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Violino?

Não sei se o caro é um "violino" mas se o é parece-me triste e desafinado. Desafinado com a nova orquestra, porque continua a tocar na antiga. E tudo aquilo que toca é a música velha.

A sua muito saudosa Direcção dividiu como nenhuma outra. Sportinguistas e sportingados estavam sempre na pauta. Lembra-se? Expulsões por vingança? Lembra-se?

A saudosa Direcção tocava num só tom. Incompetência: afundou o Sporting; inoperância: para além de basófia e música pimba nada mais ficou no ouvido; opaca e cinzenta: nunca os sportinguista estiveram tão enganados sobre a realidade do Clube; esperança no futuro: eis o grande trunfo da anterior Direcção. Mas ao fim de seis anos o futuro não tinha saído do passado.

Novas eleições no Sporting?... E porquê? A difícil situação financeira encontrada não está a ser controlada?... Dos activos desbaratados no ataque à Academia de Alcochete, não se conseguiu minimizar os prejuízos?... O domínio do Clube por claques vocacionadas para a marginalidade, não está a ser recuperado?... Os Estatutos estão a ser violados?

Cometeram-se alguns erros na gestão do futebol profissional? Os resultados não são cem por cento positivos? E com que Direcção o foram? Com a anterior? E porque não pediu então a sua demissão? Se se pedir a demissão de uma Direcção por resultados desportivos qual a sua duração? Um, dois anos?

Realmente que triste fado, o de um Clube que tais adeptos tem. Saudades dos verdadeiros violinos e da sua música.

Nação Valente

publicado às 06:03

Imaginações maleficentes

Rui Gomes, em 28.11.19

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A teoria Schmeichel ou Mike Portugal (mais moderada), é, desde sempre, que Alcochete foi uma "golpada" do empresário Jorge Mendes para tirar activos ao Sporting. Contra todas as evidências, considera(m) que foi um ataque organizado e executado por forças exteriores ao Clube.

Agora acrescenta que a culpa até foi dos próprios jogadores. Pior ainda, para defender o indefensável, mete ao barulho o caso do Guimarãres, como se ambos fossem similares. E para cereja em cima do bolo do absurdo, condimenta com o conflito da actual Direcção com duas claques.

Mas que caldeirada mais sensaborona, que já mete ciganos, para defender o indefensável. Alcochete foi um caso muito grave, sem qualquer paralelo. Alcochete foi consequência de factos conhecidos, que começaram muito antes, e continuaram depois do ataque.

Alcochete foi consequência de uma presidência inconcebível num clube centenário e sério. É um caso de polícia mas também de estudo psicológico, pelo que aconteceu, e pelo que ainda está a acontecer nas franjas alienadas de alguns "sportinguistas".

Nação Valente

***Pintura de Norman Rockwell

publicado às 03:18

Nação Valente explica...

As chamadas chicotadas psicológicas, aplicam-se aos treinadores

Rui Gomes, em 24.10.19

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Comentário do leitor LeãoCapel:

"Essa é boa. Então mas agora para alguém se demitir ou ser demitido é preciso "razões legais" ? As empresas estavam tramadas, então...".

Explicação de Nação Valente:

"As demissões em qualquer sector de actividade são sempre regulamentadas pela lei. Por isso é que vivemos num Estado de Direito. Mas não misture alhos com bugalhos.

O presidente do Sporting Clube de Portugal foi legitimamente eleito de acordo com os Estatutos do Clube, para um mandato de quatro anos. Não é um contratado, como um treinador, por exemplo. Percebe a diferença?

A demissão de um presidente ou de outros dirigentes eleitos, só é possível se este ou estes infringirem os Estatutos. Neste sentido, os resultados desportivos não são motivo para demitir Direcções. Se fossem, não havia nenhum presidente que concluísse mandatos. As chamadas chicotadas psicológicas, aplicam-se aos treinadores.

