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Não sei bem a que propósito Rui Miguel Gomes, jornal O Jogo, escreve nesta altura sobre Bas Dost e a sua reintegração no Sporting após a decisão de rescindir contrato unilateralmente, pelos infâmes eventos da Academia em Alcochete.

 

Já passaram vários meses, o assunto já foi extensivamente publicitado e comentado pela imprensa e pelos adeptos, e só faz sentido que alguém entenda "atear a fogueira" porque a performance da equipa do Sporting intimida alguns adversários e as respectivas aspirações ao título.

 

Não estamos perante um exercício de bom e objectivo jornalismo, até porque o autor não identifica a fonte da sua informação e o leitor, no seu pleno direito, ficará com dúvidas sobre a veracidade do que é adiantado. Eis o texto que foi hoje publicado no diário desportivo:

 

"Ao aceitar regressar ao Sporting e com base num novo vínculo contratual, BasDost viu substancialmente melhorada a sua folha de vencimento nos verdes e brancos. Ainda durante a liderança transitória de Sousa Cintra, o goleador holandês rubricou um novo contrato - tinha rescindido o anterior após a invasão a Alcochete -, válido por até 2021 e vendo disparar o salário para os 3 milhões de euros limpos. É, de longe, o mais bem pago dos jogadores do emblema lisboeta.

 

Contratação mais cara de sempre dos verdes e brancos, Bas Dost ingressou nos leões durante o Verão de 2016, a troco de dez milhões de euros, estabelecendo assim a soma recorde em Alvalade. À altura, o internacional holandês deixou o Wolfsburgo para receber 1,8 milhões de euros livres de impostos, sendo também aí o mais bem pago. Porém, a contratação posterior de Seydou Doumbia furou o teto salarial, com o marfinense a ganhar um ordenado superior a dois milhões de euros também limpos.

 

Depois dos tumultos registados em Alcochete que estão sob investigação da justiça, Dost foi o póster da invasão, ficando célebre a sua foto com uma ferida na cabeça, depois de ser agredido pelo bando de adeptos que invadiu Alcochete. Em consequência disso - a 11 de Junho passado - Bas Dost revogou unilateralmente o primeiro contrato que assinara, juntando-se, então, a Rui Patrício, Daniel Podence, William Carvalho, Bruno Fernandes e Gelson Martins, alegando condições de segurança necessárias para a prática da sua profissão.

 

Com a destituição de Bruno de Carvalho e Sousa Cintra a apresentar um vínculo novo em folha e com salário quase duplicado, o holandês aceitou então regressar e continua a ser uma pedra nuclear nos verdes e brancos".

 

Como ponto final, devo esclarecer que não estou minimamente preocupado com o que será um elevado salário do nosso avançado holandês. A Sporting SAD paga-lhe o que entende que ele merece e o seu histórico de "leão ao peito" justifica a consideração. Pontas de lança que marcam 79 golos em 100 jogos não se encontram todos os dias, muito menos ainda para um clube como o Sporting. 

 

Bas Dost tem sido cem por cento profissional desde que chegou a Alvalade, dá sempre o seu melhor em campo, e a equipa e o Clube beneficiam com isso. O resto é conversa de café para entreter os incautos.

 

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publicado às 15:00

 

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Um texto da autoria de Rui Miguel Gomes, jornal O Jogo, que, à primeira impressão, parece ser bem fundamentado em informação proveniente de uma qualquer fonte do Sporting, mas que, na realidade, não passa de um artigo de opinião. Mesmo assim, não deixa de apresentar algumas questões merecedoras de debate:

 

Sob o título "Clássico dá sinal para atacar o mercado em Janeiro", eis o que o acima referido tem para dizer:

 

"Jorge Jesus sentiu-se limitado no momento de mexer na equipa e a SAD já estuda um ataque cirúrgico em Janeiro.

