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Não sei bem a que propósito Rui Miguel Gomes, jornal O Jogo, escreve nesta altura sobre Bas Dost e a sua reintegração no Sporting após a decisão de rescindir contrato unilateralmente, pelos infâmes eventos da Academia em Alcochete.

 

Já passaram vários meses, o assunto já foi extensivamente publicitado e comentado pela imprensa e pelos adeptos, e só faz sentido que alguém entenda "atear a fogueira" porque a performance da equipa do Sporting intimida alguns adversários e as respectivas aspirações ao título.

 

Não estamos perante um exercício de bom e objectivo jornalismo, até porque o autor não identifica a fonte da sua informação e o leitor, no seu pleno direito, ficará com dúvidas sobre a veracidade do que é adiantado. Eis o texto que foi hoje publicado no diário desportivo:

 

"Ao aceitar regressar ao Sporting e com base num novo vínculo contratual, BasDost viu substancialmente melhorada a sua folha de vencimento nos verdes e brancos. Ainda durante a liderança transitória de Sousa Cintra, o goleador holandês rubricou um novo contrato - tinha rescindido o anterior após a invasão a Alcochete -, válido por até 2021 e vendo disparar o salário para os 3 milhões de euros limpos. É, de longe, o mais bem pago dos jogadores do emblema lisboeta.

 

Contratação mais cara de sempre dos verdes e brancos, Bas Dost ingressou nos leões durante o Verão de 2016, a troco de dez milhões de euros, estabelecendo assim a soma recorde em Alvalade. À altura, o internacional holandês deixou o Wolfsburgo para receber 1,8 milhões de euros livres de impostos, sendo também aí o mais bem pago. Porém, a contratação posterior de Seydou Doumbia furou o teto salarial, com o marfinense a ganhar um ordenado superior a dois milhões de euros também limpos.

 

Depois dos tumultos registados em Alcochete que estão sob investigação da justiça, Dost foi o póster da invasão, ficando célebre a sua foto com uma ferida na cabeça, depois de ser agredido pelo bando de adeptos que invadiu Alcochete. Em consequência disso - a 11 de Junho passado - Bas Dost revogou unilateralmente o primeiro contrato que assinara, juntando-se, então, a Rui Patrício, Daniel Podence, William Carvalho, Bruno Fernandes e Gelson Martins, alegando condições de segurança necessárias para a prática da sua profissão.

 

Com a destituição de Bruno de Carvalho e Sousa Cintra a apresentar um vínculo novo em folha e com salário quase duplicado, o holandês aceitou então regressar e continua a ser uma pedra nuclear nos verdes e brancos".

 

Como ponto final, devo esclarecer que não estou minimamente preocupado com o que será um elevado salário do nosso avançado holandês. A Sporting SAD paga-lhe o que entende que ele merece e o seu histórico de "leão ao peito" justifica a consideração. Pontas de lança que marcam 79 golos em 100 jogos não se encontram todos os dias, muito menos ainda para um clube como o Sporting. 

 

Bas Dost tem sido cem por cento profissional desde que chegou a Alvalade, dá sempre o seu melhor em campo, e a equipa e o Clube beneficiam com isso. O resto é conversa de café para entreter os incautos.

 

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publicado às 15:00

 

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À falta de melhor imagem e com um pedido de perdão para os leitores mais sensíveis, Bruno de Carvalho é mais ou menos como uma micose no pé: pensamos que nos livrámos dela com a pomada que usámos no Verão, mas depois chega o Inverno e voltamos a sentir aquela coceira incómoda que nos recorda que não foi a lado nenhum. E, como acontece com qualquer micose, coçar só agrava o problema, mas ignorá-lo também não o resolve. É preciso atacá-lo de forma eficaz para eliminá-lo definitivamente.

 

Nesse sentido, talvez a contestação de que Frederico Varandas foi alvo na Assembleia Geral de sexta-feira por parte de um grupo de apoiantes de Bruno de Carvalho possa ter um efeito profilático, pelo menos se for encarada como um sintoma de um problema que, definitivamente, não está resolvido.

 

No próximo dia 15 há outra Assembleia Geral. Essa, para analisar e votar os recursos aos processos instaurados a Bruno de Carvalho e seus pares, e os sportinguistas, a maioria dos sportinguistas, aqueles que não se revêem na forma populista, trauliteira e irresponsável como o antigo presidente levou o clube ao estado calamitoso em que ainda se encontra, têm uma oportunidade única para deixar claro que não deixam os destinos do Sporting ser determinados por uma minúscula, ainda que populista, trauliteira e irresponsável, minoria que se habituou a desrespeitar os valores da democracia.

