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O Sporting de Keizer é um Sporting transfigurado. É um Sporting que quer a bola e pressiona para a ter e quando a tem trata-a bem, a um, dois toques, com intensidade. E ao terceiro jogo, no mais difícil teste, a ideia de jogo do holandês, que quer a equipa a recuperar a bola em apenas cinco segundos, passou com distinção: vitória por 3-1 frente a um bom Rio Ave, três golos marcados e oportunidades para fazer mais ainda. É como a noite e o dia, a diferença do mau e do bom futebol.

 

Quem frequenta certo espaço nocturno lisboeta de nome Incógnito, ali entre o Chiado e o Palácio de São Bento, sabe bem que, tão certo quanto os impostos, a morte e outras inevitabilidades, é algures a meio da madrugada passar um tema de um rapaz chamado Twin Shadow, de seu nome “Five Seconds”.

 

Não consta que Marcel Keizer vá dançar ao Incógnito ou se tenha inspirado em Twin Shadow para a sua metodologia de treino. Mas de acordo com as palavras de Gudelj no final do encontro frente ao Qarabag, também para ele o segredo está em cinco segundos.

 

Cinco segundos é o tempo que os jogadores do Sporting têm para recuperar uma bola perdida, cinco segundos é o que têm para pegar nela, dar no máximo dois toques e rodar para o próximo. Se Twin Shadow, logo no arranque da canção, canta “cinco segundos para o coração, directos para o coração”, para Keizer e para este novo Sporting, são cinco segundos para o bom futebol, directos para o bom futebol.

 

Lídia Paralta Gomes, no jornal Expresso, aqui.

 

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publicado às 04:33

 

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"Antes do jogo frente ao Sporting, Abel Ferreira não quis falar abertamente sobre um dos assuntos da época: é ou não o Sp. Braga candidato ao título. Não foi preciso. O que o treinador dos minhotos não disse em conferência de imprensa, disse em campo, ou ao lado dele. Porque o triunfo do Sp. Braga por 1-0 frente aos leões é um triunfo de um treinador que soube ler o jogo no meio da anarquia, dizendo-nos assim, sem palavras mas em acções, o que vale esta equipa.    

 

(...) E nós vimos, em campo vimos as respostas que se dão sem abrir a boca. E que há jogos que valem mais que mil conferências de imprensa. O Sp. Braga, sim, é candidato ao título, sem anúncios, sem frases bonitas, com pragmatismo e competência, numa vitória que teve muito de treinador.

 

Teve dedo de treinador porque numa altura em que o jogo pendia entre o anárquico e o exasperante, ali pelos 62 minutos, Abel apostou em Eduardo Teixeira, brasileiro que só tinha jogado na 1.ª ronda. Cinco minutos depois de entrar, Eduardo fez o cruzamento que encontrou Dyego Sousa demasiado sozinho na área do Sporting e o ponta de lança, oportuno, meteu o pé quando meter o pé era tudo o que era preciso para que a bola fosse para as entranhas da baliza de Salin".

 

Parte da crónica de Lídia Paralta Gomes, jornal Expresso, disponível aqui.

 

A usual infeliz análise em função do resultado. Abel Ferreira hoje é bestial, mas há pouco mais de um mês, quando o SC Braga foi eliminado na 3.ª pré-eliminatória da Liga Europa por aquele "galáctico" Zorya, da Ucrânia, não sei se besta satisfez os ânimos dos adeptos do clube minhoto.

 

Muito desta aclamação pela entrada de um suplente que fez um passe para o centro da área que calhou encontrar um colega sozinho que conseguiu desviar o esférico o suficiente para bater Salin. Refiro a mera casualidade do lance, porque o dito Eduardo Teixeira nem sequer viu Dyego Sousa no momento do passe.

 

De qualquer modo e indiferente das opiniões sobre este lance, esta vitória na 5.ª jornada da Liga não faz do SC Braga um candidato ao título, longe disso.

 

Não é nem será candidato, salvo António Salvador ter mais algum "saco azul" muito bem recheado em reserva.

 

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publicado às 02:53

E tudo Jovane mudou

Rui Gomes, em 02.09.18

 

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Às vezes, é tudo uma questão de paciência. A paciência que Matheus não teve é a mesma que Jovane Cabral, o miúdo nascido há 20 anos na ilha cabo-verdiana de Santiago, está a aproveitar. Quando ele sai do banco, o Sporting muda. Foi assim frente ao Moreirense, quando sofreu a grande penalidade que permitiu aos leões engatarem uma vitória difícil. Foi assim na jornada seguinte, frente ao V. Setúbal, quando menos de 10 minutos depois de entrar deu a assistência para Nani fazer um segundo golo que valeu três pontos.

