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Sporting ataca arbitragem

Rui Gomes, em 12.01.22

Miguel Braga, Responsável de Comunicação do Sporting, no programa Raio-X da Sporting TV, adiantou várias críticas, considerando que "Não foi um fim-de-semana feliz para a arbitragem".

Miguel Braga questiona os critérios aplicados nos três jogos dos 'grandes' em situações que considera semelhantes: a expulsão de Daniel Bragança, no Santa Clara-Sporting (dirigido por Rui Costa, com Luís Ferreira no VAR), lances que envolveram Otamendi, Everton ‘Cebolinha’ e Denilson Jr., no Benfica-P. Ferreira (Vítor Ferreira foi o árbitro e Luís Godinho o vídeo-árbitro), e ainda outro momento que teve Mbemba como protagonista, no Estoril-FC Porto  (arbitragem de António Nobre, com Artur Soares Dias no VAR).

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"Não pode existir dualidade de critérios em jogos diferentes. Ora, no jogo do Benfica vimos uma gritante dualidade de critérios com o mesmo árbitro, no mesmo jogo, na mesma parte. Ou seja, não foi para o intervalo, comeu uma laranja que lhe caiu mal e depois teve outro critério. Não. Foi tudo nos mesmos 45 minutos, três lances com três critérios diferentes. E, se formos comparar com o lance do Daniel Bragança, faz ainda mais confusão. Um árbitro não pode ter uma atitude à sexta-feira, outra ao sábado e outra ao domingo. Isto não faz bem ao futebol. Pior ainda, mais difícil de explicar, volto a dizer, é o mesmo árbitro, no mesmo jogo, na mesma parte ter com as duas equipas critérios diferentes. E foi isso que vimos no jogo do Benfica. Se o lance do ‘Cebolinha’ e o do Otamendi são vistos como meros lances casuais, faz-me muita confusão que o do Paços de Ferreira seja visto como expulsão".

"Parece que o regresso do público provocou no sector da arbitragem a ânsia de expulsar por estes contactos quase normais no futebol. Faz-me a maior confusão que se expulse com esta facilidade e ainda mais a falta de critério ou dualidade de critérios. Quem pode e deve contribuir para a verdade desportiva é o sector da arbitragem, e o que aconteceu este fim-de-semana não nos leva a dizer isso".

"Naquela entrada do Mbemba não houve sequer amarelo; no lance do Daniel Bragança houve expulsão. São ambos pisões… É uma boa discussão. Os vários players do futebol deveriam falar sobre isto abertamente com a arbitragem para se perceber que não podemos diabolizar certos lances e a expulsar jogadores por dá cá aquela palha. Tem sido muito normal as equipas não acabarem com onze o que, em si mesmo, é anormal".

A intervenção dos diferentes vídeo-árbitros nos lances em questão, segundo Miguel Braga, não foi uniforme.

"Mais uma vez, tem a ver com o critério. O que vimos neste fim-de-semana foi a ausência de critério de jogo para jogo e, mais grave, num jogo apenas, vimos esse critério mudar consoante a equipa que sofreu ou que fez a falta. Não faz bem à arbitragem em Portugal.

Em 17 jogos, o Benfica tem menos 20 cartões amarelos do que o Sporting. E se olharmos para estes dois lances começamos a perceber o porquê desta disparidade ao fim da primeira volta, entre dois clubes que estão a lutar pelos primeiros lugares".

O Estoril-FC Porto ficou marcado por um golo anulado a Rui Fonte, aos 63 minutos, que teria resultado no 3-1 para os canarinhos, por alegada falta de Gamboa sobre Evanilson. Miguel Braga entende que a decisão foi errada e insiste que em Portugal os árbitros apitam em demasia, ou sem critério.

"Relativamente ao jogo do FC Porto, o lance mais caricato será o do golo anulado ao Estoril. E o golo é anulado por uma faltinha. É no mínimo perigoso começarmos a marcar as faltinhas que existem ao longo de um jogo. Vamos ficar atentos e ver como é que o Pepe e o Fábio Cardoso defendem nos cantos do FC Porto, por exemplo. Será que vamos então passar a marcar as faltinhas todas?... Parece-me um total disparate nós alinharmos o nosso futebol por estas faltinhas. O golo na minha opinião é limpo. Aquilo não é uma falta, é uma faltinha. Não faz nenhum sentido, ainda para mais com o apoio do vídeo-árbitro, o árbitro anular o golo daquela forma, por aquela faltinha".

A propósito do jogo com o Santa Clara...

"O que vimos infelizmente neste fim-de-semana foi quase um caos. Porque no jogo do Sporting tivemos um árbitro que apitou muitas vezes mas o crime compensou, no sentido em que as faltas do Santa Clara na primeira parte não valeram sequer um único cartão amarelo, apesar das repetições. Ao Sarabia, que eu tivesse contado, há pelo menos duas estaladas, ou uma estalada e uma cotovelada, obviamente sem querer mas que lhe acertam, e não são sancionadas pelo árbitro. Se eu não vir amarelo de cada vez que faço uma falta, passo o jogo todo a fazer faltas e impeço o meu adversário de atacar. Isto é uma estratégia como outra qualquer mas os árbitros, para estratégias menos claras, deviam estar cá para ajudar o futebol e o espectáculo desportivo, e não me parece que tenha sido isso que aconteceu".

A verdade desportiva e a classificação...

"Acabarmos a primeira volta com estes casos, com expulsões, critérios diferentes, golos limpos anulados…  Já custa muito olhar para a verdade desportiva e para a verdade da classificação. E se pensarmos ainda nos jogos contra nove e coisas do género, que já aconteceram nesta primeira volta, interrogámo-nos onde estará essa verdade ou, pelo menos, onde estarão as pessoas que lutam por essa verdade desportiva, que fazem falta especialmente ao futebol português".

publicado às 03:17

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No programa Raio - X da Sporting TV, Miguel Braga, Responsável de Comunicação do SCP, comentou as incidências de arbitragem do jogo com o Gil Vicente.

