Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Governo corrige Liga de Futebol...

Rui Gomes, em 10.07.21

cartoon-sport-fans-vector-illustration-260nw-43846

A decisão sobre o regresso dos espectadores aos estádios das competições profissionais de futebol, anunciada esta sexta-feira pela Liga de clubes, ainda não está tomada, esclareceu fonte oficial do Governo.

A mesma fonte explicou à Lusa que têm decorrido reuniões entre a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) e a Direção-Geral da Saúde (DGS), de preparação para a próxima época, mas a decisão ainda não está tomada.

Relativamente a esta medida, qualquer decisão sobre o regresso do público aos recintos desportivos deverá ser tomada e anunciada após reunião de Conselho de Ministros.

A LPFP anunciou esta sexta-feira que as competições profissionais vão começar com a possibilidade de 33% de lotação dos estádios, depois de reuniões com o Governo e a DGS.

"No seguimento das reuniões levadas a cabo nas últimas semanas com o Governo e a DGS foi hoje definida a norma que será aplicada ao regresso do público aos estádios. Depois de uma luta da direcção da LPFP e das sociedades desportivas, é com enorme satisfação que vemos concretizada a reivindicação da Liga e das suas associadas de ter os adeptos de regresso aos estádios", refere o organismo, em comunicado.

A Liga, liderada por Pedro Proença, explica que, em breve, a DGS vai publicar "todas as regras e condições de acesso do público aos estádios", acordadas com a LPFP, que passam por um arranque das competições profissionais com "a possibilidade de 33% de lotação dos recintos".

publicado às 04:15

Palhinhabessa.jpg

O 'caso Palhinha' foi um dos episódios mais polémicos da temporada, mas não voltará a repetir-se. Foi essa a decisão que saiu da Assembleia Geral da Liga, onde os clubes decidiram que, mesmo que haja recurso e suspensão do castigo, este terá de ser cumprido ao sexto amarelo.

De recordar que João Palhinha viu o quinto amarelo num jogo frente ao Boavista, cartão esse que o retiraria do jogo com o Benfica, mas o Tribunal Central Administrativo do Sul aceitou a providência cautelar interposta e o médio não cumpriu o castigo.

EM NOTA SEPARADA, os clubes também aprovaram uma alteração aos regulamentos com a finalidade de punir com um jogo de suspensão os treinadores que cumprirem uma sequência de cinco amarelos.

Ainda, que qualquer expulsão, mesmo que seja apenas por protestos contra a equipa de arbitragem ou comportamento incorreto, obrigará ao cumprimento automático de um jogo de suspensão. Em caso de reincidência, a punição passará para o dobro.

Esta proposta foi avançada pela Direcção da Liga e também entrará em vigor na próxima época.

Dá para imaginar o arruaceiro-MOR do Norte preocupado com esta última medida!?!

publicado às 08:01

49528618_1145767578936587_8008475335282655232_n.jp

Ao contrário do que já havia sido anunciado, os jogos da última jornada da Liga NOS não vão afinal ter público nas bancadas, caindo agora por terra os eventos-teste que poderiam viabilizar o regresso de público aos estádios.

"A Direcção da Liga Portugal reuniu-se na manhã desta segunda-feira, num encontro de carácter extraordinário – depois de o ter feito de forma ordinária na passada sexta-feira -, tendo ficado decidido que a última jornada da Liga NOS não terá público em testes-piloto, como chegou a ser uma possibilidade. Entre vários outros motivos, a Direcção da Liga Portugal entendeu que não estavam reunidas todas as condições de equidade, quando na jornada 34 existem equipas que, desportivamente, têm o futuro ainda por decidir", pode ler-se no comunicado do organismo.

Pode ler aqui o comunicado da Liga, na íntegra.

Parece-me que se o objectivo era de levar a cabo testes-piloto, poderia ser implementado naqueles jogos em que as duas equipas não têm nada em disputa, no que à classificação diz respeito. A exemplo, a recepção do Sporting ao Marítimo. Um já é campeão, o outro já assegurou a permanência na I Liga e não tem quaisquer outras aspirações.

Para não variar muito, as decisões dos organismos que superintendem o futebol português deixam o essencial a desejar.

publicado às 03:45

Screenshot (105).png

Sporting 2 Nacional 0

publicado às 22:30

all-new-liga-portugal (2).jpg

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) propõe a redução do campeonato de 18 para 16 equipas na temporada 2022/23.

