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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Há muito que eu referi que o Sporting já devia ter adquirido - ou pelo menos tentado adquirir - os 20% dos direitos económicos de Slimani que se encontram nas mãos de uma terceira parte, e não apenas pelas razões mais óbvias.
Neste momento, partindo do princípio que o jogador será mesmo transferido, essa percentagem representará nunca menos de 6 milhões de euros, mediante o acordo final entre o Sporting e o Leicester City.
Mas a questão até não é esta. Na Inglaterra a partilha de passes é proibida. Ou seja, existe a obrigatoriedade do clube inglês adquirir cem por cento de um qualquer jogador, para a transferência poder dar entrada nos respectivos organismos. Como o Sporting apenas detém 80%, apresentam-se duas opções:
a) O Sporting compra os 20% na posse da terceira parte e, então, negoceia os 100% com o Leicester City; ou
b) O Sporting negoceia apenas os 80% em seu poder e deixa o emblema inglês adquirir os restantes 20% em uma negociação paralela.
Creio que a primeira opção é a mais viável, porque não será do agrado do Leicester negociar salvo com o Sporting. Claro, reconhecendo os valores sobre a mesa, é duvidoso que a terceira parte (que consta ser uma empresa de investimento saudita associada ao clube argelino que transferiu Slimani para o Sporting) aceite menos do que calcula ser o montante correspondente ao valor do negócio sobre a mesa.
Talvez por isto, existam rumores que Bruno de Carvalho subiu a parada nas negociações com o Leicester City, a fim de cobrir a verba que terá de ser paga à terceira parte.
Em análise final, o emblema inglês terá sempre a palavra final, no que diz respeito ao valor que está disposto a pagar pelo ainda avançado do Sporting, mas não surpreenderá vir a saber que esta questão está a colocar entraves na transferência.
Adenda: Após reflexão e troca de informações com leitores, parece-me correcto esclarecer que se os 20% em questão são apenas aplicáveis a uma mais-valia futura (isto, no negócio original), o cenário que descrevo no texto não será aplicável. Neste outro enquadramento, admite-se que o Sporting poderá deter, então, 100% do passe do jogador e não 80%.
Confirmando-se que o Monaco já chegou a um acordo com João Moutinho para a próxima temporada e que está disponível para pagar os 40 milhões de euros referentes à cláusula de rescisão do jogador, o Sporting, nas circunstâncias, poderá fazer um bom negócio pelos seus 25% acima dos 11 milhões que o FC Porto pagou por ele, que será aproximadamente 7.250 milhões de euros.
A notícia foi hoje avançada pela revista francesa "Le 10 Sport" que também indicou que falta apenas a reunião entre os dois clubes para selar o negócio, tornando-se na transferência mais cara de um jogador a sair do futebol nacional.
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