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Frase do dia

Rui Gomes, em 23.01.22

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... Na hora da rescisão com o Sporting, os decisores que convenceram Rafael Leão não o protegeram. Pelo contrário, deixaram-no foi entregue aos bichos. Agora vê-se condenado a pagar 16, 5 milhões ao clube de Alvalade. Sim, o jogador não é inocente. Mas o que dizer de quem o acompanhava?

Texto de Bernardo Ribeiro, Director de Record

publicado às 03:16

O miúdo com pezinhos de lã

Rui Gomes, em 24.12.21

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Já não há muitas dúvidas em relação a Daniel Bragança e se as havia o jogo frente ao Casa Pia dissipou-as. Daniel Bragança foi o autêntico maestro da orquestra de Rúben Amorim. Foi por ele que passou grande parte do jogo do Sporting, que acabou por vencer o encontro por 2-1, qualificando-se para os quartos de final da Taça de Portugal.

Quando a equipa leonina ainda perdia por 1-0, coube ao médio a organização das tropas. Desmontou a estratégia montada por Filipe Martins, treinador da equipa da II Liga, e só lhe faltou o golo. Esteve perto aos 23 minutos, quando testou os reflexos de Lucas Paes, e aos 41 minutos, quando atirou ao lado. De resto, o ainda jovem, de 22 anos, com os seus notáveis pezinhos de lã, foi guardando a bola e foi construindo as jogadas ao seu sabor, improvisando espaços, fazendo boas recepções e colocando a bola onde queria.

Esta exibição vem dar muita razão às palavras ditas por Rúben Amorim, na antevisão ao jogo com o Ajax, para a Liga dos Campeões, que aconteceu no passado dia 7 de Dezembro: "É um crime o Dani não ter mais minutos, se jogássemos com três médios era titular".

Daniel Bragança foi muitas vezes utilizado por Rúben Amorim como um joker e assim se mantém. Esta época, esteve presente em 20 dos 27 jogos disputados pela equipa leonina. Ainda assim, só realizou 705 minutos (cerca de 35 minutos por jogo), face à concorrência de Matheus Nunes, João Palhinha e Ugarte.

Apesar de actuar num meio-campo a dois, Dani pode ocupar várias posições, factor que explica igualmente a aposta regular de Amorim no português. Pode actuar tanto a 6, como a 8 e a 10 e o seu trabalho invisível continua a ser assinalável.

Daniel Bragança tem sido alvo de cobiça, contudo, não será a qualquer preço que sairá do Sporting. Muito além do seu contrato até 2025 e uma cláusula de rescisão de 45 milhões de euros, existe a forte convicção que o médio será uma das pedras basilares da equipa nos próximos anos.

Excerto do artigo de Pedro Prata, em Record

publicado às 03:05

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Considerações de Carlos Xavier, antigo capitão do Sporting, em entrevista a Record, sobre a ausência de João Palhinha e as possíveis opções ao dispor de Rúben Amorim:

"Rúben Amorim já o afirmou: não joga o Palhinha, jogará outro, que estará ao nível que se exige. As caraterísticas do João Palhinha poucos têm, neste momento encaixava em qualquer equipa de 'top' europeia, consequentemente, o Sporting não ficará tão forte defensivamente, mas ainda tem outras armas. O Rúben até pode mudar qualquer coisa no sistema e reforçar o meio-campo, mas por norma é muito fiel às suas ideias e quer ter sempre três jogadores na frente.

O Ugarte é mais Palhinha, é capaz de se assemelhar mais. É um jogador de recuperação de bolas, se bem que também consegue jogar e é forte tecnicamente. O Bragança é mais técnico, de controle de bola, faz jogar os colegas. É um jogador de último passe. Tem a vantagem de, se recuperar a bola, conseguir jogar rápido na frente, o que pode apanhar o Benfica em contrapé. Acredito que o Amorim quererá um jogador com as caraterísticas do Palhinha, por isso o Ugarte pode levar vantagem.

Matheus Nunes está muito mais forte tácticamente do que na última época. Transporta a bola e faz desequilíbrios, mas também recupera atrás. Pode vir a despontar ainda mais.

Mas... 

Pela forma como eles têm vindo a jogar nos últimos dois anos, aposto sempre de caras no Sporting!".

Esta entrevista teve lugar há dois ou três dias, salvo erro, e nessa altura Carlos Xavier ainda não tinha conhecimento da provável ausência de Sebastián Coates. Não sei se este novo factor influenciaria a opinião do antigo capitão.

NOTA: À hora da publicação deste post, os diários desportivos já sairam e não reportam qualquer novidade sobre a situação de Coates, desconhecendo, ainda, os resultados dos testes PCR da equipa do Sporting.

