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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Nos últimos dias tem havido, na comunicação social, um chorrilho de críticas a Roberto Martínez, a propósito das opções por si tomadas no jogo com a Croácia. Críticas justas, sobretudo relacionadas com a pouca ou nenhuma utilização de jogadores do Sporting CP. Não sou partidário de teorias da conspiração, por isso, neste caso, estou à vontade para dizer que o seleccionador Martínez, demonstra alguma (muita) aversão ao Sporting e aos seus atletas.

Na minha perspectiva, e para além dessa aversão, a questão Martínez parece-me mais complexa. Fazendo uma análise para lá da espuma dos dias, em toda a sua dimensão, o problema de Martínez é que é um mau seleccionador e um péssimo treinador, na minha observação naturalmente subjectiva.Mostra incompetência ou má fé nas convocatórias, e uma péssima actuação no domínio técnico-táctico. E se a equipa nacional já está apurada, isso deve-se mais à excelente qualidade do plantel, do que à acção de quem o dirige. Por isso, sendo as críticas justas, devem é concentrar-se na incapacidade de Martínez na função que exerce.
Numa retrospectiva longa, pode-se concluir que Martinez foi uma má escolha. Para usar uma imagem batida, foi como entregar um “Ferrari” a um mau condutor. Para além disso, ou talvez por isso, mostra ser uma pessoa sujeita a pressões e influências. Voltando à convocação de jogadores do Sporting, essas características estão patentes, primeiro, nas não convocatórias, e depois das pressões da imprensa, na convocatória “forçada” , mas sem pôr os atletas a jogar. Qual será o próximo capítulo?
Numa outra vertente de análise, talvez pouco racional, e ao invés de muitos sportinguistas, admitindo a injustiça para os atletas, não fico aborrecido com a não convocação dos nossos jogadores. A verdade é que, quando vão às selecções, podem muito bem vir com lesões, como aconteceu por exemplo, com Zeno Debast e com Quaresma. Enquanto sportinguista, quero os nossos atletas, sempre disponíveis para as competições em que o clube participa. Gosto que a Selecção nacional ganhe sempre, mas ponho em primeiro lugar os interesses do Sporting.
A crítica pode e deve ter um papel positivo, mas em relação a Roberto Martínez, para além de aspectos pontuais, pouco adiantará, pois parece-me ser um caso perdido. É como bater no ceguinho, como se diz na expressão popular.
A Selecção Nacional une e galvaniza os portugueses, com especial incidência nos que fazem parte da diáspora. Vivendo fora do país, exprimem através do futebol o seu vincado patriotismo e a cada vitória corresponde uma significativa subida do orgulho português. Independentemente do que acontecer no caminho desta Selecção, parece-me, pelo que vi até agora, que não mostrou capacidade suficiente para conquistar o campeonato europeu. No entanto, é preciso esperar, porque o futebol é uma caixa de surpresas. Curiosamente, quando ganhámos o europeu, não tínhamos a melhor equipa.

Todos os opinadores profissionais, disseram, depois da fase de grupos e especialmente com base no derradeiro jogo, que temos uma boa equipa, mas um mau, senão péssimo treinador, A ser assim e porque neste mister quem não sabe, não aprende de um dia para o outro, as nossas perspectivas não são muito animadoras. Claro que há sempre os eternos optimistas que acreditam em impossíveis.
Pondo de parte desejos, que não são realidades, enquanto adepto português, mantenho em aberto todas as possibilidades, sem qualquer euforia. Pode até ser que este seleccionador venha acompanhado de todas as estrelinhas do universo, como aconteceu nalguns jogos. Mas a ser verdade que Martínez, para além da referida incompetência, seja uma espécie de testa de ferro de outros interesses, sem capacidade para contrariar os “egos” que compõem a Selecção, tem de se concluir que foi uma aposta errada.
Numa outra vertente, pode questionar-se se foram convocados os melhores jogadores. A resposta parece-me óbvia, embora dúbia. Alguns serão os melhores, outros, nem por isso. E a ser assim, é lógico conjecturar que houve critérios que não foram isentos, e que podem ter tido reflexos no potencial da Selecção.
Nem sequer me escandaliza que fossem descartados alguns atletas do SCP, como fizeram alguns sportinguistas. Ser selecionado pode ter prestígio para o atleta, até do ponto de vista do patriotismo, mas não há garantia de qualquer outra vantagem, com uma ou outra excepção. Veja-se o caso de António Silva, como exemplo. Mas é um tema, que só por si, merece um debate.
Estou expectante com o que vem a seguir e com desejo que o que escrevi, não esteja certo. Para já estou mais focado na preparação do Sporting CP, para enfrentar desafios nacionais e internacionais. E por aí também se pode prestigiar o país e valorizar seguramente os nossos jogadores.
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