 

E foi também assim este sábado. Ele entrou e o Sporting mudou. O golo que marcou a três minutos do fim e que desfez um zero-zero que em alguns momentos do jogo pareceu mais que anunciado, foi só a cereja, o lacinho, a pièce de résistance.

 

Lídia Paralta Gomes, jornal Expresso

 

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publicado às 04:54

 

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A derrota na Madeira, o bate-boca entre jogadores e adeptos no aeroporto do Funchal, depois em Lisboa, a suposta suspensão de Jorge Jesus, as agressões na Academia de Alcochete, as declarações de Bruno de Carvalho, adeptos no tribunal, uma equipa que não treina.

 

É este o filme horrível da semana mais horrível do Sporting. Uma semana que podia ter acabado um bocadinho menos horrível, mas não, ficou ainda mais horrível depois dos leões perderem a final da Taça de Portugal, dando ao Desportivo das Aves o seu primeiro troféu na prova rainha.

 

E aos adeptos dos leões um enorme amargo de boca, eles que procuravam numa vitória na Taça uma qualquer panaceia, um penso rápido numa ferida aberta que agora vai demorar ainda mais a passar.

 

Lídia Paralta Gomes, jornal Expressoaqui.

 

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publicado às 04:32

 

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Um artigo da autoria de Lídia Paralta Gomes, jornal Expresso, em que ela avança um 'onze' com jogadores que, na sua opinião, mais desiludiram esta época:

 

Svilar

Melhor marcador do Benfica na Liga dos Campeões. Acho que chega.

 

Douglas

Isto é tudo uma cadeia: Douglas foi comprado pelo Barcelona sem ninguém saber muito bem porquê e chegou ao Benfica simplesmente porque é jogador do Barcelona, como aconteceu, em tempos idos, com Samuel Okunowo. Um daqueles esotéricos casos de um defesa que tem extremas dificuldades em defender, um rapaz que aterrou na Luz para substituir Pedro Pereira, ou como um dia escreveu o malogrado Elliott Smith numa das suas belas canções, “fighting problems with bigger problems”.

 

Lisandro López

 

Desde 2013, época em que foi comprado ao Arsenal de Sarandi, que cada ano era visto como o ano da afirmação de Lisandro López no Benfica. E desde 2013 que Lisandro não fez esquecer nem Garay, nem Lindelof, nem sequer Jardel, nem tão-pouco que em tempos houve outro Lisandro López a jogar em Portugal. Também não vai ser o futuro Luisão - foi emprestado a meio da época ao Inter e por lá ficará.

 

Diogo Figueiras

 

Chegou ao Sp. Braga no mercado de janeiro, depois de começar a época no Olympiacos. Ainda com a camisola dos gregos, jogou contra o Sporting na Champions e no final de um dos encontros ouviu Jorge Jesus dizer-lhe que ele andava a “jogar como o trabalho”. Tenho a certeza que foi isso, “jogar como o trabalho”. Apesar desse muito elogioso scout report, Diogo Figueiras não vingou no Minho: fez apenas quatro jogos na equipa de Abel.

 

Filipe Augusto

 

Foi assobiado no seu próprio estádio, bateu palmas aos adeptos que o assobiaram no seu próprio estádio, foi colocado à venda no OLX por 1 euros e depois no Natal foi enviado pelo Benfica para um clube obscuro na Turquia. Em suma, não foi uma boa época para Filipe Augusto.

 

Óliver

 

O espanhol está aqui apenas por não ficar muito bem na fotografia no quesito “relação preço/rendimento”. Em Fevereiro de 2017, Óliver foi comprado pelo FC Porto por 20 milhões de euros, tornando-se numa assentada no jogador mais caro de sempre dos dragões (em igualdade com Imbula) e na segunda compra mais cara de sempre da história do futebol português, apenas atrás de Raúl Jimenez. Para a nacional realidade, 20 milhões de euros é aquilo que em termos oficiais podemos chamar de “uma batelada de dinheiro” e não se pode dizer que esta temporada Óliver tenha rentabilizado o investimento: fez apenas 26 jogos, dos quais 13 a titular. Não marcou golos, fez três assistências. Poucochito.

 

Gabrielzinho

 

Chegou a Vila do Conde pela mão de Jorge Mendes e com o rótulo de “mais cara contratação de sempre do Rio Ave”. Está certo que nos dias de hoje, quando falamos de futebol, 800 mil euros são trocos, mas não deixa de ser um investimento, digamos, interessante e um pomposo título para um jogador que, até agora fez 214 minutos no campeonato e apenas um jogo a titular. É possível que o diminutivo não seja por acaso.

