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Assustadoramente inacreditável

Rui Gomes, em 22.10.19

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Mais uma preciosíssima “pérola” desta peculiar Justiça portuguesa…

Segundo revelaram há dias vários jornais, o Tribunal da Relação de Lisboa defende que o insulto, a ofensa e a baixeza moral fazem parte do futebol.

Efectivamente, um acórdão dos juízes da 9ª Secção daquele tribunal fundamenta-se em considerações polémicas para recusar o enquadramento penal de injúrias no mundo do desporto, com a justificação de que comportamentos reveladores de baixeza moral são, de alguma forma, tolerados na cena futebolística.

O jornal A Bola referenciou um caso, a propósito, em que durante um qualquer jogo um delegado insultou um técnico com expressões gravosamente ofensivas – as quais, no entanto, aquele tribunal entendeu que as ofensas, feitas no seio do mundo do futebol, não atingiram um patamar de obscenidade e grosseria de linguagem, argumentando que no contexto de acesa discussão, numa envolvência futebolística em que foram proferidas, aquelas palavras não têm outro significado que não seja a mera verbalização de palavras obscenas, sendo absolutamente incapazes de pôr em causa o caráter, o bom nome ou a reputação do visado.

A decisão judicial acentua ainda que um comportamento revelador de falta de educação e de baixeza moral e contra as regras de ética desportiva é de alguma forma tolerado nos bastidores da cena futebolística.

Igualmente divulgada pelos media cá do burgo, foi a reacção do presidente do Comité Olímpico de Portugal, que, afirmando-se surpreendido com o teor do acórdão, afirmou: "Na perspectiva daquele tribunal, um recinto desportivo é uma espécie de offshore, onde se pode praticar o que é criminalizado no exterior".

Para José Manuel Constantino, esta gravíssima decisão derruba esforços de professores, pais e autoridades desportivas para a regulamentação dos comportamentos em situações competitivas. Ao justificar que são aceitáveis expressões que ferem o património pessoal, humilham, mancham a honra e a dignidade pessoal, o exemplo que se transmite é muito negativo.

E agora?” – interroga-se o Expresso... Ou, como diria certamente o saudoso Fernando Pessa: “E esta hein?”…

É por de mais evidente que chocantes e assustadores exemplos destes, vindos da própria Justiça, complicam ainda mais a tarefa gigantesca, mas urgente e crucial, de mobilizar e motivar esforços contra a crescente violência física e verbal no mundo do desporto.

Com magistrados desta mentalidade, é facílimo compreender o estado desastroso em que existe a Justiça portuguesa – indubitavelmente a maior responsável pelo enorme atraso de Portugal face aos países evoluídos, onde ela funciona, transparente e credível.

Texto da autoria do nosso leitor/colaborador Leão da Guia

publicado às 15:00

Não nos deixemos iludir...

Rui Gomes, em 15.10.19

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Estou plenamente convicto, há muito, de que a esmagadora maioria dos sportinguistas apoia firmemente a Direcção no seu possível propósito de banir radical e definitivamente de associados e de todas as instalações do Clube essa indesejável gentalha, cujo constante e condenável comportamento desordeiro tem provocado crescente mal-estar e indignação de todos os que - no estádio ou no pavilhão - têm pleno direito a assistir pacificamente às variadas actividades do Sporting, para além de incomensuráveis danos financeiros e de repercussão.

Lamentavelmente, a agora tão mal-afamada (dentro e fora do país) Juve Leo tornou-se gradualmente presa fácil de arruaceiros, delinquentes e afins (alguns até com cadastro criminal), estratégica e astuciosamente infiltrados na própria claque, usando-a como única actividade 'profissional', explorando parasiticamente o Sporting Clube de Portugal - gozando das inadmissíveis, injustificáveis e generosas benesses (incluindo bilhetes grátis, viagens, estadias, acesso directo aos jogadores e técnicos, etc.) concedidos pelo psicopata charlatão, tardiamente destituído, em troca de serviços pessoais de milícias protectoras do alucinado ditador.

São, pois, estes ditos órfãos do 'brunismo' que, saudosos das suas muitas infames regalias - e contando com a vergonhosa conivência da media sem escrúpulos - espalham e fomentam os ridículos espectáculos desordeiros que se têm verificado e que visam atacar o Sporting e os seus legítimos dirigentes. Não nos deixemos iludir...

Texto da autoria do nosso leitor/colaborador Leão da Guia

publicado às 04:03

Numa extensa e interessante entrevista de Rui Miguel Tovar, publicada no site do “Mais Futebol” na passada quinta-feira, o conhecido antigo chefe do Restaurante Churrasqueira no Campo Grande, João Dinis (cozinheiro do Sporting Clube de Portugal nas deslocações da sua equipa ao estrangeiro nos anos 70 a 90), desfiou um longo somatório das suas memórias, recheado de curiosas revelações e inéditos relatos de episódios pessoais com protagonistas históricos como, entre outros, Yazalde, João Rocha, Bobby Robson, José Mourinho, John Toshack, António Oliveira, Rui Jordão, Manuel Fernandes, Meszaros, Carlos Queiroz, Luís Figo, Balakov, Carlos Xavier, Futre, Mário Jardel, Jaime Pacheco, Jorge Jesus ou o massagista Manuel Marques (o inesquecível “mãos de ouro”).