A LPFP realizou, esta quarta-feira, mais uma edição das Jornadas Anuais, com 37 reuniões em oito grupos de trabalho distintos. Das várias sessões, saiu um plano de reestruturação do futebol português.

A principal proposta é a redução da I Liga das actuais 18 equipas para 16 em 2022/23, com o intuito de evitar sobrecarga do calendário, face à proximidade do Mundial 2022, no Qatar. Esta alteração permitiria "a preparação do novo ciclo da UEFA 2024/2027", lê-se em comunicado.

A LPFP também propõe a criação de um "play-off" entre o terceiro e o quarto classificados da II Liga, a uma partida, em casa do primeiro.

O vencedor disputaria, depois, um segundo "play-off" frente ao 16.º classificado da I Liga, com o acesso ao principal escalão em jogo. Este mesmo formato da II Liga seria, então, replicado para o Campeonato de Portugal, sob o abrigo da FPF.

Quanto à Taça de Portugal, que é igualmente organizada pela FPF, a Liga de Clubes e as Sociedades Desportivas sugerem que as meias-finais passem a ser disputadas apenas a uma mão e em campo neutro.

As mudanças estruturais propostas para a Taça da Liga, esta, sim, organizada pela LPFP, são profundas. Desde logo, o organismo pretende que a prova passe a disputar-se em três fases diferentes, a primeira com 16 equipas da II Liga e 12 equipas do principal escalão, com excepção daquelas que participem nas competições internacionais.

A segunda fase seria disputada entre as 14 equipas qualificadas da ronda inicial mais duas equipas que disputarão a Europa Conference League, nova competição europeia de clubes introduzida pela UEFA.

A terceira ronda introduziria uma fase de grupos com doze equipas (oito da segunda fase mais os quatro melhores classificados), com quatro grupos de três formações. O vencedor de cada grupo qualificar-se-ia, então, para a Final Four da Taça da Liga.

publicado às 16:30

Liga teve falta de sensibilidade

Rui Gomes, em 13.01.21

Cinco dias após a turbulenta viagem à Madeira, e depois de Rúben Amorim ter acusado a directora-executiva, Helena Pires, de ter exercido pressão sobre a comitiva leonina, agora foi Miguel Braga que surgiu a reforçar a tónica. No programa ‘Raio-X’, da Sporting TV, o responsável de comunicação do Sporting garante que o clube está apostado em “seguir em frente” quanto ao sucedido, no entanto sublinha as queixas do técnico contra a postura da Liga, que através de fontes do organismo já veio negar qualquer tipo de pressão.

mw-1920.jpg

“Ficou claro o que se passou. O Rúben (Amorim) tem muitas qualidades e uma delas é a forma como se expressa, não deixa dúvidas. Houve alguma falta de sensibilidade por parte da Liga, acredito que ao dia de hoje não voltariam a repetir essas palavras. Não foi o Sporting que decidiu não aterrar na Madeira ou se o avião podia ou não aterrar. Foi uma situação que não se deveria ter passado, mas passou”, considerou Miguel Braga, comentando a publicação de Pedro Proença, presidente da Liga, que aponta no sentido de o futebol manter a sua actividade, a despeito do agravamento da pandemia. 

“Se há actividade em Portugal que está testada e trabalha diariamente para impedir que a pandemia cresça tem sido o futebol. Cada um daqueles jogadores ou elementos do staff já fez mais de 50 testes. Há esta preocupação, não somos imunes à pandemia”, salientou.

Excesso de zelo

A propósito do que considera ter sido uma falta ofensiva mal assinalada a Zouhair Feddal,  frente ao Marítimo, o responsável frisou, igualmente, o desagrado em relação ao critério que tem sido aplicado pela arbitragem contra o Sporting CP: “Parece que de cada vez que saltam (os centrais do Sporting) na área é falta contra nós. E não se percebe o porquê...”

publicado às 13:45

Screenshot (521).png

Rúben Amorim, na conferência de imprensa no final do jogo com o Nacional, comentou a Liga Portugal face à muita pressão que esta exerceu relativamente à aterragem da comitiva do Sporting na Madeira. 