 

Gabigol

 

Quando errei, pedi desculpa”. Podia ser uma música de Roberto Carlos, mas é uma citação de Gabriel Barbosa, vulgo Gabigol, numa entrevista à “Folha de São Paulo”, falando da sua fugaz passagem pela Europa. O brasileiro fez a primeira metade da época no Benfica, que, em números, se resume assim: cinco jogos, um golo, 43324987 posts no Instagram, incontáveis pedidos de desculpa.

 

Waris

 

Foi uma das contratações de inverno do FC Porto e encontra-se em parte incerta desde a derrota dos dragões em Paços de Ferreira, onde foi titular. Oito jogos e zero golos depois, o FC Porto está obrigado a pagar seis milhões pelo seu passe e desesperadamente obrigado a pedir a alguém que tenha a gentileza de colocar uma tarja a dizer “Mete o Waris” num qualquer estádio nacional na próxima época.

 

Doumbia

 

Podia perfeitamente estar na corrida para a lista de craques do ano na eventualidade de não existir VAR. Em não podendo, o costa-marfinense cujo negócio vai custar ao Sporting qualquer coisa como 7,2 milhões por 70% do passe, arrisca-se a terminar a época com zero golos marcados no campeonato. Nas Taças, onde, a bem da verdade, foi mais vezes opção, as coisas correram melhor, ma non troppo: dividiu pela Taça de Portugal, Taça da Liga, Liga dos Campeões, Liga Europa e colossos como o Vilaverdense, União da Madeira, Steaua de Bucareste, Olympiacos e Astana os oito golos que tem em 28 jogos.

 

Seferovic

 

Título de notícia do diário “Marca” a 20 de Agosto de 2017: “Seferovic amenaza histórico récord de Eusébio”. Título de notícia do diário “Record” a 20 de abril de 2018: “Seferovic e namorada rendidos ao charme de Lisboa”. Assim vai a marcha do marcador da época do suíço no Benfica. Eu própria, em agosto, escrevi que Seferovic não era “de esferovite”, um erro tremendo na medida em que o homem se foi esfarelando ao longo da época. Começou com quatro jogos oficiais seguidos a marcar, ameaçou o recorde de cinco consecutivos de Eusébio (e Nolito, já agora), mas depois de Rui Vitória mudar o sistema tático de 4-4-2 para o 4-3-3, o helvético de ouro tornou-se em pirite: não marca desde dezembro frente ao V. Setúbal, num jogo da Taça da Liga. No campeonato a seca ainda é maior, já que não sabe o que é fazer um golo desde Outubro.

 

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publicado às 03:22

Os pézinhos de Bruno Fernandes

Rui Gomes, em 29.04.18

 

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Às tantas, a meio da segunda parte, um dos comentadores da transmissão televisiva do Portimonense-Sporting dizia, meio que surpreendido, que Bruno Fernandes “tinha caído muito”.

 

Não foi só Bruno Fernandes. O Sporting caiu muito na 2.ª parte, num jogo em que, diga-se, nunca foi brilhante, em que nunca pareceu conseguir lidar com a) um Portimonense que sabe sair para o ataque e b) a pressão que é saber que em caso de vitória, o 2.º lugar estava ali à mão.

 

E é nestas alturas que é um luxo ter um jogador como Bruno Fernandes. Que tem mais de 50 jogos nas pernas e mesmo nos jogos em que já não parece tão fresco, tão afinado, ainda tem a clarividência e o talento para resolver o que até então parecia empancado.

 

Há quase 50 anos que nenhum médio português do Sporting marcava tantos golos numa só temporada. Bruno leva já 16, mas nem só de golos vive esta temporada do miúdo que os leõe foram buscar à Serie A. Em Bruno Fernandes também está o inconformismo de quem só deixa de tentar quando o jogo acaba, de quem tem sempre aquele pedacinho de fantasia misturado com eficácia e vontade, por demais necessário quando, claramente, tudo o resto falha.

 

Esta noite, enquanto colectivo, o Sporting não foi o Sporting de outros jogos. Bas Dost nunca foi bem servido, a defesa, sem Mathieu e com um não rotinado Petrovic, falhou mais do que o costume. Mas estava lá Bruno Fernandes e é graças aos pézinhos de Bruno Fernandes que, em Alvalade, se pode, de facto, começar a ouvir o hino da Champions. E sem olhar para trás.

 

Lídia Paralta Gomes, jornal Expresso

 

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publicado às 05:38

 

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Durante a semana, o Sporting assegurou de forma ligeiramente dramática um lugar na final da Taça de Portugal, num jogo intenso, frente ao FC Porto, em que os leões tiveram de fazer horas extraordinárias e ainda guardar mais um bocadinho para as grandes penalidades.

