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"Duelos" com Rui Barreiro

Rui Gomes, em 15.02.20

Um (breve) excerto de 7:43 minutos de duração do programa Duelos da Sport TV, em que participa o nosso colega redactor Rui Barreiro.

Do outro lado do "campo", Domingos Amaral, um benfiquista cuja participação é digna e construtiva.

publicado às 02:31

 

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As notícias desta terça-feira sobre uma nova ou reforçada "estrutura" do futebol do Sporting despertou o interesse dos mais atentos. Entre estes, Rui Barreiro, ex-conselheiro leonino, que a exemplo de muitos adeptos está curioso por saber em que moldes será constituída esta suposta nova organização da SAD, que conta com uma liderança bicéfala - Bruno de Carvalho e Jorge Jesus:

 

«Das duas uma, ou é a constatação de que durante quatro anos não foi possível ter uma estrutura forte e foi pelo facto dessa estrutura não existir que o Sporting não atingiu os êxitos que devia alcançar, quer interna, quer externamente e essa constatação é porque na prática durante quatro anos não se fez o que se devia ter feito, ou então, é uma vez mais a tentativa de arranjar alguma desculpa para o facto de não terem sucessos desportivos.

 

Espero que havendo um reforço da estrutura isso signifique não apenas quantidade, mas principalmente qualidade. É bom que se assumam responsabilidades. Se as coisas até aqui não têm funcionado bem do ponto de vista desportivo, é porque essa bicefalia não tem funcionado. Reconhecer que é preciso melhorar já é um mérito, resta saber se isso irá acontecer.

 

O Sporting tem um conjunto de jogadores que precisam de oportunidades e que já deviam ter sido dadas. Tenho dificuldade em perceber que jogadores que estavam a crescer nos clubes onde se encontravam, tenham sido resgatados e depois fiquem sem a oportunidade que deviam ter. Mas tendo essa bicefalia permanente certamente que essas duas cabeças saberão o que estão a fazer.

 

No final do jogo com o Vitória de Guimarães, o comportamento de Bruno de Carvalho deixou a imagem de um presidente sintonizado com as claques. Sentiu a necessidade de dar explicações e reconfortar as claques».

 

publicado às 05:59

 

 

publicado às 22:18

 

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A ausência de Bruno de Carvalho na reunião entre os clubes e o Conselho de Arbitragem foi notada, e criticada, em alguns cantos da praça sportinguista. Um dos que não hesitou em manifestar o seu desagrado, foi Rui Barreiro:

 

«Esta questão é de extrema importância para o Sporting e para o futebol português. Tendo em conta a onda 'facebookiana' feita pelo presidente do Sporting a propósito da arbitragem, julgo que era importante que o Sporting se fizesse representar ao mais alto nível. É importante marcar essa posição, fazendo dessa representação uma forma de demonstrar quais são os pontos que pretende ver alterados.

 

O que tem afectado mais o Sporting tem a ver com uma preparação errada da época, com aquisições de jogadores pouco ponderadas e, depois, com algumas dispensas que não foram as melhores. Por vezes, utiliza-se o argumento das arbitragens para esconder erros que não facilitam a correcção desses mesmos erros. Seria melhor olhar mais para dentro e falar menos de arbitragem».

 

Indiferente da ausência dos outros presidentes dos "grandes", será mesmo uma surpresa o ainda líder do Sporting não participar pessoalmente ?... Creio que não, dado que o seu forte é falar e não agir, quando se chega à hora da verdade. Como alternativa, prepara missivas no seu 'escritório' do Facebook.

 

O Sporting foi representado por Bruno Mascarenhas, salvo erro vogal do Conselho Directivo para a Expansão e Núcleos. A sério ???... Nem sequer um dirigente ligado ao futebol ?

 

publicado às 04:41

"Isto não é como jogar o dominó"

Rui Gomes, em 24.10.16

 

Nestes momentos de exibições e resultados menos agradáveis, não é invulgar surgirem antigos dirigentes e atletas a dar as suas opiniões sobre a equipa, a responsabilidade de quem a lidera e, até, a reacção dos adeptos:

 

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Bessone Basto

 

«Não me admira nada, porque Sporting perdeu dois jogadores muito importantes (o João Mário e o Slimani - aliás, três, agora com a lesão do Adrien) e isto não é como jogar dominó.

 

A contestação acontece sempre há maus resultados. Não me admira nada, porque Sporting perdeu dois jogadores muito importantes (o João Mário e o Slimani - aliás, três, agora com a lesão do Adrien) e isto não é como jogar dominó.

 

No FC Porto, também houve muita contestação. Depende muito da bola entrar ou não. Se o Sporting tiver a sorte de ganhar ao Real Madrid, já são os maiores. Nessa guerra não me revejo. Quando jogarem em casa, vão estar sobre brasas. Nos maus resultados, há que ajudar e não carpir mágoas ou culpar o treinador. O Jorge Jesus disse muito bem, o Tondela jogou com muito mérito, com as suas armas. O Sporting não foi competente, há que seguir em frente».

 

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Rui Barreiro

 
«Há um ligação muito forte entre o presidente e o treinador. Foram dadas a este treinador condições quase únicas e portanto o que espero é que não haja próximo desaire, porque a haver o universo sportinguista não ficará nada satisfeito. Não há aparentemente justificação para este momento. O treinador é o mesmo da época passada, há mudanças mas não são tão grandes do ponto de visto de jogadores. Houve um conjunto de reforços que não têm aparecido, mas que foram dados como verdadeiros reforços, tendo-se dispensado alguns jovens da formação. É uma boa pergunta, mas eu não tenho resposta. Provavelmente, os responsáveis do Sporting deveriam esclarecer o universo do que é que se passa, para ficarmos ou mais descansados ou mais preocupados, mas que as coisas não estão bem, não estão.

