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Reflexão do dia

Rui Gomes, em 22.09.19

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Ana Gomes recorreu, este sábado, às redes sociais para reagir à acusação do Ministério Público a Rui Pinto, denunciante do Football Leaks:

"A justiça em Portugal está a resistir à captura dos expostos pelo Football Leaks?...

Rui Pinto está detido e acusado de 147 crimes (incluindo extorsão)... mas nenhuma investigação começou sobre a evasão fiscal, lavagem de dinheiro e crime organizado que expôs".

publicado às 03:18

 

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A Federação Portuguesa de Futebol e a UEFA pediram para serem constituídas assistentes no processo que envolve Rui Pinto.

 

As duas instituições vão ser representadas pelo advogado e antigo Secretário de Estado do Desporto e da Juventude, Alexandre Mestre, consultor da Abreu Advogados.

 

Os requerimentos chegaram ao DCIAP no início de Abril, com a UEFA e a FPF a pedirem autorização para consultar os autos, alegando estar em causa o envolvimento de vários operadores ligados ao futebol.

 

Recorde-se que Rui Pinto foi detido na Hungria devido a um mandado de captura europeu pedido pela Polícia Judiciária. Depois de uma primeira fase em prisão domiciliária em solo húngaro, o português foi extraditado para Portugal, onde aguarda em prisão preventiva.

 

publicado às 06:32

 

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A procuradora-geral adjunta Maria José Morgado, no programa Grande Entrevista da RTP, diz que o “caso Rui Pinto”, o jovem português que denunciou alegados esquemas de evasão fiscal no futebol cometidos em vários países, conhecido como Football Leaks, a impressiona:

 

“Não posso falar concretamente do caso, só em tese geral. Mas devo dizer que este caso impressiona-me muito pessoalmente, porque ouvi a pessoa de que estamos a falar a dizer frases sobre a corrupção no futebol muito semelhantes àquelas que eu disse numa entrevista em 2002, ao Adelino Gomes, e que está publicada na [revista] Pública.

 

Eu disse ao Adelino Gomes que o futebol era um mundo de branqueamento de dinheiros sujos, com promiscuidades políticas indesejáveis, alargadas e muito difíceis de combater. Fez-me impressão, porque passaram 17 anos e aparece uma pessoa a dizer aquilo que eu tinha dito. Porque agora parece que são todos paladinos contra a corrupção no futebol, contra as offshores. Toda a gente fala disso, já não vale a pena falar. Mas naquele tempo tive problemas sérios por ter falado disso.

 

Volvidos 17 anos, por aquilo que se sabe do Footbal Leaks (e não estou a falar de nenhum clube em concreto nem de nenhuma pessoa, mas de um fenómeno), aparentemente no mundo do futebol é-se imune a qualquer espécie de escrutínio.

 

Precisamos das pessoas que estão por dentro do extraordinário mundo do crime, dos criminosos que queiram colaborar connosco. E, em geral, nenhum criminoso colabora com a justiça por razões éticas, mas sim por razões interesseiras, individualistas. Mas isso é humano, normal. Tem de haver uma legalidade para essa compensação, através da delação (ou colaboração) premiada, se for para defender outros valores superiores e se for escrutinável.

 

Em todo o mundo há várias histórias de hackers que se transformam em hackers bons e colaboram com a justiça. Aquele que é hacker mau pode transformar-se num hacker bom e trabalhar para a polícia. Tem um know-how que muitas vezes a polícia não consegue ter por si só”.

 

publicado às 04:04

 

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A procuradoria-geral francesa estará em negociações com as autoridades portuguesas com vista à possibilidade do hacker Rui Pinto receber imunidade para evitar que seja julgado no âmbito de uma alegada tentativa de extorsão de agentes da Doyen Sports em 2015.

 

A informação foi avançada pelo jornal britânico he Guardian este sábado, num artigo intitulado "Como o caso Football Leaks se tornou num enorme escândalo político em Portugal".

 

O Parquet National Financier (PNF), instituição judiciária francesa, investigou a alegada corrupção nos votos dos Mundiais de 2018 e 2022 e é responsável pela aplicação da lei contra crimes financeiros em França. O organismo gaulês defende veemente que o valor das revelações de Rui Pinto é bem mais importante do que a alegada gravidade do crime contra a Doyen de que é acusado em Portugal.