Um dos pontos sublinhados, que por sinal ainda não foi debatido aqui no blogue, foi a expulsão do médico do Sporting, que, segundo Miguel Braga, aconteceu sem que o árbitro tivesse percebido o que efectivamente foi dito por João Pedro Araújo.

"João Pinheiro esteve muito bem, esta é a primeira coisa que devemos dizer sobre a arbitragem. Ainda bem que há VAR. Foi daqueles jogos que até aquelas pessoas mais tradicionalistas e que ainda tentam discutir os prós e os contras do VAR, perante o que aconteceu em Barcelos é unânime perceber qual a importância de ter o VAR – e um bom VAR. O João Pinheiro deu grande valor a esta figura nova que há no futebol, que é o VAR, e portou-se muito bem. Fez um excelente trabalho.

Há algumas coisas que devemos partilhar. Obriga-nos a pensar e a reflectir sobre as incidências desse jogo. É sempre de estranhar quando uma equipa faz 10 faltas e a outra 9, uma ganha e marca 3 golos e a outra nenhum, no entanto o Sporting teve 5 cartões amarelos contra apenas um do Gil Vicente, o que por si já me parece desequilibrado. Depois, além da expulsão do jogador do Gil Vicente, o caricato deste jogo é que sem VAR o jogador do Gil Vicente não teria sido expulso e no Sporting quem teria sido expulso era o Ugarte, que não fez rigorosamente nada. Dizer que o Neto e o Ugarte estavam ao lado um do outro é uma forma querida de dizer que estavam separados por 3 metros. Um tem barba e o outro não…

Sinto-me tentado a partilhar. Vamos pensar que tive acesso a algo que terá sido escrito no relatório do árbitro sobre a expulsão do nosso médico, o Dr. João Pedro Araújo. Terá sido expulso por comportamento irresponsável, e alguém terá dito que deixou de prestar assistência ao jogador que estava lesionado e dirigiu-se ao guarda-redes do Gil Vicente num tom provocatório e agressivo, o que provocou o conflito.

Só que não foi perceptível o que foi dito devido ao barulho do estádio. Ou seja, um árbitro terá expulso um médico de campo não ouvindo o que ele disse, mas achando que o tom com que ele disse algo que o árbitro não ouviu – ainda para mais de máscara – através talvez dos olhos fez uma provocação de tal forma a um jogador que se viu expulso.

Já tive o cuidado de ir rever as imagens e o que se vê é o Dr. João Pedro Araújo a assistir o Ugarte, até tem o joelho esquerdo no chão, e vê-se o Tiago Martins a expulsá-lo. Deve ter nos olhos uma agressividade de tal ordem que lhe valeu a expulsão.

Relembrar também que nessa altura não havia penálti para ninguém, já que o árbitro infelizmente não viu o lance, depois corrigido pelo VAR. Não é crime nem razão para castigo, eu acho que o Tiago Martins não tem sido feliz com o Sporting. É só constatar algo que se pode ver bem e com alguma naturalidade, basta ler o que foi dito sobre as suas últimas exibições. Há dois amarelos que são por faltas inexistentes.

Talvez sejam os penteados dos jogadores do Sporting que são muito agressivos e depois resultam nestes amarelos em catadupa. E os outros, nunca falam para os árbitros? São sempre os jogadores do Sporting..."

publicado às 03:33

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O segundo boicote da equipa de basquetebol do FC Porto no campeonato, neste caso no jogo com a Oliveirense, por ter sido nomeado um árbitro que esteve no encontro decisivo disputado com o Sporting na época passada, mereceu duras críticas do responsável pela comunicação dos leões, Miguel Braga, que acusou inclusivamente os dragões de tentarem tentarem fazer "chantagem".

"A Federação deve aplicar todas as leis e os regulamentos e faz bem em não ceder a chantagens. Falar em boicotes nos dias que correm é desfasado da realidade do século XXI. O FC Porto não devia ter esta postura arruaceira perante os árbitros. Não podemos ter clubes a fazer chantagem pois imaginem se isto chega a outras  modalidades como o futebol.

Não percebo manter-se esta irritação com árbitros nomeados que foram considerados os melhores pelos seus pares. Não podemos ter clubes a ameaçar com boicotes, nem o FC Porto merece isto. Eu espero que voltem atrás e peço à Federação que não ceda de modo algum. Se existem regulamentos que sejam cumpridos".

Miguel Braga também aproveitou a sua participação no programa Raio-X da Sporting TV para comentar o sorteio da Champions:

"Erros acontecem e a UEFA errou e corrigiu. O que não seria normal era adiar três meses o sorteio e depois meter um recurso. Há sempre clubes que reclamam, mas não acredito que jogar contra o clube A seja melhor do que jogar contra outro.

Os sportinguistas só podem estar muito satisfeitos e orgulhosos de estarmos entre as 16 melhores equipas da Europa. Até ao árbitro apitar temos todas as condições de passar. O meu filho tem 14 anos e não se lembrava destas andanças. Vamos jogador contra o líder da melhor Liga do Mundo e quem tem obrigação de ganhar é o Manchester City. Mas ainda falta muito tempo e, até Fevereiro, não saberemos como estarão as equipas nessa altura".

publicado às 03:15

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Miguel Braga, responsável pela comunicação do Sporting CP, abordou esta quinta-feira no editorial do jornal do Clube a actualidade da Selecção Nacional, sublinhando a ausência de Pepe no derradeiro jogo da fase de grupos de qualificação para o Mundial'2022, frente à Sérvia, apontando à gritante dualidade de critérios entre a arbitragem no "futebol luso" e no internacional.

