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A cassete de Bruno de Carvalho

Leão Zargo, em 22.10.15

 

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O presidente do Sporting parece acreditar que a superexposição mediática o levará a algum sítio onde conseguirá obter vantagens. Ora, uma das premissas da comunicação é, precisamente, saber dosear a exposição. Bruno de Carvalho faz tudo ao contrário e não tem quem o aconselhe ou o limite nessa matéria. Muitas vezes o silêncio é ouro e quem não pratica essa regra básica dá-se mal mais cedo ou mais tarde.

 

Na segunda-feira à noite chegou a vez de Bruno de Carvalho alardear a sua opinião na RTP África e Internacional. Repetindo as aparições televisivas anteriores, discorreu quase pela milionésima vez sobre tudo o que já dissera sobre o Benfica. Como é habitual nele ultimamente, falou muito pouco sobre o Sporting e os desafios com que o Clube se defronta. No entanto, até pelos tempos difíceis que se avizinham, justificar-se-ia menos ruído e mais acção.

 

Para já, parece que a inenarrável pose a que recorreu no programa Prolongamento constituiu uma experiência sem direito a repetição. De resto, com pequenas variações, o presidente do Sporting reiterou as suas ideias umas vezes de forma desconexa e pouca elaborada, outras de modo irritante e de efeito nebuloso, julgando ser o inteligente lá do bairro que vê o que mais ninguém descortina. E, por norma, sem uma noção de estratégia, confundindo o que deve ser feito com o que pode ser feito.

 

Há muito que é evidente para os sportinguistas que o presidente do Clube não é alguém que seja aberto às críticas. Como não ouve, não consegue reflectir e filtrar a pluralidade e a complexidade dos contextos em que está inserido, ficando pouco ou nada receptivo à adequação que é sempre necessária. Ora, o mundo caracteriza-se pela intensa e permanente transformação e sabe-se que quem não se corrige corre o risco de se perder pelo caminho.

 

Bruno de Carvalho recorre a uma cassete que alardeia em cada momento das suas palestras mediáticas. Uma vez que o palestrante é o próprio presidente do Sporting cabe questioná-lo que vantagens efectivas, a curto ou a longo prazo, daí decorrem para o Clube. E, naturalmente, que consequências. Quando se vai à guerra com pouca sapiência e nenhuma estratégia é certo que muita coisa pode correr mal.

 

É permitido concluir que o Sporting está mais isolado do que nunca no contexto da comunidade desportiva nacional. Ao colocar em causa tudo e todos, Bruno de Carvalho tornou-se num dirigente a quem ninguém quer apertar a mão. Mesmo que grite com força lá do fundo da rua, a verdade é que ninguém o quererá ouvir. O grande prejudicado é o Sporting, obviamente.

 

O que determina a ineficiência da acção mediática de Bruno de Carvalho não é apenas a mediocridade que constantemente revela. Na realidade, é a mediocridade dominada pela presunção de quem  acredita que passou a ser o que nunca foi. Um dia Bruno de Carvalho será recordado pelos imprevistos em que se envolveu e, particularmente, pela cassete que transportava sempre consigo no bolso do casaco.

 

 

P.S. 1: Aproximam-se dias difíceis para o Sporting. Em primeiro lugar, o dérbi já no domingo. Depois, como que numa sucessão apocalíptica, haverá a resolução do diferendo com a Doyen, o caso Carrillo permanecerá numa roda-viva, os processos judiciais a sócios e a Auditoria de Gestão continuarão a infernizar tudo e todos, o kit do Benfica saltará de organismo para organismo institucional, o diferendo com a Somague e a garantia da Galp permanecerão em banho-maria, as camisolas para o futebol, a Academia e duas bancadas de Alvalade não terão patrocinador, os diferendos internos atingirão um nível intolerável. Entretanto, no horizonte espreitam novos processos judiciais e outros contenciosos ou conflitos cairão na praça pública. A entrevista de Pedro Baltazar fez estremecer as hostes que se reuniram para jantar no Páteo Alfacinha. É bom que Bruno de Carvalho grave uma nova cassete porque a que está em uso já se gastou !

 

P.S. 2: Entrevista de Pedro Baltazar ao Diário de Notícias.

