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A perda de receitas do futebol profissional português pode atingir os 350 milhões de euros (ME) na época de 2020/21, concluiu o grupo de acompanhamento do impacto da Covid-19 criado pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).

A revelação foi feita pelo presidente do próprio organismo, no discurso de abertura da conferência 'Talks Santander/Record', em Lisboa, onde Pedro Proença reconheceu que o futebol “não fica de fora” do enormíssimo impacto que a pandemia está a provocar na economia mundial e nacional.

Num cenário de continuação da ausência de adeptos, de retracção de investimento de patrocinadores e diminuição de receitas de transferências, a época de 2020/21 pode atingir perdas de 350 ME de receitas. E isto assumindo que os direitos televisivos não serão colocados em causa”, revelou o presidente do organismo que tutela o futebol profissional em Portugal.

O líder da LPFP lembrou, ainda, que a pausa da I Liga, em Março, e o cancelamento definitivo do escalão secundário representaram uma perda de 135 ME para as sociedades desportivas na última época e referiu que a Covid-19 “realçou ainda mais algumas das grandes vulnerabilidades existentes no sector”, sinalizando "assimetrias" entre os clubes e ‘destapando’ os “modelos excessivamente dependentes de receitas extraordinárias como a venda de jogadores”.

São valores preocupantes e revelam uma fragilidade que o futebol português não podia ter em 2020”, sentenciou o presidente da LPFP.

Nesse sentido, Pedro Proença realçou que a pandemia de Covid-19 pode ser, também, uma grande “oportunidade” para reformular toda a estrutura do futebol profissional português, naquilo que apelidou de um autêntico ‘Plano Marshall’, mas sublinhou que esse caminho “só pode ser percorrido com o governo” português.

O presidente da Liga realçou, entre outros aspectos, a “necessidade de levar a cabo uma revisão legislativa do quadro fiscal e da distribuição da receita das apostas”, assim como uma “revisão do regime jurídico das sociedades desportivas” de forma a promover um “maior escrutínio dos potenciais investidores”.

publicado às 03:30

Liga quer ter público nos estádios

Rui Gomes, em 03.08.20

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A diretora executiva da Liga Portugal espera ter público nos estádios na próxima época, apesar da Covid-19.

No final da Assembleia Geral Extraordinária da Liga, Sónia Carneiro diz que é intenção reunir em breve com a Direcção Geral de Saúde.

“Todos percebemos, nestas últimas jornadas, que o público é o coração deste jogo. Foi triste ver as bancadas vazias. Já pedimos uma reunião com a DGS para abordar, de novo, este assunto. Queremos ter um tratamento idêntico ao de outros espectáculos e começar, paulatinamente, a ter público nos estádios, a partir do início da próxima época”, refere.

Foi nesta Assembleia Geral que foi aprovada a criação de um play-off a duas mãos entre o 16.º classificado da I Liga e o 3.º da II Liga e ainda um modelo transitório para a Taça da Liga, apenas com oito equipas, para 2020/21.

Entretanto, Pinto da Costa, na cerimónia de entrega das duas taças conquistadas pelo FC Porto esta época ao museu dos 'dragões', abordou  a questão da ausência de público nas bancadas do Estádio Cidade de Coimbra na final da Taça de Portugal:

"Todas as pessoas responsáveis com quem já falei, inclusive o secretário de estado do desporto, todas elas acharam que era inacreditável como é que não podiam estar ali umas centenas de pessoas. Toda a gente achava. O que é certo é que toda a gente acha que não faz sentido, que não tem razão de ser, que é uma injustiça, que vão levar os clubes à falência.

Isto é um não ligar ao futebol, permite-se público nas touradas, permite-se público nos espectáculos fechados. No dia em que estávamos a jogar em Tondela com o campo sem ninguém estava à mesma hora, não a dar chutos na bola, mas o Xutos & Pontapés a dar um concerto no Tivoli, que é um recinto fechado, com 500 pessoas. Mas isto tem alguma explicação? Eu só queria entender, mas ninguém me explica".

publicado às 04:48

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Os clubes profissionais aprovaram esta terça-feira, em Assembleia Geral Extraordinária, a introdução de um playoff (a duas mãos) entre o 16.º da Liga NOS e o terceiro classificado da 2.ª Liga na próxima temporada. O novo formato foi aprovado com 28 votos a favor, 4 abstenções e 18 contra.

