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Ponte de ligação aos leitores

Rui Gomes, em 07.07.18

 

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Há várias razões para que eu não advogue o muito badalado regresso de nenhum dos jogadores que rescindiram. Entre elas, a péssima influência que isso teria no grupo de trabalho, com os outros todos a questionarem-se legitimamente: então se estes gajos rescindiram e lhes foram dadas melhores condições para voltarem, eu também deveria ter rescindido. Depois, a disparidade de salários que a situação iria provocar. E, finalmente, para não ser exaustivo, a declaração de intenções e/ou de carácter que cada rescisão constitui.

 

Escrevo "e/ou" porque os casos são diferentes. Bas Dost, por exemplo, sempre teve um comportamento exemplar e deu nota de elevação em todo o tempo que cá esteve, mesmo neste processo, em que foi a principal vítima da violência daqueles animais.

 

Tanto Daniel Podence e Rafael Leão, no extremo oposto, tiveram uma atitude oportunista, egoísta, mercenária, ingrata, repulsiva, que os caracteriza para lá do momento, embora parte da responsabilidade possa caber aos respectivos empresários. Seja como for, eles que vão todos embora e nós que nos preocupemos em negociar da melhor maneira possível as suas saídas. Nenhuma solução beneficia o Sporting e esta é a que menos prejudica.

 

Tenho reservas em relação a Rui Patrício, apenas porque foi alvo específico de um gesto vergonhoso da claque. Naturalmente, sentiu-se ali atacado quando deveria ser defendido, ele que dentro das quatro linhas nos foi defendendo cada vez melhor, ano após ano. Mas fiquei desiludido, ainda assim. Com tantos anos de Clube, ele, melhor do que ninguém, devia ter distinguido o Sporting do seu presidente - e esperado um pouco mais, para ver como paravam as modas, até se comprometer com outro clube. Sinceramente, estou convicto de que, mesmo se tivesse ido sem destino fixo para o Mundial e se entretanto se apercebesse de que o Sporting tinha erradicado o seu presidente, ele não voltaria atrás na rescisão.

 

A saída do William, em boa verdade, não lastimo. Se ele ficasse era mais um ano a arrastar-se e menos um ano para ver o que vale João Palhinha. Battaglia, também, que vá e destape o lugar que, intuitivamente, me parece bem destinado a Wendel.

 

Resolvida a importante questão das compensações financeiras, há que atacar o mercado com consistência. Percebo a vinda de Nani por se terem ido os anéis, as referências, mas gostaria de ver o ex-internacional a regressar menos individualista do que da última vez, em que parecia ver-se como uma estrela entre calhaus. Se ele encarar isto como uma missão colectiva, ok, que venha.

 

Leitor: Marcus Cruz

 

Como nota separada, o Record publicou hoje este artigo, intitulado "SAD confia em Bruno Fernandes". Se de facto há ou não conhecimento de causa, é sempre uma incógnita:

 

Tal como o nosso jornal já deu conta em tempo oportuno, Sousa Cintra e restantes elementos da SAD acreditam que Bruno Fernandes irá ficar em Alvalade, isto apesar de ter avançado com as rescisão unilateral do seu contrato com o clube verde e branco.

 

Apesar das negociações não estarem a ser fáceis, existe a convicção em Alvalade de que este será um dos dossiês que terá o final mais ‘positivo’ para o clube: Bruno Fernandes é considerado um dos mais importantes elementos na estratégia delineada pelo treinador José Peseiro e, nesse sentido, manter o ex-camisola 8 no plantel apresenta-se como fundamental para delinear as aspirações que o clube terá na próxima temporada.

Além de Bruno Fernandes, também Rafael Leão pode voltar a vestir a camisola leonina, num processo que tem vindo a merecer toda a atenção da Comissão de Gestão. William, Battaglia, Rúben Ribeiro, Gelson, Podence e Bas Dost não voltarão ao Sporting.

 

publicado às 15:55

Ponte de ligação aos leitores

Rui Gomes, em 07.11.17

 

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«O que me parece a mim estar ao nível do bê-á-bá é que este treinador não tem vergonha na cara. Honestidade, zero.

 

Quando perdemos em casa com o Barcelona e o Porto ganha fora ao Mónaco, escuda-se na diferença dos adversários, mas depois ao falar do Braga já diz que tem estrutura de grande. Porque joga com o Sporting; quando jogar com o Porto volta a ser pequenino. Usa e abusa destas parcialidades. Em derrotas ou empates frustrantes, nunca lê o jogo como nós, os adeptos. Com o Rio Ave, por exemplo, onde sem saber como saímos por cima, disse que fomos uma equipa experiente e calculista.

 

Eu estive lá e vi uma manta de retalhos cosidos, com fendas várias entre si, desalmada e sem arcaboiço, uma miséria. 22 remates duma equipa pequena contra sete duma grande. Isso foi o que eu vi. Uma equipa a jogar, a trocar a bola, a impor em campo a sua ideia de jogo, e outra a assistir, desmotivada e impotente, ou sem a mínima noção do que tinha a fazer, numa placidez bovina que só pontualmente era rasgada, como em espasmo - um dos quais deu golo, irregular, diga-se de passagem.

 

Ontem, tive sempre o pressentimento de que o pior ia acontecer, e é o expormo-nos a isso que nos mata. Quem quer que veja o Porto a jogar percebe que só por manifesta infelicidade eles não vão sair vencedores. São superiores, dominam, têm gosto em mandar e conquistar. Aplicam-se, dão-se, esgadanham-se pelo emblema. Essa febre não vejo eu no Sporting. Vejo mansidão, tédio e, pior, uma fragilidade enorme; quem quer que tenha sal no jogo só precisa de o lançar, que a nossa ferida está aberta. A questão, para mim, já de há muito é: o que espera Bruno de Carvalho, quando o Sporting faz boa figura em todas as modalidades e nos vários escalões do futebol, mas envergonha os adeptos naquilo que verdadeiramente lhes faz pulsar o coração? O que mais será preciso para varrer de Alvalade aquele vírus pesporrento, arrogante, pegajoso, egocêntrico, cabotino e de tal modo fechado na sua presumida vidência táctica que até aí já foi claramente ultrapassado? E ainda que se confirmasse esse tão discutível dom da natureza...

 

Como dizia Abel Salazar, quem só sabe de medicina nem de medicina sabe. Jesus pode até ser, para quem acreditar nisso, o deus da táctica, mas é uma merda em múltiplos outros capítulos - está à vista de quem vê futebol há muitos anos e não admite que lhe comam as papas na cabeça, desculpem lá. Com este "timoneiro", o nosso barco vai ao fundo. Continuo a dizê-lo, eu que até sou um optimista. É, no entanto, possível que não o diga mais vezes, por uma simples razão: tão cedo não volto a ver o Sporting. Tenho família, sacrifico-a com esta paixão, e não vale realmente a pena quando se malha em ferro frio. Sem Jesus, dependendo, claro, de quem lhe suceda, talvez eu volte a acreditar. Até lá, sonho sem bola».

 

 

Leitor: Marcus Cruz

 

publicado às 05:48

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