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As Notas de Julius (13)

Rui Gomes, em 28.02.21

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Na 13.ª edição desta rubrica, o leitor tem assim a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que o nosso colaborador Julius atribuiu aos jogadores do Sporting e a outros intervenientes do jogo de ontem com o FC Porto - a contar para a 21.ª jornada da Liga NOS - que terminou com um empate a zero.

"Muita coragem, muito coração e o querer escrever os seus nomes para a eternidade. Onde vai um vão todos e agarraram-se uns aos outros ontem no Dragão, porque o querer é poder e estes rapazes demonstram que querem mesmo serem campeões. E já ninguém duvida, no País inteiro e todos os portugueses espalhados pelo mundo inteiro que desde o início do campeonato têm acompanhado a esta heróica caminhada de Rúben Amorim e os seus muchachos. Alguém disse que era fácil desmontar esta equipa do Sporting. Pois....!!! Mas tantos têm tentado, inclusive quem já teve três oportunidades para o provar, e o melhor que conseguiu é estar com 10 pontos de atraso. Melhor que se dedique a desmontar legos... poderá vir a ter melhor sorte".

DESTAQUE - JOÃO MÁRIO - 5 -  Chegou o momento das decisões e chegou também o melhor da forma do João Mário, quem o Sporting mais precisava, fez um jogo de grande sacrifício mas muito focado nas suas enormes capacidades, percebeu o alarme e assumiu a responsabilidade e a despesa de carregar a equipa, sempre rodeado de adversários sentiu-se como peixe na água a desgastá-los, como Palhinha correu quilómetros, os dois valeram por quatro, naquele meio campo quase sempre mais azulado.

ANTONIO ADÁN - 4 - O melhor sector da equipa foi sem dúvida a defesa, que em geral estiveram todos muito bem sem erros de maior gravidade. O ex-madrileno mostrou-se sempre muito seguro com nervos de aço; o trio Adán, Coates e Feddal tem sido o melhor desta Liga e os principais causadores de ser de facto difícil marcar um golo ao Sporting.

PEDRO PORRO - 3 - Teve vida difícil, é moda agora os treinadores adversários taparem os corredores ao Sporting na tentativa de anularem as saídas de Porro e Nuno Mendes o que passa a ser um grande desafio para o treinador encontrar soluções. Estava encostado ás cordas quando chegou o Matheus Nunes para o salvar e foi um grande alívio, voltou a respirar a partir daí.

GONÇALO INÁCIO - 3 - Acusou a responsabilidade e tremeu algumas vezes falhando alguns passes na saída, melhor a defender mas teve algumas hesitações; serão certamente as dores do crescimento. A barra hoje tinha mais peso, nomeadamente emocional.

SEBASTIÁN COATES - 5 - Foi um pronto socorro em todo o jogo, aparecia em todo o lado sempre com cortes e mais cortes da bola ao adversário, tem sempre o cabo de aço bem seguro na mão para que os colegas do lado se segurem sempre nas horas de aflição. Que grande temporada Sebastián!

ZOUHAIR FEDDAL - 4 - Muito activo e manteve-se sempre seguro no seu posto; teve dificuldades na saída, mas hoje todos tiveram. Ficou mais difícil na segunda parte depois do Nuno Mendes estoirar e perder reacção, teve o golo nos pés mas não foi tão rápido. O Conceição quis explorar o amarelo que levou metendo o Conceição júnior em "cima" dele mas " no pasó nada".

NUNO MENDES - 3 - Como Porro viu hoje o seu corredor com as portas trancadas e não ousou aventurar-se; e nas poucas vezes que o fez, não esteve tão bem nos cruzamentos; travou uma luta tremenda do seu lado e terminou de rastos, já não dava para mais. Ainda por cima, carregado muito cedo com um amarelo.

JOÃO PALHINHA - 5 - Foi muito difícil escolher o homem do jogo entre ele e o João Mário; agora, além de ser o "polvo" da equipa, é também mágico, aparece do nada fazendo desaparecer o adversário e fica ele com a bola; a TV tem de repetir a jogada em modo mais lento para todos percebermos melhor como o faz. Está em grande forma e é seguramente dos que mais merece ser campeão nacional, porque um campeão já ele o é.

POTE - 2.5 - O ataque não funcionou bem, teve poucas bolas e quando as teve falhou no critério; ontem o Pote até foi dos que mais falhou e foi mais culpado por ofensivamente o Sporting não ter causado danos à defesa do FC Porto; exigia-se mais rapidez a pensar e a executar; devia pelo menos ter segurado melhor a bola.

NUNO SANTOS - 2.5 - O Nuno é sempre uma incógnita e ontem quase sempre tudo lhe correu mal; até nas faltas não teve sorte; desastrado nos cruzamentos. Sabe fazer muito melhor. Que felicidade estar numa equipa com uma defesa de betão que até dá para passar umas férias lá na frente. Devia ter saído mais cedo.

TIAGO TOMÁS - 2.5 - O jovem nunca desiste de um único lance; levou uma 'paralítica' do Mbemba e terá aprendido com isso mais uma lição; foi presa fácil para os Pepes do Conceição.

MATHEUS NUNES - 4 - Depressa percebemos que devia ter sido lançado mais cedo no jogo; entrou com a corda toda e quase que desmantelava o FC Porto do seu arrogante treinador; com mais frieza fazia um golo monumental depois de uma fuga pela direita que matou o Otávio em que teve que meter o resto que tinha do turbo para correr atrás dele com a língua de fora e teve que sair logo a seguir.

BRUNO TABATA - 2 - Pouco se viu e pouco acrescentou quando o FC Porto já fazia as últimas tentativas do tal desmantelamento, através de bombardeamento aéreo e oferecia espaços que o Bruno não conseguiu aproveitar.

JOVANE CLABRAL - 2 - No mesmo nível de actuação do Bruno Tabata, pouco se deu por ele, mas também já era mais hora de defender o tesouro dos dez pontos.

MATHEUS REIS - 2 - O Rúben Amorim arriscou levando o jovem Nuno Mendes ao último fragmento da sua energia, podia ter corrido mal, o Matheus já o devia ter substituído mais cedo, fresco e sem amarelo daria a segurança que se exigia com a entrada do Conceição júnior, até porque o Feddal já dava sinais de começar a ceder.

RÚBEN AMORIM - 4 - Teste ultrapassado ao mais alto nível no Dragão contra o rival mais forte e que mais ameaçava a vantagem do líder Sporting. Estamos de facto rendidos à excelente coordenação da sua equipa e da forma como construiu as defesas do castelo. Muito longe de ter sido um bom jogo, mas foi quase sempre bem amarrado, bem seguro, não se deixando desmontar com a facilidade que alguém falou. O jogo pedia o Matheus Nunes mais cedo e depois o outro Matheus para o lugar do Nuno, mas correu bem e é isso que conta. Com os corredores fechados tem que pensar em meter mais um médio no meio, para o adversário ser obrigado a defender na largura e deixar mais espaços no centro.

SÉRGIO CONCEIÇÃO - 3.5 - Falhou o objectivo e, já pela terceira vez, contra esta equipa do Sporting, que afinal nunca consegiu desmontar nem com facilidade nem com dificuldade; falhou as três vezes e hoje em casa foi ainda mais grave. Tem de facto uma equipa forte, poderosa, mas ontem percebeu finalmente que é mesmo dificil ganhar a este Sporting. Compre um lego e treine melhor as desmontagens.

JOÃO PINHEIRO (Árbitro) - 4.5 - Os sportinguistas têm razões para não gostarem deste árbitro, mas ontem até fez uma arbitragem segura e isenta; muitas paragens mais por culpa sua. Teve momentos que parecia que iria perder o controlo do jogo, mas lá o foi agarrando e merece nota positiva.

ARTUR SOARES DIAS (VAR) - 4 - Mantenho dúvidas na forma como o Uribe disputa o lance com o João Mario dentro da área portista. Já vi este árbitro ASD marcar penáltis por menos, mas ele nunca marcaria aquele penálti contra o FC Porto. No resto não houve mais casos e nada mais para poder estragar.

publicado às 04:49

As Notas de Julius (12)

Rui Gomes, em 21.02.21

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Na 12.ª edição desta rubrica, o leitor tem assim a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que o nosso colaborador Julius atribuiu aos jogadores do Sporting e a outros intervenientes do encontro de ontem com o Portimonense - a contar para a 20.ª jornada da Liga NOS - que o Sporting venceu por 2-0, com golos de Zouhair Feddal (27') e Nuno Santos (31').