"No último fim-de-semana, a selecção portuguesa falhou o apuramento directo para o Mundial do Catar. Falta agora saber quem será o próximo adversário no play-off que será o primeiro 'mata-mata' de Fernando Santos. Na memória, fica a ausência de Pepe, num jogo que era fundamental para as altas aspirações do futebol nacional. O lance da expulsão do jogador frente à República da Irlanda é apenas demonstrativo da dualidade de critérios dos árbitros (e alguns comentadores) na avaliação destes lances. Se o jogador está habituado a certas condutas ou entradas no futebol português é porque lhe é permitido. Aplicando a velha máxima de Dostoiévski ao futebol moderno: 'Se o VAR não existisse, tudo seria permitido', assim, continuamos a interrogarmo-nos sobre certas decisões".

Entretanto, Francisco J. Marques, palrador de serviço do FC Porto, reagiu às palavras de Miguel Braga:

"O posicionamento e a política de alianças do Sporting ficam claras e evidentes quando o director de comunicação diz esta palermice sobre o Pepe e esquece o Otamendi…"

Convenientemente omisso, é a distinta diferença entre jogadores. Não foi Otamendi que soqueou Sebastián Coates, como a imagem ilustra esclarecidamente, nem ele representa a Selecção Nacional.

NOTA: O Sporting fez um pedido de auto flagrante delito a Pepe, por ter considerado que houve uma agressão a Coates. No entanto, a Comissão de Instrutores da Liga Portugal considerou que não existe matéria de facto para abrir um processo em relação a este caso. Por consequência, arquivou o pedido do Clube.

publicado às 03:17

O chumbo de três de quatro pontos na Ordem de Trabalhos da última Assembleia Geral do Sporting, entre eles as contas dos últimos dois exercícios e o orçamento para a presente época, e consequentes incidentes na reunião magna ainda estão frescos na memória dos responsáveis do Sporting. Miguel Braga, Responsável de Comunicação do Clube, reforçou a mensagem:

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"Nunca vamos dizer que não se aceita democraticamente o voto dos cerca de 450 sócios que votaram contra. O que o Conselho Directivo não aceita são os insultos e ameaças aos sócios que pensam diferente. Isso é que nenhum sócio deve aceitar de bom grado. Votaram contra, mas votaram contra o quê? Falta de vitórias? Não acredito. 2021 foi o melhor ano da história do Clube. Prejuízo? As contas estão auditadas. Em ano de pandemia o Clube teve contas positivas. Mesmo assim, há quem vote contra e insulte quem tente elogiar o que foi feito.

Os restantes 99% dos sócios não foram votar pelas razões que enunciei aqui, porque estão contentes com o clube. Daí que tenha sido importante o repto do presidente. Estou em crer que os sócios vão votar em massa e comparecer à próxima AG para votar".

publicado às 17:30

"É imperativo ajustar os critérios"

Rui Gomes, em 17.08.21

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No programa Raio-X da Sporting TV, Miguel Braga, Responsável de Comunicação do Sporting, teceu alguns comentários sobre a arbitragem de Luís Godinho no jogo de sábado frente ao SC Braga.

Entre outras considerações, Miguel Braga pediu ao Conselho de Arbitragem que faça as devidas rectificações em relação aos tempos de compensação nos diferentes jogos:

"É imperativo ajustar os critérios. Em Braga houve sete minutos na segunda parte, mas jogaram-se oito minutos com os descontos dos descontos. Já no jogo do FC Porto houve um golo nos descontos, a comemoração e depois a análise do VAR...o árbitro terminou o jogo nos cinco minutos que havia dado. Penso que são acertos que alguém no Conselho de Arbitragem irá fazer".

Sobre os critérios disciplinares:

"Eu acredito que se Luís Godinho se apercebesse da intensidade da falta, o Raúl Silva não tinha acabado a primeira parte. Foi um bom jogo entre duas boas equipas, com muita entrega, o que pode dificultar a ação do árbitro. A expulsão do Matheus Reis é justa, e o Sporting ganhou num campo difícil, mas são só mais três pontos".

Sobre a reincidência do Sporting ter ficado a jogar em Braga em inferioridade numérica:

"O SC Braga está mais experiente a jogar contra 10, e atacou desenfreadamente fazendo um golo nos descontos. A capacidade desta equipa a jogar com 10 é a maior vitória, e a prova que este staff técnico trabalha muito bem. O ano passado lembro-me de outra equipa que ficou reduzida a 10 contra o SC Braga e caiu rapidamente. A capacidade da equipa de Rúben Amorim em lutar contra as adversidades é um dos pontos fortes".

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Outra questão que mereceu crítica, foi a agressão sofrida por um sportinguista por parte de adeptos do SC Braga após o golo de Jovane e, neste caso, o responsável leonino pediu a intervenção das autoridades:

"Temos de sublinhar um comportamento bárbaro e medieval que ocorreu durante o jogo, em que agrediram o progenitor de uma criança de 7 anos que festejou quando o Sporting marcou o seu primeiro golo. As autoridades devem trabalhar para não deixar entrar estes adeptos. Devemos todos trabalhar para pacificar o futebol".

publicado às 04:46

"As autoridades devem reflectir"

Rui Gomes, em 10.08.21

O responsável pela comunicação do Sporting, Miguel Braga, deixou alguns reparos ao Cartão de Adepto, e aconselhou as autoridades a reverem a situação:

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"O Cartão de Adepto é uma decisão do Governo e o Sporting está a cumprir. A tentativa do Governo é que quem entre com tambores e bandeira deve ficar nessa zona, mas há um boicote dos adeptos com uma exceção, e temos de ver se este cartão de adepto é a forma de termos os estádios cheios. Do ponto de vista do clube há algumas limitações impostas pela própria lei. Depois o cartão de adepto só é atribuído para maiores de 16 anos. Ninguém faz as regras por maldade, mas com as bancadas vazias temos de pensar se estamos no caminho certo. No Sporting temos 177 adeptos, é um número residual, logo as autoridades devem reflectir. Devem-se juntar os clubes, e ver como é possível contornar alguns problemas.

