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As máscaras da indignação

Rui Gomes, em 04.04.20

A semana passada, nestas colunas, perguntava se "alguém quer ser ‘campeão do vírus’?"

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"Estamos todos com muito pouca vontade de falar de futebol, da época que foi suspensa e dos cenários que se colocam, resultantes desta paragem. Apesar do vincado isolamento social a que estamos confinados, contrariado por alguns líderes políticos que acham necessário sacrificar mais de um milhão de vítimas para ‘salvar’ as economias, o Mundo não pára e não podemos ignorar as decisões políticas, o leque de orientações das autoridades e dos técnicos de saúde e também as consequências económicas, mesmo as que estão relacionadas com a indústria do futebol.

Curiosamente, não há competição, não há jogo, o mais importante no futebol, mas há muita coisa para falar, analisar e debater, à margem das lógicas comunicacionais de sempre, se foi penálti ou não, se a dialéctica do Benfica é melhor do que a do FC Porto e vice-versa, se o Sporting é ou não para soterrar debaixo da obstinação dos guerrilheiros profissionais, e este é o tempo para a corporação do futebol começar a mudar aquilo que era importante já ter sido mudado, muito tempo antes da eclosão desta pandemia que a todos ameaça".

É assim que Rui Santos inicia a sua crónica semanal em Record. Mas indo além do muito mais que ele tem para dizer, vejamos, em resumo, a sua posição sobre o tema:

"1. Sou a favor de não atribuição do título correspondente à actual época de 2019-20.

2. A actual classificação da Liga serviria para designar as equipas a jogar na próxima época na UEFA (FC Porto e Benfica na Champions e SC Braga e Sporting, na Liga Europa).

3. Não haveria final de Taça nem portanto designação de vencedor.

4. Não haveria subidas nem descidas.

5. As equipas que estão neste momento em posição de subida (Nacional e Feirense) seriam compensadas na próxima época com + pontos à partida e/ou com prémio financeiro.

6. A indicação de um vencedor do campeonato (à semelhança do que fez a Liga belga) não me parece ser a melhor solução, mas seria preferível a criar-se a expectativa de jogos em Julho (à porta fechada), com consequências/riscos ao nível do sector da saúde.

7. As soluções devem ser achadas no sentido de não potenciar mais vítimas e proteger os técnicos e o próprio sistema de saúde.

8. Sem este stress adicional, em cima da incerteza, tornar-se-ia mais fácil arranjar soluções para mitigar os efeitos decorrentes desta paragem forçada e preparar a próxima época. Estas soluções visam também a protecção dos atletas, e espanta que a FIFPro não tenha sobre esta matéria uma posição bem clara e de força. A FIFA e as suas confederações — a UEFA, no caso europeu — deveriam chegar-se à frente para compensar os prejuízos entre Abril e Junho.

9. É bom não esquecer que em Itália a propagação do vírus pode muito bem ter começado com as aglomerações em estádios de futebol.

10. Todas e quaisquer soluções devem passar pelo princípio de que as nossas vidas não são negociáveis, e é precisamente essa importante mensagem que o Futebol não está a passar, embora saibamos que a este nível as recomendações da Organização Mundial de Saúde e os respectivos ministérios, em cada País, serão determinantes".

Rui Santos, em Record

publicado às 03:32

Rafael Leão - Toda a verdade

Rui Gomes, em 31.03.20

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Grande reportagem sobre Rafael Leão e a sua saída do Sporting em Record Premium. Os bastidores da rescisão que saiu bem cara ao jovem jogador.

- A mensagem para Bruno de Carvalho que o tramou: "Estamos juntos Boss".

- Chegou a 'rasgar' com o Lille para voltar para... o Sporting.

- A um passo da Luz até que Cintra tomou posse: "Não ficou em Alvalade porque foi apertado".

- Presidente e Tiago Fernandes foram buscá-lo a França.

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"A sabedoria popular não deve ser desprezada. Nunca. Talvez por isso há ditados para quase todas as situações da vida. A Rafael Leão assentava bem o conhecido "mais vale só do que mal acompanhado".

O jovem jogador do Sporting acabou por pagar bem cara a ganância dos que o rodeiam. Coqueluche da formação leonina desde cedo, era alguém de quem se esperava muito em Alvalade.

Sabe-se agora... que por ele até teria voltado. Infelizmente, com a mesma leveza de quem poderia ter assinado pelo Benfica ou até rubricado, rasgado e voltado a assinar pelo Lille.

Mais uma história de um miúdo manobrado por quem viu nele a sorte de uma vida e não lhe cuidou da dignidade. Agora com uma conta de 16,5 milhões para pagar, Rafael está entre a espada e a parede de assumir o erro ou prosseguir a batalha jurídica. Uma pena".

