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Um trabalho de excelência

Rui Gomes, em 19.07.19

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A capacidade de regeneração do futebol português devia ser objeto de estudo. Um ano depois da notável vitória no Europeu de sub-19, uma nova geração destaca-se na mesma competição. Depois dos 3-0 à Itália na estreia na fase de grupos, o empate (1-1) diante da Espanha (recuperando de desvantagem) deixa os jovens orientados por Filipe Ramos a precisar de apenas um empate com a Arménia para atingir as meias-finais da prova.

Os sucessos consecutivos do futebol português (que se podem medir em presenças em fases finais internacionais e até títulos), em vários escalões e variantes, colocam o nosso país na elite europeia, junto de gigantes como Espanha, França ou Alemanha - tudo nações imensamente maiores e com um número muito superior de praticantes. E considerar um grande falhanço ver os sub-20 a não passar da fase de grupos do Mundial é, por estranho que possa parecer, um bom sinal: estamos a ser mal habituados.

Como se explica logicamente que um país que acaba de chegar aos 200 mil praticantes consiga ser presença tão habitual no topo do futebol europeu? Como não somos de uma espécie diferente, com muito mais talento natural que outros, a resposta só pode ser uma: trabalho e conhecimentos técnicos.

Apesar do ‘embrulho’ nem sempre ser o melhor, o futebol que temos em Portugal, em particular ao nível das bases dos clubes e Federação, é de excelência.

Sérgio Krithinas, Director Adjunto Record, aqui.

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publicado às 02:40

Contra o sebastianismo

Rui Gomes, em 10.07.19

"Mais do que questionar se a Assembleia Geral do passado sábado, em que uma larga maioria aprovou a expulsão do anterior presidente da condição de associado, significou mesmo o fim de um ciclo tétrico e kamikaze no Sporting, aos actuais dirigentes leoninos e a todos que se preocupam genuinamente com o clube deverá agora interessar a análise de o leque de circunstâncias sociais, culturais e económicas que ajudaram a levar ao poder um incorrigível populista e demagogo.

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Até porque só esse exercício ajudará também a compreender como é que, apesar de todas as transgressões e malfeitorias (que nem sequer foram contestadas pelo inculpado no processo de expulsão), se mantêm as coléricas manifestações tribais em torno de uma figura que achava que a sua profissão era ser presidente do Sporting ad aeternum.

O ex-"querido líder" vai, obviamente, continuar por aí, até porque anda desocupado. E não será nada surpreendente que um canal televisivo não resista, um dia destes, a convidá-lo para um qualquer programa de má-língua. Confirme-se ou não, alguns sportinguistas irão continuar a acreditar que o seu guru irá regressar numa manhã de nevoeiro e montado num leão unicolor, qual D. Sebastião à moda da Quinta do Lambert.

É um sentimento de orfandade que acaba por ser natural e humano. E a melhor forma de contrariar a instabilidade criada por tanto ódio e deletério é evitar a hostilidade gratuita a quem continua a gostar do clube, mesmo que momentaneamente denote uma perversa inversão das prioridades.

Será preferível, pouco a pouco, explicar-lhes que aquele movimento profético gratifica excessivamente um dos piores reis da nossa história e o responsável pelo desaparecimento da maior parte da elite portuguesa na insensata batalha de Alcácer-Quibir. E que aquela atracção shakespeariana por um rei desparafusado e imaturo e por alguém que se achava protegido por um desígnio divino já despertou há cinco séculos e, até hoje, sem grande sucesso.

Será também este grande trabalho de pregação que se irá exigir a Frederico Varandas. O presidente do Sporting terá de continuar a reformular as infraestruturas e a formação de Alcochete. Terá também de equilibrar as finanças e inventar novas receitas, ao mesmo tempo que se impõe o investimento sensato (já realizado, em boa parte) no reforço da equipa de futebol.

Deve ainda cuidar e muito acarinhar as restantes modalidades, mantendo-as tão ou mais competitivas. Mas, ao mesmo tempo, precisa encontrar uma mensagem emancipada e suficientemente impactante junto das restantes instituições, dos seus indefectíveis, mas também junto daqueles que nas AG gritam extemporaneamente pela sua demissão.

Esta espécie de quadratura do círculo será porventura um dos seus principais desafios, até por o obrigar a sair um pouco mais da sua zona de conforto. Mas será a melhor forma de contrariar o sebastianismo".

