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Esta pré-época do Sporting ainda vai trazer algumas mudanças no plantel mas a estrutura está definida, ou seja, não acredito que possam acontecer alterações muito radicais a partir de agora. Respondendo à pergunta, podemos falar de dois tipos de possíveis saídas: por dispensa ou por venda. As saídas por dispensa já estavam consumadas antes do estágio. É claro que há jogadores que têm vindo a fazer a pré-época que não vão ficar a tempo inteiro no plantel, mas vão trabalhar regularmente com a equipa durante a época. Quanto a saídas por vendas, mais perto de uma saída diria que podem estar o Matheus Nunes, o Jovane e o Luís Maximiano, por esta ordem. 

O Manuel Ugarte é mais uma certeza do que uma dúvida, claramente. Aliás, um elogio não tem assim tantas segundas leituras mas o facto de Rúben Amorim ter considerado Ugarte um excelente jogador é mais um dado a juntar ao que já se sabia, e o que se sabia é que os termos do negócio estão alinhavados. Agora será uma questão de tempo, porque o Ugarte está a recuperar de infecção por Covid-19. Mas tenho poucas dúvidas de que será jogador do Sporting a breve prazo.

Comentário de Vítor Almeida Gonçalves, no fórum de Record

publicado às 03:03

O leitão do nosso descontentamento

Rui Gomes, em 06.07.21

Foi dado grande destaque mediático ao recente encontro dos presidentes dos clubes da Primeira Liga, no restaurante o Rei dos Leitões, na Mealhada.

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Esta reunião até nada teria de singular não fora dois significativos pormenores. O presidente da Liga não foi incluído e os presentes fizeram questão que isso se fosse conhecido. Foi noticiado ainda, pouco depois, um muito improvável tête-à-tête, entre os presidentes do Benfica e do FC Porto, no exacto mesmo restaurante. Desta feita, consta que o presidente da Liga teria participado em pelo menos parte da conversa. Finalmente dá-se agora eco à possibilidade de os principais clubes da Primeira Liga formarem uma associação independente para dialogar com o Governo sobre o incerto futuro do futebol.

Esta cronologia justifica algumas reflexões. A primeira é que o futebol está em tempo de divisão. Parece óbvio que os grandes clubes não se sentem representados pela Liga e, dentro desses grandes clubes, há quem se posicione para liderar o processo. A segunda é que causa impressão ver assuntos tão importantes tratados entre duas trinchadelas. A terceira é que FC Porto e Benfica querem voltar a liderar o futebol português, mesmo que, para isso, tenham de engolir ressentimentos ancestrais.

Se há alguma coisa que o ‘Apito Dourado’ e o ‘E-Toupeira’ ensinam é que os presidentes actuais do Benfica e FC Porto alimentam um sentimento proprietário relativamente ao futebol e que eles não hesitam sequer na legalidade dos meios utilizados para alcançar esse desiderato. Como é óbvio, o FC Porto não encara, nem por um minuto, partilhar o poder com o Benfica; aproveita-se, sagazmente, das debilidades actuais do presidente do Benfica para o atrair com cantos de sereia. Depois, quando for altura, descarta-o, se a oposição interna não o fizer antes.

Toda esta movimentação pressupõe a marginalização da Liga, que fica remetida a um mero papel de gestora administrativa do futebol profissional. A hegemonia que o Sporting Clube de Portugal conquistou este ano desencadeou um abalo telúrico de enormíssimas proporções na concorrência, porque os confrontou com a amarga constatação que já não mandavam como outrora.

Com estes protagonistas e esta mentalidade, o futebol não pode esperar a transparência, sustentabilidade e competitividade tão necessárias à sua credibilização. Este ‘dueto do leitão’ lembra-me irresistivelmente os velhos dos Marretas, que teimam em não sair de cena.

A alternativa, portanto, é continuar a ser afilhado destes padrinhos ou assumir o Ipiranga de um novo modelo de modernidade, no seio das ditas instituições a quem foi legalmente cometido o encargo de gerir o futebol.

Artigo da autoria de Carlos Barbosa da Cruz, em Record

publicado às 12:30

Medo de ser o melhor

Rui Gomes, em 29.06.21

21312452_L0T3b.pngA opinião no Record é livre. Qualquer articulista que escreve neste jornal sabe bem isto. Acontece não raras vezes numa casa em que a opinião não está à venda alguém defender uma coisa e outra pessoa o contrário pouco mais à frente. Em Portugal é algo que se pode fazer desde 25 de Abril de 1974 e nós por cá vamos aproveitando. Serve a introdução para dizer que estou muito grato a Fernando Santos. Nunca lhe poderei agradecer devidamente a conquista do Euro’2016. Confesso que ainda hoje olho para trás e tudo me parece mentira. A Liga das Nações foi apenas a cereja no topo do bolo. O agradecimento é eterno. E sincero.

