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Rogério Alves explica...

"Os sócios devem contribuir para a coesão dentro do universo leonino"

Rui Gomes, em 14.11.19

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Rogério Alves abordou na Sporting TV o processo de recolha de assinaturas levado a cabo pelo movimento Dar Futuro ao Sporting, que visa destituir os Órgãos Sociais. E quando lhe perguntaram se ele próprio está de pedra e cal, o presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting respondeu citando os estatutos:

"Há um dever estatutário de cumprir os mandatos até final. Compreendo a pergunta, mas nós não podemos contestar diariamente, ao ritmo de três, quatro, cinco, seis vezes por dia, notícias e de mais comentários vindos de fontes avulsas, vindos de fontes não identificadas, que falam de estados de alma, que falam de expectativas, que falam de possibilidades e que, obviamente, não podem ser desmentidas ao ritmo diário.

O que eu aconselho, para que toda a família sportinguista possa estar mais tranquila, é que ouçam as fontes do próprio Sporting, bebam directamente a água da fonte, não confiem tanto nos intermediários. E tudo aquilo que queiram saber, relativamente ao Sporting, aguardem que alguém do Sporting se pronuncie.

E que compreendam também que não se pode, num mundo fortemente marcado pela presença dos órgãos da comunicação social, o que é ótimo e não tem assim qualquer problema, pelo contrário… Estar a desmentir horas e horas de notícias, de informações, de fontes, de possibilidades, de especulações…

O que os Estatutos dizem é bastante claro: quem é eleito para os Órgãos Sociais do Clube tem o dever de cumprir a sua missão e os mandatos até final. Além disso, referem também que os Sócios devem contribuir para a coesão dentro do universo Leonino e respeitar os Órgãos Sociais e as suas deliberações.

Tenho conhecimento daquilo que vai sendo reportado pelos jornais. Agora, o presidente da Mesa da Assembleia Geral e a Mesa da Assembleia Geral não se devem pronunciar, nesta escalada especulativa, sobre notícias de jornais. Terão de pronunciar-se, isso sim, quando e se algum requerimento for apresentado.

Quando e se algum requerimento for apresentado, a Mesa da Assembleia Geral e o seu presidente, no cumprimento daquilo que é um dever e exercendo a autoridade que nasce da legitimidade que tem para o fazer – porque os Órgãos Sociais foram eleitos pelos sócios para cumprirem as suas funções -  e a função da MAG será, se vier a ser entregue um requerimento, verificar se ele cumpre as condições estatutárias para ser admitido e dar origem a uma Assembleia Geral".

publicado às 04:03

Rogério Alves, Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting, aborda a reunião-magna marcada para esta quinta-feira, tendo como ponto único a votação do Relatório e Contas do exercício 2018/19.

Além de outras cosiderações, ainda teve isto para dizer:

"(...) Estamos na era da mediatização, algumas pessoas utilizam telemóveis para filmar partes das AG que aparecem na Comunicação Social, mostrando aquilo que corre pior. De uma Assembleia de três, quatro ou cinco horas aparecem 30 segundos que tingem tudo o que acontece. Até agora, todas as pessoas têm usado da palavra, temos a ditadura do tempo e do razoável. Não podem ser ‘flashes’ de 15 segundos a dar uma imagem que não foi a característica da Assembleia Geral".

publicado às 02:34

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Rogério Alves concedeu uma entrevista à SIC Notícias para falar sobre Assembleia-Geral do próximo sábado, na qual os sócios do Sporting vão apreciar o recurso de Bruno de Carvalho e Alexandre Godinho relativo à expulsão de sócio.

O ex-presidente destituído já anunciou que não vai estar presente na reunião magna, mas Rogério Alves acredita que a presença dele seria importante:

"O meu trabalho enquanto presidente da mesa da Assembleia-Geral é criar garantias para a pessoa se defender e expressar o ponto de vista. Não existe nenhum da minha parte por Bruno de Carvalho não estar presente, até porque acho relevante o visado estar para se defender.

Vamos estar numa Assembleia-Geral que pode mobilizar milhares de pessoas que têm que compreender que isto está assente numa dinâmica de debate. Vai-se falar num assunto que gera antagonismo, mas os estatutos do Sporting apelam a um principio ordeiro e é isso que espero".

Não tenho causa para duvidar da sinceridade das palavras de Rogério Alves, mas acredito que mais do que estar preocupado com a defesa do lunático, ele pretende assegurar que não vão haver razões para queixas, apesar de serem expectáveis, tendo presente quem está envolvido.

publicado às 04:05

 

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Rogério Alves, presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting, comentou esta terça-feira, na Sporting TV, a divulgação pública da Auditoria:

 

"Em primeiro lugar, tenho o máximo de respeito por todos os sportinguistas. Contacto com muitos ao longo do meu dia e da minha vida. Há uma coisa que no Sporting devia ser tido em conta: é que as candidaturas terminam com as eleições. Ficar sempre os três ex-candidatos, os cinco, os nove, não é uma coisa saudável para o Sporting. Não vale a pena dizer que os três subscritores (José Maria Ricciardi, Dias Ferreira e Fernando Tavares Pereira)  tiveram em conjunto 16 ou 17 por cento dos votos.

