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Muralha acabou por ruir sozinha

Rui Gomes, em 29.11.20

 A que se deveram as dificuldades sentidas pelo Sporting?

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Houve algum mérito do Moreirense e muita falta de inspiração do lado dos leões. A equipa de César Peixoto começou o jogo em 3x4x3, a condicionar muito bem a construção do adversário, mas à medida que os minutos foram passando foi-se vestindo de 5x4x1, com uma linha recuada bastante baixa, bem definida, tirando ao Sporting a possibilidade de lançar bolas em profundidade nas suas costas. Se na primeira parte, Sporar e Nuno Santos tiveram algumas oportunidades através de passes diagonais, após o intervalo foi preciso haver erros individuais do Moreirense para se ver o leão.

Faltou banco a Amorim?

O treinador do Sporting pouco conseguiu mudar com as substituições, o que quer dizer que... sim. Num jogo que foi tão bloqueado pela defesa contrária, faltou ao Sporting quem conseguisse furar as apertadas linhas contrárias, fosse através de lances individuais ou de combinações rápidas. Jovane está longe de ser esse jogador.

A pressão da liderança poderá ter pesado nos jogadores?

Não pareceu. Porque até mesmo antes do segundo golo, e mesmo sem grandes ideias, o Sporting não se descontrolou ou desposicionou defensivamente. Aliás, o Moreirense nunca esteve perto de marcar o segundo golo, nem sequer causou nervosismo nos jogadores do Sporting. Acabou por cair por causa de erros motivados pelo cansaço.

Artigo da autoria de Sérgio KrithinasDirector Adjunto de Record

publicado às 04:32

Porque elas merecem

Rui Gomes, em 28.11.20

21312452_L0T3b.pngA Selecção feminina venceu ontem a Escócia por 1-0 e deu mais um passo importante rumo ao apuramento para o Europeu. A equipa de Francisco Neto conseguiu a primeira vitória da história frente a um adversário do pote principal, facto que inegavelmente merece realce e aplausos. O crescimento do futebol feminino, da dimensão das nossas jogadoras, de uma Liga que procura tornar-se muito mais competitiva, mostra que faz sentido apostar. E que a Federação Portuguesa de Futebol, também ela, merece loas. Porque este crescimento não acontece por acaso. Nem de um momento para o outro.

As nossas Selecções têm hoje condições como nunca lhes tinham sido dadas. Mais, há uma estrutura que apoia integralmente o futebol feminino, pensa nos mais ínfimos detalhes e ajuda as mulheres portuguesas a crescerem ainda mais como jogadoras. Uma excelente obra de Fernando Gomes. É verdade que o futebol português tem muitos defeitos, mas olhar para alguns dos seus intérpretes e não ver ali trabalho e massa crítica, mais do que injusto, chega a ser estúpido.

Ainda assim, todos lidamos com problemas graves no nosso futebol. Clubes investigados, falta de transparência de processos, suspeitas várias, SADs sem condições. Mas é difícil olhar para Gomes e Pedro Proença e não admitir que ambos tentam fazer o melhor. Para todos.

Artigo da autoria de Bernardo Ribeiro, Director de Record

publicado às 04:01

A barriga de Maradona

Rui Gomes, em 26.11.20

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Na era da grande democratização do acesso à televisão, que começa nos finais da década de sessenta do século passado, o melhor golo de sempre deu-se no Mundial de 1986 e teve a assinatura de  Maradona. Nesta obra de arte, Maradona, com uma finta de corpo, ainda no seu meio campo, tira dois ingleses da jogada e arranca num longo sprint de 50 metros, com os dribles necessários até passar o guardião, Peter Shilton, e fazer o seu segundo golo no jogo, o primeiro que foi inteiramente legal, já que no anterior teve a batota que ficou eternizada como a ‘Mão de Deus’.

A Argentina passava assim os ingleses nos quartos-de-final, a caminho do título mundial. Dessa fase de ouro da carreira do enorme artista argentino, muitos irão falar nestes dias de despedida. Outros optarão por coçar a ferida da sua longa decadência, até esta morte que, sendo prematura, tardou vinte anos ou mais, face à incapacidade de Maradona se adaptar à vida fora das quatro linhas.

Foi muito duro para tantos milhões de fãs testemunhar a degradação física e mental deste semideus. Maradona tinha-se destinado a morrer cedo. Poeta dos relvados, será eterno. Pena termos os últimos longos anos para apagar da memória.

Voltemos ao que mais importa de Maradona. Enquanto futebolista, tornou-se um enorme líder, catalisador de invulgar coragem e ousadia para todo o grupo. Isso ficou provado de forma incrível na campanha para o Mundial de 1994, nos Estados Unidos. O ídolo estava velho e gordo. Meio retirado depois de sombria passagem pelo Sevilha. Sem o astro, no apuramento para o Mundial, ver jogar a Argentina era um sofrimento só suportável por razões profissionais. O futebol não saía apesar da qualidade de muitos craques. Foi preciso chamar Maradona, com mais de 15 quilos acima do peso, para os jogos de repescagem frente à Austrália. E o futebol argentino renasceu.