Recorde-se que o avião foi inicialmente impossibilitado de aterrar no Funchal devido ao mau tempo, tendo sido então desviado para Porto Santo. Só cerca de três horas mais tarde, numa segunda tentativa, a aterragem no Funchal foi conseguida.

No que diz respeito ao adiamento do jogo, de quinta-feira para sexta-feira, a decisão foi do árbitro Manuel Mota e não do Sporting, muito embora se admita que houve diálogo entre as partes, assim como com o Nacional.

"Foi algo estranho, havia um alerta vermelho e mesmo assim viemos. Foi um momento difícil dentro do avião, recebemos muitas chamadas da Dra Helena (Pires) que tínhamos de aterrar, que tínhamos de ir a jogo, como se nós não quiséssemos ir a jogo. Nós éramos os mais interessados a ir a jogo. Fizeram pressão enorme para aterrarmos, como se fôssemos nós a pilotar o avião. Não há uma pessoa que estivesse aqui ontem que dissesse que havia condições para se jogar aqui".

Algo para reflexão... parece-me!

ADENDA

Gostei deste comentário do leitor Fernando Pais na nossa página de Facebook:

"Sra. Helena, o Rúben Amorim não podia pilotar o avião. Não tem o nível 4".

publicado às 03:48

nn5.jpg

O Sporting goleou o Tondela por 4-0, em jogo da sexta jornada da I Liga, resultado que permite aos leões isolarem-se provisoriamente na liderança da prova, com mais um ponto do que o Benfica.

Um bis de Pedro Gonçalves, aos 45 e 49 minutos, e golos de Pedro Porro, aos 79', e Sporar, aos 90+3', construíram novo triunfo da equipa de Alvalade, que, até ao momento, apenas cedeu dois pontos, no empate 2-2 na receção ao FC Porto.

Com esta vitória, o Sporting CP assume a liderança provisória, com 16 pontos, mais um do que o Benfica, que apenas joga esta segunda-feira em casa do Boavista. O FC Porto está a seis pontos do Sporting.

GoalPoint-Sporting-Tondela-Liga-NOS-202021-90m.jpg

As estatística não deixam margem para dúvidas sobre a total superioridade do Sporting. Rúben Amorim optou por alinhar com um 'onze' muito mais ofensivo do que temos visto e a exibição dos leões justificam a sua aposta.

Eis algumas das suas considerações (em síntese) no final da partida:

"Foram três pontos, vale o mesmo que os conseguidos frente ao Gil Vicente. As exibições dependem sempre do adversário. Não é a mesma coisa enfrentar o Pepe que um central do Tondela, com todo o respeito que me merece. Após semana com três jogos, às vezes é preciso jogadores com sangue fresco. Foi uma excelente exibição mas que não dá direito a ninguém de ser titular".

Claro que há que melhorar a eficácia de jogo. Mas não sofremos um golo por centímetros perante um adversário que quase não atacou. Se não sofrermos estaremos sempre muito mais perto de vencer. Estamos contentes mas são apenas três pontos. Como adepto, eles devem estar satisfeitos com este tipo de exibição. Mas enquanto treinador não dou assim tanto valor a isso. Da mesma forma que disse aos jogadores para não lerem jornais se não vão pensar que são melhores do que são e ser enganados".

Pako Ayestarán, treinador do Tondela, estava resignado após a goleada sofrida:

"Muito mérito do Sporting hoje. Nós imaginámos aqui um jogo, que não conseguimos cumprir. Fomos superados tanto na saída de bola, como no meio-campo e isso permitiu-lhes lançar os avançados nas costas da nossa defesa. Simplesmente felicitar o Sporting, que demonstrou a grande equipa que é. Nós não estivemos à altura hoje. Dá gosto ver o Sporting jogar e vê-se que há um treinador por detrás desta equipa".

img_920x518$2020_11_01_22_30_18_1774188.jpg

João Mário no seu primeiro jogo como titular após o regresso a "casa":

"Sensações óptimas por voltar a casa. É sempre uma grande alegria jogar aqui. É pena que sempre estive habituado a jogar com este estádio cheio e é completamente diferente. Espero que possam voltar rapidamente. Acima de tudo, estamos a trabalhar muito bem para que quando os adeptos regressem estejam contentes com a equipa e acho que foi uma grande vitória.

Muito feliz por voltar ao Sporting. Sinto-me muito bem cá. Todos sabem o carinho que tenho pelo Clube. Precisava de um ano assim, em casa, com pessoas que gostem de mim. Agradeço pelo apoio que me têm dado mesmo de fora".