 

Foi mau para o universo sportinguista que a auditoria fosse revelada desta forma. A Direcção está a fazer tudo ao seu alcance para descobrir o que aconteceu e perseguir os responsáveis se eles forem detectados.

 

A maior preocupação de todos nós neste momento é minorar os estragos, e não, como algumas pessoas que parecem estar a fazer provas de vida, esfregar a ferida, lamentar, lamuriar.

A Direcção não tinha interesse absolutamente nenhum nessa divulgação. Não vale a pena estar a fornecer trunfos aos nossos adversários. É por de mais evidente que não é bom ver espalhadas informações que são obviamente para manter em confidencialidade, não vale a pena esgravatar na ferida.

 

O que aconteceu foi muito traiçoeiro para o Sporting, uma violação dos Estatutos. Agora não sabemos quem foi. Terá sido dentro ou fora do Sporting… não sabemos.

Não faz nenhum sentido imputar à Direcção do Sporting a responsabilidade pela fuga. Pode nascer de vários lados. Infelizmente, como sabemos, hoje é muito difícil controlar o fluxo de informação.

 

Habitualmente, nas investigações pensa-se: ‘quem é o grande beneficiário com o que aconteceu?'... E essa entidade acaba por se tornar o principal suspeito. Ou, como se diria no Casablanca, os suspeitos do costume.

 

Para além do que causa ao Grupo Sporting, a Direcção seria sempre a última entidade interessada em ver de algum modo exposto o manancial de informação que debilita o seu poder negocial".

 

publicado às 06:48

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 24.04.19

 

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Rogério Alves, presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting, abordou esta terça-feira os diversos processos em investigação no futebol português e confessou que, na sua opinião, e em tese, o Sporting deveria ter recorrido da não-pronúncia do Benfica no caso e-Toupeira.

 

"Estamos a falar de dossiês com matéria muito grave. Há pessoas que dão a cara e dizem que foram aliciadas. Isso constitui crime. Temos por outro lado uma investigação em curso relativamente ao e-Toupeira, o famoso caso dos emails… Estamos a falar de coisas sérias, graves. O Sporting deve estar muito atento e contribuir para aportar aos processos a informação que possa auxiliar à descoberta da verdade.

 

A justiça tem duas vertentes: descobre os factos, revela o que se passou, e depois julga. Até podemos dizer que não estamos de acordo com um julgamento, mas vamos ter em Portugal a revelação de factos que acho que são graves e que dizem respeito a esses processos.

 

Talvez até devêssemos falar mais deles e não dos nossos, mas é apenas uma sugestão. Isto vai ter uma conclusão, o Sporting tem de estar atento, ativo, para ajudar a um esclarecimento cabal destas matérias e que se vá até às últimas consequências. 

 

Se a Direcção devia pronunciar-se?... Quando for oportuno sim. As intervenções têm de ser doseadas com inteligência, senão transformam-se em ruído, mera banalidade. Se me perguntam em tese qual teria sido a melhor posição, eu entenderia que o Sporting deveria ter apresentado recurso da decisão de não-pronúncia.

 

O Sporting entendeu que o argumentário que poderia ser utilizado para reverter a decisão do tribunal já estava totalmente listado pelo Ministério Público. Eu, em tese, sem análise detalhada, penso que me inclinaria pela opção contrária. Simbolicamente teria sido muito mais marcante, mas admito estar errado. Mas não vamos agora pegar nisto e começar com a crucificação de A, B ou C".

 

publicado às 06:47

 

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O homem por quem eu sempre tive enorme respeito, já há algum tempo tem vindo a dar indicações que a sua ideia de unir o Sporting é ajoelhar-se perante aqueles que tudo fizeram para desunir e desrespeitar a nossa Instituição centenária, tentando criar no processo uma ditadura irrevogável.

 

O seu anúncio que os sócios visados por suspensões, inclusive o lunático ex-presidente, não só vão poder estar presentes na reunião magna agendada para o próximo sábado, dia 15, como também vão poder intervir 15 minutos durante a sessão, é o cúmulo do indecoro:

 

"Os Estatutos do Sporting não definem se as pessoas suspensas podem ou não participar na AG. Mas a AG decidiu que sim. Claro que é uma decisão com carácter excepcional, porque se estão suspensas não deveriam participar.

 

A decisão da Assembleia Geral teve em conta dar a possibilidade do contraditório aos sócios em causa, pelo que, no que toca aos sócios suspensos, foi permitida a sua participação para fazerem uma intervenção de 15 minutos na qual poderão dizer o que entendem sobre a sanção que sobre eles recai.

É esse o comportamento adequado num clube democrático, de um país democrático, de um continente democrático. No caso das pessoas que foram expulsas, o recurso para a AG tem um efeito suspensivo, isto é, continuam sócios de pleno direito até à decisão formal da reunião magna.

