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Ponte de ligação aos leitores

Rui Gomes, em 10.11.20

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Acho incrível um miúdo levar um tiro no peito e dizerem-lhe, sem mais, para ele ter juízo e escolher bem os amigos. Calculo que o LG seja um deles, para o conhecer tão de perto.

Eu fiquei particularmente incomodado quando li a notícia, até porque, como aqui tinha escrito há cerca de dois ou três dias, é um rapaz que me encanta, não apenas pelo talento extraordinário que ninguém com o tal "juízo" deixará de lhe reconhecer, mas também porque soube acatar o facto de ter sido "preterido" em favor de outras promessas do seu escalão (Tiago Tomás, Nuno Mendes, Quaresma, Joelson, Gonçalo Inácio...) e trabalhar afincadamente para evoluir nos principais aspectos onde demonstraria ainda uma menor maturidade.

Isso torna-se bastante claro a quem o vê hoje: rápido e tecnicista como sempre, combativo e solidário como nunca. Posso estar muito enganado, mas para mim ele faz parte do passo seguinte no futuro do Sporting. Ele e mais dois: Tiago Ferreira e Chico Lamba. Tem tudo: fantasista, objectivo, excelente finalizador, exímio batedor de bolas paradas, veloz, vertical, tacticamente culto, nada brinca-na-areia, embora o pudesse ser pela inesgotabilidade de recursos técnicos, e parece-me sinceramente - em campo, claro - um rapaz tranquilo, por quem os outros têm um enorme carinho. Mas acima disso tudo é um miúdo. Ainda bem, mesmo, que tudo não passou de um susto.

Comentário do leitor Marcos Cruz

publicado às 03:33

Ponte de ligação aos leitores

Rui Gomes, em 24.10.20

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Eu esfrego as mãos de contente com a venda do Vietto, aquele tipo de jogador que me mexe com os nervos precisamente por não ter nervo. Dizem que tem qualidade – e quê?... O Geraldes, e outros tantos sem lugar no plantel, não têm qualidade? Há muito que a qualidade, confundida com o talento, deixou de ser suficiente para se fazer parte de uma grande equipa.

O Luciano Vietto é tecnicamente evoluído, embora falhe inúmeros passes por jogo, e tem momentos de brilho, lampejos de classe que nos levam a pensar: porque é que este gajo não se foca mais, não se entrega mais, não combate mais? E, nestas alturas, depois de um golo decisivo, lá vêm os cata-ventos da análise futebolística contrariar o que eu digo, alegando que ele até superou em vontade e rapidez os centrais do Porto, como se isso fosse verdade. Ele partiu em vantagem, de frente para a bola, e caso estivesse ele no lugar de um daqueles defesas talvez nem o estorvasse. Mas não lhe quero retirar o mérito: estava lá e marcou.

Acontece que em 40 jogos fez 9 golos, uma média "estratosférica", de facto, e quanto a imprimir dinâmica e intensidade ao ataque do SCP não me parece haver dúvidas de que foi uma aposta falhada. Por isso, bye bye, Vietto. Fossem 7, 8, ou mesmo seis os milhões desta transferência, eu assinava de cruz (também não me restava outra hipótese). O que eu espero é que Frederico Varandas e o seu elenco tenham aprendido com aquele mercado surrealmente imberbe do ano passado a não embarcar mais em logros deste género, e os indícios que nos entram pelos olhos no arranque desta época levam-nos a acreditar nisso.

Porro parece-me um grande negócio em perspectiva, Pote foi tiro certeiro, João Mário muito bem resgatado, Palhinha um emendar de mão à beira do abismo – Adán, Zouhair Feddal e Nuno Santos ainda não mostraram nada de absolutamente conclusivo, na minha sempre contestável opinião, tirando o golo deste último – e o puxão pelos jovens da cantera revelou-se corajoso e fundamentado: Nuno Mendes tem tudo para vir a ser um dos melhores laterais da Europa, Quaresma só depende de si, nomeadamente em termos de mentalidade, se conseguir fortalecer-se, para se tornar um central de excelência, Bragança promete, assim continue a evoluir no trabalho, afirmar-se como o nosso Pirlo (desculpe quem achar isto um exagero, mas eu sou fã confesso do miúdo), Max estava a encher-nos as medidas até ver o seu progresso congelado pela Covid, mas é um crime se não voltar à titularidade, Gonçalo Inácio pode crescer treinando no plantel e parece-me, do ponto de vista mental, já mais preparado que o Quaresma, embora lhe falte o talento raro daquele, e Jovane Cabral tem aqui a sua prova de fogo: ou demonstra a paixão pelo jogo que as suas características físicas, e até técnicas, pedem, ou mais vale ser vendido após um momento alto como o do fim da época passada.