Não foram os seus golos do Mundial de 1986, ou a capacidade de carregar o Nápoles até ao pináculo da sua história em Itália, que colocam Maradona num lugar inatingível. É o milagre de Maradona, com proeminente barriga, a devolver o cérebro à selecção argentina na campanha de 1994, que o coloca acima de todos.

Depois, a história já é muito mais conhecida, Maradona – amigo de Fidel e devoto de Che – preparava-se para levar a Argentina à disputa de mais um título mundial. De novo em forma, é na fase final deste Mundial que Maradona descobre o caminho da festa para as câmaras de televisão. Pela primeira vez, um jogador festejou um golo com o Mundo. Foi Maradona, no jogo frente à Grécia.

Um controlo antidoping, positivo para efedrina – que terá usado para emagrecer – pôs fim à euforia argentina e à carreira internacional deste astro.

Terminou então a vida de Diego Maradona no céu do futebol. Arrastou-se até ontem neste purgatório de simples mortais, que nunca logrou entender.   

Artigo da autoria de Octávio Ribeiro, em Record 

publicado às 03:31

Dentro ou fora?

Rui Gomes, em 25.11.20

21105016_F4Vcq.pngO registo das claques Juventude Leonina e Directivo Ultras XXI, junto da APCDV, foi definitivamente cancelado, passado que foi um ano sobre a suspensão do mesmo.

Significa isto que tais claques já não são oficialmente consideradas GOA (Grupos Organizados de Adeptos) e, consequentemente, não podem beneficiar de qualquer apoio por parte do Clube.

Face ao comportamento recente destas claques – nunca esquecerei a tocha de fumo negro mandada para cima do coitado do Luís Maximiano, ou o ‘Varandas Out’ em Trondheim – esta decisão da direcção do Sporting foi mais do que justificada.

Com efeito, por força de diversas circunstâncias históricas, o papel de apoio que as claques era suposto desempenharem – e, reconheça-se, no Sporting, faziam-no bem – perverteu-se e transformou-se entretanto em centros de negócios ilícitos, agências de emprego, moços de recados, espaços de conspiração política, instrumentos de intimidação e poderes paralelos.

Deu no que deu.

A actual conjuntura sanitária, que excluiu as assistências no futebol, tem, de algum modo, marginalizado este problema.

Só que, quando voltarem os adeptos ao estádio, haverá que definir o papel destas claques, porque, GOA’s ou não, aquilo que andaram a fazer no passado recente, em Alvalade, é, pura e simplesmente, inadmissível e irrepetível.

Eu acho que compete a estas claques escolher de que lado é que querem ficar, à porta do recinto ou dentro dele. Se optarem pelo segundo, têm, inevitavelmente, de percorrer um longo caminho das pedras, qual seja o de convencer os sportinguistas que são capazes de se regenerar e voltar a ser aquilo para que foram criadas. E, claro, penitenciar-se pelos desmandos cometidos, de que Alcochete foi a página mais negra.

Eu não acredito em insubstituíveis, e se a Juve e o Directivo não quiserem mudar de rumo, outros virão para as substituir. Quem se lembra do que era o grande ambiente de festa, no Alvalade antigo, nos anos oitenta, com a música dos Vapores do Rego e a animação das bandeiras, não pode deixar de sentir muita mágoa por uma coisa tão bonita se ter deixado estragar.

Pessoalmente, gostava de ver a Juve Leo de volta a Alvalade, mas, para tal, tem de mudar de vida, de hábitos e excluir muita gente que se serve dela.

Serão capazes?

Artigo da autoria de Carlos Barbosa da Cruz, em Record

publicado às 16:30

Coragem e resultados

Rui Gomes, em 25.11.20

img_192x192$2015_10_12_13_07_15_1005695_im_6366777O Sporting vive uma fase luminosa, em que tudo corre como nos melhores sonhos. Depois de verem os rivais, muito em particular o Benfica, estrearem-se sem brilho na Taça de Portugal, os leões trucidaram o Sacavenense por 7-1, beneficiando muito do sangue na guelra dos vários miúdos lançados ontem por Rúben Amorim. A imagem de Pedro Marques a pedir a bola das mãos de Tiago Mota, após marcar o seu segundo golo da noite, o sexto do Sporting, diz tudo: há ali uma equipa com sede de afirmação e vitórias. O que, nesta altura, é o maior trunfo que o clube de Alvalade tem para jogar no futuro.

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Amorim, por necessidade ou convicção, lança sem medo ou pressão extra miúdos ainda a cheirar a leite na primeira equipa. Em pouco mais de meio ano, estreou sete. Mas não é só lançar num joguito para inglês ver: Nuno Mendes já é titular indiscutível; Matheus Nunes, Tiago Tomás, Daniel Bragança ou até mesmo Eduardo Quaresma, têm-se revelado muito úteis à equipa, evitando desperdício de recursos no mercado. Amorim sabe onde está, sabe que o Sporting CP precisa de um treinador com esta coragem, até mais do que títulos no imediato. E se puder juntar a isso tudo resultados – como neste arranque, pelo menos em provas nacionais – o casamento é perfeito.

