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Desde quando é que no futebol existe lisura desportiva? No futebol existe competição, também fora das quatro linhas, pela captação e contratação dos melhores activos. Refiro como exemplo, o caso Eusébio. Estava combinado com a filial moçambicana que Eusébio viria para o Sporting. O SL Benfica numa jogada de antecipação ofereceu mais dinheiro e trouxe o jogador. Onde é que está a lisura? Hilário, do Sporting e amigo, ainda tentou convencer Eusébio a mudar. O Benfica escondeu-o. Onde é que está a lisura? E exemplos como este, há muitos.

O Sporting CP considerou que era importante contratar Rúben Amorim para treinador. Fez-lhe uma proposta que este acabou por aceitar. Assumiu pagar a cláusula de rescisão. Alguma ilegalidade? Podia ter esperado até ao fim da época. Podia, mas corria o risco de haver concorrência e começar a preparar mais tarde a época seguinte. Houve lisura? Não. Houve negócio dentro das regras. Infelizmente os negócios não se pautam pela lisura, mas pelos interesses. E quem faça tudo com lisura, que atire a primeira pedra.

Texto da autoria de Nação Valente

publicado às 04:34

O segredo é a alma do negócio

Rui Gomes, em 05.01.21

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A questão colocado pelo Leão do Norte não deixa de ser pertinente e alimenta um debate que está na ordem do dia. Mas sem menosprezar as variadas opiniões, quero fazer a minha reflexão num outro sentido.

O que sabemos de concreto e objectivo, sobre contratações no mercado de Inverno, para a equipa do Sporting CP? Na minha observação, quase nada. O que sabemos é resultante de especulações de jornais e programas televisivos.

Justificam os seus variados palpites com base em fontes. Que fontes?... Basta ver o número de jogadores que são apontados, aquando dos períodos de mercado aberto, e a quantidade que vem. Estes informadores empolam até ao infinito, os "soundbites" que apanham aqui e ali. É o seu trabalho e é disso que vivem.

Depois entram os adeptos com as suas levianas análises e, como peritos de quase tudo, que nós portugueses sempre nos consideramos, lavramos sentenças, como verdades absolutas. Compreende-se no contexto da paixão clubística, mas vale o que vale.

Sobre o assunto, a equipa técnica tem vindo a fazer uma gestão exemplar, deitando sempre água na fervura da praça. Nunca sequer a ouvi referir que precisa de A, B ou C. Poderá ter referenciados jogadores que tragam mais valia, mas se o tem, isso passa-nos ao lado. O que já a ouvimos dizer é que se vier alguém não é para resolver lacunas no imediato, mas constituir valor para o futuro. É uma posição inteligente, que visa também manter o grupo unido. Foi com ele que se chegou até aqui, é com ele que tem que se contar daqui para a frente.

Avançar nomes, avançar características técnicas, avançar reforço de posições, é assunto para vender jornais e alimentar o debate externo. No plano interno temos uma nebulosa e ainda bem. O segredo é a alma do negócio.

Texto da autoria de Nação Valente

publicado às 04:33

Destaque especial no SAPO Blogs

Rui Gomes, em 15.12.20

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Este post - "O lugar dos amantes (1) -  com foco nesta frase, foi seleccionado pela equipa do SAPO Blogs para destaque especial na homepage do SAPO Blogs.

Distinção que nos honra e parabeniza o nosso colega Nação Valente pelo brilhantismo da sua inspiração.

Parabéns!

publicado às 13:00

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Uma partida de futebol são noventa minutos, mais os descontos. E deve ser analisado na totalidade desse período. No jogo com o Famalicão, o Sporting foi superior. Marcou golos e desperdiçou oportunidades. Cometeu erros (dois) que não deveria cometer, mas fazem parte do jogo. Qual é a equipa que não os comete?

Em função do jogo jogado, no final, o SCP teria de ser vencedor, inequivocamente. Não foi, não pelas suas falhas, mas por factores que não controla, nem lhe compete controlar.

