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Uma reportagem do jornal Negócios, intitulada "Benfica "ajudado" em 65 milhões, conclui PJ", datada 28 Janeiro 2010, para quem tem memórias curtas e propensas:

A Polícia Judiciária acaba de concluir a investigação ao contrato-programa assinado em 2002 pela Câmara de Lisboa, EPUL, Benfica e Sociedade Benfica Estádio SA, concluindo que as formas de apoio acordadas e atribuídas ao clube da Luz para a construção do estádio "consubstanciam verdadeiras comparticipações financeiras, concedidas por instâncias municipais".

Segundo noticia hoje o "Jornal de Notícias", que cita um relatório da Inspecção-Geral de Finanças que suportou o trabalho da Judiciária, o “contrato contrariou os normativos legais vigentes", por não terem sido quantificados devidamente os encargos das entidades públicas envolvidas em desrespeito pelos princípios da boa gestão dos dinheiros públicos.

O mesmo jornal revela que no contrato-programa firmado antes do Euro 2004, a Câmara e a Assembleia Municipal de Lisboa “instrumentalizaram a EPUL”, que assumiu encargos directos de 18 milhões de euros na prossecução de fins estranhos ao seu objecto social. Montante a que se somam mais 47 milhões, já que o documento assinado permitiu ao Benfica vender um terreno à EPUL e receber outro do município da capital.

Pedro Santana Lopes, que ocupava a presidência da Câmara, não é arguido neste processo, ao contrário do seu “vice” Carmona Rodrigues que é um dos cinco arguidos constituídos durante a investigação. Carmona disse aos investigadores que o processo era tratado directamente por Santana, que inquirido como testemunha reconheceu que as negociações com o clube da Luz para a elaboração do contrato-programa foram conduzidas por si e pelo vice-presidente.

Jornalista António Larguesa

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Um breve vídeo pela revelação de Manuel Vilarinho que o Benfica falseou certidões para poder participar no Campeonato Nacional.

Estes, apenas dois episódios entre vários outros que ocorreram ao longo dos anos por obra do clube da Luz.

Nota: Para este post, aproveitei as referências de um leitor não identificado.

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publicado às 04:00

O pirata e o presidente

Rui Gomes, em 18.09.18

 

Rui Pinto terá assegurado um lugar na história do futebol profissional português. Não pelo método, obviamente ilegal, mas porque os muitos documentos que alegadamente obteve e difundiu provocaram um terramoto judicial de dimensões inéditas e consequências ainda difíceis de prever.

 

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O 'hacker' português pode até ser movido pelo desejo de expor os "podres" do futebol, como chegou a dizer, mas é evidente que o fazia por dinheiro. Sendo o modo e a conduta condenável, Rui Pinto não teria a atenção que está a ter caso não houvesse matéria nos servidores dos clubes que aponta para actos de gestão questionáveis e a intenção de adulterar a verdade desportiva, em particular no caso do Benfica.


O quadro pintado pelos vários casos em curso de justiça do futebol português é o de uma competição onde existe um sistema de condicionamento dos seus agentes e uma luta permanente pelo domínio desse sistema. Há um jogo de bastidores a que se dedica tanta energia como à competição dentro das quatro linhas.

Energia e recursos, humanos e financeiros. Era assim no tempo do Apito Dourado e do Apito Final e é assim agora, ainda que com novos intervenientes. São árbitros, agentes da liga e até judiciais, numa imensa teia de influência.

A forma como o FC Porto e Franscico J. Marques aproveitaram os emails, pagos ou não pagos, obedece à mesma lógica. Mais do que remeter elementos para a justiça e deixá-la fazer o seu papel, os emails serviram para tentar conseguir vantagem fora do campo. Não foi uma limpeza, só mais sujeira.

As suspeitas do E-Toupeira são o grau zero, ao somarem a tudo o resto a violação do sistema judicial. É uma enorme ironia que um esquema que permitia o acesso electrónico a processos usando 'passwords' roubadas tenha sido descoberto em mensagens de correio electrónico roubadas por um 'hacker'. Quem com ferro mata…

Luís Filipe Vieira pode lavar as mãos, até porque não é arguido neste caso, mas ninguém acredita que não soubesse ou ordenasse. A saída de Paulo Gonçalves não o iliba. Qual a conduta mais condenável, a do pirata ou a do presidente?

Numa altura em que se discute a recondução de Joana Marques Vidal, o trabalho do Ministério Público nesta matéria é mais um elemento que concorre para a sua manutenção no cargo, que felizmente vai parecendo cada vez mais certa. Tal como noutros domínios, há outra esperança no fim da impunidade.

