Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



O efeito Judas na vida do Sporting

Rui Gomes, em 17.06.18

 

img_240x200$2015_10_26_19_11_45_1006496_im_6358148

A recém-decisão do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, na sequência da providência cautelar requerida pelo sócio n.º 1265, Manuel Cordeiro Ferreira, veio colocar alguma ordem sobre a confusão instalada no Sporting, mediante as reacções de Bruno de Carvalho em relação à legitimidade da acção da MAG presidida por Jaime Marta Soares e da Comissão de Fiscalização entretanto nomeada por este, que havia tomado a decisão de suspender preventivamente, com efeitos imediatos, o Conselho Directivo, constituído por Bruno de Carvalho, Carlos Vieira, Rui Caeiro, Alexandre Godinho, José Quintela, Luís Roque e Luís Gestas.

 

O requerimento de Manuel Cordeiro Ferreira pedia ao Tribunal a suspensão imediata das assembleias gerais convocadas pela Comissão Transitória da Mesa da Assembleia Geral, 'presidida' pela inefável Judas, para os próximos dias 17 (domingo) e 21 de Julho e solicitava que os requeridos (pessoa colectiva SCP, Elsa Judas, Bernardo Barros e Yasmin Nobre, da autodenominada Comissão Transitória) fossem advertidos de que incorreriam em crime de desobediência qualificada se infringissem os efeitos da providência cautelar.


O Tribunal esvazia, pois, a arrogância e a ilegitimidade do Conselho Directivo em nomear uma comissão transitória para 'substituir' a Mesa da Assembleia Geral do Sporting, ao arrepio de todas as normas consignadas nos estatutos do clube. Ainda anteontem ouvíamos a inefável Judas a defender que 'era o que faltava' que os estatutos fossem a 'lei suprema', tentando justificar - através da 'lei ordinária' e da 'Constituição da República' - o flagrante abuso da constituição da Comissão Transitória.

Quer dizer: a inefável Judas (não Jubas) salta de galho em galho para tentar justificar o injustificável. Todos os expedientes têm sido utilizados para se ignorar o essencial: Bruno de Carvalho e aqueles que ainda sustentam esta ignominiosa colagem a um poder tão frágil colocaram o Sporting numa situação grave e preocupante. O Sporting é hoje um clube ferido e fracturado porque Bruno de Carvalho o dividiu indecentemente. Não fez NADA para unir os sportinguistas. Fez tudo para estigmatizar adeptos e sócios. Lançou uma guerra interna e externa sem precedentes. O cúmulo dessa insensatez foi quando quis atingir os jogadores e o treinador. 

Toda a gente percebe que a invasão à Academia - o momento mais triste da história do SCP - aconteceu na sequência de um clima de confronto insustentável. A invasão à Academia não aconteceu como um acto isolado e impossível de conter pelo clube e pela SAD. O fogo há muito que estava irresponsavelmente ateado. As claques vinham sendo estimuladas a ter um papel relevante na relação com a equipa. As pressões e as ameaças nunca foram nem criticadas nem travadas. A série de lamentáveis acontecimentos, com elementos das claques no terreno (nos estádios, nas garagens, nos aeroportos, na Academia), nunca foi objecto de uma declaração madura e responsável. Isso não pode ser esquecido.

Só agora, depois desta decisão do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, a AG destitutiva do dia 23 (próximo sábado) tem condições para ser realizada. Bruno de Carvalho foi obrigado a recuar e a anuir. A alternativa era manter-se na senda de arranjar argumentos e expedientes para alimentar a cegueira e esta loucura sem precedentes na vida de um clube de futebol, ignorando uma decisão judicial e arriscar-se a ser detido. É arriscado, todavia, na sequência da decisão do Tribunal, continuar a dizer que não reconhece Jaime Marta Soares como presidente da Mesa da Assembleia Geral, como é arriscado utilizar a tese, amplificada pela inefável Judas, segundo a qual a decisão judicial foi proferida sem audiência prévia dos requeridos, o que aconteceu porque essa audiência colocaria em risco o fim ou a eficácia da providência.

Os sócios do Sporting vão ter a palavra: ou insistem nesta visão destrutiva de valor ou criam condições para a afirmação de uma alternativa. Uma alternativa que, para bem do Sporting, não pode nem contemplar uma 'visão terrorista' nem uma visão excessivamente romântica, colada ao passado não muito distante do clube leonino: o Sporting precisa de um projecto verdadeiramente alternativo, de recuperação desportiva, financeira e reputacional. Pode levar anos? Pode. Mas é essencial para travar esta dinâmica de 'paçosdeferreirização', chamemos-lhe assim, em que Bruno de Carvalho, 'contra tudo e contra todos', colocou o Sporting. As rescisões vão ser todas revertidas? Pois. A Comissão Transitória também tinha sido constituída à luz dos estatutos… O efeito Judas na vida do Sporting tem de parar. Esta traição à ética, à reputação e à credibilidade já tem custos demasiado elevados. Para o Sporting e para a Liga portuguesa.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 04:41

Dignidade esquecida

Rui Gomes, em 07.06.18

 

20450744_u1Btt.png

1. Quando Bruno de Carvalho foi a votos, apresentou a sua equipa, a sua comissão de honra, o seu programa e os seus apoiantes. Foi nesse conjunto que os sócios votaram.

 

São conhecidas as várias renúncias de parte importante dos órgãos sociais, a retirada de indefectíveis, as clivagens na base social que suportava a candidatura, a desmobilização, as críticas públicas - e muitas vezes contundentes - à sua actuação.

 

Os pressupostos sobre os quais, a actual direcção do Sporting alicerça a sua legitimidade, deixaram de existir, pelas razões mencionadas. O Brunismo de hoje, é uma versão mirrada e pálida, da euforia "bardamerda", da noite das eleições.