No entanto, e sem ser surpresa alguma, a CMTV já revela que todos os jogadores do Benfica testaram negativo.

Ainda há quem (não) acredita em milagres!?!

publicado às 04:34

Um Sporting que acredita

Rui Gomes, em 25.11.21

21312452_L0T3b.pngRúben Amorim já levou este Sporting a fazer várias coisas pouco vistas. Ontem, mais uma. Conseguir o apuramento para os oitavos da Liga dos Campeões a par do Ajax e à custa do Borussia Dortmund. Um feito histórico. E na penúltima jornada. Mesmo que o próprio faça questão de nos lembrar uma noite, também ela brilhante, de Paulo Bento com o Inter, a verdade é que em Alvalade são coisas algo raras. Como o título de campeão conquistado na época passada.

Rúben Amorim é o treinador que fez o Sporting voltar a acreditar. Pela forma como o faz jogar, pela forma como fala, pelos actos que pratica. Não pede centrais: joga com Esgaio. Não diminui jogadores: estimula-os e chama-os à realidade. Não reivindica os feitos todos: dá o devido crédito a quem com ele trabalha. Não se põe ao nível do clube: assume que é um profissional, é solidário com o projecto que lhe apresentaram e assumiu como dele. Ainda não o vimos a perder, mas até à data é quase exemplar.

O Sporting fez um grande jogo. Bateu um Dortmund que mesmo com ausências tem uma equipa de outra dimensão. De Adán a Pote, passando por Coates ou Porro, entre muitos outros, este foi o triunfo de um grupo que dá tudo. E Amorim já avisou para o Tondela. Não perdoa.

Guardei, deliberadamente, este artigo de Bernardo Ribeiro, Director de Record, para fechar um dia de muito debate sobre a última ronda da Liga dos Campeões, ronda esta que permite ao Sporting festejar um feito digno da dimensão histórica do Clube.

publicado às 21:00

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Alguns destaques da entrevista que Francisco Salgado Zenha - vice-presidente do Sporting - concedeu a Record:

O novo empréstimo obrigacionista de 30  milhões de euros

"O Sporting emitiu há três anos uma obrigação idêntica pela exacta mesma taxa de juro. Estamos hoje numa situação muito mais positiva. O Sporting tem rendimento desportivo como já não tinha há bastante tempo, tendo sido campeão nacional 19 anos depois. Do ponto de vista estrutural, está numa situação financeira muito melhor e no caminho bem certo para reverter os prejuízos do passado. Está com os activos muito mais valorizados. O plantel do Sporting é avaliado pelo Transfermarkt em quase 200 milhões de euros, contra os 74 milhões de euros de avaliação contabilística. O Sporting hoje apresenta a nível financeiro, estrutural e desportivo uma situação muito mais sólida e interessante (...)".

A necessidade, ou não, de vender jogadores

"O Sporting trabalha sempre na lógica de o plantel que é definido para a época ser o plantel que permanece até ao final da época. Agora, não há jogadores intransferíveis no Sporting. Não é essa a nossa política. Não é esse o nosso modelo de negócio. E não é esse o nosso modelo desportivo, também. Trabalhamos para desenvolver jogadores. Se eles tiverem oportunidade de ir para outro clube e se isso for coincidente, em linha, com a vontade do Clube, da direcção desportiva e ainda da equipa técnica, então pode muito bem acontecer. Achamos que a equipa é sólida, competitiva e pode ficar até ao final da época. Não podemos fechar portas a nenhuma possibilidade, estamos abertos a qualquer uma, mas o que queremos dar é estabilidade (...)".

Condições para reforçar a equipa

"Não tive ainda feedback da direcção desportiva, da estrutura de futebol, porque ainda não reunimos. O que posso dizer agora é que o mercado de Janeiro, do ponto de vista financeiro, ainda não está orçamentado neste momento. O que não quer dizer que não possam acontecer situações em Janeiro. O mercado está aberto. A partir daí, teremos de analisar todas as possibilidades. Agora, do ponto de vista financeiro e de orçamento, não está previsto nenhum investimento no mercado de Janeiro (...)".

As renovações que têm vindo a ser efectuadas

"As renovações em nada alteram a política salarial da Sporting SAD, nem produzem impactos ou desvios naquilo que é a nossa política orçamental. Os aumentos que estão a ser feitos estavam previstos. A massa salarial do Sporting vai andar, de modo geral, nos valores da última época".

O futuro de Rúben Amorim

"Eu acho que o Sporting deve dar-se ao luxo de ter um treinador campeão como o Rúben Amorim. A relação do Sporting com ele está reflectida nas palavras do próprio, quando diz que por ele renova. Por nós, estamos sempre abertos também. Já o fizemos, e estamos muito satisfeitos com o trabalho dele. Acho que não há ninguém no Sporting CP que não esteja. Estamos completamente em sintonia".