Dito isto, estou também muito farto da ideia que defende para a Selecção Nacional. Farto que Portugal tenha medo de jogar bem. Farto que Portugal tenha medo de ser o melhor. Farto de ver Portugal jogar sempre na reacção e nunca no protagonismo. Sei que a Bélgica é muito forte. E até que é a primeira classificada do ranking. Ou que De Bruyne é um dos melhores médios do Mundo. Mas também sei a tristeza que sinto ao ver Portugal reduzido a esta ideia de futebol tacanho. Obrigado, Fernando. Mas já chega.

Artigo da autoria de Bernardo Ribeiro, Director de Record

*** Em nota separada, manchete na capa de Record esta terça-feira... "Fernando Santos firme. Continuidade não está em causa".

publicado às 03:48

Afirma Pereira

Rui Gomes, em 02.06.21

Descansem os leitores que não vou transformar esta crónica numa apreciação literária do magnífico livro de António Tabucchi, mas, em última análise, até seria melhor.

O enredo não é ficção, mas triste realidade.

O presidente da ANTF, José Pereira, na recém-cerimónia de (justa) homenagem a alguns treinadores locais, transmitiu que Rúben Amorim continuava sem ter a licença UEFA Pro, correspondente ao famigerado IV grau.

Note-se que a grande preocupação do dito presidente não foram as condições laborais, o desemprego, os salários em atraso, a dignificação da classe, a ética das relações entre profissionais, nada disso. O tema foi, espantosamente... Rúben Amorim.

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O dito presidente nada disse sobre a circunstância de o último curso ter sido organizado pela FPF, em Novembro de 2020, circunscrito a 20 candidatos e deixando de fora 199 (!) pretendentes, corporizando uma violação deveras enviesada do direito ao trabalho. Se calhar essa circunstância não o apoquenta, porque na prática são menos os concorrentes para os escassos lugares vagos.

A queixa da ANTF no Conselho de Disciplina da FPF é de uma deprimente sibilinidade. Não diz simplesmente que Rúben não tem as certificações exigidas, outrossim acusa-o, a ele e ao Sporting, de simulação e fraude, na elaboração do contrato de trabalho, pondo em causa o poder conformativo da prestação laboral, que assiste ao Sporting, enquanto entidade patronal, e o dever de obediência que impende sobre Rúben Amorim, enquanto trabalhador.

Rúben Amorim já deu a resposta em campo e, sem a UEFA Pro, ganhou o campeonato. Eu sei que do ponto de vista legal não tem relevância, mas é uma bofetada de luva branca no corporativismo da ANTF, que, por exemplo, ficou calada perante as cenas macacas de Sérgio Conceição e Paulo Sérgio ou na pública descortesia de Jorge Jesus com Lito Vidigal, assuntos que deve ter considerado menores.

Tive de fazer uma grande busca na internet, para saber que clubes o presidente da ANTF tinha treinado, antes de se alcandorar à posição cimeira da classe e fiquei elucidado. Como treinador e como presidente, o registo é igual: fraca figura.

Artigo da autoria de Carlos Barbosa da Cruz, em Record

NOTA: Como referenciámos ontem, o Sporting CP e Rúben Amorim foram absolvidos das acusações de falsas declarações e fraude e de fraude na celebração dos contratos, com a acusação ao Clube de quadro técnico sem as habilitações mínimas a ser arquivada.

Apesar desta decisão, a ANTF emitiu um comunicado através do qual vinca a sua posição sobre Rúben Amorim.

publicado às 03:19

Campeão low-cost

Rui Gomes, em 19.05.21

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Muito já se falou - e vai-se continuar a falar, merecidamente, diga-se - da brilhante equipa do Sporting, seu treinador e respectivo staff técnico. Chegou o momento de dar algum destaque a dois obreiros da campanha que levou à conquista do título nacional.

Para o efeito, transcrevo um excerto da crónica semanal de Bruno Prata, em Record, que se dá pelo título de "Campeão low-cost":

A Frederico Varandas e Hugo Viana têm de ser dados muitos dos créditos do título. Agora é fácil dizer que os 13 jogos (e as 10 vitórias) de Rúben Amorim em Braga já indiciavam um técnico especial. Mas não foi nada pacífico quando o Sporting CP aceitou pagar, com dinheiro que ainda não tinha, os 10 milhões de euros (mais os acrescentos). Aprenderam com os erros e a Viana terá de se penhorar o engenho da descoberta de Porro, da aposta no mercado nacional e na sapiência de Adán, Feddal e João Mário.

