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A Autoridade da Concorrência (AdC) ordenou a Liga Portugal a suspender a deliberação que tomou que impede que os clubes da I e II Ligas contratem jogadores que rescindirem unilateralmente o contrato de trabalho invocando questões provocadas pela pandemia do Covid-19.

A AdC fala de um "potencial impacto grave e irreparável de uma prática suscetível de lesar as regras da concorrência e que foi objecto de abertura de um inquérito tendo por visada a LPFP. Através de um acordo de não contratação, as empresas abstêm-se de contratar os trabalhadores umas das outras, deste modo renunciando à concorrência pela aquisição de recursos humanos, para além de privarem os trabalhadores da mobilidade laboral".

A Autoridade da Concorrência explica ainda que os acordos de não contratação "têm sido considerados restrições muito graves da concorrência por parte das autoridades da concorrência americanas e europeias".

A Liga está agora obrigada a comunicar a "todos os clubes e seus associados a suspensão da decisão de 8 de Abril e a emitir um comunicado de imprensa dando conhecimento do mesmo facto".

Por cada dia de atraso na adopção das medidas determinadas, a Liga fica condenada ao pagamento no valor de 6.000 euros.

publicado às 04:00

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Acordo por Daniel Podence deu sequência ao que já fora conseguido por Rui Patrício com o Wolves e por Gelson Martins com o Atlético de Madrid, em negócio que englobou a contratação de Vietto. Negócios difíceis, mas que renderam 40 milhões.

O Sporting CP e o Olympiacos FC chegaram a acordo por Daniel Podence, que rescindira alegando justa causa, no seguimento do ataque à Academia de 15 de Maio de 2018, fixando o pagamento de sete milhões de euros pelo clube grego.

Este derradeiro pacto significou o desbloquear de 40 milhões por parte do elenco dirigido por Frederico Varandas na gestão dos casos das rescisões.

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Podence foi o último caso a ser resolvido e, no seguimento deste acordo, foi consumada a cedência por empréstimo de Bruno Gaspar ao Olympiacos. Mas já antes Varandas chegara a acordo com o Wolverhampton por Rui Patrício, num pacto que rendeu 18 milhões de euros aos cofres da SAD leonina; e de seguida foi firmado outro acordo com o Atlético de Madrid, numa operação conjunta avaliada em 22,5 milhões de euros: 15 milhões por Gelson e a transferência de Luciano Vietto para Alvalade por 7,5 milhões de euros.

Os restantes casos, de Rafael Leão e Rúben Ribeiro, prosseguem na justiça e não têm fim à vista.

*** Relativamente a William Carvalho, não contabilizado aqui, o negócio foi muito mais complexo. O Sporting recebeu 16 milhões de euros como montante fixo, mais quatro dependente de objectivos. Adicionalmente, a SAD garantiu o direito a receber 25 por cento dos montantes que o Bétis venha a receber em caso de transferência futura do jogador, 20 por cento dos quais poderão ser adquiridos pelo Bétis por 10 milhões, sendo que o clube espanhol se obriga a adquirir 10 por cento, por 5 milhões de euros, em caso de qualificação para a Liga dos Campeões.

Por fim, temos o caso de Bas Dost, que, como se sabe, foi transferido recentemente para o Eintracht Frankfurt a troco de 7 milhões de euros (+500 mil variáveis).

Bruno Fernandes foi recuperado e continua de leão ao peito, e teremos de esperar pelo final da época para verificar o que o «capitão» do Sporting irá render aos cofres de Alvalade. É de esperar que a venda não seja inferior a 70 milhões de euros.

No total, nove jogadores rescindiram com o Sporting após os incidentes na Academia de Alcochete.

publicado às 03:04

O entusiasmo de Sousa Cintra

Rui Gomes, em 08.09.18

 

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Em entrevista à SIC Notícias, José Sousa Cintra adiantou as suas considerações finais enquanto membro da Comissão de Gestão e presidente da Sporting SAD. Não é invulgar o antigo líder do Clube exceder-se com o seu entusiasmo, mas esperamos que para o bem desta Instituição centenária as suas previsões se concretizem:

 

"Na minha opinião, o Sporting vai acabar por receber para cima de 100 milhões com estes jogadores que rescindiram. E se for pelos números dos contratos será para cima dos 200 milhões de euros. Ninguém pode pôr em causa que não defendo os interesses do Sporting.

 

Disse que a proposta é de 100 milhões, referentes à cláusula, e o At. Madrid começou a oferecer 15 e 17 milhões de euros. Pensaram que o Sporting estava com dificuldades e ia aceitar qualquer coisa mas enganaram-se. Cheguei a 45 milhões, mas estou convencido que o Atlético Madrid tem todo o interesse em fazer acordo com o Sporting e vai fazer.

 

São jogadores do Sporting. O Sporting não vai perder estes processos. Não há motivos para os perder. Se tivesse dúvidas recebia os 20 milhões do Atlético Madrid. Mas quis que fosse a próxima Direcção a negociar.

No que diz respeito a Rui Patrício, não foram 10 milhões mas sim 18 milhões de euros que o Wolverhampton ofereceu. Não sei é se a nova Direcção aceita os 18 ou quer mais. Podia ter tratado, mas deixei para a nova Direcção".

 

José Sousa Cintra também aproveitou o ensejo para fazer um balanço do seu desempenho enquanto líder da SAD:

 

"Esta era a equipa que idealizava; muito forte, um plantel com qualidade. Fomos buscar alguns à nossa casa, vê-se agora o Jovane, que estava com um vencimento muito baixo que não se justificava.

 

Alguns jogadores cairam por terra no mercado, mas todos com quem falei queriam vir. Mas não ia comprar jogadores sem o aval do treinador. Muriel foi um dos jogadores. Nós é que não o quisemos contratar. Havia diálogo mas o nosso treinador teve alguma culpa nisso, primeiro queria o jogador e depois já não e depois queria ver outros. Depois chegámos à conclusão que não valia a pena mandar vir só por vir.

