisivas. Além do mais, por razões bem conhecidas, é uma figura que não reune consenso entre sportinguistas.

 

Com isto dito, fazemos então referência às suas declarações na CM TV, após as notícias do despedimento de José Peseiro do Sporting, nomeadamente que o técnico rejeitou "muitos bons jogadores" na última janela de transferências:

 

"Ele diz que não… mas teve jogadores de qualidade que não quis. Mas temos de respeitar, isto é o futebol. Houve muito bons jogadores que teve em cima da mesa para escolher, das quatro grandes ligas, todos para virem emprestados… e ele disse que não. Como foi o caso do internacional sueco Guidetti".

 

Gostaria de saber mais alguns nomes de "jogadores de qualidade" interessados em vir para o Sporting, apenas e tão só por ser uma consideração que desafia, e muito, a minha imaginação. Isso não obstante, vejamos o caso de John Guidetti:

 

Aos 26 anos, o ponta de lança sueco já passou por oito clubes. Alinha actualmente no Alavés, onde chegou em Janeiro de 2018, inicialmente por empréstimo do Celta de Vigo.

 

Na época em curso, Guidetti participou em 7 jogos, 4 dos quais como titular, acumulando 340 minutos de jogo (média de 48,5 minutos por jogo) e ainda não marcou um único golo.

 

Creio que o Sporting não precisa de mais "muitos bons jogadores" como este, tendo em conta os flops que chegaram a Alvalade nos últimos cinco anos.

 

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publicado às 07:02

 

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O Sporting oficilizou a saída de José Peseiro do cargo de treinador da equipa principal de futebol.

 

Num comunicado enviado à CMVM, a SAD leonina informa ainda que a revogação já foi formalizada e por mútuo acordo.

 

José Peseiro chegou ao Sporting a 1 de Julho, tendo assinado na altura contrato por uma temporada, com outra de opção. Deixa o Clube após 14 jogos oficiais, com nove vitórias, um empate e quatro derrotas.

 

Eis o comunicado na íntegra:

 

A SPORTING CLUBE DE PORTUGAL – FUTEBOL, SAD (adiante Sociedade) vem, nos termos e para efeitos do cumprimento da obrigação de informação que decorre do disposto no artigo 248º-A, nº1 al. a) do Código dos Valores Mobiliários, informar o mercado que, nesta data, foi formalizada a revogação, por mútuo acordo, do contrato de trabalho celebrado entre a Sociedade e o treinador da equipa principal de futebol, José Peseiro.
 
Lisboa, 1 de Novembro de 2018

 

O Representante das Relações com o Mercado

 

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publicado às 07:01

O fim da linha para José Peseiro ?

Rui Gomes, em 01.11.18

 

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A acreditar nas notícias desta quinta-feira, parece mesmo que José Peseiro, após reunião madrugadora com o presidente Frederico Varandas, foi demitido da liderança técnica da equipa principal do Sporting. Dito isto, a SAD ainda nada confirmou oficialmente, na hora que escrevo este texto.

 

Sendo verdade, é um desfecho inevitável face às circunstâncias da equipa, especialmente após o desaire de ontem à noite frente ao Estoril. Aliás, a bem dizer, José Peseiro, para uns quantos adeptos, foi efectivamente despedido logo a partir do primeiro minuto que aceitou liderar a equipa, tal o nível de oposição que lhe foi feita, diria até, alguma da qual através de agenda pré-elaborada.

 

Escrevi aqui repetidamente que não sou fã de José Peseiro e que ele nunca teria sido a minha escolha. Mesmo assim, acho totalmente descabido e injusto a oposição que lhe foi feita de imediato. Para ultrapassar essa insólita barreira ele teria de deslumbrar, e é por de mais óbvio que não o conseguiu. Mas, na realidade, e indiferente dos de(méritos) de Peseiro, nenhum treinador conseguiria sobreviver esta intensidade de pressão.