 

2. Os lamentáveis acontecimentos da Academia foram muito mais do que um "mero" acto de terrorismo.

 

Aquelas agressões, feriram muito mais do que jogadores e equipa técnica; atingiram o âmago dos valores sportinguistas, permanecem como uma chaga dolorosa e sobretudo, levantaram muitas dúvidas profundas e sistemáticas, sobre os métodos de governance do clube, a relação com as claques e a sua manipulação, a política de relacionamento com os jogadores e muito mais.

 

Mesmo que a direcção do clube e a administração da SAD não sejam responsáveis pelo que sucedeu em Alcochete, numa pura óptica de relação causa-efeito, nem por isso podem sacudir responsabilidade institucional, porque o que aconteceu não foi por acaso, foi antes o perverso corolário de um modelo de gestão, centrado no voluntarismo comportamental e comunicacional do presidente da direcção.

 

O que ocorreu na Academia não pode ser, como os fogos de Pedrogão, culpa de ninguém, porque um clube como o Sporting, mesmo com a gente que o dirige, deve reger-se por imperativos éticos, que a política, infelizmente, parece já ter perdido.

 

3. Dos fatos que integram a justa causa de rescisão unilateral do contrato do Rui Patrício, ressalta uma cristalina evidência: o actual presidente da direcção é parte de um grande problema e não é parte de nenhuma solução.

 

A forma e o conteúdo das comunicações, que o presidente da SAD se arrogava o direito de dirigir aos jogadores - pergunto ao abrigo de que modelo de governance ? - não podem deixar de criar junto destes justificado mal-estar e ressentimento.

 

Tanto mais, provindas de quem cavalgava, com colagem adesiva, os êxitos desportivos da equipa de futebol; ou já nos esquecemos das voltas olímpicas e dos agradecimentos arrebatados no final dos jogos?

 

Enquanto a actual direcção se mantiver, a SAD corre o risco de mais rescisões, porque - agora percebemos porquê - os jogadores não vão com a cara do Bruno.

 

A política de relacionamento com os profissionais falhou e o risco de permanência da direcção, é o risco de perda irremediável de activos valiosos e da solvência da SAD.

 

Compreendem agora, porque falo em dignidade?

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 03:15

O manicómio de Alvalade

Rui Gomes, em 05.06.18

 

3d_alvalade 2017_grey_04.jpg

 

Devemos todos olhar para a crise do Sporting, relativizando o problema dentro do espaço reservado às necessidades de tratamento psiquiátrico: é que vivemos num país que entrou em transe com os incêndios do ano passado mas onde mais de dois mil (!) proprietários foram agora alvo de contraordenações por não limparem os seus terrenos. Ou seja, preferem perder os bens, e até morrer, a cortar as árvores encostadas às casas, a afastar as pilhas de lenha e a retirar os montes de tralha.

 

Sugeria até a Jaime Marta Soares, presidente da Liga dos Bombeiros, que nos tempos livres entre as asneiras que protagoniza, com os outros artistas, em Alvalade, perguntasse ao Governo – e para isso ele tem o grande jeito que falta a quem devia – se no que toca às propriedades do Estado, às matas das grandes empresas e às beiras das estradas o trabalho está bem feito. Desconfio que não. Por isso, tenhamos calma e integremos o manicómio de Alvalade na vasta rede nacional de cuidados de saúde mental. Até à hora do colete de forças, há sempre esperança.

 

Alexandre Pais, jornal Record

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 04:00

A república bolivariana de Alvalade

Rui Gomes, em 03.06.18

 

20450744_u1Btt.png

 

 

Cada vez que um órgão de soberania da Venezuela delibera contra o Presidente Nicolás Maduro, este arranja maneira de substituir os elementos a si desafectos e tornear as deliberações, permanecendo no poder, mesmo ao arrepio das disposições constitucionais.

 

Não há paz, segurança, nem pão na Venezuela, mas isso não parece inquietar Nicolás Maduro, que se autoproclama investido na profética e indeclinável missão de conduzir o país ao radioso destino dos amanhãs que cantam.

Há uma irresistível similitude com o que se passa no Sporting e que importa detalhar.

1. O Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Jaime Marta Soares, e restantes elementos da Mesa, não tendo apresentado, por escrito, ao Presidente do Conselho Fiscal, a sua renúncia, permanecem em funções.

2. Mesmo que Marta Soares tenha dito verbalmente que se demitia, tal declaração não produz efeitos legais.

3. Mesmo que, por absurdo, se considere que Marta Soares se demitiu, ao abrigo do n.º 3 do art.º 37.º dos estatutos do SCP, está na plenitude das suas funções, até à tomada de posse dos seus sucessores.

4. Nos termos do n.º2 do art.º 46.º dos estatutos do SCP, Marta Soares tem de convocar a reunião da Assembleia Geral - no caso de se ter demitido - para data não posterior a 45 dias sobre a ocorrência - neste caso a sua pretensa demissão - pelo que não estará em falta, mesmo nesta perspectiva.

5. Marta Soares tem toda a legitimidade e competência para nomear uma comissão de fiscalização, nos termos do n.º 1 do art.º 41.º dos estatutos do SCP.

6. Marta Soares tem toda a legitimidade de convocar a assembleia geral de dia 23, por sua iniciativa e face aos requerimentos que recebeu da Direcção e de sócios do Sporting, nos termos da alínea c) do n.º 1 do art.º 51.º dos estatutos do SCP

7. A Direcção do Sporting tem o dever estatutário de garantir a logística da reunião da Assembleia Geral e facultar os elementos de que a Mesa careça para a boa condução dos trabalhos.

8. Em circunstância nenhuma, a Direcção do SCP tem competência legal ou estatutária, para nomear uma comissão transitória da Mesa da Assembleia Geral ad-hoc, ou uma comissão de fiscalização. Esta é uma barbaridade jurídica.

9. Igualmente, não assiste à Direcção do Sporting convocar uma reunião da Assembleia Geral e estabelecer a respectiva ordem de trabalhos. Esta é outra barbaridade jurídica.