Agora, à margem da resposta, deixe-me confessar-lhe uma coisa: não sei porque lhe estou a explicar isto, já que mesmo que entenda, não lhe interessa entender".

publicado às 13:09

Comentário em destaque

Rui Gomes, em 21.10.19

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Este recém-comentário do meu colega Nação Valente merece destaque imediato:

"No tempo em que dava aulas a jovens, havia vários tipos de alunos. Grosso modo dividiam-se em três grupos: Os que queriam aprender, e aprendiam, com facilidade; os que queriam aprender e tinham dificuldades, mas aprendiam com trabalho; os que não queriam aprender, nem queriam que outros aprendessem. Estes últimos, já adultos, andam por aí, e como não podia deixar de ser também no mundo do futebol.

Uma má época de uma equipa de futebol, seja qual for, é crime de lesa pátria, com reflexos na justiça social e na vida do dia a dia, na fome e na pobreza. Portanto, não há melhor motivo para vandalizar, para insultar, para mostrar à sociedade a falta de educação e de instrução que nunca quiseram ter.

Saiu o Sporting na rifa, mas podia ter saído a outro, porque eles andam por aí, sem ter nada de útil para fazer".

publicado às 21:30

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 29.08.19

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Este Conselho Directivo está ferido de morte desde que tomou posse. E faça o que fizer estará sempre ferido de morte.

Quem dirige o Sporting são os órgãos directivos, não são os "zunzuns". Se vender Bruno Fernandes por essa verba é um bom acto de gestão. O Sporting nunca vendeu um jogador por esse valor. E a situação financeira continua péssima.

Ou os "zunzuns" preferem que o Clube deixe de honrar compromissos financeiros? Porque é que os "zunzuns" não abrem os cordões à bolsa e põem 70 milhões no Sporting? Isso é que era sportinguismo.

Nação Valente

Em resposta ao leitor Pelisca, que disse isto:

"Faltam 4 dias para o fecho do mercado e PL nada .... mas vamos atacar o título só com LP. Já andam aqui uns zumzuns que se alguém aparecer com 70M por BF é de vender e somos candidatos. Se BF for embora a 4 dias do fecho do mercado este CD está ferido de morte".

Excerto do artigo de opinião de Bernardo Ribeiro, Director de Record:

"O melhor cenário para os leões seria, obviamente, ficar mais um ano com Bruno. Era a melhor forma de legitimar a candidatura ao título, que mesmo mantendo o líder da equipa gera dúvidas em vários quadrantes. Uma das hipóteses agora em cima da mesa é semelhante à que esteve a ser negociada com João Félix. A venda ser feita já e o jogador permanecer em Portugal mais uma época. Os contactos a realizar no Mónaco serão determinantes para o desfecho. 

Mas os leões têm ainda vários problemas para resolver. A contratação de um avançado para o lugar de Bas Dost – e ainda assim o plantel parece ficar curto nesta zona – e a de um extremo, caso consigam colocar Diaby e Jovane Cabral, dois jogadores que não são primeiras opções. Para além disso, se Bruno sair há ainda que trazer um médio que desempenhe o mesmo papel. Um desafio grande, mais um, para Frederico Varandas e Hugo Viana".

publicado às 03:04

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 24.08.19

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Pintura de Ad Soer

 

Caro Fernando Albuquerque,

Obrigado pela resposta. Reli o seu primeiro comentário e continuo a achar que exagera no dramatismo. Acentua o seu descontentamento, se bem percebi, na possível venda de dois activos, que considera os melhores. Nem tanto ao mar nem tanto à terra.

Os clubes portugueses, especialmente os ditos grandes, precisam de diversificar as suas receitas. Cotizações e receitas de bilheteira, face às despesas, não chegam para mandar cantar um cego. A alternativa passa pela Champions ou pela venda de activos. Todos o fazem. Se Bruno Fernandes e Bas Dost são os activos mais valiosos é natural que estejam no mercado, como fonte de receitas. Sempre assim foi, nos tempos modernos.

Esta Direcção estabeleceu um valor justo para Bruno Fernandes e não baixou, apesar das dificuldades. Mas o facto é que precisa desse dinheiro. Se pagarem o exigido sairá. Se não pagarem ficará. Se sair faz muito mais falta que Bas Dost. Simples. Não vejo nisto nenhum amadorismo. Para mais a vontade do jogador também tem de ser respeitada.

