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Nas mãos das equipas

Rui Gomes, em 06.11.19

Nos três grandes portugueses o que importa é o futebol. Essa é a mola real dos clubes. Por muito que Benfica e Sporting apostem no ecletismo também como forma de afirmação da marca, ambos mais do que o FC Porto, diga-se, se as coisas não correm bem dentro das quatro linhas o caldo está entornado.

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Agora com oposição conhecida e assumida, Luís Filipe Vieira tem tido no comportamento da equipa na Liga dos Campeões o maior inimigo da época. Foram muitos os que se apressaram a condenar Bruno Lage, a atacar a equipa e tudo o que mexesse bem cedo. Agora líder e com tudo em aberto na Europa, a águia tem ouvido menos críticas. Mas um deslize em França poderá fazer voltar tudo outra vez. É assim a vida no futebol português.

Varandas também vive o mesmo tipo de problema mas muito, muito mais agravado. Não interessa a situação financeira do clube. Não interessa o facto de todas as modalidades lutarem pela vitória. É a equipa de Jorge Silas que fará com que o presidente sobreviva, ou não, em Alvalade. São muitos os movimentos que lhe pedem a cabeça. E já há recolha de assinaturas para tudo e mais alguma coisa. O Sporting deixou de ser um clube que despede treinadores a torto e a direito para fazer o mesmo a presidentes. Vai ter um triste fim.

Bernardo Ribeiro, Director de Record

*** O artigo foi escrito antes do jogo e subsequente derrota do Benfica em Lyon.

publicado às 03:47

A Liga está a animar

Rui Gomes, em 28.10.19

21312452_L0T3b.pngA Liga mudou. Há novo líder, FC Porto e Benfica chegaram-se à frente e o Sporting parece dá indicações de querer voltar a respirar. Em Tondela os encarnados ganharam mas essa foi a única boa notícia. Mais uma exibição cinzenta e sem alegria, mas que deu para celebrar mais um recorde. É importante ganhar sem jogar bem. Mas convém subir o nível um dia destes. Já os dragões foram muito superiores ao Famalicão. Deram três golos de avanço ao ex-líder e ainda ficaram alguns por marcar. Demonstração de força da equipa de Sérgio Conceição.

O Sporting vai evitando as certidões de óbito. Mesmo vivendo uma espécie de guerra civil com as claques, a equipa de Silas tenta fazer bem. Nem por isso foi superior ao Vitória de Ivo Vieira, mas a eficácia marca a diferença no futebol.

Os energúmenos que atiraram este domingo tochas para os relvados de Tondela e Alvalade não são verdadeiros adeptos. Não passam de fanfarrões que usam as claques como forma de afirmação pessoal. Um adepto que ama o clube não o faz gastar milhares de euros com infantilidades imbecis. Está, de facto, na hora de limpar as claques. Não é preciso acabar com elas. Há ali gente boa. Basta de lá tirar os criminosos. De adeptos não têm nada. Não está na hora do estado ganhar também coragem?

Bernardo Ribeiro, Director de Record

publicado às 16:18

Equipa ganha com a guerra

Rui Gomes, em 25.10.19

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A equipa do Sporting foi ontem a grande beneficiada pela guerra entre Frederico Varandas e as claques Juventude Leonina e Directivo. Um plantel que anda a jogar sobre brasas desde que a época começou, que já ouviu assobios em Alvalade antes de o relógio chegar aos 20 minutos de jogo, ontem foi bem apoiado até ao fim. Numa guerra em não haverá vencedores, mesmo que no fim um dos lados pense que triunfou, pode ser que a equipa, ela sim, ganhe qualquer coisa.

Após um mercado turbulento, o despedimento de Keizer, a promoção e despromoção de Pontes e a eliminação em Alverca, Silas precisa de tempo para implantar ideias. E fazê-lo entre jogos, não sendo impossível, é muito difícil. Principalmente com um plantel sem a qualidade de outros com que pretensamente se bate pela liderança na liga. Paz com as bancadas ajuda.

Dragão amorfo. Estranho. Esperava-se mais. Nada está perdido, mas pontos em casa são importantes.

O Sp. Braga conseguiu um belíssimo triunfo na Turquia. Sá Pinto tem uma equipa de duas faces, que se conseguir encontrar-se a meio será um caso sério.

Triste pela derrota do V. Guimarães. Injusta. Imerecida. Inglória.

