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Reflexão do dia

Rui Gomes, em 17.09.19

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Leonel Pontes vai ter mais três semanas para provar que consegue ressuscitar o Sporting, sendo razoável acreditar que a próxima paragem da I Liga, para os confrontos da Selecção Nacional no início de Outubro, possa ser aproveitada por Frederico Varandas para ponderar se a situação algo precária do treinador será ainda sustentável. Serão seis jogos no espaço de 19 dias, incluindo os duelos europeus com o PSV (depois de amanhã, na Holanda) e o Lask Linz (os austríacos jogam em Alvalade no próximo dia 3). Esta dedução, está bom de ver, é muito contingente e respalda-se essencialmente no ‘modus operandi’ do presidente aquando da troca de Peseiro por Keizer. 

Mas, claro, tudo pode ser precipitado pelo acumulado de fiascos (que, nesta altura, parece ser algo mais do que uma simples contingência). E também pelo calibre da contestação nas bancadas. Até porque não é seguro que Varandas já tenha assimilado plenamente que o clube não pode ser governado de fora para dentro. E muito menos em função das diatribes de uma minoria escabreada que só quer que o tempo volte para trás para poder voltar a beneficiar dos negócios esconsos que o submundo do futebol ainda vai oferecendo. 

Varandas anunciou Leonel Pontes como um técnico "sem prazo" e com "uma tarefa". Mas a missão depressa se transformará numa quimera se ao madeirense for exigido que resolva, num estalar de dedos, a multiplicidade de carências da equipa. E comparar o contexto da ‘chicotada psicológica’ no Sporting com o que levou à afirmação de Bruno Lage no Benfica nunca será um exercício honesto se não se levarem em conta as diferenças gritantes em termos de qualidade do plantel e de solidez directiva. 

Excerto de uma crónica intitulada "Como ressuscitar em três semanas"  de Bruno Prata, jornal Record.

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publicado às 03:46

Os limites de Bruno

Rui Gomes, em 16.09.19

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Há vários jogadores com a qualidade técnica de Bruno Fernandes, e há vários jogadores com o seu espírito de sacrifício, sentido colectivo e vontade de ganhar, mas há pouquíssimos que tenham todas estas coisas na mesma dimensão do médio do Sporting. É essa característica de artista operário que faz dele um futebolista raríssimo.

Há momentos, particularmente quando as coisas não estão bem, em que pisa aquela linha muito ténue que separa a vontade de ganhar dos exageros que prejudicam a própria equipa. (Numa equipa minha, preferia mil vezes jogadores que pisassem esse risco do que outros que nunca cheguem lá perto.)

Ontem, no Bessa, sofreu cinco faltas e cometeu uma, já em cima do final. Acabou expulso e nenhum dos seus adversários viu amarelo nas ocasiões em que foi travado. Pelo meio, viu outro amarelo por protestar uma falta evidente com o assistente.

Bruno Fernandes devia ter mais cuidado na forma como contesta decisões dos árbitros, até porque essa fama de refilão já o persegue (diante do Sp. Braga passou todos os limites e foi poupado) e faz com que haja menos tolerância do que em relação a outros jogadores. E isso, ao contrário de várias outras situações que se passam em campo, só depende dele. Até porque se retirar da equação cartões como o primeiro que viu ontem, não será expulso à primeira falta.

Sérgio Krithinas, Director Adjunto Record

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publicado às 04:47

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A entrevista concedida esta semana por Frederico Varandas foi um bom momento para o presidente do Sporting e numa, entre outras coisas, está coberto de razão: não foi ele quem criou o fosso para os rivais Benfica e FC Porto.

O Sporting CP está no fosso e está na fossa e acha-se há anos a tentar encontrar o seu ‘salvador da pátria’.

O problema do presente – é bom não esquecer – é uma decorrência de dois passados: o passado antes de Bruno de Carvalho e o passado com Bruno de Carvalho, depois de ele se revelar um ‘caso perdido’ como presidente. Esses passados não comportaram apenas situações e apostas negativas, mas nunca ninguém se revelou absolutamente capaz de unir os sportinguistas.

Este é o drama do Sporting: nem a ‘linha de continuidade’ do pós-Roquette conseguiu eliminar o fosso (não há registo de um campeonato ganho em quase duas décadas!) nem a ‘linha ultra’ que se lhe seguiu, com Bruno de Carvalho, o conseguiu fazer. O Sporting viveu sempre entre o ‘8’ e o ’80’, num terreno minado entre um certo elitismo e o radicalismo, quando o Sporting precisa de um ‘governo’ que faça um esforço suplementar para unir sensibilidades, excluindo aqueles que, num período crítico, atacaram e delapidaram a imagem e a essência do Sporting enquanto instituição.