Este tipo de playoff é inspirado na Bundesliga e viabilizará a possibilidade de mais uma subida de divisão. Isto porque de entre os campeonatos com 18 equipas só em Portugal existem somente duas despromoções.

Na mesma AG extraordinária foi também aprovada a regra dos cinco substituições num jogo, com 19 votos a favor, 4 contra e 22 abstenções.

Entre tudo isto, fico a reflectir como é possível haver 22 abstenções na proposta - que acabou por ser aprovada - sobre as cinco substituições...

Onde está o sentido de responsabilidade dos clubes?

publicado às 02:49

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A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LFFP) apresentou uma queixa-crime contra José Godinho, ex-presidente da Oliveirense, participou à Lusa fonte oficial do organismo, devido a um documento que pede a saída de Pedro Proença do cargo de presidente.

Segundo essa mesma fonte, a queixa-crime íntima José Godinho a identificar outros "14 elementos que alegadamente" assinaram o documento.

Um grupo de 15 ex-presidente e dirigentes de futebol, encabeçado por José Godinho, ex-presidente da Oliveirense, apelaram à saída de Pedro Proença da liderança da Liga de clubes, garantindo que ele é o responsável pela "situação danosa".

Num comunicado a que a agência Lusa teve acesso, a 30 de Maio, este grupo defende que, "ultimamente, tem-se assistido a um gradual e deveras inusitado degradar da imagem da Liga Portugal, muito por responsabilidade dos titulares dos seus órgãos estatutários, designadamente o Exmo. Senhor Presidente da Liga Pedro Proença, o qual, tendo sido eleito Presidente da Liga Portugal em 2015, conseguiu ao fim de quatro anos, em 2019, ser reeleito para novo mandato até 2023"

"A sua actuação, como titular oficial daquele órgão, tem revelado um autêntico, contínuo e reiterado desrespeito pelas mais elementares normas jurídicas, estatutárias e ainda regulamentares, conduzindo a Liga Portugal (LFFP) para a completa descredibilidade e inusitado desprestígio, quer institucional, nas suas relações externas com terceiros, quer internamente, nas relações com associados, demais órgãos e funcionários", pode ler-se no comunicado.

O grupo de dirigentes acusa Pedro Proença de ser "adepto da usurpação de poderes, uma vez que tem praticado e ainda legitimado vários actos que são da competência de outros órgãos estatutários da Liga, como é o caso da aprovação pela Direção da Liga, com o voto do presidente, da alteração regulamentar, ocorrida em maio de 2020, do regime de subidas e descidas entre as competições profissionais, cuja competência é, em termos estatutários e regulamentares, exclusiva da Assembleia Geral".

Neste documento, o presidente da Liga de clubes é ainda acusado de desvio de poder.

Reportagem da Agência Lusa

publicado às 17:45

Acredita no regresso da Liga?

Rui Gomes, em 11.05.20

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Face aos casos positivos de Covid-19 em quatro equipas - Famalicão, Guimarães, Benfica e Moreirense - e ainda, pelos vistos, com os jogadores do FC Porto a recorrer às redes sociais para reprovarem as condições prescritas pela Direção-Geral da Saúde para o retomar da Liga NOS, acredita no regresso da Liga?

No que ao futebol nacional diz respeito, a dúvida que nos confronta neste momento.

publicado às 03:34

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Pedro Proença, presidente da Liga de Clubes, admitiu que a I liga poderá ser completada à porta fechada e mantém confiança de que as competições de futebol em Portugal possam regressar “rapidamente à normalidade”.

O presidente da Liga de Clubes discutiu a actual situação do futebol em Portugal durante uma entrevista à TSF, na qual admitiu que a Liga continua “dependente das instâncias governamentais e das próprias instâncias internacionais”.

Pedro Proença reforça a ideia de que “é fundamental que as ligas nacionais terminem as épocas desportivas, permitindo deste modo que se termine a presente época com a maior normalidade possível. Haverá campeão e equipas a subir e a descer”.

A paragem das competições desportivos a nível nacional e internacional têm, obviamente, impacto na saúde financeira dos clubes, como tal, para Pedro Proença tudo vai depender “do tempo que ainda vai demorar a retoma da actividade”. Para já, não está descartada a possibilidade no futebol português, e o presidente da Liga de Clubes sublinha que existem “instrumentos que o Governo coloca à disposição das empresas e o futebol também terá de colocar em cima da mesa todas as possibilidades”.