 

O futebol tem uma bitola essencial, que são os resultados, e os treinadores sabem isso, os dirigentes também sabem isso e os próprios adeptos também sabem, portanto os resultados são essenciais. Temos hoje um plantel com uma massa salarial muito elevada, com jogadores bem pagos e que custaram muito dinheiro aos cofres do Sporting. Temos um treinador também bem remunerado e que tem currículo no futebol português, portanto é natural que o nível de exigência seja maior. Estes resultados não são aceites pela massa associativa de ânimo leve».

 

publicado às 17:42

 

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«Esta semana, Jorge Jesus prolongou o seu contrato com o Sporting. Quero dizer que concordo com essa decisão, não pelas razões públicas assumidas, mas reafirmo que concordo e percebo-a. Em condições normais, não seria necessária, pois existiam ainda dois anos de contrato, mas todos percebemos a importância de Jorge Jesus para o actual presidente do Sporting.

 

O treinador funciona como uma espécie de seguro de vida e, depois de anunciar a sua recandidatura, nada melhor do que apresentar este verdadeiro trunfo eleitoral. Jorge Jesus, goste-se ou não do estilo (parece que alguns benfiquistas agora só lhe reconhecem vícios onde dantes lhe viam virtudes), é um dos melhores treinadores portugueses e a estabilidade do treinador é muito importante para as vitórias que todos os Sportinguistas almejam. Espero que a comunicação de presidente e de treinador possa sintonizar-se nos aspectos essenciais.

 

Nesta época que terminou, Jorge Jesus foi o mais moderado e apaziguador, quer nos discursos sobre arbitragens quer na apreciação de quase todos os adversários. Oxalá essa solidão que muitas vezes aparentava não seja real e a estrutura profissional acompanhe devidamente o esforço do nosso treinador.

"É com o treinador que se trabalham os plantéis e os objectivos são claros: ganhar títulos a nível nacional e voltar à Glória europeia." Esta era a frase que constituía o ponto 4 do comunicado da SAD, após o anúncio público do prolongamento do vínculo do nosso treinador. Julgo e acredito que todos nós a podemos subscrever. Gosto de ver escrito "ganhar títulos a nível nacional e voltar à Glória europeia"! Nestes últimos três anos, isso não aconteceu, mas acredito que possamos melhorar. Espero que as palavras expressas no dito comunicado não sejam apenas de ocasião».

 

                                                                                                            

                                                                                                 Rui Barreiro

publicado às 04:52

Quem com ferros mata, com ferros morre

Ricardo Leão, em 25.04.16

 

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Não conheço Rui Barreiro de lado algum. Sei, todavia, que foi eleito para o Conselho Leonino na lista de Azevedo de Carvalho. Independentemente dos eventuais e reais méritos deste Conselho ao longo dos anos, que desconheço em absoluto, sempre fui defensor, por uma questão de princípio, da inutilidade prática do mesmo enquanto órgão estatutário por nele não ver utilidade alguma. Bruno, recorde-se, insistiu em mantê-lo. E fez eleger quem bem quis para o mesmo, da mesma maneira que só vai à Sporting TV quem Carvalho autoriza quem vá. Quanto a isto estamos falados. 

 

Vem agora Bruno menoscabar um membro entretanto "caído em desgraça" por delito de opinião. Não foi o primeiro nos órgãos sociais e nem será o último, tantos foram aqueles que se desiludiram com Azevedo mas que saíram sem publicamente prestarem quaisquer declarações. Por ora. Barreiro não optou por esse caminho e Bruno não gostou. Mas o ainda presidente do Sporting foi agora mais longe e passou a atacar Barreiro por questões de carácter e honra. Feio. Muito feio mesmo. A partir deste momento Bruno foi longe de mais e ultrapassou um risco de que nunca se deveria sequer ter aproximado. Agora que deu o flanco corre o sério risco de ser publicamente atacado pelos mesmos motivos. Que se prepare.

 

publicado às 08:55

 

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Contrário aos declarados desejos de Bruno de Carvalho e Jaime Marta Soares, o Conselho Leonino, que reuniu esta terça-feira no auditório de Alvalade, chumbou a proposta para exoneração de Rui Barreiro como conselheiro. 

 

Rui Barreiro fez apenas uma breve declaração no final da reunião:

«Estou um pouco triste pelo tempo e pela importância que foi dada a esta matéria. O melhor é falar com o presidente do Conselho Leonino e amanhã voltamos a falar. Continuo conselheiro leonino, mas saio um pouco desiludido desta reunião.

 

O melhor neste momento é falar com o presidente do Conselho Leonino. Haverá um comunicado sobre o resultado, mas estou um pouco triste. De qualquer forma, amanhã (quarta-feira), com mais calma, depois de dormir sobre o assunto, falarei.

 

Vou obviamente continuar a dizer o que penso. Isso faz parte da minha matriz e, portanto, se fosse para ter satisfação pessoal o melhor era estar calado».


Aprovada, no entanto, ficou uma moção de repúdio pelas declarações recentes de Rui Barreiro, que foi convidado a demitir-se do cargo.