Volvido um ano sobre a eleição de Frederico Varandas para presidir aos destinos dos ‘leões’, após uma campanha com muitos candidatos e poucas ideias novas, o Sporting debate-se, pois, com dois tipos de problemas: os resquícios deixados por uma presidência super atribulada – aquilo a que podemos denominar uma ‘presidência ultra’, marcada por uma excessiva e desequilibrada emocionalidade – e as manifestações críticas de diversas figuras ligadas ao universo ‘leonino’, muitas das quais ligadas a algum desses passados, sobre as quais não impende nenhum juízo sobre o direito de criticar, mas apenas e tão-só o facto de não entenderem o peso da herança e não revelarem um mínimo de tolerância sobre o ciclo que se seguiu à deposição de Bruno de Carvalho. A mesma tolerância que requereriam para si próprios, no caso de terem vencido as eleições.

Tudo no Sporting é passível de crítica. Crítica também irrazoável. Se o presidente não fala é porque não fala; se fala é porque fala. Se mantém o Bruno Fernandes, devia tê-lo vendido (nem que fosse pelos tais 45M€). Consegue vender o Thierry Correia por 12M€ e o Raphinha por 21M€ não tem qualquer significado, a não ser desfalcar o plantel, mesmo no caso do jovem lateral direito, tantas vezes criticado por alguns erros cometidos nas suas primeiras aparições na equipa principal do Sporting. Se o Sporting ganha a Taça de Portugal (ao FC Porto) e a Taça da Liga (numa fase final Benfica, FC Porto e SC Braga) é porque os outros quiseram. Quer dizer: o Sporting está sempre no fosso (e na fossa) e, no fosso, não se vê amontoar apenas a lixeira normal destes ambientes mas uma enorme quantidade de crocodilos. O fosso dos crocodilos.

O ‘fosso dos crocodilos’ está pejado de frustrações, maus gestores, críticas por tudo e por nada, elitismos e radicalismos, gente que não sabe fazer mais nada senão viver do debate continuado sobre o Sporting, numa fustigação permanente e irracional. Os crocodilianos não gostam do Sporting. Alimentam-se do Sporting. DEVORAM o Sporting.

Este presidente – e qualquer outro que saísse ‘vencedor’ das eleições – já sabia que ia arrastar com o peso histórico da maledicência e da desvalorização permanentes, e no caso de Frederico Varandas com a coragem (sim, coragem!) de fazer frente aos abusos das claques, que estavam – governando-se – a governar o Sporting.

Os sportinguistas acham que apenas um ano é suficiente para eliminar o fosso? O fosso não resulta apenas do crescimento do Benfica e do FC Porto, este agora confrontado com um problema de gestão cujas consequências estão à vista na tentativa de cumprimento do fair-play financeiro importo pela UEFA. O fosso foi (es)cavado por sportinguistas, mais ou menos ilustres. e vão continuar a (es)cavar, convencidos de que vão finalmente achar o ouro. Não, não vão. Se continuarem a (es)cavar obsessiva e delirantemente, vão encontrar mais dejectos e escuridão – e o Sporting não sairá da sua actual condição de ‘terceiro de Portugal’, ameaçado por vários outros emblemas, mais pacientes na sua afirmação e na consolidação de reformas.

Este ‘Sporting de Varandas’ tem défices e problemas? Tem. A gestão dos últimos dossiês foi perfeita? Não. Mas, neste quadro, quem conseguiria governar melhor?… Quem pode reclamar, neste contexto, o exercício da perfeição?

Um dos melhores artigos que já li de Rui Santos (Record)

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publicado às 06:02

Bas Dost e outras coisas...

Rui Gomes, em 23.08.19

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Não existem jogadores de futebol insubstituíveis, mas existem jogadores que os adeptos e os treinadores não gostam nem querem ver partir. Nalguns casos, detestam mesmo perdê-los: pelas suas qualidades para a sua função e, muitas vezes também, pela empatia que o futebolista granjeou junto das bancadas e do balneário. E é mais isso que ressalta da iminente transferência de Bas Dost para o Eintracht Frankfurt, mesmo que, importa acrescentar, no caso de Marcel Keizer, os recorrentes panegíricos ao avançado não pareçam bater muito certo com o arquétipo tático que o técnico holandês perfilhou para o desamparar mais do que para o servir.