Bruno Prata, jornal Record

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publicado às 04:33

A força da democracia

Rui Gomes, em 06.07.19

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Bruno Fernandes foi eleito o melhor jogador da Liga. E João Félix o melhor jogador jovem. Acredito que até os próprios estão de acordo. Vai aí um grande folclore por causa das transferências de um e outro. Tem piada muito do que se lê e ouve na praça. Mas todos sabemos que o dinheiro que se paga no futebol não tem só a ver com a qualidade dos jogadores. Há tanto, mas tanto mais em causa.

Não é a primeira vez. Mas não deixa de me espantar que mesmo no dia antes de ver votada a sua expulsão de sócio, Bruno de Carvalho consiga, uma vez mais, insultar os sportinguistas: "Sinto vergonha por esta massa associativa me ter destituído para ter esta Direcção." Entendo as dificuldades do ex-presidente em lidar com a democracia. Deu várias mostras nos seus mandatos.

Mas o discurso populista e demagogo não tem o encanto de outrora. Porque apesar de manter uma legião de fãs que faz lembrar o melhor (pior) dos que acompanham Trump e Bolsonaro, há também quem não se esqueça de que foi com Bruno que o Sporting foi o primeiro clube português a entrar em default. Que se esqueceu de pagar os jogadores contratados. Que passou por um dos episódios mais tristes da história do futebol nacional e maior vergonha de um clube centenário. Episódio que o presidente destituído disse que tinha "sido chato". Não é falta de vergonha. É de noção. Têm os sportinguistas a palavra.

Bernardo Ribeiro, Director Record aqui.

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publicado às 13:10

A loucura do mercado

Rui Gomes, em 15.06.19

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São muitos os nomes lançados por empresários, mais ainda os que chegam de pessoas que tudo sabem. E há poucas certezas quando a procissão ainda vai no adro. É a altura de trabalho mais difícil para um jornalista sério. Podem ter-se notícias a cada minuto que passa sim, mas depois corre-se o risco de passar alguns dias a noticiar um jogador qualquer para um grande clube e depois ele acaba no V. Setúbal (Khalid Hachadi).

Na verdade, o actual posicionamento dos grandes não ajuda muito. Os nomes a contratar estão, e bem, fechados entre poucas pessoas das respetivas SAD. Mas depois há um medo incompreensível de dizer que este ou aquele jogador não interessa. Problema? Intoxicado é o leitor, adepto de um qualquer clube, que teima em viver de costas para o mundo da comunicação.

Não é nada de novo. Mas hoje em dia vivemos com alguns directores que não estão para ser incomodados por jornalistas. Pergunto-me para que servirão. Desde que o patrão deles esteja satisfeito, por mim tudo bem. 

Aqui deixamos uma promessa: Nenhum jogador é aqui noticiado se não for confirmado por mais de uma fonte. E assumiremos os desmentidos quando percebermos que eles são justos. Sim, somos dos que erramos. Mas há comunicados que são apenas uma forma de mascarar incapacidade negocial ou falta de coragem para assumir os nomes. Esses não. Aí manteremos a verdade. Sempre.

Bernardo Ribeiro, Director de Record

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publicado às 12:31

Um estilo certo

Rui Gomes, em 13.06.19

Ainda é cedo para fazer um balanço da administração Varandas.

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Do ponto de vista desportivo, no futebol profissional, a época correu acima das expectativas, considerando as adversidades conhecidas do arranque. E não falo só das duas taças; nos sub-23, o Sporting esteve na corrida do título até final e na formação repetiu o título de iniciados, razoável nos juvenis, fraco nos juniores.

Para quem agoirava o colapso no futebol jovem do Sporting, a resposta está aí; restará aos senhores seleccionadores das equipas dos escalões jovens olhar mais para os talentos de Alcochete e menos para o marketing do Seixal, como a recente e prematura eliminação nos sub-20 bem demonstrou.

Será interessante analisar o orçamento para a próxima época, a política de contratações e a gestão financeira, nomeadamente o resgate das VMOC, que tarda e que é crucial para a estabilidade futura da SAD.

O futuro dirá se Varandas esteve à altura e se conseguiu superar os obstáculos externos e internos com que teve, e ainda tem, de se confrontar. Numa coisa acho que já se impôs: no estilo.

Varandas teve o bom senso de fazer duas coisas.

A primeira foi resistir aos clichés do presidente-vedeta, do presidente-providência ou do presidente-omnipresente.

A segunda foi assumir-se tal e qual é, sem subterfúgios, evitando o ridículo de presidentes que leem discursos redigidos por outros ou que vivem a mandar recados, por interpostos assessores de comunicação.

