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Este texto - que já estava preparado à espera de publicação - visa dar continuidade ao debate iniciado pelo nosso leitor RRAleixo no prévio post.

 

Paulo Faria - representante de Shikabala em Portugal - concedeu uma entrevista exclusiva a Bola Branca - da Rádio Renascença - onde "arrasa" completamente o jogador egípcio, tanto pela sua conduta em Alexandria, na ocasião do regresso do Sporting a Portugal depois de disputar um particular de pré-época, de forma deliberada para poder ficar impedido de viajar e passar uns dias de férias no seu país natal. Inclusive, afirma o representante, não atendeu o telefone ao Sporting durante esse período.

 

As declarações de Paulo Faria sobre este insólito episódio, podem ser lidas aqui.

 

A segunda parte da entrevista aborda outro recém-episódio - creio que desconhecido pelos adeptos - em que revela que o Sporting chegou a acordo com um clube grego (Xanthi) para o empréstimo de Shikabala por uma época, e que a uma hora do fecho do mercado Shikabala desligou o telefone e o agente dele no Egipto informou que o jogador não tem interesse em ir para lado algum e que ele queria ficar no Sporting.

 

As declarações de Paulo Faria sobre esta "novela" podem ser lidas aqui.

 

Perante declarações públicas tão bombásticas pelo representante do jogador - que só nos podem levar a acreditar na fiabilidade das suas palavras (e até creio que a entrevista tenha sido concedida com o conhecimento prévio do Sporting) - tenho um muito simples e breve comentário: a mão forte que Bruno de Carvalho e a SAD já exibiram em alguns casos, deveria ser agora aplicada em dupla dose. O comportamento por parte desta "vedeta" é completamente inadmissível, e deve ser punido de acordo com a severidade do mesmo. Acho que o Sporting devia desistir imediatamente de tentar a cedência temporária do jogador, seja para o Egipto ou para qualquer outro clube da Arábia, exigir o seu regresso a Portugal logo após o termo do seu serviço às ordens da selecção egípcia, multá-lo significativamente e colocá-lo a treinar à parte de qualquer equipa por um período indeterminado.

 

Isto... para já. Outras medidas a ponderar.

 

Adenda: Há sempre surpresas !... O Sporting acaba de emitir um comunicado, através do qual vem refutar as declarações do "suposto representante" de Shikabala em Portugal, e afirmando que "o atleta do Sporting tem cumprido até ao momento com as suas obrigações com o Clube de forma profissional." Adianta, ainda, que "espera que as declarações em causa não se tratem de uma manobra de destabilização do atleta que incitem o mesmo a tomar alguma atitude que desvirtue o seu comportamento".

 

Bem... apenas duas ou três questões me intrigam, face ao comunicado:

 

1.º Será que o Sporting não tem conhecimento se Paulo Faria é ou não é representante do jogador em Portugal ?

 

2.º O comunicado refere que o "episódio que deteve o atleta na recente deslocação ao Egipto" encontra-se ainda "em processo de averiguações". Será um caso assim tão complicado, que passado um mês ainda não foi devidamente averiguado, especialmente tendo em conta a declaração que o jogador tem cumprido "com as suas obrigações de forma profissional" ?

 

3.º Considerando que o jogador contabiliza apenas 13 minutos oficiais de jogo com a equipa principal desde que chegou a Alvalade em Janeiro de 2014, não está integrado nem na equipa B nem na principal neste momento e não está inscrito para participação nas provas europeias, onde reside a tentativa de "desestabilização" alegada no comunicado ?

 

Parece-me que são questões legítimas.

 

Adenda: E continuamos com a cadeia de comunicados e declarações. Desta vez foi o "verdadeiro" empresário de Shikabala - Samir Abdel Tawab - que prestou "esclarecimentos" à Antena 1: "Paulo Faria não é, nem nunca foi, representante oficial de Shikabala. Foi parceiro nas negociações aquando da transferência para Lisboa, mas não possui nenhum documento que o torne agente oficial do jogador."

 

"Shikabala tem a ambição de regressar ao Sporting e ser uma estrela no clube. Tem esse sonho. Até ao final do dia pode chegar uma solução, um empréstimo até ao final da época. Mas o jogador está empenhado em fazer tudo para regressar o mais depressa possível ao Sporting. Estamos a tentar encontrar uma solução mas o tempo é curto."

 

Bem.. novos termos para análise profunda. Paulo Faria foi apenas um "parceiro" nas negociações. Mais um daqueles misteriosos intermediários a cobrar comissões em transferências, pelos vistos. Estão a tentar encontrar uma solução... mas já depois de ter recusado ser emprestado ao Xanthi, da Grécia. É evidente que é mais conveniente poder permanecer no Egipto e será essa a solução que é perseguida até ao final do dia.

 

"Mas o jogador está empenhado em fazer tudo para regressar o mais depressa possível ao Sporting"... será que há novas "dificuldades" em sair do Egipto, ou o empresário refere a um regresso no futuro depois de uma eventual cedência ?

 

Isto já é um caso com excesso de "poeira" sobre um jogador que ainda nada mostrou ou contribuiu.

 

publicado às 17:45

 

Um nosso leitor sugeriu que "seria importante transcrever as palavras do empresário de Shikabala quanto à sua integração na equipa", isto, na sua opinião, "numa lógica de desfazer aqueles rumores que ditavam que Augusto Inácio e Leonardo Jardim teriam uma cisão quanto ao assunto".
 