"Os rapazes pressentiram o perigo e não vacilaram, carimbando mais três pontos nesta longa caminhada para as estrelas. Com a inesperada ausência do Paulinho, por lesão, e um relvado pesadíssimo, a equipa respondeu com muita responsabilidade, conseguindo afastar qualquer desconfiança que um adversário que nunca se rendeu tentou provocar até ao apito final do árbitro. E já são vinte jogos sem perder. O primeiro 'match point' poderá jogar-se na próxima jornada no Dragão?".

DESTAQUE - JOÃO PALHINHA - 5 - Voltou a realizar uma das suas patentes grandes exibições, mas também contou com um João Mário a seu lado nas suas melhores noites, os seus tentáculos foram elásticos e fundamentais na destruição da construção do jogo do Portimonense. Secou tudo à sua volta.

ANTONIO ADÁN - 4.5 - É de uma frieza extraordinária este nosso 'keeper' espanhol, qualquer furacão que ameaça vir na direcção da nossa baliza morre ali, nas suas mãos ou nos seus pés. Reagiu sempre com muita segurança nas ocasiões em que teve que intervir e como um felino saiu aos pés de Salmani no momento certo, salvando um golo que parecia iminente.

ANTÓNIO PORRO - 3 - Mais seguro a defender do que eficaz no ataque, mas muito por culpa do treinador adversário que preparou bem a lição aos seus jogadores para que fechassem o seu corredor. Foi impedido de brilhar.

GONÇALO INÁCIO - 4 - Grande exibição. Mais uma deste muchacho que começa a ter pinta de craque. Não lhe encontrei ainda defeitos; o Quaresma vai ter que marinar e assim como as gafes do Luís Neto. Num ressalto, até teve o terceiro golo nos pés; muito forte com bola e na antecipação, ganhamos um central com explosão, com reacção e que sabe ler muito bem o jogo.

SEBASTIÁN COATES - 4 - Autêntico manual de como se coloca o adversário em fora de jogo, "aquilo" funciona em automático sempre na perfeição, assistiu no golo do Feddal e como sempre, também muito seguro nas dobras. 

ZOUHAIR FEDDAL - 4.5 - O que mais deu nas vistas pela positiva na defesa, tanto a defender como a sair com bola, está também a fazer uma grande temporada, muito focado na responsabilidade em todas as suas acções; sabe ler muito bem o jogo do adversário e surpreende com cortes de grande nível; aproveitou muito bem o ressalto vindo do Coates e marcou o sempre difícil primeiro golo do jogo.

NUNO MENDES - 3 - Tal como Porro, não conseguiu brilhar; esteve num registo mais modesto do que o habitual; oportunidade soberba para marcar quando solto e dentro da área atirou ao lado não dando o arco que se exigia à bola.

JOÃO MÁRIO - 5 - Foi ontem, a par de João Palhinha, o que de melhor se viu na equipa a lembrar os velhos tempos. Muito seguro com bola, com critério e eficácia no passe, apresentou-se mais rápido, o que pode indicar que está a subir de forma; praticou futebol de qualidade.

NUNO SANTOS - 4 - Voltou a prometer mas hoje cumpriu, foi mais constante durante todo tempo que esteve em campo, sempre com intensidade e velocidade, aproveitou muito bem aquela tremenda asneira do adversário e fez um bom golo.

POTE - 3 - Treinou toda a semana as movimentações com o Paulinho para esta partida e sem ele acusou muito o ter que se ajustar à ultima hora; passou mais tempo ao lado do jogo aparecendo só quando o adversário decidiu arriscar com jogo mais directo e com isso abrindo mais espaços; teve também o terceiro golo nos pés após uma excelente jogada individual, mas falhou na apontaria.

TIAGO TOMÁS - 4 - O nosso puro sangue voltou a galgar por toda aquela zona da defesa do Portimonense, ganhando muitos duelos na raça e na velocidade; teve uma enorme chance de fazer o primeiro golo do jogo, mas chegou um nadinha atrasado, merecia ter marcado; manteve sempre em sobressalto a defesa adversária.

JOVANE CABRAL - 2.5 - Não entrou tão bem como se exigia, falhando alguns passes e raramente conseguiu soltar-se das amarras dos polícias de serviço. Sempre esperamos dele algo extraordinário, uma 'galopada' ou um remate bem direccionado mas ontem não teve inspiração para essas coisas.

BRUNO TABATA - 2 - Com mais espaço podia e devia fazer notar-se a sua presença quando entrou, mas também não trouxe melhoria ao ataque da equipa.

MATHEUS NUNES - 2.5 - Devia ter entrado mais cedo, mas o Rúben pensou no Dragão e na ausência provável do Palhinha e com o Matheus com quatro amarelos seria um risco desnecessário, mostrou nos poucos minutos que jogou que faria hoje um bom jogo.

DANIEL BRAGANÇA - 2.5 - Este muchacho, sejam 5 ou 30 minutos, nunca joga mal, porque não sabe jogar mal. Merece uma aposta do treinador mais firme com mais tempo de jogo; a bola nos seus pés parece ter íman e comando teleguiado, teremos no futuro um novo João Mário versão avançada?

RÚBEN AMORIM - 4.5 -  Treinou uma estratégia que não pôde colocar em prática pela inesperada lesão do Paulinho, mas tem sempre um plano B e que funcionou bem, pelo menos com muita segurança. E assim conseguiu ultrapassar um obstáculo que muitos sportinguistas pareciam não dar como certo e conquistou os três pontos. Hesitou nas substituições; ficou a ideia que deviam ter acontecido um pouco mais cedo.

PAULO SÉRGIO - 3.5 - Confirmou-se o bom momento que a sua equipa atravessa, lutou até ao último segundo mostrando ambição e coragem em olhar o líder de frente; montou uma estratégia ousada mas o Sporting está num excelente momento e tinha logo à partida uma missão quase impossível.

RUI COSTA (Árbitro) - 4.5 - Surpresa pela positiva a sua actuação, pecando no excesso das paragens, muitas delas sem necessidade; não andou à caça dos amarelos aos jogadores do Sporting e merece uma nota alta.

RUI OLIVEIRA (VAR) - 4 - Muito bem no fora de jogo que confirmou a ilegalidade do golo do Portimonese.

publicado às 03:33

As Notas de Julius (11)

Rui Gomes, em 16.02.21

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Na 11.ª edição desta rubrica, temos a oportunidade de ler e comentar as notas (0-6) que o nosso leitor Julius atribuiu aos jogadores do Sporting e a outros intervenientes no jogo de ontem com o Paços Ferreira - a contar para a 19.ª jornada da Liga NOS - que o Sporting venceu por 2-0, com golos de João Mário (20') e João Palhinha (48').

"O Sporting não fez um jogo espectacular, mas ganhou três pontos espectaculares. Mais um objectivo cumprido contra uma excelente equipa, muito bem organizada e muito bem distribuída no campo, com capacidade de posse e argumentos para manter o resultado imprevisível até o final. Foi a vitória do trabalho, de operário numa enorme entre-ajuda colectiva. A jogar como equipa, acabou por ser a sua principal força. Esperávamos mais intensidade, mas as constantes paragens cortaram o ritmo".

DESTAQUE - ANTÓNIO ADÁN - 5 - Hoje foi o melhor elemento da equipa. Fez sentir enorme segurança, passando a mensagem que não brinca em serviço; estava no sítio certo na única flagrante oportunidade de golo do Paços, transmitindo confiança e tranquilidade, principalmente nos cruzamentos, onde foi perfeito.

PEDRO PORRO - 3.5 - Cresce a velocidade supersónica e tem tudo para vir a ser um dos melhores laterais do mundo; tem uma força inesgotável e cada vez mais está confiante no que faz. É um dos indiscutíveis da equipa.