Mas ela é muito ténue. Enquanto nós adeptos continuarmos a encher estádios e audiências televisivas com total indiferença em relação ao comportamento ético dos líderes dos clubes, dificilmente teremos mudanças de fundo.

 

André Veríssimo, director jornal Negócios

 

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publicado às 15:15

 

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A gestão de tesouraria da Sporting SAD obriga à transferência de jogadores até 30 de Junho para assegurar a entrada de pelo menos 15 milhões de euros, o valor que estava previsto encaixar com uma emissão obrigacionista que tem vindo a ser adiada devido à turbulência que se vive em Alvalade. Fonte oficial do Sporting CP indicou ao Negócios que até ao momento as propostas que chegaram ao Clube são pouco atractivas, tendo sido recusadas.

 

Reportagem de Pedro Curvela, jornal Negócios

 

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publicado às 04:01

 

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Bruno de Carvalho deve sair da presidência do Sporting. Esta é opinião, quase unânime dos inquiridos do barómetro da Aximage realizado para o Negócios e o Correio da Manhã. Questionados sobre o que deve fazer Bruno de Carvalho depois de tudo o que se tem passado, 87,6% dos inquiridos é da opinião que o líder desportivo deve abandonar o clube de Alvalade. Em contrapartida, só 9,3% são favoráveis à sua continuação como presidente do clube e 3,1% não tem opinião formada.

Esta sondagem foi realizada entre os dias 9 e 12 de Junho, ou seja, antes de serem conhecidas as últimas três rescisões de jogadores do Sporting (Rafael Leão, Battaglia e Ruben Ribeiro), bem como da decisão do Tribunal da Comarca de Lisboa de proibir a realização de duas assembleias gerais, marcadas para 17 e 21 de Junho, marcadas pela comissão transitória da mesa da assembleia geral nomeada por Buno de Carvalho. Ao invés, o tribunal validou a assembleia geral destitutiva de Sporting de 23 de Junho, agendada pelo presidente demissionário da mesa da assembleia geral do clube, Jaime Marta Soares.

A sondagem revela ainda que, entre os inquiridos segmentados por clube preferido, é no sei dos benfiquistas que é mais predominante a ideia de que Bruno de Carvalho deve sair do Sporting. No universo dos adeptos do clube da Luz, 90,4% considera que é essa a solução. Entre os sportinguistas também existe uma corrente muito expressiva nessa direcção, na medida em que 87,2% defende a demissão do líder leonino. Já os maiores defensores da continuidade de Bruno de Carvalho, na segmentação por clube preferido, são os adeptos do FC Porto, uma visão expressa por 14,7% dos inquiridos.

 

FICHA TÉCNICA

 

Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 602 entrevistas efectivas: 281 a homens e 321 a mulheres; 58 no Interior Norte Centro, 85 no Litoral Norte, 105 na Área Metropolitana do Porto, 109 no Litoral Centro, 167 na Área Metropolitana de Lisboa e 78 no Sul e Ilhas; 94 em aldeias, 167 em vilas e 341 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral. Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 9 a 12 de Junho de 2018, com uma taxa de resposta de 75,6%.Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 600 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma "margem de erro" - a 95% - de 4,00%). Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.

 

Reportagem de Celso Filipe, jornal Negócios

 

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publicado às 11:24

 

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* Negócio de João Mário estará prestes a ruir, o que não será necessariamente mau, se o jogador não permanecer contrariado em Alvalade, ou se esta sua permanência se revelar fundamental à conquista de títulos.

 

Março de 2015, Estados Unidos

 

A General Electric encontrava-se novamente perante o abismo, após a grande crise de 2008. O outrora poderoso grupo (que chegou a ter uma cotação de 280 Biliões de Dólares em Bolsa) avaliava-se neste momento pouco mais de 30 Biliões de USD, fruto de uma desastrosa política financeira de sobrevalorização de activos sobre os quais não detinha suporte (cash flow) suficiente para os manter. Na ocasião, uma das maiores Holdings gestoras de participações norte-americana – a JP Morgan – procurava desbloquear um cativo patrimonial de 33 Biliões de USD à GE (que detinha património imobiliário um pouco por todo o mundo avaliado em cerca de 10 de Biliões de USD). Sem sucesso.

 

Para ultrapassar o impasse, eis que surge então um novo grupo de Private Equity, que com uma “pequena” equipa de 98 gestores, 4 semanas de trabalho e um Leverage Buyout (quando se adquire a participação pela compra de dívida), delibera a cisão total dos “activos tóxicos” da GE, possibilitando o grupo industrial concentrar-se exclusivamente na sua recuperação financeira. O resultado? Aumento de 11% em Bolsa com o fecho de ano a alcançar 17,3 Biliões em lucro (contra 27 Biliões negativos do ano anterior).