Mas, indubitavelmente, a mais surpreendente revelação do chefe João Dinis incida no fervoroso sportinguismo demonstrado pelo actual presidente do Sport Lisboa e Benfica:

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O Luís Filipe Vieira era um sportinguista ferrenho. Trabalhava numa casa de pneus e o seu patrão ia muito à Churrasqueira nessa altura com os seus empregados. Todos nós, no restaurante, tínhamos carros do seu 'stand'. Foi então que conheci o Luís Filipe Vieira. Um sportinguista ferrenho. Nem imagina... sócio e tudo. Se não deixou de pagar as quotas, deve ser o número dois-mil-e-tal. A gente falava muito do Yazalde, dos seus golos, das suas jogadas”.

Na mesma entrevista, João Dinis confessou que, depois de sempre ter assistido aos jogos do Sporting, em casa e fora, deixou de o fazer a partir do trágico incidente do very-light no Estádio do Jamor, em 1996, na final da Taça de Portugal com o Benfica, em que um adepto do Sporting foi mortalmente atingido. “O very-light passou mesmo por cima de nós. Aquilo fez-me desistir de ir à bola”.

E não terminou a longa entrevista sem relatar mais um episódio ”picante”, daqueles que, na sombra, contribuíram decisivamente para a obscuridade, a suspeição e a desconfiança que hoje envolve o tão martirizado futebol português:

Lembrei-me de uma outra história, esta, passada há 30 anos, com o Jaime Pacheco. A Churrasqueira fechava ao domingo à noite e convidei-o para ir comer a minha casa. Já bem bebidos, tive então a coragem de lhe perguntar sobre a força do Porto no futebol português. E ele disse-me 'João, vou contar-te, não digas a ninguém: quando o delegado ao jogo entrava no balneário do árbitro, entregava as fichas dos jogadores titulares e uma nota de 100 dólares'. (…)

Ainda quanto a Luís Filipe Vieira:

Após uma passagem pelo FC Alverca (onde julgou ter descoberto a sua “mina de ouro” no futebolista angolano Pedro Mantorras) e complicados problemas com a Justiça, tornou-se, na sua actividade de empresário da construção civil e da imobiliária, um notório grande devedor... ao Fisco e à Banca, tendo-se refugiado finalmente, e comodamente, como presidente do Benfica.

Texto da autoria de Leão da Guia

publicado às 05:03

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Segundo o publicado pelo Expresso, baseado em notícia divulgada pela agência Reuters, a polícia de Turim deteve ontem (segunda-feira) cerca de quarenta elementos de algumas das claques mais violentas da Juventus – incluindo dez dos seus líderes – suspeitos de chantagear o clube a fim de obter ingressos grátis para os jogos, que, de seguida, eram vendidos no mercado negro.

O método utilizado era bem simples: caso a Juventus não disponibilizasse bilhetes a esses grupos, os seus membros ameaçavam causar cenas de violência nos estádios e entoar cânticos ofensivos e racistas durante os jogos do clube de Cristiano Ronaldo.

Derivada de queixa da Juventus às autoridades, e após um ano de investigações por parte uma unidade especial da polícia de Turim, a operação estendeu-se a 14 cidades do norte e centro de Itália – devendo os suspeitos ser acusados de conspiração, crime organizado, lavagem de dinheiro e agressão.

Acrescenta esta mesma notícia ter este caso surgido poucos meses depois do Ministério Público italiano ter aberto uma investigação, que ainda decorre, à alegada infiltração de membros da máfia calabrese em grupos de ultras da Juventus.

Atendendo aos imensos danos e perturbações causados por algumas das suas “claques” radicais infiltradas de desordeiros, os clubes portugueses mais atingidos por este crescente problema bem deviam seguir o exemplo do campeão italiano – isto, claro, se, devidamente mentalizadas, as nossas autoridades policiais se empenhassem na exterminação deste cada vez mais gravoso fenómeno social.

Texto da autoria do nosso leitor/colaborador Leão da Guia

publicado às 02:33

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Agora, que se inicia mais um campeonato nacional de futebol, alguém se recordará ainda da punição federativa acumulada de quatro (ou seis) interdições aplicadas ao Estádio da Luz - mas até hoje não cumpridas?

O que acontecerá? Estarão os processos escondidos no fundo de uma qualquer gaveta do presidente do inútil Instituto da Juventude e Desporto ou do igualmente inútil secretário de Estado do Desporto? Do próprio presidente da FPF ou do seu Conselho de Disciplina?

Haverá ordens superiores da “geringonça” a pensar nas próximas eleições?... Estará o Benfica, realmente, acima da lei (como parece)? Estarão todos os responsáveis envolvidos ansiosamente à espera de que mais este incómodo assunto mergulhe definitivamente no oceano do esquecimento?

Vá lá, expliquem-se!