 

 

/Fotografia de Chema Mandoz/

 

publicado às 08:36

Frase do Dia

Rui Gomes, em 22.10.15

 

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"Se os sócios deixarem, um dia o Sporting vai ser a minha vida"

 

Pedro Baltazar

 

 

Será supérfluo dizer que qualquer discussão sobre este bem conhecido sportinguista irá muito além desta sua simples frase, por genuína que seja e por peremptória que possa parecer. Deixamos o tema para outra ocasião mais adequada à discussão.

 

Devo confessar, no entanto, que pelo processo eleitoral de 2011, Pedro Baltazar era o candidato à presidência do Sporting em quem eu, à partida, mais confiança depositava e acabou por ser o que mais me desiludiu durante a campanha.

 

Muito por esta consideração, e por incrível que agora pareça, acabei por dar o benefício da dúvida a um nome que até àquele momento nunca tinha constado na generalidade do universo leonino: Bruno de Carvalho !!!

 

O Mundo dá voltas muito estranhas...

 

publicado às 03:36

Despedimento Colectivo e Penhora

Rui Gomes, em 07.06.13

 

Segundo o que é hoje noticiado por diversos órgãos da comunicação social - este é um exemplo - o Sporting iniciou ontem um processo de despedimento colectivo de - mediante onde se lê - entre "mais de 50" a "mais de "70" funcionários, no âmbito da reestruturação financeira em curso. É reportado que, com isto, o Sporting visa poupar cerca de 3.5 milhões de euros por ano.

 

Como nota de fundo, é igualmente noticiado que o processo está a deixar o presidente "profundamente angustiado" e que "todos os direitos dos trabalhadores serão respeitados".  

 

 

A acompanhar estas notícias, surge uma outra a indicar que a empresa Nova Expressão SGPS, de Pedro Baltazar, avançou com uma penhora sobre a Sporting SGPS no valor de cinco milhões e meio de euros, relativa à venda de acções da SAD acordada em Dezembro de 2010.

O acordo, assinado durante o mandato de José Eduardo Bettencourt, estipula o pagamento da quantia em cinco prestações anuais de cerca de um milhão de euros, ficando salvoguardado que o não pagamento de uma das prestações implicaria a liquidação da totalidade da verba, que é o que a Nova Expressão SGPS pretende com a entrada da acção executiva na justiça.

 

publicado às 08:19

Teatro de Operações Eleitorais (57)

Rui Gomes, em 20.03.13

 

O antigo dirigente da SAD Sporting e candidato à presidência em 2011 manifestou a sua intenção de votar em José Couceiro: «Defendo uma linha de credibilidade para o nosso Sporting Clube de Portugal. Tenho gostado da sua campanha séria e do falar verdade e vejo que ele conta com uma equipa que pode fazer rutura com o passado. Faço um apelo aos sócios porque o clube atravessa a mais grave crise da sua história desportiva e financeira e não pode cair em aventureirismos.»

 

Curiosamente, antes do ínico da campanha eleitoral de 2011, Pedro Baltazar era a pessoa em quem eu depositava maior confiança, mas a sua falta de ideias durante o curso acabou por me decepcionar. Além deste seu voto para o presidente e Conselho Directivo, Pedro Baltazar fez saber que votará em Vicente Caldeira Pires para o Conselho Fiscal, porque considera que «uma lista independente é a melhor para fiscalizar as acções da direcção.»

 

publicado às 16:13

A ilusão do ego

Rui Gomes, em 19.02.13

 

 Ontem foi Dias Ferreira com entrevistas, comunicados e, a finalizar o dia, com a sua indecorosa contribuição como comentador no programa desportivo da SIC. Hoje, foi a vez de Pedro Baltazar, que sentiu a necessidade de emitir um extenso comunicado, quase como se o nascer do sol, amanhã, dependesse da sua pessoa. Este quadrante do universo sportinguista é uma tragédia cómica, em que os protagonistas levam-se a sério de mais face à sua insignificância, e contribuem, incessantemente, para denegrir a imagem do Sporting.

Tanto a um como a outro bastaria, se tanto, declarar que entenderam não se candidatarem. Nada mais, nada menos, e a vida continua o seu curso. Mas não, os egos não permitem essa simplicidade de acção, requerem serem bem massajados com adornos florais que lhes permitem clamar, falsamente, que estavam disponíveis e fizeram o seu melhor, mas por múltiplos factores alheios às suas pessoas foram impedidos de avançar com candidaturas. Disse Pedro Baltazar: «neste momento não haverá espaço para liderar uma candidatura ganhadora.» A pergunta que me surge, prontamente: qual é o significado de não haver «espaço»?... Ilude-me completamente. De seguida, a inevitável massagem ao ego: «recebi várias e intensas manifestações de apoio e pedidos para me candidatar». Por fim, ilucidou o Mundo quanto à situação financeira «negra» do Sporting. Grande novidade, de facto. Deixa a ideia de que ele e Dias Ferreira recorreram ao mesmo dicionário de adjectivos. E assim anda o universo sportinguista, sem fim à vista, e nem dá para pensar no muito que se vai ouvir entre 22 de Fevereiro e 23 de Março.