Os homens do apito são parte do jogo com uma função específica. São juízes para dirimir "conflitos" do jogo, com a isenção que se exige a um qualquer juiz. Mas antes disso são homens, imperfeitos e sujeitos ao erro. Para evitar naturais erros criou-se uma estrutura de apoio com base nas tecnologias avançadas. O que avançou? Pouco ou nada.

O erro pode ser realmente genuíno, mas ao mesmo tempo, voluntário, embora mascarado de involuntário. A diferença entre a desonestidade e a honestidade está nos pormenores. Os juízes do futebol que praticam a desonestidade, encontraram no VAR mais uma via para direccionar e dissimular os seus actos.

Sem qualquer calimeirismo, os factos comprovam que o Sporting está na lista negra de alguns juízes, ao serviço de outros interesses. Quando põe em causa esses interesses é preciso refreá-lo. Foi o que aconteceu em Famalicão. Toda a estrutura destes juízes, dentro e fora do campo, se uniu de uma forma arrivista. E não foi apenas um lance que esteve em causa, foi todo o jogo.

Neste mundo onde a corrupção é descarada, o Sporting não tem direito a falhar. Não basta ser superior tem de ser muito superior. O "sistema", agora com duas faces, está bem vivo. Protestar não chega. É preciso agir. Como? Essa é a minha grande dúvida..

Texto da autoria de Nação Valente

publicado às 03:33

Haja bom senso!

Rui Gomes, em 27.10.20

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Isto é um clássico. Na questão em causa ou noutra, aparecem críticas, sentenças, quando não condenações, de quem não tem a responsabilidade de fazer. Porque quando tem de fazer, se calhar, nem a sua vida sabe governar.

No caso concreto do Grande Prémio de Fórmula 1 (Portimão), a DGS autorizou a presença de público com um determinado número de espectadores e com normas muito específicas. Quem falhou? A DGS? Não. Quem falhou foi a organização do evento, que não controlou os espectadores, além da irresponsabilidade de alguns que se aglomeraram, sabendo que isso é perigoso e não era permitido.

O que aconteceu neste evento, aconteceria mais facilmente num estádio de futebol, mesmo com metade da lotação. Se há melhor exemplo da razão da não existência de espectadores, aí está. Ou há condições logísticas adequadas para impor as normas, ou não há. Deixar isso à responsabilidade individual é como pôr a raposa a guardar o galinheiro.

A festa do Avante, e mais recente, a peregrinação a Fátima, foram exemplos positivos do cumprimento rigoroso das normas, por parte dos organizadores.

Portanto antes de se atirar pedras deve-se ter o bom senso de ver como as coisas realmente acontecem.

Texto da autoria de Nação Valente

publicado às 02:34

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Ainda a procissão vai no adro, e já o Papa do Norte e o aprendiz de Cardeal do Sul se mostram incomodados. Na minha perspectiva é um bom sinal. É sinal que o Sporting, que nunca foi do "sistema" nem deve ser, está no bom caminho.

O Papa do Norte sempre manipulou instituições e o Sporting CP não ficou à margem. O último presidente, mas terá havido outros, deixou-se ludibriar pelo figurão, talvez por pensar que disso tiraria dividendos. Anjinho!

O do Sul, mais bronco, menos refinado, também já nos comeu as papas na cabeça. Mas agora vai atirando umas pedras, num discurso para os seus apoiantes.

O caminho faz-se caminhando. O Sporting tem de fazer o seu caminho, longe dessa gente. Com confiança, com convicção, com firmeza. Até porque estamos no caminho certo.

Texto de Nação Valente

publicado às 03:03

A árvore leonina

Rui Gomes, em 01.10.20

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A observação pessoal de qualquer realidade é sempre subjectiva, daí a dizer-se cada cabeça sua sentença. Na minha perspectiva, Alexandre Pais parte de um pressuposto errado, ao considerar as claques um ramo da árvore leonina.

As claques não são ramos naturais da árvore, são um enxerto criado por João Rocha, com um objectivo claro: organizar um grupo com a função específica de animar o espectáculo desportivo e apoiar os atletas.