Bernardo Ribeiro, Director de Record

publicado às 12:30

Limites

Rui Gomes, em 21.10.19

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Nenhum presidente em nenhum clube pode mandar contra a vontade da maioria dos sócios, mas também em nenhum clube pode haver grupos minoritários de sócios a quererem mandar em tudo. Quaisquer que sejam os erros que Frederico Varandas tenha cometido à frente do Sporting, nada, mas mesmo nada, justifica o clima de intimidação que o líder dos leões e o ‘vice’ Miguel Afonso sofreram após o jogo de futsal com o Leões de Porto Salvo. Uma coisa é pedir a demissão da direcção (e, já agora, como se terão sentido os jogadores de futsal do Sporting naqueles momentos?), outra é fazer esperas e atirar pedras a carros de dirigentes, que foram eleitos pela maioria dos votos expressos em urna.

Houve limites que foram ultrapassados e que legitimam o corte total do protocolo com duas das claques anunciado ontem pelo Sporting. Não sendo a Juve Leo e o Directivo XXI representativas de todos os sócios (longe disso), são uma minoria ruidosa – para o bem e para o mal –, militante e com voz que se ouve nos estádios e pavilhões, sendo muitas vezes a única voz a ser ouvida. É essa presença tão activa e constante que faz com que seja um grande risco para qualquer direcção tentar comandar um clube de relações cortadas com as claques. Mas não estabelecer um limite seria um risco ainda maior.

Sérgio Krithinas, Director Adjunto de Record

publicado às 16:29

Uma extensa crónica de Rui Santos, publicada no jornal Record esta sexta-feira, da qual transcrevemos este excerto:

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"O Sporting tem um muito acentuado problema de desunião crónica para resolver, que tudo afecta — e, claro, a natureza da gestão desportiva e a equipa de futebol.

Um problema de desunião crónica é como um cancro. É muito difícil de curar, se não for atacado no momento mais certo, antes de se desenvolver e alastrar.

A desunião crónica ainda não matou o Sporting, mas está a enfraquecê-lo de uma forma irracionalmente inconcebível. É muito difícil erguer alguma coisa, no futebol do Clube ou na sua periferia, enquanto a desunião prevalecer sobre tudo o resto.

A desunião crónica é o princípio e pode ser o fim de tudo.

O Sporting não morre, mas no futebol está a fraquejar perigosamente na sua dimensão desportiva e competitiva. É muito preciso ter a noção disso. E ter a noção que mais egos, arrogâncias, ambições descabeladas, insultos e manifestações de natureza patológica, gratuitamente violentas, vão empobrecer o Sporting a um nível que muitos imaginariam impossível.

O Sporting, ainda noutro patamar, é um caso singular de resiliência. Metaforicamente, é um grande barco que anda no alto mar a levar com a violenta força das ondas, algumas das quais aumentadas, artificialmente, por ‘marinheiros-suicidas’ disfarçados de bóias-salvadoras. Não basta levar com o ‘mau tempo’ e com as investidas dos adversários, que querem legitimamente dominar as águas territoriais, mas também com uma incrível (auto) propensão para a sabotagem e para os actos de pirataria. As velas nos mastros estão rasgadas, há buracos no casco, água e ratos a rodos no porão, mas o barco, contra ventos e marés, lá resiste, numa trajectória errática mas ainda assim heróica e valente.

A recém-eliminação do Sporting da Taça de Portugal, caindo aos pés do Alverca, que fez um jogo competente e maduro, é ‘vergonhosa’ mas nem sequer já cabe, neste contexto, no âmbito das ‘grandes surpresas’. Parece que nada resulta, mesmo quando — aqui e ali — se faz um esforço mínimo para resultar.

O Sporting sofre de um problema global de confiança. Ninguém é capaz de pegar na palavra para unir. Frederico Varandas está na cabeça do touro sem ajudas. Desgasta-se, e sempre que fala, acossado por todos os lados, não consegue ser assertivo. Há gente, na estrutura, certamente bem intencionada, mas não parece estar a ajudar o presidente. E ainda é preciso perceber se, em matéria de aconselhamento no apetrechamento do plantel, Frederico Varandas não foi traído. O plantel é desequilibrado e mais parece uma casa de recuperação de dói-dóis. Até dói".

publicado às 03:03

Sporting boicotado

Rui Gomes, em 13.10.19

Não sei sinceramente quanto tempo demorará no Sporting esta sensação de fragmentação e colapso, mas sei que deve ser um inferno governar um clube na actual conjuntura, como se percebeu através da Assembleia Geral de quinta-feira.

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Há muito tempo que tenho sérias reservas sobre o funcionamento e real significado deste tipo de Assembleias. Frederico Varandas dizia, no final, que... "no Sporting, a democracia vai sempre imperar", percebemos o alcance do presidente dos ‘leões’ segundo o qual os resultados das votações serão sempre respeitados, mesmo que eles traduzam sensações menos positivas para o actual elenco directivo, mas convenhamos... o nosso futebol vive numa ‘democracia’ muito peculiar, por um vasto conjunto de razões. E não é só no Sporting.

