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Algumas considerações de Mariana Cabral, treinadora, no final da partida no Jamor...

"Foi uma festa muito bonita. Merecíamos este troféu e foi uma forma muito boa de acabar a época. Começámos a temporada a ganhar, acabamos igual e é sempre muito importante ganhar troféus para este clube. Temos de lutar sempre por todos os objectivos. A nossa equipa cresceu e aprendeu muito e espero que na próxima época possamos estar ainda melhores.

Temos de agradecer aos adeptos. Sentimos muito apoio ao longo da época, mas hoje o ambiente foi fantástico. O futebol feminino está a crescer imenso, quando eu jogava aqui havia muito menos pessoas e as condições também não eram estas. É um traço marcante do Sporting CP, faz parte do nosso ADN. Ter muita juventude é sinal também de que temos muito futuro.

Foi a minha primeira época no futebol sénior e tenho muito para aprender. Elas ajudaram-me muito e todas as pessoas à nossa volta suportam o projecto e levam-no para a frente.

O que nos interessa é crescer, continuar o projecto com jogadoras de qualidade, umas mais experientes e outras da formação, mas agora o importante é festejar e ter férias. O próximo [troféu] espero que seja a Supertaça e, depois desse, o campeonato, porque gostava muito de o conquistar pelo Sporting CP e elas também o merecem".

publicado às 03:32

Foto do dia

Rui Gomes, em 28.05.22

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Mariana Cabral, treinadora da equipa feminina de futebol que

hoje defronta o Famalicão na final da Taça de Portugal.

Boa sorte leoas!

publicado às 03:03

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Mariana Cabral, treinadora da equipa feminina do Sporting CP, foi suspensa 15 dias por "ameaças e ofensas à honra, consideração ou dignidade" no encontro com o Famalicão, da ronda 10 da fase de apuramento ao campeão da Liga BPI, que as leoas venceram por 2-1.

De acordo com o mapa de castigos, divulgado esta sexta-feira pelo Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), a treinadora das leoas foi ainda multada em 255 euros.

Primeiro e sobretudo, quem conhece Mariana Cabral sabe muitíssimo bem que ela não é pessoa para fazer qualquer tipo de ameaças. Na realidade, ela foi expulsa por protestar a frequência de simulações por parte das jogadoras familicenses, nomeadamente a guarda-redes, com o intuito de interromper a dinâmica de jogo da equipa leonina e "queimar" tempo. A árbitra acabou por conceder 8 minutos de tempo extra, que, mesmo assim, foi pouco para compensar o número de paragens.

Felizmente, a equipa do Sporting CP, através de Marta Ferreira, conseguiu desempatar o marcador aos 90+7' e, assim, assegurar os preciosos três pontos.

15 dias de castigo - equivalente a dois jogos, pelo menos - parece-me injusto e exagerado, mas deste Conselho de Disciplina, no que ao Sporting diz respeito, não se espera o mínimo de benevolência.

publicado às 03:02

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A equipa principal feminina de futebol do Sporting CP dá o pontapé de saída na fase de apuramento do campeão da Liga BPI já este domingo, na Madeira. As leoas enfrentam o CS Marítimo, adversário com que começaram também a primeira fase da prova, e Mariana Cabral não espera facilidades:

"Esta segunda fase começa da mesma forma que começou a primeira e espero que seja com o mesmo resultado: uma vitória do Sporting. É para isso que trabalhamos, sabendo que o CS Marítimo tem uma equipa muito competitiva, com jogadoras com qualidade e muito aguerridas, e que é sempre difícil para todas as equipas jogar na Madeira, num campo sintético de dimensões reduzidas, mas sabemos aquilo que temos de explorar.

Para nós, Sporting CP, é sempre um orgulho ter mais de metade do plantel nas selecções, mas claro que isso complica um pouco o trabalho de equipa porque ficamos com poucas jogadoras. Na primeira fase o campeonato parou várias vezes, mas agora já vamos ter vários jogos seguidos e ter mais tempo para trabalhar com todas. Será, portanto, um período com mais jogos e no qual vamos ter realmente muito mais ritmo e muitos mais jogos. Isso é bom para todos porque é assim que se evolui.