Os protagonistas no Sporting voltaram a ser os jogadores e o treinador; acabaram-se de vez as voltas olímpicas e a bajulação interesseira das claques.

O presidente do Sporting tem intervindo publicamente quando e sempre que é necessário, no seu registo próprio, que não sendo um modelo de oratória tem o mérito de ser genuíno e directo.

Acho que o Sporting só ganha em se demarcar do modelo de dirigismo da concorrência, que criou um ambiente insuportável de peixeirada durante o campeonato transacto e que vive em disputas laterais, que desacreditam o futebol.

Aqui, como noutras coisas, o Sporting é (agora) diferente.

Carlos Barbosa da Cruz, jornal Record

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publicado às 05:04

Félix e os números

Rui Gomes, em 11.06.19

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À medida que os dias de mercado avançam, parece cada vez mais claro que dificilmente João Félix será jogador do Benfica na próxima época. Há muita gente com muito dinheiro interessada no jovem de 19 anos e, as recentes declarações de Luís Filipe Vieira aos sócios, na última assembleia geral, colocando a decisão nas mãos do jogador e da sua família, indicam que o próprio Vieira já começou a abrir caminho para mentalizar os adeptos para a saída do actual mais promissor futebolista da formação dos encarnados.

Apesar das permanentes injeções de dinheiro que o futebol europeu tem levado nos últimos anos, a verdade é que ainda estamos longe de imaginar que seja possível que alguém pague 120 milhões de euros por um miúdo de 19 anos do campeonato português, com apenas 90 minutos de jogo na Champions, cinco meses como titular no Benfica e uma única internacionalização A. Se isso acontecer, como todos os responsáveis do clube têm garantido, será um negócio absolutamente excecional.

Qualquer valor que faça de João Félix o futebolista mais caro de sempre a sair de Portugal teria de ser considerado, realisticamente, bom para o Benfica. Mas, depois de tantas garantias de que não sairá por menos de 120 milhões, será bem mais difícil conquistar as massas através dos números.

Sérgio Krithinas, Director Adjunto Record, aqui.

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publicado às 13:28

Dia de Portugal

Rui Gomes, em 10.06.19

História. Eis o que fez ontem, uma vez mais, a Seleção Nacional. Portugal conquistou a 1.ª edição da Liga das Nações e juntou ao Euro mais um cetro, demonstrando um domínio do futebol europeu verdadeiramente impressionante.

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Este grupo de jogadores, o seu indiscutível líder Cristiano Ronaldo e o timoneiro eng. Fernando Santos entraram num grupo restrito de heróis nacionais. Para eles, como para nós, o feriado é mais do que merecido. Hoje é dia de Portugal. Dificilmente a conquista poderia ter acontecido num dia melhor, para todos podermos saboreá-lo.

Bernardo Silva foi considerado o melhor jogador do torneio. E foi, de facto, enorme. Mas perdoem-me a vénia ao do costume. É que ontem Portugal jogou mais, foi superior e mereceu a vitória, que chegou com o golo de Guedes. Mas frente à Suíça, quando jogámos menos do que devíamos, foi Cristiano quem disse presente e nos brindou com um hat trick salvador. Simplesmente brutal.

Dedo do treinador no triunfo do Dragão. Fernando Santos foi muito mais certeiro no sistema e onze utilizados com a Holanda do que no primeiro jogo. A crítica deve ser feita, mas não se pode esquecer o elogio. E o agradecimento. O engenheiro conquistou mais um título para o país. E isso nós nunca esqueceremos. Obrigado a todos.

Bernardo Ribeiro, Director de Record, aqui.

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publicado às 15:24

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 09.05.19

 

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"(...) O desequilíbrio crescente do campeonato é uma realidade. A tendência não é nova e tem-se agravado nos últimos anos, desde que a UEFA começou a colocar os clubes da Champions a nadar em dinheiro. Mais: não é um exclusivo do português – basta olhar para o que acontece habitualmente em Espanha, França, Itália ou até na Alemanha, apesar da temporada mais atípica do Bayern. Os grandes estão cada vez maiores, em alguns casos maiores do que as próprias ligas.

 

O grande paradoxo é ver que são grandes de Portugal os primeiros a pedir proteção antes das jornadas europeias, argumentando que estão a representar os interesses do país e a contribuir para o ranking. Nada mais falacioso: o ranking de clubes da UEFA é algo que não aquece nem arrefece 14 ou 15 equipas do campeonato. Fazê-las submeterem-se aos interesses das maiores é contribuir para a ditadura".