Sobre a adopção de medidas dentro dos clubes, nomeadamente a redução dos salários dos jogadores (à semelhança do que está a acontecer no estrangeiro), Pedro Proença assegura que o organismo está a “criar condições para evitar que surjam processos de rotura”.

"Mantém confiança de que as competições em Portugal possam regressar rapidamente à normalidade”...

Parece-me que estamos perante um Pedro Proença a sofrer de uma boa dose de irrealismo.

publicado às 13:06

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A Liga Portuguesa de Futebol Profissional assumiu, esta segunda-feira, que os clubes da Primeira Liga e da Segunda Liga vão acatar a realização de jogos à porta fechada ou o possível adiamento das jornadas, devido ao Covid-19, em caso de agravamento da situação e seguindo sempre as "recomendações da Direcção Geral da Saúde", pode ler-se num comunicado enviado às redacções.

Durante uma reunião extraordinária, a Liga decidiu que se um jogo for adiado "a jornada toda deverá ser adiada para manter o equilíbrio competitivo".

"Caso seja decretada a realização de jogos à porta fechada, haverá acatamento nos jogos de competições profissionais por parte de todas as entidades envolvidas", afirmam.

No caso de adiamento, os jogos deverão ser então agendados para as datas destinadas às competições europeias, visto que nenhuma equipa portuguesa está a disputar a Liga dos Campeões ou a Liga Europa.

publicado às 04:00

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Não me parece que o Sporting CP tenha divulgado a convocatória de Jorge Silas, como é hábito, para o embate deste domingo frente ao Moreirense.

Dada a classificação do Sporting neste momento da época, todos os jogos são importantes. Com uma vitória, a equipa leonina passará a somar 23 pontos, apenas um atrás do terceiro classificado Familicão, que perdeu este sábado, e cinco à frente do SC Braga, que também escorregou diante do Aves.

Não há assim muito por onde escolher com o plantel do Sporting. Por isso, o 'onze' inicial de Silas deverá ser o seguinte:

Renan; Rosier, Coates, Mathieu e Borja; Doumbia, Wendel e Bruno Fernandes; Vietto, Bolasie e Luiz Phellype.

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O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol suspendeu Acuña por um jogo, na sequência do cartão vermelho no final do encontro da passada quarta-feira, frente ao Gil Vicente, referente à segunda jornada do Grupo C da Taça da Liga.

O jogador terá ainda de pagar uma multa no valor de 153 euros.

O temperamental argentino fica assim impedido de participar no encontro deste domingo. Em princípio, a vaga deverá ser ocupada pelo colombiano Cristian Borja.

É de crer que o jogador foi chamado à razão internamente, possivelmente até punido, mas a informação não chegou à praça. Silas, na conferência de imprensa deste sábado, optou, e bem, por não "abrir o livro".

publicado às 03:04

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A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) indicou hoje algumas condicionantes dos sorteios da I e II ligas, que se realiza esta sexta-feira, como a impossibilidade de alguns clubes jogarem em casa ou fora na mesma jornada.

A LPFP refere que SL Benfica e Sporting CP não podem, em simultâneo, ter na mesma ronda jogos em casa ou fora, uma condicionante também aplicada a FC Porto e Boavista, Sporting de Braga e Vitória de Guimarães, e Gil Vicente e Famalicão.

Para o sorteio, que se realiza na sexta-feira no Palácio da Bolsa, no Porto, é determinado ainda o habitual, ou seja, que a segunda volta “terá que ser o espelho” da primeira.

Nas várias alíneas de ‘condicionantes’, a Liga refere a necessidade de evitar que a mesma equipa jogue consecutivamente, em casa ou fora, com as que tiveram melhor classificação média nas anteriores três épocas: Benfica, FC Porto, Sporting, Sporting de Braga e Vitória de Guimarães.

Outro aspecto é o de “evitar” que a mesma equipa tenha duas deslocações consecutivas à Madeira e Açores, regiões que na I Liga têm o Marítimo e o Santa Clara, respectivamente.

Nas condicionantes, a LPFP quer evitar que uma equipa que dispute numa ronda um jogo com um adversário que esteja nas competições europeias (Liga dos Campeões ou Liga Europa) volte a ter na seguinte um adversário ‘europeu’.

Para o sorteio da II Liga, é determinado à partida que as equipas B de FC Porto e Benfica apenas se defrontem na última jornada de cada volta.