O plantel foi formado por forma a potenciar Nuno Mendes, Gonçalo Inácio, Tiago Tomás e outros da ‘fábrica’ de Alcochete, que voltou a ter estruturas dignas e qualificadas. Mais: a história desta liga seria bem diferente se Viana não tivesse desviado Nuno Santos e Pote da rota do Dragão. A chegada de Paulinho em Janeiro custou metade dos gastos em reforços, mas satisfez o treinador e deu outra dimensão ao jogo leonino.

Varandas teve de fazer um despedimento colectivo e, mesmo assim, é bem capaz de ser o presidente do Sporting com sucesso mais instantâneo: foi eleito em Setembro de 2018 (com apenas 42,32% dos votos) e, desde aí, arrecadou "apenas" um título nacional, uma Taça de Portugal e duas Taças da Liga (para além dos títulos europeus de futsal e hóquei, entre múltiplos sucessos nas amadoras).

As conquistas desta época premeiam, sobretudo, quem, na hora do champanhe, soube dar palco aos jogadores e aos treinadores. Frederico Varandas mostrou ter aprendido que o presidente serve para presidir e para delegar competências. Mas o seu êxito também serve para provar que se pode ganhar com uma dignidade e uma compostura que envergonha os incendiários e todos aqueles que nos tentam convencer, a todo o custo, de que o sucesso desportivo é sinónimo de baixeza e até de malfeitorias.

publicado às 04:04

Mas que raio de capa é esta?

Rui Gomes, em 10.05.21

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Não dá para compreender a capa desta segunda-feira de Record, no que diz respeito ao alegado interesse do Sporting em Carlos Mané e Ricardo Esgaio.

Duvido muito que a fonte desta informação seja fidedigna, se é que houve fonte e não apenas uma reportagem avulsa com adorno sensacionalista.

Primeiro e sobretudo, nada disto originaria com o Sporting, especialmente nesta altura da época e, muito em especial, na véspera de um jogo muito importante.

Segundo, é deveras discutível se os atletas em questão satisfariam os interesses superiores do Sporting.

Carlos Mané, de 27 anos, faz parte do passado do Sporting e apenas isso. Por outro lado, Ricardo Esgaio até poderia ser útil como alternativa a Pedro Porro, mas vejamos as suas circunstâncias: também de 27 anos, tem contrato com o SC Braga até Junho 2024 e o seu passe está neste momento avaliado em 6,6 milhões de euros (fora o que Salvador exigiria a mais).

O timing desta pseudo-reportagem é suspeito, mas, em abono da verdade, nem sequer serve para destabilizar seja o que for. Pura e simplesmente, é melhor ignorada, que é, porventura, o que eu deveria ter feito.

publicado às 16:30

Coisas quase normais

Rui Gomes, em 04.05.21

O seleccionador nacional dá hoje uma entrevista interessante ao jornalista Rui Dias. Vale a pena ler. Muitas das ideias importantes para o Europeu estão ali explicadas. E outras nas entrelinhas. Mesmo com *Fernando Santos a tentar fintar o nosso Rui.

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Jovane Cabral parece ter convencido Amorim. Espero bem que sim. O extremo/avançado não é um craque dos que apaixona, mas a utilidade no plantel é mais do que evidente. E por muito que lhe custe ouvir isto, a verdade nua e crua é que Jovane corresponde na perfeição ao que antigamente se chamava a ‘arma secreta’. Saltar do banco assenta-lhe como uma luva.

Escreve Marco Ferreira hoje nas páginas de arbitragem e sou obrigado a concordar. O jogo de Alvalade parece não ter tido VAR. O árbitro escolhido já estava longe de ser de primeira linha, mas a equipa completa fez uma das piores exibições que vimos esta época. Escolhas estranhas as de Fontelas para os jogos que decidem o título. Tivessem os leões empatado e teríamos uma semana animada. Ridículo.

Artigo da autoria de Bernardo Ribeiro, Director de Record

NOTA

*Fernando Santos reconhece que errou ao convocar para a fase final do Mundial2018, na Rússia, jogadores que tinham rescindido contrato com o Sporting na sequência da invasão à Academia de Alcochete, ocorrido em maio daquele ano. "Achei, se calhar presunção minha, que levar o Rui Patrício, o William Carvalho, o Bruno Fernandes, o Gelson, os jogadores que tinham rescindido com o Sporting, não seria um problema. Se fosse hoje não os teria levado".

"Pensamos na cabeça deles, e estamos a falar de grandes profissionais, ninguém duvide. O dia a dia deles - não durante o treino, nas palestras, nas refeições - era a pensar no que lhes iria suceder a seguir, se teriam ou não clube, no que iria suceder depois".