É uma ‘democracia’ do... 8 ou do 80. Ou se criam condições para os clubes não serem discutidos, ou se criam estatutos de protecção dos líderes ou permite-se que ‘minorias desqualificadas’ se transformem, pontualmente, em maiorias. Esta é a ‘democracia’ do futebol português.

Repare-se: o FC Porto de Pinto da Costa, que fez milhões com vendas de jogadores ao longo de décadas, foi intervencionado pela UEFA e é hoje obrigado a seguir um regime de emagrecimento, sem que os sócios se sentissem impelidos a discutir as razões através das quais o clube que endeusou o seu líder chegou a uma situação desta natureza.

O SL Benfica, a ganhar no plano interno, mas a comprometer rotundamente no domínio europeu, convocou recentemente uma AG durante a qual o presidente Luís Filipe Vieira ‘apertou o pescoço’ a um sócio mais crítico; no Sporting, é o que se vê: qualquer coisa, desde uma mosca (com licença do PAN) a um alfinete, é suficiente para a instalação da algazarra.

É esta a ‘democracia’ associada à realidade dos clubes mais representativos em Portugal. É esta a ‘democracia’ no futebol lusitano.

Uma ‘democracia’ que está longe de espelhar a justa dimensão da realidade. A ‘realidade’ que nos entra pelos cinco sentidos é aquela que hoje resulta das publicações nas redes sociais e as manifestações, às vezes de meia dúzia de agitadores com cartazes, veiculadas pela comunicação social, tantas vezes passadas em ‘loop’, a conferir importância a uma erupção localizada que, afinal, não tem importância nenhuma. Mas esta é a ‘realidade’ que vale e sobre a qual é preciso saber agir e reagir.

O caso do Sporting é manifestamente patológico.

Houve um tempo, durante anos a fio, em que o Sporting discutiu mais o património não desportivo e a sua alienação do que o objecto para o qual os fundadores haviam norteado os seus ideais: criar um clube vencedor na sua génese competitiva.

Nessa discussão, as elites mostraram o seu lado de impreparação para a gestão desportiva. Era um complemento e uma espécie de acessório, numa visão completamente distorcida. Seguiu-se um pequeno período de esperança, mas Bruno de Carvalho deslumbrou-se completamente, perdeu-se numa visão obsessiva, monolítica, destruidora — e veio o caos. A fragmentação vem de longe.

Muita gente se esquece agora (convenientemente) quem era o ex-líder dos ‘leões’. O que moveu, o que provocou, dentro e fora, no balneário e fora dele. Nunca quis unir. Dividiu, dividiu, dividiu.

Quando agora se ouve, no pavilhão, chamarem ‘ditador’ a Frederico Varandas, percebe-se o estado de impotência a que o clube chegou. Ditador? Em que filme?… Mas onde é que estava a democracia em Alvalade, antes do último acto eleitoral? Fiéis ao Sporting?… Ao… Sporting?! Haja vergonha!

Pode até chegar-se à conclusão que Frederico Varandas não consegue passar as mensagens e que as suas skills de liderança são reduzidas. O problema maior do Sporting não se chama Varandas. O problema maior do Sporting foi ter-se chegado a uma situação em que nada, mas mesmo NADA, é meritório.

Veja-se o caso de Sousa Cintra. Foi à Assembleia Geral, não o deixaram falar, foi assobiado e deveras enxovalhado e, no final, perante os jornalistas, visivelmente perturbado, malhou no presidente. Há alguma dúvida de que, no actual contexto, tivessem as eleições sido ganhas por João Benedito, Ricciardi, Dias Ferreira ou outro qualquer, chamado António, José ou Joaquim, o ruído e a contestação seriam exactamente os mesmos? 

No Sporting, tudo se discute. O que merece discussão e o que faz parte de uma agenda absolutamente patológica... O presidente, o treinador, os jogadores, mas também o tapete de entrada, a gravilha da calçada ou os fungos nas unhas dos pés. Principalmente estes, os fungos.

O Sporting são cerca de 160 000 sócios (90 000 pagantes) e milhões de adeptos. A maioria não quer boicotar o Sporting. Mas aqueles que teimam em boicotar o Sporting são aqueles que teimam em aparecer na fotografia e a passar a imagem de que o rei vai nu. Os boicotadores não são apenas os ‘fiéis ao Sporting’. São também os infiéis. Em regime de boicote, o Sporting não será governável...".