GONÇALO INÁCIO - 3.5 - Teve uma noite tranquila, muito concentrado e a chegar sempre primeiro que o adversário; a certa altura vimo-lo correr de uma ponta à outra da área para dobrar uma falha do Feddal e cortar com êxito uma bola perigosa.

SEBASTIÁN COATES - 4 - A equipa voltou a não sofrer golos e Coates mais uma vez a mostrar que está em grande forma; teve uma saída vistosa individual passando por toda a gente e só falhou no último passe já perto da área adversária.

ZOUHAIR FEDDAL - 3 - Não começou bem e levou um amarelo injusto já depois do Nuno Mendes também ter sido admoestado, tememos aquele corredor mas foi aos poucos subindo de produção e ainda fez uma assistência para o golo da noite.

NUNO MENDES - 3.5 - Foi amarelado muito cedo que lhe sacou a irreverência do seu futebol, sentiu a falta do Nuno Santos e teve que se virar sozinho, teve uma daquelas fugas que já nos habitou mas tem que crescer e aprender a ser mais perspicaz no último passe, é comum o último homem pela frente atirar-lhe com o engodo oferecendo-lhe uma aparente linha de passe e ele cai muitas vezes nessa trampa e a bola e o seu esforço acabam por morrer aí.

JOÃO PALHINHA - 4 - Hoje teve um adversário mais complicado e sentiu-se muitas vezes desamparado também pelas dificuldades do João Mário numa zona em que o Paços joga com muita qualidade e critério, foi tampão quando chegou a hora de gerir a vantagem do marcador, marcou um grande e importantíssimo golo num momento crucial e merece por isso nota 4.

JOÃO MÁRIO - 3.5 - Tentou pautar o seu jogo mas era logo rodeado de adversários, o Paços trouxe a lição bem estudada que era não deixar o João ligar o jogo, impunha-se mais rapidez na decisão, mostrou frieza no penálti muito bem marcado. 

POTE - 3.5 -Teve um bom início e prometia uma daquelas noites de nota 5, fazendo boas diagonais e triangulações com o Paulinho mas com as frequentes paragens foi baixando o ritmo e a intensidade; excelente movimento na área a amortecer uma bola lançada de trás que provocou o penálti.

PAULINHO - 3 - Missão muito ingrata dado que raramente foi servido pelos colegas; também prometeu no inicio e foi caindo juntamente com o resto da equipa, a bola andou quase sempre longe, tornando a vida mais fácil aos polícias à sua volta.

TIAGO TOMÁS - 2.5 - Aposta falhada. Compreendemos que o treinador quis dar profundidade com ele e as tabelinhas curtas com diagonais com o Paulinho, mas nem uma coisa nem outra e também não foi dessa forma que chegaram aos golos. Hoje teve um adversário que corria tanto como ele (Maracás); até nisso o Paços vinha bem preparado.

NUNO SANTOS - 2 - As substituições hoje não trouxeram melhorias e o Nuno pouco se viu; ajudou no final a guardar o ouro conquistado.

MATHEUS NUNES - 2 - Entrou mais com a missão de fechar as portas ao Paços e nunca ousou aventurar-se, mas também já não era hora para isso.

JOVANE CABRAL - 1.5 - Pensou o treinador que iria trazer maior capacidade já com mais espaço para empurrar o jogo para mais longe da nossa baliza, mas também se deixou engolir pelo melhor acerto do meio campo adversário.

BRUNO TABATA - 1.5 - Na mesma linha exibicional do Jovane; a ideia era refrescar com jogadores mais rápidos e versáteis já com o jogo mais partido, mas falharam nessa missão.

MATHEUS REIS - 1 - Oito minutos em jogo, mais estratégico para o relógio naquela altura.

RUBÉN AMORIM - 4 - Jogo difícil contra um adversário de respeito. A verdade é que jogou três vezes esta época contra o Paços e ganhou as três, não sofrendo nenhum golo. Hoje errou ao tirar o Paulinho precisamente quando com mais espaço ele parecia estar a fazer a diferença, ganhando várias bolas num curto espaço de tempo. Depois quem entrou pouco ou nada veio melhorar. Ganhou um jogo que era muito importante ganhar por isso merece nota alta.

PEPA - 4 - Cresceu muito como treinador. Arma bem as suas equipas que praticam bom futebol em toda a largura do terreno, com muito critério e com movimentações difíceis de contrariar. Imagino que estará a treinar um grande num futuro próximo, quiçá, talvez já na próxima época. Melhorou também os seus discursos.

ANDRÉ NARCISO (ARB) - 3 - Complicou bastante apitando muitas vezes; quis ter um critério restrito logo de inicio e depois viu-se em apertos entrando na zona vermelha das compensações, tanto nas faltas como disciplinarmente.

LUIS FERREIRA (VAR) - 3 - Dois lances duvidosos nas áreas que mereciam outra atenção do VAR; pareceu penálti claro sobre o Nuno Mendes, já no lance em que o Coates tenta o corte de carrinho, o adversário acaba por ir contra as suas pernas e depois de já ter rematado à baliza.

publicado às 04:04

As Notas de Julius (10)

Rui Gomes, em 10.02.21

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Na 9.ª edição desta rubrica, temos a oportunidade de ler e comentar as notas (0-6) que o nosso leitor Julius atribuiu aos jogadores do Sporting e a outros intervenientes no jogo de ontem com o Gil Vicente - a contar para a 18.ª jornada da Liga NOS - que o Sporting venceu por 2-1, através de golos do capitão Sebastián Coates aos 83 e 90+1 minutos.

"Que sofrimento!!! 'Que pasó ?' Não estiveram em campo na primeira parte, aprenderam que não ganharam nada e que a jogar daquela maneira nem os lugares de acesso à Liga do Campeões conseguirão alcançar. Ontem foi o treinador que ganhou o jogo, com uma excelente leitura do desafio mexeu onde tinha que mexer, fazendo os ajustes necessários. Um abre olhos que acreditamos vai dar bons resultados já no jogo em casa contra o Paços de Ferreira".

DESTAQUE - SEBASTIÁN COATES - 6 - A ele vou esquecer a primeira parte em que também ficou no balneário, mas depois de uma semana pessoalmente muito complicada após a morte do seu melhor amigo, acordou a tempo de perceber o que se estava a passar e marcou os dois golos da vitória ao fechar do pano. Saberemos no final o que representam estes três pontos arrancados a ferros. Por isso a nota máxima.

ANTONIO ADÁN - 3.5 - No golo sofrido não tem qualquer culpa, o adversário apareceu-lhe na frente isolado e fuzilou. 

PEDRO PORRO - 3.5 - Dos poucos que se viu na primeira parte, sempre inconformado dos que mais tentou, melhorou com a equipa na segunda parte e terminou igual a si próprio.

LUÍS NETO - 2 - Não atacou, não defendeu, não sabia que o jogo era para ganhar e tudo lhe saiu muito turvo.

ZOUHAIR FEDDAL - 2.5 - Comparte com o Antunes a aselhice que resultou no golo do Japonês, hoje as ideias ficaram no balneário.

ANTUNES - 2 - Ficou claro que já não dá para fazer dois jogos seguidos, ainda para mais num intervalo tão curto, implorava que o tirassem dali. Fez dois piques e acabou aos dez minutos de jogo.

JOÃO PALHINHA - 2 - Correu muito e jogou quase nada, andou sempre nas urgências e não teve espaço para muito mais. O esquema táctico bem montado pelo adversário no meio campo, com uma linha de quatro, baralhou-o.

MATHEUS NUNES - 1 - Simplesmente não esteve lá. Nem merecia o banho de água quente. Muita arte para escolher os caminhos mais errados e teve muitos problemas com a outra metade do campo.

POTE - 3 - Nota positiva à justa, sofreu várias faltas e de uma delas saiu o golo da vitória que poderá vir a ser histórico. Foi dos jogadores que mais acusou a responsabilidade de marcar depois dos rivais terem perdido pontos. Tem que crescer neste capítulo e aprender a limpar a cabeça. 

NUNO SANTOS - 2.5 - Chegou atrasado ao jogo (75 minutos) e deixou a equipa a sofrer durante todo esse tempo. Com a entrada do Daniel acordou e lá se lembrou do que tinha que fazer. Entendemos que um jogador deve demorar um pouco para pensar, não pode é demorar tanto tempo.