10. Tal como as coisas estão, só o tribunal vai conseguir desenvencilhar este enredo.

A Venezuela, para além das piores razões de registo, é conhecida pelas suas intermináveis telenovelas. Será aqui também o caso?

 

Carlos Barbosa da Cruzjornal Record

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 04:02

 

20450744_u1Btt.png

Se a Assembleia deliberar a destituição da Conselho Directivo, ou de um número dos seus membros tal, que determine a cessação do respectivo mandato, penso que o presidente da Mesa, deverá nomear uma comissão de gestão, porque não faz sentido algum que o Sporting continue, mesmo por tempo limitado, a ser gerido por pessoas, sobre as quais os sócios formularam um claro juízo de reprovação. Seria conveniente que os membros dessa comissão de gestão fossem pessoas insuspeitas e que, desde já, anunciassem que não concorriam às eleições.


À cautela, ainda requereria (neste caso através de accionista com capacidade para tal), a convocação de uma Assembleia Geral da Sporting SAD, para destituir os membros da administração que fossem comuns à Direcção do clube, porque não era lógico serem rejeitados no clube e manterem-se na SAD.

 

Não sei o que tudo isto vai dar; sei que os sportinguistas têm o destino do Clube nas suas mãos e que, consequentemente, terão o presidente que quiserem ter.

 

Carlos Barbosa da Cruz, jornal Record

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:24

Jogar a Champions em dois tabuleiros

Rui Gomes, em 10.05.18

 

img_770x433$2018_05_10_00_33_28_1396051.jpg

 

Enquanto para a maioria dos adeptos do Sporting o foco está colocado na final da Taça de Portugal e na oportunidade de terminar a época com mais um troféu, nos bastidores da administração da SAD a importância desse objectivo é colocada praticamente a mesmo nível do segundo lugar da Liga.

 

Não é um título, não haverá festa, mas dá muitos milhões, dá prestígio e, em termos estratégicos, o encontro com o Marítimo é até mais vital do que aquele que está marcado para o Jamor, no dia 20. Porquê? Pelas implicações directas que terá no futuro imediato dos clubes envolvidos na corrida.
 

Na realidade, segundo fonte da SAD, o desejado acesso à Liga dos Campeões joga-se em dois tabuleiros: o do Sporting, pelo encaixe que representa, no mínimo 22 milhões de euros; e o do Benfica, porque impedir o rival da Segunda Circular de chegar à Champions significará enfraquecê-lo em quase o dobro desse valor, 41,4 milhões de euros, prémio mínimo a que as águias terão direito se entrarem na fase de grupos da prova.

Para lá da rivalidade

Não é caso para dizer que os leões vão entrar em campo domingo a pensar nestas contas, porque isso seguramente não acontecerá, mas o facto é que para a Sporting SAD este é um argumento de peso. Não está em causa apenas o que o clube pode lucrar, pois o impacto da falta da Champions poderia ser em grande parte compensado com uma venda adicional no mercado; importa, também, ocupar o lugar que o Benfica ainda espreita, pois isso equivale a bloquear o acesso a uma fonte de financiamento determinante.

Mesmo que em Agosto o Sporting acabe por ficar pelo caminho e não entre na competição milionária da UEFA, porque tem de jogar duas eliminatórias para atingir a fase de grupos, já terá sido de algum modo um sucesso impedir que o Benfica o consiga, e não por mera questão de rivalidade.
 
Este cenário até pode não passar pela cabeça dos jogadores, ou dos adeptos, mas está no horizonte da administração da SAD. E é por isso também que a partida de domingo, nada decidindo sobre o futuro de Jorge Jesus, valerá sempre bem mais do que... três pontos.

 

 

Alexandre Moita e Vítor Almeida GonçalvesRecord

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:56

 

img_467x599$2017_01_03_01_50_00_1202634.jpg

 

O caso Sócrates ajudou o Correio da Manhã a sobreviver durante bastante tempo. Ainda hoje dá uma mãozinha à sobrevivência da SIC e de outras estações televisivas. E como está para durar, ainda vai dar mais algum alento à nossa comunicação social, quase toda meio-falida.

 

Bruno Miguel, noutra vertente, e salvaguardadas as devidas distâncias, é em certo sentido "abono de família" do Record. E isso desde que entrou a direcção actual. Só não vê quem não quer. O facto é que o mercado da publicidade é restrito para três jornais desportivos. Por outro lado, a publicação diária, exige por falta de assunto rigorosamente desportivo, a exploração do "bas fond" dessa área e do seu sensacionalismo. Uma forma de captar leitores/compradores, sempre disponíveis para absorver esta vertente jornalística. Bruno ajuda a vender.

 

Bruno Miguel tem uma considerável corte de adeptos que o seguem incondicionalmente. Não é um apoio racional mas emotivo, uma espécie de crença num ser quase "extra sensorial" que veio ao mundo para salvar o Sporting do Apocalipse anunciado. O apoio a Bruno não depende de uma análise realista e ponderada do seu mandato, mas na crença, doutrinada pelos seus apóstolos, que veio a trazer a salvação ao reino do leão. Como uma religião tem o seu catecismo e os seus tele evangelistas. Uma máquina de propaganda que tem como objectivo fazer passar os dogmas e manter unidos os fiéis. Uma missa com as suas ladainhas e os seus ritos. E canais para a propagar.

 

Bruno Miguel considera-se ele próprio um eleito dos céus, um salvador. E isso, estou convicto, que é genuíno. Talvez a única genuinidade que possua. Tudo o resto é falso. É uma narrativa "literária" apoiada num bem oleada máquina de propaganda. Mas  convicto na sua impunidade e na adoração dos seguidores, foi longe de mais e conseguiu virar contra si uma franja significativa. Esteve em maus lençóis, foi vaiado e apupado.