Acontece que esse enxerto evoluiu no pior sentido, e além de um simples ramo quis ser a árvore, ocupando-a e até substituindo-a. Por outras palavras, quis e conseguiu, em certas circunstâncias, governar o Sporting de fora para dentro. O resultado está à vista.

Os presidentes devem exercer o seu poder, sem terem que dividir esse poder com quem não foi eleito. Essa ideia de Alexandre Pais que Frederico Varandas devia fazer cedências e dividir o poder brada aos céus. Neste aspecto, há dois caminhos: fazer cedências e manter mordomias, ou cortar o mal pela raiz. Optou pelo segundo, com as consequências que se estão a ver. Foi, para mim, uma decisão louvável. Se recuar, quem sairá derrotado é o Sporting.

Alexandre Pais conclui que Varandas não cortou a raiz e que este ramo vai renascer. Está, sem dúvida, dependente de resultados desportivos e do equilíbrio financeiro do Clube. E se o prognóstico do jornalista se concretizar e o Sporting voltar a ser governado da rua, continuará num caminho de retrocesso.

Texto da autoria de Nação Valente

publicado às 13:45

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A questão dos adeptos nos campos é polémica e complexa. O comportamento dos adeptos, pelo menos, de parte, é incontrolável dentro do campo. Teria de haver um controlo muito apertado, que exige bastantes meios. Mas a melhor prova é fazer a experiência.

Quando não se está no centro do furação é muito fácil acusar quem tem de lidar com ele. Não houve nenhum milagre português, e nem me parece que essa ideia fosse propalada, sendo elogiados muitas vezes, como fundamentais, o comportamento dos portugueses. O que realmente houve, foi um vasto leque de medidas que permitiram que a situação não se descontrolasse, contrariamente ao que aconteceu, em muitos outros países.

Os "parlapatões" nas suas palavras, estão em todo o mundo. Veja-se o que se passa, neste momento - só para falar da Europa - em Espanha, na França, na Alemanha e até na impoluta Inglaterra, que nos marginalizou, mas que está numa situação muito pior, à beira de grande descontrole. Tudo "incompetentes".

Lidar com um surto pandémico desta dimensão e imprevisibilidade é muito complicado, como se vê a nível global. Ser treinador de bancada, no futebol, ainda se admite. Num caso sério com este, enfim... Criticar a autorização ou não de adeptos nos estádios é aceitável. Fazer apreciações políticas, na minha perspectiva. sem fundamento e conhecimento de causa, chama-se oportunismo. Nem vem a propósito neste espaço.

Texto da autoria de Nação Valente

ADENDA

Parece-me pertinente fazer um esclarecimento a este comentário, contextualizando-o. Este texto resultou de uma resposta ao leitor Greenlight a propósito da questão de não serem autorizados adeptos nos estádios de futebol, com base numa transcrição de declarações do presidente Varandas.

O referido leitor criticou, com todo o direito, essa postura da DGS. Mas para além disso aproveitou, na minha opinião, fora do contexto, para atacar o Governo português, como responsável pela evolução da epidemia, numa perspectiva de posicionamento político, que não me pareceu adequado ao que estava em debate.Reafirmo que o debate de adeptos nos estádios faz parte da manifestação livre de opinião, no âmbito em que se insere.

Espero ter esclarecido eventuais leitores sobre o que escrevi.

Nação Valente

publicado às 04:18

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A Academia do Sporting, pioneira na formação de atletas, e reconhecida em todo o mundo como excelente, também é, neste contexto uma mais valia. Ganhou prestígio pela sua competência. Não é obra de uma pessoa mas de muitas. Sem pretender menorizar outros contributos, é justo salientar o nome de José Roquete, como exemplo. Aurélio Pereira cujo nome está ligado à descoberta de talentos, merece a gratidão do Clube, mas é mais um (embora importante) nesse esforço colectivo.