E, para terminar, transcrevo algo que li num artigo de opinião que me parece certeiro:

"Pote continua a ser a figura deste Sporting e não só por ser o melhor marcador. Está confiante, sabe aparecer na área contrária e revela uma frieza a finalizar bem superior aos companheiros. Cuidado com ele!

João Mário já começou a assumir a posição de destaque que lhe estava destinada na construção ofensiva. Mas mais interessante é olhar para Andraz Sporar... Trabalhou muito, assistiu e marcou. Também é certo que falhou, mas o técnico já percebeu a sua utilidade".

publicado às 03:33

doc2017122923460655jc_4276215ef08defaultlarge_1024

A perda de receitas do futebol profissional português pode atingir os 350 milhões de euros (ME) na época de 2020/21, concluiu o grupo de acompanhamento do impacto da Covid-19 criado pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).

A revelação foi feita pelo presidente do próprio organismo, no discurso de abertura da conferência 'Talks Santander/Record', em Lisboa, onde Pedro Proença reconheceu que o futebol “não fica de fora” do enormíssimo impacto que a pandemia está a provocar na economia mundial e nacional.

Num cenário de continuação da ausência de adeptos, de retracção de investimento de patrocinadores e diminuição de receitas de transferências, a época de 2020/21 pode atingir perdas de 350 ME de receitas. E isto assumindo que os direitos televisivos não serão colocados em causa”, revelou o presidente do organismo que tutela o futebol profissional em Portugal.

O líder da LPFP lembrou, ainda, que a pausa da I Liga, em Março, e o cancelamento definitivo do escalão secundário representaram uma perda de 135 ME para as sociedades desportivas na última época e referiu que a Covid-19 “realçou ainda mais algumas das grandes vulnerabilidades existentes no sector”, sinalizando "assimetrias" entre os clubes e ‘destapando’ os “modelos excessivamente dependentes de receitas extraordinárias como a venda de jogadores”.

São valores preocupantes e revelam uma fragilidade que o futebol português não podia ter em 2020”, sentenciou o presidente da LPFP.

Nesse sentido, Pedro Proença realçou que a pandemia de Covid-19 pode ser, também, uma grande “oportunidade” para reformular toda a estrutura do futebol profissional português, naquilo que apelidou de um autêntico ‘Plano Marshall’, mas sublinhou que esse caminho “só pode ser percorrido com o governo” português.

O presidente da Liga realçou, entre outros aspectos, a “necessidade de levar a cabo uma revisão legislativa do quadro fiscal e da distribuição da receita das apostas”, assim como uma “revisão do regime jurídico das sociedades desportivas” de forma a promover um “maior escrutínio dos potenciais investidores”.

publicado às 03:30

Liga quer ter público nos estádios

Rui Gomes, em 03.08.20

img_920x518$2017_05_01_01_23_01_1258443.jpg

A diretora executiva da Liga Portugal espera ter público nos estádios na próxima época, apesar da Covid-19.

No final da Assembleia Geral Extraordinária da Liga, Sónia Carneiro diz que é intenção reunir em breve com a Direcção Geral de Saúde.

“Todos percebemos, nestas últimas jornadas, que o público é o coração deste jogo. Foi triste ver as bancadas vazias. Já pedimos uma reunião com a DGS para abordar, de novo, este assunto. Queremos ter um tratamento idêntico ao de outros espectáculos e começar, paulatinamente, a ter público nos estádios, a partir do início da próxima época”, refere.

Foi nesta Assembleia Geral que foi aprovada a criação de um play-off a duas mãos entre o 16.º classificado da I Liga e o 3.º da II Liga e ainda um modelo transitório para a Taça da Liga, apenas com oito equipas, para 2020/21.

Entretanto, Pinto da Costa, na cerimónia de entrega das duas taças conquistadas pelo FC Porto esta época ao museu dos 'dragões', abordou  a questão da ausência de público nas bancadas do Estádio Cidade de Coimbra na final da Taça de Portugal:

"Todas as pessoas responsáveis com quem já falei, inclusive o secretário de estado do desporto, todas elas acharam que era inacreditável como é que não podiam estar ali umas centenas de pessoas. Toda a gente achava. O que é certo é que toda a gente acha que não faz sentido, que não tem razão de ser, que é uma injustiça, que vão levar os clubes à falência.