Quanto a Bas Dost o próprio jogador terá pedido para sair. Além disso tem um ordenado que está fora do que o Sporting pode pagar. Amadorismo e irrealismo terá relacionado com quem lhe fez o contrato. Mas é um assunto que agora não vem ao caso.

Discordo que se possa formar uma equipa com jogadores jovens. jogadores com 18 ou 19 anos são raríssimos os que entram de caras no nível da Primeira Liga. A maioria precisa de adaptação. Veja-se o que se está a passar com Thierry.

Esta Direcção que não apoiei em eleições comprou Rosier, Plaza, Camacho, Eduardo, a preços que o clube pode pagar. Alguns ainda não jogaram por estarem lesionados, ou mal preparados. Só quando jogarem se poderá dizer da sua valia. Até agora não saiu nenhum craque do Clube.

E para terminar, que a resposta já vai longa, continuo a dizer que não se pode fazer uma revolução a cada resultado menos positivo. Esse na minha perspectiva é o caminho errado.

Saudações Leoninas,

Nação Valente

publicado às 03:47

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 20.07.19

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Quem não quer ser lobo não lhe veste a pele. Isto já foi muito discutido, mas quem iniciou o processo que levou a Alcochete foi o presidente destituído, sobretudo a partir das AGs em que mudou os estatutos visando eternizar o seu poder.

A cereja em cima do bolo foi o célebre ataque aos jogadores, após a derrota de Madrid. A continuação de ataques e ameaças criaram as condições para o que veio a acontecer.

A função de um presidente, seja quem ele for, não é desestabilizar um balneário, mas, pelo contrário, defendê-lo e pôr ordem nas atitudes de adeptos radicais. Se assim tivesse feito, ainda hoje poderia ser o presidente do Sporting.

Os jogadores que optaram pela rescisão contratual não foram heróis nem traidores. Pura e simplesmente recusaram continuar a trabalhar com um presidente que não os respeitava. Mas quero que fique claro que as motivações das rescisões não podem ser todas metidas no mesmo saco. Houve de facto algum oportunismo por parte de jogadores que não foram maltratados, nem sofreram as consequências directas do que aconteceu.

Por fim, quero dizer que não cabe a nenhum presidente, chame-se 'varandas' ou 'janelas', defender o destituído e as suas atitudes agressivas e irreflectidas, como forma de defender o Sporting. Não se pode misturar alhos com bugalhos.

O presidente era então Bruno de Carvalho. Se fez "burrada" na qualidade de presidente, as consequências também caem sobre o Sporting CP. Defender que branqueando atitudes e decisões erradas de um presidente se iliba o Sporting, é a tese mais absurda que já vi.

Nação Valente

publicado às 03:31

 

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Resposta de Nação Valente ao comentário do leitor Sel...

 

"A frase citada (quando ganhar quero que seja com honestidade), diz o que penso e o que quis dizer. O que vai para além disso são interpretações pessoais.

 

Sou sportinguista e com orgulho... mas com humildade. Veja a história do meu Clube e depois decida se quer atribuir-lhe ou não o epíteto de ganhador. De qualquer modo, não deixa de ser uma apreciação subjectiva, em função das convicções de cada um.


Embora não lhe deva explicações, quero esclarecer que o meu texto foi motivado por um assunto que está na ordem do dia na comunicação social e pretendi abordá-lo (se consegui ou não é outro assunto) na perspectiva da falta de vergonha dos dirigentes desportivos em causa.


Se para argumentar não tem mais nada para dizer do que desviar o assunto para casos do meu Clube, uns já mortos e enterrados, outros em apreciação, sem qualquer, até agora, conclusão que o incrimine, presumo que não lhe interessa discutir o que está em causa.


Volto a acentuar o que já disse muitas vezes. Se o meu Clube estiver implicado com ilícitos que ponham em causa a verdade desportiva, assumo, e repudio veementemente.

 
Referi no meu texto o que considero a natureza do adepto, mas que fique claro que existem excepções em todos os clubes".