Luciano Vietto, esse, já era. E, quanto a mim, ainda bem. Talento não falta no Sporting, treinador também não, estou convencido, o que precisamos mais é de espírito, um espírito comum a todos, sem excepções. E Vietto não o tinha. Por isso, mais do que discutir as verbas sobre a mesa negocial, interessa-me discutir a pertinência desta venda, que aprovo sem pestanejar. Ficamos com mais uns milhões para ir, em Janeiro, buscar o central de que tanto precisamos.

Comentário do leitor Marcos Cruz

publicado às 03:17

Ponte de ligação aos leitores

Rui Gomes, em 16.07.17

 

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«Pois, o problema é exactamente a variação de humores a que está susceptível a equipa, porque poucos são os elementos do plantel com espírito de campeão, daqueles que nem a brincar brincam.

 

Os erros acumulados neste estágio suíço são já mais que os buracos num queijo da mesma origem, e isso é revoltante, por muito que quem se faz de sportinguista, sem o ser, venha tentar vender aos adeptos a ideia de que uma boa pré-época não implica bons resultados. Até o daria de barato se debaixo das derrotas houvesse vitórias, nomeadamente a constatação de que se contratou bem e de que há uma ideia de jogo promissora. Ora, não acontece nem uma coisa nem outra.

 

Em matéria de expressão individual, os exemplos abundam: Piccini é voluntarioso, defende melhor do que Schelotto mas está longe de ter a classe requerida por um candidato ao título; Mathieu e Coentrão dão toda a sensação de estarem já na fase declinante das suas carreiras, o primeiro ao nível da ilusão, das ganas, o segundo em termos físicos, de estofo; Azbe Jug é uma anedota, não se me oferece dizer mais nada; Tobias é confrangedor no um para um, deixa-se comer como um docinho conventual, de pouco lhe valendo, enquanto central sem provas dadas, ter bom jogo aéreo; Petrovic é um trinco banal, tecnicamente limitado, que nem sequer se impõe por uma condição física exuberante; Battaglia também não deslumbra na recuperação e do ponto de vista ofensivo parece mais um transportador que um circulador; Mattheus Oliveira é diferenciado no toque, passa a bola com qualidade e critério, cobra competentemente as faltas e não remata mal, mas passeia-se pelo campo em pezinhos de lã e isso não dá para vingar de verde e branco; Alan Ruiz parece que fuma charros antes de entrar em campo, revelando doses descomunais de lentidão e sensibilidade ao toque (quer da bola quer do adversário).

 

Enfim, são maus prenúncios a mais, estes e muitos outros que me dispenso de citar, para uma época em que, pelo investimento, se torna quase obrigatório disputar o título até ao fim. Jesus: tu não és nenhum génio, não caminhas sobre as águas, não nasceste com o cu virado para as estrelas, por isso tens de arregaçar as mangas e mudar o estado de coisas, que a gente vai cobrar a sério, acredita».

 

 

Leitor: Marcos Cruz

 

publicado às 05:04

Ponte de ligação aos leitores

Rui Gomes, em 08.05.17

 

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«A margem de tolerância reduz-se para todos e Bruno de Carvalho será sempre o primeiro a ter de prestar contas. Concordo com a ideia de que ele não se pode pôr de fora do insucesso que foi esta época, mas compreendo a frustração que ele denota por se ver pouco acompanhado no nível de entrega ao clube. De falta de esforço, dedicação e devoção não me parece que o possamos acusar. De mais vezes do que seria desejável, não orientar esses atributos por caminhos certos, isso sim. Sobretudo em matéria de comunicação e contratações, aspectos em que é decisivo aprender com a experiência e não repetir a lamentável demonstração de incompetência deixada este ano.

 

O SCP não pode ir lá por tentativa-e-erro, o tempo do experimentalismo tem de acabar, principalmente quando foi conseguido um padrão de apoio e presença extraordinário por parte dos sócios, que não são "devotos" ao ponto de prescindirem da sua recompensa. De Bruno de Carvalho digo o mesmo que um treinador cuja identidade já não recordo dizia de Toñito: "Não me interessa que ele corra muito, se corre mal". Ou seja, a paixão não lhe falta; o saber ainda não é o suficiente.