Texto da autoria de Leão da Guia

publicado às 03:33

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Para lastimável descrédito do Desporto e da Justiça deste singular país, tem-se constatado ultimamente a tendência de alguns dos maiores devedores ao fisco e à banca (isto é, a todos nós, cidadãos contribuintes) - nomeadamente empresários da construção civil e da imobiliária - se refugiarem comodamente como altos dirigentes de populares clubes de futebol. Um expediente habilidoso que, resistindo ilicitamente ao cumprimento da lei e das dívidas, lhes permite garantir a manutenção da sua vida confortável, em prejuízo das vítimas ignoradas e sofredoras dos seus calotes.

A fim de conservar o seu poder (indispensável à sua segurança) esses astutos personagens cultivam avidamente o apoio das aduladoras e inconscientes massas adeptas dos seus clubes, usando simultaneamente o seu prestigioso estatuto na conquista de uma influência cada vez mais notória e pessoalmente interesseira sobre as variadas instâncias desportivas, políticas ou da comunicação social – o que resulta, obviamente, numa promiscuidade crescentemente suspeitosa e altamente perniciosa para a imprescindível integridade do movimento desportivo nacional, sobretudo o futebolístico.

Neste particular e inflamado contexto, não surpreende que o comum observador manifeste o seu repúdio pela frequente e desavergonhada exibição pública, nas elegantes tribunas dos estádios e outros locais, desses desafiantes grandes caloteiros, principalmente quando ladeados de governantes e políticos igualmente destituídos de pudor.

Texto da autoria de Leão da Guia

publicado às 03:33

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A decisão da Mesa da Assembleia Geral do SCP  de proporcionar ao desprezível charlatão destituído uma nova oportunidade de se defender perante os sócios representa, na minha óptica, mais um injustificável acto de generosidade para quem causou, comprovadamente, incomensuráveis e irreparáveis danos materiais, desportivos, morais e reputacionais à nossa muito prestigiosa e honrada Instituição centenária – que o alucinado psicopata, por ele próprio, lançou na lama e continua, odiosamente, a perseguir.

Apoiado por aqueles que ainda restam das milícias pretorianas que criou para ajudá-lo a conservar-se no poder (saudosos, por certo, das inconcebíveis benesses que recebiam em troca) e pela conivência sem escrúpulos dos seus amigos dos jornais e das televisões que com intuitos algo populistas teimam em conceder-lhe palco, o deposto ditador recusa-se a aceitar que o seu tempo já há muito se esgotou. De pouco ou nada valendo todo o seu saturado ridículo exibicionismo.

Afirma, agora, que não comparecerá na Assembleia Geral de amanhã. Mas, tratando-se de um pantomineiro compulsivo, haverá motivo para desconfiar ou admitir tratar-se de mais um dos seus truques. Bastará recordar o que aconteceu na assembleia destituitiva de 23 de Junho. Mas, não faltarão certamente os arruaceiros órfãos do brunismo…

Ora, os sportinguistas, amanhã, devem expressar uma mensagem bem clara, inequívoca e bem definitiva de que não aceitamos, entre nós, aventureiros, oportunistas, demagogos, ditadores, divisionistas, trapaceiros, incendiários, violadores dos Estatutos ou abusadores do prestígio e dos recursos do Clube para seu exclusivo interesse pessoal.

Exigimos total civismo, dignidade, decência, estabilidade, tranquilidade, união, lealdade e espírito muito positivo. Fidelidade total aos ideais, valores e princípios que inspiraram e determinaram a existência da nossa nobre e gloriosa Instituição.

Torna-se, portanto, imperiosa a nossa presença e votação na Assembleia Geral. O Sporting necessita – e merece – todo o sacrifício dos sportinguistas!

Texto da autoria do nosso leitor/colaborador Leão da Guia

publicado às 05:04

A detenção de Michel Platini

Rui Gomes, em 20.06.19

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É ainda demasiado cedo para saber se a detenção de Michel Platini, em França, foi um dos primeiros efeitos práticos das denúncias do Football Leaks, de Rui Pinto – que, antes da sua detenção em Budapeste e da posterior entrega às autoridades portuguesas, terá cedido à Justiça francesa, a pedido desta, uma parte dos ficheiros das suas investigações sobre a corrupção da mafiosa rede internacional do futebol.

Todavia, para quem leu o livro Football Leaks, ou extractos do mesmo transcritos na imprensa, o que agora acaba de acontecer ao antigo e famoso ídolo do futebol francês e, mais tarde, presidente da UEFA – que (tal como o seu amigo Joseph Blatter, presidente da FIFA) acabou por ser demitido – era obviamente previsível, pelo menos para averiguações.

De notar, a propósito, que também um recém-reeleito vice-presidente da FIFA, Ahmad Ahmad, foi este mês detido em Paris.

A atribuição do Campeonato do Mundo 2022 à “grande potência planetária do futebol” – o Qatar – que desencadeou de súbito uma explosão internacional de perplexidade e suspeita, tornar-se-ia o factor determinante conducente à descoberta das nebulosas e fraudulentas negociatas envolvidas na eleição de um país onde o calor insalubre do Verão forçaria (pela primeira vez na história da modalidade) a organizar o torneio no Inverno – com gravíssimas consequências para a normal realização das competições nacionais da quase totalidade dos países restantes.

