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Comunicado do Sporting à CMVM

Rui Gomes, em 15.11.14

 

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O Sporting enviou um Comunicado à CMVM, esta sexta-feira, em que divulga a assinatura do "Acordo Quadro de Reestruturação Financeira" entre, por um lado, a Sporting SAD, o Sporting Clube de Portugal (SCP), a Sporting GPS, SA e  Sporting Património e Marketing, SA (SPM) e, por outro lado, o Banco Comercial Português, SA e o Novo Banco, SA.

 

O mercado também foi informado que a Sporting SAD exercerá o direito de opção de aquisição da totalidade das Unidades de Participação (UP's) do Sporting Portugal Fund, que lhe permitirá recuperar a totalidade dos direitos económicos relativos a 17 jogadores, pelo montante total de 12,65 milhões de euros.

 

O Comunicado, que inclui a lista dos 17 jogadores, está disponível aqui.

 

Também se encontra disponível aqui, uma outra lista que divulga os detalhes sobre os passes de 25 jogadores, inclusive dos 17 acima referidos no Comunicado à CMVM.

 

Ainda relacionado com a mesma temática, pode ler aqui o anúncio de Bruno de Carvalho durante a "Noite Verde na Batalha" que decorreu esta sexta-feira.

 

publicado às 05:24

 

A temática vem a debate novamente pela intervenção, em comentário "off-topic", pelo leitor JMR, relativamente a uma recém-entreviststa do presidente do Sporting ao Diário Económico. Comentou o leitor:

 

«Não tem a ver com o tema , mas já agora, para descansar umas mentes mais inquietas:

 

De onde vão chegar os investidores ?

Conseguimos o equilíbrio operacional muito antes do previsto e tudo será feito dentro do plano, tendo em conta necessidades de financiamento adicionais transmitidas e aprovadas pelos associados. Por exemplo, uma linha adicional de 30 milhões de euros que tem estado a ser usada na nossa actividade. Isto vem demonstrar que a grande preocupação que agora se quer transmitir pelos investidores não deve ocupar muito a mente dos sportinguistas, pois sabíamos que a entrada só iria acontecer no momento da fusão. Temos uma linha de 18 milhões cedida nas negociações com a banca, está a ser utilizada e será paga após  fusão com o aumento de capital. Para a reestruturação estar terminada falta fazer a fusão, os aumentos de capital e a passagem de parte da dívida. Os estatutos dos benefícios fiscais e o código do IMT para qualquer processo de reestruturação de empresas, nomeadamente no que a fusões diz respeito, têm previstas isenções e aguardamos o seu deferimento. Quando houver isenções, creio que 30 dias depois poderão ser feitas ests operações todas e terminar de vez com esta reestruturação.

 

Tirado da entrevista de Bruno de Carvalho ao Diário Económico.»

 

Resposta ao leitor por Desert Lion, pessoa entendida nesta matéria:

 

«Bom seria que as palavras do presidente do SCP correspondessem à verdade. No entanto, como poderá facilmente ver no último Relatório e Contas da SAD, ignorando transacções de jogadores, continuamos com um deficit Operacional + juros de mais de 10 milhões de euros por semestre. Não se nega, de qualquer modo, que houve uma evidente melhoria nas contas apresentadas face ao semestre homologo do ano anterior, mas também não se deve embandeirar em arco e vir com afirmações que só servem para confundir quem as ouça.

 

Caso o semestre corrente tenha semelhante comportamento, o deficit global anual da Sporting SAD será ligeiramente superior a 20 milhões de euros. Ora, na minha opinião, esta não é uma situação equilibrada, pois obriga-nos a ter mais valias na transacção de jogadores num montante suficiente para, pelo menos, cobrir esse deficit.

 

Uma vez que na próxima época se prevê que venhamos  participar na Liga dos Campeões, os Proveitos deverão aumentar por essa via. No entanto, também deverá ser na próxima época que iniciaremos a liquidação do capital dos vultuosos créditos que mantemos na Banca, pelo que a obrigação de ganharmos mais de 20 milhões de euros em transacções vs amortizações deverá manter-se mais ou menos inalterada.

 

P.S. Para simplificar o comentário, não me refiro aqui a diferenças entre "cash-flow" e resultados antes de impostos. Sendo tal diferença real, não será de significado relevante, até porque não contabilizamos também nas contas operacionais, os desembolsos referentes a  contratações a efectuar.»