Isto é um não ligar ao futebol, permite-se público nas touradas, permite-se público nos espectáculos fechados. No dia em que estávamos a jogar em Tondela com o campo sem ninguém estava à mesma hora, não a dar chutos na bola, mas o Xutos & Pontapés a dar um concerto no Tivoli, que é um recinto fechado, com 500 pessoas. Mas isto tem alguma explicação? Eu só queria entender, mas ninguém me explica".

publicado às 04:48

mw-860.jfif

Os clubes profissionais aprovaram esta terça-feira, em Assembleia Geral Extraordinária, a introdução de um playoff (a duas mãos) entre o 16.º da Liga NOS e o terceiro classificado da 2.ª Liga na próxima temporada. O novo formato foi aprovado com 28 votos a favor, 4 abstenções e 18 contra.

Este tipo de playoff é inspirado na Bundesliga e viabilizará a possibilidade de mais uma subida de divisão. Isto porque de entre os campeonatos com 18 equipas só em Portugal existem somente duas despromoções.

Na mesma AG extraordinária foi também aprovada a regra dos cinco substituições num jogo, com 19 votos a favor, 4 contra e 22 abstenções.

Entre tudo isto, fico a reflectir como é possível haver 22 abstenções na proposta - que acabou por ser aprovada - sobre as cinco substituições...

Onde está o sentido de responsabilidade dos clubes?

publicado às 02:49

image.jpg

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LFFP) apresentou uma queixa-crime contra José Godinho, ex-presidente da Oliveirense, participou à Lusa fonte oficial do organismo, devido a um documento que pede a saída de Pedro Proença do cargo de presidente.

Segundo essa mesma fonte, a queixa-crime íntima José Godinho a identificar outros "14 elementos que alegadamente" assinaram o documento.

Um grupo de 15 ex-presidente e dirigentes de futebol, encabeçado por José Godinho, ex-presidente da Oliveirense, apelaram à saída de Pedro Proença da liderança da Liga de clubes, garantindo que ele é o responsável pela "situação danosa".

Num comunicado a que a agência Lusa teve acesso, a 30 de Maio, este grupo defende que, "ultimamente, tem-se assistido a um gradual e deveras inusitado degradar da imagem da Liga Portugal, muito por responsabilidade dos titulares dos seus órgãos estatutários, designadamente o Exmo. Senhor Presidente da Liga Pedro Proença, o qual, tendo sido eleito Presidente da Liga Portugal em 2015, conseguiu ao fim de quatro anos, em 2019, ser reeleito para novo mandato até 2023"

"A sua actuação, como titular oficial daquele órgão, tem revelado um autêntico, contínuo e reiterado desrespeito pelas mais elementares normas jurídicas, estatutárias e ainda regulamentares, conduzindo a Liga Portugal (LFFP) para a completa descredibilidade e inusitado desprestígio, quer institucional, nas suas relações externas com terceiros, quer internamente, nas relações com associados, demais órgãos e funcionários", pode ler-se no comunicado.

O grupo de dirigentes acusa Pedro Proença de ser "adepto da usurpação de poderes, uma vez que tem praticado e ainda legitimado vários actos que são da competência de outros órgãos estatutários da Liga, como é o caso da aprovação pela Direção da Liga, com o voto do presidente, da alteração regulamentar, ocorrida em maio de 2020, do regime de subidas e descidas entre as competições profissionais, cuja competência é, em termos estatutários e regulamentares, exclusiva da Assembleia Geral".

Neste documento, o presidente da Liga de clubes é ainda acusado de desvio de poder.

Reportagem da Agência Lusa

publicado às 17:45

Acredita no regresso da Liga?

Rui Gomes, em 11.05.20

unnamed.png

Face aos casos positivos de Covid-19 em quatro equipas - Famalicão, Guimarães, Benfica e Moreirense - e ainda, pelos vistos, com os jogadores do FC Porto a recorrer às redes sociais para reprovarem as condições prescritas pela Direção-Geral da Saúde para o retomar da Liga NOS, acredita no regresso da Liga?