Provavelmente este sentimento algo melancólico também perturba a administração do Sporting, especialmente o seu presidente, que testemunhou de perto a idoneidade de Bas Dost bem como a forma como ele se transformou, involuntariamente, no mártir principal da bárbara invasão a Alcochete. Mas, já se sabe, a gestão responsável de uma SAD não se pode compadecer com estas pieguices, mesmo estando em causa um craque a quem os adeptos cantarolavam a música "Thunderstruck", dos AC/DC. Até porque a cada vez mais provável continuidade de Bruno Fernandes (essa sim uma excecional perspetiva tanto para o técnico como para os adeptos) poderá inviabilizar o expediente mais descomplicado e óbvio de regular o orçamento. Isto só acontece, vale sempre a pena repisar, porque Bruno de Carvalho olhou para a discussão do título como se de uma corrida de 100 metros se tratasse, gastando (e muitas vezes mal) o que havia e também por conta do que só devia ser embolsado nos próximos anos.

E, à conta disso, quem administra agora o clube terá de encarar a corrida do campeonato como se de uma maratona se tratasse, o que implica outro de tipo de gestão da logística, da energia e até de paciência. Mas se é fácil entender a necessidade imperiosa de reduzir a folha salarial (as notícias dando conta que o Sporting irá recuperar um valor próximo dos 11 milhões de euros que, em 2016, pagou ao Wolfsburgo por Bas Dost acabam por relevar principalmente a poupança dos quase 12 milhões que o holandês iria receber pelos dois anos que ainda tinha de contrato), fica mais difícil aceitar a forma como o holandês foi sendo diariamente enxotado nos jornais e nas televisões, como se não fosse legítima a sua vontade de continuar com o ordenado gordo e numa liga tão ou mais proeminente. A comunicação do Sporting é muitas vezes acusada, sem razão, de falta de acutilância, mas o seu principal problema continua a ser a incapacidade de gerir os tempos e a forma como passa a mensagem. (...)".
 
Bruno Prata, jornal Record

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publicado às 12:15

Empresários e mercenários

Rui Gomes, em 21.08.19

Há no futebol português, como em todos os outros, agentes de jogadores que são uma espécie de parceiros dos clubes nas negociações, mesmo que defendendo sempre a posição do futebolista, e outros que estão dispostos a tudo por um prato de lentilhas.

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É verdade que Bas Dost era um dos jogadores a quem o processo de rescisão melhor assentava após o evento de Alcochete. Ser o melhor goleador da equipa com números impressionantes e acabar agredido no local de trabalho por um grupo de energúmenos que diz defender a mesma equipa é um case-study onde se aceita a deserção.

É por isso uma pena que tenha escolhido para representá-lo um agente que aproveitou a ocasião para esmifrar um Sousa Cintra entregue aos bichos e que lhe deu mundos e fundos que agora não há quem possa pagar. Se o agente fosse competente, Bas jogaria já noutras paragens e este sarilho não teria acontecido. Provavelmente até poderia ter evitado o ocaso do holandês.

Mas não. O facto de ganhar mais por época do que o actual ponta-de-lança titular do Sporting faz do empresário de Dost parte mais do que interessada no processo. Com tudo isto, o avançado deixou de ter condições para jogar em Alvalade. Até porque se percebeu que dificilmente encaixa. E com um empresário tão fraco, ficamos sem saber se é só a inabilidade do agente ou se o jogador não tem feito tudo para render mais.

Uma pena. Merecia melhor sorte. Ele e o Sporting".

Bernardo Ribeiro, Director de Record

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publicado às 04:02

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"O Daily Mail revela esta quarta-feira a razão que terá levado o Manchester United a não avançar para a contratação de Bruno Fernandes no recente mercado de transferências. Em causa, explica o referido jornal, estiveram os relatórios dos olheiros dos Red Devils, nos quais era desaconselhada a contratação do médio do Sporting.

Ao que parece, e segundo aquilo que o jornal inglês adianta, os observadores entenderam que Bruno Fernandes "perde a bola demasiadas vezes" e que o seu estilo de jogo não encaixa naquilo que o técnico Ole Gunnar Solskjaer queria para os Red Devils. Isto porque o norueguês tenciona apostar essencialmente em jogadores de confiança no que à posse diz respeito, algo que no entender dos olheiros o médio leonino não garantia.

O mesmo artigo também se dá a apontar a estatística de acerto de passe da época passada de Bruno Fernandes (75,1%), considerada baixa, especialmente em comparação com a de Pogba (82,8%) ou Kevin De Bruyne (também na casa dos 82%).

