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Alguns dos temas abordados recentemente por Rui Santos, no programa Tempo Extra, da SIC Notícias:

- O comentador diz (vídeo) que se chegou a uma situação limite, de grande dificuldade dos árbitros portugueses actuarem livres de pressões. Considera ainda que, perante o “jogo do título”, este é o momento certo de se agir, embora não acredite que isso aconteça, pelos interesses envolvidos.

- "O Sporting CP aguentará mentalmente a pressão que o FC Porto vai fazer a todos os níveis?"

Rui Santos (vídeo) acredita numa resposta de "finalíssima" por parte do FC Porto e coloca dúvidas sobre se uma equipa tão jovem como a do Sporting terá estofo para aguentar a pressão de um jogo desta responsabilidade.

- "O consultor Elleray só trouxe confusão à arbitragem"

Rui Santos diz (vídeo) que as posições tornadas públicas de David Elleray sobre lances específicos do campeonato português foram um cartão vermelho à maioria dos ex-árbitros de futebol (agora especialistas). 

- "Temos uma Liga muito fiteira"

Rui Santos critica (vídeo) a actuação típica dos bancos de suplentes, nomeadamente em relação àquilo que voltou a acontecer com o banco do FC Porto, no Funchal. Ainda, que o comportamento do médico portista, Nelson Puga, não é sustentável e corresponde a um mau exemplo que urge corrigir.

publicado às 03:19

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Cartoon de Carlos Laranjeira

Alguns dos temas abordados recentemente por Rui Santos, no program Tempo Extra da SIC Notícias:

"Pinto da Custa nunca quis a paz no futebol".

"As ameaças aos árbitros são inaceitáveis".

"O Sporting neste momento emite uma luz no meio do futebol das trevas".

"O Sporting sem claques e sem lutas internas é muito melhor".

"Os rendimentos de Rúben Amorim no Sporting".

"O que faz Rui Costa no Benfica?".

"Jesus escuda-se no factor Covid?... Foi um grito de autodefesa".

"Elogio a Pedro Porro".

"Não foi justo Tiago Tomás ser relegado para dar entrada a Paulinho".

publicado às 03:48

img_192x192$2019_09_07_00_18_48_1598529.jpgO que se passou em Braga, no jogo com o FC Porto para a Taça de Portugal, espelha os dois maiores problemas do futebol português:a cama de pregos onde se deita o sector da arbitragem e a cultura de medo que de algum modo tomou conta não apenas das instituições que deviam regular o normal funcionamento da bola indígena mas também do país.

Em relação a tudo o que se está a passar no futebol em Portugal, que não é novo, diga-se de passagem, porque a discussão em torno das arbitragens e o ruído provocado por elas dura há décadas, é preciso introduzir o novo contexto da pandemia, a partir da qual as receitas decresceram e as sociedades anónimas ficaram mais dependentes do dinheiro que resulta da entrada e desempenho na Champions e também dos direitos televisivos.

É fácil de compreender que, fechada a torneira rica da Champions, a água dos depósitos escasseia e pode ser insuficiente para dar de beber e regar tantos jardins.

Acresce que, esta época, apareceu o Sporting a reivindicar e a querer beber da mesma água e, portanto, num contexto de maior competitividade (quatro equipas para dois lugares) e de maior aperto financeiro, no caso especial do FC Porto com o reembolso do empréstimo obrigacionista a ter de se cumprir no próximo mês de Junho, depois do adiamento de um ano.

Há todo um ambiente de pressão em redor dos protagonistas do futebol e, como sempre acontece nestas alturas, é preciso desviar atenções e arranjar (novos e velhos) bodes expiatórios. É um clássico, para o qual só existe uma vítima: todo o edifício do Futebol.

As instituições de utilidade pública, por maioria de razão, sejam elas do Norte ou do Sul, têm responsabilidades acrescidas. É neste particular que o Estado tem de agir e não para rectificar a contabilidade dos penáltis!…

… Ou o País cala-se porque tem medo que Pinto da Costa lhe mande bater?!…

Excerto da crónica de Rui Santos em SIC Notícias (disponível aqui)

publicado às 13:45

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Alguns dos temas que Rui Santos abordou e comentou recentemente no programa Tempo Extra, da SIC Notícias:

"Veríssimo exclui Palhinha? Com este sistema, só por milagre o Sporting será campeão".

"Rui Santos confirma que Fábio Veríssimo reconheceu o erro no amarelo a Palhinha".