PAULINHO - 2 - Tem desculpa, chegou a semana passada, e com as "férias" dos colegas naquela primeira parte, deu tempo para pôr a conversa em dia com os centrais do Gil. Quando a equipa resolveu jogar ele também apareceu e até podia ter feito golo não fosse "cabecear" com o ombro.

GONÇALO INÁCIO - 4 - Com este miúdo "aquilo" é outra coisa; fez parte da revolução da 2.ª parte e ajudou a pôr ordem nas ideias da equipa. Dos que assustou o adversário com os seus lançamentos mortíferos obrigando-o a recolher-se.

TIAGO TOMÁS - 2 - Começou com muitas ganas mas depressa as perdeu no meio de tantas pernas adversárias, nunca encontrou o caminho.

DANIEL BRAGANÇA - 4.5 - Foi o grande revolucionário e a equipa deve em parte a ele a reviravolta do marcador,  deixou o seu selo de muita qualidade no verdadeiro rugido do leão que a equipa estava a necessitar de sentir naquele momento difícil.

JOÃO MÁRIO - 3 - Veio com a missão de pôr ordem no meio campo no momento que o adversário já só tinha pernas para tentar defender o castelo lá atrás. Veio de uma lesão e não se podia exigir mais.

MATHEUS REIS - 2.5 - Foi a surpresa, mas o treinador estava disposto a ir com tudo, deu para ver que pode ajudar no futuro, tem saída com bom transporte de bola.

RÚBEN AMORIM - 6 - Já não joga porque seria ele o destaque, mas teve uma excelente leitura do que o jogo pedia, da estratégia do adversário, de quem não estava a cumprir, fez os acertos e foi com tudo; foi a primeira vez que fez cinco substituições, a revolução que se exigia. As duas entradas no início da segunda parte foi uma mensagem forte para dentro do campo mas também para quem saiu.

RICARDO SOARES (GIL VICENTE) - 4 - Armou muito bem a sua equipa na primeira parte com uma linha de cinco e outra de quatro à frente; soube preencher muito bem os espaços para ganhar as segundas bolas onde conseguiu o impensável, ser mais forte que o Sporting no meio campo. Na 2.ª parte, com as mexidas do treinador do Sporting, sentiram dificuldades e foram empurrados e obrigados a tocar os finados no final. 

NUNO ALMEIDA (ÁRBITRO) - 4 - Segurou quase sempre bem o jogo e tentou ser justo nas decisões. Nem sempre o conseguiu, mas teve uma prestação positiva.

ANTÓNIO NOBRE (VAR) - 4 - Houve uma só duvida dentro da área do Gil num corte que pareceu de sola de um defesa no pé do Paulinho, mas não foi claro.

publicado às 04:34

As Notas de Julius (9)

Rui Gomes, em 06.02.21

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Na 9.ª edição desta rubrica, temos a oportunidade de ler e comentar as notas (0-6) que o nosso leitor Julius atribuiu aos jogadores do Sporting e a outros intervenientes no jogo de ontem com o Marítimo - a contar para a 17.ª jornada da Liga NOS - que o Sporting venceu por 2-0, golos da autoria de Pote, que agora soma 14 e continua a ser o melhor marcador do campeonato.

"Vitória do rigor na melhor primeira volta de sempre com 45 pontos conquistados. Há poucas semanas atrás desejávamos que terminássemos a primeira volta como líderes e se possível com quatro ou cinco pontos de vantagem sobre os rivais. A equipa excedeu todas as expectativas e ninguém já tem dúvidas que é neste momento a melhor equipa da Liga. Ontem, nos Barreiros, passámos com distinção mais uma etapa tradicionalmente difícil e com uma exibição muito segura e eficaz".

ANTONIO ADÁN - 4 - Exibição segura e tranquila. Em toda a partida foi incomodado uma única vez, fazendo uma excelente parada quando um adversário em fora de jogo lhe apareceu isolado pela frente. 

PEDRO PORRO - 4 - Entrou muito bem no jogo e foi mais extremo que defesa; trocou várias vezes os olhos ao Marcelo Hermes. Depois, foi reduzindo a intensidade e o ritmo dando alguns espaços nas suas costas na segunda parte e foi advertido pelo treinador.

GONÇALO INÁCIO - 4.5 - Das melhores exibições da equipa, (o trio de centrais voltou a estar muito bem). Neste crescimento que está a ter faltava soltar-se, ganhar confiança e ontem já mostrou grande evolução, assumindo a posição sem tremideiras. Excelente visão no passe teleguiado que fez ao Pote para o primeiro golo.

SEBASTIÁN COATES - 4.5 - " El comandante" nunca facilitou porque ali nunca se pode vacilar, manteve sempre o rigor secando tudo à sua volta; podia ter subido mais vezes à posição seis, arrastando o bloco um pouco mais acima, mas devia ter ordens para não arriscar.

ZOUHAIR FEDDAL - 4 - O menos exuberante dos três, mas cumpriu sempre e manteve sempre fechado o corredor quando  Antunes emigrava para o meio campo do adversário.

ANTUNES - 4.5 - A melhor exibição que fez até agora na equipa. Até parece que é ele a andar a aprender com o jovem Nuno Mendes; combinou várias vezes bem com o Nuno Santos baralhando o lado direito do Marítimo, teve a primeira grande oportunidade de golo nos pés quando solto na área atirou ao lado e fez a assistência para o segundo golo de Pote.

JOÃO PALHINHA - 4 - Melhor nas acções defensivas que a ligar o jogo; por estratégia, não se aventurou as vezes que costuma lá na frente, eficaz a sacar as segundas bolas, é o principal causador de o Marítimo não ter incomodado a nossa defesa.

MATHEUS NUNES - 4 - Está a fazer uma excelente dupla de entendimento com o João Palhinha e nem nos lembrámos do João Mário. Encheu o campo, é o melhor elemento da equipa a proteger a bola, ele e a bola é sempre um casamento feliz.

POTE - 5 - Quem marca os dois golos do jogo merece sempre nota alta. O primeiro é  de todo uma fabricação sua desde a excelente desmarcação a que o Gonçalo atendeu com um passe teleguiado e depois, até parece que "aquilo" é tudo muito simples. No segundo, foi matador.

NUNO SANTOS - 3.5 - Entrou a todo o gás, obrigando o seu polícia a trabalhos muito forçados, teve bons apontamentos nas triangulações com Antunes e Paulinho, nunca se escondeu até que já não dava para mais.

PAULINHO - 3.5 - Surpresa a sua titularidade, a primeira na equipa, deu um grande salto, passou numa só semana de 3º lugar da Liga a 9 pontos do líder para 1º com 6 pontos de vantagem do 2º. Apesar da falta de entrosamento com os novos colegas já mostrou que de facto faltavam aquelas suas características á equipa. Exímio a jogar de costas para a baliza adversária, muita técnica na recepção e inteligência a tabelar, a inventar espaços.

TIAGO TOMÁS - 3 - Vai continuar a jogar muitas vezes tanto como titular ou a entrar nas segundas partes para com a sua velocidade e agressividade manter a defesa adversária sempre alerta, nunca desiste de uma bola mesmo que pareça perdida.

TABATA - 3.5 - Está em forma este muchacho. Podia ter matado o jogo quando isolado desperdiçou a oportunidade para o terceiro golo; hesitou e deixou o guarda redes ganhar ângulo e acabou emparedado nele.

DANIEL BRAGANÇA - 2 - Os cinco minutos que jogou não foram o suficiente para se evidenciar, já esperavam o apito do árbitro para fim da partida.

JOÃO PEREIRA - 1 - Outra estreia na equipa e logo com a "boas vindas" do árbitro que o brindou com um amarelo, que provocou um livre muito perigoso para a nossa baliza.

RÚBEN AMORIM - 5 - Logo no discurso de antevisão ao jogo deu a entender que não permitiria quaisquer facilitismos. A lição do jogo da Taça ajudou a não repetir os mesmos erros. O relvado dos Barreiros é muito especial e obriga a trabalho específico. Muito bem nas substituições atirando para jogo os frescos Tabata e Tomás que mantiveram a defesa do Marítimo sempre lá atrás.

