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A polarização da luta pelo poder

Rui Gomes, em 11.10.14

 

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Mário Figueiredo está sob a alçada disciplinar do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol, pelas declarações proferidas numa entrevista à RTP Informação, a 8 de Setembro, sobre uma candidatura à FPF em 2010, que precipitaram a Federação a instaurar um processo disciplinar por participações feitas pelo Conselho de Arbitragem, por membros da direcção da FPF e pelo próprio presidente Fernando Gomes: 

 

«Quando a arbitragem mudou para a Federação, esse presidente mudou-se de armas e bagagens para a Federação. As pessoas que estão à frente dos destinos do futebol fizeram-no para perpetuar um sistema que dura há muitos anos.»

 

Subscrevo, na íntegra, esta afirmação de Mário Figueiredo, porque creio que corresponde à verdade e assim escrevi, por outras palavras, em Setembro de 2011, na minha então coluna semanal no jornal "Sporting". Eis um breve extracto de dois parágrafos desse meu artigo:

 

«(...) Recuando nos tempos, se alguma coisa o nosso historial futebolístico nos ensina, é que é sempre prudente reservar um boa dose de cepticismo, até prova em contrário, sobre qualquer "maquinação" que abrange a cúpula portista liderada por Jorge Nuno Pinto da Costa. É por de mais evidente que este emblema, com este líder, nunca aprova nada nem ninguém que não avance os interesses singulares do FC Porto. Muito por esta consternação, foi sempre difícil aceitar a fidedignidade das alegadas incompatibilidades sobre contratações de jogadores, como a causa que levou Fernando Gomes à renúncia ao cargo de dirigente do clube nortenho, após cerca de dez anos de comunhão de esforços e associação íntima com o presidente. Na realidade, não será desajuizado inferir, que a terem existido inconciliabilidades incitadas pelo transpor da autoridade e idoneidade institucional, precipitando a então anunciada ruptura, esta deveria ter emergido, lógica e moralmente, pese arriscar o paradoxo, antes ou durante o degradante o notório processo "Apito Dourado". A preeminente incoerência só pode nutrir suspeitas consideráveis.»

 

«(...) A premissa de raiz é que o versátil "savoir-faire" do líder portista nunca deve ser subestimado, por conseguinte, não injuria a sisudez de ninguém - não obstante o Barão de Montesquieu a considerar a "armadura dos parvos" - admitir que o afastamento do então vice-presidente tenha sido idealizado precisamente para posicionar uma figura da sua total confiança no assento soberano do futebol profissional. Com os poderes estatutários a serem devolvidos à Federação, faz sentido que o actual escopo veemente seja a recolocação dessa mesma individualidade. Salvo existir algo muito significativo que ilude o domínio público, esta asserção entoa noções esclarecidamente indiciadas pelo estado das coisas (...).

 

publicado às 03:02

 

 

O recorte é de um artigo da minha autoria publicado no dia 4 de Outubro de 2011, na minha então coluna semanal do jornal "Sporting" - O Décimo Segundo Elemento - em que eu abordo mais um sombrio episódio da luta pelo poder no futebol português. Surgiu-me hoje, pelas "démarches" nebulosas actualmente em curso, por obra do "suspeito usual", de braço dado com o seu criado de libré de Braga e mais uns quantos lacaios da praça futebolística.

 

A associação ao teor do artigo deve-se ao facto de eu nunca ter acredidato na "acidental" ascensão de Fernando Gomes ao trono do futebol português, assim como hoje não acredito que o que está a decorrer na Liga desassocia-se dessa outra prévia ocorrência. Em uma análise simples, o objectivo fulcral sempre foi e continua a ser o controlo absoluto dos corredores do poder do futebol português. Ainda por esclarecer é a posição do Sporting, não tanto como se coloca neste momento, mas muito mais como irá reagir em um futuro muito próximo.

  

publicado às 16:07

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