 

Ignorar o problema, imaginar que se resolve sozinho, é deixar aquela coceira incómoda crescer até fazer ferida. E mais uma ferida é tudo o que o Sporting não precisa.

 

Jorge Maia, jornal O Jogo

 

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publicado às 13:00

 

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O empréstimo obrigacionista lançado pelo Sporting acabou por revelar-se mais do que uma operação financeira. Foi também um grito de revolta contra a pressão da banca. Foi uma manobra de diversão contra a omnipresença mediática do caso Alcochete. Foi uma manifestação de unidade que atirou para segundo plano (pelo menos momentaneamente) a substituição do treinador. E foi até uma boa oportunidade para ex-capitães desavindos com o clube, ou este com eles (com ou sem justiça), proporem o definitivo restabelecimento da paz.

 

Tudo isso aconteceu porque Frederico Varandas e Francisco Salgado Zenha souberam dar a volta a um processo tortuoso, mas sobretudo porque a resiliência, a paixão e a fé - é essa a palavra - dos sócios do Sporting não têm fim.

 

Quantos clubes, depois de tantos anos de má gestão, fracasso e turbulência, ainda estariam sequer na I Divisão, quanto mais no primeiro quarto da hierarquia nacional? Aquela é uma massa associativa e adepta singular, e isso nem sempre tem sido dito vezes suficientes.

 

Joel Neto, jornal O Jogo.

 

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publicado às 03:46

Do "calciocaos" ao "Portugalcaos"

Rui Gomes, em 17.11.18

 

Este sábado é um bom dia para pensar na Itália e nos efeitos colaterais da moralidade flexível.

 

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No século XXI, Portugal está muito mais próximo do futebol italiano do que a natureza determinaria. Jogou quase o mesmo número de finais internacionais, entre clubes e selecção; ganhou mais na formação; tem cinco taças internacionais para contrapor às sete de Itália (calma, eu sei que Ligas dos Campeões e Mundiais não são taças UEFA e Europeus) e, sobretudo, apresenta dois jogadores distinguidos como melhores do mundo contra apenas um italiano.

 

Esta proximidade é quase uma goleada portuguesa e talvez só possa existir porque, em tempos, houve uma condição climatérica chamada "Calciocaos" que derrubou e paralisou os principais clubes de Itália durante vários anos. O AC Milan, imperador da Europa nos anos 90, nunca recuperou. Fui acompanhando o processo, naquela altura, e acredito que nada daquilo era mais sujo do que o actual contexto português, dos casos investigados à manipulação noticiosa, passando pela opinião instrumentalizada de que ninguém parece envergonhar-se.

 

As graves consequências da má conduta italiana podem ter definido a geografia do futebol europeu, porque aconteceram quando o "calcio" procurava ainda resistir à ultrapassagem da Premier League no campeonato das ligas milionárias. Todos pagaram bem caro, uns pelo crime e os outros pela indulgência. Este sábado, data de um insólito Itália-Portugal de posições trocadas, é um bom dia para se pensar nisto, vá lá, trinta segundos.

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 15:40

 

O Itália-Portugal ou Bruno de Carvalho e o e-Toupeira? Qual é o futebol que importa mostrar esta semana?

 

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Os jornalistas não são notícia (e, às vezes, as notícias também não), mas é notícia quando alguém se queixa dos jornalistas por se ocuparem demasiado do processo-crime em curso contra um ex-presidente de clube acusado de ordenar um ataque à sua própria equipa, ou de outro em que uma SAD é acusada de acesso indevido ao sistema informático da Justiça.

 

Dizem-nos que os cidadãos querem futebol futebol e que está aí à porta um jogo muito importante da Selecção, enquanto nós passamos os dias no tribunal, à cata de uma partícula de migalha de notícia. "O futebol não é aquilo". Acontece que o futebol é mesmo aquilo e que, se não estivéssemos nos tribunais e se os tribunais não estivessem nas nossas primeiras páginas, estaríamos a mentir às pessoas sobre o que o futebol é, neste momento.

 

O Itália-Portugal vai jogar-se na mesma e terá o seu espaço; com alguma sorte, a equipa continuará a divertir-se sem Ronaldo e dará ao Norte o prazer descentralizado de receber a fase final da Liga das Nações. É importante, mas podemos sobreviver sem isso (até o Norte, que só recebe a prova porque o aeroporto de Lisboa está em implosão). E, para ser correcto, também podemos sobreviver sem meter pelos olhos das pessoas dentro a fauna miserável que infecta o futebol. Já andamos assim há décadas e podemos andar outras tantas.

