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Considerações de sportinguistas no Sporting Talks, convenção que está a decorrer na Universidade Católica de Lisboa esta quarta-feira:

 

Eduarda Proença de Carvalho

 

"Quem vier a seguir tem de fazer uma alteração profunda dos Estatutos. É a base do Clube, é preciso voltar o Clube aos sócios. Os Estatutos antigos não eram bons, mas os novos são muito piores. O novo presidente do Sporting tem de apresentar alteração na qual os órgãos sociais têm de ter orçamento próprio. Não é possível que os órgãos estejam dependentes de quem está acima.

Percebi, nos últimos dias, que os funcionários do Sporting, que todos achávamos que nos podiam ajudar, são funcionários da SAD.

 

Nos últimos anos, o Conselho Leonino fez o que fez inteiramente de acordo com a vontade do presidente. Deixou de ser um local de pensamento. Concordo que o Conselho Leonino tem de ser reinventado, nomeadamente chamar para dentro deste conselho pessoas dos Núcleos, que estão afastadas em termos territoriais da sede, para poderem participar.

 

Lanço um repto aos candidatos. Temos de pôr com grande rapidez o voto electrónico, sob pena de quem está de fora não poder participar nas decisões do Clube."

 

Rogério Alves

 

"Queria sugerir que este debate prosseguisse também após as eleições, seria mais propício ao debate. A SAD só existe porque só existe Clube. Se não for o Clube, não vale a pena haver SAD. Por mais que os investidores externos o possam lamentar, é verdade. Os accionistas sabem que terão pouco acesso a dividendos. Podem perguntar o que os levará a investir. Numa visão poética dir-se-ia que era amor, mas se este modelo não fosse assim perdia a sua razão de ser.

 

Há muitas coisas que têm de ser resolvidas neste convívio com a entrada da lei. Temos neste momento investigações criminais que podem dar descida de divisão ou perda de campeonato. Serão o efeito dissuasor da batota. Essas investigações saíram de cena graças ao rebuliço no Sporting, mas espero que voltem a entrar em cena".

 

Rodrigo Roquette

 

"Ponderei seriamente avançar com uma candidatura à presidência do Sporting. Não o fiz porque esbarrei num conjunto de práticas que vieram ao meu conhecimento - falei com muitas pessoas - de influências, uma teia de terrorismo comunicacional, tentativas de pressão. Um conjunto de coisas que neste momento existem e que têm de ser limpas, mas de uma vez por todas. As pessoas têm deixar de se servir do Sporting.

 

Tive de fazer um exercício de humildade. Isto tem de deixar de ser o clube dos amigos ou dos primos e de pessoas que vão para lá porque lhes dá jeito. Só parando com estas práticas que ainda existem é que as pessoas estão dispostas a largar o que têm para trás, caso contrário não vão querer ir para um lamaçal. Há pouco tempo criei uma coisa chamada ‘Movimento Sporting Vencedor’. Adorava que a próxima presidência pudesse aproveitar. É uma rede anónima, pro-bono, de pessoas especialistas em diversas áreas de mercado que poderiam ser consultados, integrá-los em algumas decisões.

 

Creio que há muitos sócios como eu que querem ajudar o Clube e não podem. Recusei ser director de marketing, convidaram-me e eu recusei".

 

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publicado às 12:41

 

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Rogério Alves foi instado a comentar, entre outras coisas, a recém-notícia do Correio da Manhã relativamente a mensagens que aparentam ligar Bruno de Carvalho ao ataque à Academia Sporting:

"Não podemos tirar conclusões precipitadas. A coisa tem mau aspecto, digamos assim. Temos de aguardar. Não podemos pegar no facto A, facto B e facto C e construir uma tese. Temos de aplicar os princípios do estado de Direito a toda a gente, mesmo aos que possam não nos merecer simpatia".

Rescisões e processo ao ex-presidente causam conflito de interesses?

"Dizer que se os jogadores não têm razão, não há motivo para haver processo, isso não faz nenhum sentido. Há zonas de intercepção, mas têm reflexos jurídicos diferentes. Pode haver uma conduta errada do presidente que não seja suficiente para os jogadores rescindirem com justa causa mas que seja suficiente para um processo disciplinar. É um sofisma. Não há nenhuma geminação"

Está contra os processos?
 
"A presidência anterior caracterizava-se por uma sistemática ameaça de processos judiciais. Eu próprio fui alvo. É a esse tipo de comportamentos que temos de dizer não. Mas nunca mais. Agora, se as pessoas violam os Estatutos, que são muito claros... A culpa não é dos Estatutos, é de como nós nos comportamos. 
 
Não gostava de ouvir o próximo presidente do Sporting, sempre que fosse criticado, a dizer que processaria A, B ou C, que recomendasse que não se visse televisão, que os comentadores saíssem das televisões...
 
Estamos num espaço de grande liberdade, não vamos andar a marchar, somos pessoas livres. Os processos disciplinares devem seguir os seus termos. Não sou contra a existência, porque os há em todas a instituições. Agora, não podemos fazer do nosso dia a dia uma permanente distribuição de ameaças".
 
..."Não podemos fazer do nosso dia a dia uma permanente distribuição de ameaças"... Parece-me que vivemos mais de cinco anos precisamente sob esse clima persecutório. O derradeiro ajuste de contas não estará muito longe.
 
Alguém terá dito, algures, que "a justiça é a vingança do homem em sociedade".
 
Que assim seja !
 