 

Como alguém feito de plasticina mudou de forma. Desde a fase do" aleijadinho", até agora, passou pelo seu calvário. Deu o dito por não dito. Deixou o grande palco. Refugiou-se no pavilhão das modalidades, onde pontuam os seus seguidores mais indefectíveis, e onde é mais fácil conseguir êxitos e começou a renascer das cinzas, tal como Fénix.

 

A propaganda está a fazer com competência o seu trabalho, aproveitando alguns bons resultados desportivos, mérito dos atletas, para os atribuir, quase exclusivamente, ao presidente. E depois do piar mais fininho já começa a falar grosso, com a habitual voz de bagaço. As capas do Record não são casuais, nem inocentes.Fazem parte da estratégia. Interessam à propaganda brunista e ao próprio jornal. É uma aliança estratégica pela sobrevivência.

 

E o Sporting Clube de Portugal, onde fica nesta triste e interminável novela? 

 

P.S.: Digo mais: Bruno Miguel pode pintar a manta de que cor quiser. É como o eucalipto, seca tudo à sua volta. Oposição credível? Zero. Se arder o eucaliptal espero que não leve o Sporting.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 04:05

Absolutamente ridículo !!!

Rui Gomes, em 03.05.18

 

img_467x599$2018_05_02_01_33_29_1393171.jpgimg_467x599$2018_05_03_01_29_10_1393556.jpg

 

Já ontem era minha intenção comentar esta questão, mas depois deixei passar. Mas hoje, perante nova absurdidade editorial do Record, sinto que não devo ignorar.

 

A questão fulcral que nos confronta relaciona-se com os critérios editoriais deste jornal. Parece-me que algo está seriamente errado, ou então, o jornal está ao serviço de Bruno de Carvalho.

 

Ontem, perante a conquista do título pela equipa de voleibol, 24 anos depois, temos uma foto do presidente aos saltos a ocupar sensivelmente noventa por cento da capa. O mais importante, a equipa, mal se vê no fundo da página e em dimensão tão reduzida que nem dá para identificar os elementos da equipa.

 

Hoje, novo destaque central do mesmo personagem, dando relevo à sua suspensão e à possibilidade de não ir para o banco no dérbi de sábado. Incrível... será que alguém, além do próprio, está preocupado com esta questão ? Será que o jogo e as equipas não são o mais importante ?

 

Há muito que a comunicação social desportiva portuguesa deixa muito a desejar, mas isto é o extremo do ridículo.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 03:45

Gelson é bom menino

Rui Gomes, em 02.03.18

 

img_240x200$2017_12_21_17_21_45_1346315.png

Gelson Martins não devia ter tirado a camisola depois do golo ao Moreirense. Foi expulso e vai falhar o importante (talvez decisivo) clássico com o FC Porto. Mas é um erro que, apesar de grave, não apaga o enorme gesto que está por trás do mesmo.

Gelson é bom menino e, na inocência que ainda tem, passou os 90 minutos do jogo com o Moreirense com a cabeça numa qualquer prisão em Espanha. Ele só queria homenagear um amigo. E isso, por mais insignificante que possa parecer para os obcecados com o profissionalismo, não deve ser condenado. Num futebol cada vez mais movido a polémicas, a casos obscuros e a personagens que nada o beneficiam, a bondade de Gelson, expressa num erro tão ingénuo como bonito, deve ser valorizada. Vai-se a ver e, no fim do dia, a amizade é tão maior que qualquer desporto. E foi isso que Gelson nos mostrou.

Se calhar o Sporting vai perder no Dragão e ver o tão ansiado título de campeão ficar cada vez mais distante. Se calhar com Gelson disponível ganhava. Ou se calhar não. De uma coisa tenho a certeza, sem a inocência e a irreverência de Gelson os leões não estavam por esta altura a lutar por coisa nenhuma.

 

José Miguel Machado, jornal Record

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 03:22

Futebol português: uma paródia

Rui Gomes, em 22.02.18

 

img_240x200$2016_03_10_11_35_35_1074873.png

O futebol português vai de mal a pior, com todo o tipo de "casos" e "casinhos" que, nada enobrece este belo desporto que, deve ser jogado com os pés e não com a boca, com cabeça e não com maus modos, com exemplos e não com vergonhas.

O que se passou neste fim-de-semana na Assembleia Geral do Sporting é inenarrável. O presidente de um clube tem mais poder que um líder de um partido, um ministro ou do próprio Primeiro- ministro!


O tempo de antena na televisão é enorme, a acrescentar o canal próprio do seu clube. Movimenta massas e consegue manipulá-las para os seus fins.

Fala-se da política com vícios inadmissíveis e procedimentos obscuros, mas à beira do futebol tem muito que aprender.

Um presidente de futebol faz negócios com jogadores, distribui bilhetes, viagens e lugares do seu camarote presidencial em que imensa gente, a começar por políticos fazem tudo para lá estarem sentados e aparecerem na televisão.

Um presidente de um clube pode fazer tremer o lugar do Ministro das Finanças de um governo português, ao oferecer bilhetes.

Convenhamos que é muito poder, infelizmente mal utilizado, para fins muitas vezes não recomendáveis, dando um péssimo exemplo do que deve ser uma liderança num desporto belo que, deveria unir, em vez, de separar as pessoas.

Chegar ao ponto de aconselhar os adeptos para não verem televisão e comprarem jornais é digno de uma ditadura à moda antiga. Porque as ditaduras dos novos tempos são muito mais light e aceitam inúmeras coisas dando uma falsa ideia de pseudo- abertura.

Os adeptos de futebol são muito melhores dos que os presidentes de alguns clubes. Apoiam sempre, vão ao futebol, são sócios, amam o clube e os jogadores. Pertencer a um clube é uma forma de estar na vida que cria laços e companheirismo marcantes para a vida.

O futebol está num caos total e numa espiral de violência verbal que não sei onde vai parar. Há um clima bélico, de guerrilha, pior que as próprias claques.