 

Para efeitos literários, até podia escrever agora que não haverá outras finais da Liga das Nações se continuarmos nestas companhias impróprias, mas até nem acredito nisso. O banditismo e a canalhice nunca foram obstáculos. Podemos ter um magnífico futebol canalha, eventualmente até o melhor futebol canalha do mundo, se nos aplicarmos. Basta tirarmos os jornalistas dos tribunais.

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 03:33

Sem esquecer a assinatura

Rui Gomes, em 10.11.18

 

Tiago Fernandes obteve dois resultados que farão dele uma reserva do leão.

 

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O Sporting saiu do 'Emirates' com honra, um ponto e uma importante injecção de confiança. Em termos práticos, não interessa muito discutir se fez apenas uma parte do trabalho, a defensiva, porque sair vivo de Londres era o mais importante para os leões neste princípio de época conturbado. O apuramento para as rondas a eliminar está praticamente garantido e esse era o projecto imediato.

 

A vitória sofrida nos Açores e o empate espremido em Londres modificam o estado de espírito de jogadores que desde o primeiro dia parecem à deriva e elevam o interino Tiago Fernandes ao papel de reserva técnica dos leões. As exibições não melhoraram por aí além, mas a equipa lutou e nas duas das três aparições previstas para o exercício do treinador de transição resultaram como proveitosas para os registos estatísticos.

 

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Tiago Fernandes tem vindo a transmitir a ideia de que estava preparado para assumir o comando. Conhecia o grupo e tinha ideias para modificar não só o onze como, mais significativo ainda, a forma de jogar. Ou seja, mesmo sabendo-se a prazo fez questão de assinar a intervenção.

 

A passagem para o modelo 4x4x2, a aparição de Lumor no onze frente ao Santa Clara, a surpreendente titularidade de Miguel Luís, estreado quatro dias antes mas só para ficar na história, já que entrou na compensação, foram decisões para assinalar. Se não sair do trilho no domingo, com o Chaves, ficará registado nas memórias. Caso o holandês não resulte, tem via livre para voltar. E discurso!

 

Carlos Machado, jornal O Jogo

 

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publicado às 03:35

 

Sem Cintra por perto, todas as culpas eram dele e não faltava vontade de lhas apontar. Varandas chegou-se à frente.

 

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O Sporting está numa sucessão de cenários exóticos desde maio. E ter uma equipa e um treinador escolhidos, no meio do caos, por uma comissão transitória não era o mais trivial desses cenários. Ainda assim, a maior das provas de coragem que José Peseiro deu, quando aceitou o convite de Sousa Cintra, foi saber (tinha de saber, por amor da santa) como os adeptos reagiriam à aura que trazia do FC Porto, Braga, V. Guimarães e talvez até da primeira passagem por Alvalade. Somava-se a esse problema, que não era pequeno, o estatuto público de pneu sobressalente, para durar só até chegar à oficina.

 

Depois, veio a inconcebível entrevista de Cintra, cheia de recados e censuras ao treinador que ele tinha contratado, para o caso de haver adeptos distraídos que ainda dessem a Peseiro o benefício da dúvida. O despedimento acaba por ser meio golpe de misericórdia, meio operação de limpeza a uma casa atravancada e torta. Os sportinguistas já não iam a tempo de se apaixonarem pelo treinador e o presidente, pelos vistos, também nunca sofreu desse apetite. Para quê prolongar o desconforto de toda a gente?

 

Frederico Varandas, que não chegou a tempo de contratar ninguém, tem algum direito a começar a presidência dele e é mais justo fazê-lo assim, sobretudo para Peseiro. Depois de Sousa Cintra ter saltado fora, já não restava mais ninguém, se não o treinador, para responder por tudo, incluindo pelas decisões de Cintra. Como bom soldado na formatura, Varandas deu um passo à frente.

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

Nota: Recorrendo ao raciocínio do nosso estimado leitor Mike, em sentido inverso, se os nossos adversários aprovam a decisão (José Manuel Ribeiro é adepto do FC Porto), é porque foi a decisão errada. Será assim?

 

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publicado às 02:46

Confundível

Rui Gomes, em 01.11.18

 

Luís Filipe Vieira não quer que se confunda Paulo Gonçalves com o Benfica. Pois...

 

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1 - Na véspera de celebrar 15 anos à frente do Benfica, Luís Filipe Vieira anunciou a vontade de se manter em funções, pelo menos, mais seis. Essa é a principal notícia que resulta da longa entrevista do presidente dos encarnados à TVI.