Bernardo Ribeiro, Director de Record

publicado às 18:07

Um excerto da mais recente crónica de Alexandre Pais no jornal Record:

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"Os devotos da utopia começam a ser cada vez menos, é verdade. Enquanto uns, como Bartomeu, no Barcelona, ou Cerezo, no Atlético de Madrid, se vão entretendo a reduzir os incomportáveis salários dos jogadores, como se só daí viesse a salvação, outros vêem mais longe. É o caso do senhor Andrea Agnelli, presidente da Juventus, que tendo assegurado igualmente uma poupança – de 90 milhões de euros – na folha salarial, proferiu a frase que tudo define: "Os clubes enfrentam uma ameaça à sua existência". É disso que se trata.

Parece hoje consensual o cálculo dos especialistas de que só em Maio a Europa atingirá o "pico" ou o "planalto" da pandemia, o que significa que os casos positivos serão milhões e os mortos centenas de milhares. Acham que é exagero? Peguem amanhã nos dados do final de Março, ponham-lhes em cima 10 ou 15% de aumento em cada um dos 30 dias de Abril e terão, na brutalidade do acumulado, uma visão real do inferno.

Mais: haverá talvez um período de três meses – até Agosto – de curva descendente e com um total de vítimas também relevante. Precisamente por isso, não iremos de férias e as aulas dificilmente recomeçarão em Setembro.

E no mês de Outubro, alerta quem sabe disso, o coronavírus voltará. Querem recomeçar o futebol? Óptimo, é o que queremos todos. Mas trabalhem com os pés na terra e salvem os clubes, antecipem a realidade económica e a hecatombe social pós-vírus, e tomem nestes dias de chumbo as medidas difíceis para cá estarem depois.

O último parágrafo é de novo dedicado ao esgoto das redes sociais, onde se insultam os milionários do desporto por ganharem fortunas e darem apenas "uns trocos" para o combate à peste – e só Cristiano Ronaldo e Jorge Mendes já vão em 4 milhões de euros. É o habitual mundo ao contrário dessa cáfila: insurge-se contra quem é generoso e poupa os sovinas cuja solidariedade é zero".

publicado às 13:29

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 24.03.20

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"O coronavírus chegou e ninguém sabe quando se vai embora. Mas é fácil prever que vai ter efeitos devastadores no mercado de transferências, uma das principais – muitas vezes a principal – fontes de receita dos clubes portugueses. Quem contava com os milhões vindos de Inglaterra, Espanha, Itália ou de qualquer outro país para tapar buracos abertos durante a época, deve estar agora muito apertado. O estado de cada um dos clubes no final desta tormenta poderá reescrever o mapa do futebol profissional em Portugal".

Sérgio Krithinas, Record

publicado às 03:32

Comprem jornais desportivos

Rui Gomes, em 22.03.20

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Os jornais desportivos, para a minha geração, constituem um hábito de leitura arreigado. Desde os tempos em que não saíam todos os dias, a informação, a crónica, e até a crítica desportiva era veiculada através dos jornais da especialidade, que nos apressávamos a ir comprar ao quiosque, não fosse esgotar, o que acontecia amiúde, sobretudo após um jogo grande.

Os tempos mudaram muito e, hoje, o fenómeno desportivo já não é apanágio dos jornais temáticos, outrossim adquiriu um estado de globalização informativa absolutamente transversal.

Não só os jornais generalistas dispensam um crescente número de páginas ao desporto, como pululam, sobretudo nas televisões, programas de informação e debate desportivo, em especial do futebol. Há horários em que os canais por cabo mais importantes, todos, incluem painéis de comentadores, onde o futebol é espremido e discutido até ao último centímetro.

Temos hoje mais informação, o que não quer dizer que temos melhor informação.

A nível da crítica e do comentário sou confrontado com coisas que arrepiam. Com efeito, aquilo que deveria ser um simples confronto de opiniões, torna-se frequentemente, numa indecorosa peixeirada, em que tem razão aquele que fala mais alto. E que dizer de pessoas inteligentes, que abdicam da sua independência, para defender cegamente, muitas vezes contra a evidência, o clube da sua eleição?

Esta proliferação canibalizou , de certo modo, os jornais desportivos. Porquê, afinal, pagar por informação que se pode ter de graça?

Este é um raciocínio muito curto de vistas. Porque as melhores fontes, o relato mais fiel, as pessoas mais conhecedoras, a colaboração mais acutilante, a visão mais descomprometida, a abordagem mais séria estão nos jornais desportivos e nos seus sites.

Os jornais desportivos têm sido vítimas deveras injustas desta conjuntura. Vendem-se menos, não porque a sua qualidade tenha diminuído – pelo contrário – mas sim porque o consumidor se satisfaz com o menos.

As coisas são mesmo assim; há muito boa gente que se contenta com a fast food e não vai a restaurantes.