 

publicado às 03:49

Tirar um coelho da cartola

Rui Gomes, em 01.07.18

 

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Desde que o treinador contratado não seja Mourinho ou outro da mesma linha, não vai haver nenhum consenso entre adeptos. Até já vi aqui sugerir Jaime Pacheco, José Mota etc.


Se acho que preferia outro treinador, diria que sim, mas não podemos ignorar o contexto. Nesta situação, em que as finanças estão pela rua da amargura, e em que a Comissão só pode fazer um contrato a curto prazo pergunto: quem é o treinador disponível para assinar nestas circunstâncias? 


Primeira interrogação: É pior que o sérvio que vinha ganhar 4 milhões? Se não me engano Peseiro teve no Sporting duas épocas. Levou a equipa , que não era uma equipa de craques, à final da taça UEFA, coisa que não acontecia desde os anos sessenta e lutou pelo campeonato até ao fim. Quem é que neste aspecto já fez melhor depois dele?

Por outro lado, creio que é um treinador de transição, numa época que vai ser muito difícil, seja para quem for. E acrescento que acho lamentável que "brunistas" disfarçados, já estejam a aproveitar isto para crucificar a Comissão de Gestão, apenas com o intuito de elogiar Bruno. Para mim pior que os "brunistas" assumidos, são estes que são incapazes de se assumir.

 

Nação Valente

 

 

Vejo, neste particular momento, a contratação de Peseiro – ou qualquer outro treinador – como algo imprudente.

Em primeiro lugar, porque questiono o excesso de soberania deste órgão meramente transitório liderado por José Sousa Cintra. Ser transitório, implica tomar medidas numa orientação de transição, e não de planeamento – presumo que o planeamento seja uma base de trabalho de qualquer técnico, correcto?

Despediu-se Mihajlovic pelas circunstâncias que se conhecem, porém, plausível será fazê-lo igualmente com José Peseiro nos próximos seis meses. Como solução de transição, nomeadamente nas últimas experiências em Portugal, tudo correu mal ao técnico luso. São demasiados insucessos sucessivos.

Na minha opinião, veria com melhores olhos transformar temporariamente o Peão em Bispo – colocar Inácio como responsável técnico transitório. Solução mais económica, mais ponderada, permitindo uma maior margem de acção a uma futura Direcção.

Por fim, e menos importante, José Peseiro não me desperta qualquer simpatia. Vejo-o como um enclave entre a doutrina académica de Queiroz e a desgraça patológica de Luís Campos, com maior inclinação para o segundo. Infelizmente, e até hoje, apenas Campos percebeu que trabalha melhor na secretária do que junto ao relvado.

 

Drake Wilson

 

Eu tenho apenas um muito breve comentário. A minha opção não recairia sobre José Peseiro, confirmando-se a escolha, mas hesito em criticar por reconhecer que se trata de uma situação extremamente complicada. Fala-se muito em "soluções", sem conhecimento de causa e atirando nomes para o ar, quase como quem tira coelhos da cartola. 

 

Sobretudo, não se sabe quantos técnicos foram abordados e não mostraram receptividade a ingressar no Sporting nesta altura.

 

Por fim, fala-se muito em Augusto Inácio, como se ele fosse uma solução milagrosa e sem sequer se saber se ele foi abordado. A realidade, é que ele tem um contrato de três anos, concedido pelo presidente destituído, como director de futebol e não como treinador.

 

publicado às 05:04

Consideração do dia

Rui Gomes, em 15.06.18

 

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Temos de facto um Sporting delapidado, mas continuo a afirmar que muitos adeptos ainda se deixam enganar pelo seu discurso de vitimização. Ainda hoje se discutia numa televisão porque razão Marta Soares, ainda não apresentou a Comissão de Gestão.

 

A ideia que passa, é que Bruno e seu núcleo estão organizados e fortes no seu torreão e os opositores não se conseguem unir e organizar. E desta maneira, os golpistas vão passando as suas ideias enganadoras.

