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FIFA anunciou esta segunda-feira os 18 golos que são candidatos a melhores do Mundial 2018. E na lista constam o golo Cristiano Ronaldo marcado de livre contra a Espanha e o de Ricardo Quaresma, de trivela, diante do Irão de Carlos Queiroz, ambos ainda na fase de grupos.

 

 

publicado às 18:17

O golo vitorioso de Ricardo Quaresma

Rui Gomes, em 25.06.16

 

 O relato do golo pode ser ouvido aqui.

 

 

 

/Obra gráfica de Carlinha/ 

 

publicado às 23:33

 

cristiano-ronaldo-boloni-e1438860704541.jpgQuaresma Ronaldo Bento.jpg

 

 

Os dois jogadores foram lançados no escalão sénior por Laszlo Boloni, o último treinador campeão nacional pelo Sporting em 2001--2002, época em que debutou Quaresma - Ronaldo só se estreou em 2002-03. Passaram muitos anos mas o romeno continua a mostrar uma admiração sem limites pelos dois futebolistas:

 

«Hoje em dia são dois jogadores com grande experiência, talento e que gostam de jogar por Portugal, que na minha opinião tem uma óptima selecção.

 

Eu tenho a certeza do que vou dizer: não há jogadores no mundo com mais talento do que Ronaldo e Quaresma. Eu olho para as selecções que estão no Europeu e não há nenhuma - nem a França, nem a Espanha, nem a Itália, nem a Alemanha... - que tenha avançados com o talento de Ronaldo e Quaresma. Por isso, se me perguntar se Portugal, que tem muitos jogadores com grande maturidade, pode ganhar o Europeu, eu digo que sim, pode muito bem vencer. Nesse capítulo isso será mais importante para Ronaldo. Desejo muito que ele e Quaresma façam grandes exibições, o treinador vai dar-lhes confiança para fazerem tudo e, se falei da importância do Euro para Ronaldo, não tenho grandes dúvidas de que Quaresma pode ser uma das figuras do torneio».

 

Não por mero acaso, tenho o "Bloco de Notas" que Laszlo Boloni publicou e, se a memória não me falha, já tive ocasião em um outro texto de referir esta observação do antigo treinador do Sporting:

 

«Vale a pena fazer aqui uma reflexão mais demorada sobre Quaresma. Até porque foi exactamente contra o Standard de Liège que este jovem me convenceu em absoluto sobre as suas potencialidades. Ele fez um grande jogo. Após este encontro comparei-o, nas minhas anotações, a um Mustang difícil de dominar. Anotei esse comentário com um grande ponto de interrogação. Perguntava-me, "será que algum dia ele conseguirá aceitar determinadas regras que o podem tornar um bom cavalo de corrida, com bom galope, ou nunca irá aceitar as regras e permanecerá um Mustang que corre livremente mas sem rumo?"».

 

Passados tantos anos, é discutível se Ricardo Quaresma alguma vez "aceitou as regras", mas é muito possível que venhamos a assistir a algo muito especial neste Campeonato da Europa com os dois "meninos" de Laszlo Boloni.

 

publicado às 10:34

 

ng4754308.jpg

Na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Beskitas, esta quarta-feira, Jorge Jesus foi instado a comentar o alegado interesse do Sporting em Ricardo Quaresma, visto que o presidente do emblema turco chegou mesmo a afirmar que Bruno de Carvalho fez uma proposta verbal pelo jogador, aquando do jogo em Istambul:

O Quaresma é um jogador com muito talento, com muita qualidade, é ídolo no Besiktas e deve estar super satisfeito com o que está a fazer no seu clube. Ninguém tem dúvida que a maioria dos sportinguistas gostava que ele voltasse ao Sporting. Mas também ninguém tenha dúvida que nenhum clube em Portugal pode rivalizar directamente com os clubes turcos.

 

 

Sempre que a Liga Europa é abordada, nota-se alguma ambiguidade por parte de Jorge Jesus. Afirmou que o objectivo é passar aos 16 avos de final da prova, mas que não ficará decepcionado se isso não acontecer. E... como as suas conquistas são em tão elevado número, quase se esqueceu de que já conquistou a Supertaça esta época:

Desilusão se não passar? Não... Agora, objectivo é passar. Não quero tirar essa responsabilidade porque é um dos objectivos da época. Se não conseguir, temos mais quatro provas em Portugal. Quatro não... três, porque uma já ganhámos. Nem me lembro quando ganho.