MILTON MENDES - 2.5 - Respeitou o líder e juntou as tropas nas trincheiras deixando o Sassa sozinho na luta contra os moinhos de vento; depois, já a perder por 2-0, partiu o jogo colocando uma linha de cinco na frente, mas já era tarde.

HUGO MIGUEL - ÁRBITRO - 3.5 - Muitos erros no capítulo técnico na avaliação das faltas, sendo o Sporting muito prejudicado.

ANDRÉ NARCISO - VAR - 3.5 - Nunca foi necessário a sua análise, não interviu.

publicado às 03:03

As Notas de Julius (8)

Rui Gomes, em 02.02.21

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Na 8.ª edição desta rubrica, temos a oportunidade de ler e comentar as notas (0-6) que o nosso leitor Julius atribuiu aos jogadores do Sporting e a outros intervenientes no jogo de ontem com o Benfica - a contar para a 16.ª jornada da Liga NOS - que o Sporting venceu por 1-0.

"Este é sempre o jogo que mais queremos e gostamos de ganhar, vitória justa e muito limpinha. Ganhou a garra, o querer, a humildade e a muita qualidade de uma equipa e do seu treinador, que fazem tudo para merecerem ser felizes. O maior elogio ao Sporting foi ter cometido poucos erros no jogo e ter obrigado o Benfica a mudar o seu sistema, há muito que não se via".

ANTONIO ADÁN - 4 - Teve pouco trabalho durante os 90 minutos, deve sentir-se muito orgulhoso de ter aqueles centrais que são autênticos muros para o adversário, e quando teve que intervir, transmitiu ainda mais confiança à equipa.

PEDRO PORRO - 5 - Secou o Darwin e o Cervi, não subiu tantas vezes mas bastou uma para ter de novo sucesso; estava no sítio certo, tirou o adversário da frente e executou um excelente cruzamento obrigando à estirada de recurso do Odisseas para a cabeça do Matheus fazer o golo dos três pontos.

LUÍS NETO - 4 - Valeu pela excelente segunda parte, porque na primeira cometeu alguns erros que podiam ter comprometido, levou amarelo e falhou um golo cantado, parou para reflectir e terminou muito bem.

SEBASTIÁN COATES - 5.5 - Já não há muitas palavras para esta excelente época que está a fazer e que pode tornar-se na sua melhor de sempre; venham eles que eu estou cá. Muito concentrado na liderança que meteu sempre os avançados adversários em fora de jogo e não deu abébias na hora do corte.

ZOUHAIR FEDDAL - 5 - O  Benfica apostou o seu jogo na velocidade de Rafa, Cervi e Darwin um trio de muito respeito e Feddal não cometeu um erro, ajudou a secá-los e a pô-los em banho maria durante os 95 minutos.

NUNO MENDES - 5 - Muita qualidade tem este nosso ¨niño¨, abafou o Gilberto até ficar exausto, foi dos que mais conseguiu subir e criar dificuldades sérias ao adversário, quando engata a 6ª ficam em pânico à sua frente, muito competente na antecipação.

MATHEUS NUNES - 5.5 - A vingança serve-se gelada, grande exibição de outro ¨nino¨ (que não era para jogar) na tarefa mais dificil que é transportar, construir, defender e ter nisso tudo muita personalidade no meio de todos aqueles craques adversários. Mais uma vez no sítio certo para um golo histório na sua vida e que fez explodir a alegria de milhões de sportinguistas.

JOÃO MÁRIO - 4,5 - Mérito seu aquela entrada muito forte da equipa ganhando duelos sucessivos e abrindo espaços, mostrando aos seus colegas que a bola corre mais depressa, estava a ser o cérebro da equipa até sair tocado e com dores. Bem vindo João Mário.

POTE - 3 - A exibição menos conseguida da equipa, nada lhe saiu bem, pareceu que nunca se libertou da ansiedade, devia ter parado para respirar como fez o Luís Neto. 

NUNO SANTOS - 3.5 - Teve boa ajuda do Nuno Mendes, tentou ganhar as costas do Otamendi mas teve o azar do Otamendi ter sido o melhor jogador do Benfica hoje, mas tentou sempre com toda aquela garra que já lhe conhecemos.

TIAGO TOMÁS - 5 - É um puro sangue este terceiro "niño" da equipa, que guerra ele declarou à defesa do Benfica, tiveram que chamar reforços, a artilharia alemã ( Weigl) para o parar, arrancou amarelos e deu cabo do reumático ao Belga. Foi um alívio quando o viram sair esgotadíssimo; enfim lá puderam respirar mas não durante muito tempo.

JOVANE CABRAL - 3.5 - O jogo estava a passar-lhe ao lado até aquele minuto 91 em que partiu os rins a dois defesas e cruzou bem açucarado no lance que acabaria em golo.

TABATA - 4.5 - Tenho um prazer muito especial em finalmente poder dar-lhe uma nota bastante positiva; entrou de forma fantástica no jogo, mexeu com tudo, ganhou duelos, foi para cima deles e esteve também na jogada que deu golo; ganhou a bola que sobrou para o Jovane. Este é o Tabata que espero ver na equipa e que tanto elogiei na sua chegada.

DANIEL BRAGANÇA - 3 - O nosso quarto "niño", foi talismã para o golo que iria acontecer um mimuto depois de ter entrado; depois ajudou a guardar o ouro bem guardado.

JOÃO PALHINHA - 4 - Não entrou bem, falhando dois passes que geraram contra ataques do Benfica, mas depois agarrou-se no seu terreno que tão bem conhece e domina e abriu o livro, quase que fazia golo, a bola provocou calafrios ao outro lado da Circular; muito bem na hora do aperto quando o desespero se apoderou do adversário.

RÚBEN AMORIM - 5 - Mais uma vez preparou muito bem um jogo muito difícil principalmente na componente emocional, trabalhou bem a dupla João Mário/ Matheus na ausência do Palhinha, é verdade que a equipa por vezes mostrou dificuldades a ganhar as segundas bolas, mas tem todo o mérito no sucesso que a equipa está a ter. Atento nas substituições muito acertadas.

JOÃO DE DEUS - 3 -  Faltou-lhe o chefe e viu-se numa grande alhada a ver a sua equipa milionária ser atirada para o 4º lugar a 9 pontos do Sporting; respeitou muito o Sporting a ponto de mudarem o sistema e não conseguiram fazer em Alvalade o que fizeram no Dragão porque o Sporting não deixou, porque foi melhor.

ARTUR SOARES DIAS - 5 - Não gosto deste árbitro pelas razôes que todos sabemos, mas justiça seja feita fez uma belíssima arbitragem, quando se deixa de vedetismos acontece isto.

HUGO MIGUEL - 5 - Quando se deixam de protagonismos bacocos e fazem só o seu trabalho terão sempre notas altas.

publicado às 03:49

As Notas de Julius (7)

Rui Gomes, em 27.01.21

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Na 7.ª edição desta rubrica, temos a oportunidade de ler e comentar as notas (0-6) que o nosso leitor Julius atribuiu aos jogadores do Sporting e a outros intervenientes no jogo de ontem com o Boavista, no Bessa, a contar para a 15.ª jornada da Liga NOS, que o Sporting venceu por 2-0.

"Vitória justa do Sporting com muita competência, apesar de muito perdulário a falhar vários golos cantados que se os tem marcado teria evitado Rúben Amorim fazer entrar o João Palhinha para acabar crucificado pelo árbitro. Era de todo importante darem esta resposta muito positiva três dias depois de terem ganho a Taça da Liga. O Boavista só incomodou nos 15 minutos finais".

ANTONIO ADÁN - 3.5 - Foi espectador a maior parte do tempo, também muito ajudado pela eficácia dos centrais.

PEDRO PORRO - 4 - Grande jogo do espanhol, foi um muro do seu lado e acabou a marcar um grande golo, que deu mais justiça ao resultado e tranquilidade à equipa.

LUÍS NETO - 3 - Aquele passe atrasado para o Adán deu-nos calafrios a todos, quando tem que jogar a bola com os pés ......!!! Tem muita sorte em ter um parceiro ao seu lado com a qualidade do Porro.