 

Poderia discutir-se se o facto de não saber da existência de uma cartilha distribuída aos comentadores do clube não mereceria o mesmo estatuto, mas não é a primeira vez que Luís Filipe Vieira garante nunca ter ouvido falar de coisas que toda a gente sabe que existem, como as claques do clube, por exemplo.

 

Como o voto de confiança a Rui Vitória se ficou pela timidez de um "por mim, fica até ao fim" sobra o prematuro, mas nada surpreendente anúncio da recandidatura atrelado à promessa de demissão se o clube for condenado por corrupção, embora aqui com um asterisco: não se pode confundir Paulo Gonçalves com o Benfica. O problema, claro, é que foi o próprio clube a fazer essa confusão durante demasiado tempo.

 

2 - Javier Tebas, presidente da La Liga, comporta-se em relação a Cristiano Ronaldo como a raposa da fábula de La Fontaine. Consta que o bicho tentou, sem sucesso, alcançar um cacho de uvas penduradas numa vinha muito alta. Sem lhes conseguir chegar, virou-lhes as costas resmungando: "estão verdes".

 

Em Outubro, Tebas considerou que, numa escala de 0-10, a saída de Ronaldo de Espanha teria um impacto de 3, 4 no máximo. Ontem, ficou a saber-se que admite dar o nome de Messi ao prémio de MVP da La Liga, explicando que se fala "muito de Neymar, mas Messi não tem limites".

 

A omissão do nome de Ronaldo, cujo impacto na actual crise do Real Madrid atinge um 9 na escala de Richter, não é casual. Tebas é um vendedor. Para continuar a vender La Liga, não pode admitir que a competição perdeu interesse. Por outras palavras, não é Ronaldo que está verde, é Tebas que já não lhe chega.

 

Jorge Maia, jornal O Jogo

 

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publicado às 02:46

 

Infantino completou a tempestade perfeita que vai virar do avesso o calendário do futebol.

 

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O entusiasmado do V. Guimarães-SC Braga de anteontem pode já ter sido um fantasma do passado. Está em curso uma guerra cósmica pelo motivos do costume e, no fim, serão obliterados também os do costume. A FIFA quer um Mundial de Clubes ampliado e uma Liga das Nações, ou melhor, a FIFA quer os 25 mil milhões de euros que um grupo japonês e um fundo saudita lhe oferecem para organizarem as duas provas.

 

Essa quantidade despropositada de dinheiro é o detalhe que faltava para uma tempestade perfeita sobre os campeonatos nacionais. Já havia a atracção fatal pela ideia de uma superliga europeia de clubes, acentuada pela cumplicidade da UEFA, que está decidida a empurrar os jogos da Champions para o fim-de-semana. Entretanto, as renegociações de contratos televisivos pelas ligas nacionais tremem; vários deles estão inflacionados e há dúvidas sobre as virtudes das novas fontes de receita, como o 'streaming' (transmissões directas na Internet).

 

O caminho futuro é virar as competições do avesso, passando o grosso do calendário a ser preenchido pela agenda internacional e ficando a agenda nacional com as sobras. Os campeonatos são reduzidos (oito clubes? Doze?), transplantam-se para as quartas-feiras, e a Europa torna-se a arena principal. O engodo das receitas resolverá o problema dos clubes, porque os maiores serão muito bem pagos e os outros terão de se amanhar. O grande V. Guimarães-Braga pertencerá, então, a um equivalente da Taça da Liga.

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 12:32

O "murro" na mesa

Rui Gomes, em 28.10.18

 

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"... Sabem quem é o treinador que tem mais vitórias na Liga dos Campeões com menos número de jogos?", perguntou Rui Vitória aos jornalistas. Pois, não sabíamos. Generosamente, o treinador do Benfica quis poupar-nos trabalho e disse que era ele próprio, mas tudo o que conseguiu foi arranjar uma carga de trabalhos e pôr toda a gente a fazer contas para concluir que está enganado.

 

Claro que errar é humano e não será por acaso que a matemática é a disciplina mais detestada por qualquer estudante normal pelo que convém não empolar o caso. Ainda assim, fica o aviso: quando se quer dar um murro na mesa, convém garantir que se vai acertar em cheio para a coisa não fazer ricochete.

 

Jorge Maia, jornal O Jogo

 

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publicado às 02:01

Mentiras e vigarices flagrantes

Rui Gomes, em 21.10.18

 

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O período Mário Figueiredo teve tantas mentiras e vigarices flagrantes (culminadas no golpe patético que o reelegeu como presidente por quinze dias) que nunca verdadeiramente entendi como pôde a directora-executiva Andreia Couto manter-se na Liga depois de três anos de cumplicidade, muito acima do necessário, com aquela triste figura.