  

publicado às 03:47

Assembleia Geral sem surpresas

Rui Gomes, em 30.06.13

A Assembleia Geral do Sporting que contou com a presença de 1351 sócios decorreu sem surpresas algumas, com o plano de reestruturação financeira a ser aprovado por 97 por cento dos sócios. Segundo o que é possível apurar neste momento, não houve qualquer contestação em relação a nenhuma das propostas do Conselho Directivo. Reservamos para mais tarde um comentário mais alargado sobre a reunião magna.

Um breve reparo, sobre uma das intervenções do presidente do Sporting: «Não criem fantasmas onde não os há. O financiamento vai ajudar e vamos manter a maioria do capital. É melhor que a banca tome conta do Sporting em 2025 do que agora. E nesse ano tudo será diferente. Não façam contas estúpidas.»

Devo ser eu que estou desactualizado, decerto, mas é assim que um presidente de um clube como o Sporting se dirige a uma assembleia de sócios ? "Não façam contas estúpidas" !

Estou com curiosidade em saber se algum sócio se deu ao atrevimento de levantar a mais pequena dúvida sobre qualquer uma das propostas apresentadas. Sabe-se que Daniel Sampaio tinha um papel predestinado a desempenhar e não desiludiu com um discurso a arrasar a direcção anterior. Tudo normal portanto !

 

publicado às 20:30

A 7.ª vida do Sporting

Rui Gomes, em 27.06.13

 

O título do post é o titulo do artigo de opinião da autoria de Pedro Santos Guerreiro - jornal "Record" - que provocou o comunicado crítico do presidente do Sporting:

 

«A reestruturação financeira do Sporting é inteligente, opaca, inclui um perdão de dívida e evitou cenários radicais de recuperação ou insolvência. Agora, basta comparar com Portugal: o Sporting está intervencionado. Está sujeito a uma "troika": BCP, BES e Álvaro Sobrinho.

 

A "troika" são os credores. O Passos de Coelho da história é Bruno de Carvalho, a quem falta ainda um Vítor Gaspar, que há de ser apontado pelos bancos. Também o Sporting terá de cumprir limites impostos pelos credores, de custos, vendas e compras de jogadores, e de contas operacionais. Mas, ao contrário de Portugal, o plano do Sporting não tem data de saída. E desconhecem-se muitos detalhes, o que a transparência desaconselha, porque a SAD tem investidores e o clube tem associados. E porque os outros clubes têm direito a  saber. Há um perdão de dívida bancária disfarçado neste processo. De quanto ?

 

Os investidores angolanos (Álvaro Sobrinho e amigos) não injectam dinheiro, convertem dívida em capital. Essa dívida terá sido contraída em Fevereiro com Godinho, estava o Sporting desesperado para pagar salários. Sobrinho emprestou, contra garantias dos passes de jogadores. E agora aceitou converter essa dívida em acções do Sporting, assumindo risco. Foi Sobrinho quem fez um favor ao Sporting, não o contrário.

 

Segue-se um investimento de quase 19 milhões de "históricos" do Sporting, encabeçados por José Maria Ricciardi e Sikander Sattar. Ironicamente, o clube "Stromp", que esteve com Bettencourt e com Godinho, e que Bruno de Carvalho tanto criticara, é de novo aliado.

 

A factura financeira cai. Fic a faltar o que sempre faltou nas reestruturações anteriores: liderança desportiva e boa gestão. Mas o clube pode agradecer mais esta oportunidade. Afinal, o leão é um felino. Como o gato, tem sete vidas. Esta é a sétima.»

 

Observação: Não me sinto apto a ajuizar o que o presidente do Sporting considerou de mais grave neste escrito. Sem dúvida que é deselegante para com o Sporting e, de certo modo, para com a sua pessoa, mas por falta de dados não nos é possível determinar a especificidade das "mentiras graves" aludidas por Bruno de Carvalho no comunicado. Se o presidente tivesse elaborado um pouco mais, seria possível, porventura, compreender melhor onde o autor "revela incompreensão e incapacidade de correcta análise". A referência a uma "troika" por Pedro Santos Guerreiro não prestigia o Sporting, sem dúvida, mas o estado actual das coisas torna o Clube vulnerável a essa interpretação extrema. Já a referência a um "perdão" ou a um "perdão disfarçado" só o Conselho Directivo do Sporting e a própria Banca poderão esclarecer. Neste contexto, pode muito bem existir uma intenção deliberada do autor em colocar pressão no Sporting e na Banca e alertar clubes rivais, a exemplo da reacção pública de Luís Filipe Vieira de há uns tempos atrás sobre esta exacta consideração. Neste e em outros contextos, concordo, na integra, com a afirmação do presidente: "Num mundo muito condicionado pela comunicação social, o difícil é provar que visibilidade é sinónimo de competência."