O futebol já chegou ao ponto que, o presidente da Federação, o presidente da Liga e o secretário de Estado não têm mão nesta paródia.

Chegar, ao cúmulo, do presidente da República ter que se referir a uma actividade de um clube por maus motivos. É, o princípio do fim, do que pode vir a seguir.

Esta paródia é feita a partir de uma peça teatral: "como anular os adversários e quem não pensa como eu".

Esta paródia burlesca não sei se dá para rir ou chorar!

Esta paródia em que ninguém se entende, em que não há limite para a verborreia. O futebol português é um caso de saúde mental, está numa ala de psiquiatria e parece que não tem cura. O futebol não é tudo na vida, há outros interesses muito mais importantes. A máxima "mente sã em corpo são" já não se aplica. A verdade desportiva foi atirada para as calendas gregas. O que interessa é vencer de qualquer maneira, não se olha a meios para atingir os fins. Os clubes grandes são sempre favorecidos e o ambiente torna-se intragável quando jogam entre si.

Ao contrário, os resultados desportivos no futebol são acalentadores, em que somos uma potência no futebol, mas a nível de dirigentes somos uma vergonha.

Em relação ao boicote que o presidente Bruno Carvalho propôs. Porque é que os jornalistas não deixam de falar do Sporting e transmitir os seus jogos? E, se todos os portugueses deixassem de ir e ligar ao futebol? Acabava-se a razão de ser de alguns senhores presidentes. Há um enorme desgaste, exaustão, fadiga e degradação de tudo que é relacionado com o futebol.

O problema é que o presidente de um clube para fazer afirmações destas, está bem escudado e sabe que a retaliação dos jornalistas não passará de um fait-divers. O poder que detém, o poder económico e influência supera o poder da ética, da postura e do respeito pelos outros.

Se fosse um político a fazer algo semelhante teria os dias contados.

Por isso, cada vez mais, acho que o futebol comanda as vidas dos portugueses. A minha não, cada vez vejo menos futebol português e mais futebol internacional. Aliás os melhores jogadores e treinadores não param por cá.

País pequenino, mesquinho e muito mal frequentado ao nível de dirigentes no futebol. O futebol português precisa de uma higienização psíquica, modos e cultura. Não há a noção do ridículo.

Assim não vamos a lado nenhum. Podemos ganhar títulos, ter o melhor jogador do mundo e um dos melhores treinadores do mundo, mas depois a cara não diz com a careta. É pena!

 

Joaquim Jorge "Clube dos Pensadores", jornal Record

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:58

 

A Sporting SAD emitiu um comunicado mostrando o seu desagrado com Carlos Barbosa da Cruz e as interrogações do colunista no seu artigo de opinião no jornal Record, explicando ainda já terem sido accionadas as diligências legais "necessárias à defesa da instituição". Eis o artigo em questão:

 

 

Neblina que paira nas Pampas

 

20450744_u1Btt.png

O Sporting anunciou, há dias, a celebração de um protocolo de cooperação estratégica com o Racing Avellaneda, da Argentina, envolvendo diversas situações, incluindo a compra do passe do jogador Marcos Acuña, tudo por 9,6 milhões de euros. Apenas isto. Tenho gostado, até agora, do desempenho do Acuña, que me lembra o Nico Gáitan, talvez menos virtuoso, mas mais trabalhador e esforçado; o tempo se encarregará de dizer se a aposta foi ganha, mas as perspectivas são encorajadoras.

O que me parece criticável é a escassez de informação divulgada pelo Sporting, no quadro desta contratação. Por duas razões; em primeiro lugar, porque tendo o Sporting assumido, nomeadamente no caso Doyen, uma postura - correcta - de transparência em matéria de transferência e titularidade de passes, caber-lhe-ia dar o exemplo e esclarecer o mercado e os adeptos, com mais detalhe. Em segundo lugar, porque, a propósito desta transferência, muito se especulou na comunicação social; falou-se no apoio de um grupo de investidores, falou-se numa garantia bancária, falou-se no financiamento do Stellar Group, por conta da futura transferência do Adrien.


Parece-me que toda essa tergiversação aconselharia a que o Sporting fosse mais loquaz na disponibilização de informações sobre os termos do tal acordo estratégico com o Racing Avellaneda e explicasse com que dinheiro o passe foi pago, ou se houve garantias de pagamentos futuros, identificando, caso existam, as entidades envolvidas no negócio e respectivos beneficiários finais.

O Sporting tem desenvolvido um esforço coerente no sentido de combater os poderes ocultos no futebol, sejam eles a nível de organização, arbitragem, disciplina, etc; ora, as questões de transferências propiciam muitas águas turvas, muita gente pelo meio, muitos interesses por detrás da proverbial cortina, muitos circuitos financeiros, muitas aparências enganadoras sobre quem é dono de quê.

Veja-se a trapalhada que foi a repartição das mais-valias resultantes da venda de Ederson ao Manchester City, na qual nunca se percebeu muito bem a participação de Jorge Mendes - já de si questionável, porque um empresário não é suposto ter interesses económicos nos jogadores que agencia - e cujo acerto de contas, resultou na aquisição pelo Rio Ave ao Benfica dos passes dos jogadores Pelé e Nuno Santos, pelo mais que exagerado valor de quatro milhões de euros, tendo em conta que o primeiro esteve parado durante o ano e o segundo tinha sido vendido pelo próprio Rio Ave ao Benfica, onde nunca vingou, por muito menos do que isso. São estes jogos de sombras, de que o futebol é tão pródigo.

Esperava-se do Sporting outra postura, outra pedagogia; como em tudo na vida, a coerência é o pilar da autoridade moral.

 

 

C O M U N I C A D O

 

sporting-sad.jpg

  

1 - Ontem, o Dr. Carlos Barbosa da Cruz veio a público, na sua coluna de opinião no jornal Record, lançar um conjunto de insinuações sobre o modo como a Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD tem agido durante esta janela de mercado.