 

Sérgio Krithinas, Director Adjunto Record

 

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publicado às 05:32

 

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A generosidade do jornal A Bola - ao dedicar meia página à conquista europeia da equipa de futsal do Sporting - é algo surpreendente, mas o Record, pela evidência à vista, nem se deu ao incómodo de disfarçar as suas prioridades.

 

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Já o jornal O Jogo recomenda o uso de uma lupa para se ler a notícia sobre o Sporting. Não se esperava muito, mas isto é nada menos do que ridículo.

 

Ficamos a saber, portanto, que a vitória dos encarnados em Braga, mesmo com arbitragem polémica à mistura, é mais importante que a conquista da Liga de Campeões de Futsal por uma equipa portuguesa.

 

Mais palavras para quê ?

 

P.S.: A publicação do cartoon do dia, obra de Henrique Monteiro, a ilustrar o menino prodígio a "mergulhar na piscina", fica para mais tarde. 

 

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publicado às 04:47

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 15.04.19

 

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Os três grandes venceram de forma clara e a boa notícia é que, pelo menos esta semana, não haverá extensímetros ligados ou com discussões sobre foras de jogo de cabelos.

 

Na Luz, o SL Benfica repetiu o resultado da quinta-feira europeia, mostrando as mesmas virtudes e defeitos: muita qualidade na frente e alguma tremedeira em situações em que se exigia um controlo maior da bola e do próprio jogo. Palmas para o V. Setúbal, que soube encarar o adversário e não se deixou afundar com o golo sofrido aos 2’.

 

Quem deu a entender que até já desistiu mesmo antes do jogo começar é o Marítimo, a próxima equipa a visitar a Luz. Edgar Costa e Joel Tagueu forçaram amarelos diante do Feirense que os deixam de fora do jogo com o Benfica, juntamente com Zainadine.

 

Na UEFA, quem ousa fazer algo semelhante é punido com um jogo extra de suspensão, no mínimo; em Portugal, os regulamentos nada prevêem. Petit – louve-se, pelo menos, a honestidade – assumiu que se tratou de uma mera estratégia, lembrando que também tinha poupado futebolistas no encontro do Dragão com o FC Porto.

 

O Marítimo até pode acabar por obter um resultado positivo na Luz, mas ninguém de bom-senso pode achar que será mais fácil sem alguns dos melhores jogadores. Este é um problema da prova: o desequilíbrio é tal que já chegámos ao ponto em que alguns jogos não vale a pena disputar. Vamos assobiar para o ar?

 

Sérgio Krithinas, Director Adjunto Record

 

Nota: "Louve-se, pelo menos, a honestidade de Petit"... ???

 

Octávio Machado: "A confissão de Petit é uma vergonha".

 

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"O problema do futebol português é não se poder ser verdadeiro e diferente dos outros. A gestão do plantel deve ser feita pelo chefe de equipa que é o Petit, que procura geri-lo da melhor forma e tem de o fazer da forma que lhe pode garantir mais pontos.

 

A verdade às vezes é dura. E também é cruel para quem é verdadeiro. As pessoas podem interpretar da forma que quiserem, mas a nós compete-nos gerir, pois na hora da aflição ninguém nos deita a mão".

 

Carlos Pereira, presidente do Marítimo (hoje)

 

O mesmo que em 29 de Abril de 2013, no dia de jogo com o Benfica, disse isto:

 

"Ambas as equipas vão querer vencer. Nada farei para que o Benfica não seja campeão, mas também nada farei para que o Marítimo não vá à Liga Europa".

 

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publicado às 12:00

Competência de grandes

Rui Gomes, em 14.04.19

 

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Um sábado gordo para Sérgio Conceição e Marcel Keizer. O primeiro venceu com inteira justiça e sem espinhas em Portimão, com a equipa a responder presente após Liverpool. O segundo mostra ao SC Braga que está a levar a sério a questão do pódio e com isso a reafirmar de forma séria o estatuto de grande que os homens do Minho almejavam. 

 

Marega acabou com o jejum, Brahimi mostrou compromisso com o objectivo da época e isto num jogo sem casos, a não ser o relvado artístico de Portimão, bonito de facto, mas péssimo para se perceberem os foras-de-jogo. Felizmente foi tudo claro. Ou teríamos conversa para a semana toda.

 

Na Vila das Aves um triunfo que é uma demonstração clara de força do grupo treinado por Keizer. Perder o guarda-redes aos quatro minutos, sofrer o golo do empate num penálti cometido pelo homem que entrou e ainda assim dominar e ganhar de forma claríssima por 3-1... eis algo que parecia impossível aos leões há algum tempo.