Rui Santos, jornal Record

publicado às 03:33

Varandas ganha crédito

Rui Gomes, em 10.10.19

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Frederico Varandas chega à Assembleia Geral desta noite com um valioso trunfo na mesa: a reestruturação financeira com os bancos, que permitirá ao Sporting CP fazer uma gestão corrente com menos pressão financeira imediata.

A actual administração baseou-se no mesmo acordo anunciado em Abril de 2018 por Bruno de Carvalho (na mesma altura em que se dava o princípio do fim da sua presidência), mas com condições mais vantajosas, nomeadamente na diminuição da percentagem de receitas que ficam automaticamente congeladas para pagar a dívida bancária.

Contas feitas, parece ser um bom negócio para os leões e (mais um) mau negócio para a banca – mas talvez o único possível. Varandas, que já beneficiou das duas vitórias de Silas para acalmar as águas em Alvalade, tem aqui uma boa oportunidade para obter alguma da estabilidade que tanto pede.

Sérgio Krithinas, Director Adjunto de Record

publicado às 11:33

Silas com tanto a fazer

Rui Gomes, em 06.10.19

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É verdade que o Sporting bateu os austríacos e somou a segunda vitória consecutiva. Nos tempos que correm é notícia. Mas isso não apaga os momentos medíocres da exibição. E a noção clara de que uma equipa mais competente poderia ter deixado novamente o clube de Alvalade em enormes dificuldades.

Silas tem um trabalho hercúleo pela frente. Acredita num sistema diferente, tem uma filosofia nova tanto de construção como na forma de estar perante o adversário, mas falta-lhe uma pré-época para explicar as ideias. E isso fez-se notar na 1.ª parte frente ao Linz. Foi aí que a equipa mais tentou fazer o que se lhe pedia. E ia-se espalhando ao comprido. Não porque os jogadores não queiram. Mas são muitas ideias em pouco tempo.

Boa notícia na liderança do jovem técnico o ter sabido olhar para o jogo e aproveitar o facto de o adversário não ser competente a finalizar para alterar e ganhar. O que só mostra que os jogadores querem. Pelo menos a maioria. E se não fazem mais, é porque existe um bloqueio que só as vitórias poderão resolver. A confiança não se ganha de um dia para o outro. Conquista-se. Com pontos.

E há Bruno Fernandes. Dá sempre jeito ter em campo o melhor da Liga.

Bernardo Ribeiro, Director de Record

publicado às 05:04

Calados são poetas

Rui Gomes, em 29.09.19

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Bruno Fernandes deu pontapés nas portas do Bessa somente porque está descontente no Sporting... Porque não saiu para o Tottenham. Porque o plantel dos leões não lhe oferece garantias. Porque Varandas quis 70M€, mas deveria ter aceite bem menos. E Bruno pensou em tudo isto e mais alguma coisa quando foi expulso e descarregou nas instalações dos boavisteiros. Pois está claro.

Pelo menos foi o que se ouviu durante as últimas semanas. Um pouco por toda a parte. Parece que há por aí muita gente que estava na cabeça do capitão do Sporting. E esses são muito mais do que simples comentadores de futebol. Representam uma nova estirpe: a do comentador mentalista. O adivinho. Aquele que lê mentes. Aquele que é dotado de poderes sobrenaturais. 

Neste exercício de falar à sorte do vento, só faltou mesmo dizer que Bruno poderá ter reagido daquela maneira porque não gostou da forma como foi expulso e pela frustação de não poder ter continuado a ajudar a equipa. Mas assim não vendia tanto, claro. Nem dava para fazer da situação um caso de proporções épicas. 

Não que a atitude de Bruno seja louvável. Longe disso. Mas não é o fim do mundo. O futebol está cheio de casos em que jogadores reagiram assim depois de uma expulsão ou mau resultado. Se existem estragos, um clube manda a factura para outro e fica resolvido. Simples.

Menos simples é haver alguém que vaze as imagens de videovigilância deste episódio (sem comparação com vários acontecimentos bem mais graves que já tiveram lugar nos túneis do futebol português). Mas talvez um comentador mentalista nos possa ajudar a descobrir quem foi. Ou então o Boavista, claro. 

Luís Aguilar, Record

publicado às 03:03

A lotaria do dia sai a Silas?

Rui Gomes, em 26.09.19

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Bem... já tinha o outro post preparado, mas entretanto o Record sai com esta capa que deixa tudo em dúvida. Esperamos, portanto, por confirmação oficial, que, em princípio, não será emitida antes do jogo desta quinta-feira com o Rio Ave.