 

"This type of business provides us with deep insight into the market, letting it put more capital to work.”

Uma fonte da GE, ao Wall Street Journal

 

Agosto de 2015, Lisboa

 

Proveniente de Inglaterra, chega a Alvalade uma proposta de aquisição do passe de Carrillo por valores a rondar os 50% do montante descrito pela cláusula compensatória desportiva entre o atleta e o clube. O Sporting rejeita a proposta, considerando a aposta no jogador fundamental às suas aspirações imediatas – eliminatória de acesso à Liga dos Campeões. A equipa inglesa e o atleta são porém informados que a partir o 26 de Agosto – após o jogo da segunda mão com a equipa de Moscovo, haverá abertura a diálogo. O Sporting tinha eliminado recentemente SL Benfica no jogo a contar para a Supertaça, e todas as expectativas estavam elevadas para uma época de sucesso desportivo e financeiro.

 

O primeiro jogo com o CSKA corre de feição. Carrillo tem uma das melhores exibições, estando presente nos dois golos do Sporting. A astúcia de Bruno de Carvalho no adiar do negócio estava “alinhada com as estrelas”. Dias mais tarde, perante a nossa eliminação, chega-nos uma segunda proposta por valores bem mais baixos dos que apresentados anteriormente. O Sporting rejeita a proposta, oferece um novo contrato ao jogador (elevando para o dobro a cláusula de rescisão) oferecendo metade do vencimento líquido descrito na proposta do clube inglês. O resultado? A história que todos conhecemos.

 

“If it's good only appears the proposal of Leicester, that colossus of world football? When I was young I also believed in Santa Claus, but then I stopped believing."

Bruno de Carvalho, 2015

 

Uma reflexão

 

Deverá imperar alguma ponderação nesta política de sobrevalorização de activos e posição negocial de “off-business” a que a que se está a sujeitar o Sporting, afim de evitar graves riscos a médio/longo prazo pelo inflacionamento do impacto salarial. Entre o Sporting não querer vender ou os clubes não quererem comprar ao Sporting, poderá existir uma falta de razoabilidade que iniba o aparecimento de mais propostas por um jogador nosso, partindo do princípio que as maiores verbas a circular nesta industria são efectivamente as transacções entre clubes. Esta posição do Clube poderia ter feito bastante sentido há alguns anos atrás, quando emergiam os Fundos ou se contratavam “Hulk’s” por 60 Milhões. Hoje, devemos considerar a criação de relações entre clubes e Cash-Flow imediato como uma solução para os próximos 10 anos, afim de se garantir estabilidade desportiva no clube (e financeira obviamente), que a falta de soluções de receitas próprias não nos permite manter. Não se trata do Sporting ter de aceitar qualquer proposta que nos ofereçam por um activo, mas do facto de estarmos a negociar com apenas um clube que na realidade não tem capacidades financeiras para alcançar o que o Sporting pretende.

 

Outra face deste modelo de gestão é a observável dificuldade em valorizar jogadores de segunda linha para o mercado primário – à excepção dos campeões europeus – algo em que o nosso treinador terá sido bem sucedido no passado. Poderão Gelson, Matheus e Semedo valorizar tanto quanto João Mário ou William, por exemplo? Dois caminhos nos podem assistir: a opção entre esta política de marchand de obras de arte, ou o aproveitamento reconhecido das aptidões de Jorge Jesus em formar, valorizar, ganhar e vender.

 

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publicado às 13:00

Consideração do Dia

Rui Gomes, em 03.10.15

 

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Os principais negócios de Pedro Santana Lopes e José Roquette durante o período que levou ao título de 1999/2000 e que lançaram os alicerces para o segundo em 2001/2002, já com António Dias da Cunha na presidência.

 

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publicado às 12:24

Vendas à Porto

Rui Gomes, em 13.06.13

 

Um excelente artigo por Pedro Santos Guerreiro - jornal Record - que não diz tudo, mas o que diz é bem verdade, sobre os negócios e a própria existência do FC Porto, assente em uma estrutura liderada por Jorge Nuno Pinto da Costa: «Os anos passam e o cenário repete-se. Como sempre, o FC Porto ganha o campeonato. Como sempre, o FC Porto vende jogadores. Como sempre, faz negócios milionários. Tirando a chico-espertice de João Moutinho, vendido a um preço oficial que prejudica (e lesa) o Sporting, é "limpinho limpinho".»

 

O artigo completo pode ser lido aqui.

 

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publicado às 22:46

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