É imperioso manter as vozes livres e abalizadas que são os jornais desportivos, para mais nesta altura, em que não há competições.

Não ceda ao mero mediocratismo, não alinhe por baixo. Mantenha-se informado com qualidade. Compre jornais desportivos, porque eles sabem, melhor que ninguém.

Carlos Barbosa da Cruz, jornal Record

publicado às 02:17

Um breve excerto da crónica semanal de Rui Santos no jornal Record, em que comenta, principalmente, a Covid-19, e, por tabela, o futebol português.

img_192x192$2019_09_07_00_18_48_1598529.jpg"Na segunda-feira, o primeiro-ministro António Costa, em entrevista à SIC, questionado sobre o impacto do coronavírus no futebol, afirmou que o futebol se trata de "um mundo à parte" e que neste momento não é uma prioridade socialmente aceitável, considerando as prioridades definidas pelo Estado.

O presidente da Liga, Pedro Proença, foi muito lesto a responder e disse que as palavras de António Costa foram ‘inapropriadas’, exigindo… "respeito".

Percebe-se bem que, do alto da sua condição formal de ‘presidente dos clubes’, cujo poder é infinitamente mais pequeno do que aquele que a soma dos clubes profissionais poderia sugerir ou mesmo recomendar, Pedro Proença quisesse defender a(s) sua(s) dama(s).

Fê-lo no momento errado.

António Costa tem razão: em termos de apoios e ajudas, o futebol não faz parte das prioridades e é mesmo ‘um mundo à parte’. É um ‘mundo à parte’, esclareça-se, porque os Estados assim quiseram, e achava eu — até há uma década atrás — porque os Clubes também queriam assim. Acontece que os Clubes e os seus dirigentes há muito que vêm pedindo a intervenção do Estado, pelo que são os Governos que ainda não se acostumaram à ideia de que a sua demissão, neste domínio, é apenas mero comodismo.

Temos um longo caminho a percorrer neste ajustamento entre as ‘leis do futebol’ e as leis do(s) país(es), mas esta demanda de Proença segundo a qual "o futebol exige respeito" é apenas uma reacção (pseudo) corporativa. Por uma razão muito simples: o futebol para exigir respeito é preciso saber dar-se ao respeito. E este tempo de restrições pode ser uma excelente oportunidade para esse efeito.

Ninguém visa negligenciar a importância do futebol nas nossas vidas. Mas, em Portugal, o futebol tem uma componente tóxica mortífera, equivalendo a um vírus letal. Temos todos de fazer um esforço colectivo para mudar comportamentos, não deixar que os dirigentes acentuem a notória clubite, a divisão geográfica e territorial, a utilização das claques como exércitos contra a paz e a falta de transparência.

Temos, primeiro e sobretudo, de vencer o Covid-19, mas, a seguir, temos de tratar dos vírus que infectam o futebol".

publicado às 02:02

Custa mas tem de ser

Rui Gomes, em 17.03.20

Nem tudo na vida pode ser prazer. Aliás, se fosse, deixávamos de perceber o que realmente nos dá a sensação. Acontece, diga-se, com um grupo de privilegiados que tem tudo e por vezes passa das marcas para se sentir vivo. Não precisamos disso para combater a Covid-19.

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Hoje todos sabemos o que aí vem. Temos de estar bem preparados. Ficar em casa se for caso disso e cumprir todas as regras de higiene anunciadas se formos trabalhar. E tentar fazer tudo isto sem que a pandemia nos arruíne a vida. Porque importante é que o País sofra o menor número de baixas possível. Em casa ou a trabalhar podemos continuar a ser felizes. Basta querermos. Qualquer hipótese pode custar um pouco. Mas tem de ser. É assim que vamos ganhar.

Palhinha não quer voltar a Alvalade. Percebo-o. Raramente foi feliz desportivamente no reino do leão e em Braga conseguiu conquistar definitivamente um lugar ao sol. Ainda assim, não pode esquecer, como sucede com tantos jogadores de futebol que parecem obliterar da memória que foram eles que assinaram os seus contratos, que há vínculos a cumprir.

... E que o destino podia ser pior. Trabalhar com Rúben Amorim na próxima época não soa propriamente a castigo. Neste caso, ou aparece dinheiro a sério ou poderá ser a SAD a dizer que voltar custa... mas tem de ser.

Bernardo Ribeiro, Director de Record

Entretanto, João Palhinha publicou a seguinte mensagem no Facebook:

"Vi hoje o meu nome referenciado em notícias nas quais são abordadas hipóteses para o meu futuro. Quero garantir-vos que o meu futuro passa por cuidar de mim, dos meus, e ajudar os outros a ultrapassar a grave crise de saúde pública que atravessamos.