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publicado às 03:48

 

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Rogério Alves foi esta segunda-feira apresentado como candidato na lista de Frederico Varandas à presidência da Mesa da Assembleia Geral (MAG) do Sporting. Eis um resumo do que ele teve para dizer na apresentação:

 

"Aceitei o convite porque acredito no Frederico, conheço a sua ligação ao Sporting. É universalmente reconhecido pela sua competência, dedicação e combatividade. Acredito que a competência, aliada à lucidez e a uma boa equipa, são receitas para o sucesso. Não secciono as pessoas por idades. Somos todos úteis. Mas há aqui que refrescar os métodos, as ideias, por exemplo consignando que os órgãos do Sporting não sejam forçosamente o órgãos da SAD.

 

Que haja ideias novas e refrescantes, como colocar à disposição do conhecimento as declarações de rendimentos. Temos de fazer esta aposta na verdade, que é o grande antídoto contra os falsos profetas. Acredito que o Doutor Frederico Varandas, que teve a coragem de se anunciar como candidato, teve também a capacidade de se entregar a esta causa. Nós agora só podemos ter um futuro melhor.

 

Gostaria muito que o Frederico fosse o presidente da nova era. De uma era em que o diálogo entre todos fosse a força motriz do novo Sporting, neste novo pedaço da sua existência. Precisamos de falar uns com os outros, de colaborar uns com os outros, de estarmos sintonizados no amor ao Sporting e abandonar aqueles atritos.

 

Vamos conseguir ser unidos no interior para sermos imbatíveis para o exterior. Acredito que o Frederico pode protagonizar isso. O Sporting, sabemos, são 3,5 milhões de adeptos, que falam connosco na rua, manifestam os seus anseios, e depois temos os sócios dentro dos adeptos. Somos também felizmente muitos e iremos procurar ser cada vez mais. Recentemente deram uma demonstração cívica de comportamento exemplar, uma lição de que a democracia não é uma flor retórica para enfeitar manuais.

 

Aceitei com entusiasmo este convite pelo meu amor ao Sporting e por entender que, se formos eleitos, temos um trabalho importantíssimo de manter os sócios como força motriz deste clube, de estar o mais próximo deles possível, sempre que for preciso dizer presente. Terei muito gosto em ser também alguém que contribui para essa unidade, para essa nova era, para que essa era, sem demagogia, seja uma era de sucesso, de vitória, de glória e esplendor."

 

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publicado às 04:17

 

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O título do post é enganador, em que não considero Rogério Alves decepcionante, em termos da sua essência, mas sim que me desiludiu completamente perante a minha desde sempre expectativa que na altura certa lideraria uma lista de candidatura à presidência do Sporting.

 

A acreditar nas declarações do Dr. Frederico Varandas - durante uma visita ao Museu do Sporting de Leiria - tanto o advogado como Miguel Albuquerque irão integrar a sua lista, o primeiro como presidente da Mesa da Assembleia Geral, função que já desempenhou entre 2006 e 2009. Ambos, serão apresentados na segunda-feira, por ocasião da abertura da sede de campanha do candidato.

 

Reconheço que não me compete passar juízo sobre Rogério Alves. A sua decisão não me agrada, minimamente, muito embora sinta a obrigação de a respeitar, tendo em conta o enorme impacte que a incumbência teria na sua vida particular e profissional. Para quem tem uma vida organizada, não é uma decisão fácil.

 

Assim, vem dar enorme credibilidade à candidatura de Frederico Varandas - na minha opinião, praticamente a garantir o sucesso do ex-director clínico no acto eleitoral de 8 de Setembro. Isto, apesar de ainda não ter sido apresentado o projecto que tem em mente para o futuro do Sporting, projecto esse que ele garante ser muito forte.

 

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publicado às 18:15

 

 

Gostei de ouvir Rogério Alves, foi directo às questões cruciais e sublinhou repetidamente a necessidade de dar a palavra aos sócios através de eleições. Mais uma vez, no entanto, recusou comprometer-se com a sua eventual candidatura.

 

No que diz respeito a outros aspectos da crise em curso, não deixou dúvidas quanto à legitimidade de Jaime Marta Soares e, no inverso da moeda, à ilegitimidade das outras comissões criadas pelo Conselho Directivo, uma delas liderada pela dra. Elsa Tiago Judas. Confesso - e será defeito meu, decerto - que não tenho estômago para ouvir essa senhora falar, meramente repugnante. Direi o mesmo de quem a acompanhou na conferência de imprensa de ontem, que eu nem sequer conheço.

 

Quanto à eventualidade de Bruno de Carvalho ignorar a suspensão e apresentar-se em Alvalade para "trabalhar", Rogério Alves afirmou que num Estado de Direito a sua entrada não deve ser barrada, e terá então de ser o tribunal a fazer acatar a decisão.

 

Neste sentido, a moderadora do Jornal da Noite da SIC falhou ao não questionar Rogério Alves sobre o tempo que será necessário para que a decisão do tribunal seja concedida, disposição preocupante, nas circunstâncias.

 

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publicado às 03:49

 

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Rogério Alves, à margem da conferência do International Club of Portugal, em Lisboa, fez um apelo à realização de "eleições livres e participadas" no Sporting:

 

"Com a mesma preocupação, perplexidade e desgosto com que todos os sportinguistas estão a ver. Para mim a coisa é muito clara: As feridas e fracturas estão expostas de uma maneira absolutamente impensável! A solução é realização de eleições, o método até lá é paz e tranquilidade.

 

Nós temos um problema gravíssimo que corresponde a várias fracturas expostas, temos uma solução que é a realização de eleições livres e participadas, temos um método de chegar às eleições que é com tranquilidade e respeito mútuo.

 

Se formos por este caminho as soluções poderão estar próximas, e o problema poderá ser resolvido dentro do Sporting. Se não optarmos por este caminho terão de ser os tribunais a decidir o que o Sporting nos seus órgãos não são capazes de decidir.