O regresso do público era um desejo partilhado por toda a gente. É de facto pena que as condições não nos permitam ter mais público, mas é um primeiro passo. Também já caiu a narrativa falaciosa que o Sporting só vencia sem público. Neste jogo nós queríamos premiar os sócios, e daí a forma como os bilhetes foram colocados à venda. Os números ficaram aquém do que era desejado e para a próxima, numa última fase, haverá bilhetes para não sócios. Assim que for alterada a percentagem de público vamos regressar às Gamebox sem os jogos entretanto disputados".

publicado às 03:18

Jornal Sporting

"Segundos que decidem um título"

Rui Gomes, em 05.06.21

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Uma das belezas do Desporto são as vitórias arrancadas a ferros. Aquele último esforço, aqueles últimos segundos de uma competição, que decidem pontos, jogos, vitórias e, por vezes, campeonatos. Como exemplo poderíamos falar do corredor que ultrapassa o adversário nos últimos metros por 0,05 segundos, daquele que salta mais um centímetro do que o outro na derradeira tentativa, do golo de Miguel Garcia contra o Az Alkmaar ou dos cinco segundos finais do último jogo do Campeonato Nacional de basquetebol, também conhecido por Liga Placard, que colocou frente‑a‑frente o Sporting CP e o FC Porto.

Uma jogada defensiva para evitar a derrota acabou em falta atacante evidente e inequívoca sobre Micah Downs. O norte‑americano fez o derradeiro lançamento, mas há todo um grupo de pessoas que está de parabéns, que sabe, melhor do que ninguém, o caminho percorrido para chegar até aqui.

Mas o Desporto tem sempre os dois lados da medalha, quem ganha e, inevitavelmente, quem perde. Este ano de 2021 revelou um mau perder transversal do FC Porto assente numa narrativa bélica contra as arbitragens, pressionando e condicionando o futuro, seja dentro ou fora de campo, nesta e noutras modalidades. Ao longo do ano futebolístico essa foi uma das formas de agir e os exemplos são conhecidos por todos. Porém, não se limitaram à Liga NOS ou à Taça da Liga.

Veja‑se a equipa B do FC Porto, em Janeiro:

"A nossa equipa bem pode queixar‑se, mais uma vez, dos muitos erros alheios que determinaram a perda de pontos. Foi mais do mesmo. Estão a brincar com o trabalho dos jogadores, treinadores e staff. Foi um golpe duro, ninguém percebeu a expulsão, só o árbitro percebeu. Não são os adversários que têm tirado pontos ao FC Porto B, têm sido os árbitros”.

Na final da Liga Europeia de hóquei em patins:

"Ainda não foi desta que o FC Porto voltou a conquistar a Liga Europeia de hóquei em patins. Na final disputada no Pavilhão Gimnodesportivo do Luso, os Dragões perderam diante do Sporting CP por 4‑3, após prolongamento, mas o trabalho da equipa de arbitragem espanhola teve muito que se lhe diga”.

Ainda na final do basquetebol, além dos pontapés às cadeiras e danificar o troféu de campeão:

"Foi das maiores roubalheiras a que assisti. Uma roubalheira monumental. Foi a maior vergonha que vi em toda a minha vida! Peço desculpa a todos os que gostam de basket e de desporto pelo que acabaram de assistir!... Hoje gozaram connosco e com o trabalho de uma época inteira. Este foi um título sonegado às claras num resultado fortemente influenciado pelo árbitro Carlos Santos".

A forma e o conteúdo dos azuis e brancos é sempre o mesmo e é transversal. A culpa, se não ganham, é sempre das arbitragens. Mérito dos outros é que não.

Artigo de Miguel BragaResponsável de Comunicação do SCP

publicado às 03:02

Uma edição para mais tarde recordar

Rui Gomes, em 27.05.21

miguel_braga_-_site-01.jpgTerminada a Liga NOS, é altura de balanços, de olhar para o que foi conquistado nestes 34 jogos e de fazer um resumo dos números do Campeão. E é isso mesmo que nos propomos fazer nesta edição do Jornal Sporting – páginas 6 a 11 –, recordando dados estatísticos, frases marcantes do treinador ou pormenores que, dentro de campo, acabaram por garantir os 85 pontos do Campeão Nacional de futebol.

Além dos penáltis referidos pelo presidente (16) – nunca é tarde para recordar que sozinho, FC Porto teve mais pontapés de penálti a favor do que Sporting CP, SL Benfica e SC Braga juntos – há outros dados que apontam para a pressão incessante que a norte se faz aos homens da arbitragem, aos adversários, a tudo o que não vista azul e branco no futebol português.

Assim, e olhando para os três grandes do futebol português, finda a Liga e os seus 34 jogos, o Sporting CP fez 520 faltas, o FC Porto 534 e o SL Benfica 513, deixando assim as equipas com médias muito idênticas de faltas assinaladas por jogo: 15,3, 15,7 e 15,1, respectivamente.

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Por outro lado, o equilíbrio acaba desfeito quando contabilizamos os cartões amarelos mostrados às três equipas: o Sporting CP acabou com um total de 89 amarelos, o FC Porto com 62, o SL Benfica com 81.

Mais uma vez, e para se perceber as diferenças: a média para o Sporting CP é de 2,6 amarelos/jogo, para o FC Porto apenas de 1,8, para o SL Benfica de 2,4. Ou dito de outra forma, o Sporting CP é brindado com um cartão amarelo ao fazer 5,84 faltas, o FC Porto ao fazer 8,61 e o SL Benfica 6,33.

