Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



As máscaras da indignação

Rui Gomes, em 04.04.20

A semana passada, nestas colunas, perguntava se "alguém quer ser ‘campeão do vírus’?"

img_192x192$2019_09_07_00_18_48_1598529.jpg

"Estamos todos com muito pouca vontade de falar de futebol, da época que foi suspensa e dos cenários que se colocam, resultantes desta paragem. Apesar do vincado isolamento social a que estamos confinados, contrariado por alguns líderes políticos que acham necessário sacrificar mais de um milhão de vítimas para ‘salvar’ as economias, o Mundo não pára e não podemos ignorar as decisões políticas, o leque de orientações das autoridades e dos técnicos de saúde e também as consequências económicas, mesmo as que estão relacionadas com a indústria do futebol.

Curiosamente, não há competição, não há jogo, o mais importante no futebol, mas há muita coisa para falar, analisar e debater, à margem das lógicas comunicacionais de sempre, se foi penálti ou não, se a dialéctica do Benfica é melhor do que a do FC Porto e vice-versa, se o Sporting é ou não para soterrar debaixo da obstinação dos guerrilheiros profissionais, e este é o tempo para a corporação do futebol começar a mudar aquilo que era importante já ter sido mudado, muito tempo antes da eclosão desta pandemia que a todos ameaça".

É assim que Rui Santos inicia a sua crónica semanal em Record. Mas indo além do muito mais que ele tem para dizer, vejamos, em resumo, a sua posição sobre o tema:

"1. Sou a favor de não atribuição do título correspondente à actual época de 2019-20.

2. A actual classificação da Liga serviria para designar as equipas a jogar na próxima época na UEFA (FC Porto e Benfica na Champions e SC Braga e Sporting, na Liga Europa).

3. Não haveria final de Taça nem portanto designação de vencedor.

4. Não haveria subidas nem descidas.

5. As equipas que estão neste momento em posição de subida (Nacional e Feirense) seriam compensadas na próxima época com + pontos à partida e/ou com prémio financeiro.

6. A indicação de um vencedor do campeonato (à semelhança do que fez a Liga belga) não me parece ser a melhor solução, mas seria preferível a criar-se a expectativa de jogos em Julho (à porta fechada), com consequências/riscos ao nível do sector da saúde.

7. As soluções devem ser achadas no sentido de não potenciar mais vítimas e proteger os técnicos e o próprio sistema de saúde.

8. Sem este stress adicional, em cima da incerteza, tornar-se-ia mais fácil arranjar soluções para mitigar os efeitos decorrentes desta paragem forçada e preparar a próxima época. Estas soluções visam também a protecção dos atletas, e espanta que a FIFPro não tenha sobre esta matéria uma posição bem clara e de força. A FIFA e as suas confederações — a UEFA, no caso europeu — deveriam chegar-se à frente para compensar os prejuízos entre Abril e Junho.

9. É bom não esquecer que em Itália a propagação do vírus pode muito bem ter começado com as aglomerações em estádios de futebol.

10. Todas e quaisquer soluções devem passar pelo princípio de que as nossas vidas não são negociáveis, e é precisamente essa importante mensagem que o Futebol não está a passar, embora saibamos que a este nível as recomendações da Organização Mundial de Saúde e os respectivos ministérios, em cada País, serão determinantes".

Rui Santos, em Record

publicado às 03:32

img_192x192$2019_09_07_00_18_48_1598529.jpgJá bastavam os múltiplos condicionamentos que a pandemia e o estado de emergência nos vieram impor para estarmos confinados às coisas verdadeiramente importantes.

Este ‘jogo’, acelerado, da vida contra a morte, que vemos reflectido todos os dias nos contadores actualizados pela DGS, deveria ser suficiente para reprimir a loucura, a estupidez e a idiotice.

Temos mais de 2.300 casos de Covid-19 e mais de 30 mortos em Portugal e o movimento ‘Sou Sporting’ emite um comunicado a pedir convocação de eleições para… Abril, alegando ‘impossibilidade física’ do presidente Frederico Varandas em exercer as suas funções em Alvalade, uma vez que, perante a entrada em vigor do estado de emergência, a situação de ‘licença especial’ havia caducado e, por isso, “o cidadão Frederico Varandas não pode exercer outras funções, nomeadamente em acumulação com os cargos directivos que exerce no SCP e na SAD”.

Depois de Bruno de Carvalho ter dito, em Fevereiro, que “sou candidato a presidente do Sporting”, sabendo de antemão que, não sendo hoje sócio do Clube e no seguimento do processo de destituição, não o poderia fazer, agora é o movimento ‘Sou Sporting’, em Março, a protagonizar mais um momento infeliz e que se torna chocante, pelo simples facto de não revelar o mínimo respeito e consideração pelo momento que todos nós e o Mundo estamos a atravessar.