"Não foi favorável. Eu achava, na altura da convocatória e durante mais tempo, que aquilo estava ultrapassado, mas...".

publicado às 03:16

O crocodilo velho e o bandalho

Rui Gomes, em 30.04.21

img_192x192$2020_02_13_19_45_22_1663516.pngPinto da Costa faz lembrar, definitiva e vivamente, a parábola do crocodilo velho. O crocodilo velho sabe que o tempo já não é o mesmo. Que é mais curto. Que o futuro já não é seu. Também sabe que o pântano vai continuar o mesmo de sempre, que é imutável. Águas podres, cheiro nauseabundo e a concorrência impiedosa do bando de predadores mais novos. Venham eles das suas hostes ou da outra tropa do sector sul, liderada pelo caimão de grossas escamas avermelhadas, que lhe disputa a influência sobre o território e sobre quem arbitra o respeito pelas poucas regras do pântano.

O crocodilo velho sabe, por isso, que tem de ter a tropa agrupada e manter o pântano em efervescência, sempre a bater forte nos inimigos e a fingir que nada vê dos pecadilhos que apontam aos seus. É a melhor (única) forma de ter um final de reinado sossegado, sem ser estraçalhado pelo cardume de piranhas que anda sempre por ali. Já pouco lhe interessam as guerras de afirmação do bando. Bastam-lhe as suas. Já só tem de chorar, aqui e ali, algumas das suas mais cínicas lágrimas de velho crocodilo e atirar para o lado. Atirar sempre para o lado e manter uma parte da matilha que sobra sempre pronta para atacar. Só assim pode banquetear-se em sossego com as suas vítimas. E nem todas são os seus adversários…

A recém-agressão ao jornalista da TVI por um dos predadores mais novos, nas vestes de bandalho, como muito bem foi qualificado por Rui Rio, mostrou-nos a plenitude dessa parábola pantanosa. O bandalho, primeiro, na agressão servil para brilhar aos olhos do crocodilo velho. Este, depois, a derramar as suas melhores lágrimas para o seu palanque televisivo privado para agregar o seu povo. Como espectáculo, o crocodilo velho continua um mestre na interpretação. É incomparável na arte da vitimização, do cinismo e da manipulação dos sentimentos de pertença a uma espécie de religião que bebe pela mais pura das cartilhas maniqueístas. Os meus bons e os maus lá de baixo, das forças ocultas que nos roubam. Como realidade, é muito triste.

Há um clube e uma cidade deveras extraordinários, que mereciam muito melhor. É a última narrativa sobre a incapacidade atroz do futebol português em mudar, um milímetro que seja. É, também, o resultado das suas insuportáveis dependências, entre clubes que são os legisladores dos regulamentos, desportivos e disciplinares, que montaram uma organização desportiva de fachada, para poderem ser eternamente juízes em causa própria. Tenhamos pena de nós, os que pensávamos gostar de futebol.

Majestoso escrito de Eduardo Dâmaso, Director da Sábado

publicado às 03:49

Outra vez Segunda-Feira

Rui Gomes, em 26.04.21

img_192x192$2015_10_12_15_23_37_1005745_im_6366770... Podemos dizer o que quisermos, o que é e o que não é. Que o Porro não recuperou a forma que o levou à selecção espanhola, que o João Mário joga devagar ou que o João Palhinha não tem, na fase de construção, a qualidade que demonstra quando é preciso defender. Certo é que a equipa leonina está um bloco – estratégica, física e mentalmente. Só um grupo muito solidário, que sabe o que faz e que mete a pressão no bolso, consegue equilibrar primeiro uma partida em que praticamente começou com dez e criar depois a oportunidade de desferir o golpe fatal. Talvez aconteça, mas não estou a ver como poderá o FC Porto vir a ultrapassar este Sporting. Ah, e já agora: também não estou a ver o Artur Soares Dias a expulsar o Pepe aos 18 minutos...

Excerto da crónica de Alexandre Pais em Record

publicado às 14:00

O Sporting está canhoto

Rui Gomes, em 22.04.21

Duvido que alguma vez na história uma equipa tenha actuado com tantos canhotos ao mesmo tempo como este Sporting. Desde a entrada de Tabata e de Bragança, o Sporting actuou com oito canhotos, até à saída de Matheus Reis.

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Os canhotos são um bem inestimável no futebol, pela forma como cruzam e pela especialíssima técnica que abençoa muitos deles. Claro que na soma de oito canhotos está Adán, que, sendo canhoto, tem dois pés direitos, como se viu no segundo golo do Belenenses. Demasiados canhotos em campo tornam o jogo estranho. Quando o lado direito fica entregue a canhotos como Tabata e Gonçalo Inácio, a que, em várias situações, ainda se juntava Nuno Santos, numa anarquia táctica pouco edificante, não adianta ter Coates e Paulinho na área. Poucas bolas jogáveis lá chegarão. Com a saída de Matheus Reis e a entrada de Matheus Nunes, os canhotos continuaram em maioria, mas a anarquia táctica ficou menos grave.