Pode ler aqui a crónica completa de Miguel Braga

publicado às 12:00

Acreditar no colectivo

Rui Gomes, em 29.04.21

miguel_braga_-_site-01.jpgQuando Artur Soares Dias deu ordem de expulsão a Gonçalo Inácio, aos 17 minutos de jogo, no Estádio Municipal de Braga, muitos adeptos terão levado as mãos à cabeça. Outros tantos, pensaram que a missão tinha ganho contornos de impossível. Mas na Pedreira estava uma equipa técnica que olhou para o relvado e percebeu que era altura de mudar a abordagem do jogo. Fez, numa primeira fase, acertos posicionais. Muitas vezes ecoou pelo estádio “Paulinho! Paulinho! Fecha pela esquerda!”. Com o intervalo, mais mudanças, dando à equipa a experiência de Neto e a explosão de Matheus Nunes. Para se ter uma ideia da dificuldade, nesta edição da Liga NOS todas as equipas que se viram reduzidas a dez elementos na primeira parte não conseguiram vencer. Na realidade, nos 14 jogos anteriores onde aconteceu a dita expulsão antes dos 45 minutos, apenas Belenenses SAD e CD Tondela tiveram arte e engenho de alcançar o empate. Todos os outros perderam.

Olhando para a estatística de jogo, o Sporting aplicou a táctica que tantas outras equipas aplicam quando jogam com o Leão: dar a posse ao adversário e fechar espaços. E se é verdade que a equipa de Rúben Amorim perdeu no confronto da posse (30% contra 70%), conseguiu fazê‑lo sem recorrer constantemente à falta (o Sporting CP, apesar dos cinco cartões amarelos contra quatro do adversário, fez metade das faltas do SC Braga) e sem permitir aos bracarenses muitas oportunidades. E as que acabou por dar, a defesa liderada por um supercapitão Coates limpou ou apareceu o melhor Adán para fazer jus ao título de defesa menos batida da Liga NOS.

Ao minuto 81, o momento de jogo. Livre para ser cobrado a meio‑campo por Pedro Porro. No Backstage que mostrámos esta semana no canal do YouTube do Sporting CP, atenção ao detalhe aos três minutos e quatro segundos: a comunicação “gestual” de Porro a dizer a Matheus que vai passar a bola rápida e a esperteza deste a anuir e a arrancar antes dos adversários. O resto, bem, o resto foi um remate forte e bem colocado que acabou nas redes do SC Braga e permitiu ao Sporting CP ser a primeira equipa da Liga NOS a ganhar um jogo em inferioridade numérica desde a primeira parte. Apesar do feito, a vitória significou “apenas” três pontos. Mas para a posteridade, ficou também o abraço sentido (que pode ver no Backstage) entre Matheus Nunes e Gonçalo Inácio: assim se sente e vê a solidariedade entre jovens Leões.

Faltam cinco jogos para o fim do campeonato. Mais importante do que pensar nos pontos que ainda faltam discutir, é trazer o foco já para o jogo, frente ao CD Nacional, em casa, sábado que vem. O próximo jogo é sempre o mais importante.

Artigo da autoria de Miguel Braga, Responsável de Comunicação do Sporting CP

publicado às 13:15

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Miguel Braga, Responsável de Comunicação do Sporting CP, no programa Raio-X da Sporting TV, reagiu com ironia às sarcásticas palavras de Pinto da Costa, quando afirmou que "após o jogo dos leões em Faro ficou mais difícil para o FC Porto reconquistar o título":

"Pensei que estava a falar dos golos do Pote ou da garra dos jogadores do Sporting. É bom sinal ver o FC Porto tão preocupado com o Sporting. A nossa única preocupação é a conquista dos três pontos frente ao Belenenses SAD". 

"Não é preciso reagir ao FC Porto pois o Duarte Gomes e o Pedro Henriques já reagiram e muito bem. Os especialistas de arbitragem já fizeram a leitura do lance duvidoso em que se viu que o Tomás Tavares tentou ludibriar o árbitro".

"O Sérgio Conceição foi expulso 8 vezes e levou 23 dias de suspensão. Já o Rúben Amorim com quatro expulsões foi suspenso 36 dias. Há dois pesos e duas medidas. Deixo a quem de direito pensar se há ou não perseguição a Rúben Amorim".

publicado às 18:15

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Miguel Braga, Responsável de Comunicação do SCP, no programa Raio-X da Sporting TV, fez vários reparos sobre a arbitragem do jogo com o Famalicão, enfantizando Nuno Manso, o auxiliar de Rui Costa que pediu a expulsão de Rúben Amorim no final da partida. Aliás, é o mesmo auxiliar que não viu causa alguma para assinalar falta nos dois lances polémicos envolventes de Jovane Cabral na área do Famalicão. Entre outras questões, foi revelado que Manso está a ser julgado por "ofensas à integridade física de uma vogal do Núcleo do Sporting em Braga".

"Se virmos bem as imagens percebemos que quem expulsa o Rúben Amorim é o árbitro auxiliar, Nuno Manso, que tem um episódio lamentável, em 2016, com uma vogal com o núcleo do Sporting em Braga. Nuno Manso está a ser julgado por ofensas à integridade física de uma mulher . É normal alguém que está a ser julgado por litígios seja nomeado pela terceira vez para um jogo do Sporting? Aconteceram várias coisas neste jogo que prejudicaram o Sporting".

"A imprensa desportiva passou ao lado da jogada capital pois no golo do Famalicão há uma simulação de um jogador do Famalicão e a regra geral passa por marcar falta e dar o cartão amarelo. O Rui Costa pode ser ludibriado, já o VAR que costuma estar tão atento ao Sporting, vendo até golos de 2 cms do Pote ou se a bola do Porro saiu... não me pareceu que tenha revisto o lance dada a velocidade com que o jogo foi retomado".

""O lance do Jovane acho pouco compreensível. Se fosse outro clube e outro jogador, o penálti seria marcado, é esta a minha opinião vendo os penáltis que marcam aos nossos rivais onde basta um toque. O futebol é um jogo de contactos".

"Começando pelas expulsões dos treinadores do Sporting só lembro que o Jorge Jesus foi mais vezes expulso em 8 meses no Sporting que em 6 anos no Benfica. O Rúben Amorim,  enquanto jogador do Benfica, nunca foi expulso tal como nunca foi enquanto treinador do Braga. Há aqui uma atenção especial sobre os treinadores do Sporting. Em relação ao Sérgio Conceição (em resposta a Francisco J. Marques) proponho que se faça um apanhado das imagens dele antes de ser expulso e as do Rúben. Só temos de colocar as imagens lado a lado para as pessoas analisarem sem qualquer comentário".