Discutem-se agora datas e até se Frederico Varandas se voluntariou, ou não, antes da proclamação do estado de emergência. Discutem-se, agora, na praça pública questões formais que envolvem o Ministério da Defesa e escamoteia-se o essencial, isto é, o momento muito delicado e específico que vivemos — fora do âmbito convencional da promulgação de um estado de emergência — e o facto de haver um presidente de um clube que, independentemente das questões formais, está disponível, na sua qualidade de médico e militar, para servir o país e ajudar os portugueses.

Pedir eleições para Abril, no pico da pandemia, segundo os especialistas, não é apenas um exercício de imbecilidade e idiotice; é uma manifestação de falta de respeito não apenas pelos sportinguistas, mas acima de tudo pelos portugueses e pelo ecumenismo. Haja paciência!

Rui Santos, SIC Notícias

publicado às 03:19

Um breve excerto da crónica semanal de Rui Santos no jornal Record, em que comenta, principalmente, a Covid-19, e, por tabela, o futebol português.

img_192x192$2019_09_07_00_18_48_1598529.jpg"Na segunda-feira, o primeiro-ministro António Costa, em entrevista à SIC, questionado sobre o impacto do coronavírus no futebol, afirmou que o futebol se trata de "um mundo à parte" e que neste momento não é uma prioridade socialmente aceitável, considerando as prioridades definidas pelo Estado.

O presidente da Liga, Pedro Proença, foi muito lesto a responder e disse que as palavras de António Costa foram ‘inapropriadas’, exigindo… "respeito".

Percebe-se bem que, do alto da sua condição formal de ‘presidente dos clubes’, cujo poder é infinitamente mais pequeno do que aquele que a soma dos clubes profissionais poderia sugerir ou mesmo recomendar, Pedro Proença quisesse defender a(s) sua(s) dama(s).

Fê-lo no momento errado.

António Costa tem razão: em termos de apoios e ajudas, o futebol não faz parte das prioridades e é mesmo ‘um mundo à parte’. É um ‘mundo à parte’, esclareça-se, porque os Estados assim quiseram, e achava eu — até há uma década atrás — porque os Clubes também queriam assim. Acontece que os Clubes e os seus dirigentes há muito que vêm pedindo a intervenção do Estado, pelo que são os Governos que ainda não se acostumaram à ideia de que a sua demissão, neste domínio, é apenas mero comodismo.

Temos um longo caminho a percorrer neste ajustamento entre as ‘leis do futebol’ e as leis do(s) país(es), mas esta demanda de Proença segundo a qual "o futebol exige respeito" é apenas uma reacção (pseudo) corporativa. Por uma razão muito simples: o futebol para exigir respeito é preciso saber dar-se ao respeito. E este tempo de restrições pode ser uma excelente oportunidade para esse efeito.

Ninguém visa negligenciar a importância do futebol nas nossas vidas. Mas, em Portugal, o futebol tem uma componente tóxica mortífera, equivalendo a um vírus letal. Temos todos de fazer um esforço colectivo para mudar comportamentos, não deixar que os dirigentes acentuem a notória clubite, a divisão geográfica e territorial, a utilização das claques como exércitos contra a paz e a falta de transparência.

Temos, primeiro e sobretudo, de vencer o Covid-19, mas, a seguir, temos de tratar dos vírus que infectam o futebol".

publicado às 02:02

Algumas figuras em foco

Rui Gomes, em 07.03.20

img_192x192$2019_09_07_00_18_48_1598529.jpg

Um breve excerto da crónica semanal de Rui Santos em Record, com foco em algumas figuras do futebol português mais em destaque nestes últimos dias:

António Salvador - Está a consolidar o seu crescimento como líder do Sporting Clube de Braga. Percebe o futebol como todos. A importância da formação; a importância das infra-estruturas; a importância do negócio. Geriu bem o ‘negócio-Amorim’, sob o interesse da ‘instituição-Braga’.
 
Custódio - Passa a ser, repentinamente, o ‘sr. 15 milhões’. Esta estória das cláusulas de rescisão também tem de ser revista — e não apenas a questão dos ‘níveis’ dos treinadores.
 
Frederico Varandas - É preciso acreditar muito num treinador (em começo de carreira) para fazer aquilo que o presidente do Sporting fez.
 
Jorge Mendes - São demasiadas as suspeitas que envolvem operações de transferência e representação de jogadores e treinadores sob a chancela directa ou indirecta da Gestifute, algumas das quais já foram denunciadas pelo "Football Leaks".
 
Luís Filipe Vieira - Tem cerca de dois meses para tomar grandes decisões. Muita coisa para ganhar ou perder.
 
"Ó Boi!" - Tudo arquivado. Menos a falta de dignidade dos protagonistas.
 
Rúben Amorim - Boa apresentação: descontracção, discurso fácil, ambição, convicção. Os jogadores precisam muito de acreditar no seu líder. A passagem - mensagem direi eu! - passa mais depressa. E Amorim parece ter esse poder.
 