 

Desejo estar enganado, mas a Assembleia Geral do dia 23 não está ganha, no sentido de o conseguir demitir. E se assim for como será?

 

Nação Valente

 

publicado às 03:47

Quem não tem cão caça com gato

Rui Gomes, em 30.05.18

 

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Há um velho ditado que diz "quem não tem cão caça com gato". E há quem se contente com poucochinho. Apenas em função de fracos resultados no futebol, por muito menos, já caíram presidentes.

 

É preciso relembrar os desmemoriados selectivos, que o Sporting foi fundado como um clube de futebol e que como tal se fez grande. Quando nas aldeias longínquas ouvíamos os relatos ao domingo, era pelo futebol e pelas estrelas da época.

 

Tirando o ciclismo que nos passava à porta, e o atletismo mais tarde com as suas medalhas sabíamos lá de "modalidades". É o futebol que gera dinheiro e patrocínios fundamentais.

 

Se assim não for, modalidades bye bye.

 

Nação Valente

 

publicado às 04:03

Uma questão de princípios

Rui Gomes, em 21.05.18

 

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Os jogadores de futebol são profissionais. Recebem de acordo com o contrato livremente aceite. Jogam o que sabem e podem em função das circunstâncias. Desde há meses que são insultados pelo presidente, publicamente, em função de um mau resultado. Ninguém hoje queria ganhar mais do que eles, e também contra o presidente.

 

Depois de uma semana de terror e quase sem qualquer preparação técnica/táctica, que se esperava? E por acaso jogaram contra bonecos? Não houve nenhuma falta de atitude, houve descontrolo emocional e falta de preparação em função dos ataques que sofreram. O pior cego já nem é o que não quer ver, é o que não consegue ver.

 

Quem quiser apoiar o 'deus' até destruir o Sporting, está no seu direito. Nenhum ditador subsiste sem apoio. Se não há vergonha em ter à frente do nosso Clube, um arruaceiro, um mentiroso compulsivo, um demagogo, um indivíduo que não respeita ninguém, incluindo órgãos de soberania, eu tenho. É uma questão de princípios!

 

Nação Valente

 

publicado às 04:34

Entre a espada e a parede

Rui Gomes, em 17.02.18

 

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Texto de NAÇÃO VALENTE

 

Esta cegada que começou com a alteração dos estatutos e quejandos, coincidiu com o período do carnaval. Houve desfiles, matrafonas, gente mascarada. Foi uma diversão. Este período terminou na terça-feira de acordo com o calendário. Porque razão se teima em o prolongar,uma espécie de 'remake', a época carnavalesca.?

Agora estamos na quaresma. Tempo de reflexão, de moderação, de entendimento. Por outras palavras é isso que diz Rogério Alves. Se o presidente se for embora o Sporting continuará. Sejamos claros, entre os críticos do presidente ninguém pôs em causa o cumprimento do seu mandato. Não há nenhum movimento organizado para o derrubar. Quem pôs a questão foi o próprio presidente, sem nenhuma necessidade. Durante o seu mandato não houve qualquer limitação ao exercício do seu poder. Então porque razão este braço de ferro de tudo ou nada?

O presidente convive mal com a crítica e não admite que alguém ponha em causa o que pretende fazer. Daí que não tenha a humildade de ceder um milímetro nesta guerra dos Estatutos. Na minha perspectiva, está convencido, talvez com razão, que os associados, colocados entre a espada e a parede, aprovem tudo o que pretende. Entre o anunciado caos e a continuidade do presidente a qualquer preço, preferem a segurança. Mas não haverá alternativa?

Há sempre alternativas. No ponto em que as coisas estão a solução mais sensata, seria, como muito bem refere Rogério Alves, encontrar uma solução de compromisso, que salve a face de todos os intervenientes. E a solução é simples: adiar a questão dos Estatutos para o final da época. Creio que a própria Assembleia Geral tem condições para fazer esse adiamento. Em nome dos interesses e da estabilidade no clube, e no futebol em particular. Não será um acto de inteligência?