NOTA: Ao que consta agora, Hugo Viana também terá sido expulso no final da partida por indicação do 4.º árbitro, alegadamente devido a um "incidente" nas imediações da zona que dá acesso aos balneários, em que terá afirmado: "‘É uma vergonha, vocês são mesmo uma vergonha, tenham vergonha na cara. Diz-me porque expulsaste o treinador, diz-me, diz-me. Queres-me expulsar, expulsa-me".

NOTA #2: Foi entretanto anunciado que Rúben Amorim foi suspenso 15 dias na sequência do vermelho visto no Sporting-Famalicão, e que foi aberto um processo disciplinar a Hugo Viana.

NOTA #3: Miguel Braga (SCP) reage à suspensão de Rúben Amorim: "Rúben Amorim foi suspenso 15 dias por alegadas palavras ao árbitro assistente - o treinador afirma que não disse o que está no relatório. Sérgio Conceição trocou uns mimos em Portimão e foi aberto um processo disciplinar. Quase que aposto que o mesmo deverá estar concluído no final de Maio e o castigo de 30 dias deverá ser cumprido nas férias. É a justiça do futebol português."

publicado às 03:18

Momentos a verde e branco

Rui Gomes, em 09.04.21

miguel_braga_-_site-01.jpgNo futebol, continuamos a luta, jogo a jogo, sempre com o foco na conquista dos próximos três pontos. A última partida ficou marcada pela entrada sem sanção que Nuno Mendes sofreu (acabou por sair lesionado do jogo e, segundo o departamento médico do Sporting CP, foi um verdadeiro milagre o jogador ter escapado a uma lesão grave) e por dois golos anulados ao Sporting CP, um dos quais invalidado por um fora-de-jogo por dois centímetros.

Depois de em Dezembro passado o Sporting CP ter iniciado e liderado a discussão pública sobre a possibilidade de serem públicas as comunicações entre árbitro e videoárbitro, agora é a vez de voltarmos a pedir que se olhe para a ferramenta do VAR com atenção: a ideia não é apenas criticar, mas sim construir um futuro e um VAR melhor, mais justo e mais transparente.

Faltam nove jornadas para o fim da Liga NOS 2020/21. E a receita é a mesma: trabalho, compromisso, humildade e garra de Leão. Sempre juntos, até porque “Onde Vai Um, Vão Todos”.

Miguel BragaResponsável de Comunicação Sporting CP

publicado às 04:15

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"Aos 25 anos João Palhinha chega à Selecção Nacional. Um caso de justiça, ampliada pelo facto de, no mesmo dia da convocatória, ter sido conhecida a sentença do Tribunal Arbitral de Desporto que dá razão ao jogador no braço de ferro com o famígero Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol. Que o futebol em Portugal volte a ser jogado apenas dentro das quatro linhas é um desejo de todos nós. E que os nossos possam brilhar pela selecção como o têm feito na Liga NOS.

Luís Maximiano, Daniel Bragança, Pedro Gonçalves, Tiago Tomás, Nuno Mendes e Pedro Porro (este último para Espanha). De fora da convocatória acabou por ficar Gonçalo Inácio, outro dos jogadores "surpresa" no Sporting CP versão Rúben Amorim, titular da defesa menos batida da Europa do futebol.

(Espanha: Atlético de Madrid, 18 golos em 27 jogos; Itália: Juventus FC, 22 em 26 jogos; Inglaterra: Manchester City FC, 21 em 30 jogos; Alemanha: RB Leipzig e VfL Wolfsburg, 21 em 25 jogos; França: Lille OSC, 17 em 29 jogos; Holanda: Ajax, 19 em 25 jogos; Grécia: Olympiakos FC, 13 em 26 jogos; Roménia: CFR Cluj, 12 em 27 jogos; Rússia: FK Zenit, 19 em 22 jogos).

De realçar que destes dez campeonatos (Liga NOS incluída), o Sporting CP é a única equipa que ainda não perdeu um jogo dentro de portas. Números que só nos podem dar alento e força para enfrentar as 11 finais que faltam para o término da Liga NOS. E que dão uma real dimensão daquilo que já foi conseguido até ao momento. No entanto, todos sabemos que as verdadeiras contas só se fazem no fim, quando o árbitro apitar e quando terminar a competição. Até lá, humildade, trabalho e mais trabalho, são os ingredientes para a receita de sucesso".

Texto de Miguel Bragano Jornal Sporting

publicado às 02:17

21933450_DbcuU.pngNo futebol, os pupilos do Míster Rúben Amorim continuam a fazer História dentro do campo: ao vencer o CD Santa Clara por 2-1, conseguiram um feito nunca antes alcançado por uma equipa do Sporting CP: ser invencível à 22.ª jornada da Liga NOS. Com mais esta vitória, a equipa conseguiu também igualar o melhor aproveitamento pontual de sempre do Clube após 22 jogos – 87,88% dos pontos, registo igual ao da equipa dos Cinco Violinos na época de 1946/1947. Apesar de todas estas boas indicações, continuam a faltar muitos jogos até ao término da competição. E temos já mais uma final no sábado frente ao CD Tondela: humildade, concentração e vontade são os ingredientes necessários para conseguirmos mais três pontos.

A semana que passou ficou também marcada pela notícia de que a Liga (através da sua Comissão de Instrutores) entendeu dar seguimento a uma queixa da Associação Nacional de Treinadores de Futebol, acusando Rúben Amorim de fraude e falsas declarações e o Sporting de fraude na celebração dos contratos. Mais uma grande mancha na reputação internacional do futebol português, já que internamente todos sabemos que temos um desporto-rei manchado tal e qual um dálmata. Um episódio triste, e na minha opinião, revelador de uma inveja e mesquinhez de trazer por casa. Tão mau como a ANTF, apenas os ditos instrutores assim como o silêncio ensurdecedor dos colegas de profissão. Uma vergonha totalmente evitável.