Rui Pinto - Tem um valor acrescido pelo facto de os sistemas de regulação tradicionais não captarem nem capturarem os esquemas ilícitos do futebol, com consequências para os contribuintes, nomeadamente ao nível da fiscalidade. Há muita gente interessada em que Rui Pinto continue detido, e isso é preocupante.

publicado às 03:17

Rui Santos escreve muito que faz perfeito sentido na sua última crónica em Record, mas limito-me a transcrever duas partes que considero interessantes:

img_192x192$2019_09_07_00_18_48_1598529.jpg

"Enquanto as equipas portuguesas deixam de jogar, em Fevereiro, nas competições europeias, temos um Cristiano Ronaldo incapaz de se conformar e de se reformar; temos Diogo Jota e Rúben Neves a marcar golos; temos Jorge Jesus a afirmar-se como papa-títulos no Brasil e temos um conjunto alargado de jogadores e treinadores a demonstrar que são capazes de dar respostas…

Continuo a pensar que Portugal é, em proporcionalidade, um grande fenómeno à escala mundial. Até poderia ser um super-fenómeno se, em contraponto, não cultivasse um conjunto de bizarrias internas, que começam na obsessão de controlar tudo e todos e não respeitando ninguém, nem a própria sombra.

O que se passa em Portugal é deveras ultrajante, mas o que mais choca é a impunidade e a consagração da ideia de que os heróis devem ser os controladores do submundo. A quantidade invulgar de fazedores de heróis é perturbante.

E precisamente por isso o futebol português está como está... Agarrado ao ruído e nas mãos dos parasitas e figurantes que alimentam e engordam os (falsos) heróis".

Sobre os treinadores dos clubes que participaram na Europa, diz o seguinte:

"O afastamento das equipas portuguesas das provas europeias é um problema bem mais profundo, mas nesta eliminatória os respectivos treinadores cometeram muitos erros:

Bruno Lage Disse que, frente ao Shakhtar, se viu um ‘Benfica à Benfica’. Onde? Na Cochinchina? As alterações permanentes e a falta de consistência estão na base de tudo. Errático".

Sérgio Conceição - Não merece a situação que se construiu à sua volta. O Bayer é melhor, mas as opções que fez não resultaram.

Rúben Amorim - Cotação em alta, perfil elogiado sem favores, mas a falta de maturidade também se viu nos dois jogos frente ao Rangers. O que é… natural!

Jorge Silas - Fica difícil explicar como é que a equipa se equilibra nos últimos jogos e depois é o próprio treinador a promover os desequilíbrios. Inaceitável.

publicado às 12:30

2020-02-19 (1).png

"Árbitros estrangeiros? Já achei muito bem, no âmbito do caso dos e-mails. Agora o Benfica quer é pressionar a arbitragem".

Rui Santos, no programa Tempo Extra da SIC Notícias, esta quarta-feira.

publicado às 03:17

2020-02-13 (3).png

Rui Santos - Tempo Extra da SIC Notícias - diz que o Sporting CP está a ser protagonista de um processo muito difícil relativamente às claques. E fala em "ovos de serpente em Alvalade".

*A expressão é uma metáfora para o nascimento de práticas e ideais com potencial para causar grandes prejuízos à sociedade.

Aproveitamos a abordagem ao tema para transcrever um comentário do nosso leitor Rui Miguel:

"O Sporting precisa de uma limpeza seria e o mais rapidamente possível.

Neste momento é mais importante essa acção que ganhar competições.

Tenho vergonha de gostar do mesmo clube que estes mentecaptos.Tenho nojo de estar na bancada com eles ao lado.

Mas enganam-se quem pensa que tudo está apenas relacionado com os maus resultados, ou alguma incapacidade da actual Direcção em alguns dossiers.

A génese é só uma, ódio de morte aos Sportinguistas que destituiram Bruno de Carvalho e sede de vingança para criar um clube à sua imagem ao qual acham-se os seus donos absolutos.

Os Sportinguistas devem ser fortes e não cederem à fraqueza emocional de resultados desportivos menos bons, porque eles na sua demagogia vão puxar por essa fragilidade de escassez de títulos no Sporting.

Esta é a nossa principal batalha".

publicado às 03:04

Vingadores e vingados

Rui Gomes, em 10.02.20

Não obstante a má época desportiva do Sporting CP, continuo a achar que movimentos de destituição são um grande disparate, até pela banalização que começa a tomar conta deste (irresponsável) mecanismo.

21363942_wdw5M.jpeg

O Sporting CP transformou-se num Clube de vingados e vingadores e, numa espiral tão vertiginosa quanto esta em andamento, ninguém tem razão, ninguém merece respeito — e o Clube é que paga. Para acabar a espiral é preciso mudar os Estatutos, porque considerando o passado, relativamente recente, NINGUÉM sobrevive a este catastrófico rodízio.

O actual presidente já começou a explicar, aqui no Record, as razões por que esteve mais susceptível ao erro e, considerando a herança, é preciso um pouco mais de tempo para se inverter o rumo. Não é uma questão de mera desculpabilização; é uma questão de realismo e também de se perceber bem que só se deve mudar de presidente em pleno mandato por questões substantivas.

