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Atrás do pano, a oposição a Bruno de Carvalho já arregimenta forças para assegurar o seu sucessor na liderança do Sporting.

 

Consta que um grupo de sócios que inclui pelo menos um antigo presidente do clube irá hoje tentar convencer Rogério Alves, advogado e ex-presidente da mesa da Assembleia Geral dos leões, a avançar para a sucessão a Bruno de Carvalho, caso o actual presidente abandone o cargo.

 

Rogério Alves, recorde-se, disse em Fevereiro à “TSF” - momento em que Bruno de Carvalho convocou uma AG do Clube extraordinária - que não era “candidato a coisa nenhuma”. Entretanto, tendo em conta a confusão vivida em Alvalade nos últimos dias, a disponibilidade do advogado pode ter mudado.

 

Esse grupo de sportinguistas vai reunir-se nesta quarta-feira num almoço para que o advogado se posicione numa eventual primeira linha da sucessão a Bruno de Carvalho, reconhecendo a necessidade de ultrapassar urgentemente este momento de crise que o Clube atravessa.

 

Rogério Alves, antigo bastonário da Ordem dos Advogados, fez parte dos órgãos sociais do Sporting na presidência de Filipe Soares Franco e da SAD com Soares Franco e José Eduardo Bettencourt.

 

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publicado às 12:41

 

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Rogério Alves assegurou este domingo, em entrevista à TSF e ao Diário de Notícias, que não concorda, entre outras coisas, com o que se passou na última Assembleia Geral (AG) do Sporting:

 

"Não concordo que as AG se transformem em pelourinho para atacar sportinguistas nem com julgamentos feitos na Sporting TV a partir de listas de muito mau gosto. Mas a questão não é esta. Há os fenómenos e há os epifenómenos. Aquilo que acho que muitos sportinguistas pensam é que o actual presidente do Sporting, do ponto de vista objectivo, fez coisas boas para o clube. E, se calhar, algumas das suas características ajudaram a lograr alguns objectivos. O clube precisava de uma pequena terapia de choque.

 

Eu critiquei a forma como foram propostas acções contra os antigos dirigentes do Sporting, numa auditoria em que também não foram ouvidos. Não concordei com o facto de ter sido proposta uma acção contra o Dr. José Eduardo Bettencourt, mas congratulei-me sobretudo porque foi retirada, acho que foi um óptimo passo em frente. E o que é que eu como adepto do Sporting tenho procurado dizer apesar desses epifenómenos (que até me envolveram)? Para mim, essas coisas nascem e morrem. O que fica é a consideração do essencial. Estamos a três anos das eleições, não estamos em processo eleitoral. Eu não sou candidato a coisa nenhuma.

Não me sinto o "D. Sebastião do Sporting", como Bruno de Carvalho afirmou na AG do passado dia 17. Sou um adepto normal, apenas sou um adepto conhecido do Sporting porque já era muito conhecido como advogado e como Bastonário da Ordem quando exerci funções como presidente da mesa da Assembleia Geral do Sporting e da SAD do Sporting. Portanto, não sou D. Sebastião.

 

O Sporting não está em processo eleitoral. Tem de serenar, acalmar e concentrar-se nos seus grandes objectivos: ganhar as competições futebolísticas (nas outras modalidades está a sair-se muitíssimo bem). Ganhar, especialmente o campeonato - passar este Rubicão -, seria deveras espectacular e a família sportinguista merece isso. Aliás, eu costumo dizer, meio a brincar, que seria o grande consenso nacional: os sportinguistas ficariam felicíssimos, os benfiquistas ficariam contentes porque o FC Porto não tinha ganho e os do FC Porto ficavam contentes porque o Benfica não tinha ganho".

 

Considerações que pela sua sensatez e clarividência, dispensam comentário da minha parte. É por de mais evidente, e lógico, que pelas circunstâncias e o próprio timing, Rogério Alves não é neste momento candidato a "coisa nenhuma". Veremos se este estado de coisas se altera no futuro.

 

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publicado às 03:11

O sentimento dum sportinguista

Rui Gomes, em 16.02.18

 

Um artigo da autoria de ROGÉRIO ALVES - o homem que muitos sportinguistas gostariam de ver assumir a presidência do Sporting - no jornal A Bola, muito interessante e pertinente, tendo em consideração as circunstâncias de momento do nosso Clube.

 

Antes de mais, aproveitamos o ensejo para agradecer a simpatia e a amabilidade do nosso estimado leitor HUGO, que se deu à incómoda tarefa de nos referenciar este escrito. É pela gentileza deste e de muitos outros leitores, que encontramos a motivação para dar continuidade a este nosso trabalho. Bem hajam !