De resto, o diário garante que o Manchester United irá em Janeiro procurar um reforço do meio campo, mas que Bruno Fernandes não deverá ser a solução".

Fábio Lima, jornal Record

Nota: Perante uma reportagem tão ridícula, deixando até a ideia que foi encomendada, sem se saber por quem, fiquei sem palavras. Destaque para a preocupação do Record em a publicar em Portugal. Tudo vale para vender papel!

*A frase do título é da autoria de François La Rochefoucauld

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publicado às 04:33

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 07.08.19

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"Que impacto terá a humilhação numa equipa já de si à procura de rumo desde o início da pré-temporada? Mais, agora a braços com a provável saída do seu melhor jogador? Ser goleado num dérbi não dá saúde a ninguém. Do treinador ao presidente. A estrutura vai ser atacada e vai abanar. Do que é feita e que fé existe no trabalho do holandês, eis algo que se verá nos próximos capítulos".

Excerto de um artigo de Bernardo Ribeiro, Director de Record, aqui.

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publicado às 04:17

Favoritismo

Rui Gomes, em 04.08.19

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Um dérbi entre Benfica e Sporting para começar a época é sempre um excelente cartão de visita. Os dois rivais lisboetas chegam ao Estádio Algarve com estados de espírito algo diferentes, culpa dos resultados de pré-temporada e também das dúvidas geradas pelos mais recentes dias de mercado em Alvalade. Mas o que aconteceu até agora está longe de ser um factor decisivo do encontro desta noite.

Frente ao Liverpool, o adversário mais forte que qualquer equipa portuguesa defrontou esta pré-época, viu-se um leão com qualidade, capaz de criar várias oportunidades de golo frente ao campeão europeu. Subestimar o valor de uma equipa assim é um erro, até porque o Sporting de Marcel Keizer revelou-se especialista na época passada a jogar como ‘underdog’ em partidas a eliminar – derrotou duas vezes o FC Porto nos penáltis (um cenário que não deve ser excluído esta noite...) e virou a eliminatória da Taça de Portugal diante do Benfica. Quem tem Bruno Fernandes e Mathieu tem sempre boas hipóteses de ganhar.

O Benfica mantém a matriz trazida na época passada por Lage e tem essa estabilidade a seu favor. Mas, pese as vitórias e alguns excelentes períodos na International Champions Cup, houve momentos de algum desnorte defensivo e ainda há dúvidas sobre a parceria de ataque entre De Tomas e Seferovic. As águias são favoritas, claro, mas não tanto como se tem feito crer.

Uma nota apenas para o clima pacífico que tem antecedido este dérbi. Seria um grande sinal para o que resta da temporada se continuasse assim durante e após o jogo desta noite. Que vencedores e vencidos saibam estar à altura do momento.

Sérgio Krithinas, Director Adjunto, Record

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publicado às 12:22

O negócio possível

Rui Gomes, em 04.08.19

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É opinião geral de que o Sporting CP não pode fazer mais nada do que vender Bruno Fernandes. Uma corrente de pensamento mais do que legítima e a mais usual no futebol de hoje, onde rapidamente nos rendemos às verdades do dinheiro, pois é ele afinal que faz o Mundo andar à roda. Mas será, de facto, essa a melhor opção para um clube que se encontra na encruzilhada a que os leões chegaram? Isso é, pelo menos, discutível. 

Que o dinheiro de Bruno Fernandes faz falta ao clube é evidente. Como a todos os emblemas portugueses, mesmo aqueles que dão entrevistas a jurar o contrário. Mas se o Sporting não está obrigado a vender, se não tiver a corda na garganta, o que seria melhor? Fazer acertos com o dinheiro da transferência ou manter aquele que é o seu melhor jogador de há alguns anos para cá?

Porque também é assim que se mede a ambição dos clubes. Vieira vendeu Félix e com essa venda segurou os outros, tentando oferecer a Lage uma equipa que o coloca na ‘pole position’ na candidatura ao título. Ao perder Bruno, o Sporting pode acertar num Robertone qualquer, mas que o risco é muito maior...

Num mundo ideal, Varandas sentar-se-ia com Bruno e oferecer-lhe-ia um plano de carreira. Mas isso já não satisfaz um jogador português. É o Mundo em que vivemos.

Bernardo Ribeiro, Director de Record

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publicado às 02:42

Um caso lamentável

Rui Gomes, em 25.07.19

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Esteja a razão de que lado estiver, Conceição e Danilo protagonizaram um caso lamentável e que o FC Porto dispensava quando se aproxima um jogo decisivo no apuramento para a Liga dos Campeões. A pré-temporada dos dragões já vindo a ser recheada de críticas a uma estrutura incapaz de trazer reforços em tempo útil. A opinião pública portista só poderá lamentar ver que o balneário enfrenta temas destes quando devia estar unido na preparação da época.