Esta segunda fase da prova vai ser decisiva e estamos totalmente preparadas para, jogo a jogo, lutarmos pelo título”.

publicado às 20:30

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Algumas considerações de Mariana Cabral - treinadora da equipa feminina de futebol - na conferência de imprensa de antevisão ao jogo de amanhã frente ao Estoril Praia, da quarta jornada da Série Sul da Liga BPI:

“Todas as jogadoras sabem que um empate é negativo (Torreense) para o Sporting CP. Talvez o primeiro dia da semana não tenha sido tão alegre como é habitual, mas é perfeitamente natural. Elas sabem o que aconteceu e pensamos nesse jogo não como algo apenas negativo, mas que serviu de aprendizagem para o futuro, a começar pelo jogo com o GD Estoril Praia.

Os jogos que tivemos no início da época foram algo diferentes porque as equipas não se fecharam lá atrás. Este empate foi um alerta porque percebemos o que pode acontecer daqui em diante. É natural que haja equipas que se fecham mais lá atrás, mas cabe-nos ter a competência e as soluções necessárias para criar ainda mais ocasiões de perigo e marcar mais golos.

Temos de ir ajustando o processo de acordo com tudo isso, mas sabemos que estamos na primeira fase e, por isso, ainda temos alguma margem. Neste jogo vamos experimentar algumas coisas novas para percebermos como as jogadoras se comportam. Vamos aproveitar a paragem para melhorar pois estamos no início da época e tanto a equipa como a equipa técnica são novas. É verdade que a temporada começou bem, mas os processos demoram a implementar e a ficar cada vez melhores.

Jogar em casa é diferente pois contamos sempre com o forte apoio dos Sportinguistas, que são os melhores adeptos do Mundo. O empate diante do SCU Torreense não abalou em nada o nosso espírito do grupo, estamos prontas para enfrentar mais um encontro”.

publicado às 17:15

Objectivo e estratégia comuns

Rui Gomes, em 06.10.21

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Muito me tem surpreendido, bem pela positiva, a prestação da nossa equipa feminina. Gosto de ver esta matriz que actualmente caracteriza de forma clara as equipas de futebol sénior do Clube. De referir que muito se deve a dois jovens e excelentes treinadores que foram apostas da Direcção do Sporting contra a maioria das correntes de opinião.

Leão do Norte

De facto, ao consultar artigos nos jornais ou ler entrevistas à treinadora Mariana Cabral, verifiquei que há diversas coincidências na comunicação e no discurso com o treinador Rúben Amorim. Mas, para além de tudo isso, há uma estratégia comum no que refere à constituição do plantel com base fundamental na Formação sportinguista e em algumas jogadoras experientes.

Leão Zargo

publicado às 04:03

Fotografia com história dentro (267)

O futebol feminino do Sporting

Leão Zargo, em 04.10.21

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No Verão de 2021 os sportinguistas ficaram surpreendidos com o anúncio da saída da treinadora Susana Cova e de nove jogadoras do plantel de futebol feminino do Sporting. Afinal, tratava-se do fim de um ciclo muito importante para a consolidação de um projecto desportivo ao nível da equipa sénior e dava-se início a um outro liderado pela treinadora Mariana Cabral. A estreia não podia ser melhor pois as leoas venceram o Benfica por 2-0 e conquistaram a Supertaça e lideram a Zona Sul da Liga BPI em igualdade pontual com o Torreense.

Mariana Cabral jogou futebol no U. Micaelense, Odivelas, Futebol Benfica e 1º Dezembro e chegou ao Sporting em 2016 para treinar as juniores, sendo depois promovida à equipa B que comandou entre 2018 e 2021, acumulando sempre com as funções de coordenadora da Formação. Foi campeã nos juniores logo na primeira época e na seguinte e em 2020-21 conduziu a equipa B à conquista do Campeonato Nacional da 2ª Divisão.

Muitos observadores identificam semelhanças entre o futebol sénior masculino e feminino do Sporting. Em ambos os casos, o plantel é jovem, em parte proveniente da Formação, mas reforçado pela experiência e maturidade. Como Rúben Amorim, também Mariana Cabral exerce uma liderança firme, tranquila, ponderada, inteligente. Nos treinos é do género de fazer primeiro antes de dizer para fazerem. Refere sempre que está satisfeita com as jogadoras que tem e que acredita no trabalho colectivo e no processo normal de crescimento da equipa. Insiste frequentemente que “seja em que competição ou campo for, estaremos sempre prontas para vencer”.