Nos dois casos de expulsão, os sócios em causa podem dirigir-se à AG para exporem os seus pontos de vista.

Relativamente ao presidente anterior, o que vai ser deliberado, é a suspensão de Bruno de Carvalho, e não a expulsão como tem vindo a ser noticiado em diversos órgãos de comunicação social.

Vai ser votada a suspensão por um ano do ex-presidente. As sanções aplicadas não podem ser alteradas pela Assembleia Geral, ou se mantêm, ou são revogadas. o que vai estar em apreço relativamente ao antigo presidente Bruno de Carvalho é a suspensão.

Ou a sanção aplicada se mantém ou é revogada. Não pode ser alterada, nem diminuída, nem aumentada".

 

Já tínhamos amplo conhecimento do que consta a Ordem de Trabalhos e dispensávamos mais esta explicação supérflua. A decisão da Mesa da Assembleia Geral é incorrecta e este seu gesto de democracia obsequiadora não vai injectar o bom senso no ânimo de gente que só sabe estar fomentando a desunião.

 

Queremos a união, mas não a qualquer preço !!!

 

 

O parecer muito pertinente da Dra. Rita Garcia Pereira sobre este assunto:

 

"Tenho uma opinião muito própria sobre este tema. A concessão de minutos para defesa, à qual adiro sem problemas ao abrigo do princípio do contraditório, foi precedida de uma reunião que era para ser secreta mas que veio a ser divulgada por mim. Foi nesta sede que isto foi combinado e, curiosamente, os membros da Comissão de Fiscalização que aplicaram a dita sanção não foram tidos nem achados e só souberam da mesma depois de eu a ter divulgado.

 

Já tinham corrido vários dias quando o PMAG se dignou a fazer um telefonema ao Presidente da Comissão, sendo que, nessa altura, o facto estava já consumado. Direi isto e repetirei as vezes que forem necessárias porque corresponde à verdade, por mais pressões que tentem fazer-me. 

 

Concordando com o princípio em termos ideais, fica por explicar porque é que também ninguém se preocupou com o contraditório da Comissão. E, de caminho, espero que existam mesmo condições de segurança porque, conforme já escrevi, não aceito menos do que sair nas exactas condições em que entrei".

 

Estas observações de Rita Garcia Pereira vêm confirmar o que eu já suspeitava pelas palavras de Rogério Alves: há aqui uma agenda não revelada do Conselho Directivo e/ou Mesa da Assembleia Geral. A falar de democracia...

 

publicado às 04:30

 

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Considerações de Rogério Alves, presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting, na 37.ª Gala Rugidos do Leão, em Leiria:

 

Atentos: "Precisamos de voltar à alegria, dinâmica, entusiástica e à vitória. Acho que o presidente do Sporting transmitiu as mensagens que têm de ser transmitidas. Temos de estar atentos a quem anda a sabotar a caminhada do Sporting por entre juras de amor ao clube. Atentos aos que filhos das trevas tendem a ser mais espertos que os filhos da luz. Esta direcção e o presidente têm o perfil adequado para fazer face a estes tempos difíceis: trabalhar e unir. O apelo é para a mobilização e para a aliança".

 

Justiça e ataque: "Eu tenho a minha opinião sobre o assunto, mas como presidente da MAG compete-me mobilizar os sportinguistas para o futuro. Não podermos estar a patinar no passado... o Sporting CP não pode alhear-se de fenómenos que aconteceram na própria casa. Estamos confiantes na Justiça. Espero que elucidem do que aconteceu. Se for adequado vamos intervir nas formas processuais permitidas".

 

Punição: "As Assembleias Gerais não castigam sócios. A AG não tem competência para aplicar penas a sócios. Há o Conselho Fiscal e Disciplinar que delibera sobre as sanções a aplicar. Se as sanções forem suspensão ou exclusão podem, aí sim , recorrer à AG. No dia 30 irão ser analisadas penas aplicadas pela Comissão de Fiscalização e a AG só diz se as penas se mantêm ou são revogadas. É só isso".

 

Gelson Martins: "É fundamental que o Conselho Directivo defenda os interesses do Sporting. Toda a gente sabe que estas negociações são difíceis. Os adeptos têm de estar cientes que há fenómenos que podem debilitar a capacidade negocial do Sporting e isso não pode ser espalhado aos quatro ventos. Não podemos fornecer trunfos aos adversários. Temos de mostrar músculo, força e exigir respeito ao Sporting".

 

publicado às 03:03

 

 

publicado às 04:02

 

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Rogério Alves confirmou, em entrevista na Sporting TV, a realização de duas Assembleias Gerais do Clube, uma já dia 30 de Novembro, para votação de Relatório e Contas do ano anterior e orçamento para o seguinte, mas também uma outra, a 15 de Dezembro, focada nos processos de sanções a sócios do Sporting, entre eles Bruno de Carvalho:

 

"Vamos debater todos os recursos das sanções aplicadas pela Comissão de Fiscalização. Sanções que vão da suspensão à expulsão. O Conselho Fiscal entendeu que os recursos estão em prazo e vamos votar essas sanções. Os estatutos dizem que as sanções que podem ser aplicadas são a suspensão e a expulsão; que as pessoas em questão podem ser alvo de recurso e que as suspensões não têm efeito suspensivo em caso de recurso. A Assembleia Geral (AG) vai deliberar se estas penas se mantêm ou se são revogadas.Não vamos deliberar a expulsão, isso compete ao Conselho Fiscal e Disciplinar.  Se votarmos a manutenção das sanções, mantêm-se. Se as revogarmos, a AG, no uso do seu poder soberano, destruirá o efeito do processo (...)".