Coentrão também foi tema fracturante. Se uma claque deixou bem claro que dispensava a contratação, outra, mais bélica e representativa, fez saber que todos os reforços serão bem recebidos, deixando no ar uma ameaça aos contestatários. O clube não pode ser gerido de fora para dentro, mas é bom entender quão fracturantes podem ser alguns temas. 

Bons testes de Benfica e Sporting pela madrugada. Os leões fizeram a melhor exibição da pré-época e jogaram olhos nos olhos com o campeão europeu. As águias, depois de uma entrada fortíssima, mereceram ganhar ao cair do pano. Muito bem.

Parabéns aos sub-19 por mais uma final. Têm sido alegrias atrás de alegrias na formação. Parabéns à FPF e Filipe Ramos. Mas também aos clubes. São eles a origem do talento aproveitado na Cidade do Futebol.

Bernardo Ribeiro, Director de Record

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publicado às 14:30

Um trabalho de excelência

Rui Gomes, em 19.07.19

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A capacidade de regeneração do futebol português devia ser objeto de estudo. Um ano depois da notável vitória no Europeu de sub-19, uma nova geração destaca-se na mesma competição. Depois dos 3-0 à Itália na estreia na fase de grupos, o empate (1-1) diante da Espanha (recuperando de desvantagem) deixa os jovens orientados por Filipe Ramos a precisar de apenas um empate com a Arménia para atingir as meias-finais da prova.

Os sucessos consecutivos do futebol português (que se podem medir em presenças em fases finais internacionais e até títulos), em vários escalões e variantes, colocam o nosso país na elite europeia, junto de gigantes como Espanha, França ou Alemanha - tudo nações imensamente maiores e com um número muito superior de praticantes. E considerar um grande falhanço ver os sub-20 a não passar da fase de grupos do Mundial é, por estranho que possa parecer, um bom sinal: estamos a ser mal habituados.

Como se explica logicamente que um país que acaba de chegar aos 200 mil praticantes consiga ser presença tão habitual no topo do futebol europeu? Como não somos de uma espécie diferente, com muito mais talento natural que outros, a resposta só pode ser uma: trabalho e conhecimentos técnicos.

Apesar do ‘embrulho’ nem sempre ser o melhor, o futebol que temos em Portugal, em particular ao nível das bases dos clubes e Federação, é de excelência.

Sérgio Krithinas, Director Adjunto Record, aqui.

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publicado às 02:40

Contra o sebastianismo

Rui Gomes, em 10.07.19

"Mais do que questionar se a Assembleia Geral do passado sábado, em que uma larga maioria aprovou a expulsão do anterior presidente da condição de associado, significou mesmo o fim de um ciclo tétrico e kamikaze no Sporting, aos actuais dirigentes leoninos e a todos que se preocupam genuinamente com o clube deverá agora interessar a análise de o leque de circunstâncias sociais, culturais e económicas que ajudaram a levar ao poder um incorrigível populista e demagogo.

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Até porque só esse exercício ajudará também a compreender como é que, apesar de todas as transgressões e malfeitorias (que nem sequer foram contestadas pelo inculpado no processo de expulsão), se mantêm as coléricas manifestações tribais em torno de uma figura que achava que a sua profissão era ser presidente do Sporting ad aeternum.

O ex-"querido líder" vai, obviamente, continuar por aí, até porque anda desocupado. E não será nada surpreendente que um canal televisivo não resista, um dia destes, a convidá-lo para um qualquer programa de má-língua. Confirme-se ou não, alguns sportinguistas irão continuar a acreditar que o seu guru irá regressar numa manhã de nevoeiro e montado num leão unicolor, qual D. Sebastião à moda da Quinta do Lambert.

É um sentimento de orfandade que acaba por ser natural e humano. E a melhor forma de contrariar a instabilidade criada por tanto ódio e deletério é evitar a hostilidade gratuita a quem continua a gostar do clube, mesmo que momentaneamente denote uma perversa inversão das prioridades.

Será preferível, pouco a pouco, explicar-lhes que aquele movimento profético gratifica excessivamente um dos piores reis da nossa história e o responsável pelo desaparecimento da maior parte da elite portuguesa na insensata batalha de Alcácer-Quibir. E que aquela atracção shakespeariana por um rei desparafusado e imaturo e por alguém que se achava protegido por um desígnio divino já despertou há cinco séculos e, até hoje, sem grande sucesso.