O futebol, o meu futuro, desculpem, neste momento não é importante. Importante hoje, amanhã e provavelmente nos próximos dias e semanas, é focar apenas no objectivo comum chamado Covid-19. O nosso objectivo. Seguimos juntos nesta luta".

publicado às 02:47

A vida vai continuar

Rui Gomes, em 12.03.20

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É caso dar o mínimo de espaço às virgens ofendidas mesmo aturando vários queixumes. É vital abertura de espírito para entender que este é um momento delicado e que as autoridades tudo estarão a fazer para que os portugueses enfrentem o Covid-19 da melhor forma. Vai haver futebol com bancadas vazias? É triste, é verdade. Não é assim que se faz a festa do desporto-rei ou de qualquer outro. Mas não vem daí nenhum mal muito grave ao Mundo. E todos teremos tempo para perceber se não serão necessárias medidas ainda mais severas. A saúde primeiro.

Os adeptos têm direitos. E querem assistir aos jogos. Não podendo, será melhor não haver futebol? É possível. Provavelmente caminharemos para aí. Mas para grandes males, grandes remédios. E se nós aceitamos a economia de mercado quando vivemos tempos normais, parece chegada a hora de quem detém os direitos partilhar um pouco. Não seria de oferecer a jornada na TV a todos os portugueses como acto solidário? Ou as operadoras vão mesmo tentar aproveitar o vírus para fazer mais dinheiro à conta das medidas de prevenção? Não quero acreditar.

Adoro futebol. Assim como muitos outros desportos. Mas pensemos na nossa saúde. Com o fanatismo vigente pode não parecer, mas há coisas mais importantes do que uma bola.

Bernardo Ribeiro, Director de Record

publicado às 03:33

Algumas figuras em foco

Rui Gomes, em 07.03.20

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Um breve excerto da crónica semanal de Rui Santos em Record, com foco em algumas figuras do futebol português mais em destaque nestes últimos dias:

António Salvador - Está a consolidar o seu crescimento como líder do Sporting Clube de Braga. Percebe o futebol como todos. A importância da formação; a importância das infra-estruturas; a importância do negócio. Geriu bem o ‘negócio-Amorim’, sob o interesse da ‘instituição-Braga’.
 
Custódio - Passa a ser, repentinamente, o ‘sr. 15 milhões’. Esta estória das cláusulas de rescisão também tem de ser revista — e não apenas a questão dos ‘níveis’ dos treinadores.
 
Frederico Varandas - É preciso acreditar muito num treinador (em começo de carreira) para fazer aquilo que o presidente do Sporting fez.
 
Jorge Mendes - São demasiadas as suspeitas que envolvem operações de transferência e representação de jogadores e treinadores sob a chancela directa ou indirecta da Gestifute, algumas das quais já foram denunciadas pelo "Football Leaks".
 
Luís Filipe Vieira - Tem cerca de dois meses para tomar grandes decisões. Muita coisa para ganhar ou perder.
 
"Ó Boi!" - Tudo arquivado. Menos a falta de dignidade dos protagonistas.
 
Rúben Amorim - Boa apresentação: descontracção, discurso fácil, ambição, convicção. Os jogadores precisam muito de acreditar no seu líder. A passagem - mensagem direi eu! - passa mais depressa. E Amorim parece ter esse poder.
 
Rui Pinto - Tem um valor acrescido pelo facto de os sistemas de regulação tradicionais não captarem nem capturarem os esquemas ilícitos do futebol, com consequências para os contribuintes, nomeadamente ao nível da fiscalidade. Há muita gente interessada em que Rui Pinto continue detido, e isso é preocupante.

publicado às 03:17

Rui Santos escreve muito que faz perfeito sentido na sua última crónica em Record, mas limito-me a transcrever duas partes que considero interessantes:

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"Enquanto as equipas portuguesas deixam de jogar, em Fevereiro, nas competições europeias, temos um Cristiano Ronaldo incapaz de se conformar e de se reformar; temos Diogo Jota e Rúben Neves a marcar golos; temos Jorge Jesus a afirmar-se como papa-títulos no Brasil e temos um conjunto alargado de jogadores e treinadores a demonstrar que são capazes de dar respostas…

Continuo a pensar que Portugal é, em proporcionalidade, um grande fenómeno à escala mundial. Até poderia ser um super-fenómeno se, em contraponto, não cultivasse um conjunto de bizarrias internas, que começam na obsessão de controlar tudo e todos e não respeitando ninguém, nem a própria sombra.

O que se passa em Portugal é deveras ultrajante, mas o que mais choca é a impunidade e a consagração da ideia de que os heróis devem ser os controladores do submundo. A quantidade invulgar de fazedores de heróis é perturbante.

E precisamente por isso o futebol português está como está... Agarrado ao ruído e nas mãos dos parasitas e figurantes que alimentam e engordam os (falsos) heróis".