 

publicado às 20:22

 

Pelo importante momento que atravessamos na história do nosso Sporting e além do excelente trabalho que aqui apresentamos hoje - perdoem-me a imodéstia - da autoria de Desert Lion, sobre o plano de reestruturação financeira proposto pelo Conselho Directivo que será apresentado aos sócios em Assembeia Geral a ser realizada no próximo domingo, entendemos ser benéfico para todos ter acesso ao maior leque possivel de informações e opiniões por sportinguistas interessados na vida e prosperidade do seu Clube. 

 

Neste sentido, recomendamos visitar dois nossos amigos que também se deram ao enorme trabalho de apresentar um escrito sobre esta temática:

 

Manuel Humberto do blogue Sporting Autêntico: «Elaboração do plano de reestruturação financeira e projecto de fusão SPM na SAD - "Defender os Estatutos do Sporting, defendendo os sócios".»

 

Este escrito pode ser lido aqui.

 

Leão de Alvalade do blogue A Norte de Alvalade: «Algumas ideias sobre a AG e a reestruturação financeira.»

 

Este escrito pode ser lido aqui.

 

publicado às 16:56

A reestruturação - notas adicionais

Rui Gomes, em 27.06.13

O que nos é pedido para aprovarmos na AG do próximo dia 30 de Junho é uma reestruturação global do passivo do Grupo Sporting, alicerçada em cinco vertentes fundamentais:

 

1) A passagem do direito de superfície do Clube para a SPM por 33 anos, e a fusão desta na Sad, gerando um aumento de capital de 8 milhões por esta via.

 

2) A conversão de créditos da SAD   em capital (20 milhões da Holdimo) e quase-capital (80 milhões de novas VMOCS do BCP/BES, a 12 anos). Existe aqui óbvio ganho por redução de custos financeiros incorridos, incomportáveis aos níveis anteriores, e óbvia diminuição de controlo e autonomia, na SAD.

 

3) A reestruturação da dívida do Clube  num novo empréstimo de 68 milhões e o que parece ser a reestruturação das actuais VMOCS, em nova emissão de valor semelhante ao da anterior (55 milhões de VMOCS, já detidas pelo BES/BCP), passando as novas a vencer a 12 anos. Empurram-se problemas para a frente (40 anos aparenta ser o prazo novo do empréstimo ao SCP-Clube).

 

4) A oneração global de todo o património do Sporting (hipotecas sobre os imóveis e penhor das acções das sociedades) para responder à globalidade da dívida contraída pelo Grupo Sporting. Diga-se que seria inevitável que isto acontecesse, numa reestruturação feita sob este formato.

 

5) A entrada prevista de 18 milhões de capita "fresco" vindos de investidor(es) externo(s). Este valor, a entrar, deverá ir direitinho para liquidar responsabilidades bancárias assumidas. Este novo investidor representará cerca de 23 por cento do capital da SAD, tendo pois posição de relevo na sua gestão.

 

Relativamente a estas, concordo com o teor global do acordo. É um acordo desesperado, obtido junto de Bancos que estão muito pressionados para não deitarem tudo a perder, por uma Direcção que entra de mãos a abanar e que pouco tem para oferecer, pelo que aproveita tudo o que os credores lhe dão - incluindo até o novo accionista já conhecido. É um acordo menos favorável do que aquele esteve estruturado entre a anterior Direcção e os credores, que passaria por um "hair-cut" à dívida mas, verdade seja dita, na situação actual, essa é uma análise que já não interessa absolutamente para nada. Dito isto, é importante notar que a declaração do presidente do Sporting na sua recém-entrevista - insistindo que o que foi assumido pela anterior Direcção era um PER- não corresponde à verdade, uma vez que um plano de reestruturação foi formulado através de Godinho Lopes em combinação com o BES e BCP, apoiado pela KPMG. O PER era somente uma alternativa de último recurso, na eventualidade da antecipada oposição ao plano pelo actual presidente e apoiantes, vir a resultar na sua reprovação em Assembleia Geral, semelhante ao cenário que foi agora sugerido pelo próprio presidente. Esta informação vem de fonte cem por cento fidedigna, desinteressada, mas com directo conhecimento de causa.

