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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.


Mário Jorge, futebolista do Sporting nas décadas de 80 e 90 do século passado, foi convidado para director da Academia. O ex-jogador leonino está em Cabo Verde, onde tem trabalhado, e viaja em breve para Portugal para falar com Sousa Cintra sobre as condições e funções concretas a desempenhar em Alcochete.
O convite ao antigo director desportivo do Estoril, clube que também representou como jogador, indica que o actual presidente da SAD leonina não quer continuar com Virgílio Lopes, antigo braço direito de Bruno de Carvalho, na Academia.
Formado nas escolas de Alvalade, Mário Jorge realizou um total de 524 jogos de leão ao peito, em todos os escalões, ao longo de 17 anos. Vencedor de dois campeonatos nacionais, o antigo defesa/médio esquerdo pode agora assumir a formação do Clube... que o formou.
Mário Jorge
Como se sabe, Jorge Jesus modificou a disposição da equipa leonina frente ao Borussia Dortmund, no recém-jogo na Alemanha, inovando um sistema de três centrais na equipa base: Sebástian Coates, Rúben Semedo e Paulo Oliveira.
Esta decisão do treinador tem estado muito em discussão entre adeptos, como é natural, e apesar de se ter ficado com a impressão que resultou contra os germânicos, existem prós e contras a ter em consideração.
Mário Jorge, antigo futebolista formado no Sporting, onde permaneceu durante 15 anos, oferece a sua opinião sobre este sistema:
«Confesso que fiquei com alguma água na boca, mas não sei se Jesus vai manter esse sistema. Tenho para mim que o pode utilizar pontualmente, por exemplo diante de equipas com outro poderio. Este é um sistema que resultou muito bem em Dortmund, onde só faltou alguma sorte, mas precisa de ser muito bem trabalhado, nomeadamente a transição defensiva. Tenho algumas dificuldades em imaginar este sistema nas provas internas mas vamos ver com o Arouca.
Quando o adversário joga com extremos bem abertos, isso condiciona a progressão dos laterais, que é uma das vantagens deste sistema. Por outro lado, penso que o facto de o Sporting ter laterais que não são defesas de raiz pode ajudar e até gostei bastante do Marvin Zeegelaar. Ele é holandês e deve estar identificado. O próprio Jesus, como se sabe, é um grande admirador do futebol holandês e em especial do Johan Cruijff que jogava com três defesas. Ele próprio experimentou-o há muitos anos no Felgueiras, lembro-me disse porque o defrontei na altura».
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