 

O Viviano esteve para ser transferido. Se houvesse proposta boa teria saído, mas nunca equacionei ir buscar outro guardião. Fiz contrato com um miúdo de 14 anos que já lá estava que é um fenómeno. Mandei 42 jogadores embora, todos profissionais, e comprei meia dúzia.


Não se gastou sequer 10 milhões de euros e os jogadores que rescindiram e voltaram não foram aumentados. Ganham o que ganhavam, houve algumas alterações mas o Bruno Fernandes ganha exactamente o mesmo. Quis aumentá-lo mas não ele não quis. Eles gostam do Sporting, se assim não fosse não voltavam.

Estamos de saída e está tudo preparado para a nova Direcção fazer o novo empréstimo obrigacionista no montante que quiser. O Sporting tem agora essa credibilidade. Estava de facto com algumas dificuldades e fomos nós que tivemos de pagar os impostos e a segurança social. Havia penhora das contas. Depois ganhámos a confiança dos sócios, que estavam um pouco desiludidos.

 

Ficaram recursos, o Sporting não está descalço. Posso dizer que o Sporting tem honrado os seus compromissos, incluindo aos seus fornecedores. Há dívidas mas vai-se pagando, todos os clubes têm problemas de tesouraria.

As contas com o V. Guimarães por Raphinha estão em ordem, pagámos 3,5 milhões de euros. Situação semelhante no negócio da contratação de Battaglia ao Braga. O Sporting não deve nada ao Braga, pagámos tudo. Battaglia tem contrato novo com o Sporting e esse contrato não tem nada a ver com o do passado."

 

publicado às 03:51

 

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Dos nove jogadores que rescindiram contrato com o Sporting, depois dos incidentes em Alcochete, houve quem saísse a bem, quem saísse a mal e também quem regressasse a Alvalade - os casos de Bruno Fernandes, Battaglia e Bas Dost.

 

William Carvalho foi vendido ao Bétis e saiu a bem do Sporting, mas há outros quatro jogadores que não: Rui Patrício, Gelson Martins, Podence e Rafael Leão (Rúben Ribeiro deve ir para o Nantes, mas os clubes ainda estão a negociar).

 

O Clube terá ficado a perder €242 milhões e fará de tudo para recuperar o dinheiro perdido. Tal como havia prometido, enviou o caso de Rafael Leão, que assinou pelo Lille esta semana, para a FIFA; o Clube pede uma indemnização no valor de €45 milhões.

 

Esta não foi a única reclamação que chegou à FIFA nos últimos tempos. Por Rui Patrício, que assinou pelo Wolverhampton, o Sporting reclama €57 milhões; por Podence, que assinou pelo Olympiakos, €30 milhões; por Gelson Martins, que se mudou para o Atlético de Madrid, €100 milhões.

 

Mesmo que as eventuais decisões sejam favoráveis ao Sporting, é muito improvável que os valores de compensação que possam vir a ser atribuídos se aproximem dos 242 milhões, mas não há dúvida que acentua o ponto.

 

publicado às 12:00

 

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Segundo avançou o canal televisivo inglês BBC no seu portal, o Sporting fez seguir para o Tribunal Arbitral do Desporto, sediado em Lausana, na Suíça, uma queixa contra três dos nove jogadores que rescindiram contrato com justa causa após o ataque à Academia, a 15 de Maio.

 

Se já eram conhecidas duas das indemnizações pedidas (57 M€ por Rui Patrício, que assinou pelo Wolverhampton, e 100 M€ por Gelson Martins, que já foi apresentado no Atlético de Madrid), o valor reclamado por Daniel Podence, que reforçou os gregos do Olympiacos, é novidade: os leões querem ser compensados em 40 milhões de euros.

 

Ou seja, em termos globais, a Sporting SAD agora presidida por Sousa Cintra reclama uma indemnização acumulada de 197 milhões de euros. Recorde-se que o Sporting acordou com o Bétis uma compensação inicial de 16 M€ por William, acertando ainda novos contratos com Bruno Fernandes, Bas Dost e Battaglia. Rúben Ribeiro e Rafael Leão são casos ainda por solucionar.

 

Se o regresso do jovem avançado ainda está a ser tentado por Sousa Cintra, já a situação do extremo contratado em Janeiro ao Rio Ave é menos premente.

 

publicado às 17:45

Formação e fidelidades

Naçao Valente, em 27.07.18

 

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Tem sido assunto de muita polémica as rescisões de nove jogadores do Sporting, no fim desta época desportiva. É ,no entanto, um caso tão insólito quanto raro, e que só foi possível na sequência do delírio "tremendus" que atingiu o presidente destituído a partir do mês de Março. Não tivesse acontecido esse desvario, o Sporting teria todo o seu plantel, e estaria a negociar, normalmente, as vendas de alguns desses activos.

 

Comentadores do Camarote põem todo o ónus de culpa nos jogadores, esquecendo a origem principal desses acontecimentos. Os jogadores foram acusados de ingratos, quiçá de traidores. Ídolos que passaram num abrir e fechar de olhos de bestiais a bestas.

 

Compreende-se na perspectiva da irracionalidade do adepto, mas não tem cabimento algum numa análise racional, onde se devem considerar razões objectivas. Decerto que terá havido motivações variadas, e admito que alguns se tivessem atrelado ao carro das rescisões sem reais motivos que o justificassem.

 

Esta situação levanta, porém, uma discussão que tem a ver com os direitos de formação, por terem aqui sido usados como argumentação para condenar os atletas em causa, a um grave crime de "lesa pátria". Os direitos de formação estão regulamentados, os formandos têm contratos assinados com o clube formador, seja ele qual for, e dele constam direitos e deveres. Nenhum desses contratos implica uma espécie de fidelidade, tipo feudal, em que o formando, se obrigue a nunca poder denunciar o contrato, estando amarrado por direitos de formação. Afinal vivemos ou não numa sociedade livre?