Artigo da autoria de Sérgio Krithinas, Director Adjunto de Record

publicado às 04:04

Ainda... Acima da Lei

Rui Gomes, em 19.11.20

21105016_F4Vcq.pngAquilo que o antigo presidente do IPDJ afirma ter ouvido da boca de altos responsáveis políticos deste nosso país, relativamente ao estatuto do Benfica, a ser verdade, é intolerável num Estado de Direito.

Não sei bem onde é que esta muito triste e lamentável polémica vai terminar, de certeza com acusações mútuas, recriminações, negas categóricas e todo o real cortejo de expedientes que, habitualmente, acompanham estes folhetins do ‘diz que disse’. A bem de todos, até do próprio Benfica, haverá que esclarecer – mais – esta confusão.

Contudo, muito mais do que tudo aquilo que se disse, face aos acontecimentos, importará apurar aquilo que se fez, ou que não se fez.

Como se sabe, o IPDJ tem a competência disciplinar e contraordenacional relativamente a questões de violência no desporto e apoio a grupos organizados de adeptos.

Nessa qualidade, cabe ao IPDJ lidar com o equívoco que o Benfica, ao longo dos anos, tem alimentado e que é o de oficialmente não ter grupos organizados de adeptos registados, mas, na prática, dispensar-lhes todo o apoio possível, prestar-lhes auxílio financeiro e jurídico e, até, aparar os golpes. As interceptações do E-Toupeira podem não servir de prova em juízo, mas são bastante esclarecedoras quanto a esta realidade.

Percebo onde o Benfica quer chegar. Enquanto o Sporting é multado, até por cânticos das suas claques, contra a própria direcção, tudo aquilo que Diabos e NN fazem o SL Benfica assobia para o lado, como se não fosse nada com ele.

Há que tirar a prova dos nove quanto à isenção da conduta do IPDJ neste sombrio rol de acusações e que se resumirá numa auditoria urgente às seguintes interrogações:

– Deixou o IPDJ de abrir qualquer processo, relativamente a incidentes envolvendo as claques ou adeptos do Benfica, ou, abrindo-o, omitiu diligências indispensáveis à normal tramitação e ao apuramento da verdade?

– Nos processos abertos, a duração dos mesmos foi idêntica à da generalidade dos outros processos, ou houve diligências postergadas sem fundamento?

– Beneficiou o Benfica ou quaisquer outros arguidos no processo de tratamento diferente dos restantes casos, nomeadamente a nível de informação?

– A sanção que foi decretada nos processos concluídos é adequada aos ilícitos provados nos mesmos e de acordo com as orientações adoptadas pelo IPDJ em casos idênticos?

Venham as respostas. Urgentes.

publicado às 03:49

Para além das buscas

Rui Gomes, em 18.11.20

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(...) Sublinho-o numa altura em que, provavelmente, o Benfica e o seu presidente até já se desencrencaram do processo que me parecia mais temerário: a SAD benfiquista, como é sabido, não foi prenunciada no processo E-Toupeira porque o seu ex-responsável jurídico, Paulo Gonçalves, aceitou sacrificar-se e ir a julgamento sozinho, numa decisão jurídica que deixa muitas dúvidas ao comum dos leigos.

Independentemente da anunciada colaboração de Rui Pinto, é sabido que não poderá ser usado como prova o que que foi extraído dos servidores informáticos do hacker, pelo que o que resultou da junção dos processos Mala Ciao, Vouchers e E-mails, bem como do caso do Saco Azul, irá depender muito do corolário das investigações actualmente em curso. E o processo Lex, como se sabe, não diz respeito directamente ao SL Benfica, apesar de poder implicar Vieira.

Mais um excerto da crónica desta semana de Nuno Prata, em Record

publicado às 04:02

A escolha acertada?

Rui Gomes, em 13.11.20

21312452_L0T3b.pngO presidente Frederico Varandas parece ter feito aquilo que ainda não tinha conseguido desde que foi eleito líder do clube: escolher um bom treinador. É evidente que Rúben Amorim foi um investimento deveras despropositado para um clube com dificuldades financeiras, tendo um custo tão alto que ainda não foi pago. Mas a verdade é que o técnico não tem culpa nenhuma e no dia em que se escrevem estas linhas já devolveu a esperança aos adeptos. E isso vale dinheiro, mesmo que não tanto.

Será então Amorim a escolha acertada? Não depende só dele. Nem de Varandas, diga-se. Ter sucesso no Sporting é algo extremamente difícil e que nem Jesus, o mais bem pago dos treinadores – e com um investimento fortíssimo de Bruno de Carvalho – conseguiu.

Para ganhar, Amorim teve 17 milhões para gastar. Conceição cerca de 22 e JJ mais de 100 milhões. No plano dos trunfos são realidades completamente diferentes. Por isso, o 1.º lugar ocupado por Amorim merece loas. E respeito. Pode vir a perceber-se que Rúben não é a última coca-cola do deserto, mas o trabalho hoje apresentado pelo Record explica-lhe que há coisas que não acontecem por caso. Mesmo que não durem. Saibam os leões aceitar as inevitáveis dores de crescimento. Já era tempo de aprenderem.