 

2 – Compete-nos recordar que, desde a chegada da actual Direcção e Administração, sempre nos pautámos por uma política de transparência e rigor, fazendo publicar no Jornal Sporting todas as informações relativas a transferências, contratos e comissões – quando existem – relativas a negócios de activos da SAD, bem como, na mesma altura, fazemos a mesma comunicação através da CMVM.

 

3 – Do mesmo modo, sempre colaborámos com as autoridades de regulação do mercado prestando todas as informações relevantes, além das que nos são solicitadas.

 

4 – Sendo a Sporting SAD uma empresa cotada, cujo principal accionista é um Clube centenário de dimensão mundial, todas estas suspeitas, levantadas de forma leviana e propositada, causam graves prejuízos ao bom nome e credibilidade das instituições.

 

5 – Nesse sentido, serão dadas instruções ao departamento jurídico da Sporting SAD para que dê o competente seguimento a este assunto tomando as medidas que se revelem necessárias à defesa da Instituição.

 

6 – Por fim, vem a Sporting SAD lamentar que continuem a existir no seio da Família Sportinguista quem alimente a mentira, a insinuação maldosa e a calúnia, que têm por único objectivo a desestabilização do Clube, fazendo o jogo de terrorismo comunicacional dos nossos rivais e adversários.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 05:08

E o Bruno continua na capa...

Rui Gomes, em 03.01.17

 

img_467x599$2017_01_03_01_50_00_1202634.jpg

 

Nem vale a pena revisitar este assunto. Deve existir um entendimento muito especial para tão extensa cobertura aos afazeres, histórias e afins de Bruno de Carvalho. Esperamos que não seja o Sporting a pagar a factura !

 

Não há nada melhor do que um fórum onde se relata eventos e critica-se pessoas como muito bem entendemos,e ninguém presente para nos contrariar. Tendo em conta o espírito de ditador do ainda presidente, já para não referir o seu enorme ego, este é indiscutivelmente o cenário ideal.

 

Entretanto, não satisfeito com o "circo" que lançou na praça, continua a adicionar nomes à notória comissão de "vão das escadas". Nem dá para imaginar a que extremos ele pretende levar esta palhaçada.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 04:08

 

img_467x599$2017_01_01_23_27_52_1202382.jpg

 

Curioso este recente e inesperado interesse do Record em Bruno de Carvalho. Gostaria de dizer que o interesse é no Sporting, mas a evidência à vista contraria essa proposição. Capa de jornal, várias páginas com uma entrevista que é distribuída por várias edições, não sendo bem claro quantas, com o intuito óbvio de dar uma maior visibilidade diária à sua perseguição a mais um mandato no 'trono' do Sporting. Maior interesse, só de figuras associadas ao PSD na tal lista de "vão das escadas".

 

É somente lógico que se questione as razões desta atracção e até se esta surge a troco de uma qualquer contrapartida ainda não revelada. Claro, temos o factor Álvaro Sobrinho da Holdimo, "shareholder" substancial da Sporting SAD e, não por mera coincidência, com ligações à Cofina.

 

Neste nosso Mundo, pouco ou nada acontece por mero acaso e interesses partidários são a ordem do dia, todos os dias. Será necessário mais algum tempo para verdadeiramente compreender o que está sobre, ou debaixo, da mesa nesta situação.

 

Como disse um nosso leitor aqui, com algum humor, creio, "Mais de 80% das notícias sobre o Sporting fazem referência a Bruno de Carvalho. O Record deixou de ser um jornal sobre desporto, mas sim um jornal de gajas descascadas e Bruno de Carvalho".

 

Com o devido respeito, eu até sou grande apreciador das "gajas descasdadas" !

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:30

 

img_770x433$2016_12_27_14_00_13_1201117.jpg

 

... Com expressão angélica para acentuar o momento, Bruno de Carvalho está a surgir aos poucos com a sua estratégia eleitoral, nomeadamente com mais do mesmo que nos confrontou no passado recente, ou seja, 'tenham pena de mim,, não me deixem cair, estou muito sozinho'.

 

Para quem não é facilmente seduzido por meras coincidências, especialmente no mesmo dia em que um candidato à presidência do Sporting vai apresentar a sua candidatura, surgem estes artigos no jornal Record. O bem conhecido vendedor da 'banha da cobra' no seu milieu natural:

 

1 - Em conversa com elementos próximos do presidente dos leões, percebe-se que este não dá nada como garantido. Um exemplo dado a Record reside numa das assembleias realizadas no ano passado, a tal que muitos pensaram estar relacionada com o caso Marco Silva, e que nos dizem ter sido uma forma de Bruno de Carvalho sentir se os sócios estavam a compreender o seu trabalho.

Não se tratava de voltar a sentir-se legitimado, pois o seu projecto havia sido devidamente sufragado; tratava-se, antes, de uma forma de ouvir os adeptos e perceber se estes estavam a compreender o difícil caminho traçado. No fundo, é disso que se trata nesta altura. Bruno de Carvalho tenta ouvir sportinguistas de todos os quadrantes, pois foram muitos os ataques que sofreu, o isolamento que sentiu. A solidão no comando do clube pode tornar-se insuportável, afirmam elementos da estrutura.

 

2 - Bruno de Carvalho sente-se cansado das manobras de bastidores do futebol português. Fonte próxima do presidente do Sporting diz a Record que este ama o desporto em si e o clube que representa, mas que está algo cansado daquilo que entende como os vícios do futebol nacional.

O líder leonino lamenta a influência que estes jogos de bastidores assumem junto de federação, liga e até de instâncias decisórias, as quais entende que deveriam estar imunes a intromissões.

No fundo, Bruno de Carvalho começa a pensar se valerão realmente a pena tantas guerras, sabendo que os sportinguistas poderão estar cansados das mesmas, por verem o presidente demasiado sozinho.