A saída de João Mário

"Nós estamos confortáveis com a proposta que fizemos. Era aquilo que podíamos fazer. Que eu saiba, não tivemos nunca uma resposta, de que aquilo que estávamos a oferecer, sequer, não fosse aquilo que o jogador procurava. Portanto, estamos confortáveis com a proposta que fizemos, trabalhada, antecipadamente, para quem quer estar no Sporting CP e quem gosta de estar no Sporting CP. Quem não gosta e não quer, não fica. Mas isso já não é connosco".

A troca de Rodrigo Fernandes por Marco Cruz

"(...) O Sporting não tem qualquer mais-valia registada desta troca de jogadores. Zero. O Sporting em nada beneficiou do ponto de vista de contas desta operação. Estamos completamente confortáveis. Não há nenhuma justificação contabilística do que quer que seja para ter feito esta troca. O que há é uma justificação desportiva. Houve uma decisão técnica, depois aprovada em Conselho de Administração, de troca desses dois jogadores. Entretanto, há a necessidade de avaliar os jogadores. Não íamos de modo algum avaliar o Rodrigo Fernandes em zero. Temos forçosamente de indicar um valor nos contratos e, para esse fim, tentamos internamente estabelecer referências – informações, opções de compra até de jogadores que temos emprestados, jogadores comparáveis que vendemos por valores desta ordem, por exemplo o Thierry Correia (...)".

Os salários da Administração

"Quem define a política de remuneração do Conselho de Administração é uma comissão de remunerações que é composta por um painel independente de três pessoas. O salário actual da Sporting SAD encontra-se no percentil mais baixo. O que essa comissão fez foi recomendar um limite máximo, que é acima do que nós estamos agora. O Conselho de Administração manteve aquilo que já existia na direcção anterior. E este ano não houve nenhum aumento. O limite já era assim, é igual ao anterior, e nós recebemos abaixo desse limite".

Salgado Zenha explicou muito mais, mas estas são as suas principais e mais importantes considerações.

publicado às 03:04

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Destaques da entrevista de Antonio Adán a Record, publicada na edição deste sábado:

- "Em 2018 já tinha acordo com o Sporting mas não quis vir"

Adán admite que poderia ter chegado mais cedo a Alvalade mas acabou no Atlético de Madrid.

- "Vejo Rúben Amorim no balneário das maiores Ligas. É muito mais atrevido do que Mourinho no ataque"

Adán mostra-se completamente rendido aos métodos do treinador do Sporting.

- "Coates é o homem mais importante no balneário. Dá-me tranquilidade"

Referência ao capitão do Sporting e líder da defesa  leonina que é a menas batida do campeonato (4 golos sofridos).

- "Ronaldo vai voltar a vestir a camisola do Sporting"

Guarda-redes partilhou balneário com Cristiano Ronaldo no Real Madrid e também já o defrontou.

- "Sarabia ligou-me no último dia do mercado"

Sarabia contactou-o a pedir informações sobre o Sporting.

- "Adorava que o Haaland jogasse em Alvalade"

Referência ao grande goleador do Borussia Dortmund que, por lesão, estará impedido de defrontar o Sporting.

- "Somos capazes de defrontar qualquer um. Estamos melhores esta época"

Denota a confiança que existe no grupo.

- "Retirar-me no Sporting seria muito bom"

Adán está prestes a renovar contrato até aos 37 anos e admite que gostava de retirar-se de leão ao peito.

publicado às 16:00

A pequena 'rasteira' do Sporting

Rui Gomes, em 09.11.21

img_192x192$2015_10_20_12_03_36_1006065_im_6366770(...) A SAD do Sporting não se limitou a apresentar um lucro de 18,7M€ relativo ao primeiro trimestre do exercício de 2021/22 (que contrasta com os 4,2M€ negativos de há um ano). Deixou ainda uma pequena 'rasteira' ao FC Porto, ao assumir que a troca de jogadores com o FC Porto (Rodrigo Fernandes por Marco Cruz) tem um impacto nulo no activo intangível (valor do plantel).

Ou seja, apesar dos 11M€ envolvidos, o Sporting CP diz que o valor de balanço do activo é zero. Sendo uma forma de os leões se defenderem de problemas futuros, não deixa de constituir um problema para os portistas, que assumiram a mais-valia de 14,1M€ na troca de jogadores com o V. Guimarães e que, em resultado disso, poderão ter à perna a CMVM e a UEFA.