O Sporting está a jogar sobre brasas. E isso compreende-se. O que não se entende tão bem é por que caíram a pique jogadores fulcrais, com João Palhinha à cabeça. Está a jogar condicionado? Então talvez seja melhor descansar e voltar o grande Palhinha, que chegou à selecção e depois ficou assim, com menos eficácia e sem intensidade. Também Pedro Porro chegou da selecção espanhola com muito menos eficácia. Agora que a equipa mais precisava deles, estes pontos altos de toda a época estão a afundar. Sem nunca brilhar continua João Mário. Dá toques e toquinhos na bola, adequando o ritmo da equipa à sua falta dele. É um jogador maravilhoso (não há razão para usar o passado), mas não está em forma há anos. Precisa de voltar a vibrar, a acreditar mais no seu futebol. Ousar passes de rutura, como só ele poderá fazer. A jogar como tem jogado, não merece a titularidade.

O Belenenses foi uma agradável surpresa pela capacidade de se desdobrar para o ataque. Mesmo com equipas de meio da tabela, a equipa de Petit tem pecado pelo encolhimento. Ontem, chegou sempre à frente com perigo e métodos simples.

Excerto da crónica de Octávio Ribeiro, em Record

NOTA: O jornalista deixou omisso um simples facto, com a sua afirmação " O Belenenses chegou sempre à frente com perigo e métodos simples": este "chegar sempre à frente com perigo" traduziu-se em 3 remates durante 90+6 minutos de jogo.

publicado às 03:00

O momento do Sporting

Rui Gomes, em 18.04.21

O texto que segue é um excerto da crónica de Bernardo Ribeiro, Director de Record, publicada na manhã de sexta-feira, ou seja, antes do jogo do Sporting com o Farense. Mesmo assim, não deixa de ser interessante e, parece-me, muito pertinente, face ao momento da equipa.

21312452_L0T3b.pngO Sporting vive um momento estranho. Lidera o campeonato com 6 pontos de avanço e parece entregue à tristeza. Provavelmente tem muitas frentes de batalha. Palhinha e a vontade dos rivais em ganhar pontos na secretaria, a palavra de Rui Costa valer mais do que a de Rúben Amorim, a mão pesada do Conselho de Disciplina que pode querer queimar quem ousou fazer-lhe frente e ainda os dois recentes empates, que contribuindo para um facto histórico prestes a acontecer, levaram os sportinguistas à depressão. Custa a entender. Não conheço nenhum adepto do clube que arriscasse a candidatura no início da época. Rúben Amorim fartou-se de avisar que não estava ganho. A equipa é hoje, haja o que houver, uma aposta certa. E acordarem para a vida?

publicado às 05:48

img_192x192$2015_10_12_15_23_37_1005745_im_6366770Ao cair do pano, a pressão era muita e o remate de difícil execução, sem hipótese de preparação e de ângulo reduzido – na sequência de um portentoso passe longo do jovem Nuno Mendes. Mas Cristiano Ronaldo esteve ao seu usual nível, enviou a bola para a baliza e fê-la ultrapassar claramente a linha final, logrando aquilo que daria a vitória a Portugal. Com régua e esquadro não se faria melhor! Só que o jogo era da FIFA e de qualificação para o Mundial, pormenor de somenos, pelo que nem tinha um árbitro assistente capaz – o homem correu até à bandeirola de canto e fechou os olhos… – nem VAR, nem sequer a já vetusta tecnologia da linha de golo. Como é possível? E o juiz da partida, que não era português – ai se fosse! – fez igualmente vista grossa e evitou o meio apuramento que a derradeira proeza de CR7 nos daria. Se a palavra "roubo" se pode aplicar no futebol, e não se devia, é numa situação tão escandalosa como esta.

Pois apesar de tão enorme evidência, os "gremlins" das redes sociais, apoiados nalguns comentadores frustrados por não viverem em Turim, condenaram sem a berraria que os distingue a asneira do apitador, criticaram mansamente as opções de Fernando Santos – a entrada de Renato Sanches brada aos céus, é certo, mas depois de vencer o Europeu 2016 o engenheiro silenciou para a eternidade os ignorantes – e centraram-se em quê? Isso mesmo: na irritada saída de campo do capitão da Selecção! Como se ele não tivesse razão ao ver-se esportulado decaradamente de mais um golo histórico, obtido fora de casa e num momento decisivo da contenda. Ou como se lhe corresse nas veias sangue de barata e não interpretasse o grande sentimento de revolta que se apoderara da imensa maioria dos seus compatriotas.

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Temendo que a gritaria não fosse suficiente, os invejosos da rede não se ficaram por aí, ampliando a sua indignação pelo facto de Cristiano, com o jogo terminado e à entrada dos balneários, ter atirado ao chão a braçadeira de capitão, esse glorioso e acrisolado símbolo da Pátria, que faz do Hino e da Bandeira simples apêndices da nacionalidade... Que falta de noção!