Artigo da autoria de Bernardo RibeiroDirector de Record

publicado às 03:04

As vitórias de Amorim

Rui Gomes, em 12.11.20

img_192x192$2015_10_12_13_07_15_1005695_im_6366777A liderança isolada do campeonato não é, seguramente, o maior mérito de Rúben Amorim no Sporting CP. Mais do que resultados parciais ou imediatos, que ninguém festeja no Marquês ou nos Aliados, o trabalho do técnico já permitiu valorizar muitíssimos jogadores até há pouco tempo desconhecidos dos adeptos e dos olheiros dos grandes clubes europeus. Nomes como Nuno Mendes, Eduardo Quaresma, Matheus Nunes, Daniel Bragança ou Tiago Tomás devem a Amorim o lançamento na primeira equipa; a SAD deve a Amorim que tenha feito disparar o seus valores de mercado. E o mesmo se pode aplicar a outros futebolistas, reforços para esta temporada, como Pedro Porro, Pedro Gonçalves ou Nuno Santos.

Quem olha para este leão não pode deixar de abrir a boca de espanto. Há um ano, o Sporting arrastava-se longe dos primeiros lugares da classificação, humilhado na Taça de Portugal (perdeu em Alverca...), apesar de ter um plantel bem mais caro e ainda mais cotado: eram os tempos de Bruno Fernandes, Acuña e Vietto, bem como dos flops Jesé Rodríguez ou Bolasie. Sem essa matéria-prima, o Sporting de Amorim gastou o que tinha com critério e, além de fazer os adeptos sonhar, permitiu ao clube finalmente assentar os alicerces para a sua recuperação económica. É não estragar.

Artigo da autoria de Sérgio KrithinasDirector Adjunto de Record

publicado às 13:15

Trégua

Rui Gomes, em 12.11.20

21105016_F4Vcq.pngNão sei qual vai ser o desempenho da equipa do Sporting no resto do campeonato. Do que até agora vi, até gostei, mas, como é óbvio, a procissão ainda vai no adro e o andor é pesado.

O que, contudo, já sei e não precisa de benefício algum de prova subsequente é que o projecto corporizado nesta equipa faz sentido na escolha dos jogadores, na postura táctica, na atitude em campo, no discurso do treinador e, last but not least, no custo.

A equipa parece-me preparada para enfrentar os desafios vindouros que se perfilam; a questão que se coloca então é a seguinte: estarão os sportinguistas preparados para dar à equipa o apoio de que ela, como qualquer outra, necessita?

É que, não haja dúvidas, uma equipa só vence se tem por detrás de si uma massa adepta coesa e solidária.

Ora, coesão e solidariedade é tudo o que não tem havido no Sporting CP, dilacerado por permanentes lutas intestinas, que massacram os nossos ouvidos e são permanente foco de desestabilização.

Agora que o Sporting é, finalmente, falado pelos bons motivos, aquilo que proponho é que os sócios e adeptos façam uma trégua, deixem de batalhar entre si e se concentrem-se no apoio à equipa e no sonho de ganhar o campeonato.

Seria criminoso que a carreira do Clube fosse afectada por um mau comportamento dos adeptos, por perturbações institucionais, por declarações públicas, por omissões.

À medida que o Sporting vai, como se espera, acumulando sucesso desportivo é bom que os sportinguistas se capacitem de que os inimigos, bandidos, toupeiras e quejandos estão fora do clube e não dentro.

Tudo vai ser feito para cortar as vasas a esta equipa, como já tivemos um cheirinho no jogo contra o FC Porto. Aos jogadores, caberá dar resposta dentro do campo e estou confiante que o saberão fazer. A nós compete também conseguir estar à altura, esquecer os egos, as agendas, os ressentimentos, os requerimentos e as guerras de alecrim e manjerona e fincar os pés, como retaguarda indestrutível.

É tempo de tréguas, assim haja em cada um de nós o sportinguismo necessário para as fazer. Sobretudo no dia, que se espera distante, em que o Sporting não ganhar.

Artigo da autoria de Carlos Barbosa da Cruz, em Record

publicado às 04:04

A sublime evolução de Pote

Rui Gomes, em 11.11.20

img_192x192$2015_10_12_12_41_57_1005680_im_6366777Faz todo o sentido o actual sentimento generalizado de admiração pelo Sporting de Rúben Amorim, porque à exuberância do que tem conseguido na Liga se junta a grande surpresa de ver como líder isolado da Liga NOS um conjunto no qual ninguém sequer apostava um cêntimo. Muito mais do que isso, os leões praticam futebol de elevada qualidade, revelando-se uma equipa que sabe defender (conceito colectivo que passa pela sincronização entre vários elementos) mas que nem sempre defende muito bem (sucessivos erros individuais que põem a nu fragilidades impensáveis) e cuja força advém, principalmente, do momento em que evolui da organização sem bola para a facilidade com que dispara para a frente.