Excerto de uma crónica de Bruno Prata em Record

publicado às 17:00

Coates e o simplismo

Rui Gomes, em 02.11.21

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Contrariando todos os princípios do jogo, os prémios e distinções individuais ganharam uma dimensão perniciosa no futebol. A sociedade criou a necessidade de hierarquizar, de definir uma ordem para tudo, de simplificar as avaliações através de um número; aplicado ao futebol, o que se verifica é uma discussão excessiva sobre Bolas de Ouro, sobre dados individuais, desde golos marcados a assistências, chegando ao ponto de os colocar em contratos de jogadores, muitas vezes esquecendo o mais importante, que é a conquista dos objectivos da equipa.

Sebastián Coates foi eleito o melhor jogador da Liga portuguesa na temporada passada. Como não liderou nenhum ranking de golos e assistências, a distinção que recebeu acaba por ser a distinção da unidade base do futebol: toda a equipa, neste caso a do Sporting, inequivocamente a melhor em 2020/21.

E o caso de Sebastián Coates acaba por ser uma demonstração bem irónica da forma como o contexto muda tudo. Desde que chegou a Portugal, em Janeiro de 2016, o uruguaio até já pareceu o pior central do Mundo, acumulando autogolos e penáltis cometidos, e agora parece o melhor... avançado. Mais um duro golpe para quem tem uma visão simplista de um fenómeno tão complexo como é o futebol.

Artigo da autoria de Sérgio Krithinas, Director Adjunto de Record

E, ainda, Diogo Faro, em Tribuna Expresso, com humor à mistura...

"Começo a perder a conta às vezes que, nestas crónicas, deixo sugestões de homenagem que o Sporting, e o país no geral, deviam fazer ao Coates. E não me cansarei de o fazer até que isso aconteça. Uma estátua, o nome do estádio, o nome do aeroporto, todos os sportinguistas que tenham filhos este ano darem-lhes o nome de Sebastião, ou mesmo Coates. Há inúmeras hipóteses. Só é preciso vontade".

publicado às 02:19

Taremi, Coates e Varandas

Rui Gomes, em 25.10.21

21312452_L0T3b.pngEstá montado o circo em redor de Taremi e os penáltis. Como se o iraniano fosse apenas isso. O homem que o FC Porto foi buscar ao Rio Ave é factualmente o melhor ponta-de-lança no futebol português na relação qualidade-preço. É craque e custou 4,7 milhões. Na primeira época de dragão ao peito marcou 23 golos e ainda fez 18 assistências. E nesta vai bem embalado. Discutam lá o que quiserem, mas olhem ao resto. Taremi merece.

O Sporting foi bem melhor do que o Moreirense mas não fez um grande jogo. Coates foi mais uma vez o destaque, ao apontar o único golo, ele que desde que Rúben Amorim chegou a Alvalade parece ter redescoberto o futebol. Está um senhor capitão, um belo central e goleador. Em anos anteriores, quem diria?

O Sporting parece ter conseguido fazer uma assembleia sem que tenham chovido insultos. Basicamente desta vez os sócios responderam mesmo presente. E a maioria silenciosa calou por completo a minoria ruidosa, que não vai descansar enquanto não fizer cair Varandas e tentar recuperar Bruno de Carvalho. O resultado da AG mostra o que o clube pensa disso. Se o actual presidente conseguisse resolver o tema das claques, o grupinho perdia ainda mais força. Mas não é fácil negociar com quem ainda nem sequer pediu desculpa por Alcochete. É pena.

Artigo de Bernardo Ribeiro, Director de Record

publicado às 03:03

A estabilidade...

Rui Gomes, em 21.10.21

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A estabilidade desportiva parece-me aquela que, de momento, com Rúben Amorim na liderança da equipa leonina de futebol profissional e com as provas entretanto já mais do que dadas por ele enquanto treinador, estará minimamente garantida.

Até porque não me parece que passe pela cabeça de qualquer sócio e adepto de Alvalade exigir o bicampeonato nacional, além de que com a vitória folgada de ontem em Istambul parece mais ou menos alcançável um lugar na Liga Europa que contribuirá um pouco mais para o insuflar do ego dos sportinguistas e a manutenção de um bom ambiente de trabalho entre equipa técnica/plantel/bancada. Alcançar novamente o apuramento directo para a Champions 2022/23 será o seu inconfessável desejo mínimo.

Mas é mesmo na vertente política que tudo se começa (ou nunca se deixou) a jogar e cujos trabalhos estão agora em curso. Seria de esperar que com as várias vitórias desportivas alcançadas no futebol e nas modalidades, com a estabilização da vida do Clube e da SAD no pós-Alcochete e com o grande controle da derrapagem financeira em ano de pandemia, Frederico Varandas e seus pares vissem amplamente reconhecido o seu trabalho.