 

Gostaria de ter visto a mesma atitude, o mesmo elevado grau de exigência, para com Jorge Jesus, o treinador que ganhou muitos milhões no Sporting, conquistou bola, e tinha a equipa frequentemente a jogar tão mal ou pior do que jogou com José Peseiro, com o agravante que o então presidente despendeu muitos milhões do Sporting para lhe dar reforços quase sem limite, a maioria dos quais que provaram ser autênticos flops.

 

Não sabemos quantos técnicos Sousa Cintra convidou antes de se virar para José Peseiro. Sabemos sim, que não foi a sua primeira escolha, e também que não havia muito por onde escolher, atendendo às circunstâncias da equipa principal do Sporting.

 

Agora, rumores vários na praça, a começar por Paulo Sousa que, por mera coincidência ou não, esteve ontem em Londres a assistir ao jogo do Arsenal. Outro nome, inevitável, diga-se, é o de Leonardo Jardim, muito embora, como já referi repetidamente, a sua aceitação ser muito improvável nesta altura.

 

Triste e lamentável que haja na comunicação social quem ainda aponta ao nome de Jorge Jesus. Não quero acreditar, mas caso viesse a acontecer, seria obrigado a reflectir no meu acompanhamento e apoio ao Sporting.

 

Leonardo Jardim não obstante, gostaria de ver Michael Laudrup ao leme leonino, mas também duvido que aceite o desafio.

 

P.S.: Pelos vistos - também ainda não confirmado oficialmente -, Tiago Fernandes, ex-treinador dos juniores e adjunto de José Peseiro, irá assumir o cargo interinamente.

 

*** Gostaria de acrescentar algo mais. Muito embora hajam escolhas mais racionais do que outras, o problema mais fundamental do Sporting, hoje e sempre, não recai sobre treinadores. Por conseguinte, quase qualquer um serve (dentro de um determinado enquadramento, claro)... ou não serve.

 

Todos os treinadores de topo são ganhadores até perderem e não há nenhum, e mesmo nenhum, que eventualmente não se demita ou que não seja demitido, pelos resultados. É assim no desporto de alta competição, inclusive no futebol, onde o modus operandi da indústria resultadista impera.

 

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publicado às 12:18

Peseiro, o provisório

Leão Zargo, em 31.10.18

 

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José Peseiro é um pouco como a pescada. Antes de ser já era. Ainda mal tinha começado e já era um treinador a prazo. O presidente Frederico Varandas fez questão de sublinhar que quer o melhor treinador para o Sporting. Sousa Cintra também decidiu complicar-lhe a vida. Ouviu um coro de assobios em Alvalade quando o seu nome foi anunciado antes do jogo com o Boavista. Grande parte dos adeptos não o valoriza, e para muitos será sempre o responsável pelo “quase” em 2005. Apesar da bela vitória frente ao Boavista, ninguém se esquece da derrota com o Portimonense. Ele próprio dá a sensação de se sentir isolado.

 

Peseiro não tem margem de erro nem muita tolerância dos adeptos. Chega a ser revoltante certa hostilidade, mas não adianta invocar a realidade pois quase ninguém gosta dela como ela é. Poucos o ouvem quando tenta explicar o modelo de jogo mais pragmático e menos ofensivo porque ainda não tem jogadores com posse de bola que o permitam, e porque falta poder de fogo na grande área adversária. Também não interessa o facto de respeitar os adeptos leoninos, ao contrário de Jesus. Um treinador está sempre a prazo, mas o lugar de Peseiro está em risco quase desde o primeiro dia do regresso a Alvalade.

 

Os adversários de Varandas perceberam que neste momento o treinador é o ponto mais vulnerável da direcção do Clube. Não me refiro aos apaniguados do destituído que todos os dias procuram puxar para baixo o estado de coisas. Agora há quem aguarde na sombra. O mal da equipa leonina será o momento de acção, sempre foi assim, e quem está lá em cima sabe isso mesmo. A verdade é que Peseiro tem de fazer mais, a equipa tem de jogar melhor futebol e de vencer com maior frequência. Ele não pode revelar medo, tem de ser um líder ambicioso. Aquele discurso de perder por menos do que outros deita tudo a perder. É que há um lastro antigo que se lhe colou à pele e que volta sempre que há um desaire.