 

Foi uma vitória saborosa para o Sporting. Não só porque é um troféu que fica ali à mão de semear, mas também porque os jogadores de Jorge Jesus não quebraram fisicamente, como temia o treinador leonino, após mais de meia centena de jogos - Jesus chamou-lhe alma e talvez seja, nos grandes momentos uma pessoa dá o que tem e o que não tem e isso talvez se chame mesmo alma.

 

Mas não quebrou o Sporting no clássico, quebrou esta noite em Alvalade, em jogo para o campeonato frente ao Boavista. Uma ressaca que apareceu nos últimos 20 minutos, altura em que os leões foram obrigados a defender com aquela tal força que às vezes não se sabe que se tem o 1-0 que conseguiram no seu melhor período, na 2.ª metade dos primeiros 45 minutos (...).

 

Lídia Paralta Gomes, jornal Expressoaqui.

 

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publicado às 05:08

"Só há amor com Bas Dost"

Rui Gomes, em 13.03.18

 

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"Há um antes e um depois do minuto 56 no Chaves-Sporting. Até esse momento, o Sporting era assim uma espécie de membro de casal de namoro com data de validade a expirar, sendo que nesta metáfora, o outro membro do casal é a Liga. A relação foi boa, chegou a ser muito bonita mas, alguns meses depois, o Sporting já não parecia assim tão interessado. Até porque lá fora, na Europa, o leão andava já a catrapiscar outra conquista.

 

Porque foi a pensar na Liga Europa que Jorge Jesus engendrou um onze de recurso, face a tantas ausências, fosse por lesão ou castigo. Não arriscando colocar Bas Dost de início, deixando Ristovski no banco para dar as laterais a Bruno César e Battaglia, oferecendo a titularidade no meio-campo a Misic. E durante 56 minutos, de facto, o Sporting esteve com a cabeça em outro sítio, na República Checa talvez, por achar que cá dentro as coisas estavam mais que condenadas.

 

Mas há sempre uma réstia de amor. E essa réstia, essa esperança, está na cabeça de um holandês de sorriso fácil e sempre de braços abertos para receber alguém contra o seu corpo com quase 200 centímetros de altura. Porque no Sporting, quando há Bas Dost, há sempre mais uma oportunidade".

 

Crónica de LÍDIA PARALTA GOMES, jornal Expresso, disponível aqui.

 

 

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Nota: Para que não hajam quaisquer equívocos, avisamos, desde já, que não toleraremos propaganda avulsa "encarnada" sobre o primeiro golo de Bas Dost. Isto, muito em especial para todos aqueles que não sabem fazer a distinção entre a nossa postura crítica para com o actual presidente do Sporting e o nosso Sportinguismo.

 

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publicado às 04:27

A culpa não é do jogador !

Rui Gomes, em 06.12.17

 

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Exceptuando a parte de "honra ser feita" a Jorge Jesus, gostei deste comentário de Lídia Paralta Gomes, jornal Expresso (não, não é parente minha), sobre a performance, se é que se pode chamar isso, de Alan Ruiz:

 

"Quando quase tudo está perdido, mais vale mudar para tentar pelo menos baralhar as probabilidades. Terá pensado assim Jorge Jesus quando apostou em Alan Ruiz no onze titular do Sporting para o jogo desta terça-feira em Barcelona, onde tinha de ganhar e esperar ainda por boas notícias de Atenas. Perdeu por 2-0, com dois erros pouco comuns, e não houve boas notícias de Atenas. O Sporting muito dificilmente continuaria na Champions e o milagre não aconteceu, apesar de Jesus, honra lhe seja feita, tenha tentado de tudo, de todas as maneiras e feitios.

 

Olhando para o início da época, pode até entender-se a opção de Jorge Jesus por Ruiz. O técnico leonino quis fazer do argentino uma espécie de Doumbia, estratégia que tão bem resultou frente ao Olympiacos. Só que Alan Ruiz não é Doumbia. Não tem a sua rapidez, a sua destreza, a sua inteligência a ler lances. E o que não se entende é que Jesus não tenha percebido que por estes dias Bas Dost, que chegou a Alvalade como um grande avançado, mas sem grandes pezinhos, já é muito mais parecido com Doumbia do que Ruiz, que não ganhou um lance que fosse em velocidade, em altura, em desmarcação. Não jogou, nem fez jogar. E por isso, nos primeiros 45 minutos, o Sporting foi inofensivo no ataque".