Aplica-se também a ‘regra’ das regiões, em que Mafra e Casa Pia não poderão jogar em simultâneo em casa ou fora na mesma ronda, e a indicação de que a Oliveirense jogará a primeira jornada como visitante, “em virtude da partilha de estádios”.

publicado às 05:03

Os inenarráveis

Esfinge, em 31.05.19

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O Futebol Clube de Arouca é um clube do interior. Esteve na I Liga de 2013/2014, tendo tido a sua melhor época em 2015/2016, tendo-se apurado para a Liga Europa. A partir daí caiu a pique, em 2016/2017 desceu de divisão, para a II Liga, e na época que terminou, baixou aos Campeonatos Nacionais.

O seu presidente é, há largos anos, Carlos Pinto. Enquanto a equipa fazia boa figura, era uma figura emproada, que botava faladura por tudo e, sobretudo, por nada.

Das últimas notícias que há, o Clube terá fechado, literalmente, as portas aos jogadores, técnicos e funcionários.

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O Clube Desportivo Nacional da Madeira é um clássico português do sobe e desce. As presenças na Primeira Liga sempre foram frequentes, assim como as descidas. Subiu em 2016/2017, desceu este ano. O seu presidente é um dos inefáveis do futebol português, Rui Alves. Pelo que se consta, estará a preparar um despedimento colectivo no plantel.

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Ambos os clubes todos os anos apresentam à Liga demonstrações de capacidade financeira para poderem participar nas competições que esta organiza.

Ambos os clubes, dos quais os seus presidentes são os responsáveis máximos, assinaram contratos de trabalho com os trabalhadores, comprometendo-se a que lhes pagariam os salários.

E os atletas e técnicos confiaram nestas pessoas a sua vida e as das suas famílias. E fazem planos de vida a contar que os clubes e os seus presidentes são pessoas de bem, e que não prometem coisas que não podem cumprir. E que a Liga tem mecanismos para que não andem a participar nas suas competições instituições sem arcaboiço para tal.

Mas esta é apenas uma presunção. Aparentemente ilidida pelos factos. Nem os clubes têm condições para andar em campeonatos profissionais, nem os seus presidentes são pessoas que honram os compromissos que assumem, nem a Liga controla coisa alguma.

No futuro, só clubes com capacidade financeira deveriam participar nestas provas, estes senhores deveriam ser definitivamente arredados de dirigirem tudo o que vá para além de uma barraquinha de quermesse, e a Liga – a Liga deveria fazer um esforço de ser um bocadinho menos imprestável do que aquilo que é. E já agora, onde andam os sindicatos?

Este texto não é sobre o Sporting CP, mas é sobre valores como a honradez, seriedade e solidariedade. E esses... são bem nossos. Como podemos festejar as nossas vitórias, se soubermos que os artistas derrotados, para além dos pontos, podem perder o emprego e o sustento - deles e das suas famílias?

Nem tudo é um jogo.

publicado às 04:04

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 29.03.19

 

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No final de acesa reunião que foi realizada esta quinta-feira, em Gaia, o grupo de clubes denominado G15, decidiu, "por unanimidade", requerer reunião com o presidente da Liga, na próxima segunda-feira, para "pedir mais explicações" sobre o processo de reintegração do Gil Vicente na próxima edição da primeira liga, já exigida pela Federação Portuguesa de Futebol.

 

O chamado G15, do qual não fazem parte F. C. Porto, Benfica e Sporting, ou, pelo menos, uma boa parte dos clubes questionam a validade da decisão tomada por Pedro Proença, presidente da Liga, após acordo com Gil Vicente e Belenenses. Outros emblemas não aceitam que se volte a adiar a reintegração, desrespeitando o que ficou acordado em 2018 e que já se encontra plasmado no regulamento de competições para 2019/2020.

 

A Federação Portuguesa de Futebol, entretanto, também emitiu um comunicado, no qual exige a integração do clube de Barcelos na Liga já na próxima temporada. O organismo federativo diz não aceitar que "as expectativas criadas em todas as entidades e agentes desportivos, por via das alterações regulamentares e deliberações tomadas no seio da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, sejam frustradas neste momento, com impactos negativos em todas as competições seniores nacionais".

 

A FPF garante ainda que "os factos mais recentes vindos a público, quase três anos após a primeira decisão, em nada alteram a posição" e assegura que não terá uma "atitude passiva"  na matéria.