Na fotografia, o plantel do futebol feminino em visita ao Museu Sporting.

publicado às 14:30

Foto do dia

Rui Gomes, em 30.09.21

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Rúben Amorim e Mariana Cabral, dois grandes treinadores

publicado às 04:18

Pela segunda vez na história, a equipa feminina de futebol do Sporting CP conquistou a Supertaça, derrotando o Benfica por 2-0 com golos de Brenda Pérez e Joana Marchão e entrou da melhor forma na temporada, oferecendo mais um troféu ao Museu Sporting.

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Mariana Cabral, treinadora da equipa, analisou o desafio e não poupou os elogios às suas atletas:

"O mais especial para mim foi ver a forma como elas se comportaram, como se uniram como equipa, independentemente de serem oriundas da formação, de já cá estarem ou não. Todas elas tiveram um papel muito importante, um colectivo muito coeso. Todas colocaram o grupo à frente e quando elas acreditam juntas as coisas ficam mais fáceis.

Tenho também de agradecer à equipa da época passada e à professora Susana Cova. É graças a elas que estamos aqui hoje.

Estou satisfeita porque ganhámos o troféu, mas ainda falta fazer muita coisa. Foram sete semanas de muito trabalho, mas estamos a construir um grupo novo com formas de atacar e defender novas. Vamos ajustando consoante os testes que vamos fazendo e o feedback delas. Temos muitas coisas para melhorar, nada está acabado. Para a semana vamos à Madeira começar a Liga BPI com um jogo muito difícil e a partir de amanhã pensamos nisso.

O Sporting CP é um clube muito grande que ganha troféus em todas as modalidades e não merecia ter o futebol feminino sem ganhar troféus durante três anos. Há um ADN Sporting para implementar".

Excelente discurso. Parabéns Mariana, continua com o bom trabalho!

publicado às 06:02

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A treinadora de futebol feminino do Sporting, Mariana Cabral, admitiu esta segunda-feira que a equipa ainda precisa de "mais algum tempo" para consolidar o seu jogo, mas disse também que está preparada para defrontar o Benfica, no sábado.

A cinco dias de discutir a Supertaça com as eternas rivais, a treinadora das leoas lembrou que o Sporting está "a criar um grupo novo" e frisou que "é praticamente impossível dizer que uma equipa está pronta depois de seis semanas de pré-época", mas garantiu que as suas jogadoras já estão "preparadas para competir".

"Não está acabada porque estamos a formar um grupo novo, há jogadoras que vieram de fora, outras que subiram da formação. É tudo novo: o staff, a forma de atacar, de defender, tudo isto é novo e demora tempo a sedimentar", detalhou Mariana Cabral na apresentação da equipa, na Academia Sporting, em Alcochete.

"Estou aqui porque acredito muito neste nosso grande projecto e nas ideias que estão a ser implementadas. Não só no futebol feminino, onde estão a ser, agora, de forma mais visível e intensa, mas no masculino também. Nos mais variados escalões e modalidades tem sido assim. Faz parte do ADN do Sporting ter jovens da formação a serem criadas com a mentalidade do Sporting".

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As "caras" novas do plantel não oriundas da formação

"É assim que se fazem os grupos. Acima de tudo, o que é importante entender é que, em primeiro lugar, estamos cá todos para valorizar o Sporting, independentemente de termos 17 ou 35 anos, de ser o primeiro ano ou sermos capitãs há seis".

"Já analisámos tudo o que tínhamos de analisar sobre o rival. Começámos na semana passada porque, como disse, tínhamos de criar um grupo novo e muito com que nos preocupar connosco próprias. Mas estamos preparadíssimas para defrontar o Benfica. Sabemos como vai atacar, como vai defender, portanto estamos prontas".

O Sporting discute a Supertaça feminina com o Benfica no sábado, às 17:30, em encontro que terá lugar no Estádio do Restelo, em Lisboa.