 

A Liga Europa é muito importante para nós. Claro que a nossa prioridade, como para qualquer equipa, é o campeonato. Mas isso não invalida que queiramos passar o grupo. Vou escolher a equipa que considero ser a melhor para ganhar. Já cheguei a uma meia-final e a duas finais da Liga Europa sempre com esta ideia da rotatividade. Chegar a finais de Liga Europa não é fácil, porque, nos quartos de final, já apanhas equipas da Champions.

 

 

Quase que estou com receio de ver o onze titular que Jorge Jesus vai lançar no relvado de Alvalade. Sinto, no entanto, apesar do seu discurso, que ele não vai querer facilitar e que as "pedras" de maior valor irão jogar de início.

 

publicado às 05:35

 

Quando li as declarações do presidente do FC Porto até me ri, porque me fez lembrar de tanto a que ele recorreu ao longo destas últimas décadas, para fazer valer os interesses do seu clube. Nomeadamente o seu hábil discurso que faz de vítimas agressores e de agressores vítimas. Pela sua óptica, à conveniência do momento, não foi Ricardo Quaresma que perdeu controlo em campo e procurou confrontar fisicamente um adversário. Foi esse adversário que lhe dirigiu insultos racistas que o levaram a exaltar-se.

  

E não querendo ficar por aqui, clama que tudo isto faz parte de um qualquer "complot" para afastar o avançado portista da Selecção Nacional:

 

«(...) Perante o que se passou, lamento que não haja uma palavra e haja apenas quem queira afastá-lo da Selecção. Se não querem que o Quaresma vá à Selecção ele não está preocupado com isso, ele está preocupado em trabalhar o dia a dia, justificar a confiança que o FC Porto lhe deu. Em relação ao que foi dito, achei muito curioso assistir a um programa em que o senhor António Simões e o senhor Manuel Fernandes, antigos jogadores da Selecção, defendiam com unhas e dentes que Quaresma não deveria ser chamado, quando foram estes mesmos senhores  defender o João Vieira Pinto, que actualmente até tem um cargo alto na Federação, quando este agrediu um árbitro no Mundial de futebol. O próprio Paulo Bento chegou a ter momentos menos felizes com a camisola da Selecção.»

 

Clássico Jorge Nuno Pinto da Costa com o seu bem conhecido "charme" conflituoso" que tão bem lhe tem servido, e ao FC Porto, ao longo dos anos. Como sempre, contudo, este tipo de afirmações são uma "faca de dois gumes" e duvido muito que Paulo Bento tenha apreciado ser lembrado desse seu passado.

 

Ricardo Quaresma foi sempre uma opção discutível e este seu recém-acto de indisciplina não terá agraciado as suas hipóteses de ser seleccionado. Não creio, no entanto, que na eventualidade de não vir a ser escolhido, que o incidente tenha um peso preponderante. Se a memória não me falha, não participou num único jogo de apuramento para o Mundial e a última vez que entrou em campo pela equipa das quinas foi em 11 de Outubro de 2011, aos 65', no jogo de apuramento para o Euro 2012 contra a Dinamarca. Esteve com a equipa nessa altura até às meias-finais com a Espanha, em que Portugal foi derrotado nas grandes penalidades, mas nunca saiu do banco dos suplentes.

 

publicado às 02:41

Dúvida esclarecida !!!

Rui Gomes, em 01.04.14

 

À margem do jantar comemorativo do centenário da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, instado a comentar a possível chamada de Ricardo Quaresma, optou por não se envolver no debate em torno da convocatória de Paulo Bento:

 

«Essa é uma questão técnica e o seleccionador é que toma as decisões, pelo que a pergunta tem de ser colocada a ele».

 

 

 

publicado às 09:49

A "luta" ainda não acabou !

Rui Gomes, em 01.04.14
 

 

publicado às 05:17

Ronaldo e Quaresma: as diferenças

Rui Gomes, em 07.11.13

 

 
 
Encontrei este breve texto sobre Cristiano Ronaldo e Ricardo Quaresma que vem de certo modo ao encontro de considerações minhas aqui no blogue, nomeadamente uma conversa com Fernando Mendes - enquanto assistíamos a um treino em Alvalade - em que ele me dizia que Quaresma era o favorito para atingir o estrelato supremo no futebol.
 
