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Antigo administrador da Sporting SAD, Miguel Cal reagiu com vincada ironia ao facto de o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol ter aberto processos disciplinares a Hugo Viana, João Palhinha, Feddal e Luís Neto por causa dos incidentes no final do jogo com o Famalicão.

"Estão tão desesperados que já nem disfarçam. Vamos embora! Porque não suspender todo o Clube e adeptos e decretar já a descida de divisão? Esta é a independência e competência da Cláudia que o Fernando Gomes dizia?".

No exacto mesmo contexto, algumas considerações de Rúben Amorim na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Tondela:

"Posso garantir isso [que não houve incumprimento]. Estou de consciência tranquila, o Sporting também e não tememos nada. A minha preocupação foi igual a quando saiu a acusação ao Palhinha. Perguntei aos advogados se podia estar contra no jogo contra o Tondela, disseram-me que sim e o foco está no próximo jogo. Não tenho qualquer receio sobre isto, já passei por isto numa altura muito mais difícil da vida, sem esta ajuda. Na primeira vez que me aconteceu isto, o Casa Pia subiu à Segunda Liga, pode ser bom pronúncio".

"Já aconteceu com outros colegas. Houve outros que não tiveram qualquer problema. Mas temos gente a tratar destes assuntos mesmo em relação a jogadores nossos que levaram outros processos. A resposta a tudo isso é apenas ganhar ao Tondela, é a melhor maneira de responder a tudo. Ganhando está tudo bem".

"A Liga recebe uma queixa e avalia. Quem votou em mim (para melhor treinador da Liga em Fevereiro) foram os meus colegas e agradeço. Agora será feita a acusação e depois resolvemos no tempo certo. Nada de mais."

publicado às 16:25

Miguel Cal propõe debate online

Rui Gomes, em 20.09.20

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A recém-discussão gerada pela não existência de um período que permita aos associados discutirem os dois documentos (relatório de actividades e orçamento) que vão ser votados na Assembleia Geral de dia 26 levou Miguel Cal, antigo administrador da Sporting SAD, a propor, através das redes sociais, um debate... virtual.

“Com as soluções que existem, podíamos ter um formato que respeitasse mais os sócios. Porque não fazer uma sessão de esclarecimento prévia via Zoom? Em que os sócios se registam para participar, cada um recebe ‘login’ único e há debate sobre o que se vai votar?”.

Miguel Cal não devia ter abandonado o cargo, pois estaria então em posição ideal para levar avante esta e outras ideias inovadoras.

Entretanto, um grupo de sócios estará a recolher donativos para interpor uma providência cautelar que impeça a realização da reunião magna.

Enfim... nunca há sossego no Sporting. Há sempre aqueles que só estão bem a "levantar ondas" ruídosas para destabilizar o Clube.

publicado às 04:05

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Miguel Cal, ex-administrador da SAD do Sporting, substituído por André Bernardo, terá sido preponderante na contratação de Rúben Amorim. 

Em resposta, na sua conta no Twitter, a um artigo de opinião num diário desportivo, o antigo dirigente leonino teve isto para dizer:

"Eu atravesso-me pelo Rúben Amorim. Aliás, eu exigi que ele viesse e não tenho nenhum pudor em admiti-lo publicamente. Não fazes ideia da diferença que um treinador assertivo e competente faz. Especialmente quando está totalmente alinhado com quem percebe de futebol na Academia. Não menosprezem, o futuro do Sporting depende muito dele.

O Rúben Amorim não é uma pessoa complicada. Façam o que ele pede nos treinos e terão o que merecem. Todos partem igual, todos provam o seu valor durante a semana. Os melhores jogam. Ele é transparente. É por isso que os jogadores gostam dele, desde os titulares aos que ficam na bancada".

publicado às 06:34

Processo de reestruturação da SAD

Rui Gomes, em 26.03.20

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... Pelo menos, parece que é o que está em curso neste momento. Miguel Cal evacua o lugar de administrador responsável pelouros estratégico, de marketing e operacional - posição remunerada -, e a partir de agora ficará responsável apenas pela pasta internacional da SAD.

A decisão - já participada pelo Sporting à CMVM -, foi tomada nas últimas horas e resulta não de um pedido de demissão mas de um desfecho por mútuo acordo, no quadro de uma reorganização de competências na sociedade que gere o futebol leonino.

Miguel Cal é licenciado em gestão de empresas e pós-graduado em Gestão de Instituições Financeiras. Antes de chegar ao Sporting, onde criou impacto antes ainda das eleições de 2018 com um relatório detalhado sobre a situação do Clube, Cal trabalhava na consultora McKinsey International.  Na SAD, além dos três pelouros principais já referidos, estava ainda ligado às áreas comercial, de merchandising e comunicação.

Com esta saída, a primeira da era Frederico Varandas na SAD (Francisco Rodrigues dos Santos deixara o Conselho Directivo, no clube), o Conselho de Administração fica reduzido ao próprio Varandas, a Francisco Salgado Zenha e a João Sampaio, além de Nuno Correia da Silva, este administrador não-executivo indicado pela Holdimo, de Álvaro Sobrinho.

publicado às 12:58

A valorização da "Marca Futebol"

Rui Gomes, em 16.06.19

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Apresentamos um breve excerto de um artigo da autoria de Miguel Cal, administrador da Sporting SAD, que pode ser acedido aqui.

