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O tema das claques, que ganhou um renovado élan com a recém-tomada de posição do actual Conselho Directivo do Sporting e do seu presidente, Frederico Varandas, está a ser discutido da pior forma ou, melhor dizendo, não está a ser analisado no contexto e na dimensão exactos.

1. Há uma corrente de opinião, sustentada por um lado no interesse da manutenção das mordomias e dos negócios de duas claques do Sporting CP e, por outro, na motivação de franjas oposicionistas cujo maior interesse é chegar ao poder, seja lá por onde for, que vê o posicionamento de Varandas como uma espécie de bóia de salvação, considerando o ainda fraco desempenho da equipa de futebol, no primeiro ano de ‘autonomia varandista’, com treinador e jogadores escolhidos no âmbito da sua administração e consulado.

2. Não se pode misturar as coisas e é perigoso misturar as coisas. Há anos que o tema das claques foi abandonado e, por causa desse abandono, as claques foram ganhando— junto dos clubes, de Norte a Sul — um poder inusitado e, repito, perigoso. Esse poder foi sendo consolidado com a total indiferença e cumplicidade das tutelas.

3. Toda a gente se lembra, no auge do processo Apito Dourado, das imagens do presidente do FC Porto à chegada ao tribunal rodeado de ‘seguranças’ da principal claque dos azuis-e-brancos.

4. Mais recentemente, o que aconteceu na Academia do Sporting, cuja invasão ocorre na sequência de um clima e de uma linguagem bélicas usadas pelo ex-presidente destituído, inclusive contra a própria equipa e jogadores, colocou o tema das claques num patamar de perigosidade nunca antes visto.

5. Não cedendo aos caprichos das ditas claques e não alimentando as suas mordomias e negócios, o presidente leonino expôs-se como nunca. As duas claques foram engordando e inchando muito antes ainda do fenómeno Bruno de Carvalho (todos nos lembramos das problemáticas do eixo Godinho Lopes-Pereira Cristóvão), mas foi com ele que adquiriram a expressão máxima da influência e do peso na estrutura.

6. Um presidente entrar, recorrentemente, no relvado para, junto do sector das claques, estender vénias de agradecimento pelo apoio prestado, foi mais uma das singularidades achadas no tempo mais lamentável da história do Sporting.

7. Quer dizer: para poderem ter o conforto da segurança, ou lá o que isso representa, e a disponibilidade dos braços armados, os presidentes de clubes dos mais representativos do futebol nacional como o FC Porto e o Sporting, em momentos e épocas diferentes, não se importaram de trocar esse apoio pela perda de autonomia e poder.

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8. Quando, em Abril deste ano, o FC Porto foi a Vila do Conde empatar e hipotecar a réstia de esperança que ainda havia na reconquista do título, a humilhação sofrida por jogadores, treinadores e administradores correspondeu à cedência mais indigente e invertebrada que uma estrutura (supostamente forte) poderia protagonizar.

9. Isto anda tudo de pernas para o ar, completamente subvertido. E, repito: os clubes e os seus responsáveis alimentaram e acomodaram-se a um regime que é uma enorme afronta a qualquer sociedade civilizada.

10. E isto aconteceu debaixo do nariz do Estado, com claques organizadas ou não, sendo que em Portugal estar ou não estar legalizado vai dar exactamente ao mesmo. Ao mesmo indigno regime genericamente de impunidade, perante a ameaça, o desrespeito — perante princípios basilares de urbanidade — e a violência.

11. O tempo que leva a amassar legislação e a criação de organismos de suposta Autoridade — a ineficácia tem sido (até agora) brutal. Conversa de chacha.

12. Vamos ser claros: os clubes dominantes e os governos andam a fazer pouco daqueles que não se revêem minimamente neste tipo de processos. Se quisessem acabar com isto, já o tinham feito. Hoje em dia, há mecanismos fáceis de accionar segundo os quais qualquer espectador que se sente num determinado lugar dos recintos desportivos é potencialmente identificável.