O campeonato da I Liga feminina arranca na semana seguinte, quando as leoas visitam o Marítimo na primeira jornada da competição.

publicado às 03:04

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Uma figura muito bem conhecida neste espaço - pelos seus artigos na Tribuna Expresso - Mariana Cabral foi esta quarta-feira anunciada como nova treinador da equipa feminina para a temporada 2021/22.

No Sporting CP desde 2016, quando começou o projecto feminino de futebol, Mariana Cabral, de 33 anos, começou por treinar equipas da formação antes de passar a treinadora da equipa B, onde estava até ao final da última temporada em acumulação com o cargo de coordenadora técnica da formação. Pelas suas mãos passaram várias jogadoras que hoje brilham na equipa sénior, como Marta Ferreira, Joana Martins e Andreia Jacinto, entre outras.

Ao lado de Mariana Cabral, foram apresentados os treinadores-adjuntos Beatriz Teixeira e João Almeida Rosa, o treinador de guarda-redes Gonçalo Xavier, o preparador físico Nuno Ribeiro e o analista João Mateus.

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As suas primeiras declarações:

"Sabemos que há dúvidas, mas toda a vontade que temos é muito superior a quaisquer dúvidas que possam existir. Esse é o primeiro passo. Depois, sabemos que no futebol a lei única é a lei das vitórias. Neste Clube, que em todas as modalidades prima por vitórias nacionais e europeias, mais ainda. Temos uma fasquia muito alta e o futebol feminino não quer fugir a esse patamar.

O futebol feminino está aqui para dar títulos ao Sporting, para lutar constantemente por títulos. Vamos, desde o primeiro dia, tentar ganhar sempre com um futebol que envolva os Sócios e adeptos e que traga mais gente aos estádios. Que consiga levar mais pessoas a ligarem a televisão para verem futebol feminino. É isso que nos interessa: valorizar o Clube e valorizar o futebol feminino".

publicado às 03:33

Acreditar sem ver

Rui Gomes, em 11.05.21

mw-300.pngNão sou uma pessoa religiosa, e até aprendi muito recentemente que me qualifico como uma analfabeta emocional, mas creio que a transcendência de acreditar em algo que não vemos e que não sabemos bem explicar é das experiências mais fascinantes da vida humana, e essa é uma fé que perpassa toda a nossa existência, caso a saibamos cuidar, nos vários parâmetros da nossa vida.

Como, por exemplo, o desportivo. Invariavelmente, no final de cada época, as cores até podem mudar, mas a frase é sempre a mesma: "Para o ano é que é!"

A crença infindável do amor clubístico, ano após ano, não deixa de ser chocante, porque mesmo perante as maiores desgraças e tristezas infligidas, permanece mais ou menos intacta, também por nossa escolha. E é devido a esse amor invisível que os clubes são o que são, mesmo quando ficam, como é o caso atual do Sporting, 19 anos sem conquistar um campeonato nacional.

A última vez que o Sporting foi campeão eu tinha 14 anos, vivia na ilha e mal sabia ainda o que era o futebol, quanto mais o mundo. Rúben Amorim tinha 19 anos e estava a iniciar a carreira de jogador e Nuno Mendes e Tiago Tomás ainda nem tinham nascido, ou seja, nunca viram o seu clube ser campeão. O FC Porto (e o Benfica) que me perdoe, mas esta é uma história muito bonita e até merecida, depois daquele 5 de março de 2020 de muita fé de Rúben Amorim (e do baque que foi a eliminação da Liga Europa...):

"Eu pergunto: e se corre bem?"

E não é que correu mesmo?

Excerto do artigo de Mariana Cabral em Tribuna Expresso (disponível aqui)

publicado às 03:17

Uma montanha-russa chamada futebol

Rui Gomes, em 28.04.21

"O que não podemos fazer é andar nesta montanha-russa, que toda a gente anda. O Sporting vai perder pontos; agora é candidato; e depois vai perder pontos... Andamos nisto de semana para semana. Temos de ter os pés bem assente na terra. Podemos perder pontos em qualquer jogo e temos de trabalhar muito."