 

Assim não chega. Faltam opções a Jorge Jesus para lutar de igual para igual, pelo menos, com o FC Porto pela conquista do Campeonato Nacional. Esta foi a principal conclusão que os responsáveis leoninos retiraram do clássico, entendendo que em Janeiro será necessário reforçar o plantel verde e branco, pese a natural escassez de meios, depois do investimento efectuado no último defeso, que ascendeu a 30,6 milhões de euros em contratações.

 

O sentimento de carência veio precisamente do banco de suplentes que Jorge Jesus escalou para o encontro - no qual não contou com duas das principais peças da equipa, concretamente o lateral-esquerdo Fábio Coentrão e o avançado Seydou Doumbia, ambos lesionados -, sobretudo quando foi necessário olhar para os sectores intermediário e ofensivo.

 

É no corredor central, fundamentalmente na posição 8, e na função mais próxima da referência ofensiva, anteontem ocupada por Bruno Fernandes, que surgem limitações. Se para médio-defensivo e na posição 8, William Carvalho e Rodrigo Battaglia vão trocando de função, a verdade é que as alternativas no plantel não oferecem idênticas garantias ao técnico, excepção feita a Bruno Fernandes, adquirido para ser o natural substituto de Adrien, mas que tem evoluído precisamente no apoio ao homem mais adiantado.

 

Esta opção é resultado, sobretudo, da falência de Alan Ruiz, atleta cuja saída é admitida e até desejada pelos responsáveis leoninos, desde que consigam recuperar os cerca de oito milhões de euros pagos no defeso que antecedeu a temporada 2016/17, como o nosso jornal já noticiou. Portanto, a SAD e Jorge Jesus ponderam avançar para a aquisição de mais um médio criativo e um atleta capaz de ocupar com qualidade o posto próximo do avançado, onde Bas Dost e Seydou Doumbia são opções para alternar em função das especificidades dos oponentes.

 

Também na defesa há aspectos que Jorge Jesus gostava de ver melhorados, mas a SAD dificilmente terá capacidade ou disponibilidade para oferecer ao técnico o que ele desde sempre ambicionou, como o nosso jornal oportunamente deu conta, ou seja, a contratação de mais um defesa-central e um lateral-esquerdo. No que diz respeito a centrais, entre Tobias Figueiredo e André Pinto, um deles poderá ser cedido por empréstimo, e no caso do lateral-esquerdo, Jonathan Silva está longe de corresponder aos patamares competitivos desejados. Estas lacunas foram identificadas por Jorge Jesus, mas a limitação de recursos impôs outras prioridades no mercado. Contudo, as necessidades são agora outras".

 

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publicado às 07:27

 

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O balanço da SAD no que ao mercado de transferências diz respeito traduziu-se num saldo positivo de 25,225 milhões de euros entre o que foram as entradas e saídas de jogadores. Porém, este montante será completamente absorvido pelos compromissos financeiros que a sociedade tem com as entidades bancárias que viabilizaram o plano de reestruturação financeira. No fundo, qualquer operação em torno da alienação de atletas impõe o pagamento de 50 por cento do proveito ao Banco Comercial Português (BCP) e ao Novo Banco, o que, no caso da presente temporada, se traduz em 26,162 milhões de euros.

 

Este procedimento compensatório está definido no acordo-quadro assinado entre as entidades e a Sporting SAD, concretamente pelo clausulado referente ao reembolso antecipado voluntário e obrigatório dos montantes cedidos pela banca no momento do acordo financeiro estabelecido.

 

Tendo presentes esta e outras obrigações, o elenco diretivo liderado por Bruno de Carvalho tinha estabelecido a necessidade de encaixar na última janela de transferências cerca de 70 milhões de euros em mais-valias, provenientes da alienação de ativos. Daí o facto de a estrutura verde e branca ter deixado claro desde cedo que estava disponível para transferir dois dos elementos mais preponderantes do seu plantel, concretamente William Carvalho e Adrien, privilegiando ambos face a Rui Patrício, outro dos capitães de equipa que pediu para sair de Alvalade, a Gelson Martins - extremo que renovou recentemente o seu vínculo laboral até 2022, passando a auferir 1,3 milhões de euros por ano livres de impostos - e a Bas Dost, melhor marcador da equipa e do último campeonato nacional.