As transições ofensivas contam muito com a vertigem vertical de Nuno Santos e a explosão serpenteada e insinuante de Pedro G. (Pote); têm agora a pausa de João Mário, que passa por terrenos algo minados com a serenidade de quem passeia no jardim com a família, e dois laterais (Porro e Nuno Mendes) sempre disponíveis para invadirem o outro lado do campo.

Com um guarda-redes que não comete erros (Adán), um médio-centro (João Palhinha) que é o mais avançado dos defensores e o líbero dos atacantes, mais um avançado (Andraz Sporar) menos participativo e enleante (do que Jovane ou mesmo Tiago Tomás) mas mais identificado com a função, o Sporting tornou-se temível, tendo já encontrado a estrela maior: Pote, craque da cabeça aos pés, pelo que joga e faz jogar.

No Famalicão, era um centro campista mais cerebral, com apurado sentido organizativo e impecável tempo de participação, que descobria linhas de passe milagrosas e constituía fonte inesgotável de acções de aproximação à baliza adversária. O ímpeto de galgar terreno em acções solitárias era deveras menor, porque pretendia ser o denominador comum da acção criativa. A facilidade de embalar com a bola dominada, assente em coordenação motora perfeita, já lá estava. Apenas não era a sua principal característica.

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De leão ao peito, Pedro G. (Pote) potenciou a explosão com a qual tem rebocado o Sporting para sucessivas vitórias. Perdeu o efeito surpresa, mas a gestão que faz da velocidade de deslocamento (arranque, travagem e aceleração) permite-lhe galgar terreno e derrubar o que lhe aparece pela frente.

Não se impõe pelo engano mas antes pela convicção; não triunfa por assinar apenas um só lance excepcional por jogo (sonho de alguns consagrados) mas por passar hora e meia a fazê-los com impressionante frequência, razão por que triunfa pela qualidade mas também pela quantidade – quando, na recta final dos jogos, tem disponibilidade para mais uma aventura (que até podem ser duas ou três), os efeitos costumam ser devastadores em adversários para quem o tempo e o cansaço interferem no menor acerto das decisões.

Ao fim de sete jornadas, Pote tornou-se a figura em maior destaque da Liga. Acrescentou ao futebol de outra galáxia, revelado a época passada, factor que o aproxima do patamar dos deuses: a relação com o golo, consolidada pela precisão de cada gesto nas zonas de finalização e pela facilidade com que prepara a arma, puxa a culatra atrás e dispara de curta e média distância. Sete golos em seis jogos, para quem se movimenta mais em zonas periféricas do terreno, é um parcial fantástico, que o levou, em meia dúzia de jogos, a superar o recorde de toda a temporada passada.

Com Rúben Amorim, Pedr G. (Pote) está um passo à frente do enorme jogador que João Pedro Sousa moldou em 2019/20. Um craque muito mais completo, que alimenta o jogo com elevada visão e senso comum; que se tornou um explorador de espaços, também por acções individuais bem marcantes, cuja perfeição, intuição e poder de síntese o estão a transformar num especialista do último toque.

Excerto de uma crónica de Rui Dias, em Record

publicado às 04:48

Um leão em fuga

Rui Gomes, em 09.11.20

img_192x192$2015_10_12_13_01_03_1005691_im_6366771O campeonato pára novamente à sétima jornada e o Sporting CP é líder incontestável, com 4 pontos de vantagem. Os leões até já defrontaram o FC Porto e foram vencer a Guimarães, pelo que a posição que ocupam não se pode justificar pelos caprichos do calendário nem por hipotéticas facilidades iniciais. O Sporting está em primeiro porque merece.

Rúben Amorim (com a perspicaz anuência de Frederico Varandas, claro está) patrocinou contratações cirúrgicas, tirou o melhor partido de uma série de jogadores e conseguiu afinar em tempo recorde o ‘seu’ 3x4x3. Criou mesmo, num plantel aprioristicamente mais pobre do que o dos rivais, opções interessantes ao habitual onze titular. Matheus Nunes, Tiago Tomás e Jovane Cabral, suplentes no Berço, têm-se revelado, por exemplo, de uma fiabilidade interessante e, hoje, são bem capazes de discutir um lugar com João Mário, Nuno Santos ou Andraz Sporar, já que Pote, que dera nas vistas na época passada perante o adormecimento de Benfica e FC Porto, parece intocável.

O Sporting tem outra vantagem importante. Está fora das competições europeias e livre da erosão física provocada por dois jogos semanais. Confrontado com essa realidade, Rúben Amorim não ficou confortável com a questão. Mas vai ter de se habituar ao tema. Essa será a narrativa dos rivais, pelo menos enquanto estiverem atrás do leão.

Artigo da autoria de Luís Pedro Sousa, Chefe de Redacção de Record

Nota: Talvez seja a altura para Rúben Amorim dizer mais uma vez aos jogadores para não lerem os jornais. Aliás, como ele referiu, e muito bem, no final da partida em Guimarães, o Sporting está como a carreira dele... ainda no início.

publicado às 12:00

Liderança não é acaso

Rui Gomes, em 09.11.20

21312452_L0T3b.pngO Sporting deu um correctivo no Vitória de Guimarães como há muito não se via. Mas o mais impressionante neste leão não é a goleada em Guimarães. É não ser líder por acaso. Longe disso. O Sporting tem o melhor ataque e a melhor defesa. Isto diz tudo sobre a justiça de um candidato que tem a equipa mais barata dos três grandes, a que menos investiu e recheada de jovens valores cheios de vontade de se mostrar.