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Progressivamente, têm sido desvendados subornos de vários tipos, compra de votos e troca de compensações entre as federações votantes, incluindo a aquisição, com fabulosos investimentos, do Paris Saint Germain pelo riquíssimo Estado do Qatar, uma insólita operação garantida pelo beneplácito da FIFA e da UEFA, bem como obscuras e lucrativas combinações entre dirigentes dos dois organismos.

Agora, será que estas enérgicas acções das autoridades francesas motivarão, finalmente, as suas apáticas congéneres portuguesas a seguir-lhes o exemplo? Esperaremos (sentados?)...

Texto da autoria do leitor/colaborador Leão da Guia

publicado às 04:17

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A ciclópica e temerária cruzada a que, corajosamente, se devotou Rui Pinto – desmascarar de vez a gigantesca teia mafiosa internacional do futebol (com acentuado envolvimento português) – é, reconhecidamente, digna do apreço e do incentivo de toda a gente que exige, pugna e paga por um jogo limpo, honesto, livre de batota e de corrupção. Ele tem prestado, por isso, um indubitavelmente relevante serviço de multinacional interesse público.

Desconcertante e enigmaticamente, porém, o jovem alegado hacker encontra-se, como se sabe, preso em Portugal desde Março, porque a medieval e sempre intrigante Justiça portuguesa assentou a sua total prioridade na caça ao “malandro” do denunciante – em vez de se concentrar primordialmente no mais óbvio, no que verdadeiramente importa: a investigação dos inúmeros actos e suspeitos nacionais da prática dos gravíssimos crimes denunciados (algo a que, obviamente, os envolvidos procuram impedir…).

Ora, como é fácil de perceber, esta surreal posição da nossa desacreditada justiça não aponta para o combate à criminalidade organizada, apenas a incentiva e conforta os seus actores. A sua mensagem parece, pois, ser: “cometam à vontade as vossas vigarices, que, se elas forem denunciadas, os delatores é que serão condenados”. E isto é o que se poderá chamar de “Justiça do avesso”…

Evidentemente que o grau de valor do delito imputado a Rui Pinto pelo Ministério Público português, e usado como pretexto para a sua detenção – recurso a meios ilícitos nas suas pesquisas das fraudes cometidas pelas redes mafiosas do futebol – não é, de modo algum, minimamente comparável com a importância extrema da dimensão e gravidade dos crimes por ele detectados, documentados e revelados no Football Leaks – corrupção, suborno, fuga aos impostos, lavagem de dinheiro sujo, tráfico humano e de influências, pressões, trocas de favores, jogos viciados, resultados adulterados, apostas manipuladas, etc. – envolvendo tanto a FIFA como a UEFA, federações, clubes, dirigentes, empresários, agentes, investidores, advogados, banqueiros e, até, futebolistas.

Tudo ilegalidades que causaram, e continuam a causar, incalculáveis danos aos países e instituições lesadas. Mas, sobretudo, à própria indústria do futebol mundial e aos amantes do excitante jogo – cuja existência futura se julga cada vez mais imprevisível.

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Entretanto, como tem sido noticiado, para além das críticas públicas da eurodeputada Ana Gomes à actuação das autoridades portuguesas – que acusa de agirem a pedido do notório fundo de investimento Doyen Sports, suspeitamente ligado à máfia do Azerbaijão, sediado em Malta, e que nem sequer paga quaisquer impostos em Portugal – tem vindo a crescer de visibilidade e de tom a condenação internacional contra a absurda e paradoxal situação a que Rui Pinto está forçadamente submetido no seu próprio país.

Isto, com destaque para a recém-publicada carta aberta em defesa do jovem português, subscrita por cerca de cinquenta diretores de jornais (como “The Sunday Times”, “Der Spiegel”, “Le Soir” e “Politiken”), jornalistas, eurodeputados, directores e fundadores de várias organizações não-governamentais, incluindo Repórteres sem Fronteiras, Freedom of the Press Foundation e o Centro Europeu para a Liberdade de Imprensa e dos Media.

Há, ainda, que salientar o importante facto das autoridades policiais, judiciais e fiscais de França, Bélgica, Holanda e Suíça, confiadas na total legitimidade de todas as provas até agora recolhidas, já terem manifestado o seu empenhado interesse na colaboração de Rui Pinto, com vista à investigação das eventuais fraudes e respectivos suspeitos. E as autoridades de Portugal, o que farão?...