 

Mas a questão dos direitos de formação merece outra reflexão. Diz-se que o Clube gastou imenso dinheiro com essa formação  e que deve ser ressarcido. Não passa de uma meia verdade. Eu gostaria de saber quantos dos milhares de formandos que passam pelos clubes dão em termos financeiros qualquer contrapartida. Certamente uma pequena minoria. A maior parte destes formandos vai-se perdendo pelo caminho, e apenas um número muito reduzido chega a profissional, e um número ainda mais reduzido garante retorno financeiro. Podem-se contar pelos dedos das mãos, os que deram retorno assinalável. Com todos os outros, tirando a sua participação em provas dos escalões em que actuaram, só constituíram despesas.

 

E quando futebolistas como Gelson, Rui Patrício, William, Podence, Leão ,apenas para referir os que estão envolvidos nestas rescisões, têm valor de mercado considerável, pela sua qualidade, nós adeptos devíamos estar-lhe gratos, pois são a tal e reduzida minoria que irá realmente "pagar" e bem o dinheiro gasto. E volto a repetir, se chegaram a este patamar, não foi somente pela formação em si, mas pela sua qualidade. E quando partem para outras paragens, independentemente da mais valia que geraram, já acrescentaram muito valor ao clube que os formou, e neste caso específico à marca Sporting.

 

Foi o que aconteceu com os referidos atletas, que embora tenham apresentado rescisão, pelas razões conhecidas, têm estado abertos a negociações, entre o seu clube formador e o que os pretende contratar. Como estas correm para o clube é uma situação que já os ultrapassa, mas estou convicto que ficarão satisfeitos, se este fizer um bom negócio. Claro que, numa outra vertente, procuram melhorar a sua condição profissional, mas isso é inerente à ambição de qual quer trabalhador. É verdade, que pelo meio, há os empresários que gerem a sua carreira, e que também tiram bons proventos. É a realidade que existe e existirá, enquanto o dinheiro, comandar o mundo.

 

Em conclusão, parece-me uma injustiça gritante para estes atletas, a forma como foram tratados pela irracionalidade de alguns adeptos, que vivem fora do tempo, e ainda confundem relações livres de trabalho, com relações de tipo feudal, para mais assentes na falácia da formação, e num tipo de fidelidade que não existe, noutros tipos de actividade. 

 

publicado às 04:18

 

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A Comissão Arbitral Paritária (CAP) mantém o quórum para apreciar as nove rescisões de contrato no Sporting, apesar da renúncia de Madalena Januário como relatora do processo de Rui Patrício. 

 

Madalena Januário não só renunciou à análise da documentação de Rui Patrício como ainda pediu escusa para intervir nos restantes oito casos, em virtude das suspeitas quanto à sua imparcialidade, que foram levantadas pelo facto de ser sócia do escritório de Tiago Rodrigues Bastos, o advogado do Sindicato dos Jogadores (SJPF) que prestou auxílio nas rescisões.

 

Como está previsto neste tipo de situações, porém, sempre que um árbitro pede escusa, a parte competente (e neste exemplo concreto é o SJPF) indica um substituto para ocupar a vaga, algo que foi feito entretanto, tendo sido nomeado o advogado João Pedro Mora.

Com a anunciada renúncia de Madalena Januário - e tendo em conta que o presidente da CAP, Ricardo Nascimento, já se demitira antes por considerar que poderia haver conflito de interesses -, a CAP ficaria 'reduzida' apenas a Lúcio Correia, o único do trio inicial. A entrada de João Pedro Mora, no entanto, permite à CAP continuar a apreciar os processos.

No entanto, também Lúcio Correia suscita da parte do Sporting sérias dúvidas quanto à sua independência, fruto de diversas intervenções televisivas nas quais se manifestou a favor dos jogadores.

O Sporting estranha o silêncio da Liga e do próprio SJPF perante o que considera um 'bloqueio' na análise às rescisões, a despeito de o quórum ter sido assegurado. Cabe a estes dois organismos decidir se nomeiam novos elementos para a CAP ou se, em alternativa, fazem seguir os processos para o TAD (Tribunal Arbitral do Desporto).
 

publicado às 12:01

Ponto da situação

Rui Gomes, em 06.07.18

 

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- Primeiro e sobretudo, espera-se a todo o momento o anúncio da contratação de Nani. O jogador já se encontra em Lisboa e é de admitir que estarão a ser ultimados os detalhes do seu vínculo contratual com o Sporting.

 

- Há fortes indicações de que o destino de William Carvalho será Espanha, nomeadamente o Bétis de Sevilha. Os clubes estão a negociar de modo a evitar recorrer à via judicial e consta que sobre a mesa estará uma oferta de 18 milhões de euros, com variáveis até 25 milhões. Dito isto, este cenário poderá sofrer alterações radicais, uma vez que o Mónaco de Leonardo Jardim também está na corrida.

 

- Segundo o que é possível apurar de momento, parece que o destino de Gelson Martins é Madrid, para representar o Atlético. Contudo, ainda não houve qualquer contacto do emblema espanhol com o Sporting relativamente a uma qualquer oferta, para evitar o confronto letigioso.

 

- Daniel Podence parece destinado ao Olympiacos. Ainda constaram rumores sobre o seu regresso ao Sporting, mas não parece ser esse o caso. Com Jorge Mendes a representar o jogador, veremos a postura do clube grego agora orientado por Pedro Martins.

 

- Nada de novo consta sobre Bruno Fernandes, muito em especial, sobre quaisquer avanços na negociações com Sousa Cintra. Em terras de Sua Majestade, constou que o West Ham preparava-se para oferecer 23 milhões de euros, mas até ao momento não há confirmação alguma.

 

- Espera-se, igualmente, o desfecho de negociações com o Fenerbhaçe, que pretende Bas Dost e Piccini, este último que não rescindiu com o Sporting, contrário ao avançado holandês.

 

- O Sporting ainda não recebeu os 18 milhões acordados com o Wolverhampton por Rui Patrício e, por precaução, submeteu a contestação formal à rescisão. Não se espera dificuldades, no entanto.