Perseguir Cristiano Ronaldo por atravessar uma fase menos feliz de forma, em boa parte devido aos deprimentes insucessos da Juventus, sublinhando que não marca pela Selecção há quatro jogos – que são realmente três porque no sábado ele fez o que lhe competia – é o passatempo preferido dos idiotas que sempre anunciam a morte sabendo muito bem que algum dia ela virá. Com a vacinação a correr bem, os novos casos de covid em queda e o desconfinamento progressivo a avançar, este pequeno tropeção da Selecção vem mesmo a calhar à cambada. E se amanhã não ganharmos ao Luxemburgo?... Por esta altura, deve haver por aí muitos grunhos em oração.

A terminar, um aceno para Rui Jorge e para o trabalho modelar que desenvolve nos Sub-21. Sim, não é só a selecção principal que tem aquele que é, porventura, o melhor plantel de equipas nacionais do Mundo. Também nos mais novos essa qualidade está presente, como se confirmou ontem com o belíssimo triunfo sobre os ingleses, que nos últimos anos vêm somando êxitos nos escalões jovens. Chapeau!

Artigo da autoria de Alexandre Pais, em Record

NOTA: Já tinha um post preparado para comentar o episódio com Cristiano Ronaldo, quando li a crónica semanal de Alexandre Pais, a qual subscrevo na íntegra. Confesso, no entanto, que preferia que CR7 não tivesse feito o que fez, mas depois do tanto que ele tem contribuído para elevar o futebol português ao longo dos anos, não lhe vou exigir perfeição em tudo.

publicado às 04:03

Palavras de capitão

Rui Gomes, em 27.03.21

21312452_L0T3b.pngLê-se a entrevista de Sebastián Coates a Record e percebe-se o porquê de o uruguaio ser capitão de equipa. Não há declarações bombásticas. Não há tiradas para irritar. Há um discurso consciente, sem fugir às perguntas, mas de homem feito e que sabe bem o que pretende dizer. Faz títulos menos sonantes, mas ganha muito o respeito de quem o lê. Porque está ali, de facto, um capitão.

Hoje joga a nossa selecção. Após uma estreia sensaborona frente ao Azerbaijão, claro que esperamos mais e melhor frente à Sérvia. Mesmo que Fernando Santos, no seu estilo resultadista, avise já que prefere ganhar do que ter nota artística. Por muito que ter ido de empate em empate até à vitória final em França tenha sido uma das maiores alegrias da minha vida, confesso que até senti alguma vergonha alheia deste discurso quando olho ao ‘plantel’ nacional. Erro meu, certamente.

Parabéns a Joana Ramos. Mais uma medalha aos 39 anos. Um grande exemplo de vida desportiva. Em tempos de pandemia, bem precisamos de quem nos aponte o caminho. Que retire do léxico a palavra desistir das mais utilizadas. Obrigado pelo exemplo, Joana.

Permitem-me terminar com um abraço ao meu camarada João Lopes. Estamos contigo. Força!

Artigo da autoria de Bernardo RibeiroDirector de Record

publicado às 15:30

Mais perto dos milhões

Rui Gomes, em 22.03.21

21312452_L0T3b.pngTriunfo muito importante e saboroso para o Benfica. A luta pelos milhões é vital para o clube e vencer em Braga era essencial para não perder completamente o comboio. O muito talento do plantel começa finalmente a vir ao de cima. Mais vale tarde do que nunca. E há uma Taça para ganhar.

O SC Braga falhou o teste. É bem verdade que esta época já tinha ganho ao Benfica mais do que uma vez, mas este era um encontro em que estava proibido de falhar para aumentar a distância. Disse adeus ao pódio.

João Pinheiro foi decisivo. A expulsão de Fransérgio acabou por marcar de forma indelével um jogo que, provavelmente, teria sido bem melhor. Critério muito dúbio e desmentido no próprio encontro. É dos melhores? Estamos conversados.

Espantosa a reacção do Famalicão à chegada de Ivo Vieira. De facto, às vezes basta um bom treinador para colocar as peças no sítio e começar a ver-se futebol digno desse nome.

Record conta-lhe hoje a história de Dário Essugo. Um dos muitos miúdos lançados por Rúben Amorim numa caminhada que a maioria dos sportinguistas até julgava impossível. Alcochete agradece.

Dez anos sem Artur Agostinho. O Record não esquece. Obrigado.