 

Das duas uma: ou achou bem a falta de escrúpulos permanente, da qual existem dezenas de exemplos, ou não dispõe de discernimento para perceber o que lhe passa a milímetros do nariz. No mínimo, a fraude eleitoral devia tê-la despertado.

 

Para além de tudo isso, em 2014, dezasseis associados da Liga apresentaram contra ela uma participação criminal por abuso de poder. Como é que, depois de todos esses sinais, de todas estas provas de inabilitação, achou melhor ficar por lá?

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 04:02

O país é Ronaldo e mais 23%

Rui Gomes, em 19.10.18

 

A questão do IVA carrega um equívoco: o futebol é que está a dar pouco ao Governo.

 

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A directora-executiva da Liga critica o Governo, com razão integral, por excluir o futebol na descida do IVA para os espectáculos públicos. Esse tema já foi aqui abordado várias vezes, a última delas ontem pelo nosso director-adjunto, que tocou nos pontos todos, incluindo no drama do "estigma" da promiscuidade, que nunca fez sentido e menos ainda fará no momento actual do futebol europeu: o Estado não precisa de dar nada ao futebol; precisa de aprender a ganhar mais dinheiro com ele, como faz em todas as outras áreas de negócio internacionalizadas.

 

Olhar para o resto da Europa, ver como a Liga portuguesa está a ser varrida para o lixo pelos ratings clandestinos dos mais ricos, reparar no fluxo das transferências de jogadores e ter a (pouca) perspicácia de perceber que se está a perder muitos milhões de euros de receita fiscal não seria subserviência; seria ter um mínimo de competência para governar. Assim como recusar intervir no debate da centralização dos direitos televisivos, que é chave para resolver o problema, não é evitar promiscuidades; é cobardia ou muito pior do que isso.

 

Seria impopular entre os eleitores dar incentivos ao futebol profissional, mesmo sabendo que isso traria lucros mais tarde? É para isso que servem as manhas da política, ou "a arte do possível", como lhe chamava Bismark. Negoceiem, imponham regras duras, saiam deste filme como o Governo que domou a bola; o que quiserem. Mas não façam de conta que Portugal pode deitar fora o impacto do futebol ou esquecer-se de que ele existe.

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 11:00

Nova Selecção

Rui Gomes, em 13.10.18

 

Consta que em equipa que ganha não se mexe. Em equipa que ganha como Portugal ganhou à Polónia, ainda menos.

 

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1 Não deixa de ser significativa a forma como Fernando Santos fez questão de colocar água na fervura que a exibição de Portugal levantou, garantindo que há muitos jogadores que não estão nesta equipa e que podem estar. O seleccionador sabe que todos vimos o jogo de anteontem. Nós e os tais jogadores que não estão. E sabe que tanto uns como outros percebem que dominar a Polónia como Portugal dominou na primeira parte, não apenas dando a volta a uma desvantagem, mas multiplicando as oportunidades na baliza de Fabianski, não é tão normal como ele quis convencer-nos que é e como nós gostávamos que fosse. Se numa equipa que ganha não se mexe, numa que ganha assim, ainda menos.

 

É óbvio que nem tudo foi perfeito. O primeiro golo dos polacos nasce de um erro defensivo e o segundo do adormecimento à sombra da vantagem. Mas não se vê, por exemplo, que margem existe para mexer no triângulo formado por Bernardo Silva, Pizzi e Cancelo no lado direito. Nem como tirar a clarividência de Rúben Neves à equipa ou como travar o crescimento de André Silva no ataque. Claro que se todos víssemos tanto como Fernando Santos, não seria ele o seleccionador.

 

2 A presença de Bruno de Carvalho no DIAP um mero dia depois de Frederico Varandas ter afirmado que acabou o circo no Sporting situa-se ali, entre a ironia e a tragédia. Como uma catástrofe qualquer, não era de esperar que os efeitos da passagem de Bruno de Carvalho por Alvalade se apagassem em meia dúzia de dias e os próximos tempos podem tratar de o provar.

 

A confirmar-se o envolvimento do ex-presidente ou de funcionários do clube no ataque à Academia de Alcochete, ganham força os processos de rescisão unilateral avançados pelos jogadores e perde o Sporting. Outra vez.