 

Uma clara tentativa de silenciar uma voz crítica que, pelos vistos, não resultou. Veremos com o passar dos dias se este assunto fica por aqui.

 

publicado às 09:18

O último Conselho Leonino ?

Leão Zargo, em 19.04.16

 

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O Conselho Leonino reúne-se hoje, tendo na agenda a discussão e deliberação sobre a cessação antecipada do mandato de Rui Barreiro. O presidente do referido órgão, Jaime Marta Soares, alegou que o conselheiro "violou um conjunto de regras através de intervenções públicas altamente insultuosas" para com Bruno de Carvalho e confirmou que sua a expulsão será discutida no ‘ponto seis’ da ordem de trabalhos. Por sua vez, Rui Barreiro garantiu que estará presente e que se limitou “a dar opiniões sobre factos em defesa do que considera serem os interesses do Sporting."

 

Não conheço Rui Barreiro, mas o que ele tem dito ou alertado desde há dois anos é motivo de larga conversa entre os sportinguistas e não constitui grande novidade, a não ser a afirmação de que para ele “seria uma honra ser presidente do Sporting". Bruno de Carvalho cumpriu o sonho de criança, já para o conselheiro a presidência leonina seria uma honra.

 

A entrevista à revista Sábado (19 de Novembro de 2015), que acelerou as críticas de Marta Soares, não constituiu motivo de surpresa. Parece-me consensual dizer-se que “o Sporting é um clube democrático e temos de aceitar que as pessoas tenham opiniões diversas. A Bruno de Carvalho fazia-lhe bem ter algumas noções da importância da democracia e do confronto.” Desafio quem discorde desta consideração.

 

Na referida entrevista, garantiu que “há aspectos negativos, como o belicismo permanente, que causa desunião entre os sportinguistas". Todos nós temos consciência deste facto, embora alguns considerem que daí resultam vantagens, enquanto outros receiam o contrário.

 

Ou, afirmou que "é sempre bom que o Sporting dê lucro, mas não é apenas avançar no tempo, com algumas responsabilidades, é preciso consolidá-las. Espero que as condições financeiras melhorem.” Tenho dificuldade em encontrar um sportinguista que não pense assim.

 

Opinou, ainda, que “tratar mal um trabalhador, seja o porteiro seja Carrillo, é sempre mau.” Uma banalidade, pois o esclavagismo e os escravos, e mesmo o feudalismo e os servos da gleba, há muito que foram devorados pela evolução histórica, pelo menos na Europa Ocidental.

 

Provavelmente, o grande engulho decorreu da consideração de que “ou ele muda de comportamento, relativamente àquilo que é o mundo do futebol, ou os sócios terão de ponderar se não é necessário mudar de presidente.” Ora, isto não se afirma relativamente a alguém que se supõe um ser providencial e só assim se entende a reacção à martelada de Marta Soares, acusando Rui Barreiro de "falta de ética e sentido de responsabilidade". E, logo, deixou a pairar a ameaça do processo de “cessação” de conselheiro.

 

Critica-se Rui Barreiro por falar em público, não o fazendo nas assembleias gerais. Reconheço que, em teoria, a Assembleia Geral constitui o lugar por excelência para os sportinguistas intervirem no contexto interno leonino. No entanto, nunca foi nas reuniões magnas que decorreu o essencial do debate sobre o Sporting, essencialmente porque são um território organizado por e para quem preside ao Clube.

 

É que, se os estatutos do Sporting garantem o seu carácter de representatividade, a realidade do funcionamento da Assembleia Geral anula a democraticidade e a possibilidade efectiva de participação. Quem conhece o seu regimento (e dos grandes clubes portugueses) sabe que assim é, se considerarmos o tempo de intervenção para cada sócio e principalmente o direito ao contraditório. As únicas excepções que se verificaram resultaram do facto do poder estar apodrecido e já não ter capacidade para preparar o “ambiente”. Talvez por essa razão, a acção de Bruno de Carvalho quando estava na oposição decorria noutros espaços, nomeadamente nas redes sociais e nos jornais, e não propriamente nas reuniões magnas do Clube.

 

Confesso que hesito perante a conveniência para o Sporting do funcionamento de um órgão como o Conselho Leonino. Em princípio, vejo vantagens pela sua composição através do método de Hondt, o que pressupõe a existência de um órgão consultivo de excepcional representatividade sportinguista. Mas, se é para ser aquilo que se tem verificado, como que uma caixa de ressonância da “voz do dono”, então o melhor será a sua extinção.

 

publicado às 14:45

 

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Segundo o que está a ser noticiado e entretanto confirmado pelo antigo comandante dos bombeiros, Marta Soares, vários elementos do Sporting vão reunir e conversar sobre vários temas, antes da Assembleia Geral do dia 24, com foco na permanência ou destituição de Rui Barreiro, membro do Conselho Leonino.

 

Isto, sem ser surpresa alguma, uma vez que já na Assembleia Geral de 17 de Janeiro, o presidente da Mesa tinha dito que que ia propor a sua exoneração. Eis a sua recém-confirmação:

 

«Vamos analisar a quebra da disciplina regulamentar por parte do dr. Rui Barreiro, o que pode levar à sua destituição». 