"Unilabs tem de explicar o email que enviou para o Sporting".

"Salvador comete um grande erro quando confunde a hiena com o elefante".

"Pinto da Costa deu oxigénio a Pedro Proença que está mais perto da FPF".

"Loum e Pepe não podiam sair de campo sem acção disciplinar".

"Benfica? Covid não justifica a falta de respostas no campo".

publicado às 03:31

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Alguns dos temas que Rui Santos abordou e comentou nos primeiros dias de 2021, no programa Tempo Extra da SIC Notícias:

"Houve no Funchal clara protecção da arbitragem ao FC Porto".

"Os grandes em Portugal sentem-se desconfortáveis quando apresentam segundas linhas".

"Rúben Amorim teve muita responsabilidade na eliminação do Sporting".

"O Benfica começou em Cavani e acaba em Rodrigo Pinho".

"O FC Porto continua mais sólido do que o Benfica".

"Há muitas contratações estranhas no futebol português".

"William Carvalho não queria ir para o Benfica".

"César Peixoto foi pressionado para não colocar o ex-Porto B no 'onze' frente ao FC Porto".

"Aparelho no banco do Benfica? Sejam transparentes!"

"No Benfica todos querem mandar mas ninguém manda".

Cada manchete sublinhada dá acesso ao vídeo do comentário de Rui Santos. O leitor é livre de escolher os temas que mais lhe interessam. Em média, os vídeos têm a duração de quatro minutos.

publicado às 03:02

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"O Futebol ainda não percebeu o golpe que a pandemia lhe deu e precisa

de acordar para a realidade, com humildade e sem o rei na barriga”.

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“Um FC Porto mal gerido mas com um treinador capaz de exigir compromisso

dos jogadores conquistou um título que chegou parecer inalcançável”.

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 “Sérgio Conceição é um treinador agridoce. Um misto de Jesus e Mourinho.

Uma espécie de 'rudeza aristocrática' que tem feito muito bem ao FC Porto".

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“É operário, é criativo, é um jogador-total. Estranha-se que não esteja cotado

ao nível dos melhores médios portugueses, mesmo na Selecção Nacional”.

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“Tem uma leveza juvenil e maturidade nos movimentos.

Precisa de aumentar níveis de confiança”.

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 “Foi no Famalicão que mostrou potencial de um Bruno Fernandes.

Mas para o ser tem de aumentar capacidade competitiva”.

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“Uma equipa que tem mais dinheiro, mais investimento, mais recursos

e mais meios não pode fazer a figura que o Benfica fez.

E Isso teve a ver com (mais) arrogância e (mais) deslumbramento”.

publicado às 03:15

Rui Santos comenta a "Liga Real"

Rui Gomes, em 02.01.21

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Rui Santos, em Tempo Extra da SIC Notícias, faz as contas da Liga Real (principais erros de arbitragem) e adianta que, contabilizando os lances de penálti mal assinalados ou por assinalar, a vantagem do Sporting CP seria maior. Ainda, que, neste momento, a equipa mais beneficiada, entre os quatro primeiros, é o Benfica.

"O Sporting também comanda a 'Liga Real' no final de 2020"

publicado às 03:17

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"Nos jogos da jornada 10, o Gil Vicente-Benfica foi o que conheceu erros de arbitragem mais graves".

"Sporting líder? Ou melhora o conceito ou vai ter problemas".

"Críticas à arbitragem? Não concordo com o método, mas o Sporting percebeu que não pode ficar calado".

"É bom para o nosso campeonato se o SC Braga não perder o pelotão".

"Este futebol em Portugal não vai aumentar muito se a qualidade não aumentar".

"Conceição mais igual a Conceição e Jesus ainda não se reencontrou".

"O Benfica está a jogar um terço e não o triplo como Jesus prometeu".

"No momento de construção nacional da videoarbitragem vejo vantagens em que os VAR fossem estrangeiros".

"Defendo um modelo de arbitragem em que não haja contactos entre clubes e estrutura de arbitragem".

"A eliminatória com a 'Juventus de Ronaldo' vai ser um grande acontecimento e não apenas para o FC Porto".

"'Alcochete 2'? Aviso perturbante, porque Varandas não vai recuar".

"Castigo a Rúben Amorim?... Os árbitros ouvem para uns e tapam os ouvidos para outros".