Sendo verdade e a julgar pelo debate de ontem, Silas parece ser uma escolha praticamente consensual entre sportinguistas.

Curiosamente, de acordo com o jornal, Frederico Varandas chegou a falar com Mourinho.

Nota: Alguém se recorda que enquanto atleta, Silas fez dois de formação no Sporting?

publicado às 04:17

Quem dá o que tem

Rui Gomes, em 23.09.19

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Pedir a Leonel Pontes que faça do Sporting um forte candidato ao título é quase o mesmo que pedir-lhe que mude o Mundo. O técnico madeirense ficou com um bebé nos braços, ainda por cima um bebé que nem sequer era dele. Não foi ouvido na construção do plantel, não participou em diversas decisões estruturais, e encontra-se agora numa posição em que será avaliado exclusivamente pelos resultados, como acontece com qualquer treinador em qualquer parte do Mundo.

Mas, ao contrário de qualquer outro treinador, tem muito a seu favor: se correr bem, é o principal responsável; se correr mal, ninguém lhe pode apontar o dedo. Os dois primeiros resultados não foram positivos, mas há que louvar a coragem de Pontes, que procurou soluções, muitas vezes recorrendo a miúdos, e arriscou. Não lhe podem pedir muito mais.

Sérgio Krithinas, Director Adjunto Record

publicado às 12:30

Os 'handicaps' do Sporting

Rui Gomes, em 21.09.19

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"O Sporting até poderia ter saído com outro resultado de Eindhoven, mas há muitos 'handicaps'. Depois de tantas decisões adiadas (exemplo: venda, sim ou não?, de Bruno Fernandes, com custos ao nível da redefinição do plantel), o que falta ao Sporting é trabalho (e menos ruído). Fazer a ‘pré-época’ com a temporada a decorrer, com jogadores a sair de lesões e outros com pouco ritmo devido a ausências, não pode deixar de ter custos. Remar contra esta realidade é muito complicado.

Bruno Fernandes também rema contra outra realidade: quando há talento, a qualidade sobressai, mesmo em contextos adversos".

Rui Santos, jornal Record

publicado às 02:32

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 17.09.19

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Leonel Pontes vai ter mais três semanas para provar que consegue ressuscitar o Sporting, sendo razoável acreditar que a próxima paragem da I Liga, para os confrontos da Selecção Nacional no início de Outubro, possa ser aproveitada por Frederico Varandas para ponderar se a situação algo precária do treinador será ainda sustentável. Serão seis jogos no espaço de 19 dias, incluindo os duelos europeus com o PSV (depois de amanhã, na Holanda) e o Lask Linz (os austríacos jogam em Alvalade no próximo dia 3). Esta dedução, está bom de ver, é muito contingente e respalda-se essencialmente no ‘modus operandi’ do presidente aquando da troca de Peseiro por Keizer. 

Mas, claro, tudo pode ser precipitado pelo acumulado de fiascos (que, nesta altura, parece ser algo mais do que uma simples contingência). E também pelo calibre da contestação nas bancadas. Até porque não é seguro que Varandas já tenha assimilado plenamente que o clube não pode ser governado de fora para dentro. E muito menos em função das diatribes de uma minoria escabreada que só quer que o tempo volte para trás para poder voltar a beneficiar dos negócios esconsos que o submundo do futebol ainda vai oferecendo. 

Varandas anunciou Leonel Pontes como um técnico "sem prazo" e com "uma tarefa". Mas a missão depressa se transformará numa quimera se ao madeirense for exigido que resolva, num estalar de dedos, a multiplicidade de carências da equipa. E comparar o contexto da ‘chicotada psicológica’ no Sporting com o que levou à afirmação de Bruno Lage no Benfica nunca será um exercício honesto se não se levarem em conta as diferenças gritantes em termos de qualidade do plantel e de solidez directiva. 

Excerto de uma crónica intitulada "Como ressuscitar em três semanas"  de Bruno Prata, jornal Record.

publicado às 03:46

Os limites de Bruno

Rui Gomes, em 16.09.19

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Há vários jogadores com a qualidade técnica de Bruno Fernandes, e há vários jogadores com o seu espírito de sacrifício, sentido colectivo e vontade de ganhar, mas há pouquíssimos que tenham todas estas coisas na mesma dimensão do médio do Sporting. É essa característica de artista operário que faz dele um futebolista raríssimo.

Há momentos, particularmente quando as coisas não estão bem, em que pisa aquela linha muito ténue que separa a vontade de ganhar dos exageros que prejudicam a própria equipa. (Numa equipa minha, preferia mil vezes jogadores que pisassem esse risco do que outros que nunca cheguem lá perto.)