Não há paz, não há treinador, a época está a ser preparada com grandes dificuldades. Nós podemos falar sobre muita coisa, como a violação aos estatutos que estão a ser cometidas, mas para mim há uma questão crucial e, para o Sporting, patriótica, que é a necessidade de promover eleições.
 
Nunca como hoje houve a necessidade urgente de dar a palavra aos sócios que vão ter de escolher, e depois de conformar-se com o resultado. Temos de reganhar a tranquilidade através das eleições. Mais do que isso não quero dizer.
 
A prioridade do Sporting, na minha opinião, e temos de respeitar as opiniões uns dos outros pois vivemos num país de liberdade onde as pessoas devem falar com liberdade, é que haja eleições! Depois de marcadas as eleições chegarão as soluções."
 

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publicado às 03:53

 

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À margem de um jantar no Jamor, esta terça-feira, com pessoas ligadas ao desporto, Rogério Alves foi questionado sobre a situação que se vive no Sporting:

 

"Se vier a decorrer (acto eleitoral), admito pensar nessa hipótese. Ainda assim, não tenho nenhuma decisão tomada e, aliás, aproveito para dizer que, do ponto de vista da compatibilização da minha vida profissional, será sempre um desafio muito difícil e muito complexo. Digo isto com toda a sinceridade. Eu não ignoro, constato e verifico que muitas pessoas têm essa perspetiva e outras serão contra. É assim a vida.

 

Não sou insensível à circunstância de haver pessoas que falam nisso e que manifestam o seu apoio. Relativamente a isso gostaria de dizer o seguinte: o Sporting não está em período eleitoral. O Sporting precisa de calma, serenidade, precisa de pensar em si próprio, de aprender a falar entre si e, portanto, não podemos estar permanentemente neste jogo de fazerem as mesmas perguntas e eu dar as mesmas respostas..

Neste momento não tenho qualquer processo de reflexão da matéria. Agora, falo com pessoas amigas que são do Sporting, falo em sítios públicos. Neste momento fala-se muito em transparência, credibilidade, em dizer a verdade às pessoas... Assim como ontem fui almoçar com o João Benedito a um restaurante - porque não vamos almoçar numa catacumba ou debaixo de uma gruta ou onde quer que seja -, para falarmos nos aspectos ligados ao Sporting, que atravessa um momento difícil que nos preocupa. Como falo com outras pessoas, uns gostam do A, outros do B, outros do C...
 
Isto não tem nada a ver com candidaturas. Até porque basta olhar para o passado, nas várias eleições que o Sporting tem tido, acontece sempre este fenómeno. Eu vou sempre concorrer, eu estou sempre a preparar a candidatura e desafio-vos a ver quantas vezes me candidatei.
 
Gostaria que os sportinguistas aprendessem a falar uns com os outros, tranquilamente e abertamente, de uma forma educada e construtiva, porque nós todos temos de pensar no que é o futuro do Sporting e não no futuro de cada um de nós no Sporting. Isso é que é fundamental.

Eu falo com os sportinguistas que entendo, com pessoas que têm elas próprias a sua vontade de se candidatar, que têm os seus projetos, outras que não têm... Falo com as pessoas abertamente, livremente e não tenho qualquer preparação, plano ou intenção do que quer que seja para além de partilhar a preocupação da situação do Sporting.
 
O que espera da reunião de quinta-feira?
Espero uma solução. Acho que tem de ser encontrada. E essa solução tem de ser encontrada dentro dos órgãos sociais, que terão certamente um caminho para apontar ao universo sportinguista. Uma boa solução é a solução que reponha o Sporting no caminho da normalidade, da tranquilidade e do êxito. Essa é que é a boa solução. Espero que seja encontrada, seja na quinta-feira ou noutro dia qualquer.

Augusto Inácio pode ser parte da solução?

Pode ser. Vamos ver. A vida não pára. Percebo que se tenham de tomar medidas para preparar a próxima época".
 
 
Adenda: Por mera coincidência, José Couceiro também esteve no mesmo jantar. Por ser questionado, teve isto para dizer:
 
"Quando um jantar, que se realiza regularmente, entre presidentes de várias federações, adeptos de vários clubes, que convidam outras pessoas ligadas ao desporto para debater a atualidade desportiva, é transformado num jantar de opositores ao presidente do Sporting, algo está errado na verticalidade como se confirmam os factos. Uma vergonha como se deturpa a verdade, a facilidade como se passam mentiras.
 
Não faço parte de nenhum movimento de oposição, não sou candidato a nenhum cargo, apenas fui a um simples jantar para falarmos de problemas relacionados com o desporto português, nomeadamente a violência que tem vindo a aumentar nos últimos anos. Lamento este oportunismo. Não pode valer tudo, muito menos não ser verdadeiro. A violência também tem raízes nestes comportamentos".
 
Confesso que gostava de ver Rogério Alves como presidente, José Couceiro à frente de tudo quanto é futebol e João Benedito como vice-presidente para as modalidades. Isto, só para nomear três nomes.

 

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publicado às 14:07

 

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"Ou há justificação plausível para o que aconteceu ou, em meu entender, a Direcção não tem condições para continuar. Isto que aconteceu foi o dia mais negro na história do Sporting. Não sei se algum dia viremos a saber tudo o que aconteceu. Há 3 milhões e meio de sportinguistas e portugueses à espera de uma justificação, explicação, de uma grande mudança de paradigma. Neste momento, não creio que Bruno de Carvalho seja a pessoa certa.