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Quando Rúben Amorim falou numa... montanha-russa, na conferência de imprensa após a vitória (heróica, convenhamos) do Sporting sobre o Braga, ri-me. Perdoem-me os mais sérios, mas o que me veio prontamente à cabeça foi algo que já tinha pensado previamente... o próprio do mister sentado numa dessas carruagens que sobem e descem, onde prefiro nunca meter os pés (nem mesmo quando fui à Disney, e escusam de insistir, que isso é coisa de malucos). Isto porque sempre que vemos o treinador do Sporting, no banco ou na bancada, lá está ele, frenético, a andar, de um lado para o outro, irrequieto, inquieto, algo maníaco até, numa vivência tão intensa do jogo que gostaria de saber o que diria o relógio esperto que pudesse ter no pulso sobre o batimento cardíaco e as calorias gastas ao longo de 90 minutos.

Independentemente do que possa acontecer nos últimos cinco jogos da Liga portuguesa, algo é certo... o Óscar de maior protagonista desta Liga NOS 2020/21 é de Rúben Amorim.

O treinador do Sporting, que conheci em 2017 quando ele ainda estava longe de o ser, mudou quase tudo em Alvalade (e quase tudo ontem à noite, com as substituições que fez), mas particularmente essa vivência diária que é tão comum no futebol português: a da montanha-russa.

Calma.

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Na verdade, é o que nos falta a todos, hoje em dia. Um pouco de calma e, particularmente, de autocontrole, para não cair em definições rotundas - e jocosas, e insultuosas - baseadas apenas num ato, num golo, num jogo, numa semana. Nas redes sociais (depois são necessários boicotes...), nas televisões, no café. Pelo menos no Sporting, Rúben Amorim conseguiu fazê-lo, não só nas conferências de imprensa certeiras, mas na junção de um grupo com tanta gente tão ligada ao mesmo que todos parecem influentes, até mesmo Plata, que regressou ontem do 'castigo'. Com todo o respeito pelos outros, Rúben Amorim é o melhor desta Liga.

Artigo da autoria de Mariana Cabral, em Tribuna Expresso

publicado às 13:45

mw-300.pngNão tenho por hábito, perante situações que considero injustas, ficar em silêncio. Posso até indicar a mais recente dessas situações como o teto salarial imposto pela Federação Portuguesa de Futebol (€550 mil por época, por plantel) no campeonato feminino de futebol, uma prova amadora que nem sequer salário mínimo tem, precisamente por não ser profissional.

Não antevejo que haja muita gente a importar-se com este assunto, mas eu importo-me, porque considero-o a perpetuação da menorização da mulher no desporto, mascarada de incentivo à competitividade.

Esta minha opinião não me trará amigos em lugares influentes, bem pelo contrário, tendo também eles a legitimidade para pensar exactamente o contrário do que eu, mas considero que o meu umbigo não vale mais do que todos os outros umbigos que eu sinto como meus, de jogadoras, de mulheres, de quem gosta de futebol e desporto feminino.

Mariana Cabral, Tribuna Expresso

publicado às 04:33

Não é minha intenção alongar-me com o caso Marega. Acho que a cobertura mediática de que está a ser alvo, é suficiente de momento.

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Dito isto, não deixa de ser interessante, para futura referência, o que a nossa leoa Mariana Cabral (Tribuna Expresso) informa sobre o que diz a UEFA, relativamente ao procedimento oficial em casos desta natureza:

1. Quando um árbitro se apercebe de comportamentos racistas em campo, "tem de parar o jogo" e depois "tem de pedir que seja anunciado no sistema de som do estádio para os adeptos pararem com os comportamentos racistas";

2. Se os comportamentos se mantêm depois do jogo recomeçar, o árbitro volta a suspender o jogo, "por exemplo, por cinco a dez minutos, e pede às equipas para se dirigirem para os balneários". É feito novo anúncio através do sistema de som do estádio;

3. Por fim, se o jogo voltar a recomeçar e continuar a haver comportamentos racistas, "o árbitro pode terminar o jogo definitivamente".

Este protocolo, como é por de mais evidente, não foi minimamente cumprido pelo árbitro Luís Godinho, em Guimarães.

Escreve Mariana Cabral a terminar a sua crónica:

"Portugal é um país racista, sim, e cabe-nos a nós, agora, chamar os bois pelos nomes, porque isto não tem só a ver com clubes, nem só com desporto: tem a ver sobretudo com decência humana".