 

A pessoa de Rui Barreiro é-me indiferente, mas é por de mais evidente que o objectivo é punir - já que não é possível silenciar - uma voz crítica, mesmo estando integrado no Conselho Leonino. O que vai ser debatido por Marta Soares e outros elementos, na acima referida reunião, não será a causa e a legalidade da destituição de Rui Barreiro - optando por essa via, arranja-se sempre argumentos - mas sim os prós e os contras mediáticos desse eventual acto, e o seu impacte na campanha eleitoral de Bruno de Carvalho.

 

Todavia, não obstante quaisquer manejos finórios, dificilmente não vai ficar a impressão de que tudo isto não é mais do que uma medida ditatorial por quem tem o poder entre mãos e "os trunfos na manga".

 

Rui Barreiro garante não ter conhecimento das “razões formais que levam a que surja essa proposta”“não recebi nada, zero”, garante – e lamenta que este tipo de questões surja numa “fase extremamente importante para o Sporting no campeonato nacional”.

 

“Quanto menos ondas houver, melhor. Pelos vistos, os dirigentes gostam de criar manobras de diversão nestas alturas, que julgo não serem úteis. Prefiro falar com propriedade após a reunião do Conselho Leonino de terça-feira, sendo certo que não vislumbro nenhuma razoabilidade jurídica, nem formal, para uma proposta dessas. Apenas, eventualmente, aquela lógica de ‘quem não está comigo, está contra mim e deve ser silenciado'".

 

publicado às 08:39

"Quem beneficia com estas atitudes" ?

Rui Gomes, em 21.03.16

 

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Na sua crónica semanal, Rui Barreiro questiona a origem dos panfletos que circularam na praça pública, a fim de denegrir a imagem de Bruno de Carvalho:

  

«Quem beneficia com estas atitudes?... O Sporting não, de certeza ! O Sporting deverá dispensar as práticas neopropagandisticas como forma de atingir o poder. Devermos estar focados, isso sim, em gerar crítica séria, leal e construtiva contra métodos autofágicos e prejudiciais às nossas cores. Já o disse e escrevi que quando há menos "barulho” oficial, seja via comunicados ou redes sociais, melhor para o Sporting».

 

Critica ainda a política de futebol do Clube:

 

«A presença mais uma vez de Cédric na Selecção Nacional, vem reforçar a minha completa discordância com esse ‘acto de gestão’ que conduziu a uma venda, de um jovem da formação que queria ficar e deveria ter ficado na nossa equipa e que face aos valores conhecidos das recentes contratações reforça as dúvidas sobre a bondade da sua saída de Alvalade».

 

Podemos ser indiferentes ao personagem, como é o meu caso, ou até não gostar dele, mas não se deixa de reconhecer que Rui Barreiro apresenta um argumento muito válido - que, aliás, já aqui também apresentámos - sobre a venda de Cédric Soares, cuja prioridade, então, era permanecer no Clube. Bruno de Carvalho entendeu que era mais lucrativo transferir o defesa lateral da formação leonina, do que lhe pagar um salário condizente ao seu valor, para, no mesmo período de transferências, acabar por pagar muito mais a recém-chegados, alguns dos quais que ainda não demonstraram a mais-valia que possa justificar o investimento.

 

Quanto aos panfletos, como uns tempos antes os "outdoors", é de facto curioso que com actos tão públicos, os seus autores nunca foram revelados. Dá para reflectir e reiterar a pergunta... "Quem beneficia com estas atitudes" ???

 

publicado às 06:09

 

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Na sua habitual crónica para o jornal O Jogo, Rui Barreiro, antigo membro do Conselho Leonino, referiu-se ainda ao «derby» entre Sporting e Benfica e a Bruno de Carvalho, que ficou durante alguns minutos sentado no banco de suplentes, no Estádio de Alvalade, com um semblante bastante carregado.

 

«Senti-me solidário com a sincera tristeza estampada na cara do actual presidente. Sei que no passado esta solidariedade não existiu e quem tentava o assalto ao poder até torcia pela derrota do meu Sporting.

 

Bruno de Carvalho deu a sensação de estar perdido no seu próprio labirinto, tantos foram os ziguezagues desde a sua eleição. Estava demasiado derrotado para reagir de imediato. Por isso, acredito que tenha ficado sentado no banco de suplentes, todos aqueles longos e eternos minutos, a perceber como daria corpo e forma à motivação urgente que importa fazer para que se consiga, ainda, a vitória na única prova em que estamos envolvidos».

 

publicado às 20:18

A reacção de Rui Barreiro

Rui Gomes, em 18.01.16

 

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Rui Barreiro não tardou a reagir às declarações de Jaime Marta Soares, relativamente à sua exoneração do Conselho Leonino, que, segundo o presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting, não obriga um processo disciplinar e é sua intenção fundamentar o pedido nos próximos trinta dias. Esta, uma das deliberações da reunião magna que teve lugar este sábado:

 

«Sempre disse estar disponível para o combate de ideias com o presidente e, por isso, espero pelo convite para o tal debate na Sporting TV anunciado na Assembleia Geral.

 

Bruno de Carvalho lida um regime ditatorial e tem um comportamento antidemocrático de calar que não está de acordo com ele. Há muita gente processada por dar opiniões discordantes na comunicação social e nas redes sociais, quando um dos lemas na campanha eleitoral era dar voz aos sócios, com opinião coincidente ou não. Era o ponto 42.

 

Em primeiro lugar achei ridículo convocar uma AG com referências à opinião de um sócio. Em segundo, os sócios podem falar onde quiserem, não têm apenas de falar nas assembleias gerais, assim como o presidente tem liberdade para se expressar nas plataformas que quer.