Escreve o autor: «Ouvi ou li, quando Ronaldo e Quaresma alinhavam na equipa de juniores, o treinador achava que não deviam jogar os dois - e, em geral, o escolhido era Quaresma. Este facto, visto à luz de hoje, é extraordinário sobre o caminho que os jogadores fazem entre o aparecimento nos seus clubes e a afirmação no mundo do futebol. Hoje Ronaldo está nos píncaros e Quaresma quase desapareceu.
A explicação para isto é que Ronaldo teve uma evolução sempre no sentido da objectividade, enquanto Quaresma fez a evolução contrária. Ronaldo ganhou corpo, cresceu no jogo aéreo, aperfeiçoou-se na desmarcação, melhorou o remate com os dois pés - e transformou-se numa "máquina de fazer golos". Sendo teoricamente extremo, está sempre a aparecer na área. Também já quase não faz fintas, e concentra o máximo de energia na finalização. Toda a sua acção em campo é orientada para o objectivo do golo.
Ora Quaresma, desgraçadamente, caminhou no sentido oposto. Pouco evoluiu fisicamente, complicou o seu futebol, enreda-se em fintas e quezílias que lhe retiram o fôlego para outras acções, perdeu objectividade.»
 
Apesar de concordar com muito do que o texto descreve, acho que o autor extreme um pouco pelo exagero, quanto a Quaresma, ao querer avançar a ideia de que contrário às expectativas iniciais, a verdadeira grande estrela acabou por ser Cristiano Ronaldo. Em abono da verdade, os patamares futebolísticos atingidos pelos dois formados do Sporting são bastante distintos, contudo, será injusto descrever a carreira de Quaresma como uma "desgraça", longe disso, em facto.
 

publicado às 04:24

A "profecia" de Laszlo Boloni

Rui Gomes, em 23.10.13

 

 

 

Sem razão de ser, lembrei-me hoje de Laszlo Boloni, um homem que eu sempre respeitei e admirei pela sua passagem pelo Sporting. Mesmo não sendo o melhor treinador do Mundo, gostaria que tivesse permanecido mais algum tempo em Alvalade, sobretudo, gostaria que tivesse sido tratado pelo Sporting com mais consideração e elegância, no mínimo.

 

Decidi dar mais uma olhadela pelo seu "Bloco de Notas" - publicado em Julho de 2002 - e logo nas páginas iniciais reparei numa das suas primeiras anotações sobre Ricardo Quaresma que me parece muito certeira. O todo das suas notas sobre este formado do Sporting é extenso, mas transcrevi este trecho que me parece relevante:

 

«Vale a pena fazer aqui uma reflexão mais demorada sobre Quaresma. Até porque foi exactamente contra ao Standard Liège que este jovem me convenceu em absoluto sobre as suas potencialidades. Ele fez um grande jogo. Após este encontro comparei-o, nas minhas anotações, a um "Mustang" (cavalo selvagem) difícil de dominar. Anotei esse comentário com um grande ponto de interrogação. Perguntava-me, "será que algum dia ele conseguirá aceitar determinadas regras que o podem tornar num bom cavalo de corrida, com um bom galope, ou será que nunca vai aceitar essas regras e permanecerá um "Mustang", um cavalo selvagem, que corre livremente, mas sem rumo?".

 

Aos poucos fui estudando as reacções do meu pupilo. Havia muita coisa que o perturbava. Por exemplo, os gritos das pessoas que o chamavam quando ele saía dos treinos ou a reacção do público quando ele fazia um drible. Ele adorava essas coisas ! Mas eu sabia que, se ele exagerasse e a coisa corresse mal, vinham os assobios. Note-se que estamos numa corrida, num concurso em que o meu cavalo deve revelar grande eficácia, não estamos num circo nem na pradaria. É preciso atingir uma eficiência máxima. Outra coisa que me preocupava, era a reacção dos companheiros de equipa. Iriam aceitar um jogador tão individualista ?

 

(...) Tivemos várias conversas ao longo da época. Percebi que ele nunca tinha sentido muito respeito, por nada nem por ninguém, e isso dificultava a sua integração na equipa. Expliquei-lhe que quando integramos um grupo, há que saber respeitar determinadas regras. Mas nunca quis responsabilizá-lo demasiado. (...) Só queria que este "cavalo" entrasse na boxe, integrasse o resto do grupo e que se sentisse tão bem no estábulo como se sentia na pradaria.»

 

Não será de todo descabido adiantar que estas breves considerações de Lazlo Boloni acabaram por ser quase uma profecia para a carreira de Ricardo Quaresma. Na realidade, ele nunca aceitou a soma das regras que o técnico refere e nunca ninguém o conseguiu domar totalmente. Não por coincidência - dado a conhecida rigidez disciplinar da estrutura deste clube - a sua fase de maior sucesso foi no FC Porto, apesar dos primeiros tempos algo turbulentos em que ele, pelas mesmas razões, sentiu grandes dificuldades em integrar o grupo.

 

Anda hoje, uma década mais tarde, Ricardo Quaresma continua a ser um "Mustang" indomável.

 

publicado às 04:22

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