Sobre os treinadores dos clubes que participaram na Europa, diz o seguinte:

"O afastamento das equipas portuguesas das provas europeias é um problema bem mais profundo, mas nesta eliminatória os respectivos treinadores cometeram muitos erros:

Bruno Lage Disse que, frente ao Shakhtar, se viu um ‘Benfica à Benfica’. Onde? Na Cochinchina? As alterações permanentes e a falta de consistência estão na base de tudo. Errático".

Sérgio Conceição - Não merece a situação que se construiu à sua volta. O Bayer é melhor, mas as opções que fez não resultaram.

Rúben Amorim - Cotação em alta, perfil elogiado sem favores, mas a falta de maturidade também se viu nos dois jogos frente ao Rangers. O que é… natural!

Jorge Silas - Fica difícil explicar como é que a equipa se equilibra nos últimos jogos e depois é o próprio treinador a promover os desequilíbrios. Inaceitável.

publicado às 12:30

Frase do dia

Rui Gomes, em 24.02.20

img_192x192$2015_10_12_15_23_37_1005745_im_6366770"O último parágrafo vai para o árbitro Nuno Almeida, que ontem – em Alvalade e com a bênção do VAR – transformou um penálti claro, contra o Boavista, num envergonhado pontapé de canto.

Como diria um antigo director meu, pela manhã, ao ver a primeira página do jornal, elaborada pelo chefe de redacção que esse mesmo director largara à sua sorte na noite anterior: "Não te canses mais, pá. O melhor é fechares a porta e mandares todos para casa"".

Alexandre Pais, em Record

publicado às 19:00

Vingadores e vingados

Rui Gomes, em 10.02.20

Não obstante a má época desportiva do Sporting CP, continuo a achar que movimentos de destituição são um grande disparate, até pela banalização que começa a tomar conta deste (irresponsável) mecanismo.

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O Sporting CP transformou-se num Clube de vingados e vingadores e, numa espiral tão vertiginosa quanto esta em andamento, ninguém tem razão, ninguém merece respeito — e o Clube é que paga. Para acabar a espiral é preciso mudar os Estatutos, porque considerando o passado, relativamente recente, NINGUÉM sobrevive a este catastrófico rodízio.

O actual presidente já começou a explicar, aqui no Record, as razões por que esteve mais susceptível ao erro e, considerando a herança, é preciso um pouco mais de tempo para se inverter o rumo. Não é uma questão de mera desculpabilização; é uma questão de realismo e também de se perceber bem que só se deve mudar de presidente em pleno mandato por questões substantivas.

Não há nenhum clube no mundo que tenha passado o que o Sporting já passou e não há nenhum clube que mude de presidente como quem muda de camisa. Há uma frase da primeira parte da entrevista concedida ao Record que deveria fazer muita gente reflectir: "Não permito negócios debaixo da mesa. Nunca se vão entregar envelopes com notas nos escritórios do Sporting ou ver transferências investigadas na PJ".

O Sporting tem muitos assuntos sérios para resolver, mas o futebol tem um maior: não se deixar tomar pelos salteadores. Os pilares do negócio também precisam de ser refundados — e, para o efeito, é imprescindível estarem todos de plena consciência de que é preciso eliminar alguns vícios…

Texto da autoria de Rui Santos, em Record.

publicado às 04:05

Cair na real - "Vendi para sobreviver"

Naçao Valente, em 08.02.20

A recém-entrevista concedida ao jornal Record, dividida em duas partes, aborda de forma pormenorizada a situação actual do Sporting CP, descrevendo e justificando o caminho seguido. Na primeira parte, desenvolve a situação financeira, e os seus reflexos na vertente desportiva. Na segunda parte serão analisados assuntos como ataque a Alcochete, claques, contestação. Dada a extensão desta entrevista, com muitos pormenores, a análise que aqui deixo para reflexão dos leitores, focar-se-á em aspectos que considero estruturantes. Para uma percepção mais precisa da entrevista, aconselho a fazerem a sua leitura na íntegra.

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Na primeira parte da entrevista, o presidente do Sporting abordou de forma objectiva a situação real do Clube. Focou-se no seu mandato e explicou a razão das medidas tomadas, que sempre foram condicionadas pela área financeira. Deste modo, afirmou que havia uma necessidade de tesouraria de 215 milhões de euros. Conseguiu com a venda de activos receber 115 milhões que permitiram colmatar os pagamentos mais urgentes. Desta verba foram gastos 25 milhões (12 no inverno e mais 13 no verão) na aquisição de jogadores. A negociação com os bancos aos quais deve 118 milhões, continua.