 

Rogerio_Alves.jpg"Não foi pelo facto de o Cesário ser verde que escolhi o título para esta crónica. O momento que o Sporting Clube de Portugal atravessa, suscita, infelizmente, bem mais do que a soturnidade e a melancolia, conhecidos ingredientes primeiros do poema. Subitamente, caímos num rebuliço interno, que, a meu ver, não encontra justificação. Ficámos perante a hipótese de colapso directivo, quando ainda não decorreu, sequer, um ano, contado da eleição dos órgãos em funções. Tal qual escrevi na semana passada, precisamente quando os nossos adversários gozavam, com todo o merecimento e basicamente por más razões, do monopólio das atenções mediáticas, eis que nós lhes servimos, de bandeja, aquilo que nem a mais competente agência de comunicação do planeta conseguiria. Retirámo-los da ribalta, ocupando nós agora, com todo o vigor, o espaço público da refrega. O clube está dividido, os adeptos estão perplexos e, neste contexto, os sócios são chamados, no próximo dia 17, a uma escolha que seria inimaginável há uma mão cheia de dias. O momento é delicado. Exige muita objectividade, serenidade e ponderação. A quaresma começou ontem. Dá-nos uma oportunidade abençoada para moderarmos a linguagem, mantermos a cabeça fria e procurarmos, a bem do Sporting, consensos, que nos recoloquem na unidade possível e na paz desejada. 

O pecado original desta Assembleia Geral

A Assembleia Geral do próximo dia 17 tem um problema congénito, fácil de diagnosticar: O que estará em causa, não será tanto o que consta da ordem de trabalhos mas sim a continuidade dos órgãos sociais. Ou, pelo menos, de alguns, pois não sei se, em função do resultado das votações, também os membros do Conselho Leonino renunciarão. Mais do que a votar nas propostas de alteração de estatutos e na aprovação do regulamento, os sócios estarão, de facto, a votar na dita continuidade. Um sócio que discorde das alterações propostas, terá de escolher, não só, entre os actuais estatutos e a versão posta a sufrágio, mas, sobretudo, se quererá ou não eleições antecipadas. Ora uma crise directiva e a marcação de eleições antecipadas, são, nesta altura do campeonato (passe a expressão), tudo o que o Sporting menos precisa. A interpretação da vontade dos sócios ficará irremediavelmente comprometida, tendo em conta a dualidade entre o que se está a votar e a consequência anunciada do resultado da votação. A que acresce o facto de, para a generalidade dos sócios, ser bem mais importante a estabilidade do clube, do que umas alterações estatutárias avulsas e um regulamento disciplinar. Poderemos ter quem concorde com os documentos, mas, ainda assim, vote contra, para ver se os órgãos sociais renunciam e, ao invés, quem não concorde com os documentos, mas os vote favoravelmente, para preservar os ditos órgãos. Prevalecerá uma utilidade marginal da votação, que se solta e desprende da que deveria ser a sua lídima motivação. Estaremos a votar em alhos, mas pensando em bugalhos.

A súbita mudança de cenário. Problemas que se suscitam

Na preparação da Assembleia Geral designada para o dia 3, não havia, penso, qualquer anúncio de renúncia. A alteração estatutária passaria ou reprovaria, o regulamento disciplinar também e a vida continuaria conformada com os resultados. Admito a minha falta de informação mas não entendo o que se haja alterado desde o dia 3 até ao dia 17, para se associar o prolongamento da vida dos órgãos sociais recém-eleitos, à votação favorável dos dois documentos. Mas o acrescento de um ponto 3, «deliberar sobre a continuidade do mandato dos actuais órgãos sociais», suscita também outros problemas jurídicos e factuais, que se associam às dúvidas que afectam os pontos 1 e 2. Vejamo-los de corrida: a conhecida convocatória é seca, não desvendando alguns aspectos relevantíssimos. Por exemplo: como se processará a votação? Por voto secreto ou por braço no ar? As alterações aos estatutos serão votadas ponto por ponto, como manda a boa técnica, ou sê-lo-ão em bloco? Poderão ser formuladas propostas concretas sobre pontos específicos, o que remete para a tal votação casuística. O mesmo se dirá quanto ao regulamento disciplinar. À exigência de dois terços dos votos a que aludem os estatutos, junta-se, ou não, a exigência do voto favorável de três quartos do número dos associados presentes, imposta pelo Código Civil no seu artigo 175, n.º 3? Trata-se de uma questão fulcral, tendo em conta que os associados têm número diferenciado de votos. Para que haja votação, terá de haver propostas. Qual é a proposta colocada à votação no âmbito do ponto 3? Não se sabe se as votações serão feitas no final, ou se irão sendo feitas com o encerramento de cada ponto (da ordem de trabalhos e dos dos documentos em apreço). Imaginemos que os pontos 1 e 2 são aprovados: para que servirá o ponto 3? Mas, sendo posto à votação o ponto 3, com uma proposta que entretanto surja, imaginemos que se vota num sentido favorável aos órgãos sociais em percentagem de 60 por cento. Ainda assim renunciarão? Mas a razão da renúncia não consiste, basicamente, na falta de aprovação dos dois primeiros pontos? Desaparecendo os motivos geradores da renúncia, poderá esta, ainda assim, verificar-se? Qual é o enquadramento do ponto 3 da OT, quando é certo que a AG só pode revogar os mandatos dos órgãos socais ocorrendo justa causa (artigo 40, n.º 2, dos Estatutos)? Caso haja renúncia em bloco dos órgãos sociais que a anunciaram, poderá, por amarga ironia, manter-se apenas o Conselho Leonino em funções?