 

A verdade é que o técnico holandês soma a sétima vitória consecutiva e consegue superar uma luta pessoal com o seu homólogo Abel Ferreira que chegou a parecer perdida. Para além disso, há Luiz Phellype, o avançado económico que vai marcando.

Sim, também ainda houve Bruno Fernandes, mas isso quase já não é notícia. Que craque o capitão leonino!

 

Bernardo Ribeiro, Director jornal Record

 

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publicado às 11:20

O pior vem a caminho ?

Rui Gomes, em 10.04.19

 

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Se isto é de algum modo indicativo do que vem a caminho, não será exagero algum esperar o pior.

 

A outra questão que nos afronta de momento, é esta informação ter chegado às mãos do jornal Record antes de ser divulgada aos sócios (e adeptos) do Sporting. Isto, partindo do princípio que corresponde à realidade dos factos.

 

Esta antecipação de informação tem em vista informar ou destabilizar ?

 

Nota: Retirei todas as ligações a reportagens do Record  porque me chamaram a atenção que são "Premium", ou seja, a pagar, o que eu desconhecia.

 

Deixo aqui a ligação a uma reportagem da Tribuna Expresso, com um breve resumo do que constam as notícias desta quarta-feira sobre a Auditoria Forense do Sporting.

 

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publicado às 03:32

Campeão de uma só cor

Rui Gomes, em 09.04.19

 

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A guerra Benfica-FC Porto está a atingir níveis que chegámos a julgar impensáveis. As acusações sucedem-se e vão do ataque aos árbitros, de campo ou VAR, até à honorabilidade das equipas adversárias, vide as dúvidas dos encarnados em relação ao Feirense. Se havia quem pensasse que o desaparecimento de Bruno de Carvalho da cena pública iria melhorar o debate e comportamento dos clubes, a esta altura já deve ter percebido que o ex-presidente leonino não era o único problema. As culpas pelo nojo vigente têm de ser repartidas por mais gente e emblemas. 

 
O principal problema das duas cruzadas pela verdade desportiva é encerrarem uma questão péssima para a liga; ganhe quem ganhar, seja Benfica ou FC Porto, só os adeptos desse clube acreditarão no título. O facto de ambos terem as respectivas máquinas de propaganda a bombardearem diariamente o espaço público com a verdade a que acham que os adeptos têm direito vai fazer com que mais ninguém acredite na justiça da conquista. A cada ataque que fazem um ao outro, águias e dragões diminuem o significado do título que perseguem. Não no acesso aos milhões da Europa. Mas aos olhos de todos nós. E isso é uma pena...".
 
Bernardo Ribeiro, Director jornal Record
 

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publicado às 04:48

Os corredores do poder obscuro

Rui Gomes, em 27.03.19

 

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"César Boaventura e Vítor Catão. Uma boa imagem do lado podre do futebol português. O mais grave de tudo isto, mais ainda do que as acusações feitas, que valem o que valem até serem validadas pela justiça nacional – e esperemos que haja alguém que averigue tudo isto, porque no meio de tanta sujidade algo se deverá encontrar – é estes serem agentes do nosso desporto. Como chegam estes homens aos corredores do poder? Como são próximos de presidentes? Em que expedientes estão metidos? Assustador".
 
Bernardo Ribeiro, jornal Record
 
 

Dependendo do contexto, obscuro pode ter diversas acepções:

 

1 – Obscuro pode qualificar algo sombrio, medonho, tenebroso, pouco promissor, lúgubre, inquietador.

 

2 - Obscuro, no sentido figurado, é algo difícil de entender, confuso, enigmático para se decifrar, algo que não está claramente visível ou declarado.

 

3 - Obscuro também pode ser algo desconhecido, ignorado, encoberto, de que não se tem informações ou que não se destacou.

 

4 – Obscuro é algo que não se define, vago, confuso, que não se distingue.

 

Será que tudo isto serve para descrever com exactidão a actualidade do futebol português?

 

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A previsível capa do previsível Correio da Manhã

 

*** Reportagem do Record , esta quarta-feira, com título bem visível em letras douradas ... "Notáveis desacreditam polémica com Catão"

 

"Record contactou cinco notáveis benfiquistas e a maioria deixou claro que as acusações fundamentadas pelo director do São Pedro da Cova ao Benfica e a Luís Filipe Vieira não devem ser tidas em conta. "Isso é de gente que não merece qualquer credibilidade...".