No final da época anterior, a Direcção percebeu que a preparação da próxima estava muito dependente da transferência de Bruno Fernandes. Acontece que a proposta que chegou ao Sporting era de 45 milhões de euros mais 25 em resultados variáveis. Na altura foi decido não a aceitar, por ser considerada insuficiente. A decisão implicou falta de qualquer verba para aquisições, algumas das quais estavam previstas, como a de Robertone, entre outras. Assim, houve a necessidade de recorrer a empréstimos possíveis, que nas circunstâncias não correram bem. Frederico Varandas admite que essa decisão foi um erro, assim como outras  referidas nas suas respostas. 

Numa descrição detalhada sobre a estratégia, afirma que esta se centrou, prioritariamente, em garantir a sustentabilidade financeira. Hoje, afirma, esse problema está ultrapassado, embora ainda exista um défice de cerca de 25 milhões que precisa de ser compensado com aumento de receitas. Conclui que o Sporting como Clube sustentável está muito melhor.  Acrescentou ainda que não referiu esta situação há mais tempo por razões que se prendem a reacção dos mercados, quando a credibilidade do Sporting estava de rastos.

Como já tive ocasião de escrever aqui, a situação geral do futebol, mesmo admitindo erros, esteve muito condicionada pelos recursos financeiros. Sempre afirmei que o dinheiro das vendas inicialmente efectuadas, como as de Bas Dost e Raphinha, por exemplo, foi usado para pagamentos urgentes de tesouraria. O pouco dinheiro disponível tem sido utilizado na recuperação da Academia, que deixou de fornecer activos para o Clube como devia ser a sua função. Nessa linha já foram foram efectuados contratos em todos os escalões com atletas prometedores, que os clubes europeus cobiçavam.

Em conclusão, saliento a prioridade apresentada por esta Direcção: recuperação financeira para que o lube possa funcionar e continuar a ser dos sócios; a reactivação da Academia como motor da criação de activos/mais valias que garantam autonomia e sustentabilidade; aposta em jovens como Camacho ou Plaza; preparação atempada da próxima época com parte dos cerca de 35 milhões da venda de Bruno Fernandes, para compra de jogadores credenciados, e fazer  regressar atletas emprestados, como João Palhinha. Nota-se, porém, alguma imprecisão sobre a próxima época.

A verdade nua e crua é a melhor forma de esclarecer devidamente os adeptos, e de os fazer sair da fantasia em que viveram ainda há poucos anos, e na qual têm vivido há muitos mais. Ou os sócios "caem na real" ou a agonia do Sporting, que não é recente, continuará.

A avaliação da Direcção de um clube deve fazer-se em relação ao seu trabalho global.  Os sócios/adeptos que teimam em concentrar a sua análise apenas nos resultados desportivos transitórios, cometem um erro, e não estão a ajudar o Sporting a reerguer-se. No entanto, quero justamente distinguir os adeptos que reagem de forma meramente emotiva, dos que propositadamente agem de má fé, em função de interesses que não são os do Sporting.

Numa nota final considero que poderá haver uma ou outra afirmação contestável, e que há em certos aspectos algum "dourar da pílula". É preciso dar esperança às hostes mas de forma puramente realista. 

Por fim, numa opinião pessoal, que tenho vindo a defender, a avaliação de uma Direcção também não pode depender da performance de uma modalidade, por mais importante que esta seja, mas pelo trabalho global que está a efectuar, para garantir um rumo coerente e consistente para o Sporting CP, sustentado na saúde financeira, e que permita dar passos seguros numa competetividade constante.

publicado às 03:05

Frederico Varandas "abre o livro"

Rui Gomes, em 07.02.20

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Frederico Varandas concedeu uma grande entrevista a Record, onde abordou todos os temas da actualidade do Sporting Clube de Portugal. Rendimento da equipa de futebol, finanças, transferências e muito mais. O presidente do Sporting terá respondido a um vasto leque de questões pertinentes para o universo sportinguista.

Ao que consta, algumas das questões mais em destaque:

"No início da proxima época vamos ter a Academia nova... Não dá votos, mas dá o futuro do Sporting".

"É possível fazer "tudo isto"  e melhorar competitivamente a equipa? Não consigo".

"Bas Dost foi vendido por sete milhões de euros e o Clube precisava desse dinheiro para sobreviver".

"Marcel Keizer sofreu na pele os erros do nosso planeamento".

"Se isto é um Clube de malucos, o principal maluco sou eu".

"Com a venda de Bruno Fernandes virámos o Cabo das Tormentas".

Não confirmamos ao certo se no sábado ou no domingo, mas vamos tentar reproduzir toda a entrevista para então poder ser debatida pelos leitores. O jornal Record publica a mesma em Premium, a primeira parte esta sexta-feira e a segunda no sábado.

Dito isto, não é de prever que esta entrevista do presidente do Sporting vá alterar o estado de coisas muito significativamente. A maioria silenciosa de sportinguistas vai continuar... silenciosa, e os 'antis' e afins vão emergir dos buracos que nem ratos para tentar tirar o máximo de proveito da ocasião com críticas sem fim.