 

*** O leitor pode verificar aqui a informação disponível no site oficial do Sporting.

 

publicado às 04:19

 

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Considerações de sportinguistas no Sporting Talks, convenção que está a decorrer na Universidade Católica de Lisboa esta quarta-feira:

 

Eduarda Proença de Carvalho

 

"Quem vier a seguir tem de fazer uma alteração profunda dos Estatutos. É a base do Clube, é preciso voltar o Clube aos sócios. Os Estatutos antigos não eram bons, mas os novos são muito piores. O novo presidente do Sporting tem de apresentar alteração na qual os órgãos sociais têm de ter orçamento próprio. Não é possível que os órgãos estejam dependentes de quem está acima.

Percebi, nos últimos dias, que os funcionários do Sporting, que todos achávamos que nos podiam ajudar, são funcionários da SAD.

 

Nos últimos anos, o Conselho Leonino fez o que fez inteiramente de acordo com a vontade do presidente. Deixou de ser um local de pensamento. Concordo que o Conselho Leonino tem de ser reinventado, nomeadamente chamar para dentro deste conselho pessoas dos Núcleos, que estão afastadas em termos territoriais da sede, para poderem participar.

 

Lanço um repto aos candidatos. Temos de pôr com grande rapidez o voto electrónico, sob pena de quem está de fora não poder participar nas decisões do Clube."

 

Rogério Alves

 

"Queria sugerir que este debate prosseguisse também após as eleições, seria mais propício ao debate. A SAD só existe porque só existe Clube. Se não for o Clube, não vale a pena haver SAD. Por mais que os investidores externos o possam lamentar, é verdade. Os accionistas sabem que terão pouco acesso a dividendos. Podem perguntar o que os levará a investir. Numa visão poética dir-se-ia que era amor, mas se este modelo não fosse assim perdia a sua razão de ser.

 

Há muitas coisas que têm de ser resolvidas neste convívio com a entrada da lei. Temos neste momento investigações criminais que podem dar descida de divisão ou perda de campeonato. Serão o efeito dissuasor da batota. Essas investigações saíram de cena graças ao rebuliço no Sporting, mas espero que voltem a entrar em cena".

 

Rodrigo Roquette

 

"Ponderei seriamente avançar com uma candidatura à presidência do Sporting. Não o fiz porque esbarrei num conjunto de práticas que vieram ao meu conhecimento - falei com muitas pessoas - de influências, uma teia de terrorismo comunicacional, tentativas de pressão. Um conjunto de coisas que neste momento existem e que têm de ser limpas, mas de uma vez por todas. As pessoas têm deixar de se servir do Sporting.

 

Tive de fazer um exercício de humildade. Isto tem de deixar de ser o clube dos amigos ou dos primos e de pessoas que vão para lá porque lhes dá jeito. Só parando com estas práticas que ainda existem é que as pessoas estão dispostas a largar o que têm para trás, caso contrário não vão querer ir para um lamaçal. Há pouco tempo criei uma coisa chamada ‘Movimento Sporting Vencedor’. Adorava que a próxima presidência pudesse aproveitar. É uma rede anónima, pro-bono, de pessoas especialistas em diversas áreas de mercado que poderiam ser consultados, integrá-los em algumas decisões.

 

Creio que há muitos sócios como eu que querem ajudar o Clube e não podem. Recusei ser director de marketing, convidaram-me e eu recusei".

 

publicado às 12:41

 

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Rogério Alves foi instado a comentar, entre outras coisas, a recém-notícia do Correio da Manhã relativamente a mensagens que aparentam ligar Bruno de Carvalho ao ataque à Academia Sporting:

"Não podemos tirar conclusões precipitadas. A coisa tem mau aspecto, digamos assim. Temos de aguardar. Não podemos pegar no facto A, facto B e facto C e construir uma tese. Temos de aplicar os princípios do estado de Direito a toda a gente, mesmo aos que possam não nos merecer simpatia".

Rescisões e processo ao ex-presidente causam conflito de interesses?

"Dizer que se os jogadores não têm razão, não há motivo para haver processo, isso não faz nenhum sentido. Há zonas de intercepção, mas têm reflexos jurídicos diferentes. Pode haver uma conduta errada do presidente que não seja suficiente para os jogadores rescindirem com justa causa mas que seja suficiente para um processo disciplinar. É um sofisma. Não há nenhuma geminação"

Está contra os processos?
 