 

Até poderemos subscrever essa adjectivação, mas nem por isso deixamos de reflectir... o César Boaventura é "gente" credível, apenas por ser amigo da casa ?

 

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publicado às 03:19

Que Rui Pinto não se iluda

Rui Gomes, em 25.03.19


«"Portugal está podre!" - atirou Rui Pinto no dia em que, na Hungria, conheceu a decisão do tribunal em extraditá-lo para Portugal.

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A expressão chocou parte da ‘intelligentsia’ nacional, a mesma que, nas suas fragilidades e dependências, alimentaram o sistema que levou ao colapso do BES. "Está podre?!" Não. Não está. Como pode estar podre um País cujos apoios aos bancos já custaram, em nove anos, a partir de 2008 — segundo o Tribunal de Contas — 16,8 mil milhões de euros? Como pode estar podre um País que obrigou os contribuintes a financiar este custo, faltando depois dinheiro para investimento público e para melhorar a qualidade de vida dos portugueses?

 

Como pode estar podre um País que, confortável perante a apatia dos "coletes anémicos", se diverte a "bastonar" sem piedade os contribuintes, chamados a pagar todos os abusos, os dislates e os ‘chás dançantes’ das elites — de direita e de esquerda —, nada preocupados em fazer pagar a factura aqueles que são os verdadeiros culpados do gigantesco buraco em que colocaram o País?

No futebol, não sei se é melhor ou pior, mas o mal é semelhante e resulta tudo da mesma causa: o sentimento de impunidade. Como o Apito Dourado não teve as consequências que deveria ter tido, e não obstante a evolução que o sistema judicial conheceu em Portugal nos últimos anos, continua a achar-se que a construção de um novo poder ou a alternância de poderes se pode fazer numa mesma base de viciação orgânica. Pode mas não deve.

Aliás, esse é precisamente o problema de visão de Luís Filipe Vieira, presidente do maior clube desportivo português, em número de adeptos e em capacidade de gerar receitas e faturação acima de todas as entidades rivais.

 

Está a fazer uma boa gestão, assente desportivamente em pilares de desenvolvimento e crescimento interessantes, mas é incapaz de travar todos aqueles que vão projectando uma imagem tremendamente negativa do clube, seja nos espaços televisivos de debate, seja através de pontas-de-lança que enxameiam as redes sociais, seja através de intermediários que, montados em cima de ‘boas aventuranças’, metem-se em assuntos que nada têm a ver (ou têm?!) com transferências de jogadores.

Na verdade, bastava a Luís Filipe Vieira e a Jorge Nuno Pinto da Costa enterrarem de vez estes prosélitos do futebol marginal para tudo começar a mudar. A sensação que se colhe é a inversa; é a percepção de que precisam desses ‘anfíbios’, capazes de se moverem em qualquer tipo de ambientes e terrenos, mesmo os mais enlameados, para fazer a afirmação do seu poder. Talvez seja uma questão de e da natureza.

 

E por isso eu tenho sugerido a Luís Filipe Vieira que se agarre aquilo que verdadeiramente interessa (o cumprimento do seu projecto, nas vertentes desportiva e financeira), fechando a botija de oxigénio a quem se sente confortável com aquilo que eles consideram ser o patrocínio do Benfica, achando-se por isso ‘intocáveis". Não serão afinal Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira mais próximos do que aparentam?…

 

Um excerto da crónica semanal de Rui Santos, no jornal Record.

 

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publicado às 12:55

 

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1. O que pensa das duras críticas feitas por José Maria Ricciardi à liderança de Frederico Varandas? 

"Conheço o dr. Ricciardi muito bem e estou muito surpreendido. É de um messianismo completamente despropositado. Foi copiosamente derrotado nas eleições e mais do que Messias, precisamos de paz e responsabilidade. Tenho estima pessoal por Ricciardi, mas não me revejo minimamente nisto".


2. E como classifica a liderança de Frederico Varandas até ao momento? 


"Acho que procura construir algo após uma situação calamitosa. Sempre fui um crítico do estilo e conteúdo da última Direcção, não apenas após Alcochete. Varandas poderá não ter acertado sempre, mas tenta reerguer o Clube com humildade, discrição e uma equipa jovem que terá de, por vezes, errar. Mas a herança era terrível".

3. Do que precisa então o Sporting?


"De muita paz e estabilidade. De sócios unidos, que tenham paciência. Isto parece-me fundamental. Messias e salvadores da pátria tiveram um efeito terrível no clube, tanto no passado recente, como mais longínquo. É uma das explicações para a ausência de títulos. Repito, é preciso paz. Sem ela, não se faz nada.»