 

Tenho de apontar três fortes motivos de discordância com esta proposta, os dois primeiros de substância e um terceiro de forma:

 

i) A escolha do novo accionista (Holdimo), que vai totalmente ao arrepio do que foi prometido antes, por esta mesma Direcção, em período eleitoral. As palavras têm de ter consequências, seja no nosso trabalho, no nosso Clube ou no nosso Parlamento. Nada me move contra o Sr. Álvaro Sobrinho, mas é inquietante vermos a velocidade com que se abandonam promessas e se deixa de dar valor à palavra dada. Para além do mais a Holdimo vai eleger um Administrador para a SAD, ficando os Bancos com outro (na verdade é alguém da KPGM, mas todos sabemos quem exigiu a sua presença fiscalizadora).

 

ii) A não apresentação do outro, ou outros, novos accionistas (os tais 18 milhões) ao escrutínio dos sócios. O pedido na AG inclui a passagem para a Direcção de poderes totais na selecção desses accionistas e a renúncia de preferência pelos actuais accionistas, o que, na prática, impede os sócios do Sporting de se pronunciarem sobre quem será o próximo detentor de quase 1/4 do capital. Aliás, se já existem estes investidores, como já foi dito que existiam, não se percebe esta formulação, que mantém o secretismo sobre os mesmos e vincula os sócios a qualquer que seja a escolha feita pela Direcção, em questão absolutamente vital estratégica como esta. Sou pois totalmente contra este voto em branco em branco à Direcção para passar o Capital da SAD para outrem, sem consulta prévia aos sócios.

 

iii) A total falta de transparência pela não apresentação, com clareza, do plano financeiro destes financiamentos, VMOCS, etc. - agora negociados. É impossível, pelo menos a partir dos documentos divulgados no site do Sporting, termos ideia firme sobre o que serão as nossas obrigações a curto, médio e longo prazo, pois não se faz divulgação dos planos financeiros previstos para amortização de cada uma das reformulações de créditos e quase-capital. Assim, não sabemos de quanto dispomos e quanto temos de entregar aos credores, em cada período, pelo que é impossível, a partir destes dados, elaborar  sobre quanto sobra e qual poderá ser a competitividade desportiva do Clube/SAD, nas diversas modalidades, ao longo dos próximos anos. Advinha-se, pelas declarações da Direcção, que será um plano muito exigente, pelo menos no muito curto prazo. Pode-se ainda afirmar, pelo valor global a ser devolvido aos credores, que o que o Sporting está a ser obrigado a fazer é algo inédito a nível do panorama desportivo nacional.

 

Para finalizar, e quanto às restantes propostas a votação:

 

- O orçamento de funcionamento do Clube do próximo ano, cuja aprovação se propõe, também não é disponibilizado, pelo que não me posso pronunciar sobre o mesmo. Deverá sofrer cortes substanciais, se avaliarmos pelas medidas que estão a ser tomadas nas modalidades, e mereceria análise atempada - que não apenas uma aprovação sem estudo prévio, que é o que esta Direcção se prepara para fazer. Votaria a favor, apenas e só se os esclarecimentos da Direcção na Assembleia Geral me deixassem totalmente tranquilo quanto ao futuro das modalidades, na linha que foram as promessas eleitorais.

 

- Nas questões de quotas e associativismo, acredito que a Direcção tenha um plano para aumentar o número de sócios, para o que necessitará de dar algumas facilidades financeiras à entrada destes no Clube. Deveria apresentá-lo, em lugar de vir com propostas vazias. Ainda assim, votaria favoravelmente o proposto.

 

- Dado o cariz extremamente presidencialista que vêm assumindo as eleições do Sporting, concordo que a assinatura do Presidente seja necessária para obrigar o Clube. Também aqui voto favorável, portanto.

 

Penso, em conclusão, que esta será uma Assembleia Geral sem história. Não há alternativas, nisso o presidente tem razão. As que havia, contemplando uma maior entrada de capital inicial, uma pool de novos accionistas, com outra credibilidade e um tipo de reestruturação junto dos credores menos onerosapara a competitividade do Clube a curto e médio prazo, foram derrotadas nas urnas, pelo que não vale a pena chorar sobre leite derramado. De qualquer modo, é positivo que os Bancos, que sempre estiveram ao lado do Sporting para o que foi sendo necessário, voltem a ser considerados parceiros por quem antes não tolerava a sua ligação ao Sporting Clube de portugal, o que penso ser um significativo passo em frente na pacificação do Clube.