 

publicado às 12:21

As recuperações prioritárias

Rui Gomes, em 03.07.18

 

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A acreditar nas manchetes desta terça-feira, Sousa Cintra está completamente focado na tentativa de recuperação de três alvos prioritários: Bruno Fernandes, Gelson Martins e Rafael Leão.

 

Avança o A Bola que o médio que chegou a Alvalade do Sampdoria na época passada, está a exigir um salário anual de 4 milhões de euros. Enquanto que tudo é plausível, pelas circunstâncias, vindo deste jornal esta informação vale pouco mais do que zero. Constam rumores, no entanto, que o West Ham já terá feito ou prepara-se para fazer uma oferta de 20 milhões de euros.

 

Confesso que se esta questão das rescisões é, para mim, em geral, um enorme dilema emocional, não nutro, em particular, simpatia alguma por Rafael Leão. Nunca gostei da atitude dele, mesmo enquanto militava nos juniores e na equipa B.

 

Foi anunciado segunda-feira haver acordo com o Al-Taawoun, equipa comandada por Pedro Emanuel, para a transferência de Héldon, a troco de 250 mil euros por 25% dos direitos económicos do atleta. O Sporting terá ainda direito a 75% do valor de uma futura transferência.

 

Jonathan Silva estará muito perto de regressar à Argentina, com o Boca Juniors a pagar cerca de 3 milhões de euros.

 

O Fenerbahçe estará prestes a oferecer 15 milhões de euros por Bas Dost. Talvez o jogador que eu mais lamento ver sair do Sporting nesta altura.

 

publicado às 04:58

O muito que ainda há para esclarecer

Rui Gomes, em 01.07.18

 

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O caso de Rui Patrício é o mais “fácil” de resolver: ainda antes do Campeonato do Mundo, o guarda-redes assinou com o Wolverhampton, foi apresentado pelos ingleses que subiram na presente temporada à Premier League e vai sempre mudar-se para Inglaterra. A única incógnita é saber em que moldes se dará essa alteração: os leões, ainda com Bruno de Carvalho na liderança do clube e da SAD, avançaram com um pedido de 94,7 milhões de euros junto da FIFA por considerarem que não existiam fundamentos para a revogação por justa causa do vínculo, mas os novos responsáveis admitem chegar a acordo com o conjunto comandado por Nuno Espírito Santo para resolver já a questão (por 18 milhões).

 

Depois, o caso de William Carvalho. O médio até estava pronto para rescindir contrato no mesmo dia do que Rui Patrício (e Daniel Podence), mas acabou por “congelar” a entrega da carta após contactos com o agente Pere Guardiola, dando luz verde para negociar uma transferência do jogador para o estrangeiro. Apesar do interesse do Everton e de outros clubes britânicos, nada avançou e apresentou mesmo a revogação do vínculo. Nos últimos dias voltaram a existir conversas com o agente do jogador e as coisas retomaram a estaca inicial: apesar do pedido de rescisão, o médio defensivo admite a possibilidade de ser vendido para que os leões tenham a sua compensação financeira, mas as abordagens por valores abaixo do que está estipulado não permitiram ainda a realização do negócio. Além dos conjuntos ingleses, fala-se também do alegado interesse de Inter e PSG.

 

Já Gelson Martins foi um dos primeiros elementos a serem contactados, neste caso via representante, a propósito de uma possível inversão do processo de rescisão. Qualquer decisão ficou adiada para o final da participação de Portugal no Campeonato do Mundo da Rússia, mas não existem certezas em relação a uma possível integração no plantel principal ou a uma venda, embora tenham surgido indicações de que o extremo estaria disposto a sentar-se com os novos responsáveis verde e brancos para refletir sobre tudo o que se passou e, no limite, caso não surgissem propostas atrativas, permanecer em Alvalade, cenário que se poderá complicar caso alguns conjuntos estrangeiros, como o Arsenal, voltem à carga com propostas. Esta quinta-feira, Ulisses Santos garantiu apenas que o jogador formado na Academia não irá transferir-se para o Benfica.

 

Por fim, Bruno Fernandes. Numa fase inicial, depois da entrada dos novos dirigentes leoninos no clube e na SAD do Sporting, havia a confiança de que era possível também inverter a rescisão do médio ofensivo. Através de intermediários, têm existido conversas com o agente do jogador, Miguel Pinho, mas ainda não saiu qualquer sinal definitivo sobre como se pode solucionar a questão. Da parte do internacional português, como avançou o jornal Record, a prioridade passa por encontrar uma plataforma de entendimento boa para todas as partes, mas já terão surgido propostas tentadoras para assegurar a sua contratação.

 

Bruno RoseiroEnviado especial do Observador à Rússia (em Sochi)

 

publicado às 05:03

 

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O Sporting terá notificado a Comissão Arbitral Paritária (CAP) para não se pronunciar sobre a situação dos nove jogadores que rescindiram com o Clube.

 

A Sporting SAD lembra que o presidente da CAP renunciou ao cargo por considerar que os outros dois membros, Lúcio Correia e Madalena Januário, não têm imparcialidade para continuar na Comissão e que o primeiro fez comentários televisivos em que se pronunciou a favor dos jogadores, enquanto Madalena Januário é sócia de um escritório de advogados que trabalha com o Sindicado dos Jogadores, que esteve directamente envolvido no processo de rescisões.

 

O Sporting considerará accionar mecanismos legais, como a impugnação dos actos ou uma queixa à Ordem dos Advogados, caso o organismo venha a pronunciar-se sobre qualquer dos processos de rescisão que envolvem o Clube.

 

publicado às 04:32

A recuperação de activos

Rui Gomes, em 26.06.18

 

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Bast Dos e Rafael Leão, aparentemente, são dois jogadores que recusam liminarmente a hipótese de regressarem a Alvalade, mesmo após a destituição do Conselho Directivo.

