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O soldadinho (de chumbo) milhões

Naçao Valente, em 19.03.19

 

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Durante a batalha de La Lis, na Primeira Guerra Mundial, o soldado Milhais do Exército Português teve um desempenho de grande mérito, razão pela qual o seu comandante lhe disse. "tu és Milhais mas vales milhões". Passou desde então a ser condiderado um herói, conhecido como o soldado Milhões.

 

No Sporting também temos um "milhões", que quer ser herói, mas que não passa de um "soldadinho de chumbo" porque pauta o seu comportamento, não pelo heroísmo, mas pela vigançazinha, aliada à ambição de poder pessoal. Chama-se Ricciardi.

 

Ricciardi, há muito ligado ao Sporting CP, de uma forma algo obscura, quer ser presidente, com toda a legitimidade. Por essa razão concorreu às últimas eleições, tardiamente, e com uma equipa pouco recomendável, tendo sido derrotado por "goleada" em relação aos dois primeiros candidatos.

 

Foi um derrotado que nunca aceitou a derrota. De tal modo assim, que ainda o vencedor não tinha sido empossado já se considerava oposição, legitimamente. O que parece menos legítimo, é ter enveredado de imediato por uma guerrilha constante contra a Direcção eleita, movendo influências para a prejudicar, o que significa prejudicar o Sporting.

 

Varandas, desde a sua posse, não teve um minuto de paz, estando permanentemente a ser colocado entre a proverbial espada e a parede. De um lado, pressionado pelos 'brunistas' que continuam a acreditar na ressurreição do seu "salvador", e por outro, da oposição de Ricciardi, que tudo tem feito para criar condições para o derrubar. No fundo são duas faces da mesma moeda. Não será por acaso que o "soldadinho" apoiou o destituído até ao limite do razoável.

 

O "soldadinho milhões" pede a demissão da actual Direcção e, para convencer os mais distraídos, acena com paletes de dinheiro, treinador de top e jogadores de alto gabarito. Este soldadinho de chumbo, está nos antípodas do verdadeiro Milhões. Não age em função dos interesses de um colectivo, o Sporting, mas antes no interesse do seu projecto pessoal de poder, e na vingança a um ódio de estimação, gerado durante os debates da campanha.

 

Está provado que a acção dos homens providenciais quase sempre conduz ao desastre. O Sporting já teve a sua dose. Precisa mais de homens comuns, como todos nós, que agem dentro da normalidade, e algumas vezes cometem erros. Mas que devem merecer respeito e esperar-se que façam o trabalho que precisa de ser feito.

 

O Sporting está num beco difícil há muito tempo. Precisa de sair desse beco para uma rua aberta onde tenha espaço para andar e progredir. E essa rua é longa e cheia de escolhos, que é preciso ultrapassar, com tempo e segurança. Se assim não for, o Sporting, iludido por charlatães, não conseguirá sair do beco.

 

P.S.: Este texto pode não ser, aparentemente, muito oportuno, no sentido em que não se deve ligar a cantos de sereia. Mas a verdade é que há sempre quem não resista a esses cânticos. Este texto justifica-se porque a desestabilização que existe de forma constante há seis meses, não contribui para a recuperação do Clube, e os sportinguistas devem estar atentos e perceber que é impossível ter, ao mesmo tempo, sol na eira e chuva no nabal.

 

publicado às 15:00

Os milhões do mercado de Janeiro

Rui Gomes, em 10.02.18

 

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Através do jornal do Clube, o Sporting revelou os valores inerentes às entradas e saídas durante a abertura do mercado de transferências de Janeiro. Cerca de 13 milhões de euros foram despendidos com as contratações dos reforços, 2,3 milhões deram entrada pelos jogadores transferidos e 2,7 milhões foram pagos em comissões.

 

O reforço mais caro foi Wendel, 7,5 milhões de euros; segue Misic, 2,75 milhões, Lumor, 2,5 milhões; Rúben Robeiro, 400 mil euros e Fredy Montero a custo zero.

 

Devemos indicar que apenas foi adquirido 50% do passe de Lumor ao Portimonense e que Fredy Montero recebeu um prémio de assinatura de um milhão de euros, montante não contabilizado no acima referido total.

 

No que diz respeito a saídas, Oriol Rosell foi o único activo transferido a título definitivo. O Orlando City da MLS pagou 500 mil euros pelo seu passe.

 

Temos, depois, os empréstimos de Iuri Medeiros (Génova), Jonathan Silva (Roma) e Tobias Figueiredo (Nottingham Forest), com opções de compra obrigatórias mediante objectivos: 10 M€, 5,7 M€ e 2,3 M€, respectivamente.

Quanto a Alan Ruiz, de regresso ao CA Colón também por empréstimo, poderá ficar na Argentina mediante o pagamento de 7 M€ por 70 por cento do passe.

 

publicado às 04:07

Quando o "custo zero" custa milhões

Rui Gomes, em 02.11.16

 

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André Carrillo mudou-se do Sporting para o Benfica a "custo zero", como costumam designar-se as transferências de jogadores em fim de contrato. Mas, neste caso, o clube da Luz teve de desembolsar mais de seis milhões de euros, exactamente 6,612 milhões, para assegurar a contratação do internacional peruano, segundo revela o relatório e contas consolidado da SAD do Benfica, enviado segunda-feira à noite para a CMVM.

 

Segundo o clube da Luz, a verba "engloba os encargos com serviços de intermediação e o prémio de assinatura do atleta".

 

Conclusão: um "custo zero" muito caro, especialmente se considerarmos o seu rendimento até agora.

 

publicado às 10:40

Um outro tipo de campo inclinado

Rui Gomes, em 14.06.13

 

As compras de José Mourinho ao longo dos anos já permitiram ao Benfica arrecadar cerca de 78 milhões de euros e ao FC Porto 68,6 milhões. Entre outras considerações, dá para pensar que se Rui Patrício fosse de um desses clubes, especialmente do de Carnide, que o técnico português já teria encontrado o guarda-redes que procura. O timing e a oportunidade na vida são questões muito curiosas. Quem sabe onde estaria hoje o "Special/Happy One" se o Sporting - pelas mãos de Manuel Fernandes - não o tivesse ido buscar a Setúbal para ser o tradutor de Bobby Robson.  

 

publicado às 17:15

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