"O valor do futebol é indubitavelmente alto. A nível nacional, os dez programas de TV com maior audiência em 2019 são referentes ao futebol (imagem 1) – de notar que o Sporting Clube de Portugal está presente em quatro deles e que Cristiano Ronaldo surge nos outros três – e são uma alavanca emocional que todas as marcas desejariam ter.

Com a âncora emocional e o interesse que os clubes suscitam, a oportunidade de criação de valor através de patrocínios ou de parcerias é infinitamente superior ao que se consegue hoje. O futebol tem o potencial de ser o elemento-chave na escolha das marcas dos seus adeptos."

publicado às 03:48

O Sporting e o Futuro

Leão Zargo, em 30.06.18

 

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“Não se pode acreditar em coisas impossíveis, disse Alice.

Isso é falta de treino, disse a Rainha.”

(Lewis Carroll, em Alice no País das Maravilhas)

 

 

Miguel Cal e Ricardo Farinha escreveram um documento programático que pretende “contribuir para um debate construtivo e livre em que todos os Sportinguistas se possam envolver”. Na verdade, é um trabalho muito válido que propõe uma reflexão sobre o nosso Clube e os caminhos que pode (deve) seguir no curto e no médio e longo prazo. Trata-se de uma análise da realidade leonina que, em simultâneo, consegue ser global e específica e estabelece uma estratégia, identificando caminhos para a superação e o sucesso. De facto, há no documento “uma visão estratégica e a identificação das prioridades”. Para além de reflexivo, é operativo.

 

O documento designa-se “O futuro do Sporting começa por todos nós”, e nele distinguem-se as prioridades para o curto prazo (“Desafios imediatos”) e para o médio e longo prazo (“Batalhas de Leão”). Nos “Desafios imediatos” estipulam-se três linhas orientadoras:

 

- O processo de rescisão de jogadores;

- O processo jurídico de corrupção movido contra o Sporting;

- O descontrolo das claques do nosso clube.

 

É talvez o ponto mais frágil do documento. Simplista e linear no que refere ao processo de rescisões, desconhecedor da dimensão sociológica da “cultura ultra” no que refere às claques de futebol. Pela urgência daquilo que constitui o curto prazo, aquilo que está já a acontecer, para muitos leitores pode existir o risco desta fragilidade analítica colocar em causa o mérito da globalidade do trabalho.

 

A parte referente às “Batalhas de Leão” é em geral lúcida, flexível e competente. Reconhece que o futebol pelo seu carácter simbólico e financeiro constitui um combate de primeira grandeza. Define as seguintes directrizes:

 

- Potenciar performance da equipa principal de futebol;

- Maximizar a experiência “Ser Sporting”;

- Ajustar comunicação de forma a valorizar activos do clube;

- Participar no desenvolvimento ético do futebol nacional.

 

Na vida há as contingências inevitáveis, mas que se podem prever e controlar através de um quadro de intervenção adequado às circunstâncias. No caso do futebol existem variantes que poderão condicionar o comportamento dos adeptos, como os resultados que a equipa de futebol está a conseguir. Pela importância dessas variáveis, que se podem tornar muito pouco controláveis, os autores estabeleceram três orientações de acção que visam minimizar factores imponderáveis e “potenciar a performance da equipa principal de futebol”.

 

É interessante o valor que é concedido à condição de “Ser Sporting”. Muito bem. O poeta Herberto Helder recordou que os gregos antigos não escreviam necrológios. Quando alguém morria perguntavam apenas: “Tinha paixão?” Na verdade, “para eles, tudo devia estar provido de paixão e tudo aquilo que não estivesse era censurável”. O que contribua para o aprofundamento da paixão sportinguista é um investimento no futuro.

 

Outro eixo de intervenção proposto pelos autores reside na forma como a comunicação pode contribuir para a valorização de jogadores e do próprio Clube. Deve haver um modelo de comunicação consistente que beneficie do facto do Sporting ser socialmente transversal com implantação em todo o país, nas comunidades nacionais no estrangeiro e nas antigas colónias portuguesas. A Academia de Alcochete constitui um elemento de referência e o ecletismo integra a matriz original leonina.

 

Finalmente, o Clube tem de estar na vanguarda do desenvolvimento ético do futebol português. Sabe-se que há interesses e jogos poderosos financeiros que tentam sempre controlar as competições desportivas, que originam esquemas fraudulentos e corrupção. O futebol distanciou-se da “arété” dos gregos e ficou prisioneiro da “civilização do espectáculo”, mas o Sporting é um dos clubes fundadores do futebol nacional enquanto grande fenómeno social e cultural de massas. Por essa razão, deve cuidar daquilo que também é seu, assumindo de forma activa uma acção construtiva para o desenvolvimento ético do desporto-rei.

 

No seu trabalho, Miguel Cal e Ricardo Farinha referem-se a questões estratégicas e estruturais em coerência com aspectos de carácter ocasional e conjuntural. Num Clube como o nosso cruzam-se com grande intensidade o planeamento estratégico e o instante temporal. O projecto de uma época pode ser pulverizado por uma derrota com uma equipa secundária, como uma vitória na Champions pode optimizar um ano desportivo. A defesa permanente da identidade do Sporting constitui o elemento aglutinador, integrador e mobilizador dos sportinguistas. O universo leonino é antagónico do medo e do ostracismo, tem de ser sempre um espaço de liberdade e de coragem na procura crítica dos melhores procedimentos para superar os obstáculos e as limitações com que nos confrontamos.

 

***O documento estratégico de Miguel Cal e Ricardo Farinha pode ser lido aqui.

 

publicado às 16:34

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