Nesta encruzilhada

Não me interessa muita a vertente jurídica da coisa. Mas ela é relevante, independentemente da medida em que nos interessa. Por isso suscitei os tópicos precedentes. Concordo com algumas das alterações aos estatutos e discordo de várias outras. Não vejo a necessidade premente de termos um regulamento disciplinar, nem me parece obrigatório que seja aprovado em AG (não consta do elenco de competências estatutárias, embora reconheça que o assunto é discutível). Vários pontos do regulamento também não merecem o meu acordo. Mas nada disto deveria ser o essencial. No naipe de preocupações dos sportinguistas, as matérias disciplinares e estatutárias não são prioritárias e, a meu ver, teriam um tempo oportuno para serem discutidas logo após o final da época. Os estatutos em vigor são claros no que é essencial: os sócios devem honrar o clube e defender o seu nome e prestígio. Os eleitos devem exercer os cargos com exemplar conduta moral e cívica e em conformidade com a orientação definida pelos órgãos sociais do clube. Os sócios devem ainda zelar pela coesão interna do clube, cabendo aos membros dos órgãos sociais exercer os respectivos cargos com a maior dedicação e exemplar comportamento cívico e moral. Compete ainda aos sócios, sob pena da aplicação de sanções disciplinares, não injuriar, difamar e ofender os órgãos sociais do clube ou qualquer dos seus membros, como lhes compete abster-se de proferir expressões ou cometer actos (...,...) ofensivos da moral pública. Quem não proceder assim, sendo sócio ou (também) dirigente, fica sob a alçada disciplinar. Podem sempre melhorar-se as normas, mas, neste momento, a questão é de somenos, tendo em conta os combates desportivos em que estamos envolvidos e, sendo de somenos, em nada deveria poder determinar a abertura de uma crise directiva. Demissões nascidas de alterações aos estatutos, só mesmo se quisessem alterar os elementos do nosso ADN, que ali se abrigam, tais como a denominação, os símbolos ou as cores. É o que penso de tudo isto. Tenho esperança de que ainda se arrepie caminho."

 

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publicado às 11:00

 

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A acreditar no que noticia o jornal O Jogo esta quarta-feira, Rogério Alves prepara-se para dar termo à sua participação no programa Dia Seguinte da SIC Notícias. Segundo a reportagem, a decisão do antigo presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting - cargo que exerceu entre 2006 e 2009 durante o mandato de Filipe Soares Franco - foi motivada pela proximidade do acto eleitoral do Sporting, que vai decorrer a 4 de Março e será disputado, para já, entre Bruno de Carvalho e Pedro Madeira Rodrigues.

 

Voz respeitada entre o universo sportinguista, o antigo dirigente não quererá estar numa posição em que fosse obrigado a comentar as incidências do sufrágio e quis demarcar-se completamente desse tema, de modo a assegurar a sua neutralidade durante toda a campanha eleitoral, que terá início após ser ultrapassado o prazo final da entrega das listas, a 2 de Fevereiro.

 

Além do motivo supracitado, outro factor que pesou na decisão do antigo bastonário da Ordem dos Advogados tem a ver com o cansaço acumulado e o desgaste da sua imagem pela assídua participação no programa de debate, no qual tem esgrimido argumentos com os colegas de bancada Rui Gomes da Silva e José Guilherme Aguiar, comentadores afectos a Benfica e FC Porto, respectivamente, desde 2014.