 

Não estou preocupado com eleições e neste momento não estou a pensar em candidatura, espero sim que jogadores e equipa técnica possam realinhar e ganhar ao Aves na final da Taça.

 

O que está em causa não é só repudiar o que aconteceu, é corrigir os factores críticos que levam a esta guerra permanente no Clube em que as pessoas se insultam. O presidente tem de corrigir esse tipo de discurso."

 

Rogério Alves

 

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"Só ficarei descansado quando apurarmos quem são os responsáveis, quem foram os culpados. Aqueles que forem apanhados por terem feito o que fizeram na Academia  que automaticamente entreguem os seus cartões de sócio se forem sócios do Sporting e sejam impedidos de entrar em Alvalade ou estejam em preventiva em relação aos estádios, para sempre.


O Sporting irá continuar sempre. Bruno de Carvalho tem mandato para cumprir e estou em crer que é isso que vai acontecer. Têm acontecido situações muito graves, como esta na Academia. Vamos dar tempo ao tempo. Quero que o Sporting ganhe a Taça de Portugal e planeia a próxima temporada em tranquilidade".
 
João Benedito
 
 
***Assisti à entrevista de Rogério Alves de ontem à noite, na RTP3, sobre a qual só posso dizer o melhor. Nós sabemos que falar é uma coisa e fazer é outra, mas acho que é impossível não reconhecer que a maneira como a pessoa se apresenta e discursa, inspira muito respeito e confiança.
 
Por ter algumas dificuldades de audição, não sou a pessoa mais indicada para transmitir um resumo da entrevista. No entanto, posso adiantar que Rogério Alves afirmou e sublinhou, mais do que uma vez, que a actual Direcção não tem condições para continuar a liderar o Sporting, e que há causas muito além do "dia mais negro da história do Sporting".
 
Também alertou que é absolutamente crucial, para o Sporting, que uma decisão seja tomada urgentemente, pela situação em que o Clube se encontra e pelas dúvidas em torno da equipa de futebol.
 
Não se comprometeu no que diz respeito a uma eventual candidatura sua, garantindo, no entanto, que há sócios distantes do foco mediático muito válidos para constituir um grupo. Surgindo eleições, quem estiver disponível terá de se organizar devidamente e, sobretudo, elaborar um projecto que possa servir os interesses do Sporting. 
 
"Não digo categoricamente que não, como não digo que sim. Há muitos sportinguistas que me perguntam isso… A seu tempo saberemos. Se for a melhor solução para o clube e compatível com a minha vida, é uma hipótese. Sou claro, directo e conciso. Não tenho nenhum projecto neste momento".
 
Creio que não fugi muito às palavras de Rogério Alves.
 
 

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Este post não estaria completo sem as declarações do ignóbil personagem que ainda ocupa a cadeira da presidência do Sporting e que, tudo indica, não tem intenções algumas de a desocupar de livre vontade:

 

"Neste momento, sinto-me com a mesma capacidade, força, prazer e honra em servir o clube que amo, não vendo qualquer motivo enquanto sportinguista para me afastar de um trabalho e de um rumo que está a ser seguido com sucesso nestes cinco anos.

 

Quem cometeu este acto terrorista que seja severamente punido, que quem cometeu actos 'criminosos' contra mim seja punido e que o Sporting Clube de Portugal consiga conquistar a 17.ª Taça de Portugal".

 

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publicado às 05:03

Rogério Alves em entrevista

Rui Gomes, em 16.05.18

 

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Hoje, às 23h30, na RTP3

Caso haja interesse dos leitores...

 

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publicado às 22:35

 

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Atrás do pano, a oposição a Bruno de Carvalho já arregimenta forças para assegurar o seu sucessor na liderança do Sporting.

 

Consta que um grupo de sócios que inclui pelo menos um antigo presidente do clube irá hoje tentar convencer Rogério Alves, advogado e ex-presidente da mesa da Assembleia Geral dos leões, a avançar para a sucessão a Bruno de Carvalho, caso o actual presidente abandone o cargo.

 

Rogério Alves, recorde-se, disse em Fevereiro à “TSF” - momento em que Bruno de Carvalho convocou uma AG do Clube extraordinária - que não era “candidato a coisa nenhuma”. Entretanto, tendo em conta a confusão vivida em Alvalade nos últimos dias, a disponibilidade do advogado pode ter mudado.

 

Esse grupo de sportinguistas vai reunir-se nesta quarta-feira num almoço para que o advogado se posicione numa eventual primeira linha da sucessão a Bruno de Carvalho, reconhecendo a necessidade de ultrapassar urgentemente este momento de crise que o Clube atravessa.

 

Rogério Alves, antigo bastonário da Ordem dos Advogados, fez parte dos órgãos sociais do Sporting na presidência de Filipe Soares Franco e da SAD com Soares Franco e José Eduardo Bettencourt.

 

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publicado às 12:41

 

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Rogério Alves assegurou este domingo, em entrevista à TSF e ao Diário de Notícias, que não concorda, entre outras coisas, com o que se passou na última Assembleia Geral (AG) do Sporting:

 

"Não concordo que as AG se transformem em pelourinho para atacar sportinguistas nem com julgamentos feitos na Sporting TV a partir de listas de muito mau gosto. Mas a questão não é esta. Há os fenómenos e há os epifenómenos. Aquilo que acho que muitos sportinguistas pensam é que o actual presidente do Sporting, do ponto de vista objectivo, fez coisas boas para o clube. E, se calhar, algumas das suas características ajudaram a lograr alguns objectivos. O clube precisava de uma pequena terapia de choque.