Destaque para o trabalho de Rúben Amorim, que apenas não somou a vitória no clássico e com factores externos que podem ter tido influência. O Sporting joga num sistema bem diferente dos rivais e com assinatura. Aliás, Amorim é criticado por não ter plano B. Mas a verdade é que tem preferido trabalhar na solidificação dos esquemas utilizados e quando precisa de mudar, consegue fazê-lo através das dinâmicas e peças utilizadas, sem desfazer o sistema em que acredita. Até agora tem resultado.

Há nomes que neste momento saltam à vista no Sporting. Pedro Gonçalves, o Pote de ouro que a SAD foi buscar a Famalicão, é referência obrigatória. Mas a verdade é que Palhinha e Nuno Santos têm sido importantes e a classe de João Mário transbordante. Mas o segredo, curiosamente, parece ser mesmo a união da equipa. Ajuda tanto.

Artigo da autoria de Bernardo Ribeiro, Director de Record

publicado às 04:05

img_192x192$2020_01_25_20_51_47_1654983.png...Rúben Amorim está na moda. Tem uma boa proposta de jogo. Apresenta um esquema competitivo, bem estruturado e com golo. Porque é competente, porque traz uma nova mentalidade, porque traz uma nova esperança, porque ganha e ainda porque está em primeiro. Não há duvida que vai fazer uma carreira internacional como Carvalhal, Jesus, Mourinho, Villas Boas, Marco Silva,etc.  Porque temos bons treinadores.

Rúben traz-nos, como todos os antecessores de sucesso, um discurso diferente, positivo, e acima de tudo traz vitórias e resultados. O mestre Vítor Oliveira dizia estes dias na TV que jogar bem é agradável mas no final de cada época só se olha para as classificações.  Por isso, o jogo do Rúben é prático. Faz-nos lembrar a assertividade de Rui Vitória, Conceição ou Fernando Santos. Todos eles vão tendo os seus momentos áureos quando o contexto dos seus planteis e clubes lhes permitem e assim segue o futebol. Todos eles e outros tem o dom de despertar monstros adormecidos.

Não há campeões antecipados mas há sempre campeões esquecidos. Tudo é efémero, e nós também. Rúben Amorim é bom, está de parabéns, não somente pelo que tem feito mas também pela bem evidente sobriedade de assumir que ainda nada foi ganho, numa atitude positivamente humilde... E o seu sucesso pode ser um momento marcante de reflexão à Associação de Treinadores no que respeita aos cursos e aos níveis dos treinadores.

Artigo da autoria de Artur Fernandes, em Record

Observações:

- "Não há duvida que vai fazer uma carreira internacional como Carlos Carvalhal, Jesus, Mourinho, Villas Boas, Marco Silva,etc.".  Salvo José Mourinho, a carreira internacional dos outros tem muito que se lhe diga.

"Faz-nos lembrar a assertividade de Rui Vitória, Conceição ou Fernando Santos". A sério?

publicado às 04:03

Discursos de título

Rui Gomes, em 07.11.20

Entendo que Rúben Amorim esteja a meter água na fervura na candidatura ao título. Não só por uma questão de estratégia, mas também porque se conseguisse chegar lá, estaria a alcançar um feito semelhante aos de Leicester e Atlético Madrid no meio de ‘tubarões’.

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Um plantel imberbe como é o do Sporting tem mesmo de pensar jogo a jogo. É verdade que pode ajudar não ter Europa a meio da semana. E posso acreditar nas palavras do antigo capitão Beto, que diz sem receio que não haver adeptos nas bancadas ajuda a equipa. Nos últimos anos raramente é poupada cada vez que se falha um passe. Com miúdos isso não ajuda nada.

Mas mesmo tendo presente esta conjunção de factores existe ainda uma grande distância na profundidade dos plantéis dos três grandes e até do Sp. Braga. Amorim que deixe a exigência do título ser colocada por Jesus, Conceição e Carvalhal. Tenho a certeza que todos eles dirão que o Sporting é candidato.

Senti muita vergonha alheia quando ouvi as palavras do presidente do Conselho Fiscal do Benfica, Fonseca Santos. E sei que também há internamente quem tenha ficado com os cabelos em pé. Pudera. Da conquista tranquila às queixas das arbitragens, um autêntico desastre.