13. Esta coisa-chique dos GOA torna a subversão ainda mais indigna, porque é legitimada. Pagar e ainda financiar o apoio para quê?... Deixem o livre arbítrio de puxar pelas equipas aos adeptos. Adeptos comuns... Adeptos sem agenda... Adeptos que apenas querem ver o seu clube ganhar e saibam aceitar a derrota.

14. Dá muito mais trabalho às polícias e uma concertação maior entre Ministérios?... Sim, mas o poder político não pode de modo algum continuar a fazer de conta. Este problema não é só do Sporting; é do FC Porto e do Benfica — e é do País.

15. O poder político tinha a obrigação de acabar com as claques, quando elas exorbitaram o objecto da sua existência. É muito difícil de entender a passividade de António Costa e até de Marcelo Rebelo de Sousa, perante este desfile de indignidades. Ou talvez não.

Rui Santos, jornal Record

publicado às 03:32

Ainda Rui Santos na SIC Notícias

Rui Santos critica a oposição a Frederico Varandas e a contestação das claques do Sporting

Rui Gomes, em 24.10.19

Rui Santos, no programa Tempo Extra (aqui) da SIC Notícias."O que está acontecer no Sporting é uma barbaridade. Recomeçou o assalto ao poder e estão a tentar enterrar Frederico Varandas vivo".

publicado às 12:45

Uma extensa crónica de Rui Santos, publicada no jornal Record esta sexta-feira, da qual transcrevemos este excerto:

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"O Sporting tem um muito acentuado problema de desunião crónica para resolver, que tudo afecta — e, claro, a natureza da gestão desportiva e a equipa de futebol.

Um problema de desunião crónica é como um cancro. É muito difícil de curar, se não for atacado no momento mais certo, antes de se desenvolver e alastrar.

A desunião crónica ainda não matou o Sporting, mas está a enfraquecê-lo de uma forma irracionalmente inconcebível. É muito difícil erguer alguma coisa, no futebol do Clube ou na sua periferia, enquanto a desunião prevalecer sobre tudo o resto.

A desunião crónica é o princípio e pode ser o fim de tudo.

O Sporting não morre, mas no futebol está a fraquejar perigosamente na sua dimensão desportiva e competitiva. É muito preciso ter a noção disso. E ter a noção que mais egos, arrogâncias, ambições descabeladas, insultos e manifestações de natureza patológica, gratuitamente violentas, vão empobrecer o Sporting a um nível que muitos imaginariam impossível.

O Sporting, ainda noutro patamar, é um caso singular de resiliência. Metaforicamente, é um grande barco que anda no alto mar a levar com a violenta força das ondas, algumas das quais aumentadas, artificialmente, por ‘marinheiros-suicidas’ disfarçados de bóias-salvadoras. Não basta levar com o ‘mau tempo’ e com as investidas dos adversários, que querem legitimamente dominar as águas territoriais, mas também com uma incrível (auto) propensão para a sabotagem e para os actos de pirataria. As velas nos mastros estão rasgadas, há buracos no casco, água e ratos a rodos no porão, mas o barco, contra ventos e marés, lá resiste, numa trajectória errática mas ainda assim heróica e valente.

A recém-eliminação do Sporting da Taça de Portugal, caindo aos pés do Alverca, que fez um jogo competente e maduro, é ‘vergonhosa’ mas nem sequer já cabe, neste contexto, no âmbito das ‘grandes surpresas’. Parece que nada resulta, mesmo quando — aqui e ali — se faz um esforço mínimo para resultar.