 

Enquanto que com o avançado holandês ainda há margem para compreensão, face ao que lhe aconteceu no ataque à Academia de Alcochete, a situação do jovem da formação não passa de puro aproveitamento mercenário. Dá para imaginar que está a ser conduzido por terceiros com grande interesse em futuras comissões.

 

Três activos que a Comissão de Gestão estará a tentar resgatar são William Carvalho, Gelson Martins e Bruno Fernandes. Enquanto que também podem ser acusados do que eu apelido de aproveitamento mercenário - por falta de melhores palavras - não se pode perder de vista que além de importantes mais-valias desportivas, os três representam para cima de cem milhões de euros de investimento, ou melhor, de possível retorno, caso venham a ser transferidos pelas vias normais.

 

Também é de crer que os próprios têm interesse em negociar com o Sporting, mesmo que o regresso não seja concretizado, de modo a evitar a incerteza de eventuais decisões de tribunal sobre a alegada justa causa para rescisão.

 

Embora a informação seja escassa neste momento, consta que Paulo Futre está a colaborar com a Comissão de Gestão neste processo de recuperação de activos. Confesso que não faço a mínima ideia do que pode vir a ser a sua contribuição neste contexto.

 

Em dúvida, a participação de Augusto Inácio, uma vez que a sua continuidade no Sporting também é incerta. Forte aliado do ex-presidente desde o primeiro dia, poderá não merecer a confiança da provisória liderança do Clube.

 

P.S.: Temos ainda os casos de Rui Patrício e Daniel Podence. O primeiro aparenta ser irreversível, a única dúvida recaindo sobre o Wolverhampton e a sua disponibilidade para pagar os valores originalmente acordados entre as partes. Já Daniel Podence, achei uma decisão descabida, obviamente aconselhada pelo empresário Jorge Mendes. Mais um caso que pode ser apelidado de aproveitamento mercenário. Neste momento não dá para perceber se a sua recuperação é possível ou até desejada.

 

publicado às 12:35

 

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Rui Patrício (18 milhões de euros), Daniel Podence (5 milhões), William Carvalho (26 milhões), Bruno Fernandes (31 milhões), Gelson Martins (36 milhões), Bas Dost (23 milhões), Rúben Ribeiro (2 milhões), Rodrigo Battaglia (8 milhões) e Rafael Leão (6 milhões).

 

Estes, os valores estimados pelo portal Transfermarkt esta semana. É evidente que em caso de negociações pelas vias normais, as considerações preponderáveis superariam, e em muito, os cerca de 154 milhões de euros estimados pela calculadora interactiva.

 

Acredito, veemente, que o Sporting recuperará a sua estabilidade com a saída do lunático que ocupa a cadeira da presidência, mas a perda de muitos milhões parece-me inevitável, mesmo que alguns clubes de eventual destino dos jogadores em questão estejam dispostos a ignorar o estatuto de "livre" e compensam moderamente o Sporting.

 

Com o actual presidente no poder, é por de mais óbvio que todas as nove rescisões serão contestadas em Tribunal. Já o mesmo não é tão claro, no caso do Sporting estar a ser governado pela designada  Comissão de Gestão ou, eventualmente, por um novo elenco directivo eleito pelos sócios.

 

Tudo isto, sem sequer evocar o impacte desportivo, disposição que obrigará a um período de reestruturação que poderá levar dois ou três anos, caso não hajam os meios financeiros para reforçar o plantel no mercado.

 

P.S.: Desconheço os prazos estipulados para a contestação de rescisões. Mediante estes, talvez o Sporting venha a ser obrigado a iniciar os processos e mais tarde retirar alguns se surgirem clubes dispostos a negociar.

 

Pelo ponto de vista de eventuais compradores, também é de admitir que não queiram correr o risco de se sujeitarem a indemnizações ordenadas por tribunais.

 

Nota: Já que a abortada transferência de Rui Patrício - e o envolvimento de Jorge Mendes - veio a debate entre leitores, acho pertinente rever o comunicado da Gestifute que, na minha opinião, divulga a realidade dos factos.

 

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Em notícia de última hora, o Wolverhampton anunciou esta segunda-feira no Twitter a contratação do ex-guarda-redes do Sporting, que assinou um contrato válido por quatro temporadas.

 

Veremos o que mais irá surgir com este caso, no que diz respeito aos aspectos legais associados à rescisão. Uma coisa é clara: Bruno de Carvalho recusou os 18 milhões de euros que o emblema inglês ofereceu inicialmente, porque se recusou pagar à Gestifute dívidas existentes do Sporting. Assim, por agora, nem paga dívidas nem recebe milhões.

 

Brilhante !!!

 

publicado às 16:04

Fotografia com história dentro (101)

Leão Zargo, em 17.06.18

 

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Uma história de espanto e de revolta

 

Rui Patrício era o jogador mais importante do Sporting. Depois dele, William de Carvalho e Bruno Fernandes eram os melhores jogadores da equipa. Gelson Martins era o jogador mais promissor. Bas Dost era o goleador. Podence e Rafael Leão eram duas das maiores esperanças leoninas. Battaglia era sempre de grande utilidade. Ruben Ribeiro era de outro “campeonato”. Agora já não são jogadores do Sporting e o sentimento dominante é de espanto e de revolta.

 

De espanto pela forma como o assédio moral praticado sobre os jogadores pôde avançar até um ponto tal que estes apresentaram a rescisão laboral com justa causa. Na verdade, verificou-se no Sporting o que na lei é tipificado como assédio moral. Essa conduta decorreu publicamente, perante o aplauso de uns e o repúdio de outros. Agora, é evidente para quase todos os sportinguistas que se tratou de gestão danosa.

 

De revolta porque não voltarão a jogar com a camisola leonina. Isso é quase certo. Mas, a revolta é ainda maior porque alguns deles “cresceram” na Academia leonina. Não aceito a razão para a rescisão afectiva, apesar de compreender o motivo para a rescisão laboral. Não aceito que tenham quebrado o sentimento de “pertença”, um sentimento que implica formas de sociabilidade e de solidariedade específicas.