Todos (e são muitos) os que estiveram ligados à formação mereciam ter o seu nome, do ponto de vista simbólico, com referência. A verdade é que só pode ser um. E seja qual for a solução, nunca será consensual. O único consensual será José Alvalade, com nome no estádio, porque sem o dinheiro da sua família, dificilmente o projecto "Sporting" teria tido pernas para andar. Mas na época, também não esteve sozinho.

Porquê Cristiano Ronaldo? CR7 foi formado no Clube, a quem deve muito, mas deve muito mais ao seu talento, e sobretudo ao seu trabalho. É um nome conhecido em todo o mundo, que se confunde com o do próprio país. Dar o seu nome à Academia do Sporting, com a sua concordância, traz visibilidade e prestígio ao Clube. Voltando ao início do comentário, para além da homenagem ao atleta, também saem reforçados os interesses do Sporting.

A polémica que se gerou não tem nenhum sentido. Apenas se compreende à luz da guerra contra a actual Direcção. Tivesse ela sido tomada pela anterior e haveria festa e foguetório.

É o Sporting que temos.

Texto de Nação Valente

publicado às 04:20

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Diz-se que o destituído nunca será alternativa para o Sporting. A utilização da palavra nunca é falível. Os brunistas sabem que Bruno de Carvalho não pode concorrer a breve prazo à presidência. Mas pode concorrer com um testa de ferro e entrar, permitem-me a expressão, pela porta do cavalo. E essa deve ser a estratégia dos brunistas porque não são todos tolinhos.

Não digo que o descontentamento com a má época desportiva seja apenas de brunistas. Mas são eles a locomotiva e não pretendem tirar Varandas, para colocar um presidente que não os represente. Claro que não são suficientes e precisam de arregimentar tolinhos, como já aconteceu durante quase cinco anos.

O desespero, melhor a pregação do desespero, que por aqui se vê pretende isso mesmo. Colocar a "tolice" à frente do Sporting. Esta Direcção cometeu erros, mas esteve sempre muito condicionada. Diz-se que Alcochete foi há dois anos. É ler a história e ver quantos anos são precisos para sair de grandes catástrofes. Alcochete, na dimensão de um clube desportivo, foi uma grande catástrofe. Não admitir isto como ponto de partida da análise, é como construir uma casa pelo telhado.

Texto de Nação Valente

publicado às 03:35

Rúben Amorim descarta Adrien Silva?

Rui Gomes, em 10.08.20

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Caro Júlio,

O amigo deve continuar a acreditar no pai Natal. Diz que não percebe por que não quer Amorim, Adrien?

Veja o absurdo. Adrien numa entrevista onde disse que se ofereceu ao Sporting, mas que não estava na lista de aquisições do Clube. A assim ser, porque raio tinha que estar? Adrien não tem contrato com outro clube por mais um ano? Esse clube colocou-o á venda? Se sim, por quanto dinheiro? E qual é o seu vencimento?

Mas ainda mais absurdo... O mesmo Adrien, na dita entrevista, afirmou que se o Sporting não o queria, podia ir para o Benfica. E fartou-se de dar "graxa" a JJ. Afinal o que pretende Adrien?

Há quem acredite na fada madrinha. Eu até posso acreditar em fadas e fados, mas não em madrinhas.

Comentário de Nação Valente

publicado às 03:34

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As novas tecnologias vieram para ficar, e estarão no nosso futuro próximo cada vez mais presentes. O conservadorismo sempre existiu na história da humanidade. Não é por acaso que se fala de "velhos do Restelo". Mas o progresso, mais tarde ou mais cedo vencerá.

Se o Sporting instalar o I-Voting dará um passo decisivo e pioneiro na democratização do Clube, permitindo a todos os associados, uma participação activa na sua governação. Mais, criará uma verdadeira igualdade entre todos os sportinguistas, desde o Minho ao Algarve. Deste modo o nosso Clube pode dizer com propriedade que é de Portugal e não apenas de Lisboa.

Esta mudança tem riscos? Possivelmente... O que não tem riscos? Viver não é um risco? A questão é que os riscos podem e devem ser calculados. Não podem é limitar a aplicação de soluções inovadoras.