 

Bernardo RibeiroDirector de Record

 

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publicado às 04:17

O leão, lições e venha a Liga

Rui Gomes, em 29.01.19
Após um dia de festa merecida com a conquista da Taça da Liga e o pomposo e enganador título de campeão de inverno, eis que o Sporting está de volta à normalidade e com Varandas a arrumar a casa. Não se pode dizer que o período de mercado esteja a correr mal.
 

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A chegada de Tiago Ilori é apenas mais uma boa notícia, por muito que o regresso do central seja uma aposta de risco. Os leões não têm capacidade de investimento para jogadores de primeira linha e tentar fazer renascer o talento de alguém que em miúdo parecia destinado ao sucesso, pode valer a pena. Vai depender de Keizer, mas ainda mais do jogador. Há muito quem não tenha uma oportunidade assim. 

 
Por muito que Sp. Braga e FC Porto tenham dificuldades em engolir o triunfo leonino, a verdade é que este foi merecido. Dá um pouco a ideia de que ambos subestimaram a equipa de Keizer. Quem ouviu Abel e Sérgio ficou com a sensação de que estão os dois convencidos de que foram muito superiores. Esquecendo, porém, que no futebol é preciso marcar mais do que o adversário. Há lições a tirar das derrotas. Esta é clara. 
 
A Liga vai regressar. O FC Porto sentirá o abalo? O Benfica confirmará as melhorias? O Sp. Braga é candidato a algo? Que Sporting depois de uma conquista? O futebol segue dentro de momentos.
 
Bernardo Ribeiro, jornal Record
 
 
Ao parágrafo em que Bernardo Ribeiro comenta a contratação de Tiago Ilori, anexamos a opinião do leitor Pepeu:
 
"Tiago Ilori não me entusiasma, seja pela forma como será sempre visto com algum estigma, seja sobretudo por ser alguém que não evoluiu na exacta medida daquilo que se perspectivava dele.

Hoje em dia é um jogador perfeitamente banal, igual a tantos outros, que só um clube como o Sporting se lembraria de ir rebuscar...

Vamos lá a ver!

O Sporting investe em estrutura técnica e dirigente. Reforça-se com supostos elementos que oferecem maior competência à sua gestão desportiva e, no meio de tanto trabalho em "scouting", o melhor que consegue é ir buscar este?!...".
  

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publicado às 04:04

Melhorar a manta curta

Rui Gomes, em 11.01.19

 

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"Sem dinheiro para milagres de qualquer espécie e com um clube para reorganizar, Frederico Varandas vai tentar em Janeiro dar ao plantel leonino mais qualidade, ainda que sem grandes nomes para titulares à primeira vista. Investimentos pequenos e cirúrgicos, aliados a saídas de jogadores claramente excedentários e a quem nem José Peseiro nem agora Marcel Keizer reconhecem qualidade.

Pode parecer pouco mas não é. O Sporting tem hoje um onze interessante, mas a que falta claramente banco para poder aspirar a mais. Defendo que o leão não é candidato ao título porque saiu demasiado enfraquecido do terror em Alcochete e é precisamente nas segundas linhas onde é necessário dar um pulo de grande qualidade.

O Sporting não pode paralisar de medo quando não tem um titular. Uma onda de lesões é uma coisa. Perder em Tondela porque não se tem Bas Dost é outra. Até porque neste caso fica por perceber por que não foi chamado e utilizado Luiz Phellype. Quem joga e marca no Paços de Ferreira não precisa assim de tanta ambientação. Diria que aqui foi Keizer quem falhou e não o plantel. Ao contrário de Guimarães, onde a coisa pareceu não dar para mais.

Os leões estão hoje muito longe de FC Porto e Benfica. Recuperar passa também por isto. Mais qualidade".

 

Bernardo Ribeiro, jornal Record

 

 

Nota: Montero sofreu um traumatismo no tornozelo direito numa das sessões de treino desta semana e está em dúvida para o jogo de sábado. Com ou sem ele, veremos se desta vez Luiz Phellype é chamado por Marcel Keizer.

 

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publicado às 04:16

Cristiano Ronaldo comenta Alcochete

Rui Gomes, em 31.12.18

 

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Record - Tem o Sporting no coração. Como acompanhou todas as notícias da invasão da Academia de Alcochete? Estupefacto? Incrédulo? Indignado?

 

"Um pouco disso tudo e também preocupação pelos amigos que tinha e tenho no plantel. Por outro lado, um grande sentimento de tristeza por ver uma situação destas acontecer no Clube do meu coração, que acabou por sair também fortemente prejudicado".