Este é o Sporting CP da actualidade e enquanto não mergulhar ainda mais na lama, muito dificilmente as coisas mudarão.

Adenda: Estou a pensar que nem sequer valerá a pena publicar a entrevista completa do presidente. Os adeptos, sem ser surpresa alguma, na realidade, só estão interessados em comentar/debater a época da equipa principal de futebol, os respectivos resultados e as contratações, tudo que já foi aqui debatido vezes sem conta.

publicado às 05:03

Taça que os liga

Rui Gomes, em 21.01.20

Tantas vezes desdenhada, quase sempre por quem não a venceu, a Taça da Liga volta a ter uma final four que se espera altamente competitiva e que junta quatro dos cinco maiores clubes nacionais da actualidade.

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Todos eles chegam a esta fase da época a olhar para a prova com muita sede: para Sporting, SC Braga e V. Guimarães é a única oportunidade de vencer um troféu esta época, sendo que os dois emblemas do Minho têm ainda como motivação extra especial o facto da final ser disputada em Braga. Para o FC Porto, será porventura um medicamento (mesmo que seja momentâneo) para a depressão que se instalou no Dragão após a última jornada da primeira volta.

É óbvio que há muito em jogo nesta final four. As vitórias serão muito comemoradas e as derrotas irão custar a digerir – no fundo, tudo aquilo que deve haver numa competição desportiva profissional.

A Taça da Liga precisa de ser repensada, nomeadamente no seu formato e calendário, mas é um erro querer acabar com ela.

Sérgio Krithinas, Director Adjunto de Record

publicado às 04:04

Bruno e o futuro

Rui Gomes, em 20.01.20

img_192x192$2015_10_12_13_07_15_1005695_im_6366777O Sporting precisa de vender, o Manchester United precisa de comprar e Bruno Fernandes precisa de dar o salto para uma liga de topo. As três necessidades estão alinhadas, mas a transferência do capitão dos leões volta a cair num impasse, à imagem do que aconteceu no último Verão.

Depois de ter estabelecido um preço para transferir o seu jogador mais valioso, Frederico Varandas tem pouca margem para recuar, até porque é muito fácil prever uma hecatombe desportiva ainda maior da equipa leonina se perder Bruno Fernandes. Mas esse seria o passo racionalmente mais correcto.

O Sporting vive estrangulado em termos financeiros, gastando demasiado para o que faz em campo – faz sentido estar a lutar pelo 3.º lugar com Famalicão ou Sp. Braga, gastando muito mais do que estes clubes? Transferir Bruno Fernandes é a saída óbvia para um clube com muito pouco a perder a curto prazo.

Porque, à medida que as épocas passam, mais difícil será manter a valorização do médio (faz 26 anos em Setembro) tão elevada. E um encaixe de sete dezenas de milhões de euros poderia servir de base para a reconstrução de um novo Sporting. Importante é que, depois, esse dinheiro não seja esbanjado.

Fernando, que ontem saiu de Alvalade (alguma vez entrou?), está aí para lembrar a todos o que não se pode fazer.

Sérgio Krithinas, Director Adjunto de Record

publicado às 09:13

Riscos desportivos

Rui Gomes, em 14.01.20

Bruno Lage e Sérgio Conceição abordaram anteontem os respectivos jogos da Taça com a cautela que se impõe. Sabem ambos que são muito mais fortes, mas o primeiro puxa pela rotatividade para prever alguma surpresa, o segundo diz que o único que arrisca algo é o FC Porto, pois o Varzim só tem a ganhar. Têm razão. Não há falhas no discurso. Por outro lado, esse é o preço a pagar de treinar uma equipa grande, que tem mais do que uma competição para jogar. Diga-se de passagem, ambos têm a sorte de treinar plantéis de talento. Menos do que vitórias não é admissível.

A Silas pedem-se também vitórias mas sem um plantel tão rico. O risco desportivo aqui é maior. O técnico perdeu Vietto na pior altura possível, Coates com um amarelo risível em Setúbal e ainda corre o risco de ver partir Bruno Fernandes, pois o negócio está agora nas mãos do Manchester United. E depois segue-se a final four da Taça da Liga, em que o argentino continuará a ser uma miragem e Bruno não deverá mesmo estar. E este parece o único título possível para os leões esta época...

Bernardo Ribeiro, Director de Record

publicado às 05:18

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ANTÓNIO SALVADOR- Demasiado a meio da ponte. Demasiado ‘jogador’. Quer ficar na história? Então seja mais incisivo sobre aquilo que pretende para o futebol português!

BRUNO FERNANDES - Muito boa a entrevista ao Record... E comece a pensar em tirar o título para ser treinador, porque há duas ‘skills’ que não enganam: liderança e poder de comunicação.