Texto de Nação Valente

publicado às 06:04

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A análise de Barbosa da Cruz está correcta. E é tão evidente, que é uma verdade à La Palice. Também não vejo no texto explícita ou implícita qualquer venda da SAD. Mais, não vejo qualquer sugestão concreta. A frase "no futebol tem de mudar de vida" é tão vaga que dá para imaginar tudo. O que não dá para imaginar é meter a SAD ao barulho, até porque se refere apenas ao futebol jogado.

Penso que Barbosa da Cruz não aponta mudanças específicas porque não as têm. No ponto em que nos encontramos, nem sei se haverá quem as tenha. Estamos há muito num ciclo pernicioso difícil de inverter.

Apostar na formação, talvez seja uma hipótese, mas não chega, porque é volátil. Produzir e vender activos com certo valor, outra, mas não é taxativa. Arrumar a casa limpando o lixo tóxico, inevitável. Criar uma estrutura profissional competente, imprescindível.

Em suma há uma multiplicidade de factores simultâneos e conjugados que precisam de algum tempo. E há um factor fundamental, que não vejo no horizonte; a compreensão realista dos adeptos. Enquanto assim for não há direcções, sejam elitistas ou populistas, que resolvam o problema.

Texto de Nação Valente

publicado às 03:34

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Sempre disse que um dos pontos fracos desta Direcção foi a gestão do futebol, aliás, como outras, umas vezes por falta de recursos financeiros, outras por excessiva e má aplicação desses recursos. O problema, na minha perspectiva, tem a ver com a tentativa de ganhar um campeonato a qualquer preço.

Desde há muitos anos que o futebol é hegemonizado por dois clubes, muitas vezes de forma desonesta. Das duas uma: ou o Sporting segue o mesmo caminho,do que discordo, ou tem de construir uma base sólida, sem pressas e sem pressão no imediato, ou vai esperar muitos mais anos para conseguir ganhar campeonatos.

Ao adepto de futebol, de uma forma geral, pouca interessa se os resultados se conseguem dentro do campo, ou nem tanto. Por isso, se perpetuam no poder as Direcções do SLB e FCP. No Sporting o ex-presidente destituído procurou seguir as pisadas do "mestre" do Norte, mas faltou-lhe sagacidade e inteligência. Se tivesse ganho um campeonato a história seria diferente. Mesmo assim, mais tarde ou mais cedo, teria feito asneira porque faz parte da sua natureza.

Texto da autoria de Nação Valente

publicado às 05:46

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Nos meus textos neste blogue fui opositor a BdC. Sempre disse e continuo a dizer que não tinha e nunca terá perfil para dirigir uma instituição como o SCP.

Quando chegou à presidência, o Clube tinha mais de cem anos, com um grande currículo de vitórias nacionais e internacionais. Estava, há muito, implantado em todo o território, com milhões de adeptos, com um grande estádio, uma escola de formação e centenas de filiais. Esse senhor não acrescentou nada de essencial.

Quem merece ser lembrado e elogiado são os seus fundadores, sem os quais o Sporting não existia. Quem merece ser elogiado são as suas Direcções que ao longo de décadas o transformaram de um Clube de bairro, num Clube de âmbito nacional e internacional.

Bruno de Carvalho foi um fenómeno de populismo como há muitos exemplos ao longo da história. Capacidade discursiva para manter as massas iludidas, como se fosse o salvador da pátria, adulado e seguido cegamente.

Posto tudo isto, e em relação à sua queda, os factos mostram que apenas se deve à sua incompetência racional e emocional. Não foi ele que sempre disparou para dentro contra atletas e treinadores? Não foi ele que criou órgãos ilegais para se manter o poder? Não foi ele que se recusou a ir a uma AG legítima? Não foi que conseguiu virar contra si cerca de 70% dos votantes, que antes o tinham apoiado? Antes era bons sportinguistas e depois passaram a ser todos sportingados?