 

Eu critiquei a forma como foram propostas acções contra os antigos dirigentes do Sporting, numa auditoria em que também não foram ouvidos. Não concordei com o facto de ter sido proposta uma acção contra o Dr. José Eduardo Bettencourt, mas congratulei-me sobretudo porque foi retirada, acho que foi um óptimo passo em frente. E o que é que eu como adepto do Sporting tenho procurado dizer apesar desses epifenómenos (que até me envolveram)? Para mim, essas coisas nascem e morrem. O que fica é a consideração do essencial. Estamos a três anos das eleições, não estamos em processo eleitoral. Eu não sou candidato a coisa nenhuma.

Não me sinto o "D. Sebastião do Sporting", como Bruno de Carvalho afirmou na AG do passado dia 17. Sou um adepto normal, apenas sou um adepto conhecido do Sporting porque já era muito conhecido como advogado e como Bastonário da Ordem quando exerci funções como presidente da mesa da Assembleia Geral do Sporting e da SAD do Sporting. Portanto, não sou D. Sebastião.

 

O Sporting não está em processo eleitoral. Tem de serenar, acalmar e concentrar-se nos seus grandes objectivos: ganhar as competições futebolísticas (nas outras modalidades está a sair-se muitíssimo bem). Ganhar, especialmente o campeonato - passar este Rubicão -, seria deveras espectacular e a família sportinguista merece isso. Aliás, eu costumo dizer, meio a brincar, que seria o grande consenso nacional: os sportinguistas ficariam felicíssimos, os benfiquistas ficariam contentes porque o FC Porto não tinha ganho e os do FC Porto ficavam contentes porque o Benfica não tinha ganho".

 

Considerações que pela sua sensatez e clarividência, dispensam comentário da minha parte. É por de mais evidente, e lógico, que pelas circunstâncias e o próprio timing, Rogério Alves não é neste momento candidato a "coisa nenhuma". Veremos se este estado de coisas se altera no futuro.

 

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publicado às 03:11

O sentimento dum sportinguista

Rui Gomes, em 16.02.18

 

Um artigo da autoria de ROGÉRIO ALVES - o homem que muitos sportinguistas gostariam de ver assumir a presidência do Sporting - no jornal A Bola, muito interessante e pertinente, tendo em consideração as circunstâncias de momento do nosso Clube.

 

Antes de mais, aproveitamos o ensejo para agradecer a simpatia e a amabilidade do nosso estimado leitor HUGO, que se deu à incómoda tarefa de nos referenciar este escrito. É pela gentileza deste e de muitos outros leitores, que encontramos a motivação para dar continuidade a este nosso trabalho. Bem hajam !

 

Rogerio_Alves.jpg"Não foi pelo facto de o Cesário ser verde que escolhi o título para esta crónica. O momento que o Sporting Clube de Portugal atravessa, suscita, infelizmente, bem mais do que a soturnidade e a melancolia, conhecidos ingredientes primeiros do poema. Subitamente, caímos num rebuliço interno, que, a meu ver, não encontra justificação. Ficámos perante a hipótese de colapso directivo, quando ainda não decorreu, sequer, um ano, contado da eleição dos órgãos em funções. Tal qual escrevi na semana passada, precisamente quando os nossos adversários gozavam, com todo o merecimento e basicamente por más razões, do monopólio das atenções mediáticas, eis que nós lhes servimos, de bandeja, aquilo que nem a mais competente agência de comunicação do planeta conseguiria. Retirámo-los da ribalta, ocupando nós agora, com todo o vigor, o espaço público da refrega. O clube está dividido, os adeptos estão perplexos e, neste contexto, os sócios são chamados, no próximo dia 17, a uma escolha que seria inimaginável há uma mão cheia de dias. O momento é delicado. Exige muita objectividade, serenidade e ponderação. A quaresma começou ontem. Dá-nos uma oportunidade abençoada para moderarmos a linguagem, mantermos a cabeça fria e procurarmos, a bem do Sporting, consensos, que nos recoloquem na unidade possível e na paz desejada. 

O pecado original desta Assembleia Geral

A Assembleia Geral do próximo dia 17 tem um problema congénito, fácil de diagnosticar: O que estará em causa, não será tanto o que consta da ordem de trabalhos mas sim a continuidade dos órgãos sociais. Ou, pelo menos, de alguns, pois não sei se, em função do resultado das votações, também os membros do Conselho Leonino renunciarão. Mais do que a votar nas propostas de alteração de estatutos e na aprovação do regulamento, os sócios estarão, de facto, a votar na dita continuidade. Um sócio que discorde das alterações propostas, terá de escolher, não só, entre os actuais estatutos e a versão posta a sufrágio, mas, sobretudo, se quererá ou não eleições antecipadas. Ora uma crise directiva e a marcação de eleições antecipadas, são, nesta altura do campeonato (passe a expressão), tudo o que o Sporting menos precisa. A interpretação da vontade dos sócios ficará irremediavelmente comprometida, tendo em conta a dualidade entre o que se está a votar e a consequência anunciada do resultado da votação. A que acresce o facto de, para a generalidade dos sócios, ser bem mais importante a estabilidade do clube, do que umas alterações estatutárias avulsas e um regulamento disciplinar. Poderemos ter quem concorde com os documentos, mas, ainda assim, vote contra, para ver se os órgãos sociais renunciam e, ao invés, quem não concorde com os documentos, mas os vote favoravelmente, para preservar os ditos órgãos. Prevalecerá uma utilidade marginal da votação, que se solta e desprende da que deveria ser a sua lídima motivação. Estaremos a votar em alhos, mas pensando em bugalhos.