_________________________________________

Um outro ponto de vista...

"A farsa do Racismo no caso Marega - Por um Negro consciente"

publicado às 15:00

A lebre e a 'tortuga'

Rui Gomes, em 16.10.19

21285923_RdzlC.jpegÉ uma pergunta com uma resposta algo curiosa: até antes do jogo Portugal-Luxemburgo, quem era o jogador utilizado mais vezes por Fernando Santos na Selecção?... A lógica obrigaria o leitor mais incauto a responder Cristiano Ronaldo, mas essa não seria a escolha correcta. O capitão somava então 46 jogos por Portugal, mas ainda tinha dois colegas à frente dele. Com 51 jogos, a outra resposta mais óbvia, pela posição que ocupa: Rui Patrício, claro está. Mas, com 52 presenças nos 67 jogos do seleccionador, ainda havia um outro preferido: William Carvalho.

É provável que isto surpreenda os mais distraídos, mas o médio de 27 anos raramente está fora das escolhas de Fernando Santos, seja a '6', ou, mais recentemente, a '8', tendo até demonstrado uma espécie de veia goleadora nos jogos contra Lituânia e Sérvia, quando marcou um golo em cada um deles.

William, que foi dispensado devido a uma hérnia e já não defrontou o Luxemburgo, tem sofrido ao longo da sua carreira com um preconceito que assola alguns dos jogadores de futebol que têm muito pouca vocação para o atletismo: "é lento". Ou, como escreveu um desportivo espanhol após uma das primeiras exibições de William Carvalho pelo Bétis: é uma "tortuga" ("tartaruga", bem entendido).

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Ora, não tendo, obviamente, a velocidade clássica de deslocamento de uma lebre, William compensa com o posicionamento que adopta, com a interpretação do jogo e, claro, com a qualidade de tudo aquilo que faz com a bola - e com a rapidez com o que o faz. Como disse Fernando Santos, depois do jogo frente à Lituânia: "Tenho a certeza que William tem capacidade para fazer qualquer posição, 6,8 e 10. É um jogador de grande qualidade. Parece lento mas não é, tem uma passada muito larga, recupera facilmente".

E, nisto das lebres e das tartarugas, já sabemos todos que mais vale devagar e bem, do que rápido e mal... uma história um pouco (muito) à semelhança do apuramento (quer dizer, dos apuramentos) da selecção portuguesa com Fernando Santos. A corrida pode não começar tão bem como se quer, mas à chegada são as tartarugas que festejam.

Mariana Cabral, Tribuna Expresso

publicado às 03:32

Foto do dia

Rui Gomes, em 04.10.19

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Mariana Cabral - Coordenadora do futebol feminino do Sporting

publicado às 03:32

Uma cambada de malucos

Rui Gomes, em 03.10.19

21285923_RdzlC.jpegPrimeiro, uma espécie de disclaimer: eu gosto muito de Silas. Gostei quando pegou no Belenenses (que então ainda não era só SAD) e colocou a equipa a jogar um futebol predominantemente ofensivo - porque uma coisa é jogar para ganhar, outra coisa bem diferente é jogar somente para não perder; gostei quando foi entrevistado pela minha colega Alexandra Simões de Abreu e admitiu, sem problema nenhum, algo que muitos nem admitiriam em privado: Vivi numa barraca. A primeira vez que vi um chuveiro pensei que era um telefone, encostei ao ouvido e abri a água; gostei quando sempre disse o que pensava nas conferências de imprensa, não se coibindo de criticar as exibições da equipa, mesmo ganhando, ou vice-versa - uma análise lúcida à produção em campo e não ao resultado, que falta a muito boa gente em Portugal; e, por fim, gostei de ouvi-lo quando chegou ao Sporting.

No relvado de Alvalade, na sexta-feira, ou na Academia de Alcochete, no domingo, Silas foi o que sempre costuma ser: confiante, sincero, desarmante. Ou, como o próprio disse: "Eu sou o mais maluco de todos".

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Se Bruno Lage foi uma lufada de ar fresco quando assumiu o Benfica, Silas já é o mesmo no Sporting. Mas convém ressalvar, para os mais distraídos, que exigir novidades - e resultados - apenas com uma mão cheia de treinos efectuados, isso sim, é que é coisa de malucos.