 

O futebol, como grande fenómeno social, cultural e desportivo, possui a qualidade de fazer guardar na memória dos seus adeptos um núcleo de sinais de glória e de afirmação clubística. No Sporting, que possui uma fortíssima identidade, esses sinais integram a sua própria História. Ainda que tenham razão jurídica, os jogadores que rescindiram com o Clube, renunciaram à possibilidade de integrar a restrita plêiade dos grandes ídolos dos sportinguistas. Entre todos eles, o nome de Rui Patrício é o que ocorre em primeiro lugar.

 

publicado às 14:30

Em defesa dos profissionais de futebol

Naçao Valente, em 16.06.18

 

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Não há nenhum sportinguista que goste de ver saírem do clube, da forma que tem vindo a acontecer, os seus melhores jogadores de futebol. Mas há sportinguistas que reconhecendo que isto nunca antes aconteceu, reflectem, e percebem porquê. É muito triste ver colocar responsabilidade única nestes atletas e, ao mesmo tempo, de modo irreflectido, absolver o principal responsável.

 

O futebol profissional dos nossos dias, já não tem qualquer semelhança com o futebol não amador ou semi-profissional da primeira metade do século XX. É uma indústria que move muito dinheiro e diversos interesses. Os atletas, hoje, são profissionais e têm uma carreira curta, entre dez a quinze anos, que devem saber gerir. O que os move não é, como o adepto, o amor à camisola, mas cumprir a sua função com seriedade, conseguindo, em simultâneo, auferir os maiores proveitos. Regra geral ,esta é a norma seguida por todos os profissionais. Digo mais, é a regra seguida por qualquer trabalhador.

 

Dizem que os jogadores são muito bem pagos? É verdade. Mas também é verdade que sem eles não há espectáculo e são eles que geram as receitas, que permitem a muita gente, viver como nababos. E é preciso acentuar que não é futebolista quem quer, mas quem nasceu com essa aptidão natural, que precisa depois de ser afinada. Além de mais, como cidadãos e trabalhadores de qualquer área, não são máquinas e como todos, estão sujeitos ao erro.

 

Além disso é uma actividade onde os trabalhadores estão sujeitos a altas pressões, da entidade patronal, da imprensa e dos adeptos. E fico espantado quando vejo os sócios  dizer que lhes pagam os ordenados, e que isso lhes dá direito ao insulto. Brada aos céus! Quem lhes paga são os patrocinadores, e a publicidade.. A contribuição dos adeptos são amendoins.

 

As rescisões dos atletas do Sporting, são atípicas, e enquadram-se num modelo que vai muito para além do mero interesse de melhoria profissional. Enquadra-se num total divórcio com um presidente, que ao longo de meses (e até anos) os desrespeitou, pelo simples acto de, como é natural no desporto, também perderem. Enquadra-se no facto de não quererem mais, estar sob a alçada de um individuo, emocionalmente desequilibrado, com atitudes ditatoriais e egocêntricas. Disse "quando entrarem em campo sejam eu" porque depreende-se "eu" sou o Sporting.

 

Ao contrário dos que, seguindo a linha presidencialista, vilipendiam os profissionais, não entendendo as suas razões, quero dar a esses profissionais que vestiram a nossa camisola toda a minha solidariedade. E quero dizer ainda aos seus carrascos e que os tratam como criminosos, que até este momento nenhum deles ainda assinou por outro clube. E que, porque não saíram de ânimo leve, afirmo que, se não todos, alguns deles poderão voltar ao clube se este deixar de ser Bruno Clube e voltar a ser Sporting Clube de Portugal.

 

P.S.: Hoje joga a Selecção de Portugal. Esta, quando está em campo, é o meu principal clube, sejam quais forem os jogadores que a compõem. Precisamente por isso, vou estar com eles, enquanto português e patriota. Se há português que não o faça por razões de fundamentalismo clubista, lamento profundamente.

 

publicado às 04:01

Quadro de rescisões

Rui Gomes, em 15.06.18

 

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Tem tanto de espectacular como de horroroso este autêntico arrombo à equipa principal do Sporting. Nem uma imaginação muito dotada conseguirá antever o enquadramento competitivo leonino na próxima época.

 

O total de nove jogadores e até se esperava mais alguns. Rúben Ribeiro será a surpresa mais irrisória, enquanto no inverso da moeda, Acuña fintou as expectativas ao não pedir a rescisão, tendo sido ele um dos jogadores mais visados no ataque à Academia. Rafael Leão não foi grande surpresa pelos rumores que já constavam. Há muito que critico a atitude dele, mas é por de mais óbvio que teve alguém a puxar-lhe os cordões.

 

Dado que a esperança é a última a morrer e admitindo a saída do desprezível Bruno de Carvalho, num futuro muito próximo, será possível recuperar alguns estes jogadores sob a liderança de uma Comissão de Gestão ?

 

Isto, porque a serem declaradas eleições, será um cenário para se verificar daqui a uns meses, e é por de mais óbvio que a situação é de cariz urgentíssimo.

 

Neste momento acidentado da vida do Sporting, qualquer optismo sobre o futebol sénior a curto prazo é reservado a meros devaneadores.

 

publicado às 03:48

As rescisões e a mentira da Propaganda Brunista.j

 

Desde que começou a trilhar o seu caminho com vista à possibilidade de Presidência no Sporting, Bruno de Carvalho tem utilizado, com elevada competência, uma ferramenta que muitos julgavam ultrapassada: a Propaganda.

 

Ainda na escola, ao estudar o Estado Novo, o regime Nazi e outras ditaduras, o que é comum em todos os alunos, é a estupefação de como era possível "enganar" as massas através de informação claramente trabalhada para funcionar em favor de regime em causa. Ainda hoje, qualquer pessoa fica "estupidificada" ao ver que ditadores como os que governam a Coreia do Norte e a Venezuela conseguem manipular as massas de forma tão primária, com recursos a estratagemas que são demasiado evidentes.