No que ao futebol nacional diz respeito, a dúvida que nos confronta neste momento.

publicado às 03:34

Pedro-Proenca-presidente-da-Liga-Portuguesa-de-Fut

Pedro Proença, presidente da Liga de Clubes, admitiu que a I liga poderá ser completada à porta fechada e mantém confiança de que as competições de futebol em Portugal possam regressar “rapidamente à normalidade”.

O presidente da Liga de Clubes discutiu a actual situação do futebol em Portugal durante uma entrevista à TSF, na qual admitiu que a Liga continua “dependente das instâncias governamentais e das próprias instâncias internacionais”.

Pedro Proença reforça a ideia de que “é fundamental que as ligas nacionais terminem as épocas desportivas, permitindo deste modo que se termine a presente época com a maior normalidade possível. Haverá campeão e equipas a subir e a descer”.

A paragem das competições desportivos a nível nacional e internacional têm, obviamente, impacto na saúde financeira dos clubes, como tal, para Pedro Proença tudo vai depender “do tempo que ainda vai demorar a retoma da actividade”. Para já, não está descartada a possibilidade no futebol português, e o presidente da Liga de Clubes sublinha que existem “instrumentos que o Governo coloca à disposição das empresas e o futebol também terá de colocar em cima da mesa todas as possibilidades”.

Sobre a adopção de medidas dentro dos clubes, nomeadamente a redução dos salários dos jogadores (à semelhança do que está a acontecer no estrangeiro), Pedro Proença assegura que o organismo está a “criar condições para evitar que surjam processos de rotura”.

"Mantém confiança de que as competições em Portugal possam regressar rapidamente à normalidade”...

Parece-me que estamos perante um Pedro Proença a sofrer de uma boa dose de irrealismo.

publicado às 13:06

liga_portugal_34691-768x432.jpg

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional assumiu, esta segunda-feira, que os clubes da Primeira Liga e da Segunda Liga vão acatar a realização de jogos à porta fechada ou o possível adiamento das jornadas, devido ao Covid-19, em caso de agravamento da situação e seguindo sempre as "recomendações da Direcção Geral da Saúde", pode ler-se num comunicado enviado às redacções.

Durante uma reunião extraordinária, a Liga decidiu que se um jogo for adiado "a jornada toda deverá ser adiada para manter o equilíbrio competitivo".

"Caso seja decretada a realização de jogos à porta fechada, haverá acatamento nos jogos de competições profissionais por parte de todas as entidades envolvidas", afirmam.

No caso de adiamento, os jogos deverão ser então agendados para as datas destinadas às competições europeias, visto que nenhuma equipa portuguesa está a disputar a Liga dos Campeões ou a Liga Europa.

publicado às 04:00

78835650_10156441194426555_4161998093518110720_o.j

Não me parece que o Sporting CP tenha divulgado a convocatória de Jorge Silas, como é hábito, para o embate deste domingo frente ao Moreirense.

Dada a classificação do Sporting neste momento da época, todos os jogos são importantes. Com uma vitória, a equipa leonina passará a somar 23 pontos, apenas um atrás do terceiro classificado Familicão, que perdeu este sábado, e cinco à frente do SC Braga, que também escorregou diante do Aves.

Não há assim muito por onde escolher com o plantel do Sporting. Por isso, o 'onze' inicial de Silas deverá ser o seguinte:

Renan; Rosier, Coates, Mathieu e Borja; Doumbia, Wendel e Bruno Fernandes; Vietto, Bolasie e Luiz Phellype.

img_1280x720$2019_12_04_23_07_19_1635041.jpg

O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol suspendeu Acuña por um jogo, na sequência do cartão vermelho no final do encontro da passada quarta-feira, frente ao Gil Vicente, referente à segunda jornada do Grupo C da Taça da Liga.

O jogador terá ainda de pagar uma multa no valor de 153 euros.

O temperamental argentino fica assim impedido de participar no encontro deste domingo. Em princípio, a vaga deverá ser ocupada pelo colombiano Cristian Borja.

É de crer que o jogador foi chamado à razão internamente, possivelmente até punido, mas a informação não chegou à praça. Silas, na conferência de imprensa deste sábado, optou, e bem, por não "abrir o livro".

publicado às 03:04

472063.png

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) indicou hoje algumas condicionantes dos sorteios da I e II ligas, que se realiza esta sexta-feira, como a impossibilidade de alguns clubes jogarem em casa ou fora na mesma jornada.