 

Para o lugar de Rogério Alves no programa Dia Seguinte, poderá avançar Paulo Farinha Alves. O advogado e jurista chegou a desempenhar o cargo de director de futebol de profissional do Sporting - sob a dependência directa do então presidente Luiz Godinho Lopes - após as saídas de Luís Duque e Carlos Freitas, em Outubro de 2012.

 

Embora me agradasse imenso - e a muitos sportinguistas - não vejo esta decisão de Rogério Alves como uma possível indicação de candidatura à presidência do Sporting. Todos podemos mudar de ideias, obviamente, mas ele já tinha deixado claro que não se iria disponibilizar para esse fim, pelo menos nesta altura. Seria o timing ideal, no entanto, e até creio que Pedro Madeira Rodrigues não teria quaisquer objecções a uma candidatura conjunta.

 

P:S.: Eu pagava para assistir a um debate directo entre Rogério Alves e Bruno de Carvalho. Interessante, não é o único termo que me vem à mente.

 

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publicado às 14:48

Rogério Alves pede o impossível

Rui Gomes, em 20.12.16

 

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«A prestação da equipa de futebol interfere no pré-eleições. (...) Há um projeto a médio prazo, em que se considera que Jorge Jesus é uma peça essencial. Jesus teve uma excelente entrada no Sporting, na época passada, com o recorde de pontuação do clube no campeonato. Só que no primeiro ano no Benfica foi campeão, no Sporting fez o recorde de pontos mas não foi campeão. Isso faz grande diferença.

Temos de separar o processo futebolístico do eleitoral, por mais difícil que seja fazê-lo. Temos de apoiar a equipa, os jogadores, o treinador, sabendo que os resultados são tiranos mas esta é a nossa equipa».

 

Rogério Alves - no programa 'Dia Seguinte' da SIC Notícias - tem razão ao afirmar que há uma grande diferença entre ficar em segundo lugar, mesmo com o recorde de pontos, e ser campeão, no entanto, pede o impossível no que diz respeito à separação do processo futebolístico do eleitoral. Apoiar os jogadores e a equipa, indubitavelmente, apoiar o treinador já é muito relativo, mas em vida real os resultados desportivos impactam directamente a eleição do líder do Clube, especialmente quando este é o principal responsável pelo estado das coisas.

 

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publicado às 05:01

Um "marciano" no Estádio da Luz

Rui Gomes, em 13.12.16

 

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Há longo que deixei de assistir aos programas desportivos portugueses, mas é sempre um prazer ler/ouvir o que Rogério Alves tem para dizer sobre o futebol português, em geral, e o Sporting Clube de Portugal, em particular. Lamento, aliás, que em princípio ele não seja candidato à presidência do Clube.

 

Eis um comentário seu sobre o «derby» deste domingo, no programa Dia Seguinte da SIC Notícias:

 
«Se um marciano chegasse ali ao Estádio da Luz, desconhecesse as cores das camisolas, o público, não conseguisse identificar nada, nem ninguém, pensaria que o Sporting era o dono da casa, que era a equipa que estava a jogar ao ataque, que estava a jogar estando à frente da classificação e que o Benfica era o Sporting, que estava ali a tentar ver se não perdia...

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publicado às 03:57

  

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«Não sou candidato. Essa hipótese é colocada várias vezes no espaço público. O meu trabalho no Sporting destina-se a tentar ajudar o clube, valorizar a marca, defender o clube de ataques externos. (...) contribuir na minha pequena trincheira. Para mim o Sporting é uma relação de puro amor. Não tenho relações profissionais com o Sporting, outras pessoas terão essa vocação.

 

Tenho muito gosto em defender o Sporting. Sei exactamente como é que os sportinguistas avaliam o meu desempenho. Acho que avaliam positivamente. Não estou zangado com ninguém, nem a dizer que isso é mau ou é bom. Neste momento isso está completamente fora do meu horizonte. Não vale a pena estar sempre a criar turbulências internas. Eu não quero que a minha notoriedade seja um factor de divisão. Não fui para o Sporting para ser conhecido, fui por ser conhecido».

 

As mais recentes considerações de Rogério Alves sobre uma sua eventual candidatura à presidência do Sporting. Quem, decerto, não ficará nada triste com esta posição do advogado e antigo dirigente leonino será Bruno de Carvalho, especialmente se ele a mantiver ao longo dos próximos meses.