Contudo e só para inaugurar as hostilidades iniciais, os Relatórios de Contas de 2019/20 e 2020/21 e o Orçamento foram chumbados em Assembleia Geral. Além disso, algumas "caras" já se vieram mostrar e ao que vêm e não me parece que a lista oportunista fique por aqui.

Excerto da crónica de Luís Miguel Henrique, em Record

publicado às 04:19

A Liga da traficância

Rui Gomes, em 15.10.21

O conflito entre Rui Pinto e o alegado empresário de jogadores César Boaventura, ou o "erro de percepção mútuo", como diria Mário Centeno, entre o FC Porto e o empresário de Otávio referente aos 15 milhões que o jogador terá recebido como prémio de assinatura, exemplificam demasiado bem os problemas com que o futebol português se debate.

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Opacidade é a palavra mais óbvia, se de facto quisermos puxar pela diplomacia e não carregar demasiado nas tintas da casa. Não adianta desqualificar Rui Pinto, como faz César Boaventura, num assunto que é óbvio. As negociatas que fez com Luís Filipe Vieira, envolvendo as sociedades anónimas desportivas do Benfica e Atlético são claras. Podemos tentar envolver tudo num qualquer embrulho de verdade formal, com papelada, documentação, registos para cá e para lá, mas nada disso resiste aos buracos deixados em aberto.

O Benfica faz negócios, como o da aquisição de Mika, com empresas que não declaram impostos ou que se refugiam em paraísos fiscais? Sociedades que aparecem e desaparecem à velocidade de um fósforo a arder. Foi esse ambiente de promiscuidade e opacidade que conduziu o clube e Vieira a um abismo reputacional. Conduziu também a práticas de pura traficância, em que a mercadoria são os jogadores mas os corsários que os representam, vendem ou compram é que levam a fatia de leão.

É esse mesmo ambiente que se detecta na brutal discrepância entre os 15 milhões inscritos no Relatório e Contas da FC Porto SAD, a título de prémio de assinatura, e a não menos brutal declaração do empresário de Otávio, que fez um desmentido tonitruante: "O jogador não recebeu nem um euro!". Em que ficamos? É difícil que seja possível sustentar um prémio de 15 milhões para uma renovação de contrato, num clube que já não tem capacidade de reter jogadores valiosos e os deixa sair a custo zero.

Onde fica a polícia do mercado, a CMVM, se ficar calada e não exigir esclarecimentos? Onde vai parar esta Liga Portugal se deixar crescer o ambiente de traficância que está instalado? Que credibilidade tem um futebol que gera os melhores jogadores do mundo mas também os piores gestores do planeta? Já para não falar dos alegados empresários, que enchem os bolsos vendendo a cumplicidade que os presidentes que se julgam donos dos clubes necessitam para fazer as suas negociatas. Uns e outros são a toxina mortal para este futebol e esta Liga da traficância.

Artigo de Eduardo Dâmaso, Director da Sábado, em Record

publicado às 03:03

Amorim tudo mudou

Rui Gomes, em 24.09.21

img_192x192$2015_10_12_13_07_15_1005695_im_6366777Os números de Rúben Amorim desde que chegou ao Sporting são avassaladores – hoje, diante do Marítimo, tem oportunidade de conseguir um registo que não se vê em Alvalade desde a década de 50. Frederico Varandas e Hugo Viana tiveram o mérito da decisão corajosa de pagar 13 milhões ao Sp. Braga pelo treinador, mas a verdadeira transformação no clube deve-se a Rúben Amorim, quer seja pelos resultados e títulos, quer seja pela aposta nos miúdos ou até na forma como comunica. Todo o Sporting agradece: as bancadas acalmaram-se, o clube vai-se unindo, as receitas aumentaram graças à valorização de jovens e entrada na Champions.

Mesmo que não seja um tema muito urgente, seria algo benéfico para o próprio Sporting pensar desde já num futuro pós-Amorim. Mais tarde ou mais cedo (provavelmente cedo...), o técnico irá deixar Alvalade rumo a uma liga de topo e deixará um vazio difícil de preencher. Por essa altura, Frederico Varandas e Hugo Viana terão de ter montado uma estrutura com bases muito sólidas para conseguir dar continuidade ao projecto de aposta e valorização de jovens jogadores. Com uma certeza: não há ‘Amorins’ ao virar de cada esquina. Não foi assim há tanto tempo para que nos esqueçamos do que era o Sporting (de Varandas e Hugo Viana) no pré-Amorim.