Excerto do artigo de Miguel Braga publicado no Jornal Sporting.

publicado às 03:48

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Miguel Braga, Responsável de Comunicação do Sporting, abordou, inevitavelmente, no programa Raio-X da Sporting TV, o processo envolvente de Rúben Amorim:

"Considero absolutamente incompreensível o processo movido pela Associação Nacional dos Treinadores de Futebol contra Rúben Amorim.

A associação presidida por José Pereira não tem em conta um dos seus associados mais talentosos e prefere refugiar-se na burocracia. Devia preocupar-se mais pelo facto de só terem existido 30 vagas para o curso de treinador nível 4 quando eram mais de 400 candidatos.

Este processo não é inocente. Nas condições de Rúben Amorim já estiveram Paulo Bento, Paulo Fonseca, Jorge Costa, Sérgio Conceição entre muitos outros...Porquê agora?

O Sporting lidera o campeonato e há uma tendência para ir contra o Sporting. No dia 5 de Março de 2020 Rúben Amorim foi apresentando como treinador do Sporting e no dia 13 de Março a ANTF fez a sua primeira queixa. Não se queixaram antes, porquê?

Também é de estranhar muito outros treinadores não terem saído em defesa de Rúben Amorim. Achava normal que o fizessem e até agora nada. Isto deixa-me desgosto pela falta de solidariedade dada a dimensão de uma possível pena, pois querem deixá-lo de um a seis anos sem treinar.

A celebração de um novo contrato na semana passada foi um sinal dado pelo presidente contra as forças exteriores".

publicado às 03:03

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No programa Raio-X da Sporting TV, esta segunda-feira, Miguel Braga, Responsáel de Comunicação do SCP, foi muito crítico em relação ao comportamento do assessor de imprensa do FC Porto, no episódio que acabou por marcar o pós-clássico e que envolveu, não apenas o homem que se senta ao lado do treinador nas conferências de imprensa, mas também Sérgio Conceição e um jornalista do site 'Zerozero.pt':

"Faz-me confusão o que se passou na sala de imprensa e nos momentos posteriores. Há um jornalista que faz uma pergunta ao treinador do FC Porto, assinalando um facto verificável, que qualquer pessoa que ponha o jogo para trás pode ver, e que é, no fundo, uma mola que existe no banco do FC Porto, que os obriga a saltar o triplo das vezes que saltou o banco do Sporting.

Houve um jornalista que se deu ao trabalho de contar quantas vezes saltou um banco e outro, porque, nestas últimas semanas, se tem falado muito que o comportamento dos bancos é, muitas vezes, uma forma de pressionar os árbitros. Fez o seu trabalho, está no sítio onde é suposto a imprensa estar a fazer perguntas e o que se passou foi deplorável. Faz-me confusão que num país livre, num país suposto democrático, exista esta espécie de 'bullying' a jornalistas que fazem perguntas que alguém acha incómodas.

É a liberdade de imprensa, é a liberdade de os jornalistas fazerem perguntas e não serem sujeitos a insultos ou tentativas de agressão. Toda a gente viu o que se passou - e depois não viu nada do que se passou... porque as câmaras não estavam lá. Como é possível um assessor de imprensa insultar desta forma um jornalista? É que não só o insultou na sala de imprensa, como foi a insultá-lo até ao carro dele, o que eu acho realmente surreal.

Há certos senhores que estão convencidos de que há uma coutada dentro do país e dentro do Estado de direito. E não existe. Faz-me confusão que algumas entidades, que gerem o nosso futebol, não digam nem uma palavra sobre este caso. Podia ser a primeira vez, mas não é. Desde 2009, pelo menos, há casos de tentativas de agressão e insultos.

Relativamente ao Sérgio Oliveira, o Rúben Amorim já disse tudo e, perante a resposta dele, não é preciso dizer mais nada. O mesmo para o Francisco Conceição. Aquilo que o Pedro Porro disse, deixa-me convencido, mas, olhando para as imagens e tendo em conta o que o Porro disse, percebe-se facilmente onde está a razão.

Além de Artur Soares Dias, há uma geração de árbitros que tem qualidade. Se for uma parceria de intercâmbio, eu não vejo onde é que está o tal atestado de incompetência de que a APAF fala. Até pode ser uma coisa bastante interessante e, se for para melhorar a arbitragem em Portugal, diria... tudo Ok, maravilhoso".

publicado às 05:32

Jornal Sporting

Rui Gomes, em 25.02.21

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A angústia do adepto antes do penálti

Foi em 1972 que Peter Handke escreveu “A angústia do guarda-redes antes do penálti”, livro onde a angústia causada pelo pontapé da marca dos nove metros é uma metáfora da própria vida. Na edição desta época da Liga NOS, a ansiedade tomou conta dos adeptos no que se refere a pontapés de penálti: uns porque sim, outros porque não, muitos porque acreditam que o que mais importa é ganhar, mesmo que a vitória seja por meio a zero. Mas independentemente da razão que assiste (ou não) aos adeptos nacionais, olhemos para alguns números:

- Nas primeiras 20 jornadas, o FC Porto foi a equipa com mais pontapés de penálti a favor, num total de 12, o que representa um castigo máximo a favor em 60% dos jogos. Segue-se o FC Famalicão com seis pontapés de penálti a favor (30%) e um grupo de equipas – Gil Vicente FC, SC Farense, CD Santa Clara e Sporting CP – com cinco penáltis, ou seja, com 25%;

- E apesar de em Junho deste ano, Sérgio Conceição ter dito “temos de ter mais penáltis a favor, criar mais ocasiões para termos penáltis”, o FC Porto não só lidera a tabela este ano, como na época de 2019/2020 também foi a equipa com mais penáltis: um total de 14 em 34 jogos, representando 41,1% de jogos com penáltis a favor. Seguiram-se Rio Ave FC e CD Tondela, com 11;

- Recuando mais um ano, época 2018/2019, o pódio dos pontapés de penálti dividiu-se entre Sporting CP (15 a favor, ou seja, 44,1%), Vitória SC (dez) e SL Benfica (nove). E na temporada anterior, de 2017/2018, quem liderou foi o SL Benfica (11 a favor, num total de 32,3%), GD Chaves (dez) e Rio Ave FC (nove).