 

Não fui à reunião porque não era o local mais certo. Fizeram um comunicado com o meu nome e pronto, mas eu ainda sou livre de decidir o que dizer e onde o dizer.

 

Não tenho dúvidas de que há uma estratégia para criar condições para a extinção do Conselho Leonino, que, na minha opinião, é muito importante para ouvir a família Sportinguista".»

 

 

Já comentámos as declarações do presidente da Mesa da Assembleia Geral aqui.

 

P.S.: A título de curiosidade, recorde-se que um debate na Sporting TV foi uma sugestão minha quando este conflito surgiu. É um fórum em que nenhum dos dois se deve sentir intimidado, não há pressões indevidas e poderá ser assistido por muitos milhares de sportinguistas e não apenas por 270 associados numa Assembleia Geral.

 

publicado às 04:25

 

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Critica-se o presidente do Conselho Directivo Bruno de Carvalho ou a sua liderança do Clube, e a punição não tarda: processos em tribunal, expulsão de sócio e, no caso de Rui Barreiro, expulsão do Conselho Leonino.

 

O presidente da Mesa da Assembleia Geral, Jaime Marta Soares, revelou este sábado que vai propor a expulsão do Conselho Leonino do associado Rui Barreiro. Esta foi uma das deliberações da reunião magna que, segundo consta, reuniu cerca de 270 associados no Pavilhão Multidesportivo, em Alvalade:

«Convidei amavelmente o senhor Rui Barreiro para estar presente na AG, mas este recusou o convite vitimizando-se. Não posso estar de acordo com esta sua forma de estar na vida. Ele é reincidente neste tipo de situações. Por isso, tenho 30 dias para propor ao Conselho Leonino a sua exoneração. E, segundo os regulamentos do clube, nem sequer é preciso um processo disciplinar para consumar a sua expulsão. O senhor Rui Barreiro voltou a fazer-me acusações infames e que não se coadunam com o lugar que ocupa no Conselho Leonino»

 

Pensava eu que tinha acompanhado o todo desta "novela" desde o primeiro dia, mas parece-me agora óbvio que não será esse o caso, dado que me escapou as "acusações infames" que Rui Barreiro alegadamente dirigiu a Jaime Marta Soares.

 

Um cínico até diria que tudo isto faz parte de um  estratagema muito bem elaborado. Convida-se Rui Barreiro para se fazer ouvir em uma reunião magna; muito provavelmente ele não aceitará esse convite e teremos então o pretexto para o expulsar do Conselho Leonino.

 

Mas isto sou eu que tenho uma imaginação muito fértil. Nesse sentido e, também, no que diz respeito, segundo Marta Soares, aos 40 associados que tiveram "total liberdade" para falar. Não sou muito bom em matemática, mas 40 vezes não sei quantos minutos cada, com "total liberdade", ainda agora a Assembleia Geral estaria a decorrer.

 

Fico a pensar que depois de Eduardo Barroso apanhamos com este Marta Soares. É o caso clássico da cura ser igual ou ainda pior do que a doença, e não sei bem o que fizemos para merecer isto.

 

publicado às 05:14

Comunicado de Rui Barreiro

Rui Gomes, em 16.01.16

 

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Em dia de Assembleia Geral, Rui Barreiro, antigo autarca de Santarém e actual membro do Conselho Leonino, veio através de comunicado responder às recém-críticas de Bruno de Carvalho e desafiar o presidente do Sporting para um debate: 

«Tendo sido, há escassos dias, alvo e destinatário exclusivo de um comunicado por parte do Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal, venho por este meio tornar público que sempre tive a exacta noção do que me move em relação ao Clube, da lealdade que me merece e da defesa intransigente que impõe. Por essa razão, e só por essa razão, levei as minhas posições ao Conselho Leonino.

De facto, entendo ser possível um tipo de intervenção mais tranquilo e substantivo no Conselho Leonino do que na Assembleia Geral, órgão por norma caracterizado por uma dinâmica nem sempre adequada ao entendimento das ideias expostas. Aliás, à luz do clima em que decorreu este último Conselho Leonino, por responsabilidade directa dos presidente do Conselho Directivo, Bruno de Carvalho, e da Mesa da Assembleia Geral, Jaime Marta Soares, torna-se previsível como acabaria por não ser esclarecedora qualquer intervenção minha em sede da próxima AG.

A este propósito estou, ainda assim, disponível para participar num debate com Bruno de Carvalho. Estou certo de que seria essa uma iniciativa de grande utilidade para os sócios e os adeptos do Clube de todo o País.

Como já disse nada tenho a ver com os cartazes contestatários (leia-se outdoors) relativos a Bruno de Carvalho, insinuação torpe e que refuto com todas as minhas forças.

Entendo que as falsas acusações sobre mim lançadas e as ameaças verbais poderão pretender alimentar polémicas estéreis, provocar eventualmente um clima favorável à extinção do Conselho Leonino ou esconder erros de gestão no futebol profissional.

Mas eu, que sou um homem livre, não deixarei, sempre que for visado e ofendido, de recorrer à verdade e ao fair-play para criticar o que, a meu ver, enquanto sócio do Clube e conselheiro leonino eleito na lista de Bruno de Carvalho, não estiver conforme o exemplo de ambição, ética e excelência que deverão sempre constituir as linhas orientadoras da vida do Sporting Clube de Portugal.»