O Sporting sofre de um problema global de confiança. Ninguém é capaz de pegar na palavra para unir. Frederico Varandas está na cabeça do touro sem ajudas. Desgasta-se, e sempre que fala, acossado por todos os lados, não consegue ser assertivo. Há gente, na estrutura, certamente bem intencionada, mas não parece estar a ajudar o presidente. E ainda é preciso perceber se, em matéria de aconselhamento no apetrechamento do plantel, Frederico Varandas não foi traído. O plantel é desequilibrado e mais parece uma casa de recuperação de dói-dóis. Até dói".

publicado às 03:03

Sporting boicotado

Rui Gomes, em 13.10.19

Não sei sinceramente quanto tempo demorará no Sporting esta sensação de fragmentação e colapso, mas sei que deve ser um inferno governar um clube na actual conjuntura, como se percebeu através da Assembleia Geral de quinta-feira.

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Há muito tempo que tenho sérias reservas sobre o funcionamento e real significado deste tipo de Assembleias. Frederico Varandas dizia, no final, que... "no Sporting, a democracia vai sempre imperar", percebemos o alcance do presidente dos ‘leões’ segundo o qual os resultados das votações serão sempre respeitados, mesmo que eles traduzam sensações menos positivas para o actual elenco directivo, mas convenhamos... o nosso futebol vive numa ‘democracia’ muito peculiar, por um vasto conjunto de razões. E não é só no Sporting.

É uma ‘democracia’ do... 8 ou do 80. Ou se criam condições para os clubes não serem discutidos, ou se criam estatutos de protecção dos líderes ou permite-se que ‘minorias desqualificadas’ se transformem, pontualmente, em maiorias. Esta é a ‘democracia’ do futebol português.

Repare-se: o FC Porto de Pinto da Costa, que fez milhões com vendas de jogadores ao longo de décadas, foi intervencionado pela UEFA e é hoje obrigado a seguir um regime de emagrecimento, sem que os sócios se sentissem impelidos a discutir as razões através das quais o clube que endeusou o seu líder chegou a uma situação desta natureza.

O SL Benfica, a ganhar no plano interno, mas a comprometer rotundamente no domínio europeu, convocou recentemente uma AG durante a qual o presidente Luís Filipe Vieira ‘apertou o pescoço’ a um sócio mais crítico; no Sporting, é o que se vê: qualquer coisa, desde uma mosca (com licença do PAN) a um alfinete, é suficiente para a instalação da algazarra.

É esta a ‘democracia’ associada à realidade dos clubes mais representativos em Portugal. É esta a ‘democracia’ no futebol lusitano.

Uma ‘democracia’ que está longe de espelhar a justa dimensão da realidade. A ‘realidade’ que nos entra pelos cinco sentidos é aquela que hoje resulta das publicações nas redes sociais e as manifestações, às vezes de meia dúzia de agitadores com cartazes, veiculadas pela comunicação social, tantas vezes passadas em ‘loop’, a conferir importância a uma erupção localizada que, afinal, não tem importância nenhuma. Mas esta é a ‘realidade’ que vale e sobre a qual é preciso saber agir e reagir.

O caso do Sporting é manifestamente patológico.

Houve um tempo, durante anos a fio, em que o Sporting discutiu mais o património não desportivo e a sua alienação do que o objecto para o qual os fundadores haviam norteado os seus ideais: criar um clube vencedor na sua génese competitiva.

Nessa discussão, as elites mostraram o seu lado de impreparação para a gestão desportiva. Era um complemento e uma espécie de acessório, numa visão completamente distorcida. Seguiu-se um pequeno período de esperança, mas Bruno de Carvalho deslumbrou-se completamente, perdeu-se numa visão obsessiva, monolítica, destruidora — e veio o caos. A fragmentação vem de longe.

Muita gente se esquece agora (convenientemente) quem era o ex-líder dos ‘leões’. O que moveu, o que provocou, dentro e fora, no balneário e fora dele. Nunca quis unir. Dividiu, dividiu, dividiu.