"A presidência anterior caracterizava-se por uma sistemática ameaça de processos judiciais. Eu próprio fui alvo. É a esse tipo de comportamentos que temos de dizer não. Mas nunca mais. Agora, se as pessoas violam os Estatutos, que são muito claros... A culpa não é dos Estatutos, é de como nós nos comportamos. 
 
Não gostava de ouvir o próximo presidente do Sporting, sempre que fosse criticado, a dizer que processaria A, B ou C, que recomendasse que não se visse televisão, que os comentadores saíssem das televisões...
 
Estamos num espaço de grande liberdade, não vamos andar a marchar, somos pessoas livres. Os processos disciplinares devem seguir os seus termos. Não sou contra a existência, porque os há em todas a instituições. Agora, não podemos fazer do nosso dia a dia uma permanente distribuição de ameaças".
 
..."Não podemos fazer do nosso dia a dia uma permanente distribuição de ameaças"... Parece-me que vivemos mais de cinco anos precisamente sob esse clima persecutório. O derradeiro ajuste de contas não estará muito longe.
 
Alguém terá dito, algures, que "a justiça é a vingança do homem em sociedade".
 
Que assim seja !
 

publicado às 03:48

 

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Rogério Alves foi esta segunda-feira apresentado como candidato na lista de Frederico Varandas à presidência da Mesa da Assembleia Geral (MAG) do Sporting. Eis um resumo do que ele teve para dizer na apresentação:

 

"Aceitei o convite porque acredito no Frederico, conheço a sua ligação ao Sporting. É universalmente reconhecido pela sua competência, dedicação e combatividade. Acredito que a competência, aliada à lucidez e a uma boa equipa, são receitas para o sucesso. Não secciono as pessoas por idades. Somos todos úteis. Mas há aqui que refrescar os métodos, as ideias, por exemplo consignando que os órgãos do Sporting não sejam forçosamente o órgãos da SAD.

 

Que haja ideias novas e refrescantes, como colocar à disposição do conhecimento as declarações de rendimentos. Temos de fazer esta aposta na verdade, que é o grande antídoto contra os falsos profetas. Acredito que o Doutor Frederico Varandas, que teve a coragem de se anunciar como candidato, teve também a capacidade de se entregar a esta causa. Nós agora só podemos ter um futuro melhor.

 

Gostaria muito que o Frederico fosse o presidente da nova era. De uma era em que o diálogo entre todos fosse a força motriz do novo Sporting, neste novo pedaço da sua existência. Precisamos de falar uns com os outros, de colaborar uns com os outros, de estarmos sintonizados no amor ao Sporting e abandonar aqueles atritos.

 

Vamos conseguir ser unidos no interior para sermos imbatíveis para o exterior. Acredito que o Frederico pode protagonizar isso. O Sporting, sabemos, são 3,5 milhões de adeptos, que falam connosco na rua, manifestam os seus anseios, e depois temos os sócios dentro dos adeptos. Somos também felizmente muitos e iremos procurar ser cada vez mais. Recentemente deram uma demonstração cívica de comportamento exemplar, uma lição de que a democracia não é uma flor retórica para enfeitar manuais.

 

Aceitei com entusiasmo este convite pelo meu amor ao Sporting e por entender que, se formos eleitos, temos um trabalho importantíssimo de manter os sócios como força motriz deste clube, de estar o mais próximo deles possível, sempre que for preciso dizer presente. Terei muito gosto em ser também alguém que contribui para essa unidade, para essa nova era, para que essa era, sem demagogia, seja uma era de sucesso, de vitória, de glória e esplendor."

 

publicado às 04:17

 

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O título do post é enganador, em que não considero Rogério Alves decepcionante, em termos da sua essência, mas sim que me desiludiu completamente perante a minha desde sempre expectativa que na altura certa lideraria uma lista de candidatura à presidência do Sporting.

 

A acreditar nas declarações do Dr. Frederico Varandas - durante uma visita ao Museu do Sporting de Leiria - tanto o advogado como Miguel Albuquerque irão integrar a sua lista, o primeiro como presidente da Mesa da Assembleia Geral, função que já desempenhou entre 2006 e 2009. Ambos, serão apresentados na segunda-feira, por ocasião da abertura da sede de campanha do candidato.

 

Reconheço que não me compete passar juízo sobre Rogério Alves. A sua decisão não me agrada, minimamente, muito embora sinta a obrigação de a respeitar, tendo em conta o enorme impacte que a incumbência teria na sua vida particular e profissional. Para quem tem uma vida organizada, não é uma decisão fácil.

 

Assim, vem dar enorme credibilidade à candidatura de Frederico Varandas - na minha opinião, praticamente a garantir o sucesso do ex-director clínico no acto eleitoral de 8 de Setembro. Isto, apesar de ainda não ter sido apresentado o projecto que tem em mente para o futuro do Sporting, projecto esse que ele garante ser muito forte.

 

publicado às 18:15

 

 

Gostei de ouvir Rogério Alves, foi directo às questões cruciais e sublinhou repetidamente a necessidade de dar a palavra aos sócios através de eleições. Mais uma vez, no entanto, recusou comprometer-se com a sua eventual candidatura.

