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Haja bom senso!

Rui Gomes, em 27.10.20

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Isto é um clássico. Na questão em causa ou noutra, aparecem críticas, sentenças, quando não condenações, de quem não tem a responsabilidade de fazer. Porque quando tem de fazer, se calhar, nem a sua vida sabe governar.

No caso concreto do Grande Prémio de Fórmula 1 (Portimão), a DGS autorizou a presença de público com um determinado número de espectadores e com normas muito específicas. Quem falhou? A DGS? Não. Quem falhou foi a organização do evento, que não controlou os espectadores, além da irresponsabilidade de alguns que se aglomeraram, sabendo que isso é perigoso e não era permitido.

O que aconteceu neste evento, aconteceria mais facilmente num estádio de futebol, mesmo com metade da lotação. Se há melhor exemplo da razão da não existência de espectadores, aí está. Ou há condições logísticas adequadas para impor as normas, ou não há. Deixar isso à responsabilidade individual é como pôr a raposa a guardar o galinheiro.

A festa do Avante, e mais recente, a peregrinação a Fátima, foram exemplos positivos do cumprimento rigoroso das normas, por parte dos organizadores.

Portanto antes de se atirar pedras deve-se ter o bom senso de ver como as coisas realmente acontecem.

Texto da autoria de Nação Valente

publicado às 02:34

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A questão dos adeptos nos campos é polémica e complexa. O comportamento dos adeptos, pelo menos, de parte, é incontrolável dentro do campo. Teria de haver um controlo muito apertado, que exige bastantes meios. Mas a melhor prova é fazer a experiência.

Quando não se está no centro do furação é muito fácil acusar quem tem de lidar com ele. Não houve nenhum milagre português, e nem me parece que essa ideia fosse propalada, sendo elogiados muitas vezes, como fundamentais, o comportamento dos portugueses. O que realmente houve, foi um vasto leque de medidas que permitiram que a situação não se descontrolasse, contrariamente ao que aconteceu, em muitos outros países.

Os "parlapatões" nas suas palavras, estão em todo o mundo. Veja-se o que se passa, neste momento - só para falar da Europa - em Espanha, na França, na Alemanha e até na impoluta Inglaterra, que nos marginalizou, mas que está numa situação muito pior, à beira de grande descontrole. Tudo "incompetentes".

Lidar com um surto pandémico desta dimensão e imprevisibilidade é muito complicado, como se vê a nível global. Ser treinador de bancada, no futebol, ainda se admite. Num caso sério com este, enfim... Criticar a autorização ou não de adeptos nos estádios é aceitável. Fazer apreciações políticas, na minha perspectiva. sem fundamento e conhecimento de causa, chama-se oportunismo. Nem vem a propósito neste espaço.

Texto da autoria de Nação Valente

ADENDA

Parece-me pertinente fazer um esclarecimento a este comentário, contextualizando-o. Este texto resultou de uma resposta ao leitor Greenlight a propósito da questão de não serem autorizados adeptos nos estádios de futebol, com base numa transcrição de declarações do presidente Varandas.

O referido leitor criticou, com todo o direito, essa postura da DGS. Mas para além disso aproveitou, na minha opinião, fora do contexto, para atacar o Governo português, como responsável pela evolução da epidemia, numa perspectiva de posicionamento político, que não me pareceu adequado ao que estava em debate.Reafirmo que o debate de adeptos nos estádios faz parte da manifestação livre de opinião, no âmbito em que se insere.

Espero ter esclarecido eventuais leitores sobre o que escrevi.

Nação Valente

publicado às 04:18

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A FIFA propôs à International Football Association Board (organismo que gere as regras do futebol) um aumento de substituições no decorrer de um jogo: 5 em vez das actuais 3. A alteração temporária à Lei 3 – foi aceite e vigorará, para já, até final de 2020, podendo vir a ser estendida para 2021, dependendo da evolução da Covid-19.

A mudança visa “proteger o bem-estar dos jogadores”, adianta a FIFA em comunicado: "a longa interrupção na maioria das competições vai obrigar a condensar muitos jogos num período mais curto do que o habitual, pelo que os desportistas terão menos tempo de descanso. A alteração entra imediatamente em efeito".