 

Rogério Alves será dos poucos sportinguistas, neste momento, que aparenta reunir um consenso abrangente para assumir a liderança do Clube. Não surpreenderá que venham a surgir outros nomes, mas talvez nenhum tão sonante, em termos de credibilidade e fidedignidade, e com a capacidade para fazer oposição ao actual presidente.

 

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publicado às 03:17

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No programa Dia Seguinte, da SIC Notícias, esta segunda-feira, Rogério Alves considerou que as expectativas dos adeptos leoninos estavam muito elevadas face ao bom rendimento da equipa na época passada, precisamente o que está agora a dar ensejo às críticas:


«No ano passado o Sporting fez uma excelente época e isso criou nos sportinguistas uma expectativa de continuidade. Criou-se um bocadinho a expectativa de que o Sporting seria o grande favorito. O Sporting começou bem a época e os problemas nascem com a reformatação da equipa em finais de agosto, com as saídas de Slimani e João Mário e, depois, do Adrien.

A adaptação dos novos jogadores, nomeadamente o Bas Dost, a necessidade de pôr o Elias no lugar do Adrien, esperar que o Markovic assuma a qualidade de jogo que mostrou enquanto no Benfica, está a demorar tempo. Juntou-se uma certa falta de sorte, prolongamento de adaptação e lesão do Adrien.

Com a matéria-prima que o Sporting tem, pode fazer muito melhor. Agora temos é de subir a ladeira e não ficar cá no vale».
 

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publicado às 03:14

 

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«Jorge Jesus é uma pessoa extremamente honesta e fala muito a verdade, não fala o politicamente correto. Houve uma pergunta e ele disse: 'há uma diferença grande entre o Adrien e o Luisão. Enquanto no Benfica querem correr com ele, nós queremos que o Adrien fique'. O que ele disse do Adrien foi que o médio foi um dos jogadores que mais o surpreendeu positivamente, a par de outros três que ele referiu. O Jorge Jesus é da opinião que o Benfica não queria que o Luisão continuasse. É a opinião dele.

Uma coisa é uma notícia plantada, outra coisa são afirmações feitas por pessoas que dão a cara. Jorge Jesus e o tal senhor Bertolucci não utilizaram metáforas. Isto não são notícias plantadas, isto são afirmações de pessoas. Foi um elogio ao Luisão? claro que foi. Acharia natural que o Benfica na ponderação do seu plantel não contasse com o Luisão. Isso é perfeitamente normal. Se tem apreço pelo Luisão enquanto capitão, acho muito bem que o manifeste. É neste mundo que nós devemos viver. Disse do Adrien aquilo que acha. Como capitão ainda tem que evoluir. É a opinião dele! Ele foi muito elogioso para com o Adrien. Ao contrário do que andava aí pelo ar, o Adrien vai continuar a ser capitão do Sporting. Isso já foi esclarecido.


Quando Jesus diz isso (querer sair ao fim do primeiro mês) está a falar do futebol. Ele diz que ficou surpreendido com as insuficiências que encontrou ao nível do planeamento e gestão dos activos. Jesus é também um 'manager', gosta de se responsabilizar. Ele diz que apetrechou o Sporting do ponto de vista estrutural e também na mobilização dos sportinguistas. Sou sportinguista há muitos anos e o que quer um adepto? Que o mais breve possível o clube lute por títulos. O poder de fogo que o Sporting ganhou para conquistar títulos é agora muito maior».
 
                                                                                                                       
                                                                                                          Rogério Alves
 
 
As coisas explicadas por quem as sabe explicar; com inteligência, equilíbrio e sensatez, características que escasseiam em Alvalade hoje em dia, não obstante o narcisismo  e 'chico-espertismo" em voga.
 

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publicado às 12:30

 

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Para complementar o artigo do meu colega Drake Wilson sobre os já notórios "80 milhões", eis o que Rogério Alves teve para dizer no programa Dia Seguinte da SIC Notícias:

 

«Fiquei surpreendido com a proposta, é um valor muito elevado. Não é expectável que se ofereça 80 milhões por ele, tendo em conta o mercado. Se Bruno de Carvalho estava a brincar? Não vejo utilidade em que ele estivesse a dizer algo que não correspondesse à verdade. Agora, é uma oferta muito elevada por Slimani ou qualquer outro. Aquilo que Bruno de Carvalho diz faz sentido. Se fosse agora venderia o Slimani por 80 milhões, é verdade que perderíamos o nosso ponta-de-lança mas na relação custo-benefício claro que sim. Agora a meio da época qualquer venda pode ser considerada assassina».