Quando agora se ouve, no pavilhão, chamarem ‘ditador’ a Frederico Varandas, percebe-se o estado de impotência a que o clube chegou. Ditador? Em que filme?… Mas onde é que estava a democracia em Alvalade, antes do último acto eleitoral? Fiéis ao Sporting?… Ao… Sporting?! Haja vergonha!

Pode até chegar-se à conclusão que Frederico Varandas não consegue passar as mensagens e que as suas skills de liderança são reduzidas. O problema maior do Sporting não se chama Varandas. O problema maior do Sporting foi ter-se chegado a uma situação em que nada, mas mesmo NADA, é meritório.

Veja-se o caso de Sousa Cintra. Foi à Assembleia Geral, não o deixaram falar, foi assobiado e deveras enxovalhado e, no final, perante os jornalistas, visivelmente perturbado, malhou no presidente. Há alguma dúvida de que, no actual contexto, tivessem as eleições sido ganhas por João Benedito, Ricciardi, Dias Ferreira ou outro qualquer, chamado António, José ou Joaquim, o ruído e a contestação seriam exactamente os mesmos? 

No Sporting, tudo se discute. O que merece discussão e o que faz parte de uma agenda absolutamente patológica... O presidente, o treinador, os jogadores, mas também o tapete de entrada, a gravilha da calçada ou os fungos nas unhas dos pés. Principalmente estes, os fungos.

O Sporting são cerca de 160 000 sócios (90 000 pagantes) e milhões de adeptos. A maioria não quer boicotar o Sporting. Mas aqueles que teimam em boicotar o Sporting são aqueles que teimam em aparecer na fotografia e a passar a imagem de que o rei vai nu. Os boicotadores não são apenas os ‘fiéis ao Sporting’. São também os infiéis. Em regime de boicote, o Sporting não será governável...".

Rui Santos, jornal Record

publicado às 03:33

Os 'handicaps' do Sporting

Rui Gomes, em 21.09.19

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"O Sporting até poderia ter saído com outro resultado de Eindhoven, mas há muitos 'handicaps'. Depois de tantas decisões adiadas (exemplo: venda, sim ou não?, de Bruno Fernandes, com custos ao nível da redefinição do plantel), o que falta ao Sporting é trabalho (e menos ruído). Fazer a ‘pré-época’ com a temporada a decorrer, com jogadores a sair de lesões e outros com pouco ritmo devido a ausências, não pode deixar de ter custos. Remar contra esta realidade é muito complicado.

Bruno Fernandes também rema contra outra realidade: quando há talento, a qualidade sobressai, mesmo em contextos adversos".

Rui Santos, jornal Record

publicado às 02:32

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A entrevista concedida esta semana por Frederico Varandas foi um bom momento para o presidente do Sporting e numa, entre outras coisas, está coberto de razão: não foi ele quem criou o fosso para os rivais Benfica e FC Porto.

O Sporting CP está no fosso e está na fossa e acha-se há anos a tentar encontrar o seu ‘salvador da pátria’.

O problema do presente – é bom não esquecer – é uma decorrência de dois passados: o passado antes de Bruno de Carvalho e o passado com Bruno de Carvalho, depois de ele se revelar um ‘caso perdido’ como presidente. Esses passados não comportaram apenas situações e apostas negativas, mas nunca ninguém se revelou absolutamente capaz de unir os sportinguistas.

Este é o drama do Sporting: nem a ‘linha de continuidade’ do pós-Roquette conseguiu eliminar o fosso (não há registo de um campeonato ganho em quase duas décadas!) nem a ‘linha ultra’ que se lhe seguiu, com Bruno de Carvalho, o conseguiu fazer. O Sporting viveu sempre entre o ‘8’ e o ’80’, num terreno minado entre um certo elitismo e o radicalismo, quando o Sporting precisa de um ‘governo’ que faça um esforço suplementar para unir sensibilidades, excluindo aqueles que, num período crítico, atacaram e delapidaram a imagem e a essência do Sporting enquanto instituição.