Não há nenhum clube no mundo que tenha passado o que o Sporting já passou e não há nenhum clube que mude de presidente como quem muda de camisa. Há uma frase da primeira parte da entrevista concedida ao Record que deveria fazer muita gente reflectir: "Não permito negócios debaixo da mesa. Nunca se vão entregar envelopes com notas nos escritórios do Sporting ou ver transferências investigadas na PJ".

O Sporting tem muitos assuntos sérios para resolver, mas o futebol tem um maior: não se deixar tomar pelos salteadores. Os pilares do negócio também precisam de ser refundados — e, para o efeito, é imprescindível estarem todos de plena consciência de que é preciso eliminar alguns vícios…

Texto da autoria de Rui Santos, em Record.

publicado às 04:05

675373.png

ANTÓNIO SALVADOR- Demasiado a meio da ponte. Demasiado ‘jogador’. Quer ficar na história? Então seja mais incisivo sobre aquilo que pretende para o futebol português!

BRUNO FERNANDES - Muito boa a entrevista ao Record... E comece a pensar em tirar o título para ser treinador, porque há duas ‘skills’ que não enganam: liderança e poder de comunicação.

BRUNO RIBEIRO - A honra e a dignidade não valem nada, no futebol em que… ‘vale tudo’?!

CARLOS CARVALHAL - Genuíno, com espírito de futebol positivo, decidiu regressar a Portugal, depois de achar que o oxigénio que armazenou em Inglaterra seria suficiente para respirar, livremente, no futebol português. Não é. Este ambiente na bola indígena é pútrido, venenoso e sufocante. É uma questão de tempo. Ninguém com capacidades fica aqui muito tempo.

JORGE JESUS - Percebeu tarde que Portugal é um grande país mas que há outras realidades para além do Benfica, Sporting ou FC Porto. Foi preciso sair de Portugal para adquirir uma nova dimensão. E ainda estará a tempo de conquistar a… Champions? Dependerá do próximo passo e da capacidade — no mercado - daqueles que o rodeiam.

RÚBEN AMORIM - O ‘nível 4’ ou outro qualquer do género não oferece aos treinadores competências essenciais ao nível da liderança e da comunicação, e por isso vamos ver até que ponto esta escolha de Salvador não é essencialmente… política. 

O CACTO - Erros graves

Erros gigantescos de arbitragem na Taça da Liga: golo anulado a Piazon (por André Narciso), a prejudicar gravemente o Rio Ave no jogo com o Gil Vicente (VAR precisa-se!), o que desencadeou a reacção atípica de Carlos Carvalhal;

Expulsão de Bolasie em Portimão, com a agravante da expulsão ter sido resultante de uma descarada e grosseira simulação do jogador Willyan;

E, na Taça de Portugal, no jogo FC Porto-Santa Clara, dirigido por Fábio Veríssimo/Luís Ferreira (VAR) falta de Corona no único golo da partida.

No caso do jogador do Portimonense, por se tratar de uma questão disciplinar, espera-se que o depoimento de João Pinheiro ajude a repor a verdade: Bolasie despenalizado e… Willyan castigado, por ferir a ética desportiva.

publicado às 02:47

2019-12-19.png

Rui Santos, comentador no programa Tempo Extra da SIC Notícias, diz que a intervenção do ex-presidente destituído contribuiu para a criação do problema das claques.

publicado às 02:48

img_552x364$2019_09_07_00_18_48_1598529.jpg

O tema das claques, que ganhou um renovado élan com a recém-tomada de posição do actual Conselho Directivo do Sporting e do seu presidente, Frederico Varandas, está a ser discutido da pior forma ou, melhor dizendo, não está a ser analisado no contexto e na dimensão exactos.

1. Há uma corrente de opinião, sustentada por um lado no interesse da manutenção das mordomias e dos negócios de duas claques do Sporting CP e, por outro, na motivação de franjas oposicionistas cujo maior interesse é chegar ao poder, seja lá por onde for, que vê o posicionamento de Varandas como uma espécie de bóia de salvação, considerando o ainda fraco desempenho da equipa de futebol, no primeiro ano de ‘autonomia varandista’, com treinador e jogadores escolhidos no âmbito da sua administração e consulado.

2. Não se pode misturar as coisas e é perigoso misturar as coisas. Há anos que o tema das claques foi abandonado e, por causa desse abandono, as claques foram ganhando— junto dos clubes, de Norte a Sul — um poder inusitado e, repito, perigoso. Esse poder foi sendo consolidado com a total indiferença e cumplicidade das tutelas.

3. Toda a gente se lembra, no auge do processo Apito Dourado, das imagens do presidente do FC Porto à chegada ao tribunal rodeado de ‘seguranças’ da principal claque dos azuis-e-brancos.

4. Mais recentemente, o que aconteceu na Academia do Sporting, cuja invasão ocorre na sequência de um clima e de uma linguagem bélicas usadas pelo ex-presidente destituído, inclusive contra a própria equipa e jogadores, colocou o tema das claques num patamar de perigosidade nunca antes visto.