 

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publicado às 12:31

"Gostamos de Diaby"

Rui Gomes, em 29.10.18

 

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Considerações de José Peseiro, em conferência de imprensa, após a vitória do Sporting sobre o Boavista:

 

"Vitória justa, com muito boa exibição. Dominámos e controlámos o jogo quase nos 90 minutos, depois de uma partida exigente na quinta-feira. Mostrámos o valor que temos. Um resultado 3-0 sem sofrer golos é sempre bom. Estamos satisfeitos. Foi um passo em frente, queremos continuar na luta pela liga portuguesa.

 

Temos de conseguir jogar com pressão, stress competitivo. Quem não conseguir, não pode jogar no Sporting. Mostrámos de forma cabal com um grande jogo, a nossa qualidade. Mas sabemos que podemos fazer melhor ainda.

 

Gostamos de Diaby. Há muito tempo que podia jogar, mas várias situações, ter chegado mais tarde, a selecção, impediram isso. Sabemos do valor dele, mas o colectivo é mais importante. É bom o regresso de Dost e Mathieu. Entendo que todos os jogadores são importantes para esta equipa, temos muitas soluções, assim como outros que não estavam a jogar".

 

Especialmente após a exibição de ontem, não é minha intenção dirigir críticas ao treinador José Peseiro, um homem que tem sido alvo de muita atenção negativa desnecessária, desde que regressou a Alvalade.

 

Dito isto, sinto alguma dificuldade em compreender a sua explicação para a não utilização de Diaby até agora, mesmo reconhecendo que o avançado maliano necessitou de algum tempo para se adaptar ao Sporting e aos métodos de trabalho da equipa técnica.

 

Esta minha reflexão ganha ainda mais revelo considerando a ausência de Bas Dost durante praticamente dois meses. Agora, depois da sua primeira titularidade e boa exibição, está sujeito em não repetir num futuro muito próximo, dado o regresso de Bas Dost e o momento de boa forma de Montero.

 

Na realidade, até nós adeptos temos sido injustos para com o jogador, desvalorizando-o a cada oportunidade, pela nossa percepção que a sua não utilização implicava a sua fraca qualidade. Pode não ser um craque, mas a sua exibição de ontem deixou claras indicações que poderá vir a ser importante para o Sporting.

 

Veremos como José Peseiro lida com esta situação...

 

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publicado às 04:04

 

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Podia ser um jogo da Champions?


"Quer da parte de Arsenal, quer do Sporting. São equipas de Champions que estão na Liga Europa, dois clubes com dimensão internacional, não só pelos resultados mas pela massa adepta e força comercial também. Sabemos o poder do Arsenal mas queremos vencer e ficar em primeiro. É um passo importante na passagem."

 

 Treinador indeciso, segundo Cintra?
 

"Tivemos desde o início a convicção do que queríamos e desde o início só iríamos buscar jogadores que fossem mais-valias. Para ser em quantidade seria nos anos antes. Quando decidi, decidi bem. Até agora tenho a certeza que decidimos bem. E decidi com convicção e sem dúvidas. Dissipei as dúvidas na defesa do Sporting, na formação de um plantel que se queria mais rico mas não apenas para ter mais jogadores".

 

Bas Dost reintegrado e pronto?


"Não, Mathieu está, apesar de não ter treinado mas está convocado. Dost é muito cedo, treinou pela primeira vez com a equipa em dois meses. Fez para estar com a equipa, é o primeiro momento. Esperamos que recupere o mais depressa possível. Clinicamente está curado, falta agora a evolução normal de quem esteve parado dois meses. Seria impossível estar pronto."

 

Espera que a equipa jogue bem?


"Disse que era mais difícil jogar bem em função do contexto, com as muitas alterações contra o Loures. Queremos fazer uma boa exibição. Temos onze jogos realizados com oito vitórias e uma derrota imerecida em Braga e outra num contexto muito específico em Portimão. Queremos jogar melhor e isso é um processo. Sabemos o caminho a percorrer."