Artigo da autoria de Sérgio Krithinas, Director Adjunto de Record

*** O leitor fica com a ideia que já querem ver Rúben Amorim fora do Sporting?

publicado às 03:03

img_192x192$2015_10_12_15_23_37_1005745_im_6366770Há poucos meses, quando o Sporting se sagrou campeão nacional, os seus adeptos reagiam mal ao que consideravam ser as ‘desculpas’ dos adversários para o êxito leonino. Em boa parte, tinham razão, mas vê-se agora que não tinham toda a razão. De facto, uma coisa é jogar ao fim de semana, outra é entrar em campo a cada três dias. Uma coisa é investir muitos milhões em jogadores já feitos, outra é fazer ‘crescer’ apressadamente activos da Academia. Uma coisa é contratar profissionais com experiência e currículo internacional, outra é tentar convencer os ‘miúdos’ que, tendo também uma cabeça e duas pernas, é possível baterem-se de igual para igual com gente carregada de tarimba europeia.

Num plantel curto e ainda ‘imberbe’ não espanta que a falta de Coates e Pote se tenha feito sentir tanto, o que levou já os entusiásticos veneradores de Rúben Amorim – que fizeram o mesmo com Bruno Lage quando lhe começaram a faltar os resultados depois de ter sido campeão – a questionarem as suas opções. Caso das cedências de Eduardo Quaresma ou Sporar, como se a SAD nadasse em dinheiro e pudesse ficar com todos. Ou um treinador exigente e ponderado se tivesse transformado num irresponsável só por causa de um desaire europeu!

Rúben Amorim falou, e muito bem, das ‘dores de crescimento’ e nisso reside o cerne do problema. Não se cresce sem sofrimento. Ou os sportinguistas se convencem que poderão não ser campeões de novo este ano e se conformam com isso, dando tempo ao treinador para continuar a construir uma equipa sólida – a resposta no Estoril após o ‘desastre’ foi excelente – ou se juntam às críticas dos arrivistas, põem em causa o trabalho feito e tudo voltará ao princípio. Não existe terceira alternativa e é péssima, horrível, a recordação que os anteriores ventos de destruição deixaram em Alvalade.

Artigo da autoria de Alexandre Pais, em Record

publicado às 02:18

O fair-play é uma treta

Rui Gomes, em 18.09.21

img_192x192$2020_02_13_19_45_22_1663516.pngJorge Jesus não tinha razão quando disse que o fairplay era uma treta. Teria razão para dizer agora que o fairplay financeiro é uma treta. Ainda não foi nesta jornada inaugural da Champions que se fez a prova plena do desequilíbrio introduzido no futebol pelos clubes financiados pelos petrodólares do Qatar e de outros emirados árabes onde os direitos humanos são a mais pura das tretas.

Desde logo porque o trio milionário feito por Mbappé, Messi e Neymar foi incapaz de cilindrar o muito modesto Brugge. Ou porque o também milionário Atlético Madrid não conseguiu ganhar a um bravíssimo FCPorto, onde continua a abismar o talento mas, sobretudo, a garra, entrega e determinação de todos, de jogadores a treinador. Mas que vamos a caminho de uma espécie de Liga dos Milionários fáctica, reduzida a meia dúzia de clubes, restam poucas dúvidas.

Mesmo por cá, o grande desequilíbrio do dinheiro vai deixando os seus traços. O Sporting claudicou perante o Ajax e poderia ter evitado a goleada se tivesse armado o autocarro em frente à baliza. Optou pela aventura romântica de jogar o jogo-pelo-jogo até ao fim, de querer contrariar a dinâmica dos acontecimentos pela generosidade do esforço físico e pela superação da vontade. Falhou rotundamente e deve retirar as devidas ilacções.

Sobretudo, duas: como gerir um plantel inegavelmente muito curto de opções, como é bem evidenciado pela fatídica conjugação de lesões e castigos; como ultrapassar a dura realidade de ter perdido um jogador, João Mário, que custaria ao clube mais do que todo o meio-campo do Sporting. E se a primeira questão já abre a porta grande para o problema financeiro, a segunda demonstra claramente que, também por cá, fairplay-financeiro é uma boa treta.

Sobra, por fim, uma terceira questão que emerge das outras duas. Até que ponto vai o Sporting aguentar a pressão, no campeonato nacional, de ter um plantel pequeno, limitado e barato, assente em grande parte na formação, que funcionou o ano passado num quadro competitivo diverso e numa ruptura com o modelo de negócio clássico, marcado pelo irrealismo financeiro?! Principalmente, perante adversários que gastaram muito mais ou que aguentam plantéis mais caros mas muito mais diversificados nas soluções. É que se o fairplay financeiro ainda não é uma treta, cá pelo burgo, anda lá muito perto.