 

O pirata informático português já admitiu ser um das fontes por trás do Football Leaks, após ter enviado milhares de documentos relacionados com esquemas de corrupção no futebol internacional ao consórcio EIC (European Investigative Collaborations).

 

"Rui Pinto tem mais medo do que poderá acontecer no palco político, porque o futebol  português está completamente entranhado nos mecanismos do Estado",  revela Rafael Buschmann, jornalista da revista alemã Der Spiegel.

 

"Quando ele me disse isso pela primeira veznão estava seguro de que assim fosse, mas quando me apercebi do envolvimento de António Cluny [procurador que representa Portugal na Eurojust – Unidade Europeia de Cooperação Judiciária] pensei 'Bolas, ele tem razão'."

 

Com o pedido de imunidade, as autoridades francesas pretendem que Rui Pinto continue a colaborar livremente com as investigações à corrupção no futebol já em curso, nesse e noutros países europeus.

 

Especialistas em Direito Penal dizem que o português só será abrangido pelo recém-criado Regime Europeu de Proteção de Denunciantes se se provar que ele não tentou extorquir agentes da Doyen há quatro anos.

 

As autoridades francesas já têm em sua posse 26 terabites de dados cedidos pelo hacker português, bem acima dos 3,4 teras de informação que Rui Pinto tinha enviado ao EIC em 2016, e que incluíam emails privados de algumas das figuras mais influentes do mundo do futebol.

 

publicado às 03:33

Ora tomem !

Rui Gomes, em 30.03.19

 

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Ana Gomes congratulou-se esta quinta-feira com a notícia do Der Spiegel, segundo a qual as autoridades francesas conseguiram aceder aos ficheiros de Rui Pinto, antes de o hacker ser extraditado de Budapeste para Portugal, e terão copiado 26 terabytes em documentos.

 

"Ora bem! Ora tomem, todos os que queriam apoderar-se do acervo de Rui Pinto para o destruir...", escreveu a eurodeputada no Twitter.

 

Segundo o Der Spiegel, estarão em causa um total de 26 terabytes de documentos obtidos por Rui Pinto ao longo dos anos - mais de oito vezes a quantidade entregue pelo hacker. A publicação alemã diz mesmo que receiam que o material possa ser destruído em Portugal.

 

publicado às 02:31

 

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Rui Pinto, um dos denunciantes do “Football Leaks”, chega a Portugal esta quinta-feira, proveniente de um voo de Budapeste, na Hungria, onde tem estado em prisão preventiva desde 5 de Março, segundo Dávid Déak, advogado de Pinto na Hungria. Uma vez em território português, tem de ser ouvido por um juiz de instrução criminal em 48 horas. Ou seja, até este sábado.

 

Foi na semana passada que as autoridades húngaras recusaram o recurso apresentado pelos advogados do português e ficou então a saber-se que Rui Pinto seria extraditado para Portugal.

 

Na base do mandado estão o acesso aos sistemas informáticos do Sporting e do fundo de investimento Doyen Sports e posterior divulgação de documentos confidenciais, como contratos de jogadores do Sporting e do então treinador Jorge Jesus, assim como de contratos celebrados entre a Doyen e vários clubes de futebol.

 

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Rui Pinto terá acedido, em Setembro de 2015, ao sistema informático da "Doyen Sports Investements Limited", com sede em Malta, que celebra contratos com clubes de futebol e Sociedades Anónimas Desportivas.

 

O já famoso hacker é também suspeito de aceder ao email de elementos do conselho de administração e do departamento jurídico do Sporting e, consequentemente, ao sistema informático da SAD 'leonina'.

 

Rui Pinto esteve em prisão domiciliária entre 18 de Janeiro e 5 de Março, e encontrava-se detido num estabelecimento prisional desde esse dia após a decisão da justiça da Hungria que acedeu ao pedido de extradição das autoridades portuguesas. Pinto está indiciado por seis crimes: violação de segredo (2), ofensa a pessoa colectiva, extorsão na forma tentada e acesso ilegítimo (2).

