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Analisando o registo de Jorge Jesus desde 2009, verifica-se que algo se prende com as suas equipas perderem ou empatarem jogos nos últimos minutos de jogos. Desde que assumiu o comando do Benfica (2009/10), o actual treinador do Sporting perdeu ou empatou 21 jogos nos últimos dez minutos e em 16 dessas partidas consentiu golos nos últimos cinco minutos.

 

Manuel Cajuda - treinador com 506 jogos na I Liga - comenta este "fenómeno" e o trabalho, em geral, de Jorge Jesus:

 

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«Jesus tem feito um trabalho de excelência nos últimos dez anos, mas todos os trabalhos têm os seus problemas. Há vários factores que podem explicar os golos sofridos no final por parte do Sporting já este ano. Às vezes o treinador leva tempo a perceber o que está a acontecer no campo, algo que pode ter acontecido com o Sporting em Guimarães, onde houve um bloqueio colectivo dos jogadores e da equipa técnica. Acontece, são todos humanos.

 

Quando Cristiano Ronaldo e Morata marcaram os dois golos após o minuto 89, que impediram o Sporting de fazer história em Madrid, Jesus não estava no banco. Faz-me lembrar as muitas vezes que dizia aos meus jogadores que era o momento de atirar a bola para fora e de ver amarelos porque a vitória era importante, mas não sei se Jorge Jesus faria isso em Madrid, pois não estava no banco para decidir.

 

Há várias causas para este tipo de situações. Nós, treinadores, não o expressamos publicamente, e eu falo por mim, mas nós também cometemos erros. Coincidência ou não, tanto em Madrid como em Guimarães o Sporting sofreu os golos quando o capitão Adrien Silva não estava em campo, embora neste último jogo devido a lesão».

 

publicado às 05:02

Manuel Cajuda põe os pontos nos iis

Rui Gomes, em 07.10.14

 

 

Adorei ler (ouvir) a entrevista de Manuel Cajuda a Bola Branca da Rádio Renascença, pelas verdades que disse e, também, lamentavelmente, por algumas tristezas que revelou sobre o estado do futebol português, em geral, e do que ocorre em torno da Selecção Nacional, em particular.

 

Eis algumas das suas afirmações mais interessantes:

 

«Fernando Santos é a escolha certa, mas não compreendo como se renova um contrato com um treinador para o despedir dois meses depois. É, provavelmente, sinal de que alguém não sabe o que está a fazer.»

 

«No futebol português há excessivas mesas redondas com demasiadas pessoas quadradas à sua volta.»

 

«Pelos jogos que vi, Portugal foi a pior selecção do Mundial. A conclusão a que se chegou é patética, no mínimo. Até o Paulo Bento estranhou a conclusão de que só o médico era responsável e acho que, desta situação, o Paulo Bento foi vítima.»

 

«Desta vez não fui abordado, como foi o caso depois da saída de Carlos Queiroz. Mantenho a esperança de um dia assumir o cargo de seleccionador, mas neste momento essa situação não é relevante.»

 

«Recordo a conversa que tive com um vice-presidente da Federação, quando fui hipótese para suceder a Carlos Queiroz. Nessa altura percebi a realidade. Perguntou-me se eu conhecia alguém importante no Espírito Santo, depois perguntou-me se eu era amigo de um determinado empresário e se tinha alguma coisa com uma marca de equipamentos. Disseram-me logo que em princípio não seria o seleccionador nacional.»

 

Lamento que Manuel Cajuda não tenha revelado o nome do referido vice-presidente, apenas e tão só para se ficar a conhecer melhor mais um, entre muitos, dos personagens que flutuam no futebol português. Mas não deixa de ser triste - para ser simpático - que os critérios (naquela ocasião pelo menos) para escolher o líder da equipa das quinas, envolvam a exigência de conhecimentos na Banca, no mundo empresarial e até no comercial.

 

Entre tanto, é difícil não chegar à conclusão que o futebol, por si, e a representação de uma Nação, não são considerações preeminentes.

 

publicado às 23:18

Opiniões diferentes

Rui Gomes, em 30.01.14
 

 

Em declarações a "Bola Branca" da Rádio Renascença, Manuel Cajuda está em sintonia com Manuel José sobre as elevadas qualidades técnicas de Shikabala, mas o seu parecer difere sobre a disposição de indisciplina que se associa ao jogador egípcio:

 

«É um excelente jogador e uma boa aquisição. Ele tem todos os conteúdos para ser excelente. Tem energia, é muito bom tecnicamente e dá-me alegria que ele venha para o futebol português porque tem o que falta ao futebol português, que é qualidade técnica. Sei que ele teve alguns problemas dos quais foi mais vítima do que culpado. Recordo-me da questão de ele ser desejado pelas duas melhores equipas do Egipto e levou a algumas disputas e interesses políticos... »

 

As suas declarações podem ser lidas aqui.

 

publicado às 10:57

A hipótese Manuel Cajuda

Rui Gomes, em 30.11.12

 

Desconheço a razoabilidade das fontes de informação que precipitaram os mais recentes rumores sobre a hipótese Manuel Cajuda  para «Manager» do futebol «leonino». Como homem deste «milieu» desportivo, que é há muitos anos, não associo a sua presença nas bancadas em Moreira de Cónegos, pela visita do Sporting, a esta consideração. Segundo os mesmos espaços noticiosos, foi convidado pelo presidente Godinho Lopes para assistir ao derby de Lisboa, no próximo dia 10 de dezembro, ocorrência esta,  que a ser confirmada, também não implica algo de especial. Já é público que o presidente do Sporting tentou a contratação de José Couceiro para esta posição, mas que as partes não chegaram a um acordo, por conseguinte, não será surpresa alguma que se venha a dar uma nova tentativa para esse efeito, pela intenção de Godinho Lopes em entregar o comando administrativo-técnico do SAD a alguém que entenda ser competente para a função e, por esse meio, libertar a sua pessoa para a gestão superior do Clube.

Manuel Cajuda foi jogador de futebol durante 13 anos e, treinador, cerca de 28, passando por 20 clubes, dentro e fora de Portugal. Dão-lhe crédito pelas «descobertas» de jogadores como Pepe, Tiago (Atlético de Madrid), Danny (Zenite), Quim (Braga), Ricard Rocha, Hugo Almeida e o jovem André Almeida, actualmente no Benfica. Salvo estas credenciais, não imagino qual será a sua aptidão para a referida posição, mas é de admitir que se trata de alguém que percebe, e muito, de futebol. O facto de ser um reconhecido benfiquista não deve ser causa para incómodo, uma vez que é considerado um profissional honesto e competente. Não se deve confundir preferências pessoais clubísticas, com  os afazeres de ordem profissional, até de árbitros, desde que sejam pessoas isentas e de carácter.

Há um muito importante factor que não pode passar despercebido - e em nada se relaciona directamente com Manuel Cajuda - que tem a ver com a muito reduzida existência de directores-técnicos de futebol por esse mundo fora. Em Portugal, não há ninguém verdadeiramente credenciado para a posição. Seja qual for a equação em andamento do Conselho Directivo do Sporting, esta disposição tende dar algum fundamento credível à hipótese Manuel Cajuda.

 

publicado às 02:17

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