 

Receita para ganhar


"Vencer tem mais mérito amanhã. Não é pelo Arsenal ter ganho vários jogos seguidos que nos tira a ambição. Mas sabemos que é uma equipa muito boa. Teremos de estar muito assertivos a defender, coesos, empenhados, jogar em transição mas também ter iniciativa."

 

Sporting a entrar forte?


"Queremos entrar forte no jogo. Estamos preparados para tudo o que possa acontecer. Se conseguirmos ter mais bola, sendo que não acredito... temos de ser realistas. Só por ironia. Mas podemos ter bola, não tanta mas podemos ter. Queremos enfrentar o Arsenal olhos nos olhos. A estratégia não pode ser de ego do treinador, tomar conta do jogo e ser mais ofensivo... isso seria aumentar meu ego, outra coisa é alimentar a realidade do jogo e da equipa."

 

Reacção após jogo em Loures


"Temos o plantel, face a todos os condicionalismos, que construímos. Amanhã queremos vencer e contamos com apoio dos adeptos."


Como foi reconstruir o clube?


"Foi importante e até fantástico, com as dificuldades que se apresentaram. Foi um desafio, para muitos seria um risco. Voltar a este clube depois de não ter vencido. No fundo, era importante fazer do clube um espaço de aglutinação. Jogadores têm dado o exemplo. No momento mais trágico o clube merecia essa resposta da nossa parte. Estamos a vencer este desafio."

Como juntou os jogadores depois do que aconteceu?


"Com o nosso trabalho diário, muita conversa individual e colectiva, ouvindo os jogadores, ouvindo o que mais os tinha marcado, tentando com a administração restituir níveis de confiança. Foi duro, esperar pelo regresso daqueles que rescindiram, construindo a equipa de outra forma; criando laços de união. Colocaram em causa a segurança e aceitação por parte dos adeptos. Não passei por aquele problema, tinha apenas retratos do que tinha acontecido.

 

Jogadores têm dado prova até agora de profunda aglutinação. Em Portimão foi quando corremos mais, para quem levantou dúvidas. Jogadores estiveram sempre unidos e deram prova disso. Estes jogadores podem não ter os mesmos recursos de Benfica ou FC Porto mas será uma equipa tão ou mais aglutinada que Benfica e FC Porto. Esta equipa tem dado tudo pelo clube."

 

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publicado às 03:34

 

 

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publicado às 04:33

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 20.10.18

 

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"A Taça de Portugal é uma competição que queremos vencer e na qual vamos entrar com responsabilidade e ambição. Para esse objectivo, primeiro temos de eliminar o Loures.

 

“O Loures vai quer mostrar o seu valor e que tem qualidade. Tem uma boa ideia de jogo e diria mesmo que tem uma forma de jogar diferenciada, com um nível de jogo mais elevado do que é praticado no seu campeonato.

 

Estas equipas têm sempre a ambição de provocar uma surpresa e a nós cabe-nos, porque queremos ganhar esta prova, fazer um jogo sério e responsável. O foco tem de ser total neste jogo”.

 

José Peseiro

 

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publicado às 04:32

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 19.10.18

 

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José Peseiro revelou esta sexta-feira, na conferência de imprensa de antevisão ao embate com o Loures, para a Taça de Portugal, que o guarda-redes Viviano não vai ser convocado. Questionado se esta seria uma das últimas oportunidades para o guarda-redes italiano devido ao alegado interesse dos leões em Cláudio Ramos, o técnico do Sporting teve isto para dizer:
 

"Viviano não pode jogar porque não está convocado. Interesse em Cláudio Ramos?... Isso são informações vossas, não se passa nada sobre isso".

 

Ficamos a saber o mesmo, ou seja praticamente nada, sobre o guarda-redes que chegou a Alvalade ainda por mão da antiga Direcção mas, tudo indica, não faz parte dos planos da equipa técnica e/ou SAD.

 

Jogou na pré-época, participou no Troféu Cinco Violinos, terá então sofrido uma lesão que permitiu a Salin assumir a baliza verde-e-branca, e depois de já recuperado regressou aos treinos mas nunca mais foi convocado, a exemplo deste jogo que se aproxima para a Taça de Portugal.