BRUNO RIBEIRO - A honra e a dignidade não valem nada, no futebol em que… ‘vale tudo’?!

CARLOS CARVALHAL - Genuíno, com espírito de futebol positivo, decidiu regressar a Portugal, depois de achar que o oxigénio que armazenou em Inglaterra seria suficiente para respirar, livremente, no futebol português. Não é. Este ambiente na bola indígena é pútrido, venenoso e sufocante. É uma questão de tempo. Ninguém com capacidades fica aqui muito tempo.

JORGE JESUS - Percebeu tarde que Portugal é um grande país mas que há outras realidades para além do Benfica, Sporting ou FC Porto. Foi preciso sair de Portugal para adquirir uma nova dimensão. E ainda estará a tempo de conquistar a… Champions? Dependerá do próximo passo e da capacidade — no mercado - daqueles que o rodeiam.

RÚBEN AMORIM - O ‘nível 4’ ou outro qualquer do género não oferece aos treinadores competências essenciais ao nível da liderança e da comunicação, e por isso vamos ver até que ponto esta escolha de Salvador não é essencialmente… política. 

O CACTO - Erros graves

Erros gigantescos de arbitragem na Taça da Liga: golo anulado a Piazon (por André Narciso), a prejudicar gravemente o Rio Ave no jogo com o Gil Vicente (VAR precisa-se!), o que desencadeou a reacção atípica de Carlos Carvalhal;

Expulsão de Bolasie em Portimão, com a agravante da expulsão ter sido resultante de uma descarada e grosseira simulação do jogador Willyan;

E, na Taça de Portugal, no jogo FC Porto-Santa Clara, dirigido por Fábio Veríssimo/Luís Ferreira (VAR) falta de Corona no único golo da partida.

No caso do jogador do Portimonense, por se tratar de uma questão disciplinar, espera-se que o depoimento de João Pinheiro ajude a repor a verdade: Bolasie despenalizado e… Willyan castigado, por ferir a ética desportiva.

publicado às 02:47

"Todos os jogos são tudo ou nada"

Rui Gomes, em 26.12.19

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Num excerto da entrevista que Bruno Fernandes concedeu recentemente ao jornal Record, damos destaque a estas suas considerações:

"Todos os jogos daqui para a frente são tudo ou nada (...), a diferença pontual é muito grande e não temos margem para erros. Eles [Benfica e FC Porto] têm. O FC Porto não tem muita porque já está a quatro pontos do Benfica e interessa-lhe continuar a quatro, mas nós não temos outra opção senão ganhar daqui para a frente porque a nossa margem de erro é muito pequena devido a erros que cometemos no passado com outras equipas que agora têm de ser colmatados com os jogos tanto contra os grandes como também contra os 'não-grandes'.

Há que alimentar sempre essa esperança... (de vencer o campeonato). Não nos temos de preocupar com os de trás, quanto mais nos preocuparmos com os de trás menos nos vamos preocupar com os da frente. O importante agora é tentar recuperar pontos aos da frente. Independentemente de podermos ou não ultrapassar algum deles, temos de acreditar que conseguimos e tentar fazer o melhor para ficarmos o mais perto possível deles".

Bruno Fernandes estará a considerar o mais óbvio, porventura, embora seja missão muito complicada os jogadores ainda pensarem no título esta época, tendo em conta os 13 pontos de atraso do líder Benfica e nove do FC Porto. Isto, não obstante ainda faltar disputar vinte jornadas na Liga NOS.

publicado às 02:33

img_192x192$2015_10_12_15_23_37_1005745_im_6366770... Mas voltemos (centremo-nos) ao (no) passado fim de semana, que havia começado mal para a rapaziada que vive da desgraça alheia – com a vitória do Sporting CP em Portimão. E por uma simples razão: se há equipa desprezada por muitos dos seus adeptos e criticada por quase todos os comentadores, é a do Sporting. 

No entanto, nem tudo o que parece é e os jogadores de Alvalade responderam agora, de forma soberba, aos que, como eu, acham que muitos deles não têm categoria para vestir a camisola leonina. Afinal, Silas pode ter um tesourinho nas mãos.

A jogar fora, a perder ao intervalo (1-2) e com menos um em campo – após uma expulsão inacreditável – o Sporting deu a volta ao marcador, recorrendo aos "patinhos (ainda mais) feios" que tinha no banco e, como sempre, ao desempenho sublime do seu capitão. Que exemplo notável de profissionalismo e capacidade de superação! 

Sim... se o trabalho e o talento comandam a vida, de pouco valeriam se a sorte não fosse procurada com determinação, coragem, sacrifício e um coração enorme. Tudo isso vimos, na agreste noite algarvia, numa dúzia de futebolistas que têm, afinal, categoria para jogar no Sporting.Chapeau!

Alexandre Pais, jornal Record

publicado às 05:02

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