 

No que diz respeito a outros aspectos da crise em curso, não deixou dúvidas quanto à legitimidade de Jaime Marta Soares e, no inverso da moeda, à ilegitimidade das outras comissões criadas pelo Conselho Directivo, uma delas liderada pela dra. Elsa Tiago Judas. Confesso - e será defeito meu, decerto - que não tenho estômago para ouvir essa senhora falar, meramente repugnante. Direi o mesmo de quem a acompanhou na conferência de imprensa de ontem, que eu nem sequer conheço.

 

Quanto à eventualidade de Bruno de Carvalho ignorar a suspensão e apresentar-se em Alvalade para "trabalhar", Rogério Alves afirmou que num Estado de Direito a sua entrada não deve ser barrada, e terá então de ser o tribunal a fazer acatar a decisão.

 

Neste sentido, a moderadora do Jornal da Noite da SIC falhou ao não questionar Rogério Alves sobre o tempo que será necessário para que a decisão do tribunal seja concedida, disposição preocupante, nas circunstâncias.

 

publicado às 03:49

 

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Rogério Alves, à margem da conferência do International Club of Portugal, em Lisboa, fez um apelo à realização de "eleições livres e participadas" no Sporting:

 

"Com a mesma preocupação, perplexidade e desgosto com que todos os sportinguistas estão a ver. Para mim a coisa é muito clara: As feridas e fracturas estão expostas de uma maneira absolutamente impensável! A solução é realização de eleições, o método até lá é paz e tranquilidade.

 

Nós temos um problema gravíssimo que corresponde a várias fracturas expostas, temos uma solução que é a realização de eleições livres e participadas, temos um método de chegar às eleições que é com tranquilidade e respeito mútuo.

 

Se formos por este caminho as soluções poderão estar próximas, e o problema poderá ser resolvido dentro do Sporting. Se não optarmos por este caminho terão de ser os tribunais a decidir o que o Sporting nos seus órgãos não são capazes de decidir.

Não há paz, não há treinador, a época está a ser preparada com grandes dificuldades. Nós podemos falar sobre muita coisa, como a violação aos estatutos que estão a ser cometidas, mas para mim há uma questão crucial e, para o Sporting, patriótica, que é a necessidade de promover eleições.
 
Nunca como hoje houve a necessidade urgente de dar a palavra aos sócios que vão ter de escolher, e depois de conformar-se com o resultado. Temos de reganhar a tranquilidade através das eleições. Mais do que isso não quero dizer.
 
A prioridade do Sporting, na minha opinião, e temos de respeitar as opiniões uns dos outros pois vivemos num país de liberdade onde as pessoas devem falar com liberdade, é que haja eleições! Depois de marcadas as eleições chegarão as soluções."
 

publicado às 03:53

 

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À margem de um jantar no Jamor, esta terça-feira, com pessoas ligadas ao desporto, Rogério Alves foi questionado sobre a situação que se vive no Sporting:

 

"Se vier a decorrer (acto eleitoral), admito pensar nessa hipótese. Ainda assim, não tenho nenhuma decisão tomada e, aliás, aproveito para dizer que, do ponto de vista da compatibilização da minha vida profissional, será sempre um desafio muito difícil e muito complexo. Digo isto com toda a sinceridade. Eu não ignoro, constato e verifico que muitas pessoas têm essa perspetiva e outras serão contra. É assim a vida.

 

Não sou insensível à circunstância de haver pessoas que falam nisso e que manifestam o seu apoio. Relativamente a isso gostaria de dizer o seguinte: o Sporting não está em período eleitoral. O Sporting precisa de calma, serenidade, precisa de pensar em si próprio, de aprender a falar entre si e, portanto, não podemos estar permanentemente neste jogo de fazerem as mesmas perguntas e eu dar as mesmas respostas..

Neste momento não tenho qualquer processo de reflexão da matéria. Agora, falo com pessoas amigas que são do Sporting, falo em sítios públicos. Neste momento fala-se muito em transparência, credibilidade, em dizer a verdade às pessoas... Assim como ontem fui almoçar com o João Benedito a um restaurante - porque não vamos almoçar numa catacumba ou debaixo de uma gruta ou onde quer que seja -, para falarmos nos aspectos ligados ao Sporting, que atravessa um momento difícil que nos preocupa. Como falo com outras pessoas, uns gostam do A, outros do B, outros do C...
 
Isto não tem nada a ver com candidaturas. Até porque basta olhar para o passado, nas várias eleições que o Sporting tem tido, acontece sempre este fenómeno. Eu vou sempre concorrer, eu estou sempre a preparar a candidatura e desafio-vos a ver quantas vezes me candidatei.
 
Gostaria que os sportinguistas aprendessem a falar uns com os outros, tranquilamente e abertamente, de uma forma educada e construtiva, porque nós todos temos de pensar no que é o futuro do Sporting e não no futuro de cada um de nós no Sporting. Isso é que é fundamental.