Volvido um ano sobre a eleição de Frederico Varandas para presidir aos destinos dos ‘leões’, após uma campanha com muitos candidatos e poucas ideias novas, o Sporting debate-se, pois, com dois tipos de problemas: os resquícios deixados por uma presidência super atribulada – aquilo a que podemos denominar uma ‘presidência ultra’, marcada por uma excessiva e desequilibrada emocionalidade – e as manifestações críticas de diversas figuras ligadas ao universo ‘leonino’, muitas das quais ligadas a algum desses passados, sobre as quais não impende nenhum juízo sobre o direito de criticar, mas apenas e tão-só o facto de não entenderem o peso da herança e não revelarem um mínimo de tolerância sobre o ciclo que se seguiu à deposição de Bruno de Carvalho. A mesma tolerância que requereriam para si próprios, no caso de terem vencido as eleições.

Tudo no Sporting é passível de crítica. Crítica também irrazoável. Se o presidente não fala é porque não fala; se fala é porque fala. Se mantém o Bruno Fernandes, devia tê-lo vendido (nem que fosse pelos tais 45M€). Consegue vender o Thierry Correia por 12M€ e o Raphinha por 21M€ não tem qualquer significado, a não ser desfalcar o plantel, mesmo no caso do jovem lateral direito, tantas vezes criticado por alguns erros cometidos nas suas primeiras aparições na equipa principal do Sporting. Se o Sporting ganha a Taça de Portugal (ao FC Porto) e a Taça da Liga (numa fase final Benfica, FC Porto e SC Braga) é porque os outros quiseram. Quer dizer: o Sporting está sempre no fosso (e na fossa) e, no fosso, não se vê amontoar apenas a lixeira normal destes ambientes mas uma enorme quantidade de crocodilos. O fosso dos crocodilos.

O ‘fosso dos crocodilos’ está pejado de frustrações, maus gestores, críticas por tudo e por nada, elitismos e radicalismos, gente que não sabe fazer mais nada senão viver do debate continuado sobre o Sporting, numa fustigação permanente e irracional. Os crocodilianos não gostam do Sporting. Alimentam-se do Sporting. DEVORAM o Sporting.

Este presidente – e qualquer outro que saísse ‘vencedor’ das eleições – já sabia que ia arrastar com o peso histórico da maledicência e da desvalorização permanentes, e no caso de Frederico Varandas com a coragem (sim, coragem!) de fazer frente aos abusos das claques, que estavam – governando-se – a governar o Sporting.

Os sportinguistas acham que apenas um ano é suficiente para eliminar o fosso? O fosso não resulta apenas do crescimento do Benfica e do FC Porto, este agora confrontado com um problema de gestão cujas consequências estão à vista na tentativa de cumprimento do fair-play financeiro importo pela UEFA. O fosso foi (es)cavado por sportinguistas, mais ou menos ilustres. e vão continuar a (es)cavar, convencidos de que vão finalmente achar o ouro. Não, não vão. Se continuarem a (es)cavar obsessiva e delirantemente, vão encontrar mais dejectos e escuridão – e o Sporting não sairá da sua actual condição de ‘terceiro de Portugal’, ameaçado por vários outros emblemas, mais pacientes na sua afirmação e na consolidação de reformas.

Este ‘Sporting de Varandas’ tem défices e problemas? Tem. A gestão dos últimos dossiês foi perfeita? Não. Mas, neste quadro, quem conseguiria governar melhor?… Quem pode reclamar, neste contexto, o exercício da perfeição?

Um dos melhores artigos que já li de Rui Santos (Record)

publicado às 06:02

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 09.08.19

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"Desculpem-me a expressão, mas o Partido Socialista borrou-se de medo do Benfica. E isso incomoda-me".

Rui Santos - programa Tempo Extra, SIC Notícias - considera que o Partido Socialista se curvou perante o Benfica, ao esclarecer que as posições da ex-eurodeputada Ana Gomes não vinculam o partido.