 

Jorge Maia, jornal O Jogo

 

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publicado às 04:03

Parar o futebol

Rui Gomes, em 12.10.18

 

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A indústria do futebol português ameaça estar pronta para ir à guerra, fazendo fé nas palavras de Carlos Pereira, presidente do Marítimo e porta-voz dos clubes após mais uma Cimeira dos Presidentes. Parar o futebol - atente-se que não se trata do futebol profissional, mas sim de todo o futebol - da forma ligeira como o foi anunciado, soa mais a afronta pontual em tempo de discussão do Orçamento de Estado (terá ido tão longe o pensamento estratégico?) do que a ameaça real.

 

Os três cavalos de batalha dos clubes radicam no dinheiro: mais segurança nos estádios com menos custos, e nem pensar em porta fechada porque é triste - é mesmo! - e dá... prejuízo; redistribuir verbas das apostas e estarão em causa 20 milhões de euros; pagar menos pelos seguros de acidentes de trabalho dos jogadores.

 

Não está em causa a legitimidade das reivindicações, que Pedro Proença teve de explicar a posteriori para não haver dúvidas sobre o que está exactamente em causa, argumentando até com a importância do futebol no PIB do país. As matérias não são novas e fica a certeza de que os clubes têm pressa e dizem estar unidos.

 

À parte da cimeira, SC Braga e V. Guimarães trocaram alfinetadas sobre o VAR. António Salvador falou de um golo duvidoso do rival num jogo em que perder 3-1 ou 3-2 não interferia na classificação. Júlio Mendes protesta por cinco pontos que entende terem sido sonegados ao Vitória e fala no penálti não assinalado no Braga-Rio Ave que poderia ter tirado um ponto aos bracarenses. Ou seja, no entender de Mendes a classificação em vez de 17-10 (em pontos) deveria registar 16-15. Salvador estranhou a reprimenda ao VAR num jogo do Braga líder e diz que vai estar atento. Este é o futebol real. E de certeza que um bate-boca destes desperta bem mais atenção do que uma ameaça de parar o futebol.

 

Carlos Machado, jornal O Jogo

 

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publicado às 04:02

Grande notícia para Leonardo

Rui Gomes, em 11.10.18

 

O treinador a quem só pediam para ganhar equipas sai do Mónaco por perder jogos.

 

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O presidente Enrico Preziosi, do Génova, chicoteou David Ballardini, que considera "um treinador terrível": "A carreira dele comprova isso. Foi despedido 13 vezes nas últimas 14 épocas." O curioso é que, não só Ballardini tinha o cadastro actual bem à vista em 2017, quando Preziosi o contratou, como já havia sido contratado por ele antes, em 2010/11. Dos 13 despedimentos, só consegui encontrar seis, pelo que nem essa parte deve ser honesta.

 

Os treinadores são um par de ombros largos, à disposição de qualquer banana (ou do Pogba) para lhe branquear a incompetência. Na soma de quatro anos, Leonardo Jardim vendeu 800 milhões de euros em jogadores do Mónaco, cumpriu uma Liga dos Campeões estratosférica e venceu um campeonato inimaginável ao Paris Saint-Germain. De época para época, conformou-se a treinar equipas cada vez menos reforçadas, por decisão estratégica do clube e a mero troco de uma reputação efémera de "formador". Fez-se um agricultor de talentos.

 

Mas o despedimento, que será confirmado hoje, condena a tal ideia fresca do viveiro que o Mónaco parecia representar. Afinal, o unicórnio do clube-escola e infinitamente paciente com os resultados regressa ao reino da fantasia assim que põe os olhos num nome vistoso como o do alegado sucessor, Thierry Henry, campeão da Europa e do Mundo pela França, em 1998 e 2000.

 

E Jardim, o treinador a quem só pediam para ganhar equipas, sai do Mónaco por perder jogos, como acontece a todos os comuns mortais que aspiram a taças. A boa notícia é que o livram do calvário desta espécie de auto-exílio competitivo, muito abaixo do seu potencial, e ainda lhe devem pagar uma valente indemnização por cima. Ah... e o patrão Ryobolev vai ver-se à rasca para lhe encontrar despedimentos como os de Ballardini no currículo.

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

P.S.: Já é oficial, Leonardo Jardim foi despedido do Mónaco, prova absoluta que nenhum treinador está seguro, mesmo com um registo de vencedor.

 

Mensagem de despedida do vice-presidente Vadim Vasilyev:

 

"Tenho de felicitar com muito respeito o Leonardo pelo trabalho realizado. No banco do Mónaco tornou-se uma referência na Europa e deixa um balanço muito positivo. A sua passagem ficará como uma das mais belas da história do nosso clube. O Leonardo vai continuar a fazer parte da família do Mónaco".