SEBASTIÁN COATES - 4 - Geriu muito bem a sua usual agressividade no momento do desarme para não levar amarelo. Ele e Feddal controlaram sempre a situação e anularam as tentativas do adversário, não lhes dando espaço para rematarem.

ZOUHAIR FEDDAL - 4 - Está em grande forma e melhorou bastante na saída com bola. É imperial no jogo aéreo e bravo nos duelos físicos.

NUNO MENDES - 4 - Foi deveras incansável e percorreu muito melhor o espaço que o adversário estrategicamente lhe facultou durante a primeira parte, executando excelentes cruzamentos e um deles teve o prémio merecido na excelente antecipação do Nuno Santos para o primeiro golo.

MATHEUS NUNES - 3.5 - A desempenhar muito bem o transporte de bola e construção de jogo, apesar das pobres condições do relvado não o ajudarem. Faz-me recordar muito a forma de jogar do colombiano James Rodríguez.

JOÃO MÁRIO - 3 - Algo menos activo que o colega Matheus; podia e devia ter explorado melhor o espaço que teve na primeira parte, falhou um golo cantado, fez tudo bem tirando o adversário do caminho e depois atirou à figura do guarda redes a três metros da linha de golo. Esperamos ainda aquela primeira versão do João Mário que bem conhecemos mas que tarda a aparecer.

JOVANE CABRAL - 4 - Foi o que teve mais capacidade para desequilibrar o meio campo adeversário com frequência, sofreu muitas faltas e acabou esgotado.

NUNO SANTOS - 4 - Com mais espaço, consegue tirar melhor partido da sua grande velocidade e levou quase sempre a melhor nos duelos; marcou o golo mais dificil que é invariavelmente o primeiro do jogo; pleno de oportunidade num excelente movimento de antecipação à bola cruzada pelo Nuno Mendes.

ANDRAZ SPORAR - 2.5 - Por vezes projecta a ideia que não anda lá; falhou dois golos cantados que podiam ter feito muita falta no final.

DANIEL BRAGANÇA - 3 - Entrou no momento em que a equipa já dava indícios de algumas dificuldades em parar o meio campo do Boavista e ajudou a acalmar a situação. Tem muito futebol nos pés e na cabeça.

TIAGO TOMÁS - 2.5 - Entrou na fase menos conseguida da equipa, no momento que era mais importante gerir o resultado.

JOÃO PALHINHA - 3 - Quando entra "aquilo" é outra coisa, pega logo no jogo, merece a "rendição" do árbitro no grave pecado que cometeu e fazerem-lhe a justiça de lhe retirar o amarelo premeditado, num lance em que nem falta foi.

TABATA - 2 - Entrou aos 88 minutos e jogou os 5 finais.

RÚBEN AMORIM - 5 - Mais um teste difícil que foi ultrapassado; é sempre tarefa árdua dar uma boa resposta três dias após se ganhar uma final de muita luta e com tremendo desgaste. Preparou com muita mestria o jogo e acima de tudo soube manter em alta o foco dos jogadores relativamente à responsabilidade de ganhar estes três pontos num campo tradicionalmente complicado.

JESUALDO FERREIRA - 2.5 - Cometeu um erro grave na sua estratégia da primeira parte, metendo o autocarro lá atrás com três centrais e uma linha de cinco, convidando o Sporting á invasão e o resultado não ficou definido ao intervalo porque os avançados do Sporting foram demasiado perdulários; remendou na segunda parte mas o mal já estava feito.

FÁBIO VERÍSSIMO - 2 - Estava preparado para lhe dar nota 5 quando aos 79 minutos cometeu aquele monumental disparate de mostrar o amarelo ao Palhinha. Ficamos todos convencidos que não foi um erro casual, dado que nem falta foi.

ANTÓNIO NOBRE (VAR ) - 5 - Excelente decisão no lance do golo do Nuno Santos, uma decisão de 10 centímetros.

publicado às 03:34

As Notas de Julius (6)

Rui Gomes, em 24.01.21

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Na 6.ª edição desta nova rubrica, temos a oportunidade de ler e comentar as notas (0-6) que o nosso leitor Julius atribuiu aos jogadores do Sporting e a outros intervenientes no jogo de ontem com o SC Braga, que o Sporting venceu, por 1-0, e conquistou a Taça da Liga.

"Taça arrancada a ferros contra tudo e contra todos. É de facto difícil ganhar a esta equipa do Sporting; quatro jogos já disputados com o FC Porto e SC Braga deram 3 vitórias e 1 empate. A equipa mostrou sempre muita segurança a defender a vantagem até ao final; o SC Braga teve o seu primeiro remate enquadrado com a baliza de Adán aos 64 minutos, o que explica em grande parte a justiça do resultado. O excelente registo que jogaram como titulares três miúdos ainda com a idade de juniores".

ANTONIO ADÁN - 4 - Sempre muito atento transmitindo muita segurança, já ganhou a confiança de nós todos, é dificil de bater.

PEDRO PORRO - 4 - Marcou o golo que valeu a Taça e bateu-se como um leâo não deixando brilhar o jogador mais perigoso do SC Braga, o Galeno, que já deve ter pesadelos da carraça do espanhol.

GONÇALO INÁCIO - 4 - Boa exibição do miúdo que cresce de jogo para jogo, rápido na antecipação e sem cometer faltas e ainda lançou o Porro para o golo.

SEBASTIÁN COATES - 6 - Foi um super homem, exibição de grande nível, cortou tudo o que que lhe apareceu pela frente, manteve sempre na mão sem nunca largar o cabo de aço que ligava toda a defesa, o  melhor homem da noite, foi um gigante. 

ZOUHAIR FEDDAL - 4.5 - O tenente do comandande Coates, formam uma excelente dupla com pleno de entendimento, na hora do fato macaco atirou-se à luta com coragem e acerto.

NUNO MENDES - 3.5 - Menos fogoso, tentou sempre empurrar a sua parte mas Jovane primeiro e depois Nuno Santos não foram os melhores parceiros; o lado esquerdo do Sporting foi o que menos se adaptou ao charco.

JOÃO PALHINHA - 5 - Nunca se cansa, foi dos que mais lutou e mais teve sucesso, um dos pilares de betão que garantiram a Taça.

JOÃO MARIO - 4 - Hoje conseguiu segurar melhor a bola mas sem grande proveito na zona ofensiva, onde raramente se aventurou.

JOVANE CABRAL - 3.5 - Dificuldades com o charco que estava pior do seu lado com a bola a não rolar e a sua exibição sofreu muito por isso. 

POTE - 3 - No melhor pano cai a nódoa, o mágico da equipa estragou a nota alta por mais uma infantilidade. Sabendo quem era o apitador, ofereceu-lhe o prémio que ele procurava, e a segundos do apito final. A equipa vai sair altamente prejudicada com isso nos jogos contra o Boavista e Benfica. Que pena, porque mostrou magia em vários lances.

TIAGO TOMÁS - 3.5 - Ninguém pode acusar-lhe que não luta, que não corre, ele faz de cada lance como se fosse o último, um grande leão guerreiro, saiu esgotado e insatisfeito.

NUNO SANTOS - 2.5 - Nunca percebeu que estava num charco e que a bola não rola, aí só tinha que a fazer... voar.

MATHEUS NUNES - 3.5 - Entrou bem no jogo e foi muito útil naquela complicada fase quando o SC Braga entrou no desespero e era hora de sofrer.

LUÍS NETO - 2.5 - Logo que entrou deu um "cumprimento" ao Galeno e arregalou os olhos ao mafioso do apitador. Pura raça.

SPORAR - 2.5 - Quando entrou já era a hora de agarrar a taça com unhas e dentes e não deu para poder brilhar lá na frente. 

RÚBEN AMORIM - 5 - E voltou a vencer o SC Braga depois de ganhar ao FC Porto na mesma semana; armou bem a equipa com uma mentalidade férrea, hoje todos puderam ver que onde vai um vão todos. Merecia outro árbitro nesta final.

CARLOS CARVALHAL - 3,5 - Foi expulso por arrasto porque tinham que expulsar o treinador do Sporting, dá para imaginar a sua tripla dose de azia, perde os dois jogos com o Sporting e ainda acaba expulso. 