Ontem, no Bessa, sofreu cinco faltas e cometeu uma, já em cima do final. Acabou expulso e nenhum dos seus adversários viu amarelo nas ocasiões em que foi travado. Pelo meio, viu outro amarelo por protestar uma falta evidente com o assistente.

Bruno Fernandes devia ter mais cuidado na forma como contesta decisões dos árbitros, até porque essa fama de refilão já o persegue (diante do Sp. Braga passou todos os limites e foi poupado) e faz com que haja menos tolerância do que em relação a outros jogadores. E isso, ao contrário de várias outras situações que se passam em campo, só depende dele. Até porque se retirar da equação cartões como o primeiro que viu ontem, não será expulso à primeira falta.

Sérgio Krithinas, Director Adjunto Record

publicado às 04:47

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A entrevista concedida esta semana por Frederico Varandas foi um bom momento para o presidente do Sporting e numa, entre outras coisas, está coberto de razão: não foi ele quem criou o fosso para os rivais Benfica e FC Porto.

O Sporting CP está no fosso e está na fossa e acha-se há anos a tentar encontrar o seu ‘salvador da pátria’.

O problema do presente – é bom não esquecer – é uma decorrência de dois passados: o passado antes de Bruno de Carvalho e o passado com Bruno de Carvalho, depois de ele se revelar um ‘caso perdido’ como presidente. Esses passados não comportaram apenas situações e apostas negativas, mas nunca ninguém se revelou absolutamente capaz de unir os sportinguistas.

Este é o drama do Sporting: nem a ‘linha de continuidade’ do pós-Roquette conseguiu eliminar o fosso (não há registo de um campeonato ganho em quase duas décadas!) nem a ‘linha ultra’ que se lhe seguiu, com Bruno de Carvalho, o conseguiu fazer. O Sporting viveu sempre entre o ‘8’ e o ’80’, num terreno minado entre um certo elitismo e o radicalismo, quando o Sporting precisa de um ‘governo’ que faça um esforço suplementar para unir sensibilidades, excluindo aqueles que, num período crítico, atacaram e delapidaram a imagem e a essência do Sporting enquanto instituição.

Volvido um ano sobre a eleição de Frederico Varandas para presidir aos destinos dos ‘leões’, após uma campanha com muitos candidatos e poucas ideias novas, o Sporting debate-se, pois, com dois tipos de problemas: os resquícios deixados por uma presidência super atribulada – aquilo a que podemos denominar uma ‘presidência ultra’, marcada por uma excessiva e desequilibrada emocionalidade – e as manifestações críticas de diversas figuras ligadas ao universo ‘leonino’, muitas das quais ligadas a algum desses passados, sobre as quais não impende nenhum juízo sobre o direito de criticar, mas apenas e tão-só o facto de não entenderem o peso da herança e não revelarem um mínimo de tolerância sobre o ciclo que se seguiu à deposição de Bruno de Carvalho. A mesma tolerância que requereriam para si próprios, no caso de terem vencido as eleições.

Tudo no Sporting é passível de crítica. Crítica também irrazoável. Se o presidente não fala é porque não fala; se fala é porque fala. Se mantém o Bruno Fernandes, devia tê-lo vendido (nem que fosse pelos tais 45M€). Consegue vender o Thierry Correia por 12M€ e o Raphinha por 21M€ não tem qualquer significado, a não ser desfalcar o plantel, mesmo no caso do jovem lateral direito, tantas vezes criticado por alguns erros cometidos nas suas primeiras aparições na equipa principal do Sporting. Se o Sporting ganha a Taça de Portugal (ao FC Porto) e a Taça da Liga (numa fase final Benfica, FC Porto e SC Braga) é porque os outros quiseram. Quer dizer: o Sporting está sempre no fosso (e na fossa) e, no fosso, não se vê amontoar apenas a lixeira normal destes ambientes mas uma enorme quantidade de crocodilos. O fosso dos crocodilos.

O ‘fosso dos crocodilos’ está pejado de frustrações, maus gestores, críticas por tudo e por nada, elitismos e radicalismos, gente que não sabe fazer mais nada senão viver do debate continuado sobre o Sporting, numa fustigação permanente e irracional. Os crocodilianos não gostam do Sporting. Alimentam-se do Sporting. DEVORAM o Sporting.

Este presidente – e qualquer outro que saísse ‘vencedor’ das eleições – já sabia que ia arrastar com o peso histórico da maledicência e da desvalorização permanentes, e no caso de Frederico Varandas com a coragem (sim, coragem!) de fazer frente aos abusos das claques, que estavam – governando-se – a governar o Sporting.