A LPFP refere que SL Benfica e Sporting CP não podem, em simultâneo, ter na mesma ronda jogos em casa ou fora, uma condicionante também aplicada a FC Porto e Boavista, Sporting de Braga e Vitória de Guimarães, e Gil Vicente e Famalicão.

Para o sorteio, que se realiza na sexta-feira no Palácio da Bolsa, no Porto, é determinado ainda o habitual, ou seja, que a segunda volta “terá que ser o espelho” da primeira.

Nas várias alíneas de ‘condicionantes’, a Liga refere a necessidade de evitar que a mesma equipa jogue consecutivamente, em casa ou fora, com as que tiveram melhor classificação média nas anteriores três épocas: Benfica, FC Porto, Sporting, Sporting de Braga e Vitória de Guimarães.

Outro aspecto é o de “evitar” que a mesma equipa tenha duas deslocações consecutivas à Madeira e Açores, regiões que na I Liga têm o Marítimo e o Santa Clara, respectivamente.

Nas condicionantes, a LPFP quer evitar que uma equipa que dispute numa ronda um jogo com um adversário que esteja nas competições europeias (Liga dos Campeões ou Liga Europa) volte a ter na seguinte um adversário ‘europeu’.

Para o sorteio da II Liga, é determinado à partida que as equipas B de FC Porto e Benfica apenas se defrontem na última jornada de cada volta.

Aplica-se também a ‘regra’ das regiões, em que Mafra e Casa Pia não poderão jogar em simultâneo em casa ou fora na mesma ronda, e a indicação de que a Oliveirense jogará a primeira jornada como visitante, “em virtude da partilha de estádios”.

publicado às 05:03

Os inenarráveis

Esfinge, em 31.05.19

transferir ar.png

O Futebol Clube de Arouca é um clube do interior. Esteve na I Liga de 2013/2014, tendo tido a sua melhor época em 2015/2016, tendo-se apurado para a Liga Europa. A partir daí caiu a pique, em 2016/2017 desceu de divisão, para a II Liga, e na época que terminou, baixou aos Campeonatos Nacionais.

O seu presidente é, há largos anos, Carlos Pinto. Enquanto a equipa fazia boa figura, era uma figura emproada, que botava faladura por tudo e, sobretudo, por nada.

Das últimas notícias que há, o Clube terá fechado, literalmente, as portas aos jogadores, técnicos e funcionários.

Nacio.png

O Clube Desportivo Nacional da Madeira é um clássico português do sobe e desce. As presenças na Primeira Liga sempre foram frequentes, assim como as descidas. Subiu em 2016/2017, desceu este ano. O seu presidente é um dos inefáveis do futebol português, Rui Alves. Pelo que se consta, estará a preparar um despedimento colectivo no plantel.

21467332_pCEAn.jpeg

Ambos os clubes todos os anos apresentam à Liga demonstrações de capacidade financeira para poderem participar nas competições que esta organiza.

Ambos os clubes, dos quais os seus presidentes são os responsáveis máximos, assinaram contratos de trabalho com os trabalhadores, comprometendo-se a que lhes pagariam os salários.

E os atletas e técnicos confiaram nestas pessoas a sua vida e as das suas famílias. E fazem planos de vida a contar que os clubes e os seus presidentes são pessoas de bem, e que não prometem coisas que não podem cumprir. E que a Liga tem mecanismos para que não andem a participar nas suas competições instituições sem arcaboiço para tal.

Mas esta é apenas uma presunção. Aparentemente ilidida pelos factos. Nem os clubes têm condições para andar em campeonatos profissionais, nem os seus presidentes são pessoas que honram os compromissos que assumem, nem a Liga controla coisa alguma.

No futuro, só clubes com capacidade financeira deveriam participar nestas provas, estes senhores deveriam ser definitivamente arredados de dirigirem tudo o que vá para além de uma barraquinha de quermesse, e a Liga – a Liga deveria fazer um esforço de ser um bocadinho menos imprestável do que aquilo que é. E já agora, onde andam os sindicatos?

Este texto não é sobre o Sporting CP, mas é sobre valores como a honradez, seriedade e solidariedade. E esses... são bem nossos. Como podemos festejar as nossas vitórias, se soubermos que os artistas derrotados, para além dos pontos, podem perder o emprego e o sustento - deles e das suas famílias?