 

publicado às 19:43

O inevitável

Rui Gomes, em 26.01.13

 

Os abutres já andam a sobrevoar Alvalade mais perto, quase como quem já sente que a presa está à mão. Pedro Baltazar, mais um dos inevitáveis inconformados candidatos derrotados que também tem andado em campanha de oposição, já aparece a figurar-se como o eventual comandante do futebol profissional do Sporting, caso seja criada uma comissão de gestão. Está tudo tão mal, segundo eles, mas candidatos para o «tacho» não faltam!

 

publicado às 16:04

Os «abutres» não se cansam

Rui Gomes, em 03.01.13

 

Nunca imaginei que existissem tantos «abutres» no universo leonino. Com o passar de cada dia e com os sinais que eles entendem ser de um «cadáver», aparecem cada vez mais a sobrevoar o «milieu» à espreita de presa fácil. O mais recente - que desconheço e de quem nunca ouvi falar - passa pelo nome de Jaime Ayash, que no seu sábio raciocínio decidiu hoje fazer declarações à Renascença sobre a transferência de Daniel Carriço. Disse o ex-membro da lista de candidatura de Pedro Baltazar: «O Sporting declinou uma proposta de 3 milhões do Sevilha pelo Daniel Carriço. É mais um activo a ser vendido, um jovem jogador de grande qualidade, formado no clube.» Surgiu, então, a verdadeira razão da sua aparência pública: «O Sporting está a atravessar um período muito complicado e, ou mudamos hoje, ou não sei como será o futuro. Estou muito preocupado, até pela relação da minha família com o Sporting. O clube está a ser gerido por gestores sem credibilidade. Claramente estão no mau caminho. Ou se muda já, ou podemos não ter Sporting no futuro.»

 

Este Jaime Ayash (o segundo da esquerda na foto) é filho do mais conhecido e já falecido Moisés Ayash - que era economista e presidente da comunidade israelita de Lisboa - sócio número 40 do Sporting e membro da Mesa da Assembleia Geral do Clube, tanto nos mandatos de João Rocha como de Sousa Cintra. Com o devido respeito - pela memória do falecido - duvido imenso que o seu pai ficasse orgulhoso pelas suas desmedidas acções, especialmente quando estas vêm mandatadas e visam somente servir os interesses de outro inconformado candidato derrotado, Pedro Baltazar. Esta epidemia de candidatos derrotados inconformados é preocupante e requere, urgentemente, um qualquer antibiótico, para impedir que a «nação» seja contigiada.

 

A lembrar, o passe do ex-jogador do Sporting está (estava) penhorado a favor de Pedro Baltazar desde dezembro de 2010, quando a SAD comprou, por cerca de cinco milhões, as suas acções no Clube, servindo o passe como garantia de cumprimento.

 

Não deixo de achar «piada» aos constantes escritos e de mais menções relativamente aos multi milhões que o Sporting recusou por este ou aquele jogador. Dá para deduzir, até, que se os tivesse vendido todos pelos valores que circulam indiscretamente na praça, a situação financeira do Clube estaria muitíssimo mais estável.

 

Para pessoas sensatas, há que saber distinguir entre interesse de qualquer clube por qualquer jogador, conversas preliminárias que servem principalmente para ter um entendimento das circunstâncias contratuais dos atletas e ofertas formais. Estas, perante a lei vigente, têm de ser rigorosamente participadas à CMVM, a risco de severa punição, por não cumprimento. E a agravar tudo isto, temos ainda a comunicação social desportiva que carrega milhões em cima de milhões ao mais pequeno ensejo, a troco do sensacionalismo que vende papel e comercializa produtos.

 

Já não me recordo de quem disse: «Os homens podem ser divididos em dois grupos: os que seguem em frente e tentam fazer alguma coisa e os que vêm atrás a criticar.» Apesar de todos os ruídos do momento, quero crer que a vasta maioria do universo sportinguista consta no primeiro grupo.

 

publicado às 21:21

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