A súbita mudança de cenário. Problemas que se suscitam

Na preparação da Assembleia Geral designada para o dia 3, não havia, penso, qualquer anúncio de renúncia. A alteração estatutária passaria ou reprovaria, o regulamento disciplinar também e a vida continuaria conformada com os resultados. Admito a minha falta de informação mas não entendo o que se haja alterado desde o dia 3 até ao dia 17, para se associar o prolongamento da vida dos órgãos sociais recém-eleitos, à votação favorável dos dois documentos. Mas o acrescento de um ponto 3, «deliberar sobre a continuidade do mandato dos actuais órgãos sociais», suscita também outros problemas jurídicos e factuais, que se associam às dúvidas que afectam os pontos 1 e 2. Vejamo-los de corrida: a conhecida convocatória é seca, não desvendando alguns aspectos relevantíssimos. Por exemplo: como se processará a votação? Por voto secreto ou por braço no ar? As alterações aos estatutos serão votadas ponto por ponto, como manda a boa técnica, ou sê-lo-ão em bloco? Poderão ser formuladas propostas concretas sobre pontos específicos, o que remete para a tal votação casuística. O mesmo se dirá quanto ao regulamento disciplinar. À exigência de dois terços dos votos a que aludem os estatutos, junta-se, ou não, a exigência do voto favorável de três quartos do número dos associados presentes, imposta pelo Código Civil no seu artigo 175, n.º 3? Trata-se de uma questão fulcral, tendo em conta que os associados têm número diferenciado de votos. Para que haja votação, terá de haver propostas. Qual é a proposta colocada à votação no âmbito do ponto 3? Não se sabe se as votações serão feitas no final, ou se irão sendo feitas com o encerramento de cada ponto (da ordem de trabalhos e dos dos documentos em apreço). Imaginemos que os pontos 1 e 2 são aprovados: para que servirá o ponto 3? Mas, sendo posto à votação o ponto 3, com uma proposta que entretanto surja, imaginemos que se vota num sentido favorável aos órgãos sociais em percentagem de 60 por cento. Ainda assim renunciarão? Mas a razão da renúncia não consiste, basicamente, na falta de aprovação dos dois primeiros pontos? Desaparecendo os motivos geradores da renúncia, poderá esta, ainda assim, verificar-se? Qual é o enquadramento do ponto 3 da OT, quando é certo que a AG só pode revogar os mandatos dos órgãos socais ocorrendo justa causa (artigo 40, n.º 2, dos Estatutos)? Caso haja renúncia em bloco dos órgãos sociais que a anunciaram, poderá, por amarga ironia, manter-se apenas o Conselho Leonino em funções?

Nesta encruzilhada

Não me interessa muita a vertente jurídica da coisa. Mas ela é relevante, independentemente da medida em que nos interessa. Por isso suscitei os tópicos precedentes. Concordo com algumas das alterações aos estatutos e discordo de várias outras. Não vejo a necessidade premente de termos um regulamento disciplinar, nem me parece obrigatório que seja aprovado em AG (não consta do elenco de competências estatutárias, embora reconheça que o assunto é discutível). Vários pontos do regulamento também não merecem o meu acordo. Mas nada disto deveria ser o essencial. No naipe de preocupações dos sportinguistas, as matérias disciplinares e estatutárias não são prioritárias e, a meu ver, teriam um tempo oportuno para serem discutidas logo após o final da época. Os estatutos em vigor são claros no que é essencial: os sócios devem honrar o clube e defender o seu nome e prestígio. Os eleitos devem exercer os cargos com exemplar conduta moral e cívica e em conformidade com a orientação definida pelos órgãos sociais do clube. Os sócios devem ainda zelar pela coesão interna do clube, cabendo aos membros dos órgãos sociais exercer os respectivos cargos com a maior dedicação e exemplar comportamento cívico e moral. Compete ainda aos sócios, sob pena da aplicação de sanções disciplinares, não injuriar, difamar e ofender os órgãos sociais do clube ou qualquer dos seus membros, como lhes compete abster-se de proferir expressões ou cometer actos (...,...) ofensivos da moral pública. Quem não proceder assim, sendo sócio ou (também) dirigente, fica sob a alçada disciplinar. Podem sempre melhorar-se as normas, mas, neste momento, a questão é de somenos, tendo em conta os combates desportivos em que estamos envolvidos e, sendo de somenos, em nada deveria poder determinar a abertura de uma crise directiva. Demissões nascidas de alterações aos estatutos, só mesmo se quisessem alterar os elementos do nosso ADN, que ali se abrigam, tais como a denominação, os símbolos ou as cores. É o que penso de tudo isto. Tenho esperança de que ainda se arrepie caminho."

 

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publicado às 11:00

 

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A acreditar no que noticia o jornal O Jogo esta quarta-feira, Rogério Alves prepara-se para dar termo à sua participação no programa Dia Seguinte da SIC Notícias. Segundo a reportagem, a decisão do antigo presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting - cargo que exerceu entre 2006 e 2009 durante o mandato de Filipe Soares Franco - foi motivada pela proximidade do acto eleitoral do Sporting, que vai decorrer a 4 de Março e será disputado, para já, entre Bruno de Carvalho e Pedro Madeira Rodrigues.

 

Voz respeitada entre o universo sportinguista, o antigo dirigente não quererá estar numa posição em que fosse obrigado a comentar as incidências do sufrágio e quis demarcar-se completamente desse tema, de modo a assegurar a sua neutralidade durante toda a campanha eleitoral, que terá início após ser ultrapassado o prazo final da entrega das listas, a 2 de Fevereiro.