- Nas últimas dez temporadas, em seis delas, a equipa com mais penáltis a favor em 34 jogos, não atingiu a marca do FC Porto em 20;

- Do lado dos árbitros, o trio com mais pontapés de penálti assinalados é composto por: Rui Costa (em 14 jogos assinalou seis penáltis), Manuel Mota (11 jogos/seis penáltis) e João Pinheiro (nove jogos/cinco penáltis). Do lado oposto, está António Nobre que em nove jogos não assinalou qualquer pontapé de penálti.

Deixemos o poder dos números para a balança de Justiça de cada um e notar que além de liderar com números expressivos a tabela dos pontapés de penálti a favor, o FC Porto também se arrisca a ganhar o prémio Fair Play da Liga NOS – é actualmente a equipa menos amarelada do Campeonato –, o que não deixa de ser perversamente peculiar.

Miguel BragaResponsável de Comunicação do SCP

publicado às 18:00

21933450_DbcuU.pngNa Sporting TV, Miguel Braga, Responsável de Comunicação do SCP, fez alvo dos penáltis que são marcados a favor do FC Porto, o último dos quais facilitou a vitória dos portistas frente ao Marítimo, ontem à noite. Isto, na cauda de uma outra grande penalidade que garantiu o empate contra o Boavista:

"O FC Porto conseguiu vencer com o 12º penálti que foi marcado esta época a seu favor. São 12 penáltis em 20 jogos, o que quer dizer que, em 60 por cento dos jogos, o FC Porto tem um penálti a seu favor.

Relembro que, quando terminou a primeira volta, o FC Porto tinha os mesmo penáltis que o SC Braga, o Sporting e o Benfica juntos. Actualmente, já consegue ter mais, o que é uma coisa extraordinária.

Há ainda uma particularidade. Tem-se falado muito do novo jogador do FC Porto e ele está com uma média extraordinária de penáltis sofridos. Em 40 minutos, o Francisco Conceição já conseguiu ter dois penáltis por faltas cometidas sobre si, o que, se não é um recorde, é no mínimo um número muito interessante.

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Fico satisfeito por o Benfica vir à nossa causa. Mais vale tarde do que nunca. No entanto, este é um pedido peculiar ou estranho, por ser altamente selectivo. Em jogos em que acham que têm razão, pedem para ouvir o áudio e para que a comunicação do VAR seja pública. Não é uma questão de... quando nos dá jeito queremos ouvir as comunicações do VAR.

Por uma questão de transparência e até por uma questão de principio as comunicações deviam ser audíveis! O Sporting tem-se batido, ao longo dos últimos meses, por isso, já fez comunicados por causa disso, espero que o Benfica deixe de ser tão selectivo e perceba que tudo isto é uma questão de transparência e um valor global para o futebol. Não deve ser utilizado apenas quando alegadamente achamos que teremos a nossa razão para ouvir aquelas comunicações.

Relativamente ao encontro do próximo sábado, no Dragão, se o Sporting ganhar o jogo não é automaticamente campeão, se perder o jogo também não deixa de ficar à frente".

___________________________________________________

Entretanto, Rúben Macedo, o autor do penálti que permitiu aos dragões vencerem a partida nos Barreiros, que supostamente saiu do relvado em lágrimas (de crocodilo), tem sido alvo de muitos insultos nas redes sociais, nomeadamente depois de vir a público uma publicação sua no Instagram, em que citou o discurso de agradecimento de André Villas-Boas após ter sido distinguido com o galardão Dragão de Ouro em 2011. "O portista sente, sofre, luta. O portista quer, pede e exige. O portista junta, acumula e ganha".

Recorde-se que o agora extremo do Marítimo fez oito anos de formação no FC Porto e ainda quatro anos na equipa B portista, com empréstimos pelo meio. Chegou ao Marítimo no Verão, proveniente do Desportivo das Aves.

publicado às 03:49

Miguel Braga aponta aos rivais

Rui Gomes, em 17.02.21

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No programa Raio-X da Sporting TV, Miguel Braga, Responsável de Comunicação do Sporting, condenou as declarações de Pinto da Costa após o jogo com o SC Braga:

"Há uma relação directa entre a conferência de imprensa [de Pinto da Costa] e os actos que se seguiram, nomeadamente as ameaças de morte ao árbitro Luís Godinho e à sua família. Não é descabido afirmar que parte daquelas palavras foram incentivo às acções que se desenrolaram. O Sporting repudia qualquer incentivo à violência.

Essa narrativa de críticas à arbitragem não cola. É um tipo de comportamento que não ajuda nada. Aliás, pelo contrário, só estraga o futebol português. O FC Porto é a equipa em Portugal com menos amarelos e aquela que durante a 1ª volta do campeonato teve mais penáltis a seu favor, mais do que Sporting, Benfica e SC Braga juntos".

A propósito das críticas do Benfica à arbitragem, Miguel Braga teve isto para dizer:

"Estão de alguma forma tentar desvalorizar a liderança do Sporting apontando como argumento os árbitros ou outras coisas mais surreais, como a quantidade de jogos que tem sido desgastante para as outras equipas e o facto de o Sporting não estar na Europa e ter sido eliminado na Taça de Portugal.

Curiosamente, desde o dia 9 de Dezembro até (ante)ontem, se olharmos para os grandes, fizeram exactamente o mesmo número de jogos. A única equipa que fez mais jogos do que o Sporting, mais um, foi o SC Braga. O Sporting lidera o campeonato por mérito e é a única equipa que até ao momento está sem derrotas"

publicado às 03:03

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