 

Cristiano Ronaldo em entrevista, hoje publicada na íntegra na edição impressa do Record.

 

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publicado às 04:16

 

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Nani concedeu uma entrevista ao jornal Record, publicada esta quarta-feira. Eis algumas das suas considerações que considero de maior interesse:

 

Regresso ao Sporting

 

"O que aconteceu no clube deu-me ainda mais força para vir. Queria estar tranquilo e desfrutar de jogar futebol. Tinha mesmo de ser aqui, em casa, no meu clube. Foi aqui que cresci e saltei para grandes palcos. Deixei muito dinheiro para trás, mas já não é a primeira vez. Quando fui para o Valência tinha propostas milionárias da China, que bateu muitas vezes à porta.

 

Nasci para jogar futebol, é a minha paixão, se não tivesse já ganho muito dinheiro, poderia ir para a China, mas como já ganhei algum, posso dar prioridade à família e a mim, como jogador".

 

A derrota em Guimarães e o título

 

"A derrota não vai afectar o nosso crescimento porque os processos continuam a ser assimilados, e esse crescimento não vai sair beliscado. O treinador já nos tinha dito que não iríamos ganhar sempre, não há drama. Vamos trabalhar para voltar às vitórias.

 

Ainda é muito cedo para se falar em corrida ao título. A meio da segunda volta sim, se estivermos nessa posição, a dois pontos do líder, por exemplo. Aí sim poderemos falar de título. Por agora, há muita corrida pela frente e temos é que mostrar qualidade, evolução e humildade".

 

José Peseiro

 

"Acho que fez um bom trabalho, não era nada fácil estar no seu lugar. Segurou o plantel, juntamente com os jogadores mais experientes. O nosso objetivo inicial era ganhar pontos e autoestima e foi isso que conseguimos. Só que houve sempre uma contestação em relação à forma como ganhávamos. Não era bonito, sempre no esforço, na raça. Mas eu sempre disse que mais valia ganhar mal, porque poderíamos e iríamos melhorar.

 

Nunca pensei que pudesse sair. Foi uma decisão que nos surpreendeu a todos porque foi muito rápido, mas as razões foram explicadas e tivemos de concordar. Somos jogadores, e não somos nós que tomamos as decisões e por isso não temos de opinar sobre nada".

 

Alcochete

 

“Já ninguém se lembra disso! Quem gosta e vibra com o futebol já esqueceu. As pessoas que sofreram mais com essa situação já não se lembram. Não vale a pena falar mais sobre isso, pois a maioria tenta ao máximo que não se fale. Se falarmos, recordamos”.

 

Bruno Fernandes

 

 “Não foi o Bruno que tomou esta decisão [de rescindir contrato]! Talvez um empresário, um familiar. Fizeram-lhe a cabeça e ouviram os ‘dlim-dlims’ [faz o gesto de moedas a cair]. Disseram-lhe logo que era uma oportunidade e uma hipótese de encaixar uns 5 milhões… É aquela ilusão! Por causa disto, muitos dão tiros nos pés, pois esquecem-se que, para enriquecer no futebol, é preciso jogar à bola”.

 

O anti-jogo em Portugal

 

“Não sou a favor do antijogo, não gosto de ver um jogador a ficar no chão a reclamar. Aqui, em Portugal, é uma pouca-vergonha, desculpem-me dizer isto, mas é uma coisa que temos de melhorar.

 

Fomos jogar com o Santa Clara e o lateral-esquerdo, o Mamadu, um gajo cheio de músculos que até me enervou. Cada vez que lhe tocava era ‘ahhh’! Eu só lhe disse: ‘Estás sempre a gritar, mano’…. Até o árbitro disse que era verdade e pediu-lhe para parar com os gritos. Qualquer toque com a mão na cabeça, por trás, ouve-se um ‘ahhh’! Também grito, não digo que sou um santinho, mas não é em todos os lances. É só sentir que estão pressionados e sentem um toquezinho. Não dá para jogar futebol assim!”.

 

A saída de José Mourinho do Manchester United

 

“É um grande treinador, com um excelente currículo e que já demonstrou, várias vezes, que é um dos melhores do Mundo. Os resultados não aconteceram, mas sabemos que este tipo de processos levam tempo.

 

O problema é que um clube como o United não pode, nesta altura, esperar tanto tempo como há uns anos, quando Ferguson pegou na equipa. Ele esteve 10 épocas sem ganhar o título!”

 

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publicado às 03:17

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