Não existe, portanto, dúvida alguma de que sem a prestimosa e grandemente arriscada iniciativa do jovem português e seus companheiros, a actividade criminosa das sinistras máfias do futebol mundial prosseguiria – silenciosa, ignorada, opaca, rentável, confortável e impune – no segredo dos deuses…

Mas, meditando, finalmente, em toda esta execrável e tenebrosa realidade de momento, a grande interrogação dominante que ressaltará nas mentes comuns não poderá deixar de ser: “Quem tem medo de Rui Pinto?”…

Texto da autoria do leitor/colaborador Leão da Guia

publicado às 04:04

A universalidade do Sporting

Rui Gomes, em 19.02.19

 

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A propósito da celebração dos quarenta anos do estabelecimento das relações diplomáticas entre Portugal e a República Popular da China, o semanário Expresso publicou no passado sábado um extenso artigo - do qual aqui se salienta esta oportuna e interessante passagem, que testemunha uma vez mais a extraordinária e orgulhosa universalidade do nosso Sporting:

 

“Durante os três anos e meio que viveu em Pequim (1981-84), após o estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países (1979), António Tânger, o terceiro embaixador português na China, foi o principal animador de um Sporting Diplomatic Sports Club, que jogava ténis, futebol e badminton “com equipamento verde e branco” e cujo emblema era o leão do Sporting Clube de Portugal”.

 

Palavras do embaixador António Tânger:

 

“Eu era sportinguista e tinha amigos na direcção do Clube. Andámos pela China toda a praticar desporto com os chineses”.

 

Não será uma simples coincidência: mesmo sem relações diplomáticas, no verão de 1978 o Sporting CP fez uma pequena digressão pelo continente chinês. Num dos jogos, a equipa leonina defrontou a selecção chinesa. Entre a assistência, o comandante militar de Pequim e vice-primeiro-ministro, Chen Xilian. O Sporting venceu por 2-0. Outros tempos, sem dúvida”.

 

Recorda-se que esta digressão, ainda antes do estabelecimento das relações diplomáticas, constituiu evento inédito e de grandes repercussões. Chefiada pelo então presidente João Rocha, ela contribuiu, de seu modo, para o facilitação da abertura das ligações amistosas entre os dois países.

 

Mais um facto histórico que deve orgulhar todos os sportinguistas. Particularmente as novas gerações – incluindo aqueles cuja prioritária, senão única, missão actual parece ser a de desprezar e enxovalhar a dignidade histórica do Clube. Os seus ideais, valores e princípios.

 

Texto da autoria de Leão da Guia

 

publicado às 04:31

Ponte de ligação aos leitores

Rui Gomes, em 25.01.19

 

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"Como já anteriormente comentei, a tão polémica como enigmática decisão judicial em causa, respeitante ao caso E-toupeira, suscitou, obviamente, esta pergunta simples, mas basilar: ... quem foi, de facto, o verdadeiro beneficiário final dos trinta crimes que constam da acusação, atribuídos aos acusados indiciados para ir a julgamento ?

 

Terá sido o Pai Natal ?...".

 

Leitor: Leão da Guia

 

publicado às 04:34

Ponte de ligação aos leitores

Rui Gomes, em 30.12.18

 

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"Em Portugal, nada aconteceria, como sempre (punição ao Inter Milão pelos cânticos "racistas") - apesar do comportamento incivilizado, ordinário, provocativo e tenebroso das chamadas "claques" a que - perante a inoperância cobarde dos clubes, Federação e governo - se assiste permanentemente nos estádios portugueses, constituindo a principal causa do afastamento do grande público que verdadeiramente interessa, nomeadamente famílias com crianças e idosos.


Aqui, praticamente todos os desmandos e infracções caem no poço do esquecimento. Um simples e actual exemplo: não foi há poucas semanas que a federação divulgou o castigo de um jogo à porta fechada no Estádio Luz? Será este mais um dos incontáveis casos que terão afundado no poço?...".

 

Leitor: Leão da Guia

 

publicado às 04:01

 

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Parecendo-me, no mínimo, desconcertante – senão prepotente – a decisão do presidente da Mesa da Assembleia Geral de, sem qualquer sustento estatutário, permitir, para além da presença, a intervenção pessoal de sócios que se encontram formalmente suspensos na reunião magna do próximo sábado.

 

Considero tão controversa atitude como uma totalmente injustificável generosidade, ou condescendência, para com indivíduos que causaram, comprovadamente, enormes danos materiais, morais e reputacionais ao Sporting Clube de Portugal. Gente indubitavelmente responsável pelo período mais negro da história centenária, nobre e honrada da nossa Instituição. Ou será que já nos esquecemos da longa tragédia sofrida?...

 

O pretexto da tão propalada e desejada “união” entre os sportinguistas não pode, de modo algum, servir para beneficiar aqueles que, consciente e deliberadamente, se apossaram do Clube para seu exclusivo interesse pessoal, atropelando os Estatutos, instaurando um regime totalitário, ditatorial e despótico, fomentando intencionalmente o divisionismo entre associados e a perseguição odiosa aos críticos e discordantes do rumo sinistramente catastrófico a que aventureiros e oportunistas sem escrúpulos conduziam o Sporting.

 

Não será, por certo, necessário relembrar o interminável rol de abusos e delitos praticados sob a batuta do destituído charlatão psicopata que tão profunda e dolorosamente feriu para sempre o nosso amado Clube – o que, como se sabe, se encontra, de resto, nas mãos da Justiça.