 

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publicado às 14:13

 

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Foi José Sousa Cintra, enquanto presidente da Sporting SAD, que contratou José Peseiro para suceder a Jorge Jesus.

 

Esta terça-feira, em declarações à Rádio Renascença, o antigo presidente surge a defender a continuidade do treinador, mesmo perante o dissabor do desaire em Portimão:

 

"Confio no nosso treinador. Temos de lhe dar essa motivação. A família sportinguista tem de estar sempre unida. Os atletas que formam o plantel foram contratados sempre de acordo com o treinador e que eu acredito nos permitem lutar pelo primeiro lugar no Campeonato.

 

O treinador tem um bom plantel e ainda toda aquela juventude que ele já está a lançar.

 

No que diz respeito a Frederico Varandas, é um bom presidente e temos de confiar nele e apoiá-lo".

 

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publicado às 16:30

 

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José Peseiro comentou o jogo em Portimão, desdramatizando o resultado negativo para o Sporting:

 

"O desgaste é verdade, e não tivemos descanso, mas não vamos por aí. Sabíamos que teríamos de estar muito coesos e compactos para contrariar a menor intensidade que poderiamos ter.

 

Foi uma má primeira parte, não tivemos bola e demos espaço aos adversários. Do meio campo para a frente, eles têm jogadores de muita qualidade.

 

Não fomos a equipa que queriamos ter sido, queríamos um jogo de controlo, sem sofrer golos.

 

A segunda parte foi na raça, na atitude. Acreditamos sempre que podiamos vencer, mas nesse turbilhão de emoções cometemos alguns erros. É um passo atrás, mas nada que nos possa perturbar. Ainda está muito cedo para nos preocuparmos com isso".

 

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publicado às 05:02

Frase do dia

Rui Gomes, em 07.10.18

 

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"Não vou comentar, a especulação feita no nosso país é horrível. Defendemos muito pouco o que nós somos. Somos um país com tanta coisa boa e sempre que temos hipótese de martelar alguém do nosso país é inacreditável. É muito feio, temos tanto ciúme e inveja dos nossos... Deixem isso para os outros, que têm inveja de nós. Nós temos inveja de nós próprios, temos ciúmes dos que têm sucesso em Portugal. Às vezes dá-me uma dor. Como é possível termos inveja e ciúme do sucesso dos nossos jogadores e outras pessoas que tão bem nos representam".

 

José Peseiro (sobre o "caso" de Cristiano Ronaldo)

 

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publicado às 12:00

Tolerância zero

Naçao Valente, em 27.09.18

 

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No mundo do futebol depressa se passa de bestial a besta. Manuel José dixit, com toda a propriedade. No caso do treinador José Peseiro a regra nem se aplica, pela simples razão que nunca teve período de graça. Desconfiança e descrença marcam a sua contratação. Nem o facto de o Sporting estar num estado quase catatónico, sem dinheiro, sem equipa, e com recusas de outros técnicos, deu para admirar a sua coragem, assinando um contrato muito precário.

 

Para Peseiro a tolerância é zero, pelo menos por parte de alguns sportinguistas. Ontem, num texto aqui transcrito de outro blog, foi apresentada uma análise correcta, na minha perspectiva, da saga contra o treinador, desvalorizando a sua competência e criticando (acriticamente) as suas opções tácticas. A palavra chave para alguns mais radicais, é RUA... já. Tenho assistido a muita crítica absurda, mas como esta não me lembro de ter visto.

 

Desde que assumiu as suas funções, José Peseiro teve que correr contra o tempo, com um plantel amputado de jogadores fundamentais. A pouco e pouco, discretamente, com trabalho e humildade, foi construindo uma equipa, que foi recebendo alguns "reforços" a conta-gotas. Sete jogos depois foi somando pontinhos, uma vezes com mérito, outras com alguma sorte. Havia quem augurasse uma hecatombe na Luz. Não aconteceu. Em Braga o mínimo exigível era a vitória, como se o treinador dispussesse de um plantel excepcional.