 

publicado às 16:36

Ainda Rui Barreiro

Rui Gomes, em 14.01.16

 

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Rui Barreiro, conselheiro leonino que em tempos recentes tem manifestado o seu desacordo com a liderança de Bruno de Carvalho, fez mais algumas declarações à RTP esta quarta-feira:

«O sucessivo belicismo no rasgar de contratos e compromissos não honra o Sporting. O estilo de liderança de Bruno de Carvalho, que está escrito em alguns manuais, é um estilo de afronta permanente, que não é o meu.

O presidente escolheu como inimigo alguém internamente, como tem externamente. Tenho alguns compromissos assumidos para esse dia , mas assim que tenha condições irei. Mas acho um exagero marcar uma Assembleia Geral para responder a declarações de um associado, mas isso enquadra-se no comportamento do presidente.

Não ponderei a possibilidade de candidatar à presidência do Sporting no próximo ano, mas haverá certamente alguns sportinguistas disponíveis. Não ponho de parte, mas ainda é cedo.»

 

Já aqui dissemos e não hesitamos em reiterar que indiferente das divergências entre Rui Barreiro e Bruno de Carvalho, assim como das questões de fundo relacionadas com a vida do Sporting, é um autêntico exagero, até abuso de poder, porventura, convocar uma reunião magna para supostamente ouvir as razões de queixa de um único sócio. Uma reunião do Conselho Directivo ou até do Conselho Leonino, nas circunstâncias, seria o fórum adequado para facultar o debate entre as partes e outros elementos dos Órgãos Sociais do Clube.

 

Compreende-se, no entanto, que Bruno de Carvalho prefere um milieu que ele possa controlar e manipular a seu belo prazer, directamente e/ou através de Jaime Marta Soares, indubitavelmente com a presença de um bom número de elementos das claques e outros devotos a intimidar quaisquer oradores. Consta que até na recém-reunião da SAD ele recorreu a essa estratégia, não admira, portanto, que pretenda repetir o processo à sua inteira satisfação.

 

Como disse Rui Barreiro, e bem, é um cenário que se enquadra perfeitamente na postura bélica deste presidente.

 

 

Adenda: Li há instantes as recém-afirmações de Jaime Marta Soares sobre Rui Barreiro, que dão para compreender que o tema do dia entre os devotos seja "ratos", "ratazanas" e afins. Não há nada como ser um bom seguidista:

 

«Os sócios do Sporting tem toda a liberdade de discutir e dizer que não gostam do presidente. Aqui trata-se de Conselho Leonino, de pessoas eleitas. Como é que é possível que uma possível critica cá fora e depois aqui não diz nada. Diz que veio aqui mas que não estaria presente na Assembleia-Geral e por isso disse a todos que a montanha pariu um rato. Tem coragem apenas à frente das camaras e não quer estar presente na Assembleia-Geral.»

 

publicado às 04:07

 

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Em primeiro lugar, permitam-me esclarecer o que é mais óbvio: não sou advogado de defesa do conselheiro leonino Rui Barreiro e discordo veemente do rumo que o presidente do Sporting pretende seguir, nomeadamente a realização de uma Assembleia Geral, apenas e tão só para poder confrontar num fórum do seu inteiro conforto e confiança, um solitário sócio que discorda de algumas das suas tomadas de decisão. Na realidade, acho isto ridículo e até um abuso do seu poder como líder do Conselho Directivo.

 

Tenho vindo a ler os comentários dos leitores, a maioria dos quais manifestam apoio à decisão de Bruno de Carvalho e sublinham que foi Rui Barreiro que exigiu a convocação de uma Assembleia Geral. Inclusive, também foi aqui referido que ele teria iniciado uma recolha de assinaturas para esse fim. Assente na informação que chegou à praça pública, pelas declarações do conselheiro leonino - mais recente no dia 22 de Dezembro - isso não corresponde à verdade.

 

Rui Barreiro fez apenas uma chamada de atenção para a necessidade de os sócios serem clarificados quanto à decisão do TAS no caso Doyen, entre outras considerações. Sugeriu, neste contexto - e repito, sugeriu - que essa clarificação podia ser dada numa Assembleia Geral, numa reunião do Conselho Leonino ou numa reunião do Conselho Directivo.

 

Já li duas versões desta falsa premissa e não tenho dúvidas algumas que a alegada exigência sobre a realização de uma reunião magna não é mais do que a interpretação dos respectivos autores.

 

Mas mesmo admitindo que essa AG venha a realizar-se, há uma outra importante consideração que Bruno de Carvalho deixou omissa, por razões que só ele poderá explicar. O TAS limitou-se a divulgar uma ideia geral da sua decisão e deixou claro que o teor do acórdão é preservado no segredo de Tribunal, uma vez que as partes não consentiram à sua divulgação. Não sabemos se o Sporting gostaria ou não de ver o acórdão completo publicado, mas consta que a Doyen não consente. Até nem dá para compreender a razão desta sua opção, uma vez que a decisão do Tribunal lhe é favorável e nada de consequente pode adiantar sem ser confrontada pelo Sporting.

 

Reitero o que já aqui deixei claro em comentário: acho tudo isto um autêntico desperdício de dinheiro, tempo e de recursos humanos, pela discórdia de uma única pessoa, mesmo que essa pessoa tenha o apoio não revelado de outros. É sem dúvida alguma importante que este caso da Doyen seja clarificado, mas, na minha opinião, o que preocupa Rui Barreiro não é a decisão em si, uma vez que o principal já é do domínio público, mas sim as suas consequências para o Sporting e, sobretudo, o plano de acção do presidente para satisfazer a obrigação imposta pelo Tribunal.