 

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publicado às 13:26

A violência da opinião

Rui Gomes, em 06.10.18

 

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As mulheres têm todo o direito de dizer não e de ver essa vontade respeitada, independentemente da hora a que o digam, do local, da roupa que vistam ou da profissão que tenham. E Cristiano Ronaldo tem o direito de ser julgado sozinho e não em nome do saco de gatos em que se transformou o #MeToo, movimento global nascido para combater o assédio e assalto sexual.

 

Li muito sobre o caso nestes últimos dias e poucas opiniões conseguiram navegá-lo sem maltratar, pelo menos, um destes dois princípios sagrados, até as que tentaram ser delicadas. Escrevo apenas para não fugir a um tema que tomou conta da actualidade mundial e que é grave sob qualquer ponto de vista. Tomar partido com leviandade implica ferir uma causa que compreendemos e defendemos ou presumir culpas, de Ronaldo, que só duas pessoas no planeta podem, eventualmente, avaliar. Por isso, mais do que este parágrafo não, obrigado.

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

 

Entretanto, há quem tenha princípios e uma linha de pensamento radicalmente diferentes de José Manuel Ribeiro, como é o caso de Paulo Dentinho, director de informação da RTP, que se deu a publicar o que só pode ser considerado um vergonhoso post, alegando que "estava a preparar um programa sobre o aniversário do movimento 'Me Too' e isso, aliado ao facto de ter três filhas, fez-me ter um momento emocional. Não me estava a referir ao caso concreto de Cristiano Ronaldo":

 

"Há violadas de primeira, violadas de segunda categoria, violadas de terceira categoria, etc. Depende muito do estatuto delas mas, sobretudo, do estatuto deles. Questão de perspectiva... Um "não" de uma puta - e tem também ela direito a dizer não - vale nada. É mercadoria. E se o violador tiver a auréola de herói nacional, é puta de certeza, no mínimo dos mínimos uma aproveitora sem escrúpulo algum. Logo, puta! Os factos, que se fodam os factos. Estava a pedi-las, foi o que foi. Felizmente não é a mamã, a filhota ou o filhote de ninguém. Porque nesta justiça será sempre uma filha ou um filho da puta".

 

E é este indivíduo director de informação da estação pública ?... Por mim, deixava de exercer o cargo imediatamente.

 

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publicado às 03:48

Os santos dos clubes

Rui Gomes, em 28.09.18

 

Reacção do G15 à nova lei de segurança é, em simultâneo, uma cambalhota, um ataque de amnésia, uma hipocrisia, uma prova e um bom sinal.

 

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O G15 acha que a nova lei de segurança "diminui os clubes" e "assume a indústria do futebol como um problema para a segurança pública". Para um movimento que se iniciou com o pretexto de pôr na ordem os três grandes, por ser considerado que estavam a "incendiar" o ambiente, o mortal à rectaguarda não podia de modo algum ser mais pronunciado, nem contraditório.

 

As diligências que os clubes têm supostamente feito para controlar os respectivos adeptos vão de inexistentes a duvidosas, na maioria dos casos, e a manipulação deliberada e suja que alguns deles fazem das massas já está provada, em documentos e testemunhos, sem que o G15 tenha mencionado essa praga, sequer de raspão.

 

Por outro lado, há uma série de casos em tribunal, alguns já com sentenças, que provam inúmeros tipos de más condutas de clubes - e aí não são apenas os grandes, como não são apenas eles que falam de árbitros, como geralmente também não são eles que irritam os adeptos com antijogo e muitas outras práticas que compõem a actual cultura do futebol português.

 

Algum presidente censura um treinador por o ter feito? Ou por insultar um árbitro à vista de todos? Castigam internamente um jogador por agressão? Ou por simular um penálti? Abrem inquéritos a adeptos? Expulsam-nos? Talvez tenha acontecido, mas não tenho notícia disso. Sei é que as câmaras de vigilância de alguns deles avariam em momentos convenientes; que os castigos aplicados até agora não funcionam e que os jogos à porta fechada os incomodam muito, sinal de que devem manter-se na lei (embora fosse preferível a interdição pura e dura).

 

É a mentalidade dos clubes que tem de mudar primeiro e a pronta reacção do G15 ao esforço da nova lei foi pôr essa hipótese imediatamente de parte. Comprovando-a.

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 04:01

O medo de não parecer corajoso

Rui Gomes, em 22.09.18

 

É verdade que o Bayern está ainda mais rico e mais forte, mas o futebol português precisa de ficar mais burro?