5. Não cedendo aos caprichos das ditas claques e não alimentando as suas mordomias e negócios, o presidente leonino expôs-se como nunca. As duas claques foram engordando e inchando muito antes ainda do fenómeno Bruno de Carvalho (todos nos lembramos das problemáticas do eixo Godinho Lopes-Pereira Cristóvão), mas foi com ele que adquiriram a expressão máxima da influência e do peso na estrutura.

6. Um presidente entrar, recorrentemente, no relvado para, junto do sector das claques, estender vénias de agradecimento pelo apoio prestado, foi mais uma das singularidades achadas no tempo mais lamentável da história do Sporting.

7. Quer dizer: para poderem ter o conforto da segurança, ou lá o que isso representa, e a disponibilidade dos braços armados, os presidentes de clubes dos mais representativos do futebol nacional como o FC Porto e o Sporting, em momentos e épocas diferentes, não se importaram de trocar esse apoio pela perda de autonomia e poder.

b52db8675f0916ef01322ac2e452b2ae.jpg

8. Quando, em Abril deste ano, o FC Porto foi a Vila do Conde empatar e hipotecar a réstia de esperança que ainda havia na reconquista do título, a humilhação sofrida por jogadores, treinadores e administradores correspondeu à cedência mais indigente e invertebrada que uma estrutura (supostamente forte) poderia protagonizar.

9. Isto anda tudo de pernas para o ar, completamente subvertido. E, repito: os clubes e os seus responsáveis alimentaram e acomodaram-se a um regime que é uma enorme afronta a qualquer sociedade civilizada.

10. E isto aconteceu debaixo do nariz do Estado, com claques organizadas ou não, sendo que em Portugal estar ou não estar legalizado vai dar exactamente ao mesmo. Ao mesmo indigno regime genericamente de impunidade, perante a ameaça, o desrespeito — perante princípios basilares de urbanidade — e a violência.

11. O tempo que leva a amassar legislação e a criação de organismos de suposta Autoridade — a ineficácia tem sido (até agora) brutal. Conversa de chacha.

12. Vamos ser claros: os clubes dominantes e os governos andam a fazer pouco daqueles que não se revêem minimamente neste tipo de processos. Se quisessem acabar com isto, já o tinham feito. Hoje em dia, há mecanismos fáceis de accionar segundo os quais qualquer espectador que se sente num determinado lugar dos recintos desportivos é potencialmente identificável.

13. Esta coisa-chique dos GOA torna a subversão ainda mais indigna, porque é legitimada. Pagar e ainda financiar o apoio para quê?... Deixem o livre arbítrio de puxar pelas equipas aos adeptos. Adeptos comuns... Adeptos sem agenda... Adeptos que apenas querem ver o seu clube ganhar e saibam aceitar a derrota.

14. Dá muito mais trabalho às polícias e uma concertação maior entre Ministérios?... Sim, mas o poder político não pode de modo algum continuar a fazer de conta. Este problema não é só do Sporting; é do FC Porto e do Benfica — e é do País.

15. O poder político tinha a obrigação de acabar com as claques, quando elas exorbitaram o objecto da sua existência. É muito difícil de entender a passividade de António Costa e até de Marcelo Rebelo de Sousa, perante este desfile de indignidades. Ou talvez não.

Rui Santos, jornal Record

publicado às 03:32

Ainda Rui Santos na SIC Notícias

Rui Santos critica a oposição a Frederico Varandas e a contestação das claques do Sporting

Rui Gomes, em 24.10.19

Rui Santos, no programa Tempo Extra (aqui) da SIC Notícias."O que está acontecer no Sporting é uma barbaridade. Recomeçou o assalto ao poder e estão a tentar enterrar Frederico Varandas vivo".

publicado às 12:45

Uma extensa crónica de Rui Santos, publicada no jornal Record esta sexta-feira, da qual transcrevemos este excerto:

21363942_wdw5M.jpeg

"O Sporting tem um muito acentuado problema de desunião crónica para resolver, que tudo afecta — e, claro, a natureza da gestão desportiva e a equipa de futebol.

Um problema de desunião crónica é como um cancro. É muito difícil de curar, se não for atacado no momento mais certo, antes de se desenvolver e alastrar.

A desunião crónica ainda não matou o Sporting, mas está a enfraquecê-lo de uma forma irracionalmente inconcebível. É muito difícil erguer alguma coisa, no futebol do Clube ou na sua periferia, enquanto a desunião prevalecer sobre tudo o resto.

A desunião crónica é o princípio e pode ser o fim de tudo.

O Sporting não morre, mas no futebol está a fraquejar perigosamente na sua dimensão desportiva e competitiva. É muito preciso ter a noção disso. E ter a noção que mais egos, arrogâncias, ambições descabeladas, insultos e manifestações de natureza patológica, gratuitamente violentas, vão empobrecer o Sporting a um nível que muitos imaginariam impossível.