Artigo de Bernardo RibeiroDirector de Record

Nota: O Sporting chegar ao título é comparável aos feitos do Leicester na Inglaterra ou do Atlético de Madrid em Espanha?... Mas que comparação estapafúrdia!!!

publicado às 14:00

A inédita convocatória

Rui Gomes, em 07.11.20

img_192x192$2015_10_12_13_01_03_1005691_im_6366771Pela primeira vez desde que há registo, Benfica e Sporting CP não colocam qualquer jogador na convocatória da Selecção Nacional, neste caso para o encontro particular com Andorra e para a decisão relativa ao apuramento para a final four da Liga das Nações, diante de França e ainda Croácia. O FC Porto, por seu turno, está apenas representado por um único elemento, Sérgio Oliveira, embora, em condições normais, tivesse ainda ‘direito’ a Pepe entre os eleitos de Fernando Santos. A lista divulgada anteontem vem apenas relevar (se calhar até ao exagero) uma tendência que dura há anos. Os melhores jogadores portugueses actuam no estrangeiro, o nosso país é fudamentalmente exportador e já nos deparámos inclusivamente com exemplos, nas competições europeias, de clubes nacionais com menos elementos lusos nas fileiras do que os adversários.

Há um bom e mau sinal nisto. A nossa formação é de qualidade, o futebolista português é competitivo, fiável e talentoso e torna-se desde logo irresistível para as mais endinheiradas ligas. Tal como acontece com Bélgica, Holanda e até França, não temos, por outro lado, qualquer hipótese de reter a nossa riqueza e de nada valem as promessas vãs de constituir equipas com a base da Selecção Nacional. Mal da turma das quinas se isso acontecer nos dias mais próximos. Como o dinheiro não vai cair do céu, seria um indício de que a nossa formação teria regredido.

Texto da autoria de Luís Pedro Sousa, Chefe de Redacção de Record

publicado às 04:16

A hora do Sporting

Rui Gomes, em 05.11.20

img_192x192$2015_10_09_15_30_02_1005674_im_6366771(...) Com a valorosa vitória do Boavista sobre o Benfica, o Sporting entrará líder da Liga no relvado de Guimarães. É já este sábado que Amorim terá o primeiro grande teste ao sistema nervoso dos seus homens. A liderança pesa toneladas nas botas dos jogadores que não nasceram para campeões... É certo que ainda só passaram seis jornadas, mas a equipa de Rúben Amorim está a dar sinais muito interessantes de crescimento e consolidação, a par do técnico, que prova argúcia em cada melhoramento que faz no onze. Aqui se escreveu, na pré-época que as contratações do Sporting lembravam as de José Mourinho, no Porto do início deste século.

Salvaguardadas as distâncias de classe entre os vários componentes da defesa, ora veja lá o respeitado leitor se os jovens contratados a clubes pequenos não estão a comer a relva para se afirmarem a caminho do topo... Falta-lhes a prova do peso da liderança. A ver já no próximo sábado.

No FC Porto continua... a montanha russa. Se Jorge Jesus pode dizer que devia ter feito descansar metade da equipa, cada vez que Sérgio Conceição promove uma rotação mais profunda, a equipa vai por aí abaixo. É em cima de uma excelente vitória sobre o Marselha que aqui se reafirma: O FC Porto não tem um onze equilibrado e muito menos um plantel para se bater em várias frentes.

É também aí que o Sporting gere uma importante vantagem: a única montra para os seus principais jogadores é a competição interna. Não há em Alvalade o desgaste emocional, o «doping psicológico», que os confrontos europeus descarregam sobre os atletas. Jogar uma vez por semana permite a Amorim um trabalho de oficina que, nesta fase, está vedado a Sérgio, Jesus e Carvalhal. O Sporting pode bater-se pelo título!

Excerto da crónica de Octávio Robeiro, Director-geral da Cofina, em Record

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É apenas impressão minha ou já começa a pressão alheia?... "A hora do Sporting" à sexta jornada? E esta deixou-me a falar cá com os meus botões... " A liderança pesa toneladas nas botas dos jogadores que não nasceram para campeões".

Acho que vou precisar de uma tradução em linguagem mais ao meu alcance. Isso, ou estou algo atrasado com o meu 'futebolês'.

publicado às 03:34

Será o leão candidato?

Rui Gomes, em 03.11.20

21312452_L0T3b.pngOs sportinguistas acordaram hoje com a equipa por quem sofrem na liderança. Até pode parecer pouco à sexta jornada, mas não aconteceu assim tantas vezes nos últimos anos. E não sendo mais do que isso, mostra pelo menos um leão ambicioso, onde os jovens são mais do que muitos e o técnico Rúben Amorim tenta construir uma equipa à sua imagem.

Mas a liderança faz do Sporting candidato? Difícil. No futebol não há impossíveis, mas há uma grande diferença de experiência e investimento na luta pelo título. O dinheiro não é tudo, mas no futebol como na vida ele ajuda mesmo muito. E os 17 milhões investidos pelo Sporting podem ombrear com os 22 M€ do FC Porto mas ficam a anos-luz das armas de Jesus, que já tinha o plantel mais forte e viu injectada uma bazuca de 100 milhões.

O Sporting tem um bom onze mas parece faltar-lhe profundidade no plantel para sonhar demasiado alto. Claro que os pretendentes também fazem o que os deixarem fazer. Vimos o Leicester campeão na Premier League e o Atlético Madrid festejar em Espanha. Às vezes há milagres. Mas entendo o realismo de Amorim. Mesmo frente ao Tondela, esfrangalhado em Alvalade, percebe-se que ainda há muito a corrigir. E citando Pako Ayestarán, "nota-se o trabalho de Rúben Amorim". O que é bom.