 

Sempre com uma postura estadista no que ao actual presidente do Sporting diz respeito, Rogério Alves limita-se ao "politicamente correcto" na sua análise a esta ainda hoje inacreditável situação.

 

Quanto à "venda assassina", dependerá do jogador e dos valores envolvidos, decerto. Para muitos, Fredy Montero não devia ter sido vendido em Janeiro, mas é uma transferência incomparável com a de Slimani, caso esta se tivesse concretizado.

 

Parafraseando o meu colega Drake Wilson... "cada um de nós acredita na ilusão que mais desejar", mesmo que sejam 80 milhões de ilusões.

 

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publicado às 13:34

A lucidez de Rogério Alves

Rui Gomes, em 10.05.16

 

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Decidi esta segunda-feira interromper o meu boicote de há dois ou três anos a programas desportivos na TV, apenas e tão pelo desejo de ouvir as opiniões de Rogério Alves no Dia Seguinte da SIC Notícias.

 

Fui extremamente infeliz com o meu timing, porque comecei a assistir ao programa precisamente no momento em que o inqualificável paineleiro "encarnado" persistia em negar o que estava à vista do Mundo pela repetição (pelo menos 20 vezes) dos dois lances que precipitaram a expulsão de Renato Sanches do jogo com o Marítimo. 

 

A minha tolerância tem limites e fui obrigado a desligar a televisão. Não assisti, portanto, às apreciações de Rogério Alves e só posteriormente tive ocasião de ler algo do que disse no programa. Eis uma das suas considerações que me parece exemplar no que à sua lucidez de análise diz respeito. Isto, relativamente ao denominado "jogo da mala", obra criativa dos palradores do clube do outro lado da Segunda Circular:

«A polícia poder intervir se para além de 'bocas' e acusações houve indícios de crime. Se cada vez que alguém decide dizer uma coisa e chega ao momento da verdade quem sabia de tudo deixa de saber. 

Alguém do Benfica acusou o Sporting de algo? Não. Então a polícia investiga o quê? Temos de poupar as autoridades para o que é relevante».

 

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publicado às 05:24

Frase do Dia

Rui Gomes, em 03.05.16

 

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«No primeiro penálti, antes há falta não assinalada sobre Schelotto e depois este lance é muitíssimo provocado por Brahimi. E, ainda por cima, foi o 4.º árbitro, Manuel Mota, quem deu indicação a Artur Soares Dias para o castigo máximo ser assinalado.

Já quanto ao lance entre Coates e Aboubakar, este é penálti, mas o Sporting ganhou bem. O que foi assinalado e deu golo não devia ter exisitido. Portanto, não há razões de queixa no balanço. Quando uma pessoa vai ao Louvre não vai falar de extintores mas sim dos quadros. Vimos um excelente jogo e não se pode falar de arbitragem».

 

 

                                                                                                Rogério Alves

 

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publicado às 07:38

 

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Observações de Rogério Alves, esta segunda-feira, no programa Dia Seguinte da SIC Notícias:

«O Benfica está a fazer implodir um velho próvérbio: não há mal que sempre dure e bem que nunca se acabe. Esta parte do bem está posta em crise. Realmente é uma coisa verdadeiramente extraordinária. A questão é esta: eu acho que o Benfica mereceu ganhar o jogo. Tive pena que ganhasse, mas foi um justo vencedor.

 

Há muitas equipas que merecem ganhar mas não têm sorte. Ainda bem que o André Vilas Boas não estava a jogar contra o Sporting, caso contrário o Rui Gomes da Silva crucificava o rapaz. De qualquer maneira, o Benfica ganha os jogos. Não sei se acredita ou não, mas ganha. Quando menos se espera, surge um rasgo de sorte. Uma coisa verdadeiramente extraordinária.

No ano passado, quando o Benfica ganhou no Dragão, disse que tinha dado um passo muito importante para ser campeão. O Sporting é a equipa que melhor joga. O campeonato ainda está em aberto, faltam três jornadas e o Sporting está a dois pontos. A cada jornada que passa, as hipóteses de resgaste [dos pontos] vão desaparecendo. O Benfica é claramente favorito para ganhar o jogo contra o V. Guimarães mas, se o Vitória tiver 1/10 da sorte do Benfica, pode ganhar o jogo».

 

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publicado às 05:48

O que dizem eles

Rui Gomes, em 19.04.16

 

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Rogério Alves, no programa Dia Seguinte da SIC Notícias, esta segunda-feira, comentou os lances polémicos no jogo entre o Sporting e Moreirense:

 

«Jorge Jesus esteve seis anos no Benfica e este ano já foi mais vezes expulso. Segundo algumas pessoas, ele limitou-se a protestar e a reclamar um amarelo e acabou por ser expulso. Há clara dualidade de critérios.