 

Seja através de uma reunião do Conselho Leonino ou, como até já sugeri, via um debate livre na Sporting TV, é possível encontrar uma solução sem a realização de uma Assembleia Geral. Esta, a acontecer, poderá contar com a participação de poucas centenas de sócios, a maioria dos quais afecta a Bruno de Carvalho. Os restantes milhares de sportinguistas, milhões até, ficam no escuro à espera de informações em segunda e terceira mão.

 

publicado às 04:27

 

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Comunicado do Presidente do Conselho Directivo

do Sporting Clube de Portugal

 

 

No momento em que os mais variados responsáveis do Sporting Clube de Portugal vieram a público realçar a importância da unidade de todos os Sportinguistas em torno do projeto comum para se atingirem os principais objetivos definidos para esta época, e em vésperas de mais um jogo de enorme relevância, o associado Rui Barreiro volta a aparecer, em público, a procurar desestabilizar o nosso Clube com críticas, tornando clara a sobreposição dos seus interesses pessoais aos superiores interesses do Sporting Clube de Portugal.

É, de facto, um período de grande unidade aquele em que vivemos mas foi sempre claro que, por poucos que sejam, nunca deixarão de existir um conjunto de "sportinguistas" que recordam, aparentemente com saudade, um Sporting Clube de Portugal falido, conformado, apático, derrotado e abatido que, ainda assim, era o seu garante financeiro e social e de muitas outras famílias.

Nunca, com esta Direção, no Sporting Clube de Portugal se esconderá ou procurará calar o som de uma voz díspar, mesmo que muito isolada, pois prezamos o direito à opinião e a que a mesma seja ouvida.

E assim o será, novamente, apesar do lamento de que sejam sempre escolhidos, com rigor calculista, os momentos de suposta dificuldade do Clube que, aparentemente, dão alento a estes detractores.

O mesmo já havia acontecido em vésperas do ultimo Sporting Clube de Portugal-Benfica para a Taça de Portugal, em que aquele dirigente, assumindo a posição dos nossos rivais e um papel claro de "testa de ferro" de críticos que não se conformam com o rumo de credibilidade, confiança e espírito ganhador da nossa equipa, surgiu a dar voz a questões que nunca colocou nos órgãos próprios do nosso Clube, onde até hoje, assim como os que o acompanham na sombra, quase sempre estiveram ausentes.

Mas, nesta altura, em que se deveria celebrar uma das características mais marcantes do ADN Sportinguista que é a coesão para enfrentar as adversidades, o dito associado volta a não encontrar melhor programa para servir a sua agenda que não seja dar um passo para o lado e chamar sobre si as atenções sugerindo que o Clube deveria convocar uma Assembleia Geral.

Uma Assembleia Geral como a de 17 de Janeiro de 2015 a que o associado em causa não estando ou não expressando a sua posição, assim como quem o acompanha sem dar a cara, como são seus hábitos e costumes e na qual, por iniciativa da actual Direção, foram debatidos com os Sócios assuntos com a maior  relevância , relacionados com os fundos, o "caso" Doyen, as relações com os empresários, a empreitada do Pavilhão etc, numa reunião marcada pela enorme afluência de Sócios e pelo apoio esmagador às decisões da Direção em todos estes temas. Relembramos que na referida Assembleia Geral todos estes temas foram detalhadamente apresentados explicando a razão de cada decisão, as suas virtudes e eventuais consequências.

 

É tradição cultural do Sporting Clube de Portugal, retomada por esta Direção, promover a livre discussão e exposição das mais diversas opiniões: é delas, da honestidade com que são apresentadas e da deliberação que sobre as mesmas os Sócios tomem que se faz o caminho da Maior Potência Desportiva Nacional.

 

Foi nesse sentido, que todas as principais decisões que têm estado em destaque sobre a vida do Clube, desde as diferentes medidas que possibilitaram a reconhecida recuperação financeira e desportiva realizada ao longo destes últimos dois anos, todas estas matérias, foram amplamente discutidas, analisadas e aprovadas pelos órgãos próprios do Clube, sendo curioso que na altura e perante os Associados não fossem postas em causa essas decisões.

 

Só que nunca esta Direcção se furtou ao diálogo ou se esquivou ao confronto saudável de opiniões. Se o associado Rui Barreiro frequentasse as Assembleias Gerais do Clube ou se fizesse ouvir a sua voz no Conselho Leonino talvez muitas das questões que coloca com tão ousada galhardia na comunicação social já tivessem tido resposta no local certo. Mas apesar, e repete-se, de todas as questões levantadas já terem sido objeto de discussão e análise em anteriores reuniões, entende mesmo assim a Direção do Sporting Clube de Portugal, optando por não fugir dos assuntos, nem obrigar os associados a recolher assinaturas e dinheiro para se fazerem ouvir, decidir:

 

1 - Solicitar de imediato ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, que convoque para o próximo mês de Janeiro uma Assembleia Geral para abordar todos estes temas e outros de interesse para o Clube, convidando expressamente o associado Rui Barreiro a estar presente, para, de acordo com os estatutos, poder apresentar e discutir as questões que até ao momento só tem lamentavelmente levantado junto dos Órgãos de Comunicação Social;

 

2 - Solicitar ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral que nessa Assembleia Geral seja devidamente acautelada a reserva de tempo tida como necessária pelo associado Rui Barreiro, para que apresente detalhadamente as suas críticas, análises, ideias e propostas concretas, libertando o mesmo associado do constrangimento inerente às habituais intervenções de apenas três minutos por Sócio, concedendo-lhe o tempo que este julgue conveniente.