Perante estes exemplos, o comentário principal face à aceitação generalizada das massas, é que são invariavelmente povos iletrados, desesperados, fechados, sem conhecimento... ignorantes que aceitam tudo o que lhes dão de "comer" sem visão e espírito critico.


Pois bem, Portugal no geral e os Sportinguistas em particular NÃO são iletrados e muito menos ignorantes, então como é possível que aceitem a propaganda que BdC lhes deu a "comer" durante anos, e ainda dá?


Primeiro, porque os Sportinguistas estavam desesperados e depois porque ele sabe muito bem que a grande maioria não tem conhecimentos profundos sobre grandes temas da atualidade. Juntando a isto, BdC inovou no estilo da propaganda e ao invés de andar a colar cartazes com a sua cara, fez o que tinha de fazer: adaptou-se aos Tempos Modernos. Tempos estes em que uma pessoa vê uma noticia na NET e acredita, sem antes confirmar se a noticia foi escrita por uma sátira ou se é verdadeira.

 

Aliás, os próprios media deixam-se levar vergonhosamente por estes Tempos Modernos, basta relembrar o caso que foi noticiados há uns anos, em que se dizia que o líder Norte Coreano teria dado o seu tio de comer aos cães como punição, uma noticia que foi abertura de telejornais por todo o Mundo.

 

O que ninguém disse mais tarde, foi que essa noticia tinha sido "fabricada" por um comediante chinês. Mas não interessa, pois a semente já estava lançada e nestes Tempos Modernos o que fica para memória é o primeiro impacto e não a verdade. Bruno de Carvalho tem sido um mestre a jogar no tabuleiro da Propaganda.

 

Propaganda à Bruno de Carvalho

 

Bruno de Carvalho faz funcionar a sua propaganda com base em pessoas e empresas que antecipam notícias 'bomba', muitas vezes falsas. Faz enraizar estas noticias no sub-consciente das pessoas e posteriormente em comunicados e/ou conferências "toca ao de leve" nos temas por forma a dar credibilidade a essas "noticias", sem no entanto se colar às mesmas para que mais tarde não o possam acusar de ter sido ele o "instigador". 

 

Quem circula por determinados blogs e/ou determinadas páginas de Facebook, já se apercebeu que antes de qualquer conferência, surge sempre um artigo "bombástico" que por "mero acaso" até é posteriormente "abordado" por BdC nas suas missivas.

Exemplos da Propaganda Brunista


A lista é extensa, mas uma situação "curiosa" teve a ver com o Dr. Frederico Varandas, em que no dia da sua rescisão apareceram logo informações pela NET acerca das suas relações pessoais tentando colar-lhe a imagem de "croquete" e "desertor".

 

Propositadamente e numa conferência de imprensa que nada tinha a ver com este tema, Bruno de Carvalho forçou a inserção deste tema durante o seu discurso e com isso deu credibilidade a essas mesmas informações que horas antes tinham começado a circular.

 

As rescisões e a mentira da Propaganda Brunista

 

Face à longa introdução que aqui fiz, penso que é claro para todos o que é e como funciona a Propaganda Brunista, pelo que agora será mais fácil mostrar-vos as mentiras que BdC tem feito espalhar (e que muitos acreditam) à custa da sua Propaganda:


1 - O Sporting não arrisca entrar em insolvência pois os jogadores são da formação e estão contabilizados a zero nos ativos.


Mentira, pois mesmo que só tivessem saído jogadores da formação (que não é o caso), haveria sempre que contabilizar as possíveis indemnizações aos jogadores, tal como mandam as normas financeiras (prudência) e logo ai o Sporting CP ficaria com C. Próprios negativos.


2 - Jorge Mendes quis uma comissão de 40% sobre Rui Patrício (7 Milhões).


Mentira. Dado que BdC se "tinha armado em esperto" nas renovações dos jogadores e "tentou fugir" às comissões contratualizadas, Jorge Mendes obviamente fez o que qualquer pessoa faria (um encontro de contas). Os 4 milhões por Adrien já estavam contabilizados nas contas do Sporting CP depois do caso Doyen (BdC já tinha assumido a derrota). Aqui a diferença é que Jorge Mendes não recorreu aos tribunais como a Doyen, optando antes por esperar e acertar contas num futuro negócio.


3 - O que aconteceu em Alcochete é "normal" e não é motivo para rescisão.


Mentira. Por muitos exemplos que passem de casos que aconteceram noutros locais, o que aconteceu em Alcochete é único e devia ser tratado como a anormalidade que é. Muito mal vai a sociedade e principalmente os Sportinguistas se o considerar que é apenas um caso entre muitos. Em relação às rescisões, relembro que em todos os outros casos conhecidos, a direção SEMPRE apoiou os jogadores, aproveitando até para "enraizar" a união. A direção do Sporting não só ignorou o evidente sofrimento dos jogadores, como ainda os responsabilizou.


4 - As rescisões em causa vão ser favoráveis ao Sporting, senão o Mundo do Futebol ficava subvertido.


Mentira. Se os outros clubes estivessem preocupados, já se teriam colocado ao lado da Direção do Sporting. Os outros clubes sabem que o que se passou é distinto e não receiam impactos futuros nos seus ativos. Além do mais, NENHUM tribunal que julgue questões laborais estará preocupado com o impacto futuro nos ativos de outras sociedades que não aquela em apreço.

 

5 - Os jogadores não têm razão e eles sabem disso.


Mentira. Os jogadores estão convictos da sua razão, senão não arriscariam as suas carreiras desta forma, simplesmente não o expõem publicamente como Bruno de Carvalho faz. Eu pessoalmente, duvido muito que algum tribunal não dê razão aos jogadores, quer pelos motivos apresentados, quer por outros casos conhecidos.

 

6 - O Sporting terá um plantel competitivo no próximo ano, com os jogadores atuais.