 

O Slimani poderá estar fora de jogo e admito que esteja. Mas o lance é muito difícil de analisar. O golo do Gutiérrez também tenho dúvidas que esteja fora de jogo».

 

Rogério Alves não questiona a razão de ser da referida dualidade de critérios, porventura porque é o "segredo" mais bem conhecido em Portugal, no futebol português. A realidade é que Jorge Jesus não tem tido um comportamento diferente no Sporting do que teve no Benfica durante esses seis anos. Aliás, a bem dizer, por tanto a que assistimos no passado, até tem tido um comportamento muito mais digno. O que é diferente é o clube. No Benfica era protegido pelas arbitragens e no Sporting isso não acontece. Isto serve apenas para sublinhar a profundidade da influência obscura que o Benfica tem na superintendência do futebol português; nos órgãos de arbitragem, na Liga e na Federação. E, assim, como o FC Porto durante mais de duas décadas, se conquista títulos.

 

Bruno de Carvalho até reconhecerá a dimensão da situação. O problema é que ele pensa que gritar na praça pública é a solução - não é, nunca foi e nunca será !... Isso, ou ele simplesmente não tem capacidade para mais. Diria um cínico que esta é a sua real essência.

 

O Benfica conseguiu garantir os três pontos ontem, a jogar trinta dos noventa minutos de jogo. Diz o jornal A Bola, na venda da sua usual "palha", que nessa meia hora viu-se a "melhor águia da época". Tendo em consideração a segunda parte do encontro, dá para imaginar o que poderia ter sido sem a beneficência das tão badaladas 120 horas de descanso entre jogos.

 

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publicado às 04:48

"A decisão foi errada"

Rui Gomes, em 12.04.16

 

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«Eu sou do Sporting, fiquei contente com o resultado, mas a decisão (Slimani) é errada. Não é a agressão bárbara, trágica, mas eventualmente merecia outra decisão. A absolvição surpreendeu-me.


O Benfica foi um justo vencedor (Académica), porque fez o suficiente para vencer, mas voltou a ser feliz na forma como chegou à vitória. A recepção de bola de Jiménez foi má e, por sorte, originou uma situação de golo.

O meu Sporting é a equipa que melhor futebol joga em Portugal, apesar da primeira parte diante do Marítimo não ter sido brilhante».
 
 
Declarações de Rogério Alves, esta segunda-feira, no programa Dia Seguinte da SIC Notícias.
 

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publicado às 05:18

 

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Há coincidências curiosas. Pela minha procura diária pelas capas dos jornais desportivos, vi a do A Bola, claramente destinada a dar destaque ao jogo da Selecção Nacional com a Bélgica, e, mesmo nessa, com esse contexto, tem de vir uma manchete com uma declaração de Witzel a louvar Renato Sanches. Fiquei a pensar 'esta campanha diária para promover este jogador dos "encarnados" está-se a tornar fastidiosa. Entre ele e o Bruno, é um autêntico convite para não ler os jornais'. Isto... pensei eu. A coincidência, é que pouco depois fui encontrar um comentário de Rogério Alves, no programa Dia Seguinte, da SIC Notícias, a referir-se exactamente ao mesmo:

 

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«Querer comparar aquilo que o Ronaldo fez aos 18 anos com aquilo que o Renato Sanches fez é uma má comparação, porque não há comparação. Em segundo lugar, o Renato Sanches ascendeu à primeira equipa por causa de algumas lesões. Devo dizer o seguinte: não tem nada a ver com ter 18 anos, há jogadores que podem ser seleccionados com 18 anos. Tem a ver com comparação relativamente a outros jogadores que podem ser convocados. Na minha opinião, se Renato Sanches estiver, não é nenhum crime.

 

Não é preciso ver algo de negativo em tudo, mas é ou não visível que neste momento se colocou o Renato Sanches na berlinda? Só se fala no Renato Sanches, parece que a grande figura da Selecção Nacional é o Renato Sanches. O Ronaldo tem de começar a ter algum cuidado... Porque, de um momento para o outro, fez-se aqui uma operação de marketing [do Benfica], uma prestidigitação. No epicentro da questão está o Renato Sanches».

 

Faz lembrar o caso de Pedro Mantorras. Esperamos que não tenha o mesmo destino do então "filho prodígio".