Artigo da autoria de Eduardo Dâmaso, em Record

publicado às 03:02

Dimensão europeia

Rui Gomes, em 17.09.21

img_192x192$2015_10_12_13_07_15_1005695_im_6366777Os resultados das três equipas portuguesas na primeira jornada da Liga dos Campeões acabam por ser um espelho adequado da actual dimensão europeia de cada uma delas. O Benfica empatou em casa do campeão da Ucrânia, um resultado que não envergonha mas que está longe de ser uma demonstração de força; o Sporting está longe do andamento da Champions League e a goleada sofrida diante do Ajax mostrou o quão curta é a manta à disposição de Rúben Amorim; por fim, o FC Porto, que tinha o jogo (e o grupo) mais difícil, jogou de faca nos dentes e bateu-se de igual para igual em casa do Atlético Madrid, não chegando à vitória por causa de uma mão de Taremi no sítio errado.

É ainda cedo para antecipar o futuro de cada uma das equipas nesta edição da Champions. O Sporting, que integraria o grupo com menos tubarões por metro quadrado, complicou bastante as contas depois da goleada sofrida em Alvalade. O Benfica jogará muito do seu futuro no próximo duelo, em casa, com um Barcelona que, apesar de não parecer, continua a ter uma equipa bem recheada de craques. Quanto ao FC Porto, é o mais fácil de prever: aconteça o que acontecer na próxima jornada frente ao Liverpool, vai estar na luta pela qualificação até ao fim. São muitos anos a este nível.

Artigo de Sérgio Krithinas, Director Adjunto de Record

publicado às 03:33

A demissão do VAR

Rui Gomes, em 14.09.21

img_192x192$2015_10_12_13_01_03_1005691_im_6366771Os jogos envolvendo os grandes nesta 5.ª jornada da Liga deram motivos para reflectir. Em ambos os casos, ficou-se com sensação que não tiveram VAR. Ou por inércia pura e simples, ou porque os homens na Cidade do Futebol foram solidários com os árbitros de campo, ou, menos provável, porque os chefes de equipa não lhes deram ouvidos. Foi assim no Sporting-FC Porto e, de forma ainda mais flagrante, no Santa Clara-Benfica.

Há erros bastante claros, outros discutíveis e cada um faz uma interpretação particular de cada lance, não sendo necessário, em muitos casos, ser especialista para interpretar aquilo que os olhos vêem. Em Alvalade, os lances de Pepe e Taremi sobre Coates mereceriam, no mínimo, uma análise muito mais aprofundada, leia-se a visualização das imagens, e não um conveniente ‘siga’ em nome da fluidez do jogo.

Pior ainda foi o que se passou nos Açores, desta feita através do categorizadíssimo Artur Soares Dias a desempenhar o papel de VAR. Se o lance com Diogo Gonçalves na área encarnada justificaria, no mínimo, a perda de uns segundos de discussão com o árbitro Rui Costa, já a viril saída de Vlachodimos, que atingiu Mansur à entrada da área, é um erro crasso que passou em claro. Qual é, afinal, a função do VAR? Não comprometer?

Artigo de Luís Pedro Sousa, Chefe de Redacção de Record

Nota: Já aqui referi ontem este artigo de Luís Pedro Sousa, mas só hoje tive ocasião de o publicar. Subscrevo as suas considerações genericamente embora hesite em afirmar que os erros no jogo nos Açores foram mais "flagrantes" dos que ocorreram em Alvalade.

publicado às 03:03

Paulinho e o lobo

Rui Gomes, em 10.09.21

(...) O que precisa de fazer Paulinho para devolver a Rúben Amorim os muitos milhões que o Sporting investiu nele? Antes de tudo, manter a calma e a autoconfiança. Não há bons pontas-de-lança sem um ego tão enorme como a cegueira pela baliza.

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É óbvio que Paulinho anda perdido no campo. Defende demasiado em zonas que não lhe compete tamponar. Faz sprints que terminam com carrinhos defensivos absolutamente desajustados numa pura avaliação de custo-benefício. Nesse particular, Paulinho lembra uma má fase de Liedson, onde o extraordinário levezinho também se desgastava em terrenos sem nexo e depois ficava à míngua de golos. Paulinho tem de reservar as suas energias para as zonas de decisão. Que são quase as mesmas, quer a defender, quer a atacar, salvo nos lances de bola parada defensiva.

Tão essencial como o que o que já ficou escrito, Paulinho tem de parar com as simulações de pancadas dolorosas em cada lance dividido. O avançado em que o Sporting tanto investiu já tinha esta pecha em Braga. O defeito agravou-se com a passagem para o Sporting. Qualquer bola dividida, em que Paulinho esteja de costas para o ataque, acaba com este aos gritos e a rebolar-se no chão. Ora o que se pretende para Portugal é que se aproxime dos minutos de bola a rolar que ostentam as mais evoluídas ligas do globo. Os árbitros, os melhores, estão a batalhar por isso.