Artigo da autoria de Bernardo RibeiroDirector de Record

publicado às 17:57

Três juristas quatro opiniões

Rui Gomes, em 19.03.21

img_192x192$2015_10_12_13_07_15_1005695_im_6366777Aqui há uns anos, numa conversa informal, um antigo presidente de um clube português dizia-me: “Se pedir opinião a três juristas diferentes, vai ter quatro opiniões”. As leituras que se fizeram do acórdão do TAD relativo ao caso João Palhinha fizeram-me lembrar essa conversa. Quer pela interpretação dos diversos especialistas ouvidos por diferentes órgãos de Comunicação Social, quer pelas dúvidas geradas junto das partes interessadas: a decisão anula o quinto amarelo ou anula o jogo de castigo pelo quinto amarelo?

Há, na forma como se aplicam as Leis, uma vincada tendência para utilizar uma linguagem complexa e densa, quase sempre imperceptível à maior parte dos cidadãos (há quem diga que isso só é assim para justificar a existência de advogados). No caso concreto, o TAD elaborou um acórdão de 147 páginas e chegámos ao fim sem resposta clara a uma das perguntas mais importantes.

Independentemente da conclusão, que ainda está longe, o caso Palhinha está a ter um efeito de cascata na pirâmide da disciplina, obrigando a mudanças nos procedimentos do CD e, para já, com uma decisão que estabelece de forma mais clara os procedimentos de intervenção disciplinar sobre decisões erradas assumidas pelos árbitros. O que andámos para aqui chegar.

Artigo da autoria de Sérgio Krithinas, Director Adjunto de Record

publicado às 02:15

O furriel

Rui Gomes, em 17.03.21

21105016_F4Vcq.pngEm artigo escrito em Record, na semana passada, o presidente da ANTF veio justificar a queixa apresentada contra o Sporting e Rúben Amorim, dizendo que se trata de uma mera questão de legalidade, de aplicação de normas emanadas das entidades que superintendiam o Desporto.

Não posso deixar de sublinhar a hipocrisia subjacente a essas palavras. Já não questiono que a ANTF faça queixas selectivas, porque esse é um juízo ético, que competirá aos associados e ao público em geral fazer.

A questão é que a ANTF acusa o Sporting e Rúben Amorim de fraude à lei, ou seja, de pretenderem alcançar um fim ilícito, através de meios aparentemente lícitos. Os artigos do Regulamento Disciplinar da Liga, alegadamente violados, resultam para o Sporting numa multa moderada e para o treinador, numa pesada suspensão.

Por outras palavras, já não estamos no quadro de uma participação relativa ao eventual cometimento de ilegalidade, outrossim a um processo de intenções, de contornos bem mais rebuscados, já que pressupõe uma articulação dolosa entre os denunciados.

Registando a insensibilidade da ANTF, abrindo a porta a que um treinador possa ficar no desemprego, por via das disposições regulamentares que invocam, há três questões que, em meu entender, definem os limites do caso.

A primeira é que o Sporting CP respeita as exigências legais e tem, no seu quadro, um treinador principal e dois treinadores adjuntos. A segunda é a de que o Sporting organiza a sua actividade conforme bem entende. A terceira é que Rúben Amorim é empregado e faz aquilo que a entidade patronal manda.

Com estes pressupostos, não se vislumbra como pode Rúben Amorim pagar as favas do despeito. Ser treinador de futebol de grau IV em Portugal leva mais tempo do que ser advogado, médico, engenheiro ou outra profissão para que seja exigida formação especial, com uma agravante: só há curso de vez em quando.

A exigência vigente é tão desproporcional quanto os muitos exemplos de treinadores não habilitados e que fizeram trabalho brilhante nas equipas que dirigiram.

A evolução na carreira por tempo de serviço é um conceito muito próprio de uma certa instituição militar e, patentemente, ainda há quem, tendo saído dela, mantenha o essencial da sua mentalidade.

Artigo da autoria de Carlos Barbosa da Cruz, em Record

publicado às 03:02

Os eternos burros de secretaria

Rui Gomes, em 16.03.21

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"Recordam-me, no Twitter, o que aconteceu a Paulo Bento, no Sporting, em 2005, a Jorge Costa, no Sp. Braga, em 2007, ou depois disso ainda a Marco Silva, no Estoril, a Nuno Espírito Santo, no Rio Ave, a Paulo Fonseca, no Paços de Ferreira, a Pedro Emanuel, na Académica, a Sérgio Conceição, no Olhanense, ou a Silas, também no Sporting. Vão ser agora todos castigados para Rúben Amorim não se sentir tão só. Os eternos burros de secretaria...".

Alexandre Pais, em Record

publicado às 03:18

Todos são importantes

Rui Gomes, em 13.03.21

21312452_L0T3b.pngÀs vezes somos tentados a pensar que o que decide os campeonatos são apenas os jogos grandes. Depois vemos esfumarem-se vantagens em menos de um simples fósforo, em jogos com equipas de valor muito diferente. Porque ao contrário de uma Taça, uma Liga não se decide num jogo, mas sim em longas jornadas onde as incógnitas são muitas e os momentos de forma também.