 

publicado às 04:03

 

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Sejamos claros, desde já, para evitar más interpretações... O Sporting realizou uma péssima exibição, o Benfica foi superior e a vitória encarnada é indiscutível.

 

Esta disposição, no entanto, não significa que a arbitragem de Artur Soares Dias tenha passado despercebida, até porque ainda há muitos de nós que temos memória viva das suas actuações em jogos entre os rivais da Segunda Circular. Um cínico até teria a ousadia de afirmar que ele foi "bem escolhido" para este jogo.

 

Este árbitro, considerado um dos melhores da actualidade em Portugal, cometeu vários erros, tanto no capítulo técnico como no disciplinar. Apenas como meros exemplos, analisamos dois lances capitais, em que faltas foram ou não assinaladas sobre João Félix e Bas Dost.

 

No lance em que Renan sai aos pés de João Félix, o guarda-redes não toca sequer no jogador do Benfica, aproveitando este para se lançar com todo o aparato acrobático. Já revi este vídeo uma dúzia de vezes e, objectivamente, é esta a minha opinião.

 

Artur Soares Dias assinalou prontamente falta para grande penalidade e desconheço se o VAR complementou a sua decisão. Que eu me lembre, ele não se deslocou ao monitor na linha lateral para rever o lance.

 

Já agora, aproveito o ensejo para dizer que o miúdo João Félix é um talento muito promissor, mas se não deixar de ser "brinca na areia" com a frequência que vai ao chão, sujeita-se a que um qualquer peso pesado o faça sentir a fabilidade da sua actuação. E isto não se refere apenas a esta partida com o Sporting.

 

Vamos então ao caso de Bas Dost, em que por sinal, Soares dias até está bem posicionado à entrada da área e em linha directa com a bola. Creio que ficou prontamente à vista de todos que o guarda-redes do Benfica impediu Bas Dost de finalizar o lance, a um metro, se tanto, da linha de golo. 

 

Se Soares Dias viu - e tudo leva a crer que viu - nada assinalou e se não tivesse surgido o VAR, a falta nunca teria sido assinalada. Esta decisão, deste árbitro, está perfeitamente em linha com outras do género que ele tomou em jogos entre os rivais, sempre, por mera coincidência, decerto, a favorecer o Benfica.

 

Em análise final, pelas circunstâncias do jogo, acabou por não ter influência directa no resultado final. Caso tivesse sido um jogo disputado até aos últimos instantes, indiferente do vencedor, hoje teríamos passado o dia a debater mais uma arbitragem polémica do futebol português.

 

publicado às 14:18

 

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O Sporting voltou a ceder pontos num jogo em que foi sempre superior ao Vitória de Setúbal - 48 ataques contra 25 / 42 cruzamentos contra 9 / 21 remates contra 11 - mas faltou, sobretudo, eficácia à equipa leonina no último terço do terreno. Sofreu um golo que serve para sublinhar a ausência dos defesas centrais lesionados, e que acabou por ser o suficiente para a formação sadina assegurar o empate.

 

O 'onze' inicial do Sporting: Renan; Ristovski, Coates, Petrovic e Jefferson; Doumbia, Wendel e Bruno Fernandes; Raphinha, Bas Dost, Diaby.

 

Suplentes: Salin, Nani, Luiz Phellype, Bruno Gaspar, Abdu Conté, Miguel Luís, Jovane Cabral.

 

Assistimos à estreia absoluta de Idrissa Doumbia, que apesar de ainda não estar cem por cento integrado na equipa, deixou indicações claras que poderá vir a preencher a posição "6" de futuro.

 

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Péssima arbitragem de Hélder Malheiro, tanto no capítulo técnico como disciplinar. Deu ordem de expulsão a Ristovski, aos 55 minutos de jogo, por protestos, num lance em que fechou os olhos à cotovelada que deixou um "galo" grosseiro na testa do defesa leonino.

 

Este empate transtorna as aspirações do Sporting relativamente aos lugares cimeiros. Fica agora a sete pontos do FC Porto (que ainda não jogou esta jornada), a cinco do Benfica e a quatro do SC Braga.

 

No próximo domingo temos o dérbi com o eterno rival da Segunda Circular.

 

publicado às 21:04

 

O Sporting comunicou esta terça-feira que enviou uma carta ao presidente da Liga, Pedro Proença, pedindo medidas quanto às "entradas tardias de adeptos afectos ao Clube nos recintos desportivos aos quais se desloca", remetendo para os últimos dois jogos fora, frente ao Vitória de Guimarães e Tondela.