Já Paulinho está no vergonhoso grupo daqueles que persistem em fazer exactamente o contrário. Pede faltas e faltinhas onde não há nada, nadinha. O que está Paulinho a conseguir com esta atitude? Está a desgastar a sua imagem ao ponto de, nos sítios que mais contam, os árbitros já não marcarem faltas que existem mesmo, salvo se forem de gritante evidência. É a velha história de ‘Pedro e o Lobo’.

Se Paulinho não eliminar os seus defeitos de correcção simples (o péssimo jogo com o pé direito, somado com as correntes dificuldades de controlo espacial, mesmo quando a bola pede pé esquerdo, já não são passíveis de grande melhoria, aos 28 anos) tornar-se-á o pior investimento da era-Varandas.

Mas Paulinho ainda está muito a tempo de dar a volta a este texto.

Artigo da autoria de Octávio Ribeiro, em Record

*** Octávio Ribeiro parece estar muito preocupado com o rendimento de Paulinho e com o investimento do Sporting. Faz pensar no que o motivou a dedicar um extenso artigo, quase na sua totalidade, ao avançado do Sporting.

Achei ( pouca) piada ao facto de ousar fazer recomendações sobre as zonas do terreno que Paulinho deve pisar, face às exigências tácticas de Rúben Amorim.

Ainda... sobre o tema de simulações. Recomenda-se que ajuste o seu compasso para o Norte do país onde militam os maiores especialistas do futebol português. Nem sequer vou indicar nomes, não há ninguém que não os conheça... e vão estar em Alvalade no sábado.

publicado às 03:02

Centralização bicuda

Rui Gomes, em 08.09.21

Surpreendentemente, e daí talvez não, a cimeira de presidentes da Liga, considerou a antecipação da centralização de direitos televisivos, porventura já na próxima época.

Lembre-se que o DL nº 22-B/2021 previa a centralização, a partir da época 2027/2028, embora admitisse que, por consenso dos interessados, pudesse ocorrer mais cedo. Porquê agora esta pressa? Em minha opinião, este volte-face tem um nome, que é CVC Capital Partners.

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Em Espanha, com base única na sociedade veículo que comercializa os direitos de transmissão, a CVC adiantou aos clubes 2,1 mil milhões de euros e, em contrapartida, cedeu 11% dessa sociedade durante 50 anos. Esta bazuca, veemente contestada pelo Real Madrid, veio aliviar fortemente as tesourarias dos clubes, depauperadas pelo Covid.

Só também centralizando em Portugal se conseguirá obter um enquadramento jurídico, que permita pensar numa operação semelhante. Este percurso confronta-se, porém, com alguns escolhos.

O primeiro tem muito a ver com os contratos actualmente vigentes e que teriam de ser denunciados. O segundo prende-se com os financiamentos que a generalidade dos clubes obteve com base nas receitas futuras, justamente com origem em tais contratos e que estão dadas como garantia às entidades mutuantes. O terceiro, last but not least, consiste na grande dificuldade em acomodar os interesses de todos os intervenientes, sobretudo dos três grandes que, naturalmente, não querem perder receitas com a centralização.

Se estiveram atentos às declarações de Rui Costa na cimeira, foi isso exactamente o que ele quis dizer. Tendo em conta o fosso quantitativo entre o que recebem, em Portugal os três grandes, e os outros, acomodar todos os interesses releva da quadratura do círculo.

Acresce que La Liga tem argumentos de elevada qualidade, organização e protagonistas que, infelizmente, não se replicam nas nossas competições. Desejo a maior sorte a Pedro Proença nesta missão tão espinhosa. Talvez o aliciante de um maná de dinheiro ajude a amenizar irredutibilidades. Mas que é difícil, é sim senhor.

Artigo da autoria de Carlos Barbosa da Cruz, em Record

publicado às 03:02

Foto do dia

Rui Gomes, em 27.08.21

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publicado às 04:16

Fenómenos estranhos

Rui Gomes, em 17.08.21

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Numa das suas crónicas, intitulada Fenómenos Estranhos, Bernardo Ribeiro, Director de Record, escreve o seguinte:

"Fernando Santos descobriu que João Mário tem valor para voltar à Selecção. Este País tem muitas coisas estranhas e algumas escolhas dos treinadores são uma delas. Fico feliz com o regresso do médio. Era lá que deveria ter estado, no triste Euro que fizemos. O que terá mudado da época passada para esta?".

Todos nós sabemos a resposta à pergunta de Bernardo Ribeiro, mas, ao fim e ao cabo, tendo conhecimento do que a 'casa gasta', e neste caso concreto, no que diz respeito ao seleccionador nacional, será que é surpresa alguma?

publicado às 04:47

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