 

Além do motivo supracitado, outro factor que pesou na decisão do antigo bastonário da Ordem dos Advogados tem a ver com o cansaço acumulado e o desgaste da sua imagem pela assídua participação no programa de debate, no qual tem esgrimido argumentos com os colegas de bancada Rui Gomes da Silva e José Guilherme Aguiar, comentadores afectos a Benfica e FC Porto, respectivamente, desde 2014.

 

Para o lugar de Rogério Alves no programa Dia Seguinte, poderá avançar Paulo Farinha Alves. O advogado e jurista chegou a desempenhar o cargo de director de futebol de profissional do Sporting - sob a dependência directa do então presidente Luiz Godinho Lopes - após as saídas de Luís Duque e Carlos Freitas, em Outubro de 2012.

 

Embora me agradasse imenso - e a muitos sportinguistas - não vejo esta decisão de Rogério Alves como uma possível indicação de candidatura à presidência do Sporting. Todos podemos mudar de ideias, obviamente, mas ele já tinha deixado claro que não se iria disponibilizar para esse fim, pelo menos nesta altura. Seria o timing ideal, no entanto, e até creio que Pedro Madeira Rodrigues não teria quaisquer objecções a uma candidatura conjunta.

 

P:S.: Eu pagava para assistir a um debate directo entre Rogério Alves e Bruno de Carvalho. Interessante, não é o único termo que me vem à mente.

 

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publicado às 14:48

Rogério Alves pede o impossível

Rui Gomes, em 20.12.16

 

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«A prestação da equipa de futebol interfere no pré-eleições. (...) Há um projeto a médio prazo, em que se considera que Jorge Jesus é uma peça essencial. Jesus teve uma excelente entrada no Sporting, na época passada, com o recorde de pontuação do clube no campeonato. Só que no primeiro ano no Benfica foi campeão, no Sporting fez o recorde de pontos mas não foi campeão. Isso faz grande diferença.

Temos de separar o processo futebolístico do eleitoral, por mais difícil que seja fazê-lo. Temos de apoiar a equipa, os jogadores, o treinador, sabendo que os resultados são tiranos mas esta é a nossa equipa».

 

Rogério Alves - no programa 'Dia Seguinte' da SIC Notícias - tem razão ao afirmar que há uma grande diferença entre ficar em segundo lugar, mesmo com o recorde de pontos, e ser campeão, no entanto, pede o impossível no que diz respeito à separação do processo futebolístico do eleitoral. Apoiar os jogadores e a equipa, indubitavelmente, apoiar o treinador já é muito relativo, mas em vida real os resultados desportivos impactam directamente a eleição do líder do Clube, especialmente quando este é o principal responsável pelo estado das coisas.

 

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publicado às 05:01

Um "marciano" no Estádio da Luz

Rui Gomes, em 13.12.16

 

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Há longo que deixei de assistir aos programas desportivos portugueses, mas é sempre um prazer ler/ouvir o que Rogério Alves tem para dizer sobre o futebol português, em geral, e o Sporting Clube de Portugal, em particular. Lamento, aliás, que em princípio ele não seja candidato à presidência do Clube.

 

Eis um comentário seu sobre o «derby» deste domingo, no programa Dia Seguinte da SIC Notícias:

 
«Se um marciano chegasse ali ao Estádio da Luz, desconhecesse as cores das camisolas, o público, não conseguisse identificar nada, nem ninguém, pensaria que o Sporting era o dono da casa, que era a equipa que estava a jogar ao ataque, que estava a jogar estando à frente da classificação e que o Benfica era o Sporting, que estava ali a tentar ver se não perdia...

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publicado às 03:57

  

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«Não sou candidato. Essa hipótese é colocada várias vezes no espaço público. O meu trabalho no Sporting destina-se a tentar ajudar o clube, valorizar a marca, defender o clube de ataques externos. (...) contribuir na minha pequena trincheira. Para mim o Sporting é uma relação de puro amor. Não tenho relações profissionais com o Sporting, outras pessoas terão essa vocação.

 

Tenho muito gosto em defender o Sporting. Sei exactamente como é que os sportinguistas avaliam o meu desempenho. Acho que avaliam positivamente. Não estou zangado com ninguém, nem a dizer que isso é mau ou é bom. Neste momento isso está completamente fora do meu horizonte. Não vale a pena estar sempre a criar turbulências internas. Eu não quero que a minha notoriedade seja um factor de divisão. Não fui para o Sporting para ser conhecido, fui por ser conhecido».

 

As mais recentes considerações de Rogério Alves sobre uma sua eventual candidatura à presidência do Sporting. Quem, decerto, não ficará nada triste com esta posição do advogado e antigo dirigente leonino será Bruno de Carvalho, especialmente se ele a mantiver ao longo dos próximos meses.

 

Rogério Alves será dos poucos sportinguistas, neste momento, que aparenta reunir um consenso abrangente para assumir a liderança do Clube. Não surpreenderá que venham a surgir outros nomes, mas talvez nenhum tão sonante, em termos de credibilidade e fidedignidade, e com a capacidade para fazer oposição ao actual presidente.

 

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publicado às 03:17

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No programa Dia Seguinte, da SIC Notícias, esta segunda-feira, Rogério Alves considerou que as expectativas dos adeptos leoninos estavam muito elevadas face ao bom rendimento da equipa na época passada, precisamente o que está agora a dar ensejo às críticas:


«No ano passado o Sporting fez uma excelente época e isso criou nos sportinguistas uma expectativa de continuidade. Criou-se um bocadinho a expectativa de que o Sporting seria o grande favorito. O Sporting começou bem a época e os problemas nascem com a reformatação da equipa em finais de agosto, com as saídas de Slimani e João Mário e, depois, do Adrien.