Eu falo com os sportinguistas que entendo, com pessoas que têm elas próprias a sua vontade de se candidatar, que têm os seus projetos, outras que não têm... Falo com as pessoas abertamente, livremente e não tenho qualquer preparação, plano ou intenção do que quer que seja para além de partilhar a preocupação da situação do Sporting.
 
O que espera da reunião de quinta-feira?
Espero uma solução. Acho que tem de ser encontrada. E essa solução tem de ser encontrada dentro dos órgãos sociais, que terão certamente um caminho para apontar ao universo sportinguista. Uma boa solução é a solução que reponha o Sporting no caminho da normalidade, da tranquilidade e do êxito. Essa é que é a boa solução. Espero que seja encontrada, seja na quinta-feira ou noutro dia qualquer.

Augusto Inácio pode ser parte da solução?

Pode ser. Vamos ver. A vida não pára. Percebo que se tenham de tomar medidas para preparar a próxima época".
 
 
Adenda: Por mera coincidência, José Couceiro também esteve no mesmo jantar. Por ser questionado, teve isto para dizer:
 
"Quando um jantar, que se realiza regularmente, entre presidentes de várias federações, adeptos de vários clubes, que convidam outras pessoas ligadas ao desporto para debater a atualidade desportiva, é transformado num jantar de opositores ao presidente do Sporting, algo está errado na verticalidade como se confirmam os factos. Uma vergonha como se deturpa a verdade, a facilidade como se passam mentiras.
 
Não faço parte de nenhum movimento de oposição, não sou candidato a nenhum cargo, apenas fui a um simples jantar para falarmos de problemas relacionados com o desporto português, nomeadamente a violência que tem vindo a aumentar nos últimos anos. Lamento este oportunismo. Não pode valer tudo, muito menos não ser verdadeiro. A violência também tem raízes nestes comportamentos".
 
Confesso que gostava de ver Rogério Alves como presidente, José Couceiro à frente de tudo quanto é futebol e João Benedito como vice-presidente para as modalidades. Isto, só para nomear três nomes.

 

publicado às 14:07

 

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"Ou há justificação plausível para o que aconteceu ou, em meu entender, a Direcção não tem condições para continuar. Isto que aconteceu foi o dia mais negro na história do Sporting. Não sei se algum dia viremos a saber tudo o que aconteceu. Há 3 milhões e meio de sportinguistas e portugueses à espera de uma justificação, explicação, de uma grande mudança de paradigma. Neste momento, não creio que Bruno de Carvalho seja a pessoa certa.

 

Não estou preocupado com eleições e neste momento não estou a pensar em candidatura, espero sim que jogadores e equipa técnica possam realinhar e ganhar ao Aves na final da Taça.

 

O que está em causa não é só repudiar o que aconteceu, é corrigir os factores críticos que levam a esta guerra permanente no Clube em que as pessoas se insultam. O presidente tem de corrigir esse tipo de discurso."

 

Rogério Alves

 

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"Só ficarei descansado quando apurarmos quem são os responsáveis, quem foram os culpados. Aqueles que forem apanhados por terem feito o que fizeram na Academia  que automaticamente entreguem os seus cartões de sócio se forem sócios do Sporting e sejam impedidos de entrar em Alvalade ou estejam em preventiva em relação aos estádios, para sempre.


O Sporting irá continuar sempre. Bruno de Carvalho tem mandato para cumprir e estou em crer que é isso que vai acontecer. Têm acontecido situações muito graves, como esta na Academia. Vamos dar tempo ao tempo. Quero que o Sporting ganhe a Taça de Portugal e planeia a próxima temporada em tranquilidade".
 
João Benedito
 
 
***Assisti à entrevista de Rogério Alves de ontem à noite, na RTP3, sobre a qual só posso dizer o melhor. Nós sabemos que falar é uma coisa e fazer é outra, mas acho que é impossível não reconhecer que a maneira como a pessoa se apresenta e discursa, inspira muito respeito e confiança.
 
Por ter algumas dificuldades de audição, não sou a pessoa mais indicada para transmitir um resumo da entrevista. No entanto, posso adiantar que Rogério Alves afirmou e sublinhou, mais do que uma vez, que a actual Direcção não tem condições para continuar a liderar o Sporting, e que há causas muito além do "dia mais negro da história do Sporting".
 
Também alertou que é absolutamente crucial, para o Sporting, que uma decisão seja tomada urgentemente, pela situação em que o Clube se encontra e pelas dúvidas em torno da equipa de futebol.
 
Não se comprometeu no que diz respeito a uma eventual candidatura sua, garantindo, no entanto, que há sócios distantes do foco mediático muito válidos para constituir um grupo. Surgindo eleições, quem estiver disponível terá de se organizar devidamente e, sobretudo, elaborar um projecto que possa servir os interesses do Sporting. 
 
"Não digo categoricamente que não, como não digo que sim. Há muitos sportinguistas que me perguntam isso… A seu tempo saberemos. Se for a melhor solução para o clube e compatível com a minha vida, é uma hipótese. Sou claro, directo e conciso. Não tenho nenhum projecto neste momento".
 