 

Por último, e fazendo novamente um convite que tem sido habitual antes de todas as Assembleias Gerais mas infelizmente nunca acedido pelos seus destinatários, esperamos que seja esta Assembleia Geral aproveitada por aqueles que comunguem dos propósitos do associado Rui Barreiro para estarem presentes, darem a cara e fazerem ouvir a sua voz no local próprio. É altura de passar de reuniões em cafés/restaurantes, de comícios privados e de páginas de Facebook ou blogues, para darem a cara perante os Associados, deixando de utilizar meros "testas de ferro", podendo os mesmos finalmente conhecer as pessoas e as suas ideias.

 

Lisboa, 28 de Dezembro de 2015

Bruno de Carvalho, Presidente do Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal

 

 

Com tanto de tão enorme importância que Bruno de Carvalho tem entre mãos, a sua preocupação recai sobre a voz solitária de um conselheiro leonino que o critica ?

 

Muito além do há longo reconhecimento que o presidente do Sporting não lida bem com críticas à sua pessoa, um cínico diria - contrário ao que ele próprio afirmou há poucos dias - que já está preocupado com o próximo acto eleitoral. Daí, o já tradicional e estéril convite para uma Assembleia Geral, fórum inteiramente sob o controlo do PMAG e onde ele se sente perfeitamente à vontade para manipular e intimidar eventuais vozes de discórdia. 

 

O mesmo cínico também diria que este extenso Comunicado, além de visar silenciar o conselheiro leonino em questão, tem o duplo objectivo de desviar atenções do mais importante, especialmente se considerarmos os vários eventos de dias recentes.

 

Uma vez que ele faz referência específica a blogues, entre outros, e até já não é a primeira vez que o Camarote Leonino é citado por nome, que fique aqui claro, de uma vez por todas, que ninguém nos vai silenciar e que continuaremos a criticar sempre que entendermos que há justa causa para o efeito.

 

Até parece que Bruno de Carvalho pretende silenciar tudo e todos !!!

 

publicado às 18:26

O que dizem eles

Rui Gomes, em 22.12.15

 

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Rui Barreiro, antigo autarca de Santarém e membro do Conselho Leonino, eleito pela lista de Bruno de Carvalho, e com quem este tem divergências já do conhecimento público, surgiu esta terça-feira a pedir clarificação sobre a recém-decisão do TAS no caso Doyen: 

 

«É importante que se fale verdade e clarificar sobre o que está a acontecer, mas também pelo que pode acontecer. Este caso deve servir para alertar para algumas consequências que este tipo de gestão pode ter no futuro do Sporting. Bruno de Carvalho é responsável por ter avançado para um litígio com poucas probabilidades de ter sucesso e que penalizou o Sporting. Esta decisão do Tribunal Arbitral do Desporto tem um peso específico nas épocas futuras do Sporting. Além disso, a má relação que se estabeleceu, de imediato, com o Fundo, impediu que esses reforços pudessem chegar ao Sporting noutras condições. Estas guerras e este estilo belicista permanente não favorecem o Sporting.»

 

Acho que o conselheiro leonino tem razão ao pedir uma clarificação sobre os efeitos directos e colaterais da decisão do TAS. Basta ver os comentários dos leitores aqui no blogue, para verificar que existe enorme confusão sobre a especificidade desses efeitos.

 

A decisão do TAS não foi inesperada para muitos, mas as suas consequências não são tão claras, nomeadamente ao que concerne a capacidade do Sporting de lidar pontualmente com o que pode ser considerado uma adversidade. 

 

publicado às 18:34

 

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Bruno de Carvalho aproveitou o seu discurso no evento Leões de Portugal, que teve lugar esta sexta-feira, para alvejar o conselheiro leonino Rui Barreiro:

 

«Espero que o Sporting entre no campo com equipamento listado e não de smoking. Que se esforcem, lutem, de vez em quando com uma falta ou outra que beneficie a equipa. Temos de viver de paixão de amor. É por isso que os sportinguistas acreditam que vamos ganhar não só no futebol, como nas 35 modalidades.

 

Lamento que num dia destes tenha de estar na mesma sala do que uma pessoa que não tem o mínimo de solidariedade.»

 

 

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Rui Barreiro, obviamente presente no mesmo evento, não perdeu tempo e respondeu prontamente a Bruno de Carvalho:

 

«A intervenção foi desnecessária, não sou uma voz única dentro do clube e se calhar é isso que preocupa Bruno de Carvalho. Existe uma clara necessidade de protagonismo, que devia estar centrada nos jogadores e não nos dirigentes.»

 

 

Não temos dúvida alguma, aliás, sabemos, que Rui Barreiro não é "voz única dentro do clube" e é precisamente esse reconhecimento por parte de Bruno de Carvalho que o preocupa.

 

Seja como for, como já tive ocasião de dizer a um leitor, "tanto alarido por tão pouco", salvo, evidentemente, porque incomodou algumas pessoas. E, em antecipação da usual tendência para drama por parte de alguns, ninguém pense, por um minuto, que a equipa não tem mais nada com que se preocupar do que a troca de farpas banais entre dirigentes, perante um tão importante jogo que se disputa este sábado em Alvalade.

 

publicado às 04:20

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