A adaptação dos novos jogadores, nomeadamente o Bas Dost, a necessidade de pôr o Elias no lugar do Adrien, esperar que o Markovic assuma a qualidade de jogo que mostrou enquanto no Benfica, está a demorar tempo. Juntou-se uma certa falta de sorte, prolongamento de adaptação e lesão do Adrien.

Com a matéria-prima que o Sporting tem, pode fazer muito melhor. Agora temos é de subir a ladeira e não ficar cá no vale».
 

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publicado às 03:14

 

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«Jorge Jesus é uma pessoa extremamente honesta e fala muito a verdade, não fala o politicamente correto. Houve uma pergunta e ele disse: 'há uma diferença grande entre o Adrien e o Luisão. Enquanto no Benfica querem correr com ele, nós queremos que o Adrien fique'. O que ele disse do Adrien foi que o médio foi um dos jogadores que mais o surpreendeu positivamente, a par de outros três que ele referiu. O Jorge Jesus é da opinião que o Benfica não queria que o Luisão continuasse. É a opinião dele.

Uma coisa é uma notícia plantada, outra coisa são afirmações feitas por pessoas que dão a cara. Jorge Jesus e o tal senhor Bertolucci não utilizaram metáforas. Isto não são notícias plantadas, isto são afirmações de pessoas. Foi um elogio ao Luisão? claro que foi. Acharia natural que o Benfica na ponderação do seu plantel não contasse com o Luisão. Isso é perfeitamente normal. Se tem apreço pelo Luisão enquanto capitão, acho muito bem que o manifeste. É neste mundo que nós devemos viver. Disse do Adrien aquilo que acha. Como capitão ainda tem que evoluir. É a opinião dele! Ele foi muito elogioso para com o Adrien. Ao contrário do que andava aí pelo ar, o Adrien vai continuar a ser capitão do Sporting. Isso já foi esclarecido.


Quando Jesus diz isso (querer sair ao fim do primeiro mês) está a falar do futebol. Ele diz que ficou surpreendido com as insuficiências que encontrou ao nível do planeamento e gestão dos activos. Jesus é também um 'manager', gosta de se responsabilizar. Ele diz que apetrechou o Sporting do ponto de vista estrutural e também na mobilização dos sportinguistas. Sou sportinguista há muitos anos e o que quer um adepto? Que o mais breve possível o clube lute por títulos. O poder de fogo que o Sporting ganhou para conquistar títulos é agora muito maior».
 
                                                                                                                       
                                                                                                          Rogério Alves
 
 
As coisas explicadas por quem as sabe explicar; com inteligência, equilíbrio e sensatez, características que escasseiam em Alvalade hoje em dia, não obstante o narcisismo  e 'chico-espertismo" em voga.
 

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publicado às 12:30

 

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Para complementar o artigo do meu colega Drake Wilson sobre os já notórios "80 milhões", eis o que Rogério Alves teve para dizer no programa Dia Seguinte da SIC Notícias:

 

«Fiquei surpreendido com a proposta, é um valor muito elevado. Não é expectável que se ofereça 80 milhões por ele, tendo em conta o mercado. Se Bruno de Carvalho estava a brincar? Não vejo utilidade em que ele estivesse a dizer algo que não correspondesse à verdade. Agora, é uma oferta muito elevada por Slimani ou qualquer outro. Aquilo que Bruno de Carvalho diz faz sentido. Se fosse agora venderia o Slimani por 80 milhões, é verdade que perderíamos o nosso ponta-de-lança mas na relação custo-benefício claro que sim. Agora a meio da época qualquer venda pode ser considerada assassina».

 

Sempre com uma postura estadista no que ao actual presidente do Sporting diz respeito, Rogério Alves limita-se ao "politicamente correcto" na sua análise a esta ainda hoje inacreditável situação.

 

Quanto à "venda assassina", dependerá do jogador e dos valores envolvidos, decerto. Para muitos, Fredy Montero não devia ter sido vendido em Janeiro, mas é uma transferência incomparável com a de Slimani, caso esta se tivesse concretizado.

 

Parafraseando o meu colega Drake Wilson... "cada um de nós acredita na ilusão que mais desejar", mesmo que sejam 80 milhões de ilusões.

 

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publicado às 13:34

A lucidez de Rogério Alves

Rui Gomes, em 10.05.16

 

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Decidi esta segunda-feira interromper o meu boicote de há dois ou três anos a programas desportivos na TV, apenas e tão pelo desejo de ouvir as opiniões de Rogério Alves no Dia Seguinte da SIC Notícias.

 

Fui extremamente infeliz com o meu timing, porque comecei a assistir ao programa precisamente no momento em que o inqualificável paineleiro "encarnado" persistia em negar o que estava à vista do Mundo pela repetição (pelo menos 20 vezes) dos dois lances que precipitaram a expulsão de Renato Sanches do jogo com o Marítimo. 

 

A minha tolerância tem limites e fui obrigado a desligar a televisão. Não assisti, portanto, às apreciações de Rogério Alves e só posteriormente tive ocasião de ler algo do que disse no programa. Eis uma das suas considerações que me parece exemplar no que à sua lucidez de análise diz respeito. Isto, relativamente ao denominado "jogo da mala", obra criativa dos palradores do clube do outro lado da Segunda Circular:

«A polícia poder intervir se para além de 'bocas' e acusações houve indícios de crime. Se cada vez que alguém decide dizer uma coisa e chega ao momento da verdade quem sabia de tudo deixa de saber. 

Alguém do Benfica acusou o Sporting de algo? Não. Então a polícia investiga o quê? Temos de poupar as autoridades para o que é relevante».

 

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publicado às 05:24

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