Será também este grande trabalho de pregação que se irá exigir a Frederico Varandas. O presidente do Sporting terá de continuar a reformular as infraestruturas e a formação de Alcochete. Terá também de equilibrar as finanças e inventar novas receitas, ao mesmo tempo que se impõe o investimento sensato (já realizado, em boa parte) no reforço da equipa de futebol.

Deve ainda cuidar e muito acarinhar as restantes modalidades, mantendo-as tão ou mais competitivas. Mas, ao mesmo tempo, precisa encontrar uma mensagem emancipada e suficientemente impactante junto das restantes instituições, dos seus indefectíveis, mas também junto daqueles que nas AG gritam extemporaneamente pela sua demissão.

Esta espécie de quadratura do círculo será porventura um dos seus principais desafios, até por o obrigar a sair um pouco mais da sua zona de conforto. Mas será a melhor forma de contrariar o sebastianismo".

Bruno Prata, jornal Record

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publicado às 04:33

A força da democracia

Rui Gomes, em 06.07.19

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Bruno Fernandes foi eleito o melhor jogador da Liga. E João Félix o melhor jogador jovem. Acredito que até os próprios estão de acordo. Vai aí um grande folclore por causa das transferências de um e outro. Tem piada muito do que se lê e ouve na praça. Mas todos sabemos que o dinheiro que se paga no futebol não tem só a ver com a qualidade dos jogadores. Há tanto, mas tanto mais em causa.

Não é a primeira vez. Mas não deixa de me espantar que mesmo no dia antes de ver votada a sua expulsão de sócio, Bruno de Carvalho consiga, uma vez mais, insultar os sportinguistas: "Sinto vergonha por esta massa associativa me ter destituído para ter esta Direcção." Entendo as dificuldades do ex-presidente em lidar com a democracia. Deu várias mostras nos seus mandatos.

Mas o discurso populista e demagogo não tem o encanto de outrora. Porque apesar de manter uma legião de fãs que faz lembrar o melhor (pior) dos que acompanham Trump e Bolsonaro, há também quem não se esqueça de que foi com Bruno que o Sporting foi o primeiro clube português a entrar em default. Que se esqueceu de pagar os jogadores contratados. Que passou por um dos episódios mais tristes da história do futebol nacional e maior vergonha de um clube centenário. Episódio que o presidente destituído disse que tinha "sido chato". Não é falta de vergonha. É de noção. Têm os sportinguistas a palavra.

Bernardo Ribeiro, Director Record aqui.

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publicado às 13:10

A loucura do mercado

Rui Gomes, em 15.06.19

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São muitos os nomes lançados por empresários, mais ainda os que chegam de pessoas que tudo sabem. E há poucas certezas quando a procissão ainda vai no adro. É a altura de trabalho mais difícil para um jornalista sério. Podem ter-se notícias a cada minuto que passa sim, mas depois corre-se o risco de passar alguns dias a noticiar um jogador qualquer para um grande clube e depois ele acaba no V. Setúbal (Khalid Hachadi).

Na verdade, o actual posicionamento dos grandes não ajuda muito. Os nomes a contratar estão, e bem, fechados entre poucas pessoas das respetivas SAD. Mas depois há um medo incompreensível de dizer que este ou aquele jogador não interessa. Problema? Intoxicado é o leitor, adepto de um qualquer clube, que teima em viver de costas para o mundo da comunicação.

Não é nada de novo. Mas hoje em dia vivemos com alguns directores que não estão para ser incomodados por jornalistas. Pergunto-me para que servirão. Desde que o patrão deles esteja satisfeito, por mim tudo bem. 

Aqui deixamos uma promessa: Nenhum jogador é aqui noticiado se não for confirmado por mais de uma fonte. E assumiremos os desmentidos quando percebermos que eles são justos. Sim, somos dos que erramos. Mas há comunicados que são apenas uma forma de mascarar incapacidade negocial ou falta de coragem para assumir os nomes. Esses não. Aí manteremos a verdade. Sempre.

Bernardo Ribeiro, Director de Record

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publicado às 12:31

Um estilo certo

Rui Gomes, em 13.06.19

Ainda é cedo para fazer um balanço da administração Varandas.

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Do ponto de vista desportivo, no futebol profissional, a época correu acima das expectativas, considerando as adversidades conhecidas do arranque. E não falo só das duas taças; nos sub-23, o Sporting esteve na corrida do título até final e na formação repetiu o título de iniciados, razoável nos juvenis, fraco nos juniores.