Podem escrever mil e um comentários sempre a repetir o mesmo, e a insultar quem não é seguidor de religiões, brunistas ou outras. Com toda a modéstia não têm razão. O Sporting Clube de Portugal sempre foi dos sportinguistas e continuará a ser. Nunca mais poderá é ser de uma qualquer facção.

Texto de Nação Valente

publicado às 03:49

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***Este texto é da autoria de Nação Valente.

Já tive ocasião de escrever num outro texto que estes tempos extraordinários que vivemos, com condicionamentos e reflexos imediatos, nomeadamente na economia mundial, não vão mudar nada nos comportamentos e atitudes.

Se agíssemos de acordo com bons princípios e reflectíssemos à luz do que se está a passar, perceberíamos que a nossa condição humana é extremamente frágil, e deveríamos chegar à conclusão que, para bem de todos, devemos ser mais solidários, mais humildes, mais racionais.

Mas nós somos o que somos... egoístas, arrogantes,com baixos níveis de formação cívica, porque é essa a genética da natureza humana. Muitos pensadores através dos séculos têm defendido que a natureza humana pode ser melhorada através da educação, mas até agora a evolução é muito reduzida.

Tudo isto e mais se reflecte na incapacidade de nos colocarmos no lugar do outro para o compreender e respeitar. Estes jovens que praticam agressividade gratuita, mostram até que, em certas camadas populacionais, estamos perante uma séria involução. As claques dos clubes são um refúgio de jovens sem valores, que se associam, não tanto em função do apoio ao desporto, mas muito mais para formarem grupos radicais, que funcionam com gangues violentos.

Desta vez foi (supostamente) um grupo associado ao SLB que atacou adeptos do SCP, possivelmente a comemorar publicamente, sem autorização, em tempos de confinamento. Foram os agredidos. Mas, noutra altura, poderão ser agressores. Quando é que os adeptos ordeiros percebem, de uma vez por todas, que esta gente não faz falta ao futebol?

Por outro lado, o Rui Gomes diz que o mal não está só nos dirigentes, mas também está nas autoridades. Veja-se o que se passa a propósito da utilização dos estádios no recomeço do campeonato. Não aprenderam nada e nem sequer vão aprender. O nosso futebol, com raras excepções, está inundado por mau dirigismo. E é também graças a isso que estas situações violentas continuam.

publicado às 04:17

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Neste momento, o futebol é uma indústria gigante que envolve muitos milhões e da qual desfruta muita gente, mas não é uma indústria produtiva, no sentido de contribuir para a produção de bens e serviços necessários à sobrevivência da humanidade.

Vive-se de pão, mas não de futebol. Apesar disso, a situação da actividade desportiva não deixa de ser de enorme complexidade. Numa situação limite, se acabasse, provocaria uma catástrofe económica, pelo número de pessoas que colocaria no desemprego.

Mas não duvidamos de modo algum que a actividade desportiva irá continuar, não apenas pelo peso económico que representa, mas pelo papel que desempenha na componente lúdica, bem inerente ao ser humano. Contudo, não pode sobrepor-se às necessidades de sobrevivência. Em primeiro lugar estão as vidas humanas, sem as quais nada existe.

Deste modo, o futebol só pode voltar aos estádios em absoluta segurança. É certo que a natureza humana, com o seu inerente egoísmo, não vai querer perceber que é tempo de pôr de parte rivalidades para salvar o desporto. Quando a situação melhorar, cada qual vai querer "puxar a brasa à sua sardinha" e a guerra entre "tribos" vai voltar. Não me parece fácil a resolução do problema.

Ou se resolve terminar as provas ainda em disputa, e reajustar todos os calendários, ou se anulam todas as provas para efeito de atribuição de títulos, salvaguardando a continuidade das competições europeias, através de um acordo entre todas as federações. Mas, tendo em conta os interesses envolvidos, é um bico de obra.

Texto da autoria de Nação Valente

publicado às 05:03

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Violino?