Como seriam, por exemplo, estas outras vincadas maluqueiras: insultar os árbitros todas as semanas; adeptos do mesmo clube à porrada na bancada; um presidente a apertar o pescoço de um adepto; continuar a haver jogos às 21h30 da noite; uma Liga subitamente parada por 30 dias; ou um treinador ter de esperar uma década - dez anos - para poder ter o curso de quarto grau para treinar ao mais alto nível.

Afinal quem são os malucos?

Mariana Cabral, Tribuna Expresso

publicado às 06:49

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 05.05.19

 

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"Actualmente, é recorrente medir o fracasso pela obtenção de vitórias ou derrotas, o que é, obviamente, demasiado redutor para ter algum fundamento. Felizmente, no caso de Nuno Dias (Sporting CP) houve clarividência suficiente para perceber que o trabalho de uma equipa e, particularmente, de um treinador, não se mede simplesmente pelos resultados positivos e negativos, como quase sempre nos pretendem vender.

 

Para ganhar, ou para perder, é preciso estar lá - e só se chega "lá", repetidamente, com competência e trabalho. Depois, hélas, vem a sorte. E a verdade é que, ganhando e perdendo, temos estado sempre lá, em quase tudo: no futsal, em clubes e na selecção e com o melhor do mundo; no futebol, com clubes e com as mais variadas selecções da base até ao topo e com o melhor do mundo; e também, no futebol de praia, com clubes e com a selecção e com o melhor do mundo. É assim que se cresce, batalha a batalha".

 

Excerto da crónica de Mariana Cabral intitulada "A batalha de Almaty", em Tribuna Expresso.

 

publicado às 05:03

As nêsperas do futebol português

Rui Gomes, em 18.12.18

 

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A Nêspera

 

Uma nêspera
estava na cama
deitada
muito calada
a ver
o que acontecia

chegou a Velha
e disse
olha uma nêspera
e zás comeu-a

é o que acontece
às nêsperas
que ficam deitadas
caladas
a esperar
o que acontece

 

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A meio da semana, ao quinto jogo da era Marcel Keizer, não se falava noutra coisa: finalmente, o Sporting não sofria golos. É que, antes, tinha sofrido sempre: um, um, um e um. Ou seja, quatro. Mas faltava falar no reverso da medalha: marcou quatro, seis, três e quatro. Ou seja, 17. E foi por isso que o treinador holandês disse o seguinte, quando questionado pelos jornalistas sobre o assunto, antes do Sporting-Nacional: “Se marcarmos mais, não é um problema. Para mim o futebol é marcar golos. Prefiro ganhar por 3-2 do que por 1-0”.

 

Domingo à noite, os deuses do futebol pareciam estar atentos: o Nacional entrou confiante em Alvalade, começou a jogar bem melhor do que o adversário e rapidamente ficou em vantagem, 2-0. Pumba, mais dois golos sofridos. Os mais cínicos já preparavam ralhetes ao "futebol positivo" desse inconsciente chamado Keizer, como fez recentemente José Mota, que disse que os treinadores portugueses são especialistas em "anular" o jogo (a esse propósito, vale a pena ler este texto do treinador Blessing Lumueno), mas tiveram de arrumar a viola no saco quando o Sporting fez aquilo que o treinador mais quer que a equipa faça: atacar, com qualidade e variedade, para marcar mais golos do que o adversário.

 

Porque, como bem disse a minha querida colega Lídia Paralta Gomes na sua crónica do jogo, a regra primordial do futebol é esta: ganha quem marca mais golos - que é como quem diz que não ganha quem sofre menos golos.

 

Mais: o saldo do sonolento Sporting de José Peseiro era melhor? Vejamos: em seis jogos, a equipa de Marcel Keizer tem 25 golos marcados e seis golos sofridos; em 14 jogos, a equipa de Peseiro teve 24 golos marcados e 14 sofridos. Ou seja, em menos de metade dos jogos, este Sporting já marcou bem mais golos e, no fundo, mantém exactamente a mesma média de golos sofridos do que anteriormente, um por jogo. Afinal parece que isto de ser proactivo não é assim tão mau.

 

Mariana Cabral, jornal Expresso

 

publicado às 03:32

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