 

O que importa neste momento é impedir, pela força do nosso voto, o indesejável regresso dos predadores. Sem recearmos eventuais manifestações perturbadoras ou intimidatórias dos ainda sobreviventes órfãos do brunismo, torna-se fundamental para os destinos do Sporting votarmos no próximo sábado, no Pavilhão João Rocha – com a mesma adesão, coragem e clarividência demonstrado em Junho, no Altice Arena.

 

O Sporting precisa e merece todo o nosso sacrifício!

 

Leão da Guia

 

 

Nota: Está a ser noticiado que uma "fonte" próxima do lunático ex-presidente fez saber que ele não irá à Assembleia Geral e que mandatará alguém da sua confiança para ler o discurso que o próprio escreveu, relativamente à causa da sua suspensão.

 

Esta é a suposta estratégia que Bruno de Carvalho tem definida neste momento, embora a mesma fonte admita a possibilidade de ela ser alterada, caso algum facto que decorra até à hora da reunião magna o "obrigue" a marcar presença.

 

publicado às 03:33

Ponte de ligação aos leitores

Rui Gomes, em 11.09.18

 

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"Estará Cristiano Ronaldo excluído da Selecção Nacional?


Se não está, acho incompreensível que o número 7 da camisola da equipa que defrontou esta noite a Itália tenha sido envergado por outro jogador (neste caso, Bruma). 


Uma decisão que entendo, não apenas deveras injustificável, mas igualmente desairosa e desconsideradora para com o capitão da Selecção portuguesa e seu melhor jogador e representante de sempre".

 

Leitor: LEÃO DA GUIA

 

publicado às 05:04

 

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Que o tão propalado “senso comum” prova-se cada vez menos comum, é exuberantemente comprovado pela agitação ilógica, inconcebível e desenfreada daqueles que, se dizendo “sportinguistas”, defendem, enigmática e despudoradamente, o regresso à presidência do tresloucado responsável pelo ciclo mais negro dos 112 anos de história do nosso Clube.

 

Do psicopata e pantomineiro que – não dispondo das mínimas qualificações cívicas, éticas ou morais para exercer o cargo – causou ao Sporting incomensuráveis danos de todo o tipo, enxovalhando-o publicamente, com repercussões altamente desastrosas, dentro e fora do país. Deixando-o, na hora da sua humilhante destituição, tecnicamente falido, ajoujado de várias penhoras e dívidas de milhões ao fisco, segurança social, bancos e fornecedores, além de processos judiciais (incluindo o da suspeita de alegada corrupção no futebol).

 

Do desequilibrado rapazola, de ordinarice verbal, que – julgando-se dono e senhor do Clube – abusou despoticamente dos seus poderes, violando sistematicamente os Estatutos e mentido compulsivamente para sua exclusiva conveniência. Que desrespeitou, difamou, insultou e até perseguiu rancorosamente sócios, atletas, técnicos, funcionários e antigos dirigentes – provocando o maior e mais doloroso divisionismo de sempre na longa e honrada vida do Sporting.

 

Do tiranete maquiavélico arruaceiro e conflituoso, cujo discurso incendiário incentivou, inegavelmente, à intimidação e violência das suas milícias pessoais contra jornalistas e os jogadores e treinadores do próprio Sporting, inspirando uma descontrolada e abominável escalada de horror que culminou na monstruosa invasão terrorista da Academia – como, de resto, apontou o juiz de instrução criminal do Barreiro, no despacho em que decretou a prisão privativa dos assaltantes.

 

É, pois, verdadeiramente inexplicável, além de repudiante que – face à total realidade dos factos que nestes últimos anos tão gravemente vitimaram o nosso Clube e aos expressivos resultados da recém-Assembleia Geral destituitiva – ainda sobejem apoiantes do retorno (mesmo pelo truque de “testas de ferro”) do charlatão que, recorrendo aos meios mais sórdidos, estrebucha frenética e desesperadamente para recuperar o poder perdido e, consequentemente, consumar a catástrofe final…

 

Como bem comenta o notável historiador João Pedro Marques: “A distinção entre bom e mau, legítimo e ilegítimo, verdadeiro e falso, ajustado e desajustado parece ter sido inteiramente varrida dos nossos sistemas de valoração”.

 

Leão da Guia

 

publicado às 04:49

O mito dos 90%

Rui Gomes, em 11.06.18

 

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Com óbvio relevo para o alucinado psicopata que se colou ao Sporting como a proverbial lapa à rocha, há imensa gente que por conveniência própria ou défice de discernimento analítico (incluindo jornalistas e comentadores dos media), sublinha insistentemente o vasto apoio dos sócios do Clube ao irracional charlatão baseado nos “90” ou “86%” dos votos que ele supostamente recebeu – ainda que nunca tenha sido divulgado quem (e como) fiscalizou/controlou essas votações (particularmente as do último 17 de Fevereiro) e as respectivas contagens. Que entidade idónea, isenta, independente?