Para quem agoirava o colapso no futebol jovem do Sporting, a resposta está aí; restará aos senhores seleccionadores das equipas dos escalões jovens olhar mais para os talentos de Alcochete e menos para o marketing do Seixal, como a recente e prematura eliminação nos sub-20 bem demonstrou.

Será interessante analisar o orçamento para a próxima época, a política de contratações e a gestão financeira, nomeadamente o resgate das VMOC, que tarda e que é crucial para a estabilidade futura da SAD.

O futuro dirá se Varandas esteve à altura e se conseguiu superar os obstáculos externos e internos com que teve, e ainda tem, de se confrontar. Numa coisa acho que já se impôs: no estilo.

Varandas teve o bom senso de fazer duas coisas.

A primeira foi resistir aos clichés do presidente-vedeta, do presidente-providência ou do presidente-omnipresente.

A segunda foi assumir-se tal e qual é, sem subterfúgios, evitando o ridículo de presidentes que leem discursos redigidos por outros ou que vivem a mandar recados, por interpostos assessores de comunicação.

Os protagonistas no Sporting voltaram a ser os jogadores e o treinador; acabaram-se de vez as voltas olímpicas e a bajulação interesseira das claques.

O presidente do Sporting tem intervindo publicamente quando e sempre que é necessário, no seu registo próprio, que não sendo um modelo de oratória tem o mérito de ser genuíno e directo.

Acho que o Sporting só ganha em se demarcar do modelo de dirigismo da concorrência, que criou um ambiente insuportável de peixeirada durante o campeonato transacto e que vive em disputas laterais, que desacreditam o futebol.

Aqui, como noutras coisas, o Sporting é (agora) diferente.

Carlos Barbosa da Cruz, jornal Record

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publicado às 05:04

Félix e os números

Rui Gomes, em 11.06.19

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À medida que os dias de mercado avançam, parece cada vez mais claro que dificilmente João Félix será jogador do Benfica na próxima época. Há muita gente com muito dinheiro interessada no jovem de 19 anos e, as recentes declarações de Luís Filipe Vieira aos sócios, na última assembleia geral, colocando a decisão nas mãos do jogador e da sua família, indicam que o próprio Vieira já começou a abrir caminho para mentalizar os adeptos para a saída do actual mais promissor futebolista da formação dos encarnados.

Apesar das permanentes injeções de dinheiro que o futebol europeu tem levado nos últimos anos, a verdade é que ainda estamos longe de imaginar que seja possível que alguém pague 120 milhões de euros por um miúdo de 19 anos do campeonato português, com apenas 90 minutos de jogo na Champions, cinco meses como titular no Benfica e uma única internacionalização A. Se isso acontecer, como todos os responsáveis do clube têm garantido, será um negócio absolutamente excecional.

Qualquer valor que faça de João Félix o futebolista mais caro de sempre a sair de Portugal teria de ser considerado, realisticamente, bom para o Benfica. Mas, depois de tantas garantias de que não sairá por menos de 120 milhões, será bem mais difícil conquistar as massas através dos números.

Sérgio Krithinas, Director Adjunto Record, aqui.

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publicado às 13:28

Dia de Portugal

Rui Gomes, em 10.06.19

História. Eis o que fez ontem, uma vez mais, a Seleção Nacional. Portugal conquistou a 1.ª edição da Liga das Nações e juntou ao Euro mais um cetro, demonstrando um domínio do futebol europeu verdadeiramente impressionante.

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Este grupo de jogadores, o seu indiscutível líder Cristiano Ronaldo e o timoneiro eng. Fernando Santos entraram num grupo restrito de heróis nacionais. Para eles, como para nós, o feriado é mais do que merecido. Hoje é dia de Portugal. Dificilmente a conquista poderia ter acontecido num dia melhor, para todos podermos saboreá-lo.

Bernardo Silva foi considerado o melhor jogador do torneio. E foi, de facto, enorme. Mas perdoem-me a vénia ao do costume. É que ontem Portugal jogou mais, foi superior e mereceu a vitória, que chegou com o golo de Guedes. Mas frente à Suíça, quando jogámos menos do que devíamos, foi Cristiano quem disse presente e nos brindou com um hat trick salvador. Simplesmente brutal.

Dedo do treinador no triunfo do Dragão. Fernando Santos foi muito mais certeiro no sistema e onze utilizados com a Holanda do que no primeiro jogo. A crítica deve ser feita, mas não se pode esquecer o elogio. E o agradecimento. O engenheiro conquistou mais um título para o país. E isso nós nunca esqueceremos. Obrigado a todos.