SPORTING - 5 - Ganhou o troféu com plena justiça que intitula o campeão de inverno da presente época.

SC BRAGA - 3.5 - Fez o primeiro remate já para lá dos 60 minutos muito atabalhoado no meio campo e só na hora do desespero com jogo directo nos 15 minutos finais incomodou a sério a defesa do Sporting. 

TIAGO MARTINS - 1 - Arbitragem horrível no campo disciplinar distribuindo amarelos quando nem falta houve e não admoestando em faltas grosseiras. Para variar, é de novo o Sporting a sair prejudicado e claro que não se fez rogado a expulsar o Pote para o tirar do jogo com o Benfica. E aquela sua postura arrogante!  A arbitragem não sai favorecida com este árbitro.

HUGO MIGUEL (VAR) - 3 - Sem casos não se meteu.

publicado às 05:34

As Notas de Julius (5)

Rui Gomes, em 20.01.21

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Na 5.ª edição desta nova rubrica, temos a oportunidade de ler e comentar as notas (0-6) que o nosso leitor Julius atribuiu aos jogadores do Sporting e a outros intervenientes no jogo de ontem com o FC Porto, a contar para as meias-finais da Taça da Liga, com os leões a sairem vitoriosos, por 2-1.

"Os sportinguistas adoram ganhar ao FC Porto e é um prazer sempre especial ganhar ao Sergio Conceiçâo, mais que não seja pelo belo troféu que ele nos oferece, sempre com aquela sua cara que mostra no final, quanto mais espuma de raiva pior lhe sai, já é sina.Jovane o herói imprevisto, foi cruel como aniquilou o Porto; que prazer ver os miúdos do Sporting não vacilarem quando a perder e a faltar pouco tempo para o final, foram dar dois tiros nos babosos.Faltou melhor controlo no meio campo por raramente conseguirem superioridade numérica".

ANTONIO ADÁN - 2.5 - Muito mal batido no golo do FC Porto que poderia ter sido fatal, ficou sem reacção a ver a bola passar por perto.

PEDRO PORRO - 3 - Recuperou na segunda parte uma primeira mal conseguida, está a passar uma fase de menor acerto.

GONÇALO INÁCIO - 3.5 - Prova de fogo bem ultrapassada, à direita da defesa mostrou-se sempre muito concentrado e competente e não se deixou intimidar pelos nomes que lhe apareciam pela frente.

SEBASTIÁN COATES - 3 - Tentou controlar sempre a sua zona e respondeu bem ao jogo de tabelas do Corona e Marega, o golo do FC Porto deixou nódoa na nota que podia ser mais alta.

ZOUHAIR FEDDAL - 4 - Hoje o melhor na defesa, pena também estar envolvido naquela fífia que deu o golo do FC Porto, raçudo e mostrou grande nível, o que melhor transmitiu coragem e crença a toda a equipa, destrui muitas investidas atacantes do adversário.

VITORINO ANTUNES - 2,5 - Não comprometeu mas mostrou muitas dificuldades técnicas e de velocidade quando o FC Porto acelarava, nulo no ataque.

JOÃO PALHINHA - 3 - No geral o meio campo da equipa não esteve bem e sofreu muito por isso, lutou quase sempre em desigualdade por não ter mais apoios, receou aventurar-se nas manobras atacantes, sentiu o amarelo e devia ter saído nesse momento.

JOÃO MARIO - 2.5 - Jogo fraco de quem se espera sempre muito mais, dá a ideia que ainda não compreende com perfeiçâo os terrenos que o treinador lhe pede para mandar e dominar, e ficamos todos tambem na dúvida.

POTE - 4 - Esteve mais perto do seu nível, desiquilibrou e ganhou espaços, mostrou que sabe guardar a bola e tem critério no que faz, excelente o passe a lançar o Jovane para o 2º golo. Conquistou em todo o jogo o respeito da defesa do FC Porto.

NUNO SANTOS - 2 - Muita irreverência nas suas acçôes mas tem que produzir mais uva que parra, desastrado quando tinha espaço para fazer melhor.

TIAGO TOMÁS - 3 - Teve pela frente a marcá-lo um central que já foi dos melhores do Mundo e deu-lhe muita luta arrastando-o por vezes para zonas que ele não queria ir. Continua a crescer depressa.

MATHEUS NUNES - 3.5 - Entrou muito bem no jogo e estava a querer encher o campo com  o seu futebol, que tecnica tem este miudo, um dos "culpados" do volte face no resultado.

DANIEL BRAGANÇA - 2 - Entrou nos derradeiros minutos já com o jogo partido viu mais a bola passar, não foi a tempo de arrancar nota positiva.

GONZALO PLATA - 3 - Mexeu com o jogo, ganhando duelos e arrancando faltas. Este miúdo concentrado é terrivel no um para um.

JOVANE CABRAL - 5 - 15 minutos, dois golos de sonho e aniquilou o Porto; feeling de matador quando se deixou ficar á espera da segunda bola e com mestria e muita capacidade técnica marcou um golaço, mas o melhor estava para vir, quase logo a seguir faz uma desmarcaçâo pela esquerda recebe a bola do Pote e já dentro da area engana o guarda redes do FC Porto dando um bicanço na bola no timing que este não esperava e atirou-lhes com um balde de gelo aos convencidos. Noite que nunca irá esquecer e nós também não.

RÚBEN AMORIM - 5 - Corajoso no onze titular e armou bem a estratégia, respondeu bem ao golo do FC Porto e os miúdos resolveram.

SÉRGIO CONCEIÇÃO - 2.5 - Mais uma vez nao teve arte para segurar o passaro que lhe foi parar á mâo, quando mexeu na equipa perdeu, vai ter uma noite dificil, para conseguir dormir melhor que conte leões.

SPORTING - 4 - Jogo de coragem e a maior parte do tempo com acerto, mas a zona do centro do terreno tem que ser melhor trabalhada com chegada de mais gente, foi eficaz nas poucas oportunidades que teve.

FC PORTO - 3 - Navegaram melhor o meio campo por terem mais apoios, mas muitas dificuldades no último terço, Adán não fez uma defesa, conseguiram o mais difícil, marcar primeiro quase no fim e ainda mais dificil, perderem essa vantagem em dez minutos. 

JOÃO PINHEIRO - 3 - É biblico o Sporting CP ser sempre prejudicado no capítulo disciplinar; tecnicamente sofrível deixando passar algumas faltas claras para ambos os lados.

VÍTOR FERREIRA (VAR) - 3 - Sem casos não se meteu.

publicado às 10:04

As Notas de Julius (3)

Rui Gomes, em 12.01.21

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Na 3.ª edição desta nova rubrica, temos a oportunidade de ler e comentar as notas (0-6) que o nosso leitor Julius atribuiu aos jogadores do Sporting e a outros intervenientes no jogo de ontem com o Marítimo, a contar para a Taça de Portugal, em que o Sporting saiu derrotado por 2-0.

"Quando todos fazem a sua parte fica mais fácil e ontem os jogadores não o conseguiram fazer; inexperiência com erros crassos à mistura. O espírito de matador ganha-se com o tempo e os miúdos mostraram ainda muita ingenuidade".

LUÍS MAXIMIANO - 3 - Dos menos culpados do insucesso do dia, sem culpa nos golos; foi praticamente mero espectador durante os 90+5 minutos.

PLATA - 2,5 - Teve alguns rasgos dignos, mas raramente conseguiu desequilibrar; nota-se-lhe falta de ritmo.

NETO - 1.5 - Seguramente que arrancava nota positiva não fosse aquele duplo disparate que deu o primeiro golo ao Marítimo. Não se entende com a experiência que tem. Foi o principal culpado da derrota, porque a primeira equipa a marcar naquela altura do jogo dificilmente perderia; fez uma passe proibido para a zona central, directamente para os pés do adversário e depois ainda abandonou a sua posição oferecendo linha de passe para o Pinho, que nas suas costas, não se fez rogado. Que bronca monumental.

FEDDAL - 3 - O melhor dos centrais, foi o patrão até ao golo do Marítimo e acabou como empregado a ajudar a empurrar o carro com os pneus já furados.