 

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publicado às 05:40

 

 

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publicado às 11:07

Consideração do Dia

Rui Gomes, em 22.03.16

 

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Em declarações à SIC Notícias, Rogério Alves argumenta que os resultados do Benfica na I Liga não reflectem aquilo que a equipa de Rui Vitória tem jogado, tendo sido melhores do que as exibições:

«O Benfica ontem (domingo) teve muita sorte. A equipa, entre as quatro primeiras, é aquela que está a fazer as exibições menos conseguidas. Ganhou sem merecer em Alvalade e no Bessa foi exactamente a mesma coisa. O empate com o Boavista teria sido o mais justo. Na segunda parte o Boavista estava com uma capacidade em criar perigo que colocou o Benfica em grandes dificuldades. O Benfica não está em queda mas os resultados estão muito para além das exibições, algo que FC Porto e Sporting também já tiveram e até o Boavista. O Benfica produz exibições que não são brilhantes e acaba por ganhar.»

 

Rogério Alves até poderá ter razão, mas pode ser contra-argumentado que, em última análise, são os resultados que contam e não a qualidade das exibições.

 

Temos sete jogos pela frente e tudo pode ainda acontecer, mas caso o Sporting não consiga chegar ao título, todos nós sentiremos a tentação de apontar o momento mais crítico da época. Reconhecendo que é uma discussão muito subjectiva, penso muito na derrota, por 1-0, com o União da Madeira, em jogo da 14.ª jornada. Até aí, tínhamos dois pontos de vantagem sobre o FC Porto e cinco sobre o Benfica. A derrota (evitável) serviu para "abrir as portas"...

 

Há um outro registo que incomoda, e muito. Se na época passada pode ser apontado que o Sporting foi traído principalmente pelos 10 empates, esta época, embora com metade desse número, o impacte na tabela classificativa também não deixa de ser caso para ponderação, especialmente tendo em conta os adversários nesses jogos.

 

É evidente que este debate intensificará com o passar de cada jogo, mas sendo futebol um desporto de muitas paixões, duvido muito que haja uma determinação final consensual.

 

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publicado às 06:36

O que dizem eles

Rui Gomes, em 03.03.16

 

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«Naturalmente que o Benfica estará mais moralizado, mas ao mesmo tempo creio que esta aproximação do Benfica poderá funcionar com um tónico para a vontade do Sporting ganhar, que já é muita, mas que agora se torna ainda mais necessária. Desejo muito que o Sporting ganhe, que seja a melhor equipa em campo e acredito que ambas as coisas acontecerão. Mas este campeonato será disputado até ao fim.

 

Acredito que o árbitro (Artur Soares Dias) poderá fazer uma excelente arbitragem e espero que toda a energia, toda a graça e toda a beleza se concentre no jogo de futebol, porque é isso que os adeptos merecem.»

 

Dá prazer e sentido de orgulho sportinguista ler e ouvir Rogério Alves. Diz o que tem para dizer, e o que deve ser dito, com... classe ! Só lamento não se disponibilizar para se candidatar à presidência do Sporting. Acho que seria um excelente líder do Clube.

 

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publicado às 09:30

 

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«A superioridade do Sporting foi evidente. O Sporting ganhou porque jogou melhor, quis mais ganhar o jogo e fez mais para ganhar. Andou todo o jogo a tentar marcar e isso acabou por ser recompensado com dois golos, e o Benfica só conseguiu marcar um.

 

A aposta que foi feita em Jorge Jesus e nos jogadores que o Sporting tem à disposição pressagiavam que as coisas poderiam correr bem. Não se deve deitar foguetes antes da festa nem comemorar o que ainda não foi conquistado. Naturalmente que há, por um lado, uma trajectória no campeonato muito positiva e uma perspectiva muito grande daquilo que pode ser a prestação do Sporting ao longo da liga e, obviamente, uma tripla vitória sobre o rival Benfica, em três jogos que não deixaram margem para dúvidas, traz um ânimo suplementar.

 

O facto de o Sporting seguir "embalado" nas provas internas não quer dizer que abdique e que vá cair da Liga Europa. Quero acreditar que ainda é possível ultrapassar esta fase. Contudo há uma aposta evidente e que concentra a maior parte das energias: ser campeão nacional.»

 

 

Considerações de Rogério Alves, esta segunda-feira, à margem da inauguração do restaurante Mercantina, no Chiado. Não deixa de ser curioso que aborda muito do que foi ontem aqui debatido no blogue.

 

Há muito que constam rumores - e apenas rumores - de uma eventual candidatura à presidência do Sporting por parte do advogado e antigo dirigente. Em termos gerais, uma perspectiva promissora.

 

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publicado às 04:06

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