Os sportinguistas acham que apenas um ano é suficiente para eliminar o fosso? O fosso não resulta apenas do crescimento do Benfica e do FC Porto, este agora confrontado com um problema de gestão cujas consequências estão à vista na tentativa de cumprimento do fair-play financeiro importo pela UEFA. O fosso foi (es)cavado por sportinguistas, mais ou menos ilustres. e vão continuar a (es)cavar, convencidos de que vão finalmente achar o ouro. Não, não vão. Se continuarem a (es)cavar obsessiva e delirantemente, vão encontrar mais dejectos e escuridão – e o Sporting não sairá da sua actual condição de ‘terceiro de Portugal’, ameaçado por vários outros emblemas, mais pacientes na sua afirmação e na consolidação de reformas.

Este ‘Sporting de Varandas’ tem défices e problemas? Tem. A gestão dos últimos dossiês foi perfeita? Não. Mas, neste quadro, quem conseguiria governar melhor?… Quem pode reclamar, neste contexto, o exercício da perfeição?

Um dos melhores artigos que já li de Rui Santos (Record)

publicado às 06:02

Bas Dost e outras coisas...

Rui Gomes, em 23.08.19

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Não existem jogadores de futebol insubstituíveis, mas existem jogadores que os adeptos e os treinadores não gostam nem querem ver partir. Nalguns casos, detestam mesmo perdê-los: pelas suas qualidades para a sua função e, muitas vezes também, pela empatia que o futebolista granjeou junto das bancadas e do balneário. E é mais isso que ressalta da iminente transferência de Bas Dost para o Eintracht Frankfurt, mesmo que, importa acrescentar, no caso de Marcel Keizer, os recorrentes panegíricos ao avançado não pareçam bater muito certo com o arquétipo tático que o técnico holandês perfilhou para o desamparar mais do que para o servir.

Provavelmente este sentimento algo melancólico também perturba a administração do Sporting, especialmente o seu presidente, que testemunhou de perto a idoneidade de Bas Dost bem como a forma como ele se transformou, involuntariamente, no mártir principal da bárbara invasão a Alcochete. Mas, já se sabe, a gestão responsável de uma SAD não se pode compadecer com estas pieguices, mesmo estando em causa um craque a quem os adeptos cantarolavam a música "Thunderstruck", dos AC/DC. Até porque a cada vez mais provável continuidade de Bruno Fernandes (essa sim uma excecional perspetiva tanto para o técnico como para os adeptos) poderá inviabilizar o expediente mais descomplicado e óbvio de regular o orçamento. Isto só acontece, vale sempre a pena repisar, porque Bruno de Carvalho olhou para a discussão do título como se de uma corrida de 100 metros se tratasse, gastando (e muitas vezes mal) o que havia e também por conta do que só devia ser embolsado nos próximos anos.

E, à conta disso, quem administra agora o clube terá de encarar a corrida do campeonato como se de uma maratona se tratasse, o que implica outro de tipo de gestão da logística, da energia e até de paciência. Mas se é fácil entender a necessidade imperiosa de reduzir a folha salarial (as notícias dando conta que o Sporting irá recuperar um valor próximo dos 11 milhões de euros que, em 2016, pagou ao Wolfsburgo por Bas Dost acabam por relevar principalmente a poupança dos quase 12 milhões que o holandês iria receber pelos dois anos que ainda tinha de contrato), fica mais difícil aceitar a forma como o holandês foi sendo diariamente enxotado nos jornais e nas televisões, como se não fosse legítima a sua vontade de continuar com o ordenado gordo e numa liga tão ou mais proeminente. A comunicação do Sporting é muitas vezes acusada, sem razão, de falta de acutilância, mas o seu principal problema continua a ser a incapacidade de gerir os tempos e a forma como passa a mensagem. (...)".
 
Bruno Prata, jornal Record

publicado às 12:15

Empresários e mercenários

Rui Gomes, em 21.08.19

Há no futebol português, como em todos os outros, agentes de jogadores que são uma espécie de parceiros dos clubes nas negociações, mesmo que defendendo sempre a posição do futebolista, e outros que estão dispostos a tudo por um prato de lentilhas.

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É verdade que Bas Dost era um dos jogadores a quem o processo de rescisão melhor assentava após o evento de Alcochete. Ser o melhor goleador da equipa com números impressionantes e acabar agredido no local de trabalho por um grupo de energúmenos que diz defender a mesma equipa é um case-study onde se aceita a deserção.