O Sporting, ainda noutro patamar, é um caso singular de resiliência. Metaforicamente, é um grande barco que anda no alto mar a levar com a violenta força das ondas, algumas das quais aumentadas, artificialmente, por ‘marinheiros-suicidas’ disfarçados de bóias-salvadoras. Não basta levar com o ‘mau tempo’ e com as investidas dos adversários, que querem legitimamente dominar as águas territoriais, mas também com uma incrível (auto) propensão para a sabotagem e para os actos de pirataria. As velas nos mastros estão rasgadas, há buracos no casco, água e ratos a rodos no porão, mas o barco, contra ventos e marés, lá resiste, numa trajectória errática mas ainda assim heróica e valente.

A recém-eliminação do Sporting da Taça de Portugal, caindo aos pés do Alverca, que fez um jogo competente e maduro, é ‘vergonhosa’ mas nem sequer já cabe, neste contexto, no âmbito das ‘grandes surpresas’. Parece que nada resulta, mesmo quando — aqui e ali — se faz um esforço mínimo para resultar.

O Sporting sofre de um problema global de confiança. Ninguém é capaz de pegar na palavra para unir. Frederico Varandas está na cabeça do touro sem ajudas. Desgasta-se, e sempre que fala, acossado por todos os lados, não consegue ser assertivo. Há gente, na estrutura, certamente bem intencionada, mas não parece estar a ajudar o presidente. E ainda é preciso perceber se, em matéria de aconselhamento no apetrechamento do plantel, Frederico Varandas não foi traído. O plantel é desequilibrado e mais parece uma casa de recuperação de dói-dóis. Até dói".

publicado às 03:03

Sporting boicotado

Rui Gomes, em 13.10.19

Não sei sinceramente quanto tempo demorará no Sporting esta sensação de fragmentação e colapso, mas sei que deve ser um inferno governar um clube na actual conjuntura, como se percebeu através da Assembleia Geral de quinta-feira.

21363942_wdw5M.jpeg

Há muito tempo que tenho sérias reservas sobre o funcionamento e real significado deste tipo de Assembleias. Frederico Varandas dizia, no final, que... "no Sporting, a democracia vai sempre imperar", percebemos o alcance do presidente dos ‘leões’ segundo o qual os resultados das votações serão sempre respeitados, mesmo que eles traduzam sensações menos positivas para o actual elenco directivo, mas convenhamos... o nosso futebol vive numa ‘democracia’ muito peculiar, por um vasto conjunto de razões. E não é só no Sporting.

É uma ‘democracia’ do... 8 ou do 80. Ou se criam condições para os clubes não serem discutidos, ou se criam estatutos de protecção dos líderes ou permite-se que ‘minorias desqualificadas’ se transformem, pontualmente, em maiorias. Esta é a ‘democracia’ do futebol português.

Repare-se: o FC Porto de Pinto da Costa, que fez milhões com vendas de jogadores ao longo de décadas, foi intervencionado pela UEFA e é hoje obrigado a seguir um regime de emagrecimento, sem que os sócios se sentissem impelidos a discutir as razões através das quais o clube que endeusou o seu líder chegou a uma situação desta natureza.

O SL Benfica, a ganhar no plano interno, mas a comprometer rotundamente no domínio europeu, convocou recentemente uma AG durante a qual o presidente Luís Filipe Vieira ‘apertou o pescoço’ a um sócio mais crítico; no Sporting, é o que se vê: qualquer coisa, desde uma mosca (com licença do PAN) a um alfinete, é suficiente para a instalação da algazarra.

É esta a ‘democracia’ associada à realidade dos clubes mais representativos em Portugal. É esta a ‘democracia’ no futebol lusitano.

Uma ‘democracia’ que está longe de espelhar a justa dimensão da realidade. A ‘realidade’ que nos entra pelos cinco sentidos é aquela que hoje resulta das publicações nas redes sociais e as manifestações, às vezes de meia dúzia de agitadores com cartazes, veiculadas pela comunicação social, tantas vezes passadas em ‘loop’, a conferir importância a uma erupção localizada que, afinal, não tem importância nenhuma. Mas esta é a ‘realidade’ que vale e sobre a qual é preciso saber agir e reagir.

O caso do Sporting é manifestamente patológico.

Houve um tempo, durante anos a fio, em que o Sporting discutiu mais o património não desportivo e a sua alienação do que o objecto para o qual os fundadores haviam norteado os seus ideais: criar um clube vencedor na sua génese competitiva.

Nessa discussão, as elites mostraram o seu lado de impreparação para a gestão desportiva. Era um complemento e uma espécie de acessório, numa visão completamente distorcida. Seguiu-se um pequeno período de esperança, mas Bruno de Carvalho deslumbrou-se completamente, perdeu-se numa visão obsessiva, monolítica, destruidora — e veio o caos. A fragmentação vem de longe.

Muita gente se esquece agora (convenientemente) quem era o ex-líder dos ‘leões’. O que moveu, o que provocou, dentro e fora, no balneário e fora dele. Nunca quis unir. Dividiu, dividiu, dividiu.