 

Dezasseis anos sem ganhar um título e não assisti a uma tamanha rejeição em relação a qualquer técnico. Nos últimos três anos, investiu-se como poucas vezes, em jogadores de gabarito. Pagou-se um ordenado milionário a um treinador, e os resultados foram uma mão cheia de nada e outra de quase coisa nenhuma. No entanto, os adeptos assanhados contra Peseiro, tiveram então uma paciência de santo.

 

Com a "matéria-prima" de que dispõe, Peseiro construiu a equipa possível, uma equipa lutadora e empenhada. Não joga com nota artística, nem pode, pois faltam-lhe artistas. Mas joga na eficácia e só graças a isso se vai mantendo perto dos primeiros lugares. Em Braga perdeu, mas tivesse havido mais eficácia na finalização e poderia ter ganho.

 

Considero, porém, que a equipa pode melhorar com mais entrosamento, e quando puder dispor de jogadores que têm estado indisponíveis. Considero que pode melhorar com o apoio de todos os sportinguistas. O que menos precisa é do "bota-abaixismo" que aqui e ali vai aflorando, por profetas da desgraça, há muito à espera de uma derrota.

 

O que não se exigiu, com melhores condições, ao longo dos anos, a vários treinadores, exige-se agora à nova equipa técnica. Se não quiserem ajudar, não compliquem. Deixem trabalhar o Peseiro. As contas fazem-se no fim. E quem sabe se não terão uma surpresa.

 

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publicado às 03:19

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 24.09.18

 

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"Nós não somos calimeros mas também não nos vamos pôr onde nos querem pôr. No início da época estávamos fora de tudo e agora já nos querem pôr na frente de tudo. O Sporting tem responsabilidade de entrar em todos os jogos para ganhar, de disputar todos os jogos. Estamos a jogar melhor do que as pessoas vão dizendo. Temos jogado com quatro titulares da época passada, não são sete ou dez ou 11. Sabemos do valor e da qualidade que temos, a nossa equipa tem muita capacidade de crescimento. Vocês falam do Gudelj, mas quantas vezes ele jogou no Sporting? Uma. Não foram 20 vezes seguidas. Não é fugir com o rabo à seringa, mas é pôr as coisas como nós queremos que seja. Não como os outros querem que seja".

 

José Peseiro

 

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publicado às 04:19

 

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Reconheço perfeitamente as circunstâncias deveras invulgares que o Sporting tem vindo a atravessar e que levaram à tomada de decisão de contratar José Peseiro, pelo menos para esta época.

 

Tenho apreciado a sua postura combativa e o seu esforço e dedicação para justificar a responsabilidade do cargo nesta sua segunda visita a Alvalade.

 

Ainda não me convenceu que é o técnico que o Sporting precisa no médio prazo, mas não deixo de admitir que necessita de mais tempo para "escrever" o seu nome no futebol desta equipa.

 

Gostei, genericamente, das suas considerações deste sábado, pós-jogo com o Feirense:

 

Primeiras quatro jornadas da Liga até paragem internacional:

 

"O contexto não foi o mais favorável, em tempo de treino, dos jogadores que podiam chegar, do tempo de espera por jogadores que queríamos que voltassem, das lesões que temos tido. Penso que foram importantes estes resultados. Sempre dissemos, desde o primeiro momento, que era preciso serenidade, estabilidade e confiança. Era importante mostrar isso aos sócios. Temos bons resultados. Sabemos que o futebol determina muita coisa. Nós fizemos que clube ficasse junto ao vencer jogos. Jogadores demonstraram, face a muitas circunstâncias, e foram tremendos na entrega.

 

O Sporting está mais junto, mais unido, que há dois meses . Esse trabalho deve-se a muita gente, nomeadamente a estes nossos jogadores. Tiveram capacidade de estar serenos, transmitir serenidade e confiança. Estarmos em primeiro é uma obrigação, claro. Mas se tivesse corrido menos bem não estávamos tão unidos, a massa adepta não estava como esteve aqui hoje."

 

Intensidade ofensiva da equipa: 

 

"Não é fácil construir uma equipa muito ofensiva. Gosto de futebol ofensivo e fui criticado no Sporting porque não me importava de ganhar 4-3 e depois perdia 3-1 ou 3-2. Agora não é esse o caminho. Temos de ser mais calculistas a montar a equipa. Expor-nos mais não era bom para a equipa agora, face a tudo o que se passou".