 

Reportagem de Micael Pereira, Tribuna Expresso

 

publicado às 04:01

 

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É a primeira vez que Rui Pinto fala em público, assumindo desde já o seu papel como “John”, o whistleblower que está por detrás do Football Leaks e que forneceu mais de 70 milhões de documentos à Der Spiegel nos últimos três anos e que esta revista alemã partilhou com o consórcio de jornalismo EIC (European Investigative Collaborations), de que o Expresso faz parte. Esta é uma versão resumida de uma entrevista alargada feita em Budapeste pela Der Spiegel, em conjunto com o Mediapart e o NDR, e que será publicada este sábado na edição impressa do Expresso.
 
É um hacker

Não me considero um hacker, mas um cidadão que agiu em nome do interesse público. A minha única intenção era revelar práticas ilícitas que afectam o mundo do futebol.

 

Como conseguiu obter mais de 70 milhões de documentos confidenciais e, nalguns casos, bastante delicados sobre a indústria internacional de futebol?

 

Iniciei um movimento espontâneo de revelações sobre a indústria do futebol. Não sou o único envolvido. Ao longo do tempo, mais e novas fontes de informação foram aparecendo e partilhando material comigo e a base de dados foi crescendo. Isto mostra que há muita gente preocupada com este assunto.

 

O mandado europeu emitido pelo Ministério Público português em seu nome e que levou à sua detenção há duas semanas acusa-o de cibercrime. Tem a ver com o Sporting e com a publicação de e-mails confidenciais em 2015. O que tem a dizer disso?


Estou pronto para explicar isso à autoridades judiciais quando for a altura certa, mas nego essa descrição das coisas.

 

Além disso, é acusado de utilizar informação privilegiada para chantagear a Doyen Sports no outono de 2015.


A única razão pela qual contactei a Doyen foi para confirmar a ilegalidade das suas acções, com base na quantidade de dinheiro que estivessem dispostos a pagar para que os documentos não fossem divulgados.

 

Isso não é um jogo. Parece chantagem.


Queria perceber o quão valiosos e o quão importantes eram os documentos para a Doyen. Achei que conseguia descobrir isso se soubesse o quanto a Doyen estava disposta a pagar pelo meu silêncio. Nunca foi minha intenção aceitar o dinheiro. Só queria expor a Doyen.

 

Até arranjou um advogado que ficou de arranjar um acordo para si. Ele encontrou-se com o director executivo da Doyen.


É verdade. Quis perceber quanto lhe ofereciam. Enquanto ele negociava, eu continuei a ler os documentos. Enquanto o fazia, dizia para mim mesmo: se os deixo comprarem-me agora, não valho mais que todos estes esquemas. Por isso escrevi à Doyen e disse-lhes para ficarem com o dinheiro. Não me pagaram um único cêntimo. O que fiz foi muito ingénuo. Olhando para trás, arrependo-me. Mas repito, nego ter cometido qualquer crime.

 

Foi divulgado que os investigadores em Portugal suspeitam que deu ao FC Porto e-mails incriminatórios do Benfica. A publicação desses documentos incendiou Portugal e mergulhou o Benfica numa crise. Teve alguma coisa a ver com isso?


Não li nenhuma declaração das autoridades sobre uma relação entre mim e o escândalo do Benfica. Uma revista publicou a história do Benfica no outono passado. Isso mudou a minha vida. A minha fotografia estava nas primeiras páginas dos jornais por todo o país. A minha conta de Facebook e o meu e-mail foram inundados com ameaças de morte.

 

Alguma vez ganhou dinheiro com o conhecimento que tinha dos crimes relacionados com a indústria do futebol?


Sei que esses rumores existem em Portugal. Para lhe dar uma resposta directa: não, nunca.

 

Recebeu ofertas para revelar os dados que possui?


Várias. Uma vez recebi um e-mail anónimo em que me era oferecido mais de meio milhão de euros. Recusei todas as ofertas, porque nunca agi com o propósito de ganhar dinheiro, mas sim com base no interesse público.