Bernardo Ribeiro, Director de Record, aqui.

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publicado às 15:24

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 09.05.19

 

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"(...) O desequilíbrio crescente do campeonato é uma realidade. A tendência não é nova e tem-se agravado nos últimos anos, desde que a UEFA começou a colocar os clubes da Champions a nadar em dinheiro. Mais: não é um exclusivo do português – basta olhar para o que acontece habitualmente em Espanha, França, Itália ou até na Alemanha, apesar da temporada mais atípica do Bayern. Os grandes estão cada vez maiores, em alguns casos maiores do que as próprias ligas.

 

O grande paradoxo é ver que são grandes de Portugal os primeiros a pedir proteção antes das jornadas europeias, argumentando que estão a representar os interesses do país e a contribuir para o ranking. Nada mais falacioso: o ranking de clubes da UEFA é algo que não aquece nem arrefece 14 ou 15 equipas do campeonato. Fazê-las submeterem-se aos interesses das maiores é contribuir para a ditadura".

 

Sérgio Krithinas, Director Adjunto Record

 

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publicado às 05:32

 

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A generosidade do jornal A Bola - ao dedicar meia página à conquista europeia da equipa de futsal do Sporting - é algo surpreendente, mas o Record, pela evidência à vista, nem se deu ao incómodo de disfarçar as suas prioridades.

 

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Já o jornal O Jogo recomenda o uso de uma lupa para se ler a notícia sobre o Sporting. Não se esperava muito, mas isto é nada menos do que ridículo.

 

Ficamos a saber, portanto, que a vitória dos encarnados em Braga, mesmo com arbitragem polémica à mistura, é mais importante que a conquista da Liga de Campeões de Futsal por uma equipa portuguesa.

 

Mais palavras para quê ?

 

P.S.: A publicação do cartoon do dia, obra de Henrique Monteiro, a ilustrar o menino prodígio a "mergulhar na piscina", fica para mais tarde. 

 

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publicado às 04:47

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 15.04.19

 

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Os três grandes venceram de forma clara e a boa notícia é que, pelo menos esta semana, não haverá extensímetros ligados ou com discussões sobre foras de jogo de cabelos.

 

Na Luz, o SL Benfica repetiu o resultado da quinta-feira europeia, mostrando as mesmas virtudes e defeitos: muita qualidade na frente e alguma tremedeira em situações em que se exigia um controlo maior da bola e do próprio jogo. Palmas para o V. Setúbal, que soube encarar o adversário e não se deixou afundar com o golo sofrido aos 2’.

 

Quem deu a entender que até já desistiu mesmo antes do jogo começar é o Marítimo, a próxima equipa a visitar a Luz. Edgar Costa e Joel Tagueu forçaram amarelos diante do Feirense que os deixam de fora do jogo com o Benfica, juntamente com Zainadine.

 

Na UEFA, quem ousa fazer algo semelhante é punido com um jogo extra de suspensão, no mínimo; em Portugal, os regulamentos nada prevêem. Petit – louve-se, pelo menos, a honestidade – assumiu que se tratou de uma mera estratégia, lembrando que também tinha poupado futebolistas no encontro do Dragão com o FC Porto.

 

O Marítimo até pode acabar por obter um resultado positivo na Luz, mas ninguém de bom-senso pode achar que será mais fácil sem alguns dos melhores jogadores. Este é um problema da prova: o desequilíbrio é tal que já chegámos ao ponto em que alguns jogos não vale a pena disputar. Vamos assobiar para o ar?

 

Sérgio Krithinas, Director Adjunto Record

 

Nota: "Louve-se, pelo menos, a honestidade de Petit"... ???

 

Octávio Machado: "A confissão de Petit é uma vergonha".

 

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"O problema do futebol português é não se poder ser verdadeiro e diferente dos outros. A gestão do plantel deve ser feita pelo chefe de equipa que é o Petit, que procura geri-lo da melhor forma e tem de o fazer da forma que lhe pode garantir mais pontos.

 

A verdade às vezes é dura. E também é cruel para quem é verdadeiro. As pessoas podem interpretar da forma que quiserem, mas a nós compete-nos gerir, pois na hora da aflição ninguém nos deita a mão".

 

Carlos Pereira, presidente do Marítimo (hoje)

 

O mesmo que em 29 de Abril de 2013, no dia de jogo com o Benfica, disse isto:

 

"Ambas as equipas vão querer vencer. Nada farei para que o Benfica não seja campeão, mas também nada farei para que o Marítimo não vá à Liga Europa".

 

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publicado às 12:00

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