 

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Leia na íntegra o comunicado do Sporting:

 

"O Sporting enviou esta manhã uma carta endereçada ao Presidente da Liga Portugal, Dr. Pedro Proença, devido às entradas tardias de adeptos afectos ao Clube Leonino nos recintos desportivos aos quais se desloca. Em causa estão os factos ocorridos nos jogos em Guimarães e Tondela, onde já estavam decorridos aproximadamente 40 minutos do primeiro tempo quando, finalmente, os adeptos e associados entraram no recinto.

 

Para além destes atrasos de registo, não foram esquecidos os momentos de tensão sentidos na deslocação à cidade vimaranense, em que vários autocarros onde seguiam adeptos do Sporting foram apedrejados, obrigando a mudanças na rota, resultado também da demora das operações de segurança, principalmente no que respeita à escolta do transporte.

 

No jogo da passada segunda-feira, apesar de não haver registo de violência, o Sporting evidenciou também imensa demora nas operações de revista dos adeptos, sem qualquer explicação por parte das autoridades, o que retardou a entrada no recinto.

 

A privação da entrada dos adeptos é algo muito relevante, visto que afasta os adeptos dos estádios de futebol e, lentamente, da modalidade".

 

publicado às 03:48

 

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O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, convidou os presidentes dos clubes da I Liga para uma “reflexão conjunta sobre a competitividade externa do futebol português”, disse à agência Lusa fonte oficial federativa.

 

Fernando Gomes enviou cartas aos clubes do escalão principal, propondo a realização de dois encontros, em 17 de Dezembro, precisamente no dia em que se completam sete anos sobre o início do seu mandato, um a Norte do país e outro a Sul, “para que seja mais fácil a presença dos presidentes”.

 

O objectivo do presidente da FPF é a “construção de um plano conjunto que permita ao futebol português reforçar a posição no ‘ranking’ europeu dos clubes profissionais de futebol”, questão que Fernando Gomes considera “nuclear para Portugal nos próximos anos”.

 

publicado às 04:15

 

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Além do sorteio que teve de ser repetido devido a um erro, que ditou uma correção de um número e, consequentemente, a criação de novas grelhas para as duas competições profissionais, a Liga Portugal atribuiu esta sexta-feira os prémios relativos à temporada passada e os destaques vão para Sérgio Conceição, que venceu na categoria de melhor treinador do ano, e Bruno Fernandes, melhor jogador da época.

 

Jogador do ano da Liga NOS - Bruno Fernandes

 

Jogador jovem da Liga NOS - Rúben Dias (Benfica)


Melhor golo da Liga NOS - Rodrigo Pinho, contra o Tondela

 

Melhor marcador da Liga NOS - Jonas (Benfica)

 

Jogador Fair Play da Liga NOS - Iker Casillas, do FC Porto

 

Clube Fair Play da Liga NOS - Chaves


A equipa do ano é composta por:


Rui Patrício, Ricardo Pereira, Felipe, Coates e Alex Telles; Bruno Fernandes, Héctor Herrera e Pizzi; Jonas, Marega e Gelson Martins.

 

publicado às 03:46

 

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Segundo publicação desta sexta-feira do Jornal de Notícias, pelo menos oito jogos da I Liga estão a ser investigados, pela Polícia Judiciária, sete deles a envolver os três 'grandes', e ainda o Feirense-Rio Ave.

 

Os jogos em questão foram sinalizados no caso dos e-mails (que envolve o Benfica), do Estorilgate (FC Porto) e Cashball (Sporting), em que, alegadamente, existem indícios de viciação de resultados e de combinação de jogos para apostas desportivas.

 

Além da PJ, foi designada uma equipa especial de três magistradas – duas procuradoras da República e uma procuradora-adjunta – do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP). Esta equipa está encarregue da investigação ligada aos processos relacionados com crimes financeiros, corrupção desportiva e viciação de resultados no futebol. 
 
Os jogos dos três 'grandes':

 - Rio Ave vs. Benfica, 24 de Abril de 2016
 - Marítimo vs. Benfica, 8 de Maio de 2016
 - Estoril vs. FC Porto, 15 de Janeiro de 2018
 - Sporting vs. Setúbal, 11 de Agosto de 2017
 - Vitória de Guimarães vs. Sporting, 19 de Agosto de 2017
 - Feirense vs. Sporting, 8 de Setembro de 2017
 - Moreirense vs. Sporting, 23 de Setembro de 2017
 

publicado às 04:32

 

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A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) assumiu esta quarta-feira preocupação com os discursos ofensivos, que arruínam a imagem das competições, na sequência da troca de insultos entre os presidentes de Sporting e Braga.