Artigo de Bernardo Ribeiro, Director de Record

Nota: Esta crónica de Bernardo Ribeiro foi escrita e publicada antes da recém-derrota do Benfica no Bessa, mas, para o efeito, nada altera.

Screenshot (292).png

Confesso que não estava à espera da derrota de ontem do Benfica no Bessa, muito menos ainda por 3-0, no entanto, não há causa alguma para euforia desmedida dado que estamos apenas com seis jornadas realizadas numa prova que consiste the trinta e quatro.

Apenas seis pontos separam o Sporting do sexto classificado, o Vitória Guimarães, que os leões visitam no próximo sábado, num jogo que promete ser muito difícil.

Dito isto, é de esperar a "mão fina" da comunicação social e de alguns "cartilheiros" cá do burgo a tentar aproveitarem-se do momento e, em alguns casos, a quererem criar pressão adicional para a equipa leonina. 

Plena confiança no Mister Rúben Amorim e no seu staff técnico para manter a equipa serena e inteiramente focada nos objectivos prioritários.

P.S.: Como não podia deixar de ser, Jorge Jesus saiu com "uma" das dele: "O som da equipa técnica e jogadores do Boavista era 'mata, mata, mata!'".

publicado às 03:48

Em Alvalade é agora ou nunca

Rui Gomes, em 02.11.20

O leitor que me perdoe se encontrar, nesta crónica, sinais de falta de lógica ou de senso. É que estou a escrever, e a ver o Sporting-Tondela, ainda esmagado pela dureza brutal da "parede" do Angliru, que os ciclistas da Vuelta subiram ...

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Pois, mas quero falar-lhes do Sporting. Se Frederico Varandas parecia, há poucos meses, um líder de transição que cederia mais dia menos dia à pressão dos contestatários – que iam recolhendo apoios a cada desgraça que se abatia sobre a casa do leão – um número significativo de sportinguistas com memória forma hoje uma trincheira importante no combate ao regresso do "brunismo"... ainda que por interposta pessoa. Tudo por acção de Ruben Amorim e… da Covid.

A pandemia, ao impor a criação de um "mundo novo" em Alvalade, pode dar um fôlego extra ao dr. Varandas. Livre das claques até ver, livre de enchentes no estádio enquanto o coronavírus andar por aí, livre de ajuntamentos, apupos e insultos, o líder dos leões pode chegar quase incólume ao Verão se o treinador e o plantel – também eles a beneficiarem de inesperada tranquilidade – continuarem a cumprir. Para já, na tabela, olham para cima e não vêem ninguém...

A verdade é que o trabalho tem sido sério. Amorim aposta sem hesitações no talento de jogadores jovens e constrói, com inteligência e audácia, uma equipa de raiz. Mas resta-lhe um ano (?) de relativa paz, que pode não bastar para que essa equipa atinja os patamares que lhe são exigidos. E, então, cabe aos sportinguistas decidir o que querem: aproveitar a oportunidade, talvez a última, de dar ao treinador o tempo necessário para cumprir o objectivo ou entrar em parafuso aos primeiros insucessos – e eles virão – e voltar a deitar tudo a perder. A escolha é simples? É, mas sabe-se o que a casa gasta...

Artigo de Alexandre Pais, em Record

publicado às 12:30

Golpes na competição

Rui Gomes, em 01.11.20

img_192x192$2015_10_12_13_07_15_1005695_im_6366777Dificilmente há golpe pior para uma competição de futebol do que arbitragens como a de Nuno Almeida (e videoarbitragem de André Narciso) no Paços de Ferreira-FC Porto. O juiz algarvio – na minha opinião, um dos mais competentes do actual quadro – teve uma noite para esquecer na Mata Real, o que fez levantar as tradicionais suspeitas que parecem dar a preencher as necessidades dos adeptos portugueses. Com a sexta jornada em andamento, a Liga NOS 2020/21 já assistiu a várias decisões de arbitragem difíceis de explicar – o golo que Manuel Oliveira anulou ao Farense no jogo com o Rio Ave está no topo desta lista.

Muito mais do que a atribuição dos pontos desses jogos, cria-se, até pela amplificação que os clubes fazem (às claras e às escondidas...) destes casos, um manto de suspeita que fará com que jogos como o de Faro ou de Paços de Ferreira venham a ser usados como arma de arremesso durante largos meses. Ninguém poderá fazer nada em relação aos erros já cometidos, pelo que todo o barulho que está a ser feito agora (e o que ainda está para ser feito) visa o mesmo de sempre: garantir que os próximos erros sejam para o lado certo, que é sempre o ‘nosso’ lado. Uma forma de encarar o problema que provoca os danos colaterais do costume: dá-se aos adeptos cada vez menos em que acreditar.

Artigo de Sérgio Krithinas, Director Adjunto de Record

publicado às 12:45

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