Sou crítico do presidente e apesar de medidas positivas que tomou, não embarco no exagero de considerar que foi o salvador do Sporting. Em muitos aspectos, como agora, tem sido um factor de instabilidade. É altura de parar. Porque mesmo que ganhe na Assembleia, não é assim que irá contribuir para a necessária pacificação no Sporting. Reitero o meu apelo: parem este processo suicida. Adiem a discussão em causa para o fim da época. O Sporting merece !

 

publicado às 03:35

 

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A publicação deste texto (Manuel Pinto no post "Ponte de ligação aos leitores") assim como o debate que suscitou podia servir de base a um estudo socio/psicológico sobre o comportamento humano de uma forma geral. E nesse aspecto, mostra a vertente oculta do sectarismo nas atitudes do cidadão, mas que facilmente se descobre no adepto mais fundamentalista do futebol.

 

É deveras interessante verificar a discussão que gerou com mais ou menos polidez. Tivesse publicado o Rui Gomes outro tipo de texto, como faz habitualmente, e que não puxasse a sentimentos tão primários e outro galo cantaria.Dá para ver, que no ADN do adepto de qualquer matriz clubística, está inscrita a defesa do seu clube de uma forma que pode raiar o absurdo, quando distorce factos para defender o indefensável. E quando a argumentação perde todo e qualquer sentido, recorre-se à insinuação, sobre supostas irregularidades do adversário, para equilibrar e justificar as que o seu clube cometeu, como se vê pela amostra.

 

Em relação à questão da hegemonia exercida de forma irregular, desonesta e dolosa por um determinado clube, para obter vantagens sobre os outros, é certo que aqueles que o fazem é porque as circunstâncias o permitiram. Quase ninguém deixa de montar o cavalo do poder, se este passar à sua porta. É da natureza humana. E se o FC Porto o fez em determinado período, como está provado, isso não pode significar que todos os seus êxitos fossem conseguidos por essa via. Teve vitórias porque, também teve grandes equipas, que ganharam interna e externamente, onde não dominava o sistema. Da mesma forma, O Sporting ganhou imensos títulos, na época em que tinha uma fabulosa equipa, aliás a única que na história do nosso futebol ganhou uma imagem de marca: cinco violinos. Também o Benfica ganhou títulos nacionais e europeus com uma equipa de luxo, onde pontificava um super jogador chamado Eusébio. Para quem tem memória sabe que foi essa equipa que serviu de base à selecção nacional que poderia ter ganho o Mundial de 1966.

 

A pior coisa que se pode fazer é simplificar o que é complexo e generalizar o que não é generalizável. Mas esse é o caminho mais fácil usado pelo sectarismo. Este texto, volto a dizer, que o Rui seleccionou e publicou, é a prova provada da irracionalidade assumida. Por lado, mostra que o que desperta a curiosidade e a manifestação da opinião, não são as grandes causas, mas o lavar de roupa suja. Que nesse âmbito este blogue também possa ser pedagógico.

 

Texto de Nação Valente

 

(Pintura de José de Guimarães)

 

publicado às 06:26

E o Sporting, meus senhores ?

Rui Gomes, em 04.10.17

 

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Excelente texto do nosso colega redactor, Nação Valente, publicado originalmente como comentário, integrado no post intitulado "Paulo Pereira Cristóvão responde a Bruno de Carvalho".

 

"Paulo Pereira Cristóvão foi um dirigente do Sporting de triste memória. De uma forma grosseira, procurou acusar um árbitro de corrupção,o pensando que o clube poderia tirar vantagens. Estas práticas são próprias de maus dirigentes e não se coadunam com a grande instituição Sporting Clube de Portugal. No entanto, isso é passado, mau passado. É daquelas acções que tendo existido, devem ser ignoradas. Não trazem nada de bom, nem de interessante.

Mas quem trouxe isto para a luz do dia, numa Assembleia Geral, não foi o Presidente? Qual a necessidade? Se foi um pedido feito ao Conselho Fiscal e Disciplinar porque não ficou apenas no âmbito de este órgão e das suas competências. O que teme Carvalho? Quem tem telhados de vidro pode atirar pedras? Porque não se restringe o Presidente à sua função presidencial, que deve prestigiar? Porque continua nesta deriva de bas fond, que envergonha o clube?