 

O nosso bem conhecido Rogério Casanova, na sua análise humorística à performance dos jogadores do Sporting, quando chegou a vez de Alan Ruiz, publicou isto:

 

"[Nota do Editor: Esta secção do texto originalmente enviado pelo autor, além de conter uma sucessão inexplicável de caracteres em maiúsculas, pontos de exclamação, e hieróglifos avulsos, encerrava também algumas afirmações peremptórias sobre Alan Ruiz, nomeadamente ao nível das suas faculdades cognitivas, aparelho reprodutor, e odor corporal, às quais não foi possível fazer fact-checking até ao fecho da edição. Aos leitores, as nossas desculpas]".

 

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publicado às 04:20

 

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Ora bem, onde é que nós já vimos isto? Isto do Sporting enfrentar um colosso europeu, jogar bem e perder de forma inglória. Um par de vezes no último ano, por exemplo, nos dois jogos contra o Real Madrid. No Santiago Bernabéu, a equipa de Jesus esteve largos minutos em vantagem, com os merengues a dar a volta aos oitchenta e oitcho e aos 90’+4. E em Alvalade, depois de muito lutar, o Sporting empatou aos 80’, para voltar a ficar em desvantagem aos 87'.

 

Já este ano, há um par de semanas, aliás, só um autogolo derrotou o Sporting frente ao Barcelona. E esta noite, em Turim, depois de marcar aos 12 minutos, de sofrer o empate e de controlar uma boa fatia da 2.ª parte, o golo da derrota leonina apareceu aos 84 minutos.

 

E assim se faz um compêndio de como perder jogos de forma cruel.

 

Lídia Paralta Gomes, jornal Expresso

 

 

Nota: A crónica completa do jogo disponível aqui.

 

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publicado às 03:47

As versões e as diferenças

Rui Gomes, em 13.05.13

Um texto da autoria de Lídia Paralta Gomes - Record - sobre o "clássico" do Dragão, do qual transcrevo apenas três parágrafos mais relevantes:

 

"(...) Mas a verdade seja dita: o Benfica não perdeu o campeonato no Dragão. Perdeu-o no imprevisto empate com o Estoril, no primeiro indício de que a meia-final da Liga Europa frente ao Fenerbahçe tinha marcado o fim da réstia de frescura física da formação de Jesus. Sem esse empate, O Benfica jogaria no Porto sem pressão, o ideal para uma equipa em frangalhos. Assim não foi. Talvez por isso acusem os encarnados de não terem feito tudo para ganhar no sábado.

 

Vejo por outro prisma. Face à falência da condição física dos seus jogadores, Jesus só podia jogar em contenção. Jogasse de peito feito e sujeitava-se à goleada. E até ao milagroso remate de Kelvin, a estratégia do Benfica resultou na perfeição.

 

Resta agora ao Benfica fazer das tripas coração em Amesterdão. O jogo de quarta-feira pede verdadeiros gladiadores na Arena, para que o Benfica não viva aquilo que em 2004/2005 viveu e sofreu o Sporting: numa semana perder campeonato e, na altura, Taça UEFA. Essa época, em que o Sporting era de longe a equipa que melhor futebol praticava na Liga... (...)."

 

Observação: O empate com o Estoril é visto à conveniência de memória selecta pelo infâme jogo na Luz frente ao Sporting. Na realidade, perdendo os três pontos como devia ter perdido - houvesse justiça e arbitragem imparcial - e com os outros dois do jogo com o clube da Linha, o Benfica teria chegado ao Dragão com um ponto de atraso em relação ao FC Porto, e o cenário alterava-se significativamente. E, agora, estaria a quatro e o clube do Norte já celebrava o título.

 

Como já indiquei em um outro texto, a única pessoa em posição para poder avaliar a condição física da equipa é Jorge Jesus, tudo o resto vindo da praça não passa de meras conjecturas. Mas mesmo admitindo esse condicionante, não dá para compreender o ilusório argumento que se o Benfica tivesse jogado no Dragão em carácter - o seu desde sempre jogo ofensivo - seria goleado. Acho isto muito estranho, porque esta equipa portista também é vulnerável e precisava de vencer o jogo. Não podia jogar em contenção e teria de correr alguns riscos que potencialmente teriam sido explorados pelas "armas" atacantes dos encarnados, o que eles sempre fizeram melhor ao longo da época.

 

Por fim, à semelhança comparativa do que já aqui escrevi, é bom que a cronista se tenha lembrado do que aconteceu ao Sporting em 2005. A grande diferença é que o golo de Kelvin foi limpinho, limpinho, e o de Luisão, em 2005, foi extraordinariamente sujinho !

   

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publicado às 18:20

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