Sporting CP e Benfica têm jogos importantes. Não que os adversários sejam da mesma igualha, mas perder dois ou três pontos frente a Tondela ou Boavista tem o mesmo custo do que num dérbi ou clássico. Os leões têm isso bem presente com o susto que apanharam frente ao Santa Clara. Já o Benfica deve lembrar-se do resultado no Bessa.

Os rivais da Segunda Circular terão de estar no máximo. Os primeiros se querem mesmo ser campeões. Os segundos para pressionarem a concorrência na complicadíssima luta pela Liga dos Campeões.

Amorim e Jesus mostraram ter isto bem presente. São os motores das equipas, para o bem e para o mal.

Sílvio Cervan de uma vez só insultou adeptos do Sporting CP e do Benfica. A oposição incomoda sempre o poder. Felizmente na política não o tratam assim. E ainda bem.

Artigo da autoria de Bernardo Ribeiro, Director de Record

publicado às 13:00

O ódio de estimação

Rui Gomes, em 09.03.21

A estória é simples de contar. A ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol) fez queixa ao Conselho de Disciplina da FPF relativamente à contratação, pelo Sporting, do treinador Rúben Amorim, que supostamente não teria na altura o grau exigido para desempenhar tais funções.

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O Conselho de Disciplina da FPF fez baixar a queixa à Comissão de Instrutores da Liga, para abertura do processo. A instrutora Filipa Elias desenvolveu então as diligências que reputou pertinentes para apuramento de eventual ilícito disciplinar e, em função da prova recolhida, resolveu acusar Rúben e o Sporting de fraude. Baseia-se a acusação em três pontos fundamentais.

O primeiro é que Rúben Amorim, embora inscrito como treinador adjunto, é o que recebe mais e tal indicia que afinal é ele o treinador principal.

O segundo é o testemunho do ex-leão Francisco Geraldes que, embora reconhecendo que durante os jogos era o treinador principal Emanuel Ferro quem emitia as instruções aos jogadores, nos treinos e preparação dos encontros era Rúben Amorim quem pontificava.

O terceiro resulta da circunstância de publicamente, o Sporting ter resgatado ao SC Braga o treinador em questão, com a pompa e circunstância de quem era escolhido para liderar o projecto desportivo leonino e não como o adjunto que veio a inscrever. Não vou entrar em pormenores jurídicos, mas há aqui coisas de bradar aos céus.

É extensa a lista de treinadores lusos que, não possuindo o grau IV, assumiram "de facto", o desempenho de treinadores principais, nos últimos anos, sem que a ANTF reagisse desta maneira.O mínimo que se pode dizer é que estamos perante uma óbvia, e diria suspeita, discriminação.

É singular basear a investigação no testemunho de um único jogador, que estava em clara rota de colisão com o clube, que acabou por cedê-lo ao Rio Ave. Não há aqui um patente conflito de interesses? Do vasto plantel de profissionais do Sporting, só se julga útil ouvir um, por acaso alguém convenientemente despeitado.

O Sporting Clube de Portugal, no uso do seu direito constitucional de livre empresa, paga aos seus profissionais como entende e organiza a sua actividade como melhor lhe aprouver e não como a ANTF acha que deve ser.

Eu acho que esta é uma questão laboral e não disciplinar e que mal andou o Conselho de Disciplina da FPF em acarinhar as dores corporativas da classe, se calhar porque desta vez dava jeito.

Cada vez tenho mais saudades do prof. Meirim, e por aqui me fico.

Artigo da autoria de Carlos Barbosa da Cruzem Record

publicado às 16:00

O resgate de um grande

Rui Gomes, em 05.03.21

(...) Uma gestão que resgatou o Sporting, um dos grandes, de um futuro sinistro, feito de maus resultados desportivos, de indecência cívica e de grande opacidade financeira no negócio das transferências.

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Um Sporting CP a ombrear com os maiores, tanto no plano interno como internacional, com os pés assentes no chão e na sua capacidade de gerar valor a partir da formação, é uma boa notícia para o futebol português. O mesmo se diga para o SC Braga. Torna-o muito mais competitivo, mais democrático, no sentido em que a diversidade de liderança desportiva é melhor do que a eterna concentração da luta pelo título em apenas dois clubes.

Resta saber se, após a pandemia, os clubes conseguem criar um modelo de gestão mais sério, mais transparente, menos assente na criação de esquemas criminosos de compra e venda de jogadores apenas para potenciar comissões e falsear a verdade desportiva. Se conseguirem, talvez isso devolva alguma pureza a um desporto-rei tão necessitado dela e tão viciado em esquemas tribalistas fora e dentro do campo. Em que uns cantam a canção do bandido e outros cospem para o chão que os adversários pisam.

Excerto da crónica de Eduardo Dâmaso, Director da Sábado, em Record

publicado às 12:00

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