Não era minha intenção abordar esta temática, mas acabei por aceitar a sugestão, muito embora as minhas conclusões sobre as afirmações do empresário não sejam, porventura, as que o leitor esperava e desejava.
 
O referido empresário chama-se Paulo Faria e segundo o que é possível apurar está ligado à "USEG" (Unik Sports Entertainment Group) da Madeira, onde constam diversos jogadores, entre eles Shikabala e Diego Rubio. Curiosamente - admitindo que haverá uma qualquer explicação - o nome de Paulo Faria não surge - pelo menos não o vi - na lista oficial dos agentes FIFA. O empresário que esteve envolvido na fase original da transferência do jogador para o Sporting chama-se Abdel-Rahman Madgy.
 
De qualquer modo, Paulo Faria, em representação de Shikabala, declarou esta quarta-feira o seguinte:
 
«É preciso ganhar rotinas, hábitos... Um jogador de 28 anos, que não está habituado a defender, precisa de mais tempo, há diferenças muito grandes. No Egipto era a estrela da companhia e estava habituado a isso, só que agora é apenas mais um. O normal, para um jogador que vem de um campeonato africano, é precisar de dois ou três meses para ganhar ritmo; a adaptação é mais complicada. Num clube como o Sporting, que luta por outro tipo de objectivos, ainda mais difícil se torna. O Sporting está a proteger o jogador e a prepará-lo para a próxima época. Se ainda puder participar em alguns jogos desta temporada, melhor, mas o verdadeiro Shika só vai aparecer em 2014/15.»
 
Pela complexidade do assunto, vamos por partes:
 
Tenho uma vaga ideia de rumores que circularam algures na praça sobre  intervenção de Augusto Inácio neste negócio, embora não possa afirmar o mesmo em relação a Leonardo Jardim. Inclusive, segundo o leitor, um colega meu de blogue - que eu presumo ter sido o City Lion - terá insinuado algo nesse sentido. Não refuto essa possibilidade, mas não me dei ao trabalho de averiguar. Exclusivamente neste contexto, não é segredo algum que Augusto Inácio "goza" de uma certa reputação, assente em diversos episódios. Um dos mais recentes, pela sua estada no Vaslui, e subsequente despedimento, que levou o director-geral do clube romeno a declarar, entre outras coisas, que "Augusto Inácio desviou-se da actividade de treinador, mas revelou-se um agente de jogadores excepcional. Ficou aborrecido por nos termos oposto à transferência de alguns jogadores da 2.ª Liga de Portugal, que custariam ao clube centenas de milhares de euros, ou de atletas livres, dos quais os seus agentes pediam comissões exorbitantes. Transferimos jogadores que ele pediu, mas não pelo valor proposto, dos quais os emails de negociação servem de prova. Daquilo que tomámos conhecimento pelas pessoas envolvidas, ele definia os preços e, também, estabeleceu os cortes nos ganhos."
 
Não tenho conhecimento de causa sobre o que ocorreu na Roménia, salvo pelas informações divulgadas pela comunicação social, a exemplo do jornal "A Bola", em Julho de 2012. Isto, em resposta ao comentário do leitor. Para mim, o mais importante, é o raciocínio por detrás da contratação de Shikabala e o seu percurso no Sporting desde o dia 1 de Fevereiro até agora. Em síntese:
 
1. Partimos do princípio, lógico e natural, que um reforço através do mercado de Inverno - especialmente um de 28 anos de idade - é precisamente isso, com o objectivo único de complementar o plantel existente e integrar a equipa o mais breve possível, a exemplo do que aconteceu com Heldon, não obstante este já estar a competir no futebol português e já ser conhecido pelos técnicos do Sporting;
 
2. Se Shikabala, pelas suas circunstâncias, não foi contratado nesse sentido pela Sporting SAD, mas sim para tirar proveito de uma oportunidade que surgiu, creio que os responsáveis deveriam ter anunciado essa disposição para evitar alimentar expectativas por parte dos adeptos - eu fui uma das "vítimas" mais entusiasmadas pela contratação - e, sobretudo, pela comunicação social. Pela evidência à vista, foi precisamente o que aconteceu, diária e repetidamente;
 
3. O facto dessa disposição não ter sido anunciada, leva-me a crer que a inaptidão do jogador para integrar a equipa principal a curto prazo, só foi detectada posteriormente, na sequência do treinamento às mãos de Leonardo Jardim;
 
4. Era expectável que fosse necessário duas ou três semanas de treinamento e integração gradual no futebol leonino, mas acho absolutamente ridículo que o empresário afirme que por vir de um campeonato africano e por não saber defender, precisa de pelo menos dois ou três meses para ganhar ritmo, esquecendo, porventura à conveniência do momento, que é registo público que o jogador já esteve duas épocas - 2005 a 2007 - ao serviço do PAOK, na Grécia.
 
5. Reconhece-se, no entanto, que a lesão que sofreu na sua estreia pela equipa B, no dia 16 de Fevereiro contra o Tondela, terá atrasado o seu desenvolvimento. Entretanto, recuperado, participou em quatro jogos na II Liga, 3 como titular e 1 como suplente utilizado, acumulando 209 minutos de jogo (2,3 jogos).
 
É o meu mais sincero desejo que Shikabala venha a provar ser um excelente futebolista, especialmente como médio criativo, uma enorme lacuna na actual equipa, mas o todo do processo leva-me a afirmar que está a cumprir a "pré-época" mais longa na história do futebol. O empresário aparenta confirmar esta disposição, pela sua declaração que "o verdadeiro Shika só vai aparecer em 2014/15.
 

publicado às 04:48

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