Creio que não fugi muito às palavras de Rogério Alves.
 
 

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Este post não estaria completo sem as declarações do ignóbil personagem que ainda ocupa a cadeira da presidência do Sporting e que, tudo indica, não tem intenções algumas de a desocupar de livre vontade:

 

"Neste momento, sinto-me com a mesma capacidade, força, prazer e honra em servir o clube que amo, não vendo qualquer motivo enquanto sportinguista para me afastar de um trabalho e de um rumo que está a ser seguido com sucesso nestes cinco anos.

 

Quem cometeu este acto terrorista que seja severamente punido, que quem cometeu actos 'criminosos' contra mim seja punido e que o Sporting Clube de Portugal consiga conquistar a 17.ª Taça de Portugal".

 

publicado às 05:03

Rogério Alves em entrevista

Rui Gomes, em 16.05.18

 

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Hoje, às 23h30, na RTP3

Caso haja interesse dos leitores...

 

publicado às 22:35

 

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Atrás do pano, a oposição a Bruno de Carvalho já arregimenta forças para assegurar o seu sucessor na liderança do Sporting.

 

Consta que um grupo de sócios que inclui pelo menos um antigo presidente do clube irá hoje tentar convencer Rogério Alves, advogado e ex-presidente da mesa da Assembleia Geral dos leões, a avançar para a sucessão a Bruno de Carvalho, caso o actual presidente abandone o cargo.

 

Rogério Alves, recorde-se, disse em Fevereiro à “TSF” - momento em que Bruno de Carvalho convocou uma AG do Clube extraordinária - que não era “candidato a coisa nenhuma”. Entretanto, tendo em conta a confusão vivida em Alvalade nos últimos dias, a disponibilidade do advogado pode ter mudado.

 

Esse grupo de sportinguistas vai reunir-se nesta quarta-feira num almoço para que o advogado se posicione numa eventual primeira linha da sucessão a Bruno de Carvalho, reconhecendo a necessidade de ultrapassar urgentemente este momento de crise que o Clube atravessa.

 

Rogério Alves, antigo bastonário da Ordem dos Advogados, fez parte dos órgãos sociais do Sporting na presidência de Filipe Soares Franco e da SAD com Soares Franco e José Eduardo Bettencourt.

 

publicado às 12:41

 

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Rogério Alves assegurou este domingo, em entrevista à TSF e ao Diário de Notícias, que não concorda, entre outras coisas, com o que se passou na última Assembleia Geral (AG) do Sporting:

 

"Não concordo que as AG se transformem em pelourinho para atacar sportinguistas nem com julgamentos feitos na Sporting TV a partir de listas de muito mau gosto. Mas a questão não é esta. Há os fenómenos e há os epifenómenos. Aquilo que acho que muitos sportinguistas pensam é que o actual presidente do Sporting, do ponto de vista objectivo, fez coisas boas para o clube. E, se calhar, algumas das suas características ajudaram a lograr alguns objectivos. O clube precisava de uma pequena terapia de choque.

 

Eu critiquei a forma como foram propostas acções contra os antigos dirigentes do Sporting, numa auditoria em que também não foram ouvidos. Não concordei com o facto de ter sido proposta uma acção contra o Dr. José Eduardo Bettencourt, mas congratulei-me sobretudo porque foi retirada, acho que foi um óptimo passo em frente. E o que é que eu como adepto do Sporting tenho procurado dizer apesar desses epifenómenos (que até me envolveram)? Para mim, essas coisas nascem e morrem. O que fica é a consideração do essencial. Estamos a três anos das eleições, não estamos em processo eleitoral. Eu não sou candidato a coisa nenhuma.

Não me sinto o "D. Sebastião do Sporting", como Bruno de Carvalho afirmou na AG do passado dia 17. Sou um adepto normal, apenas sou um adepto conhecido do Sporting porque já era muito conhecido como advogado e como Bastonário da Ordem quando exerci funções como presidente da mesa da Assembleia Geral do Sporting e da SAD do Sporting. Portanto, não sou D. Sebastião.

 

O Sporting não está em processo eleitoral. Tem de serenar, acalmar e concentrar-se nos seus grandes objectivos: ganhar as competições futebolísticas (nas outras modalidades está a sair-se muitíssimo bem). Ganhar, especialmente o campeonato - passar este Rubicão -, seria deveras espectacular e a família sportinguista merece isso. Aliás, eu costumo dizer, meio a brincar, que seria o grande consenso nacional: os sportinguistas ficariam felicíssimos, os benfiquistas ficariam contentes porque o FC Porto não tinha ganho e os do FC Porto ficavam contentes porque o Benfica não tinha ganho".

 

Considerações que pela sua sensatez e clarividência, dispensam comentário da minha parte. É por de mais evidente, e lógico, que pelas circunstâncias e o próprio timing, Rogério Alves não é neste momento candidato a "coisa nenhuma". Veremos se este estado de coisas se altera no futuro.

 

publicado às 03:11

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