Quando agora se ouve, no pavilhão, chamarem ‘ditador’ a Frederico Varandas, percebe-se o estado de impotência a que o clube chegou. Ditador? Em que filme?… Mas onde é que estava a democracia em Alvalade, antes do último acto eleitoral? Fiéis ao Sporting?… Ao… Sporting?! Haja vergonha!

Pode até chegar-se à conclusão que Frederico Varandas não consegue passar as mensagens e que as suas skills de liderança são reduzidas. O problema maior do Sporting não se chama Varandas. O problema maior do Sporting foi ter-se chegado a uma situação em que nada, mas mesmo NADA, é meritório.

Veja-se o caso de Sousa Cintra. Foi à Assembleia Geral, não o deixaram falar, foi assobiado e deveras enxovalhado e, no final, perante os jornalistas, visivelmente perturbado, malhou no presidente. Há alguma dúvida de que, no actual contexto, tivessem as eleições sido ganhas por João Benedito, Ricciardi, Dias Ferreira ou outro qualquer, chamado António, José ou Joaquim, o ruído e a contestação seriam exactamente os mesmos? 

No Sporting, tudo se discute. O que merece discussão e o que faz parte de uma agenda absolutamente patológica... O presidente, o treinador, os jogadores, mas também o tapete de entrada, a gravilha da calçada ou os fungos nas unhas dos pés. Principalmente estes, os fungos.

O Sporting são cerca de 160 000 sócios (90 000 pagantes) e milhões de adeptos. A maioria não quer boicotar o Sporting. Mas aqueles que teimam em boicotar o Sporting são aqueles que teimam em aparecer na fotografia e a passar a imagem de que o rei vai nu. Os boicotadores não são apenas os ‘fiéis ao Sporting’. São também os infiéis. Em regime de boicote, o Sporting não será governável...".

Rui Santos, jornal Record

publicado às 03:33

Os 'handicaps' do Sporting

Rui Gomes, em 21.09.19

21363942_wdw5M.jpeg

"O Sporting até poderia ter saído com outro resultado de Eindhoven, mas há muitos 'handicaps'. Depois de tantas decisões adiadas (exemplo: venda, sim ou não?, de Bruno Fernandes, com custos ao nível da redefinição do plantel), o que falta ao Sporting é trabalho (e menos ruído). Fazer a ‘pré-época’ com a temporada a decorrer, com jogadores a sair de lesões e outros com pouco ritmo devido a ausências, não pode deixar de ter custos. Remar contra esta realidade é muito complicado.

Bruno Fernandes também rema contra outra realidade: quando há talento, a qualidade sobressai, mesmo em contextos adversos".

Rui Santos, jornal Record

publicado às 02:32

21363942_wdw5M.jpeg

A entrevista concedida esta semana por Frederico Varandas foi um bom momento para o presidente do Sporting e numa, entre outras coisas, está coberto de razão: não foi ele quem criou o fosso para os rivais Benfica e FC Porto.

O Sporting CP está no fosso e está na fossa e acha-se há anos a tentar encontrar o seu ‘salvador da pátria’.

O problema do presente – é bom não esquecer – é uma decorrência de dois passados: o passado antes de Bruno de Carvalho e o passado com Bruno de Carvalho, depois de ele se revelar um ‘caso perdido’ como presidente. Esses passados não comportaram apenas situações e apostas negativas, mas nunca ninguém se revelou absolutamente capaz de unir os sportinguistas.

Este é o drama do Sporting: nem a ‘linha de continuidade’ do pós-Roquette conseguiu eliminar o fosso (não há registo de um campeonato ganho em quase duas décadas!) nem a ‘linha ultra’ que se lhe seguiu, com Bruno de Carvalho, o conseguiu fazer. O Sporting viveu sempre entre o ‘8’ e o ’80’, num terreno minado entre um certo elitismo e o radicalismo, quando o Sporting precisa de um ‘governo’ que faça um esforço suplementar para unir sensibilidades, excluindo aqueles que, num período crítico, atacaram e delapidaram a imagem e a essência do Sporting enquanto instituição.

Volvido um ano sobre a eleição de Frederico Varandas para presidir aos destinos dos ‘leões’, após uma campanha com muitos candidatos e poucas ideias novas, o Sporting debate-se, pois, com dois tipos de problemas: os resquícios deixados por uma presidência super atribulada – aquilo a que podemos denominar uma ‘presidência ultra’, marcada por uma excessiva e desequilibrada emocionalidade – e as manifestações críticas de diversas figuras ligadas ao universo ‘leonino’, muitas das quais ligadas a algum desses passados, sobre as quais não impende nenhum juízo sobre o direito de criticar, mas apenas e tão-só o facto de não entenderem o peso da herança e não revelarem um mínimo de tolerância sobre o ciclo que se seguiu à deposição de Bruno de Carvalho. A mesma tolerância que requereriam para si próprios, no caso de terem vencido as eleições.