Nem tudo é um jogo.

publicado às 04:04

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 29.03.19

 

naom_5a380b3208fa2.jpg

 

No final de acesa reunião que foi realizada esta quinta-feira, em Gaia, o grupo de clubes denominado G15, decidiu, "por unanimidade", requerer reunião com o presidente da Liga, na próxima segunda-feira, para "pedir mais explicações" sobre o processo de reintegração do Gil Vicente na próxima edição da primeira liga, já exigida pela Federação Portuguesa de Futebol.

 

O chamado G15, do qual não fazem parte F. C. Porto, Benfica e Sporting, ou, pelo menos, uma boa parte dos clubes questionam a validade da decisão tomada por Pedro Proença, presidente da Liga, após acordo com Gil Vicente e Belenenses. Outros emblemas não aceitam que se volte a adiar a reintegração, desrespeitando o que ficou acordado em 2018 e que já se encontra plasmado no regulamento de competições para 2019/2020.

 

A Federação Portuguesa de Futebol, entretanto, também emitiu um comunicado, no qual exige a integração do clube de Barcelos na Liga já na próxima temporada. O organismo federativo diz não aceitar que "as expectativas criadas em todas as entidades e agentes desportivos, por via das alterações regulamentares e deliberações tomadas no seio da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, sejam frustradas neste momento, com impactos negativos em todas as competições seniores nacionais".

 

A FPF garante ainda que "os factos mais recentes vindos a público, quase três anos após a primeira decisão, em nada alteram a posição" e assegura que não terá uma "atitude passiva"  na matéria.

 

publicado às 04:03

 

download.jpg

 

Sejamos claros, desde já, para evitar más interpretações... O Sporting realizou uma péssima exibição, o Benfica foi superior e a vitória encarnada é indiscutível.

 

Esta disposição, no entanto, não significa que a arbitragem de Artur Soares Dias tenha passado despercebida, até porque ainda há muitos de nós que temos memória viva das suas actuações em jogos entre os rivais da Segunda Circular. Um cínico até teria a ousadia de afirmar que ele foi "bem escolhido" para este jogo.

 

Este árbitro, considerado um dos melhores da actualidade em Portugal, cometeu vários erros, tanto no capítulo técnico como no disciplinar. Apenas como meros exemplos, analisamos dois lances capitais, em que faltas foram ou não assinaladas sobre João Félix e Bas Dost.

 

No lance em que Renan sai aos pés de João Félix, o guarda-redes não toca sequer no jogador do Benfica, aproveitando este para se lançar com todo o aparato acrobático. Já revi este vídeo uma dúzia de vezes e, objectivamente, é esta a minha opinião.

 

Artur Soares Dias assinalou prontamente falta para grande penalidade e desconheço se o VAR complementou a sua decisão. Que eu me lembre, ele não se deslocou ao monitor na linha lateral para rever o lance.

 

Já agora, aproveito o ensejo para dizer que o miúdo João Félix é um talento muito promissor, mas se não deixar de ser "brinca na areia" com a frequência que vai ao chão, sujeita-se a que um qualquer peso pesado o faça sentir a fabilidade da sua actuação. E isto não se refere apenas a esta partida com o Sporting.

 

Vamos então ao caso de Bas Dost, em que por sinal, Soares dias até está bem posicionado à entrada da área e em linha directa com a bola. Creio que ficou prontamente à vista de todos que o guarda-redes do Benfica impediu Bas Dost de finalizar o lance, a um metro, se tanto, da linha de golo. 

 

Se Soares Dias viu - e tudo leva a crer que viu - nada assinalou e se não tivesse surgido o VAR, a falta nunca teria sido assinalada. Esta decisão, deste árbitro, está perfeitamente em linha com outras do género que ele tomou em jogos entre os rivais, sempre, por mera coincidência, decerto, a favorecer o Benfica.

 

Em análise final, pelas circunstâncias do jogo, acabou por não ter influência directa no resultado final. Caso tivesse sido um jogo disputado até aos últimos instantes, indiferente do vencedor, hoje teríamos passado o dia a debater mais uma arbitragem polémica do futebol português.

 

publicado às 14:18

Comentar

Para comentar, o leitor necessita de se identificar através do seu nome ou de um pseudónimo.




Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Taça das Taças 1963-64



Pesquisar

  Pesquisar no Blog



Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D




Cristiano Ronaldo


subscrever feeds