 

De facto, consumando-se a transferência de Adrien para o Leicester - falta o OK da FIFA -, a SAD consegue aproximar-se do objetivo definido. Contudo, faltou a concretização de mais um encaixe financeiro substancial para que a sociedade tivesse atingido a meta definida. As obrigações são elevadas e o investimento de 27,1 Meuro na contratação de reforços para atacar o tão desejado título de campeão nacional também o foi.

 

Por força das naturais limitações financeiras, os leões ainda procuraram nas últimas duas semanas de mercado completar o leque de reforços desejado pelo técnico Jorge Jesus, mas olhando sempre para encargos financeiros reduzidos. Jogadores livres ou por empréstimo foram solução, mesmo com a colocação de cláusulas de compra obrigatória, como no caso de Ristovski, e foi assim que o Sporting olhou para Gabriel Barbosa, hoje no Benfica.

 

Artigo da autoria de Rui Miguel Gomes, jornal O Jogo

 

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publicado às 11:54

 

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Um artigo de opinião da autoria do jornalista/cronista Rui Miguel Gomes - face ao primeiro e último nomes, não pode ser mau de todo - do jornal O Jogo, em que ele manifesta a sua avaliação sobre o trabalho de preparação para a nova época planificado por Jorge Jesus.

 

Discordo com algumas das suas considerações - incomoda-me, especialmente, a hipotética saída de Paulo Oliveira - mas, em termos gerais, não deve estar muito longe do que realmente está a ser feito pelo treinador e a Sporting SAD.

 

Transcrevo o artigo para permitir o comentário do leitor:

 

«A planificação da próxima temporada está a ser efetuada pelo técnico Jorge Jesus, que faz conta a quatro reforços, isto excluindo as naturais reposições de atletas que venham a ser transferidos no presente defeso, nomeadamente no ataque. Assim, de acordo com informações recolhidas pelo nosso jornal, o treinador vice-campeão nacional tem previstas as contratações de um guarda-redes, um defesa central e dois médios, um mais recuado e outro para desempenhar as funções que na derradeira temporada foram atribuídas ao capitão Adrien.

 

Começando pela baliza, a saída de Marcelo Boeck a meio da temporada foi colmatada com a chamada recorrente de jogadores da equipa secundária, apesar da subida na hierarquia de Azbe Jug, mas dotar a concorrência de Rui Patrício com experiência é objetivo, surgindo Eduardo como nome principal na lista de desejados. Na defesa, os laterais pouco devem mexer em termos de entradas, mas nos centrais Jesus vai cortar três. Tobias Figueiredo é para ceder por empréstimo, Ewerton e Paulo Oliveira estão de saída. Douglas é o nome experiente para apertar a dupla Coates/Rúben Semedo, juntando-se a Naldo.

 

No meio-campo, Sandro é nome mais forte para ser alternativa a William Carvalho, faltando ainda a aquisição de um jogador para a parte ofensiva do miolo, atendendo às prováveis saídas de Aquilani e André Martins. Ter uma opção forte a Adrien é pressuposto inquestionável para Jesus, um pouco à semelhança das outras três posições a reforçar.

 

Para já, Jesus tem assegurado para as suas fileiras o extremo Alan Ruiz, contratado aos argentinos do Colón de Santa Fé, e o avançado internacional lituano Lukas Spalvis, este que esteve ao serviço dos dinamarqueses do Aalborg. Para a frente de ataque a SAD estuda atentamente o mercado, pois entre os dirigentes leoninos e Jorge Jesus há a convicção que pelo menos um dos avançados, entre Islam Slimani e Teo Gutiérrez, sairá no defeso, se não mesmo os dois, daí que são vários os nomes em estudo para que a reposição seja feita com qualidade e acerto».

 

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publicado às 18:53

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