Mas a verdade é que as mesmas fontes nos garantem que, nisso, o líder do clube não está disponível para mudar. Entende que só construindo um Sporting respeitado e que lute por valores e ideais presentes desde a fundação, poderá respeitar verdadeiramente o cargo para o qual foi mandatado em Março de 2013.

 

3 - Bruno de Carvalho (BdC) entende que não deve entregar os destinos do clube a uma candidatura incompetente, sobretudo por existir um plano de crescimento sustentando e negociado com a banca até 2025. Para além disto, o actual líder dos leões sente-se mal por defraudar a enorme onda verde que criou em torno do clube.

Segundo fonte próxima de BdC, este é um dos seus maiores orgulhos. Mais: não desiludir os sportinguistas é algo que o mantém na rota da continuidade. Um ‘pró’ dos mais fortes, aliás.

O jogo de Belém, o último disputado antes do Natal, foi mais uma prova sentida ‘in loco’ do apoio dos sportinguistas, que ‘invadiram’ o Restelo para apoiar a equipa quando esta se encontrava a 11 pontos do primeiro lugar à hora do jogo.

Record sabe que foram centenas as demonstrações de carinho dos adeptos. Como dizer que não a estas pessoas é algo que atormenta o líder mas que não trava o perceber que precisa de mais do que isto para defender o Sporting.

 

Chamem-lhe recados encomendados ou a proverbial venda da banha da cobra, Bruno de Carvalho está em plena campanha eleitoral, campanha esta que visa seduzir os sócios votantes com lastimas do seu comando, sozinho no Mundo.

 

Assunto à parte mas mesmo assim relevante, fui informado por fonte fiel que observadores de scouting têm vindo a ser gradualmente substituidos por elementos das claques. Será verdade ?

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:04

 

img_770x433$2016_11_28_23_07_40_1190798.jpg

 

RECORD – Surpreendeu-o a forma como Rui Vitória foi campeão no Benfica?

JESUALDO FERREIRA – Terá surpreendido muita gente, ele próprio poderá ter ficado surpreendido, mas ele e o Benfica foram campeões de forma meritória. É uma pessoa tranquila, soube ter um discurso de apaziguamento e aglutinação. À medida que o tempo correu, fui percebendo que estava ali um treinador com mãos, com unhas, como se costuma dizer.

R – Foi uma grande vitória de Rui Vitória e uma grande derrota de Jorge Jesus?


JF – No quadro em que as coisas começaram, acho que sim. No ano passado, acho que foi o Rui Vitória que ganhou e o Jorge Jesus que perdeu.
 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:39

Record pede desculpa...

Rui Gomes, em 29.09.16

 

img_770x433$2016_09_28_16_43_25_1162816.jpg

 

Não é a primeira vez e decerto que não será a última. Eis o que Record teve para dizer sobre um lapso editorial seu:

 

«Record atribuiu ontem erradamente uma vaia monumental a Markovic ao minuto 82’ do jogo Sporting-Legia. Erradamente porque o comportamento do público de Alvalade tanto pode ter sido para o jogador sérvio como para o árbitro da partida, que não assinalou uma falta no lance, logo a notícia de Record devia reflectir as duas possíveis leituras. Erradamente também porque o lance não foi ao minuto 82’ mas sim quando decorriam 84.02, logo ao minuto 85’. Aos visados e aos leitores do Record as nossas desculpas».

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 05:00

Ainda a entrevista de Jorge Jesus

Rui Gomes, em 04.09.16

 

img_770x433$2016_09_04_01_15_03_1152238.jpg

 

Mais uma afirmação de Jorge Jesus, na já aqui referida entrevista, concedida ao Record:

 

«Quando cheguei ao Sporting o clube podia dar-me uma coisa e hoje pode dar-me uma muito melhor. Isso foi fruto do trabalho que todos juntos fizemos. Dentro daquilo que foi o mercado perdemos três jogadores fundamentais na equipa: o Teo, o João Mário e o Slimani. O Teo e o Slimani valeram juntos 47 golos. Tenho dúvidas que os nossos avançados marquem tantos golos.

 

Alguns dos jogadores que fomos buscar eu já conhecia, outros não jogavam nos seus clubes. Tirando o Elias, o Bas Dost, o André e o Alan Ruiz, os outros não jogavam nas equipas que estavam. Ouço toda a gente a falar do Markovic e do Campbell, mas o que é que eles fizeram nos últimos dois anos? Acredito nas capacidades deles, sei que são jogadores de grande potencial, mas vamos ver se o conseguem demonstrar no Sporting. Se o Markovic tivesse jogado no Liverpool ao nível que jogou no Benfica, eles não o tinham deixado sair».

 

No que a Teo Gutiérrez diz respeito, Jorge Jesus deixa convenientemente omisso que muito além da pobre atitude do jogador, pelos menos 8/9 dos seus golos surgiram na recta final do campeonato, depois de estar muitos meses sem marcar. É evidente que a história de Slimani é bem diferente. Esperamos não notar a sua ausência pelos golos marcados - será sinal que os recém-reforços estão a produzir - mas, como já aqui referi em várias ocasiões, vamos sentir a falta da sua presença atlética. Poucos, se alguns, pontas de lança no futebol neste momento têm a capacidade para exercer pressão alta sobre uma defesa, até um guarda-redes - Casillas que o diga - como Slimani.

 

Relativamente a Joel Campbell e Markovic, Jorge Jesus tem alguma razão, mas não é uma situação tão líquida como ele a apresenta. Fundamentalmente, faz a afirmação porque sabe muito bem que ambos os jogadores têm talento e confia que treinados por ele e bem arrumados na equipa, produzirão a um mais elevado nível. Então, Jorge Jesus reaparecerá para ser ovacionado na imprensa.

