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Eu, que fui dos adeptos mais entusiasmados com a chegada de Shikabala em Janeiro - não por ser o ídolo do futebol do Egipto, mas sim por ver nele o número 10 que a equipa tão necessitava - estou a ficar cada vez mais céptico em relação a esta contratação, tanto quanto ao homem como ao jogador, e o insólito episódio no aeroporto de Alexandria - à partida para Lisboa - agravou ainda mais o meu pensamento.
 
Começamos pela sua própria explicação de que a principal razão que o impediu de conquistar um lugar na equipa na época passada, foi a condição física: "a exigência física que encontrei no Sporting era muito maior da que estava habituado no Zamalek". No entanto, mostra-se confiante sobre a próxima época: "estou a trabalhar duríssimo ! Quero recuperar a forma e sei que estou mais perto de o conseguir porque agora comecei no mesmo patamar dos meus colegas".
 
Também sobre o seu comportamento na Taça de Honra teve isto para dizer: "Fiquei triste por ter ficado no banco e, sobretudo, por ter jogado tão poucos minutos nesse torneio. No entanto, tenho a perfeita noção de que não posso reservar lugar no onze só porque me apetece... Este processo de adaptação é gradual e sei que tenho de trabalhar muito até o concluir com sucesso."
 
Não obstante a explicação, que até é perfeitamente compreensível no que diz respeito ao processo gradual de adaptação, continuo a sentir muitas dificuldades em compreender as razões que levaram à sua utilização em 2013/14 durante somente 7 minutos, e na última jornada. A razão e a lógica aparentam indicar que um atleta profissional a este nível, que não se encontra a recuperar de uma lesão, não necessita de cerca de quatro meses para recuperar a condição física e integrar-se, pelo menos moderadamente, na equipa.
 
Passando à frente, venho agora a confirmar que ele não é ou não se sente bem a jogar a 10. Eis a sua explicação, quando questionado pelo jornalista sobre onde se sente "como  peixe na água": "Posso jogar nos dois flancos e nas costas do avançado, mas prefiro as alas. Sei que é a partir dali que mais facilmente consigo penetrar na defesa rival. Sobretudo, tendo em conta que, jogando a 10, terei muito mais adversários pelo caminho."
 
Curiosamente - e isto é apenas a minha opinião - pelo que foi possível observar até este ponto da pré-época - não lhe reconheço as características de um extremo nato, nomeadamente porque não percorre a ala com profundidade, não tenta ganhar a linha de cabeceira, tendo sempre a tendência de cortar em diagonal para a zona central, típico do que anteriormente fazia um "interior". Além disto, também já evidenciou que não tem pé direito algum, por conseguinte, sempre que alinhar na ala direita, terá forçosamente de ir para o interior para fazer um cruzamento ou penetrar a área, neste contexto, aliás, semelhante a Diego Capel. 
 
Sobre o que ocorreu no aeroporto e as razões que levaram a ficar retido pelas autoridades, não vou tecer quaisquer comentários, por não ter o mínimo conhecimento de causa, e não obstante os rumores e outras informações que já andam a circular na praça, alegando ter sido um acto deliberado da sua parte. Consequentemente, limito-me a transcrever a breve reportagem pelo jornalista que testemunhou o incidente "in loco":
 
«Uma desagradável surpresa esperava Shikabaka no aeroporto de Alexandria, ontem (anteontem) de madrugada, no regresso do Sporting do Egipto. O extremo de 28 anos foi impedido de seguir viagem com a equipa rumo a Lisboa (via Istambul) por falta de um documento obrigatório sempre que se sai do seu país e que atesta o facto de ter o serviço militar regularizado. Trata-se de uma autorização das forças armadas do Egipto, que pode ser requerida em poucos minutos mas que o jogador e o staff do Sporting se terão esquecido de pedir.
Como Record pôde testemunhar no local, Shikabala entrou na zona de embarque do aeroporto sem qualquer incidente e só mais tarde a questão foi levantada pelas autoridades. O Sporting ainda tentou resolver o problema no momento mas tal não foi possível e o ex-Zamalek ficou em terra, com o apoio de um dirigente do Al-Ittihad, Sharif Ibrahim. O mesmo terá acompanhado Shikabala até ao Cairo, onde entretanto foi pedido o comprovativo em falta. Sem demoras, o egípcio deve regressar a Lisboa já hoje.»
 

publicado às 04:07

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