Paulo Pereira Cristóvão foi um péssimo dirigente que procurou viver à conta do Sporting. Bruno de Carvalho é um dirigente que vive à conta do Sporting e que, pelos vistos, distribui benesses a familiares, como se fosse seu dono. Há roupa tão suja que quando se lhe mexe só traz mau cheiro. Salvaguardadas as devidas distâncias e contextos, estão bem um para o outro.
 
E o Sporting, meus senhores?".
 

publicado às 04:37

 

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Já elogiei a coragem de Pedro Madeira Rodrigues ao apresentar a sua candidatura. Parece um homem sério e competente e que o faz pelo Sporting. Também considerei que esta candidatura ainda não aparece com dinâmica de vitória. Tenho estado à espera que apareçam outra(s) outras candidatura(s). Não para dividir mas para unir. Uma candidatura que congregue as diversas sensibilidades oposicionistas.

 

É certo e sabido que muitos adeptos estão anestesiados pela eficaz propaganda do situacionismo, vendo apenas o fogo fátuo da realidade. Parece que muitas figuras importantes da oposição não querem sair da sua zona de conforto. A candidatura de Pedro Madeira Rodrigues, se for a única que vai a votos, tem que ser mais eficaz. Montar um discurso rigoroso e coerente. Mais que promessas avulsas. Não pode dizer e desdizer como no caso do treinador. Como princípio, bastaria referir que cumpre os contratos assinados e que decidiria em função das circunstâncias.

 

É preciso desmascarar a gestão 'brunista' e não apenas em relação aos resultados desportivos. É preciso um balanço rigoroso. É preciso acentuar que para além da bazófia, esta Direcção não acrescentou nada à sustentabilidade do clube. Antes pelo contrário. Se não se constituir uma alternativa forte, Bruno de Carvalho ganha e o Sporting perde.

 

 

                                                                                           Nação Valente

 

publicado às 04:19

 

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Os ditadores aparecem em situações de instabilidade social. Salazar aproveitou o descalabro da primeira República, que se tinha metido numa guerra, e aproveitou a onda de descontentamento. Foi inteligente e manhoso. Soube construir o seu poder absoluto. O povo não foi cobarde nem burro, mas havia muita ignorância como continua a haver.

 

Bruno de Carvalho aproveitou o descalabro, principalmente o desportivo, de Godinho Lopes, para cavalgar a onda. Teve condições para unir e desuniu. Mostrou soberba. Estragou o que começou a fazer bem. Agora faz papel de vítima.


Eu assumo-me como oposição e exerço o meu papel crítico. Não apoio Bruno de Carvalho. Ponto. Se houver um candidato que me mereça confiança apoiarei. Não decido com base em revanchismo.

 

 

Consideração, em comentário, do nosso redactor Nação Valente, no seu post A solidão do poder.

 

publicado às 05:24

 

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Até pode ser que Pinto da Costa esteja limitado pela idade, todos mais tarde ou mais cedo acabamos por estar. Mas também pode ser estratégia, pois continua a ser uma velha raposa. Por outro lado, Pinto da Costa, conhece os meandros do futebol como ninguém e sabe que ainda está chamuscado por casos de arbitragem. Portanto é natural que se afaste dessas polémicas.

 

E com todo o respeito pelas opiniões expressas, eu considero que nesta questão de estabelecer influências não há inocentes. No nosso Sporting, se for possível criá-las, não me parece que sejam enjeitadas. Temos um exemplo bem recente de um membro da direcção anterior, embora concretizado de forma grosseira e muito ingénua.


Bruno de Carvalho apareceu na praça como o grande moralizador, mas apenas de fachada. É impossível que alguém queira, como "outsider", mudar uma realidade muito complexa. O estabelecimento de redes de influência, criticável, mas generalizada, exige muita inteligência, alguma paciência, e nunca se faz através de "sound bites" na praça pública.