 

O advogado que negociou com a Doyen em seu nome em 2015 já o tinha representado antes numa disputa com o Caledonian Bank nas Ilhas Caimão. Os jornais portugueses dizem que roubou 300 mil dólares desse banco. É verdade?


No final, não recebi nenhum dinheiro desse banco. Não é que tenha roubado o dinheiro, essa não é a verdadeira história.

 

Qual é então a verdadeira história?


Não estou autorizado a falar sobre essas circunstâncias específicas porque assinei um contrato de confidencialidade com o banco. Uma coisa é certa: se tivesse cometido um crime, o banco ter-me-ia levado a tribunal. O caso nunca foi a tribunal e o meu registo criminal está limpo até hoje, em Portugal e em qualquer parte do mundo.

 

Por que é que comprou uma guerra com o Caledonian Bank?


Naquela altura, os bancos em Portugal estavam a falir; as pessoas perderam as suas poupanças de uma hora para a outra. Ao mesmo tempo, cada vez mais dinheiro desaparecia da Europa. Era claro que algo de errado se passava. Quis perceber melhor o que se passava. Quis perceber o sistema das offshore.

 

De onde tirou a ideia de, no outono de 2015, lançar o site Football Leaks?


Sou fanático por futebol desde criança e já tinha percebido, desde o Caso Bosman, que o futebol estava a caminhar na direcção errada. Os melhores dos jogadores jovens estavam a ir para as melhores equipas; toda a competição estava a dar vantagem aos clubes de topo. O grande impulsionador para mim foi o escândalo da FIFA em 2015. Além de todas as detenções que foram feitas na FIFA, vi que havia irregularidades em muitas transferências dentro de Portugal. Que mais e mais investidores invadiam o mercado. Comecei a recolher dados.

 

Foi contactado por alguma autoridade depois de ter feito as primeiras revelações do Football Leaks em 2016?


Recebi alguns emails de autoridades fiscais, incluindo uma da Alemanha, de Munique.

 

Qual foi o seu comportamento nessa altura?


Alguns pedidos foram feitos à bruta. Os investigadores financeiros ingleses queriam saber o meu nome e onde vivia. Isto é de loucos para um whistleblower que quer manter-se anónimo; claro que não respondi. Na altura não tinha advogados. Precisava de tempo e de uma estratégia que garantisse a minha segurança. Naquela altura, o pedido mais credível veio de França.

 

Porque está a resistir à extradição para o seu país?


Tenho quase a certeza que não terei um julgamento justo em Portugal. O sistema judicial português não é inteiramente independente; existem muitos interesses escondidos. Claro que há procuradores e juízes que levam o seu trabalho a sério. Mas a máfia do futebol está em todo o lado. Querem passar a mensagem que ninguém se deve meter com eles.

 

(Leia mais este sábado na edição impressa do Expresso)

 

publicado às 04:02

"O lançador de alertas"

Rui Gomes, em 22.01.19

 

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Ricardo Fortunato/RR

 

Ana Gomes, eurodeputada do PS, depois de ter reagido via Twitter à detenção de Rui Pinto voltou a comentar a detenção do hacker, alegado responsável pela divulgação dos e-mails do Benfica.

 

No domingo à noite, no seu espaço de comentário político na SIC, a eurodeputada voltou a defender o hacker português:

 

A Justiça terá que apurar tudo o que se passou, mas não aceito que taxem o rapaz de criminoso sem que a Justiça faça o seu trabalho.

 

É da responsabilidade da justiça proteger a pessoa investigada. O Rui Pinto pode ter feito um tremendo serviço à comunidade. O processo e-Toupeira também resultou da denúncia que a Justiça portuguesa encontrou no 'Football Leaks'.

 

É facto que estamos perante um pirata informático, que eu gosto de chamar 'lançador de alertas', que conseguiu acesso a informação grave sobre esquemas de corrupção e que comprometem o futebol e o crime organizado ligado ao futebol. O Rui Pinto correu tremendos riscos e sofreu ameaças de morte porque há interesses poderosos”.

 

publicado às 03:47

Cartoon do dia

Rui Gomes, em 21.01.19

 

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"O herói nacional"

 

publicado às 04:00

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