 

A grande ilusão, por muitos interessadamente alimentada, incide, porém, em confundir-se o número de votantes com o número de sócios. Ora, acreditando nas cifras apresentadas e calculando que – dos actuais cerca de 150.000 associados do Sporting – existam à volta de 50.000 dispondo do pleno direito de voto, facilmente se conclui que a totalidade daqueles que votaram (substancialmente dominada pelas fiéis milícias de pressão, intimidação e condicionamento ao serviço pessoal do “querido líder”) correspondeu, aproximadamente, a apenas 7% do número de sócios com direito de voto.

 

Para esta decisiva diferença ou negativa realidade contribui, evidentemente, a habitual baixa participação eleitoral dos sócios que, residindo no Norte, Centro e Sul do país (além dos que vivem no estrangeiro) têm manifesta dificuldade em deslocar-se a Lisboa para votar ou participar nas assembleias do seu Clube – prioritariamente naquelas em que se joga dramaticamente a sobrevivência da própria Instituição (como no caso do próximo acto legal) – e cuja ausência favorece desequilibradamente as posições dos movimentos organizados e centralizados na capital.

 

Torna-se, pois, fundamental estabelecer urgentemente um sistema de absoluta fiabilidade (oposto à fraudulenta prática de suborno através da oferta de viagens e outras benesses em troca de votos) que venha a viabilizar a participação efectiva da totalidade ou, pelo menos, da grande maioria dos sócios.

 

Com a colaboração empenhada dos múltiplos núcleos do Sporting e à luz da alucinante evolução tecnológica do nosso tempo, não será muito difícil implementar uma controlada solução electrónica que, invulnerável a manipulação, garanta rigorosamente a vericidade dos resultados eleitorais, espelhando fielmente a realidade do universo sportinguista.

 

Leão da Guia

 

publicado às 03:54

O desespero do charlatão

Rui Gomes, em 31.05.18

 

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O grande pantomineiro que mente e se desmente a cada minuto que passa, está em pânico perante a perspectiva de perder o venerado trono (e o seu chorudo salário), agitando-se desesperadamente, para conservar o seu poder totalitário, em nova campanha fraudulenta de manipulação dos mais ingénuos e incautos – contando, para isso, com o determinante auxílio das suas tropas (as pseudo-“claques” fiéis ao ditador, não ao Clube) intimidatórias, ameaçadoras e terrorizantes contra todos que ousam de algum modo criticar e discordar da actuação catastroficamente destrutiva de um líder que, insolitamente, se converteu no maior inimigo do Sporting.


O facto de apenas 367 sócios (reduzidos a 90 antes do final) se terem sujeitado, no passado domingo, no Pavilhão João Rocha, ao massacre de cinco horas de verborreia demagoga, incongruente, arrogante e rancorosa do apavorado charlatão, poderá significar um indício positivo para quem anseia ardentemente pelo regresso da paz, da ordem e da dignidade ao nosso maltratado Clube. 

 

Leitor colaborador: Leão da Guia

 

publicado às 17:46

Queremos o nosso Sporting de volta !

Rui Gomes, em 18.05.18

 

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Que chocante selvajaria! Que loucura! Que desastre! Que vergonha!

 

É verdade... estamos a atravessar o momento mais negro da história centenária do nosso querido Clube. José de Alvalade e os seus companheiros, que idealizaram e fundaram o Sporting, estarão a revolver-se nas suas sepulturas. O filho, de oito anos, do meu vizinho chorando convulsivamente ante a imagem televisiva de Bas Dost ferido na cabeça…

 

Assistimos, apaticamente, à auto-destruição do Sporting Clube de Portugal sob a batuta ditatorial de um psicopata alucinado, rancoroso e vingativo, que – não possuindo, como repetidamente comprovado, as mínimas qualificações cívicas, éticas ou morais para presidir a uma instituição da magnitude histórica, honrada e digna, como sempre foi a nossa – deve a sua ascensão e manutenção no poder a grupelhos organizados de jovens turbulentos e agressivos, oriundos, como ele próprio, das claques, que, debaixo da capa de “adeptos”, se tornaram o fiel, activo e sempre disponível “braço armado” do presidente, beneficiando, em troca, de múltiplos e ilegítimos privilégios. São eles que dominam e manipulam as assembleias-gerais e as votações eleitorais, a favor do “querido líder”.

 

À medida que são revelados mais pormenores sobre os monstruosos actos terroristas perpetrados na terça-feira pelo bando de criminosos que invadiu a Academia do Sporting em Alcochete, sequestrando e agredindo violentamente jogadores e técnicos da nossa equipa de futebol – um acto sinistro que, tendo despertado enorme eco internacional, enxovalhou profundamente tanto a reputação externa do Sporting como a própria imagem de Portugal - vamo-nos apercebendo de como os clubes portugueses se têm tornado progressivamente reféns desses intimidatórios grupos de pressão, profissionalmente estruturados e operativos, infiltrados de malfeitores e delinquentes com cadastro criminal – transformando-se, com o andar dos tempos, não só no mais grave e repulsivo fenómeno do movimento desportivo português, como num imenso e galopante problema de ordem social.