 

P.S. - Só me baseio para esta análise nos documentos disponibilizados no site do Sporting. Caso exista informação adicional sobre esta matéria, proveniente de fonte credível, agradeço que me seja transmitida afim de reformular este texto na medida em que tal se mostre necessário.

 

* Texto da autoria de Desert Lion.

 

Nota: Pelos seus afazeres profissionais, Desert Lion poderá não poder responder prontamente a questões que sejam levantadas pelos leitores, aos quais agradecemos, desde já, a devida compreensão. Relativamente a alguma matéria que esteja sob o meu domínio de conhecimento, responderei eu.

 

publicado às 04:33

 

Foi anunciada a Assembleia Geral relativa à reestruturação financeira para o próximo dia 30 de Junho, às 14h00. Li, apenas de raspão, a convocatória e a proposta respectivas, disponíveis no site do Sporting. 

 

Vi também, ainda que de passagem, algumas reacções eufóricas, vindas dos fóruns do costume, sobre as promessas que vão sendo cumpridas pelo novo presidente. Gente que não sabe ler, portanto. Porque se soubessem ler, teriam abertos os olhos de espanto com o que ali consta.

 

O aumento de capital da SAD (vulgo "os investidores") será feito pela conversão de 20 milhões de euros de dívida nas mãos da HOLDIMO, de Álvaro Sobrinho, em capital. E quem é então Álvaro Sobrinho, o nosso investidor ? Álvaro Sobrinho, é nem mais nem menos do que o BES (a ser confirmado aqui). O BES de Angola, para ser mais concreto. E veja-se que não entra um tostão de dinheiro novo - repito, trata-se apenas da conversão de créditos - que já não seriam recebidos de qualquer maneira, visto o Sporting estar falido -, em capital.

 

Acresce ainda que outros créditos - 130 milhões deles para ser mais preciso - serão convertidos em VMOCS (quase-capital), também aqui sem entrada de um único tostão de dinheiro fresco, na SAD. Estas VMOCS serão detidas pela Banca - BES e BCP - que assim diminui o valor dos financiamentos bancários.

 

Esta reestruturação mais não é do que a passagem definitiva do Sporting para as mãos do BES. E isto tudo sem entrar um cêntimo no Sporting. Tão simples como isso, caros amigos. Teremos pois, a partir de agora, um novo grito de guerra do Bruno de Carvalho: "O Sporting é do BES de vez!."

 

P.S. Em breve farei uma análise mais aprofundada de toda a reestruturação.

 

* Texto da autoria de Desert Lion.

 

publicado às 16:44

 

Ao nível da reestruturação de pessoal, podemos dividir a questão em três partes:

 

- Uma primeira componente de clara necessidade de redução de custos, pela desvinculação de colaboradores excedentários. E sabido que, ao longo dos diversos mandatos, as sucessivas Direcções foram colocando alguns dos seus apoiantes na estrutura, o que leva a que hoje em dia, haja várias duplicações de funcionários para cada lugar.

 

- Uma segunda que é, pura e simplesmente, ridícula. Andar a diminuir 150 euros no salário de funcionários que têm salários baixos, não tem qualquer efeito significativo na poupança de custos e, para além de cruel e pouco humano, aporta ainda um efeito altamente desmotivador na performance e dedicação dessas pessoas de baixos rendimentos.

 

- A terceira parte é que parece que estamos perante uma "vingança" dos vencedores sobre os vencidos, o que diz muito sobre o carácter dos primeiros. Parece que além de não saber perder (como se viu ao longo dos últimos dois anos), o nosso Presidente também não sabe ganhar. É lamentável que, devido às inseguranças pessoais e à falta de conhecimentos específicos desta equipa, alguns dos melhores profissionais do Clube poderão vir a ser sacrificados.

 

- A quarta e última situação tem a ver com quem irá entrar para a estrutura. Se estamos a dispensar velhas glórias do Sporting, supostamente por não necessitarmos dos seus serviços, seria estranho que uma "matilha" sedenta de salários e regalias viesse agora a entrar.

 

Vamos ver o que nos espera a este nível - para já tudo tem sido nebuloso - desde o acordo que forçará esta situação até ao tal 3.º elemento do futebol, até aos misteriosos investidores: tudo é nebuloso neste Presidente-adepto.

 

* Texto da autoria do novo colaborador do Camarote Leonino  "Desert Lion" 

 

publicado às 13:57

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