Importante tomar nota que as equipas, no entanto, não terão direito a cinco paragens por partida para fazer substituições. De modo a evitar que a regra temporária seja usada para perder tempo, cada equipa pode pedir uma interrupção para trocar de jogadores apenas três vezes, tal como já acontece hoje.

A primeira grande liga europeia a beneficiar desta lei será a alemã: a Bundesliga recomeça (à porta fechada e com testes à Covid-19 prévios aos jogadores) no próximo sábado, 16. O primeiro jogo é entre o Shalke e o Borussia Dortmund. Em Portugal, a I Liga deverá regressar no fim de semana de 30 e 31 de maio. A ministra da Saúde, Marta Temido, já contactou com o seu homólogo alemão para tentar perceber as regras de segurança e higiene que estão a ser implementadas na Alemanha.

Além do referido aumento de substituições, a FIFA deixou ainda ao critério das entidades organizadoras de cada competição a suspensão do VAR, depois de terem sido levantadas preocupações com o facto de os videoárbitros trabalharem em pequenas salas com outras pessoas. No entanto, adverte a FIFA, se o VAR for utilizado, mantêm-se exactamente as mesmas regras.

Veja os pormenores da regra temporária das substituições, segundo a FIFA:

- Cada equipa poderá usar no máximo cinco substitutos.

- Para minimizar a interrupção da partida, cada equipa terá no máximo três oportunidades para fazer substituições durante o jogo; as substituições também podem ser feitas no intervalo.

- Se as duas equipas fizerem uma substituição ao mesmo tempo, contará como uma das três oportunidades para cada equipa.

- Substituições e oportunidades não utilizadas são transportadas para o prolongamento.

- Sempre que as regras da competição permitirem uma substituição adicional no tempo extra, as equipas terão então uma oportunidade de fazer uma substituição adicional; as substituições também podem ser feitas antes do início do prolongamento e no intervalo do prolongamento.

Nota: Ao que consta, em Portugal ainda não foi decidido se o VAR vai ser utilizado.

publicado às 04:01

O Futebol e a Pandemia

Rui Pedro Barreiro, em 14.04.20

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Todos os amantes do desporto-rei anseiam pelo regresso do futebol, pelas idas ao estádio, pelos grandes jogos televisionados, pela emoção e paixão que só este desporto nos dá. Todavia, vivemos hoje num Mundo em que a pandemia destrói vidas, economia, finanças e em que a incerteza continua a ser a maior certeza que temos.

Em Portugal já se fala no regresso dos campeonatos profissionais, havendo até notícias de treinos e trabalhos preparatórios do regresso ao trabalho, para além de um documento produzido pela Liga denominado "Retoma Progressiva à Competição". De acordo com o divulgado, o documento prevê 3 fases de adaptação no quadro da retoma da competição:

"FASE 1 - Regresso progressivo aos treinos; treinos individualizados no campo durante duas semanas, com avaliações antes das sessões (com máscaras e salas próprias), na presença de treinador e elemento do departamento médico (com máscaras e respeitando distâncias de 2 metros). Não há cruzamento com outros jogadores ou staff. E é admissível a presença de 2 jogadores, cada qual no seu meio-campo.

FASE 2 - Treinos de grupo com contacto (3.a e 4.ªa semanas), mas respeitando ‘normas básicas’.

FASE 3 - Campeonato inicialmente à porta fechada, na qual os jogos ‘fora’ obedecem a viagens mesmo no próprio dia da competição, com autocarros higienizados e os jogadores distribuídos segundo as normas de segurança (1 atleta para cada 2 lugares e com máscara). Nos balneários, 1 jogador por cada 25m2 e, nos ginásios, já agora, recomendação de distância mínima de 5 metros entre atletas."

Ora, tudo leva a crer que o estado de emergência vai continuar. Será que o futebol não tem que cumprir as regras impostas a todas as outras actividades? Afinal, quanto vale uma vida? De certeza que o futebol é importante para muitos de nós, mas neste momento é talvez o menos importante desta luta em que nos encontramos. De certeza que há soluções para resolver tudo o que tem que ser resolvido. Precisamos de ser campeões, mas noutro campeonato. Haja juízo.

publicado às 17:00

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