 

De qualquer modo, a sua tese é algo subjectiva, até porque as épocas de 2015/16 dos dois atletas são bem distintas. O Joel Campbell jogou a época inteira no Arsenal, participando em 30 jogos, 20 dos quais como titular, com 4 golos marcados. Ele próprio já comentou esta questão e acho que está à vista, que com outro treinador sem ser Arsène Wenger, Campbell integraria a equipa esta temporada. Salvo analisando cuidadosamente todos os seus jogos, não vejo onde há justa causa para o emprestar, quase como se nada tivesse contribuído até ao momento.

 

A situação de Markovic é diferente - até porque Jorge Jesus já o treinou e sabe muito bem o rendimento que poderá extrair dele. Esteve emprestado ao Fenerbahçe na época passada, participando em 21 jogos, 13 dos quais como titular, com 2 golos marcados, acumulando apenas 1198 minutos de jogo (13,3 jogos). A sua época terminou no mês de Fevereiro, devido a uma lesão. Além do mais, aos 22 anos, ainda oferece margem de progressão. Confesso que desconheço os critérios de Jurgen Klopp para não lhe conceder uma oportunidade no Liverpool na campanha em curso.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:11

 

img_770x433$2016_09_03_21_20_21_1152133.jpg

 

Ainda não li a "grande" entrevista que Jorge Jesus concedeu ao Record - edição deste domingo - e terei de reflectir se a minha tensão arterial está em condições para lidar com a inevitável dose de irritação que, por norma, o treinador do Sporting provoca.

 

Mas mesmo sem a ler, na totalidade, não duvido, minimamente, que terá dois focos principais: o enaltecimento da sua pessoa e louvores sem fim ao presidente. Tivesse eu a certeza de tudo na vida como tenho disto. De qualquer modo, eis algumas declarações de Jorge jesus, em sinopse, para dar início ao expectável debate com os leitores:

 

 - "Quando cheguei ao Sporting, ao fim de um mês quis ir-me embora. Pensei: 'o que é isto?' Mas o presidente deu-me força e disse-me que as coisas iriam resolver-se".
 
Numa só frase, começa por fazer precisamente aquilo que eu antecipei e que já referi. Mas há mais...
 
- "Tudo o que tenho pedido o presidente tem dado".
 
O paraíso de qualquer treinador; ter um presidente que concede todas as exigências. Faz lembrar uma situação muito semelhante de há dois anos, com outro treinador do Sporting. Claro, esse não ganhava 6 milhões/ano !
 
- "Nunca ameacei sair se o Adrien fosse vendido".
 
Era o que faltava !... Nem dá para imaginar como é que esta consideração vem a debate.
 
- "Markovic foi uma grande jogada do presidente".
 
Bem... para começar, a ideia foi dele e não do presidente. Se foi uma "grande jogada", só o passar do tempo e dos jogos dirá. Para já, é evidente que "afastou" mais um talento da casa, veremos no final da época se justificou. 
 
- "Bas Dost não tem o lugar garantido por ser o mais caro".
 
Até acredito que não, se eventualmente levar tempo a integrar-se na equipa e a produzir aquilo para que foi contratado, mas não duvido que Jorge Jesus vai-lhe conceder todas as oportunidades logo a partir do primeiro dia. Não será surpresa alguma que venha a ser titular no próximo jogo, muito embora ainda não tenha treinado com a equipa por estar ao serviço da selecção holandesa.
 
- "O Sporting deu um grande salto".
 
Mais um enaltecimento da sua pessoa. Reconhece-se que há mérito no trabalho de Jorge Jesus e que a equipa está muito competitiva e apta para chegar ao topo. No entanto, para ser honesto, considerando o investimento no próprio treinador e em mais de 20 reforços desde que ele chegou a Alvalade, será que se podia exigir menos ?... A dimensão do "salto" só será avaliado no final desta época, a sua segunda no Sporting. Há títulos a conquistar e tudo o que seja aquém disso, será considerado um insucesso.
 
- "Só um reforço do Benfica paga quase os nossos todos".
 
É uma simples questão de fazer as contas, que eu ainda não fiz, mas Jorge Jesus não deve estar muito longe da verdade neste caso.
 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 05:34

Foto do Dia

Rui Gomes, em 13.03.16

 

img_FanaticaBig$2016_03_12_21_00_18_1075870.jpg

 [Foto: Record]

 

 

Na realidade, o título do post devia ser "Foto absurda do dia", publicada pelo Record, com esta manchete:

 

"ÁREA DO SPORTING TERMINOU NESTE ESTADO"

 

«O forcing final do Estoril em busca do empate ainda agravou o estado do relvado na área de Rui Patrício, como as imagens documentam. O Sporting, recorde-se, bateu os canarinhos por 2-1 e subiu à liderança provisória da Liga NOS».

 

Uma publicação ridícula por parte do jornal - faz-me lembrar quando rasuraram o emblema do Sporting na touca do seu nadador Alexis Santos - ao querer fazer acreditar que apenas 15 minutos de jogo era o suficiente para provocar este estado do relvado na área do guarda-redes, deixando omisso, claro, que na primeira parte a baliza teve um outro "dono".

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:29

 

img_467x599$2016_02_11_01_20_16_1062961 (3).jpg

 

A "oferta" que aparece esta quinta-feira na capa do Record. Bem espero que seja apenas mais uma recorte sensacionalista da comunicação social cá do burgo.

 

Não presumo falar por todos os sportinguistas, evidentemente, mas caso se venha a confirmar, é, na minha mera opinião, uma afronta ao Sporting e a todos os seus adeptos.

 

Depois do que se assistiu no último jogo diante o Rio Ave e ouvir o treinador afirmar que "Teo jogou bem", palavras para o efeito, já é de admitir tudo e mais alguma coisa.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 04:37

Comentar

Para comentar, o leitor necessita de se identificar através do seu nome ou de um pseudónimo.




Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Taça das Taças 1963-64



Pesquisar

  Pesquisar no Blog



Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D




Cristiano Ronaldo


subscrever feeds