Mentira. Esta propaganda começou a circular ontem e BdC no seu discurso, deu-lhe voz. É verdade que o Sporting possui quase 100 jogadores, mas não são jogadores preparados para lutar por um 1º lugar na Liga, senão não andavam emprestados a clubes da 2ª liga. Aliás, muitos deles, fazem parte da equipa que desceu de divisão (Sporting B). É com estes que BdC conta ir à UEFA? Ganhar a Taça de Portugal? Ganhar o campeonato? 

Por fim e porque o texto vai longo deixo a MAIOR mentira:


Os jogadores quando perderem vão ter de indemnizar o Sporting pelo valor das cláusulas de rescisão.


MENTIRA... MENTIRA... MENTIRA!


1º Ninguém pode garantir que os jogadores perdem as causas (muito pelo contrário);


2º Se assim fosse, BdC não estaria preocupado, mas sim feliz, pois tinha acabado de sair a lotaria ao Sporting. É que só nestas rescisões estão quase 300 milhões em cláusulas, valor que o Sporting jamais faria com a venda dos jogadores. Sou o único a ver esta incongruência em BdC?


3º Se o jogador perder em tribunal, ele NÃO tem de indemnizar pelo valor da clausula. No máximo será pelo valor dos seus ordenados até ao fim do contrato. Ou seja, ao contrário do que diz a propaganda Brunista, mesmo que o Sporting ganhe em tribunal, PERDE imenso em termos financeiros.

Pelo Sporting!

 

publicado às 16:00

 

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António Garcia Pereira, advogado especialista em Direito do Trabalho, explica que as rescisões de contrato por justa causa dos jogadores Sporting podem levar a um processo que dure de ano e meio a dois anos, em caso de segunda instância. Mais, se houver apelo para o Supremo Tribunal de Justiça:

 

"Se o Sporting decidir contestar a alegação de justa causa por parte de Rui Patrício, Daniel Podence, Gelson Martins, William Carvalho, Bruno Fernandes e Bas Dost, a decisão leva a uma acção judicial que possa confirmar essas alegações.

Se o Tribunal de Trabalho, onde o caso deverá ser julgado, decidir dar razão aos atletas, o clube deve indemnizar a contraparte pelo valor das retribuições que seriam devidas ao praticante até ao termo normal do contrato, nas bases do 24.º artigo do Regime Jurídico do Contrato de Trabalho Desportivo.

Ainda assim, a parte que reclama a indemnização pode comprovar que sofreu danos de montante mais elevado, levando a uma verba ainda maior.

Por outro lado, se o Tribunal der razão ao Sporting, é o jogador que fica obrigado a pagar a verba devida até final do contrato, ainda que, no caso de estar a representar outro emblema, essa nova entidade empregadora desportiva seja chamada a responder solidariamente pelo jogador.

Poderá existir de facto um incumprimento contratual grave, culposo e, em alguns casos, doloso, das garantias dos praticantes desportivos, o que torna praticamente impossível uma decisão favorável ao Sporting.
Os jogadores não ficam impedidos da prática desportiva no caso de um imbróglio judicial, porque a resolução do contrato é sempre eficaz, na medida em que extingue o vínculo entre as duas partes.

Por outro lado, estou convicto de que não será um caso muito prolongado, porque uma acção destas, em primeira instância, poderá durar cerca de um ano.

Em caso de seguir para segunda instância, após recurso de uma das partes, o processo pode estender-se até aos dois anos, alertou, e só haverá lugar a um apelo para terceira instância, o Supremo Tribunal de Justiça, se as duas primeiras decisões não forem no mesmo sentido, devido à cláusula da dupla conforma".

De acordo com o Código do Trabalho, a declaração de resolução do contrato por justa causa deve acontecer nos 30 dias subsequentes aos factos que a justificam, pelo que até quinta-feira, 14 de Junho, outros jogadores do plantel profissional do Sporting poderão rescindir.
 

publicado às 04:32

 

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A Holdimo, detentora de 29,8% do capital da Sporting SAD, lançou um apelo à contenção de todos os jogadores, após ter conhecimento das rescisões unilaterais apresentadas por Rui Patrício e Daniel Podence:

 

"A Holdimo requereu intervenção judicial, com carácter de urgência, para a destituição imediata dos membros da Comissão Executiva da SAD, e demarca-se de todas as posições públicas que o Dr. Bruno de Carvalho fez com considerações sobre a equipa, em geral, ou de algum jogador em particular.

 

A Holdimo não ficou indiferente à crise e está a promover uma solução para que haja uma mudança célere na condução dos destinos da SAD, a bem da sociedade, a bem de todos os seus trabalhadores, a bem dos jogadores e a bem da equipa técnica".


É com esta autoridade moral que nos dirigimos aos jogadores e seus agentes, apelando para que se associem à solução óbvia e não optem por actos emocionais que podem ter consequências graves para todas as partes. A via judicial pode ser um calvário que a ninguém aproveita. É pela via da razão que se vai construir uma alternativa".
 

publicado às 04:31

Fumo branco dos rivais

Rui Gomes, em 20.05.18

 

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O presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, terá ligado a Bruno de Carvalho para o informar que o clube do Norte não irá tentar aliciar qualquer jogador do Sporting, caso hajam pedidos de rescisão.

 

Este suposto telefonema ganha especial relevância num momento em que muitos rumores circulam na praça.

 

Também do rival da 2ª Circular parece vir fumo branco. Fonte oficial do clube da Luz terá classificado de "pura ficção e uma total mentira" a ideia de que o Benfica estaria a avançar no sentido da contratação de jogadores do Sporting.

 

Quero acreditar que não vão surgir pedidos de rescisão de imediato, muito embora se reconheça a vulnerabilidade de momento, nomeadamente no que diz respeito a Rui Patrício, face à ESTUPIDEZ das declarações do lunático presidente na conferência de imprensa deste sábado.

 

É evidente que o "fumo branco" nacional não elimina o perigo fora fronteiras, mediante o sentido de ética dos clubes interessados nos activos leoninos.

 

publicado às 11:30

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