 

A maldição que se abateu brutalmente sobre o Sporting e agora se intensificou com as ignóbeis perseguições aos próprios jogadores do Clube, o tenebroso espectáculo da chuva de tochas sobre a baliza do nosso guarda-redes e – só faltava isto… – as suspeitas de corrupção de jogos e jogadores tem um causador, um inspirador, um responsável maior pelo clamoroso descalabro da nossa Instituição. Aquele que, com o naufrágio à vista, teima, desafiada e inconscientemente, em afundar o barco…

 

A todos os verdadeiros sportinguistas caberá a urgente e imensa cruzada de – inspirados nos ideais, valores e princípios determinados pelos fundadores da Instituição – reerguer o nosso decente e amado Sporting Clube de Portugal.

 

Queremos o nosso Sporting de volta!

 

Leitor colaborador: Leão da Guia

 

publicado às 16:49

 

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Em mais uma flagrante demonstração do seu comprovado défice de senso comum, o desequilibrado egocêntrico que preside ao Sporting cometeu a “proeza” de desviar o dominante foco mediático apontado à, finalmente, descoberta montanha de trafulhices benfiquistas – fixando o frenesim dos media na situação incrível e absurdamente surrealista que o seu desastrado golpe lançou no nosso tão flagelado Clube. Na realidade, o inconsciente líder do Sporting prestou um precioso serviço ao grande rival…

Para atingir os  já bem conhecidos fins pessoais, o irracional oportunista decidiu explorar o momento positivo que a equipa principal de futebol atravessava para manipular os sócios, numa assembleia-geral marcada apressada e discretamente, de modo a aprovarem relevantes alterações estatutárias e um repudiante e deveras antidemocrático regulamento disciplinar, tipo Stasi, inseridos, à socapa, nas suas ardilosas propostas.

A Assembleia Geral foi, como se sabe, um espectáculo tão degradante como deprimente, em que, desprestigiando a sua posição, o presidente-funcionário do Clube dirigiu-se aos associados (que lhe pagam o chorudo salário) em termos intoleravelmente autoritários, arrogantes e insultuosos, recheando, como habitualmente, a sua rábula interminável, rancorosa e massacrante de uma terminologia repleta de ordinarice. Isto, perante o silêncio embaraçoso dos membros dos corpos sociais.

Ao constatar o fracasso do seu 'grandioso' embuste, o protagonista e monopolizador do circo abandonou, abrupta e cobardemente, a cena que ele próprio encenara. E no dia seguinte, nem o presidente nem qualquer um dos elementos directivos do Sporting (por vontade própria ou ordens do ditador) compareceram no Estoril para apoiar a nossa abandonada, e derrotada, equipa…

Agora, na recta final de mais uma súbita e forçada Assembleia Geral caracteristicamente chantagista, o infantilizado aventureiro Bruno de Carvalho voltou, em desespero, a recorrer à sua estafada estratégia demagógica da vitimização, destinada a ludibriar os mais incautos e ingénuos, esgotando-se em sucessivas sessões de “esclarecimento” e conferências de imprensa, em que, para sua desilusão, apenas compareceram 10% dos cerca de uma centena de convidados.

Parece que ainda não percebeu que está a perder a sua própria credibilidade, interna e externamente, mesmo entre as suas indefectíveis milícias (ou exército pretoriano) que o ergueram ao pedestal, nas quais se julga detectar já alguma adulta preocupação de parte de vários elementos mais realistas pelo rumo insólito dos acontecimentos e o futuro do Sporting.

Entretanto, intensifica-se a tão melodramática como cínica lengalenga do choradinho: “Estão quase a matar-me e a culpa é dos sportinguistas”, “Com os sportinguistas atrás levarei o Sporting ao céu”, “Eu preciso de militância”, “Esta é a minha profissão”, “Eu vivo disto”, “Se pudesse ficar no Sporting até ao meu último suspiro ficaria muito feliz”…

Que comovente! Que patético! Que ridículo!

Leão da Guia

 

publicado às 05:23

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 14.12.17

 

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É extremamente chocante, e até penoso, que os múltiplos eventos destinados a exaltar o sportinguismo, a solidificar o espírito de união e de fidelidade entre os sportinguistas, a celebrar os sucessos desportivos do nosso Clube, a homenagear os feitos dos seus atletas, a dignificar a memória da Instituição – tais como os do Grupo Stromp ou do Rugido do Leão e os aniversários dos núcleos ou filiais espalhados por todo o Mundo – sejam sistemática e veementemente infectados ou até sabotados pelas despropositadas intervenções coléricas, acusatórias, arrogantes e agressivas, geralmente eivadas de ordinarice, do personagem alucinado e paranóico que ocupa actualmente a presidência do centenário Sporting Clube de Portugal. Intervenções que transformam, deploravelmente, o festivo ambiente leonino num acontecimento deveras desconfortável, depressivo e fomentador de divisionismo.

A propósito da pertinente observação do leitor Lusitanista acerca da tendência para a perpetuação dos presidentes de colectividades desportivas, convém talvez reflectir no facto de alguns dos maiores devedores pessoais ao fisco e aos bancos portugueses (ligados à construção civil e ao imobiliário) se encontrarem confortavelmente refugiados como altos dirigentes de populares clubes de futebol…  

 

Leão da Guia

 

publicado às 03:24

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