"O sistema está todo controlado e minado, e o Sporting, como outros, têm sido vítimas da vontade do freguês".

publicado às 18:15

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Rui Santos, no programa Tempo Extra da SIC Notícias, abordou o futebol do Sporting CP, afirmando que Rúben Amorim quer absoluta segurança na posse de bola, mas alerta para os perigos decorrentes de um processo às vezes excessivamente lento, como aconteceu no jogo com o Farense. O comentador entende que o Sporting CP tem jogadores na frente capazes de potenciar melhor as suas características - velocidade e explosão.

"Sporting líder? Ou melhora o conceito ou vai ter problemas"

Subscrevo cem por cento estas considerações de Rui Santos. Em particular, já comentei este aspecto de jogo do Sporting várias vezes.

publicado às 03:02

Rui Santos comenta Artur Soares Dias

Rui Gomes, em 17.12.20

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Rui Santos, no programa Tempo Extra da SIC Notícias, afirma/alega que o Conselho de Arbitragem da FPF "respondeu" ao presidente Frederico Varandas sobre a exposição feita pelo Sporting relativamente à arbitragem de Luís Godinho e, em especial, ao desempenho de Artur Soares Dias (VAR), no jogo com o Famalicão:

"Artur Soares Dias no pós-Famalicão-Sporting foi para a jarra"

publicado às 03:02

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Rui Santos, no programa Tempo Extra da SIC Notícias, defende que não está em causa o prejuízo específico do Sporting mas das equipas que não têm poder.

"O sistema está todo controlado e minado e o Sporting, como

outros, têm sido vítimas da vontade do freguês"

Pode aceder aqui: Petição # 1 ou Petição #2

publicado às 04:32

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No seu usual espaço no programa Tempo Extra da SIC Notícias, Rui Santos diz que actual lógica de comunicação dos clubes não serve os interesses do futebol e pede a intervenção da Federação Portuguesa de Futebol, como órgão máximo do futebol em Portugal:

" A FPF que faça o que tem de fazer para não deixar

que a comunicação dos clubes mate o futebol".

publicado às 03:01

Rui Santos comenta o Sporting

Rui Gomes, em 05.11.20

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No programa Tempo Extra da SIC Notícias, Rui Santos diz que o Sporting é um justo líder do campeonato através do investimento feito na formação e nos jogadores contratados:

"Os cinco cavalinhos do carrossel do Sporting estão a animar a feira do campeonato".

publicado às 16:30

Rui Santos comenta a arbitragem

Rui Gomes, em 02.11.20

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Rui Santos diz que erros de arbitragem como os que aconteceram em Paços de Ferreira não se podem consentir de modo algum na era da videoarbitragem. O comentador da SIC pede consequências para Nuno Almeida (árbitro) e André Narciso (VAR).

"Arbitragem da primeira parte em Paços de Ferreira parecia um regresso aos anos 90".

Ver vídeo aqui.

publicado às 17:00

Rui Santos opina

Rui Gomes, em 10.10.20

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"O Sporting está numa fase de psicanálise. Há accionistas residuais

ligados a Bruno de Carvalho que só fazem barulho"

Rui Santos - Tempo Extra - SIC Notícias

publicado às 03:32

Rui Santos opina

Rui Gomes, em 09.10.20

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"O regresso de João Mário ao futebol português é a grande notícia deste mercado"

Rui Santos - Tempo Extra - SIC Notícias

publicado às 16:00

Algumas breves considerações de Rui Santos, extraídas da sua mais recente crónica em Record, em que comenta maioritariamente a propagada super equipa do Benfica.

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"No Sporting, não obstante o esforço realizado para não se perder o pé no quadro da gestão financeira, são evidentes as dificuldades para se cumprirem compromissos, como resulta evidente do facto de os leões terem partido do princípio que vale a pena pagar mais 2,1M pela contratação-kamikaze de Rúben Amorim para poderem, em 8 meses, dar melhor resposta a um vasto leque de obrigações. Também é importante ressalvar que o Sporting CP nunca manifestou vontade de não pagar; apenas se colocou na posição de pagar mais, como consequência do facto de não poder/querer pagar nos prazos inicialmente aprazados e isso é apenas a confirmação de um aperto que já todos, afinal, conhecíamos".

"No FC Porto, a notícia do Correio da Manhã segundo a qual existem salários em atraso apenas confirma aquilo que é sabido há muito, isto é, uma péssima e caótica gestão de recursos atirou um clube histórico para uma situação financeira muito complexa e só há uma explicação para isso: os custos das transferências são elevadíssimos e o produto das vendas líquidas que entra nos cofres da SAD portista não chega para contrabalançar uma estrutura de custos particularmente elevada, nalguns casos até verdadeiramente pornográfica.