 

Instado a comentar o diferendo ruidoso entre Bruno de Carvalho e António Salvador, o director de comunicação da Liga de Clubes, António Barroso, teve isto para dizer:

 

"Estamos preocupados com o nível extremado da discussão e o discurso inflamado que tem vindo a ser noticiado. A LPFP não se revê em discursos ofensivos e apela a todos os intervenientes para que tenham o máximo sentido de responsabilidade nas suas declarações.

 

Temos orgulho em ter um dos mais competitivos campeonatos da Europa, mas todo o ruído e deselegâncias estão a arruinar a imagem das nossas competições. Queremos uma recta final do campeonato repleta de emoção, entusiasmo e desportivismo. Só assim se poderá mostrar a excelência do futebol português. Reiteramos o apelo ao fair-play e à elevação".

 

Posição muito branda assumida pelo Executivo da Liga. Este e outros casos de registo no futebol português exigem uma mão pesada e não meros apelos ao fair-play e à elevação, disposições que obviamente não impressionam os principais protagonistas.

 

publicado às 04:43

 

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O futebol profissional contribuiu directamente com 456,1 milhões de euros para o PIB português na época 2016/2017, de acordo com um estudo da Ernst & Young, realizado com base em informação fornecida pela Liga. O primeiro Anuário do Futebol Profissional Português nota que o peso da modalidade na economia nacional - correspondente a 0,25% do PIB -- seria ainda maior se fossem somados os impactos indirectos, em sectores como o turismo, a comunicação social e as apostas desportivas.

 

As sociedades desportivas geraram mais de 680 milhões de euros em volume de negócios em 2016/2017, valor impulsionado pela forte subida das receitas na Primeira Liga, que ascenderam a 659 milhões, um aumento de 31% face à época anterior. Benfica, FC Porto e Sporting concentraram 76% da globalidade das receitas durante aquele período, em que os maiores ganhos estão relacionados com transferências de jogadores (32%) e renegociação de contratos de transmissão televisiva de jogos (24%).

 

Com um total de 443,3 milhões, a I Liga foi responsável por mais de 97% do impacto global na economia portuguesa durante a época passada, que teve um acréscimo de 44% relativamente a 2015/2016, temporada em que o futebol profissional contribuiu com 315,9 milhões para o PIB.

 

Nessa época, a modalidade pagou 21,9 milhões em impostos e foi responsável pela criação directa de 2055 postos de trabalho (1.523 dos quais na divisão principal), segundo o estudo da empresa de auditoria e consultoria, que não apresenta os mesmos indicadores referentes a 2016/2017. "O estudo reforça que a maior parte dos postos de trabalho provêm das Sociedades Desportivas da Liga NOS que empregam 1 523 trabalhadores, em que 787 são jogadores, 212 são treinadores e 524 são outros funcionários das Sociedades Desportivas. Já as Sociedades Desportivas da LEDMAN LigaPro empregam, por sua vez 488 trabalhadores que se decompõem em 348 jogadores, 55 treinadores e 85 funcionários das Sociedades Desportivas", pode ler-se no documento.

 

publicado às 03:22

 

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Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do FC Porto, e Luís Filipe Vieira, homólogo do Benfica, estiveram sentados à mesma mesa da cimeira de líderes dos clubes de futebol profissional, organizada pela Liga de clubes, no Convento de São Francisco, em Coimbra.

 

A reunião, levada a cabo em conjunto com Pedro Proença, presidente da Liga, teve como objectivo a discussão de três tópicos: reflexão dos dois anos e meio de governação da actual Direcção Executiva do organismo, o posicionamento da II Liga para os anos 2018 a 2021, e novos desafios.

 

Dos três clubes "grandes", só o Sporting não se fez representar. Além dos leões, Nacional e Santa Clara foram os únicos ausentes, em Coimbra.

 

Parece-me uma pergunta legítima... Quem defende os interesses do Sporting ?

 

Não sendo novidade que Bruno de Carvalho evita estas reuniões onde questões de foro global são debatidas, pasma que nem sequer tenha mandatado um representante.

 

publicado às 04:28

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