Tudo no Sporting é passível de crítica. Crítica também irrazoável. Se o presidente não fala é porque não fala; se fala é porque fala. Se mantém o Bruno Fernandes, devia tê-lo vendido (nem que fosse pelos tais 45M€). Consegue vender o Thierry Correia por 12M€ e o Raphinha por 21M€ não tem qualquer significado, a não ser desfalcar o plantel, mesmo no caso do jovem lateral direito, tantas vezes criticado por alguns erros cometidos nas suas primeiras aparições na equipa principal do Sporting. Se o Sporting ganha a Taça de Portugal (ao FC Porto) e a Taça da Liga (numa fase final Benfica, FC Porto e SC Braga) é porque os outros quiseram. Quer dizer: o Sporting está sempre no fosso (e na fossa) e, no fosso, não se vê amontoar apenas a lixeira normal destes ambientes mas uma enorme quantidade de crocodilos. O fosso dos crocodilos.

O ‘fosso dos crocodilos’ está pejado de frustrações, maus gestores, críticas por tudo e por nada, elitismos e radicalismos, gente que não sabe fazer mais nada senão viver do debate continuado sobre o Sporting, numa fustigação permanente e irracional. Os crocodilianos não gostam do Sporting. Alimentam-se do Sporting. DEVORAM o Sporting.

Este presidente – e qualquer outro que saísse ‘vencedor’ das eleições – já sabia que ia arrastar com o peso histórico da maledicência e da desvalorização permanentes, e no caso de Frederico Varandas com a coragem (sim, coragem!) de fazer frente aos abusos das claques, que estavam – governando-se – a governar o Sporting.

Os sportinguistas acham que apenas um ano é suficiente para eliminar o fosso? O fosso não resulta apenas do crescimento do Benfica e do FC Porto, este agora confrontado com um problema de gestão cujas consequências estão à vista na tentativa de cumprimento do fair-play financeiro importo pela UEFA. O fosso foi (es)cavado por sportinguistas, mais ou menos ilustres. e vão continuar a (es)cavar, convencidos de que vão finalmente achar o ouro. Não, não vão. Se continuarem a (es)cavar obsessiva e delirantemente, vão encontrar mais dejectos e escuridão – e o Sporting não sairá da sua actual condição de ‘terceiro de Portugal’, ameaçado por vários outros emblemas, mais pacientes na sua afirmação e na consolidação de reformas.

Este ‘Sporting de Varandas’ tem défices e problemas? Tem. A gestão dos últimos dossiês foi perfeita? Não. Mas, neste quadro, quem conseguiria governar melhor?… Quem pode reclamar, neste contexto, o exercício da perfeição?

Um dos melhores artigos que já li de Rui Santos (Record)

publicado às 06:02

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 09.08.19

mw-1360.jpg

"Desculpem-me a expressão, mas o Partido Socialista borrou-se de medo do Benfica. E isso incomoda-me".

Rui Santos - programa Tempo Extra, SIC Notícias - considera que o Partido Socialista se curvou perante o Benfica, ao esclarecer que as posições da ex-eurodeputada Ana Gomes não vinculam o partido.

Vídeo disponível aqui.

publicado às 03:02

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 17.06.19

mw-960.jpg

No programa Play-Off da SIC Notícias, Rui Santos analisa a importância do agente Jorge Mendes nas possíveis transferências de Bruno Fernandes e João Félix, dois jogadores que, na sua opinião, são incomparáveis.

" O factor Jorge Mendes é decisivo aqui. Se Bruno Fernandes fosse jogador do Benfica, quanto é que valeria?"

O vídeo está disponível aqui.

publicado às 14:00

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 13.06.19

mw-960.jpg

Rui Santos, no programa Tempo Extra da SIC Notícias, analisou a condenação do FC Porto no caso da divulgação dos e-mails do Benfica, fazendo distinção, no entanto, entre este processo e aquele que investiga o conteúdo dos e-mails:

"Uma coisa é a violação de correspondência privada que tinha de ter uma punição. Outra coisa é o conteúdo dos e-mails".

Vídeo dessa parte do programa está disponível aqui.

publicado às 05:03

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 29.05.19

mw-480.jpg

Rui Santos, na sua usual participação no programa Tempo Extra, SIC Notícias, acha que o treinador do FC Porto precisa de "corrigir alguns comportamentos anti-desportivos", e indo ainda um pouco mais além, disse também isto:

"O mundo não está contra Sérgio Conceição. Ele acha que é a montanha e Maomé e que tem de ser o Batman. Super-heróis só na BD".

Uma proposição algo inovadora, mesmo para o sempre polémico comentador desportivo. Mas à sua boa maneira, com tiques de 'showman', creio que passa a mensagem, muito embora, na minha opinião, seja um desiderato inatingível.

publicado às 15:01

Comentar

Para comentar, o leitor necessita de se identificar através do seu nome ou de um pseudónimo.




Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Taça das Taças 1963-64



Pesquisar

  Pesquisar no Blog



Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D




Cristiano Ronaldo