Muito estranho que a comunicação do FC Porto não tenha feito um escarcéu perante a notícia. O tímido desmentido de J., a dizer que é mentira, nem em Gaia se ouviu".

"É evidente que a contratação de Jorge Jesus pressupõe, aliás como foi reconhecido pelo próprio técnico no dia do seu regresso ao Benfica, uma equipa a jogar o triplo do que jogava antes, e, portanto, há uma espécie de expectativa segundo a qual os jogadores que já estiveram entregues a Rui Vitória, Bruno Lage e Nélson Veríssimo tenham, sem as chamadas alcavalas de qualidade, um rendimento superior, por força da influência e do trabalho de Jorge Jesus.

Contudo, se o Benfica 2019-20 com Jesus renderia, em tese, muito mais, o actual só pode ter aspirações de se recolocar com ambição no quadro das competições europeias com um acrescento de qualidade no plantel. E isso, neste momento, não corresponde àquilo a que se pode chamar de Super Equipa, até porque falhou, no tempo certo, a aquisição de uma estrela do futebol internacional (Cavani era uma boa ideia)".

publicado às 03:33

As cartilhas e a sede de controlo

Rui Gomes, em 01.08.20

img_192x192$2019_09_07_00_18_48_1598529.jpgEm NOTA a fechar o artigo da semana passada, escrevi: "Espero sinceramente que Jorge Jesus e, até, Sérgio Conceição se unam no combate aos tóxicos departamentos de comunicação, empenhados em transformar o futebol numa lixeira atómica. Com ela, o futebol em Portugal nunca se desenvolverá nem sequer será olhado com seriedade".

Este é um tema crucial para o processo de desintoxicação do futebol português e é preciso que se adquira uma consciência colectiva no país, num quadro de normalização das relações entre o negócio futebol e a sociedade, com relevo para aquelas que se estabelecem no âmbito dos poderes públicos e privados, de que esse processo de despoluição não corresponde a uma luta específica contra o clube A ou clube B; é uma necessidade, no sentido de reposicionar o futebol nacional em relação ao futuro, um futuro ainda por cima cheio de incertezas, por via das interrogações suscitadas pela Covid.

Quer dizer, o futuro sugere contenção, racionalidade, bom-senso, reformas — e a febre pelos títulos faz com que muitos protagonistas continuem virados para a querela, para o ataque descabelado ou sub-reptício e para a mobilização dos exércitos do mal.

O futebol sugere ainda assumpção de responsabilidades de todas as partes directa ou indirectamente envolvidas no negócio e, nesse aspecto, entre vícios, entorses e dinâmicas de contra-informação muito difíceis de contrariar, a partir das quais tem valido tudo para desviar atenções, a comunicação social tem, como sempre e agora ainda mais, um papel relevante a desempenhar.

Esta semana, a propósito, fomos confrontados com uma decisão histórica, cujo pontapé de saída foi dado pela Direcção de Informação da SIC e seguido pela TVI: acabar com os programas de debate, com representantes do FC Porto, Benfica e Sporting.

Antes da pandemia, o grito (clubístico) já tinha tomado conta de 90% das tribunas de debate futebolístico em televisão, algumas das quais haviam sido tomadas, em casos facilmente identificáveis, pelas direcções de comunicação dos clubes, no caso concreto com FC Porto e Benfica a tentarem marcar pontos nessa área.

Há um ano e meio, dei uma entrevista ao jornal i, na qual dizia que "Os clubes têm sede controlar a AR, os tribunais, a comunicação social", sem deixar de chamar a atenção para o facto de "alguns jornalistas ditos independentes são fabricações dos próprios clubes". Dei a entrevista há um ano e meio, mas o meu discurso neste capítulo há muito que aponta para a tentativa de controlo da opinião por parte de alguns clubes de futebol, cuja prática se agudizou a partir do momento em que se descobriu que essa tentativa de controlo correspondia a uma visão organizada pelo departamento de comunicação do Benfica e coordenada por Carlos Janela.

Quando nasceram as célebres cartilhas, já o ambiente não era o melhor e o logro estava identificado. Não me parece que haja muitas dúvidas de que a trama tem uma raiz político-socrática, no sentido de tentar fazer passar para o espaço público, e no futebol, realidades que afinal não o são. Ninguém está numa posição moral para reivindicar qualquer superioridade, tal os níveis de toxicidade produzidas em ambas as centrais de contra-informação e propaganda, uma vez que não existem quaisquer tipo de dúvidas de que, no polo oposto, também não existem escrúpulos.