Não sei se o caro é um "violino" mas se o é parece-me triste e desafinado. Desafinado com a nova orquestra, porque continua a tocar na antiga. E tudo aquilo que toca é a música velha.

A sua muito saudosa Direcção dividiu como nenhuma outra. Sportinguistas e sportingados estavam sempre na pauta. Lembra-se? Expulsões por vingança? Lembra-se?

A saudosa Direcção tocava num só tom. Incompetência: afundou o Sporting; inoperância: para além de basófia e música pimba nada mais ficou no ouvido; opaca e cinzenta: nunca os sportinguista estiveram tão enganados sobre a realidade do Clube; esperança no futuro: eis o grande trunfo da anterior Direcção. Mas ao fim de seis anos o futuro não tinha saído do passado.

Novas eleições no Sporting?... E porquê? A difícil situação financeira encontrada não está a ser controlada?... Dos activos desbaratados no ataque à Academia de Alcochete, não se conseguiu minimizar os prejuízos?... O domínio do Clube por claques vocacionadas para a marginalidade, não está a ser recuperado?... Os Estatutos estão a ser violados?

Cometeram-se alguns erros na gestão do futebol profissional? Os resultados não são cem por cento positivos? E com que Direcção o foram? Com a anterior? E porque não pediu então a sua demissão? Se se pedir a demissão de uma Direcção por resultados desportivos qual a sua duração? Um, dois anos?

Realmente que triste fado, o de um Clube que tais adeptos tem. Saudades dos verdadeiros violinos e da sua música.

Nação Valente

publicado às 06:03

Imaginações maleficentes

Rui Gomes, em 28.11.19

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A teoria Schmeichel ou Mike Portugal (mais moderada), é, desde sempre, que Alcochete foi uma "golpada" do empresário Jorge Mendes para tirar activos ao Sporting. Contra todas as evidências, considera(m) que foi um ataque organizado e executado por forças exteriores ao Clube.

Agora acrescenta que a culpa até foi dos próprios jogadores. Pior ainda, para defender o indefensável, mete ao barulho o caso do Guimarãres, como se ambos fossem similares. E para cereja em cima do bolo do absurdo, condimenta com o conflito da actual Direcção com duas claques.

Mas que caldeirada mais sensaborona, que já mete ciganos, para defender o indefensável. Alcochete foi um caso muito grave, sem qualquer paralelo. Alcochete foi consequência de factos conhecidos, que começaram muito antes, e continuaram depois do ataque.

Alcochete foi consequência de uma presidência inconcebível num clube centenário e sério. É um caso de polícia mas também de estudo psicológico, pelo que aconteceu, e pelo que ainda está a acontecer nas franjas alienadas de alguns "sportinguistas".

Nação Valente

***Pintura de Norman Rockwell

publicado às 03:18

Nação Valente explica...

As chamadas chicotadas psicológicas, aplicam-se aos treinadores

Rui Gomes, em 24.10.19

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Comentário do leitor LeãoCapel:

"Essa é boa. Então mas agora para alguém se demitir ou ser demitido é preciso "razões legais" ? As empresas estavam tramadas, então...".

Explicação de Nação Valente:

"As demissões em qualquer sector de actividade são sempre regulamentadas pela lei. Por isso é que vivemos num Estado de Direito. Mas não misture alhos com bugalhos.

O presidente do Sporting Clube de Portugal foi legitimamente eleito de acordo com os Estatutos do Clube, para um mandato de quatro anos. Não é um contratado, como um treinador, por exemplo. Percebe a diferença?

A demissão de um presidente ou de outros dirigentes eleitos, só é possível se este ou estes infringirem os Estatutos. Neste sentido, os resultados desportivos não são motivo para demitir Direcções. Se fossem, não havia nenhum presidente que concluísse mandatos. As chamadas chicotadas psicológicas, aplicam-se aos treinadores.

Agora, à margem da resposta, deixe-me confessar-lhe uma coisa: não sei porque lhe estou a explicar isto, já que mesmo que entenda, não lhe interessa entender".

publicado às 13:09

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