 

Indo agora ao concreto: Douglas, Petrovic, Castaignos e Campbell têm de ir embora, não servem e nunca deveriam ter chegado; Bryan Ruiz é um jogador de classe, mas a única coisa que faz hoje em campo é passeá-la, levá-la a correr já lhe dá muito trabalho, por isso chegou ao fim da linha, não pode sob condição ver renovado o seu contrato; o outro Ruiz pode ser genial com bola e ter um remate portentoso, mas ou se apura que ele consegue entregar-se mais ao jogo e acompanhar a dinâmica e a intensidade da equipa ou pode também ir pregar para outra freguesia; o William, um dos capitães, vai ter de deixar de sorrir displicentemente quando falha golos fáceis e passar a cerrar os punhos e dizer "p... que p...", como fazem jogadores de raça e compromisso, além de que se lhe exige mais suor, mais arreganho, mais vontade de crescer e de pôr ao serviço do clube o talento que ninguém lhe consegue negar; o Schelotto corre milhões mas não encaixa nas necessidades do plantel, nem como lateral nem como extremo, falta-lhe técnica e critério, é pobre na decisão, desajuizado, e deve ser vendido, ao contrário do Marvin, de quem a imprensa já disse e repetiu que tinha o destino marcado mas que me parece estar a aproximar-se de um patamar de consistência apreciável, quer a defender quer a atacar.

 

O perfil de contratados precisa urgentemente de ser redefinido e a percentagem de acerto tem de subir em flecha. São exigências de um clube que precisa de glória como de pão para a boca, sob pena de se revelarem vãos o esforço, a dedicação e a devoção dos seus adeptos».

 

 

Leitor: Marcos Cruz

 

publicado às 12:21

Ponte de ligação aos leitores

Rui Gomes, em 10.04.15

 

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Rui, gostava de lhe pedir para criar um post dedicado à discussão da próxima temporada, abordando o que falta ao Sporting para poder intrometer-se efectivamente na luta pelo titulo. É que, por um lado, o presidente disse há uma semana que ainda não começou a preparar a época e, por outro, os jornais falam já de pretensos reforços como o Marçal. E eu tenho receio. Medo, mesmo. Não queria nada que o Marçal fosse a primeira (nem a segunda, nem a última) cara nova do Sporting 2015/16, porque isso aponta uma bitola baixa que desanima quem tiver a esperança de que para o ano a aposta será forte. Se o Camarote Leonino é lido pela Direcção do Clube, ao menos ficava aqui expressa uma tendência de opinião quer em relação ao jogador do Nacional quer, mais importante ainda, ao patamar de exigência de parte (a nossa) dos adeptos. Digo isto, claro, sem saber de antemão se a generalidade dos leitores do Camarote Leonino concorda comigo. Era bonito avançarmos com alguns nomes, a título de exemplo, desejados para compor o plantel. Ficava o registo. Marçal é que não, por amor de Deus.

 

Leitor: Marcos Cruz

 

 

Um pouco por falta de maior disponibilidade, muito mais pela inteligibilidade da narrativa do nosso leitor Marcos Cruz, apresentamos a sua sugestão nos exactos termos em que nos foi apresentada. Consideramos ser uma uma ideia muito construtiva e uma excelente oportunidade para os adeptos poderem contribuir, de uma forma indirecta que seja, para a planificação da equipa do Sporting que enfrentará os diversos e complexos desafios que a espera na próxima época, tanto no foro nacional, como também, e de elevada importância, nas provas europeias. Estas, pelas medidas recentemente reveladas pela UEFA, mais do que nunca terão um impacte significativo no bem estar desportivo e financeiro do Sporting Clube de Portugal.

 

Convidamos todos os leitores a participar neste desafio que nos foi apresentado por Marcos Cruz, com o nosso agradecimento, desde já, pela sua louvável iniciativa.

 

publicado às 05:02

Ponte de ligação aos leitores

Rui Gomes, em 19.07.13
 

 

 

«"(...) a minha (Paulo Futre) experiência diz-me que ele não vai regressar ao Sporting."

 

Esta frase tem lá tudo. Bruma no FC Porto. A história repete-se. Digo isto desde que este imbróglio começou. Não tenho dúvida alguma e sou capaz de apostar com quem quiser. Só acho estranhíssimo que a especulação jornalística - tanta e tão desenfreada noutras matérias sem fundamento - tenha parado na última semana e não se escave minimamente no sentido de aprofundar o envolvimento dos representantes do jogador com o FC Porto. Sei eu, de fonte da SAD portista, que no dia a seguir a não ter comparecido na reunião marcada pelo Bruno de Carvalho, o rapaz Bruma estava no Hotel Sheraton, no Porto.

E depois analisemos o óbvio: a CAP vai analisar este caso e sentencia-o em 40 dias, sem direito a recurso; três dias sobram para o clube que quiser inscrever o jogador; só se ele se vincular com um clube ESTRANGEIRO é que a FIFA pode entrar no caso. A chave de tudo isto é tão-só o parecer da CAP. Aceitam-se apostas. Eu já fiz a minha há muito tempo: vai ser dada razão ao jogador e ele dois dias depois está nas capas dos jornais como último reforço dos portistas.»

 

* Leitor: Marcos Cruz

 

publicado às 16:56

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