 

Trabalhar a equipa para querer comandar demora mais tempo e isso não tivemos. Disse que optava por ter maior estabilidade. Espero que tenhamos condições para jogar mais ofensivamente. Temos 15 dias para potencializar isso. Vamos ter jogadores na Seleção, não estão connosco, felizmente, porque é bom sinal estarem na Selecção."

 

Situação de Luc Castaignos: 

 

"O plantel que temos dá-nos garantidas. São os melhores jogadores do campeonato, os melhores guarda-redes, os melhores defesas, médios e avançados. Treinador que não pense isso não pode ser treinador. E o Castaignos vai fazer golos este ano."

 

Exibições de Raphinha: 

 

"Esteve apagado? Só quando não jogou. Gostei muito da minha equipa, ele esteve muito bem. Fez assistência para golo. É bom."

 

Houve outras afirmações, mas eu entendi que estas são o suficiente para informar do que mais de importante vai na mente de José Peseiro.

 

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publicado às 16:40

 

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Uma das questões que foi abordada no debate de ontem à noite foi a liderança técnica de José Peseiro pós-acto eleitoral de 8 de Setembro.

 

Como apenas assisti a parte do debate, não sei se todos os candidatos se pronunciaram neste sentido. Não encontrei declarações de José Maria Ricciardi e Frederico Varandas.

 

Pedro Madeira Rodrigues: "Penso sempre em termos de médio/longo prazo. Antes de avançar tinha de ter salvaguardada duas situações: a equipa para o futebol e a estabilidade financeira. Com todo o respeito por José Peseiro, não o vejo como treinador a médio prazo. Para os próximos três anos, eu tenho o Claudio Ranieri. Tem um perfil à Sporting. Tem garra e experiência e isso é incontestável. Agradeço ao Peseiro por ter aceite a equipa nesta altura. Peseiro não se enquadra no perfil. É um bom treinador e uma óptima pessoa, mas não acredito que seja um treinador de futuro."

 

Fernando Tavares Pereira: "É importante que haja estabilidade. Foi escolhido pela Comissão de Gestão (CG) e o trabalho dele é ganhar. Se isso acontecer, porque não continuar? O passado é terrível para nós no futebol. O que pretendemos e que o Sporting ganhe títulos e seja grande. Deus queira que este ano consigamos ganhar. Neste momento e para a situação que o clube atravessa, devíamos ter todos bom-senso e não transmitir uma imagem de desunião."

 

Dias Ferreira: "Não posso dizer que vou contratar A ou B. Nesta altura, a pior coisa que se pode fazer é dizer a alguém que se vai embora e que vai para lá outra pessoa. A mim só é relevante quem lá está a fazer um bom trabalho. Tomarei as minhas medidas. Temos até ao mês de Janeiro para fazer retoques na equipa relativamente aos jogadores. Estamos numa situação especial e não iremos fazer nenhuma revolução. Ranieri não é treinador para o Sporting."

 

Rui Jorge Rego: "José Peseiro será o treinador. [A continuidade] não é a história. Tem contrato com o Sporting de um ano com mais um de opção. Não se pode fazer um contrato de três meses e por isso a Comissão de Gestão fez bem ao dar a possibilidade de escolha ao futuro presidente do SCP. José Peseiro conseguiu duas vitórias em dois jogos."

 

João Benedito: "Sobre o treinador: estar neste momento ou vir com um novo treinador, a palavra que tem de ser passada no balneário por Peseiro sai descredibilizada."

 

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publicado às 03:32

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 13.08.18

 

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Matheus Pereira, que em plena segunda parte do Moreirense-Sporting foi para as redes sociais reclamar do facto de ter ficado fora dos 18 em Moreira de Cónegos:

 

"Tem coisas que não dá para entender! Resta torcer da bancada".