 

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É mais compreensível que o Qarabag, dos confins do Azerbaijão, oponha resistência ao Sporting, em Alvalade, ou que o Benfica não oponha resistência ao Bayern no Estádio da Luz? A confiar no grosso da opinião publicada sobre o segundo destes jogos, perder com o campeão alemão era uma fatalidade que se adivinhou logo nos primeiros instantes. Aliás, não foi o Benfica que perdeu, foi o "futebol português" por atacado, ainda que, abusivamente, só Rui Vitória tivesse voto na matéria quanto às decisões tácticas.

 

Toda a gente chegou à conclusão de que as diferenças são demasiado grandes, que se há de fazer? Primeiro: não entrar em negação e conversa fiada só porque se é comentador e benfiquista. Isso nem o Benfica ajuda. As diferenças são grandes, sem dúvida, mas não são maiores do que as existentes entre o Chaves e o FC Porto. O que separa o Chaves deste Benfica - ou, noutros tempos, do FC Porto e do Sporting - é o ego que substituiu a inteligência colectiva do país futebolístico e proíbe algo tão simples como jogar à defesa. Nenhum treinador dos três grandes quer ser apanhado a perder, jogando à defesa ou sequer usando alguma ratice que possa ser confundida com isso.

 

Uma boa parte dos treinadores portugueses sofre do paradoxo mais palerma do planeta: o medo de não parecer corajoso. Portanto, se o mundo do futebol mudou (e mudou), se os Bayerns estão cada vez mais ricos (e estão) e se os portugueses estão cada vez mais longe deles, talvez a mentalidade precise de se ajustar ao novo contexto. Antes de ser bonito ou feio, destemido ou medroso, o futebol precisa de ser um bocadinho inteligente.

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 02:52

 

Só há duas coisas surpreendentes na anunciada saída de Paulo Gonçalves do Benfica.

 

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A primeira é que apenas tenha acontecido agora. Há muito tempo que era insustentável a tese de defesa dos encarnados, alegando que as eventuais acções do assessor jurídico no âmbito do processo e-Toupeira não eram do conhecimento da SAD e simultaneamente mantendo nele toda a confiança. Parece evidente que se Paulo Gonçalves agiu por iniciativa individual, arrastando a SAD consigo para a lama sem lhe dar conhecimento, não pode merecer toda a confiança dos empregadores.

 

O que entronca na segunda surpresa: que a saída seja iniciativa de Paulo Gonçalves. Não que seja inesperado ver um profissional tão elogiado dar o primeiro passo no sentido de proteger a entidade patronal, sacrificando-se pela causa, mas apenas porque, a fazer fé na tese de defesa da SAD, que alega desconhecer os ilícitos de que o seu funcionário é sustentadamente acusado pelo MP, seria mais normal ser aquela a retirar-lhe a confiança.

 

Jorge Maia, jornal O Jogo

 

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publicado às 17:22

Cyber futebol

Rui Gomes, em 15.09.18

 

A insegurança e o crime informático são um desafio para a Justiça.

 

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1 - Robert Mueller, antigo director do FBI e actual responsável pela investigação à interferência russa nas eleições presidenciais americanas de 2016, disse em 2012 que só havia dois tipos de empresas no mundo: as que já foram pirateadas e as que ainda vão ser. Entretanto passaram seis anos, pelo que o número das que ainda não foram terá diminuído drasticamente.

 

Para sermos claros, quando até o Citius, o sistema informático de gestão processual da Justiça Portuguesa, é permeável a acessos indevidos, qualquer expectativa de segurança neste admirável - ou abominável - mundo online é vã, pelo que a única maneira de não temer é mesmo não dever.

 

Menos vã é a expectativa de que a Justiça funcione. E que funcione para este tipo de crimes informáticos, de forma a serem devidamente investigados e punidos; mas também para os crimes que eventualmente sejam descobertos durante o processo.

 

Em Espanha, por exemplo, os documentos revelados pelo Football Leaks - alegadamente da responsabilidade do mesmo hacker suspeito de ter roubado correspondência ao Benfica - impulsionaram muitos dos recentes processos fiscais movidos contra estrelas do futebol.

 

Paralelamente, a Justiça nunca deixou de procurar activamente o responsável ou os responsáveis pelo roubo dessa informação no sentido de os levar a responder pelos seus crimes. Porque, como dizia um famoso treinador português, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. E duas coisas erradas não fazem uma certa.

 

2 - Quando Varandas Fernandes (vice do SLB) pergunta se alguém acredita que um hacker ofereceu informação a troco de nada não percebe que está a abrir espaço para que os rivais perguntem se alguém acredita que as eventuais acções de Paulo Gonçalves no âmbito do processo e-Toupeira não são do conhecimento da SAD do Benfica?

 

Jorge Maia, jornal O Jogo

 

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publicado às 04:18

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