É por isso uma pena que tenha escolhido para representá-lo um agente que aproveitou a ocasião para esmifrar um Sousa Cintra entregue aos bichos e que lhe deu mundos e fundos que agora não há quem possa pagar. Se o agente fosse competente, Bas jogaria já noutras paragens e este sarilho não teria acontecido. Provavelmente até poderia ter evitado o ocaso do holandês.

Mas não. O facto de ganhar mais por época do que o actual ponta-de-lança titular do Sporting faz do empresário de Dost parte mais do que interessada no processo. Com tudo isto, o avançado deixou de ter condições para jogar em Alvalade. Até porque se percebeu que dificilmente encaixa. E com um empresário tão fraco, ficamos sem saber se é só a inabilidade do agente ou se o jogador não tem feito tudo para render mais.

Uma pena. Merecia melhor sorte. Ele e o Sporting".

Bernardo Ribeiro, Director de Record

publicado às 04:02

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"O Daily Mail revela esta quarta-feira a razão que terá levado o Manchester United a não avançar para a contratação de Bruno Fernandes no recente mercado de transferências. Em causa, explica o referido jornal, estiveram os relatórios dos olheiros dos Red Devils, nos quais era desaconselhada a contratação do médio do Sporting.

Ao que parece, e segundo aquilo que o jornal inglês adianta, os observadores entenderam que Bruno Fernandes "perde a bola demasiadas vezes" e que o seu estilo de jogo não encaixa naquilo que o técnico Ole Gunnar Solskjaer queria para os Red Devils. Isto porque o norueguês tenciona apostar essencialmente em jogadores de confiança no que à posse diz respeito, algo que no entender dos olheiros o médio leonino não garantia.

O mesmo artigo também se dá a apontar a estatística de acerto de passe da época passada de Bruno Fernandes (75,1%), considerada baixa, especialmente em comparação com a de Pogba (82,8%) ou Kevin De Bruyne (também na casa dos 82%).

De resto, o diário garante que o Manchester United irá em Janeiro procurar um reforço do meio campo, mas que Bruno Fernandes não deverá ser a solução".

Fábio Lima, jornal Record

Nota: Perante uma reportagem tão ridícula, deixando até a ideia que foi encomendada, sem se saber por quem, fiquei sem palavras. Destaque para a preocupação do Record em a publicar em Portugal. Tudo vale para vender papel!

*A frase do título é da autoria de François La Rochefoucauld

publicado às 04:33

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 07.08.19

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"Que impacto terá a humilhação numa equipa já de si à procura de rumo desde o início da pré-temporada? Mais, agora a braços com a provável saída do seu melhor jogador? Ser goleado num dérbi não dá saúde a ninguém. Do treinador ao presidente. A estrutura vai ser atacada e vai abanar. Do que é feita e que fé existe no trabalho do holandês, eis algo que se verá nos próximos capítulos".

Excerto de um artigo de Bernardo Ribeiro, Director de Record, aqui.

publicado às 04:17

Favoritismo

Rui Gomes, em 04.08.19

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Um dérbi entre Benfica e Sporting para começar a época é sempre um excelente cartão de visita. Os dois rivais lisboetas chegam ao Estádio Algarve com estados de espírito algo diferentes, culpa dos resultados de pré-temporada e também das dúvidas geradas pelos mais recentes dias de mercado em Alvalade. Mas o que aconteceu até agora está longe de ser um factor decisivo do encontro desta noite.

Frente ao Liverpool, o adversário mais forte que qualquer equipa portuguesa defrontou esta pré-época, viu-se um leão com qualidade, capaz de criar várias oportunidades de golo frente ao campeão europeu. Subestimar o valor de uma equipa assim é um erro, até porque o Sporting de Marcel Keizer revelou-se especialista na época passada a jogar como ‘underdog’ em partidas a eliminar – derrotou duas vezes o FC Porto nos penáltis (um cenário que não deve ser excluído esta noite...) e virou a eliminatória da Taça de Portugal diante do Benfica. Quem tem Bruno Fernandes e Mathieu tem sempre boas hipóteses de ganhar.

O Benfica mantém a matriz trazida na época passada por Lage e tem essa estabilidade a seu favor. Mas, pese as vitórias e alguns excelentes períodos na International Champions Cup, houve momentos de algum desnorte defensivo e ainda há dúvidas sobre a parceria de ataque entre De Tomas e Seferovic. As águias são favoritas, claro, mas não tanto como se tem feito crer.

Uma nota apenas para o clima pacífico que tem antecedido este dérbi. Seria um grande sinal para o que resta da temporada se continuasse assim durante e após o jogo desta noite. Que vencedores e vencidos saibam estar à altura do momento.

Sérgio Krithinas, Director Adjunto, Record

publicado às 12:22

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