 

Reacção de José Peseiro, na conferência de imprensa pós-jogo:

 

"Se está chateado é bom, expressá-lo nas redes sociais é que não concordo tanto. Temos jogadores com talento e a tarefa do treinador é ensinar a colocar o talento em campo, com compromisso e determinação. Quando eles não cumprem e não dão essa resposta, podem ficar de fora. Ele e outro qualquer. O Sporting tem um plantel com potencial, o Matheus tem potencial e é uma aposta. Estar no Sporting representa compromisso a par do talento e não é fácil os jogadores aperceberem-se disso. Por vezes ate somos chatos de mais para eles. Quando se está no banco tem de se entrar como o Raphinha ou o Jovane Cabral fizeram hoje".

 

Nota: Carlos Xavier, Rui Santos e outros comentam o comportamento de Matheus Pereira no program "Play-Off" da SIC Notícias.

 

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publicado às 04:18

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 06.08.18

 

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"Há jogadores que temos de receber, não sabemos quais, para valorizar ainda mais o plantel. Mais importante é saber que não contámos com todos até agora. O tempo de trabalho que tivemos até agora criou alguns problemas. Hoje a melhor notícia foi que ninguém se lesionou.

 

Estamos a trabalhar muito, e acho que bem, nessas questões. Querendo dar estabilidade, a Comissão de Gestão e o seu presidente procuram as oportunidades no mercado para melhorar a equipa, com a condicionante de que queremos jogadores que sejam mais-valias. Essa escolha não é fácil e pode não concretizar-se. Não vale a pena vir mais um, interessa é vir quem possa acrescentar. E muito.

 

Em função do que é o nosso momento, entendo que devemos preservar a consistência e a estabilidade da equipa. Há vários jogadores que ainda estão longe do seu melhor. No jogo com o Moreirense, vamos apresentar também uma equipa equilibrada, algo que será diferente daqui a um mês, não tenham dúvida. Acredito que com mais duas ou três semanas estaremos melhor e poderemos ir a jogo com outra ideia".

 

José Peseiro

 

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publicado às 05:16

 

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"Gostei muito da forma como encaramos o jogo, como quisemos pressionar, como tivemos paciência para jogar em certos momentos. Na segunda parte ficámos mais equilibrados, tentámos fazer as coisas melhor, criamos situações para vencer, mas não deu. Foi um passo, gostei, mas temos de melhorar muito. A parte menos boa foram os últimos 15 minutos da primeira parte, onde com a nossa vontade de pressionar, acabámos por nos expor, e o Marselha teve duas ou três situações de contra-ataque perigosas. De resto, não há nada abaixo do que esperávamos. Com as substituições a equipa manteve-se estável. Gostei da reacção, como se conseguiu reorganizar com as mudanças.

 

Havia expectativa e apreensão. Os adjuntos até me disseram que o aquecimento não era tão alegre como nos treinos. Por causa do ambiente, das pessoas, havia apreensão. mas depois senti-os satisfeitos. Conviveram com a massa associativa e eles sabem que os nossos adeptos são de uma fidelidade extrema, basta ver o passado e a história. Sentiram um grande respeito e carinho.

 

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Disse aos jogadores antes do jogo que o Nani seria capitão hoje. Há quatro que podem ser. Vou ponderar com tempo. Hoje foi o Nani, há o Bruno Fernandes, o Coates e o Bas Dost... Além desses quatro pode haver ainda outro... Por agora sabem que são os capitães interinos. Quero é construir uma equipa de capitães boa, que crie um contexto positivo para o Sporting. Depois disso crio a hierarquia".

 

Queríamos o Battaglia. Regressou e estamos satisfeitos, pois é um bom jogador. Estamos nós satisfeitos e a família sportinguista também deve estar. Temos vários bons jogadores. Como expliquei ontem, os que quisermos trazer têm de ser mais valias. Ou sentimos que podemos melhorar com eles, pois não sendo assim temos aqui vários miúdos que têm qualidade e que a poderão mostrar".

 

Nota: O Sporting irá  efectuar mais três jogos de preparação: um a 5 de Agosto, com um adversário não revelado, e outros dois à porta fechada, frente a Académica e Estoril.

 

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publicado às 03:03

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