De um lado, alguma subtileza e sofisticação e, de quando em vez, metralha; do outro,  apenas metralha.

[É bom relembrar, em forma de parêntesis, que o director de comunicação do FC Porto, ‘Jota’ Marques, tão pressuroso na defesa da ‘verdade’, foi condenado (ao pagamento de 523 000€ por danos patrimoniais emergentes e 1,4M€ por danos não emergentes, na sequência da divulgação de correspondência, em processo movido pela SAD do Benfica), tendo o Tribunal do Juízo Central Cível do Porto entendido que Francisco J. Marques nunca quis servir o interesse público com a divulgação dos emails do Benfica e a entender que a informação foi obtida ‘de má fé’, sem "qualquer interesse público", e por meio de "omissão dolosa, cirúrgica e inteligente". Foi ainda considerado judicialmente que "esta deturpação selectiva do texto é pior do que mentira, pois essa é facilmente posta em causa, a deturpação é bem mais difícil de detetar e nunca porá em causa a primeira impressão já criada". E mesmo que tribunal tenha considerado que em 31 dos 55 emails divulgados poderia existir interesse público, conclui, porém, que a forma como foram tratados no Porto Canal — "sem contraditório, com omissões, sem enquadramento, sem tratamento jornalístico" — levaram a que se decidisse pela condenação].

Estas guerras intestinas entre FC Porto e Benfica, com os respectivos departamentos de comunicação a afastarem-se cada vez mais do seu objecto primacial, já causaram danos irreparáveis ao futebol português e vão continuar a causar, porque pelos vistos, viciados nestas dinâmicas, não são capaz de produzir jogo limpo, aceitando a regra de que as instituições, nas suas imperfeições e submetidas à crítica (também) limpa, precisam de cultivar autonomias e mecanismos de escrutínio e regulação, à margem do jugo ou da influência dos clubes de futebol.

Bem sei que é muito difícil esta mudança de mentalidades e procedimentos num terreno dominado por dois dinossauros do dirigismo desportivo: Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira, tão diferentes em muitas virtudes mas tão siameses em tantos pecados. Não vão ser eles, já se percebeu, por razões distintas, os motores da transformação, no que diz respeito ao modelo de comunicação que ajudaram a construir. Todavia, mais tarde ou mais cedo, Benfica e FC Porto — com o Sporting ainda na corda bamba — vão conhecer mudanças estruturais e geracionais e, com as condicionantes económicas que a pandemia vai impor, este halo de mudança será imperativo.

Esperemos que, até lá, se faça progressivamente o real desmantelamento dos exércitos especializados em produtos tóxicos. O futebol português merece que os seus méritos sejam exaltados, sem o contributo químico de guerras e jotas. E é neste contexto que precisamos de Jorge Jesus, Sergio Conceição e mais Vítores Oliveiras. E de um país que saiba honrar o valor da rivalidade e do desportivismo.

NOTA… DE ESCABECHE - A final da Taça de Portugal desta noite em Coimbra pode assemelhar-se a uma ida a um restaurante, pedir carapaus de escabeche, e trazerem-nos apenas os carapaus, com o argumento de que o (molho de) escabeche acabou. Pode ser bom, mas não é a mesma coisa.

publicado às 05:02

Uma história da carochinha

Rui Gomes, em 02.07.20

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Rui Santos diz que não acredita que Luís Filipe Vieira possa abandonar a presidência do Benfica neste momento e aponta críticas várias ao líder dos encarnados.

"O Vieira sair do Benfica é uma história da carochinha. Deslumbrou-se, achou que o futebol português era o quintal do Vieira".

Comentário completo na SIC Notícias, em vídeo, aqui.

publicado às 02:32

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Rui Santos, no programa Tempo Extra, da SIC Notícias, diz que o interesse do Benfica e a conjuntura de pré-falência da maioria dos clubes portugueses, dependentes das receitas televisivas, ditaram a decisão do regresso do campeonato. O que se vai seguir, segundo ele, é, por necessidade, uma deformação do futebol.

"Tenho de dizer isto, porque vivemos em democracia: como o Benfica não estava em 1.º no momento da paragem, tudo ficou muito mais complicado".

Sempre polémico Rui Santos, mas neste caso concreto, não disse nada que não tenha já ocorrido a muitos adeptos do futebol.

publicado às 03:18

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