Sobre a questão dos "vouchers" em concreto, percebo que os sportinguistas queiram alimentar o assunto com o intuito de descredibilizar a direcção do rival. E considero que se cometeram ilícito, devem ser castigados. Cabe às instâncias adequadas actuar em conformidade. Sem pôr em causa a liberdade que todos temos de manifestar opinião soube o que nos aprouver, prefiro a rivalidade que existe dentro das quatro linhas. Talvez porque já esteja afectado pela marcha inexorável do tempo.

 

                                                                                                                   Nação Valente

 

publicado às 11:15

Um conflito entre duas ideias

Rui Gomes, em 07.09.16

 

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«A leitora LeoaAnimada despoletou aqui uma grande animação com a utilização da frase "dissonância cognitiva". E eu estou-lhe muito grato por ter trazido a jogo a referida expressão, que, lamentavelmente, desconhecia. Não se pode saber tudo, mas o meu desejo de aprender é infinito. E graças a esta leitora Leoa, pude enriquecer o meu conhecimento.


Além do seu esclarecimento procurei aprofundar o conceito e sem muito esforço, embora pela rama,pois que hoje na NET está tudo ao alcance de um clique, encontrei um exemplo, que sendo bastante conhecido nunca tinha relacionado com tal comportamento. Trata-se da fábula de Esopo, "A raposa e as uvas" onde pelo vistos a infeliz ao perceber que não as conseguia comer decidiu que não as queria, numa atitude "da formação adaptativa de preferências, com o objectivo de reduzir a dissonância cognitiva".


A assim ser, a transcrição deste texto de Rogério Alves por Rui Gomes, assim como o seu elogio e sendo ele, diz a leitora, laudatório do actual treinador e por inferência da actual Direcção, que aqui costuma ser criticada, cai-se na área da incoerência. Só que com a transcrição aludida e no comentário que se lhe segue não encontro nenhuma incoerência. Ou seja, aproveita-se o pensamento expresso por Rogério Alves para dizer que a "inteligência, equilíbrio e sensatez" que este demonstra, não existem em Alvalade, em total coerência com o que vem defendendo.


Quero deixar claro as minhas dissonâncias com Rogério Alves, que considero um bom tribuno, e que me merece todo o respeito, mas que nas sua intervenções, na minha opinião, umas vezes dá no cravo e outras na ferradura, se calhar dentro da tal "dissonância cognitiva", se consegui entender o seu alcance. E nestas afirmações discordo dos atributos dados a JJ , como "fala muito a verdade" embora contemporize com "pessoa honesta" retirando o extremamente. Basta consultar o seu histórico.


Por fim, peço desculpa ao Rui por me intrometer neste debate, mas o assunto era por demais aliciante para refrear a minha participação, mesmo correndo risco de meter pé em ramo verde».

 

                                                                                                        Nação Valente

 

publicado às 04:11

 

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«Na minha perspectiva o valor de um jogador tem a ver com vários factores a saber: características próprias, evolução, prestações em campo, função que desempenha, visibilidade, necessidades do mercado, concorrência.

 

São genericamente estes factores que influenciam a oferta de compra. João Mário é o exemplo tipo de uma evolução com estes parâmetros e que justificam uma cláusula mais elevada, que aliás lhe foi atribuída aquando da renovação já no decurso do seu crescimento sustentado.

 

Agora aplicar cláusulas estratoféricas a tudo e mais umas botas não valoriza os maus e coloca desconfiança nos bons. E podem os adeptos acríticos argumentar que a cláusula alta pode justificar um preço alto que não têm razão. Faz lembrar os alunos cábulas que não sabendo a resposta apostam em todas as alternativas.

 

Do mesmo modo dizer que "não é preciso vender" como estratégia para subir o preço parece-me outra falácia. Só se vende quando há comprador e esse paga o que o mercado estabelece, de acordo com condições acima descritas. Além disso, neste "mundo cão" não há muita ingenuidade. Todos sabem que todos precisam de vender. O Sporting Clube de Portugal, não foge à regra. Só se for o Sporting made in BdC».

 

                                                                                                                                  

                                                                                                      Nação Valente

 

publicado às 17:57

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