BORJA - 3 - Hoje não comprometeu, mas pouco ou nada arriscou; ainda vive o trauma do enorme erro que cometeu em Famalicão.

NUNO MENDES - 3 - Foi dos que mais tentou remar e procurar soluções durante toda a primeira parte, mas aos poucos foi-se-lhe apagando as pilhas que já estavam a ficar fracas.

PALHINHA  - 3 - Sem o enorme fulgor da Choupana, tentou gerir o esforço da melhor forma, ainda foi dos mais esclarecidos e culpados do adversário mostrar tanta ineficácia no primeiro tempo.

MATHEUS NUNES - 2.5 - Foi dos que não fizeram a sua parte e decerto que o treinador esperava mais de quem deu a liberdade de vagabundear no meio campo. Aprendeu que tem que ser muito mais eficaz no futuro.

BRUNO TABATA - 2.5 - Falhou uma boa oportunidade como titular e ainda não está pronto para as responsabilidades que lhe pedem; muito desacerto no timing de romper e servir a bola e ainda não sabe que no remate é a equipa que decide e não ele.

NUNO SANTOS - 3 - Muito mérito a ganhar espaços nas costas dos seus polícias, mas depois faltou subir outro patamar para muito melhor aproveitamento das vantagens que conquistou.

TIAGO TOMÁS - 2.5 - Já soou o alarme a dar alguns indícios de lhe começar a faltar algum gás. Em circunstâncias normais, aquele remate que atirou à trave daria golo com relativa facilidade. Muito esforçado, mas não foi o matador que a equipa necessitava.

POTE - 2.5 - O que melhor entrou no jogo, junto com Coates, dos que subiram ao relvado na segunda parte para tentar mudar o rumo dos acontecimentos; ainda teve um rasgo individual que quase dava finalização já dentro da pequena área.

SPORAR - 2 - Falhou um golo feito, daqueles mesmo à boca da baliza, lance que espelha o desacerto de toda a equipa na finalização.

JOÃO MÁRIO - 2 - Pouco ou nada conseguiu fazer no tempo que esteve em campo; não trouxe melhoria à equipa que já optava por jogo directo muito ao jeito do Marítimo, que pôde respirar melhor, sentindo-se no seu melhor habitat. 

PORRO - 2.5 - Foi dos que deixou a ideia que podia ter entrado um pouco mais cedo, mas compreende-se a gestão do treinador. Sexta-feira há novo jogo e mais importante.

COATES - 2.5 - Se entra mais cedo ......! Acabou por ser o nosso melhor ponta de lança nos derradeiros minutos ganhando vários lances de cabeça na área adversária.

RÚBEN AMORIM - 3 - Na minha opinião fez o que tinha que fazer; é obrigado a fazer gestão da equipa face ao jogo no lamaçal da Choupana, que, a pouco mais de 72 horas, foi desgastante. A verdade é que com as substituições, o Sporting demorou a entrar de novo no jogo e quando parecia que já estava a entrar, o jogo acabou.

MILTON MENDES - 3 - Nota positiva porque a sua equipa marcou dois golos e eliminou o Sporting CP. Não gostei de caírem na tentação do anti-jogo com as fitas do costume e das linhas demasiado defensivas e recuadas.

SPORTING - 3 - Boa primeira parte que deu a ideia de se ter o adversário no bolso, mas a falta de eficácia de matadores deu ânimo ao adversário, acabando por serem eles a marcar primeiro num duplo erro infantil do Neto.

MANUEL OLIVEIRA - 2.5 - Tecnicamente - 3 - Sem reparos de maior, deixou passar algumas faltas claras aos jogadores 'madeirenses'. Disciplinarmente - 2 - O Marítimo precisou de 16 faltas para ter o primeiro amarelo, o Sporting 4. Ficamos esclarecidos. 

LUÍS FERREIRA (VAR) - 3 - Mas fico com dúvidas na cor do cartão a dar ao avançado que pontapeou a cabeça do Neto na área do Sporting.

publicado às 03:49

As Notas de Julius (2)

Rui Gomes, em 09.01.21

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Na 2.ª edição desta nova rubrica, temos a oportunidade de ler e comentar as notas (0-6) que o nosso leitor Julius atribuiu aos jogadores do Sporting e a outros intervenientes no jogo de ontem com o Nacional, em que a equipa leonina saiu vitoriosa por 2-0, com golos de Nuno Santos (43') e Jovane Cabral (90').

"E... na tempestade chegou o 'Furacão Sporting', que arrasou na raça, no querer - que comoveu seguramente todos os adeptos que gostam de futebol e orgulhou toda a nação Sportinguista. Que atitude, de todos, sem excepção".

ADÁN - 4 - Não cometeu um único erro nas poucas vezes que foi chamado a intervir.

PORRO - 4 - Um dos jogadores que melhor se adaptou ao terreno; é um poço de força este 'muchacho', nunca se cansa.

LUÍS NETO - 4 - Toda a defesa esteve em alta, devidamente concentrada e a merecer nota bastante positiva e Neto já surpreende por acertar tantas vezes.

COATES - 4.5 - Hoje, como um peixe na água , imperial a comandar e a unir como um verdadeiro capitão.

FEDDAL - 4 - Sempre muito atento a defender e a subir muitas vezes nas bolas paradas provocando grande indecisão no adversário.

NUNO MENDES - 4 - De volta às suas boas exibições. Vê-se que fisicamente já está completamente recuperado e arrastou muitas vezes o adversário pelo seu corredor e ainda experimentou várias vezes o veneno dos seus cruzamentos.

JOÃO PALHINHA - 5 -  Foi ele o epicentro do furacão que caiu em cima do Nacional na Choupana. Durante toda a tempestade, incansável, que energia, que capacidade, abafou o meio campo adversário .

JOÃO MÁRIO - 3.5 - Muito lutador atirando-se de corpo e alma à tarefa e compromisso do que tinha que fazer, não tinha o melhor terreno para as suas características mas o que fez foi sempre bem.

POTE - 4.5 - Também de volta e que jogo, foi um dos braços do furacão, merecia o golo que esteve várias vezes muito perto de conseguir, aquela chegada à linha de fundo a tempo de servir o Nuno Santos no primeiro golo foi fantástica e importante para o resto do jogo.

NUNO SANTOS - 4.5 - Um leão muito guerreiro, ganhou a vasta maioria dos duelos em velocidade e soube posicionar-se para empurrar a bola cruzada pelo Pote.

SPORAR - 3.5 - Bastante combativo e quase sempre com muita eficácia, na chegada, no passe e nos duelos, prendeu bem os centrais.

TIAGO TOMÁS - 3.5 - Entrou com muita vontade mas teve dificuldade em adaptar-se escorregando algumas vezes, excelente a acreditar e a ganhar aquela bola onde ofereceu o golo ao Jovane no 'toma e faz-te famoso' .

MATHEUS NUNES - 3 - Entrou no momento em que o Nacional apostava tudo na bola para a frente e quando necessitávamos de refrescar o meio campo .

JOVANE CABRAL - 3 - Foi lançado nos derradeiros minutos do jogo mas ainda muito a tempo de marcar o golo pleno de oportunidade quando adivinhou o passe do Tomás e que sentenciou a partida.

RÚBEN AMORIM - 5 - Irrepreensível a forma como preparou o jogo e a equipa, que se apresentou muito melhor adaptada ao terreno que o adversário. Nota-se que transmite tremenda energia aos jogadores, muito atento ao timing correcto das substituições.

LUÍS FREIRE (Treinador do Nacional) - 3 - Nota positiva para quem fez o que pôde para travar o líder e sem recorrer ao anti-jogo.

SPORTING - 5 - Prova de fogo muitíssimo bem ultrapassada, no meio da tempestade foi o furacão que arrasou o adversário. Marcou dois golos e não sofreu nenhum.

NACIONAL - 3 - Contra factos não há argumentos, defrontou um adversário sagaz e em guerra levou a maior parte do tempo a proteger-se a si próprio do furacão. 

MANUEL MOTA - 4 - Num jogo complicado de dirigir, com muitos choques, fez uma boa arbitragem .

ANTÓNIO NOBRE (VAR) - 4 - Sem casos, não atrapalhou.

publicado às 03:49

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