Vídeo disponível aqui.

publicado às 03:02

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 17.06.19

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No programa Play-Off da SIC Notícias, Rui Santos analisa a importância do agente Jorge Mendes nas possíveis transferências de Bruno Fernandes e João Félix, dois jogadores que, na sua opinião, são incomparáveis.

" O factor Jorge Mendes é decisivo aqui. Se Bruno Fernandes fosse jogador do Benfica, quanto é que valeria?"

O vídeo está disponível aqui.

publicado às 14:00

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 13.06.19

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Rui Santos, no programa Tempo Extra da SIC Notícias, analisou a condenação do FC Porto no caso da divulgação dos e-mails do Benfica, fazendo distinção, no entanto, entre este processo e aquele que investiga o conteúdo dos e-mails:

"Uma coisa é a violação de correspondência privada que tinha de ter uma punição. Outra coisa é o conteúdo dos e-mails".

Vídeo dessa parte do programa está disponível aqui.

publicado às 05:03

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 29.05.19

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Rui Santos, na sua usual participação no programa Tempo Extra, SIC Notícias, acha que o treinador do FC Porto precisa de "corrigir alguns comportamentos anti-desportivos", e indo ainda um pouco mais além, disse também isto:

"O mundo não está contra Sérgio Conceição. Ele acha que é a montanha e Maomé e que tem de ser o Batman. Super-heróis só na BD".

Uma proposição algo inovadora, mesmo para o sempre polémico comentador desportivo. Mas à sua boa maneira, com tiques de 'showman', creio que passa a mensagem, muito embora, na minha opinião, seja um desiderato inatingível.

publicado às 15:01

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 16.05.19

 

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"Um nome para a Liga? Liga Palhaça, Liga Marginal ou Liga Pecado"

 

A frase é de Rui Santos, no programa Tempo Extra, SIC Notícias, que considera que se tem assistido a episódios tristes no futebol português e que todos os intervenientes são culpados.

 

Vídeo disponível aqui.

 

publicado às 03:48

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 02.05.19

 

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Considerações de Rui Santos, no programa Tempo Extra, da SIC Notícias, disponível aqui.

 

Além de considerar que o castigo a Luís Filipe Vieira é justo, dado que as palavras por ele proferidas condicionaram o Conselho de Arbitragem, o comentador ainda teve isto para dizer sobre o árbitro Fábio Veríssimo:

 

"Passaram-se quatro meses e Veríssimo não apitou um jogo do Benfica. Isto é dramático, há lógicas de captura que vencem".

 

publicado às 03:34

 

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"A Liga e a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), cada uma nas suas tamanquinhas, tiveram uma reunião ridícula, inócua, que durou 15 minutos".

 

Rui Santos, no programa Tempo Extra da SIC Notícias (vídeo aqui), criticou a Liga e a FPF por não terem chegado a conclusões algumas na reunião conjunta que se realizou esta segunda-feira, a fim de discutir os procedimentos das escolhas dos árbitros, face ao caso das fugas de informação de César Boaventura.

 

publicado às 15:09

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 18.04.19

 

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"É preciso separar os melhores árbitros dos menos bons, e há árbitros que não merecem as oportunidades. É o caso de Bruno Paixão".

 

Rui Santos no programa Tempo Extra da SIC Notícias.

 

publicado às 04:32

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 11.04.19

 

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O Conselho de Discplina da Federação Portuguesa de Futebol interditou o Estádio da Luz por um jogo, mas os encarnados interpuseram uma providência cautelar que protelou a decisão para mais tarde. OUTRA VEZ...

 

Eis o que Rui Santos tem para dizer sobre este assunto:

 

"A Federação permite que o Benfica empurre no tempo a decisão sobre a interdição da Luz. Isto tem consequências na verdade desportiva".

 

O link do vídeo do programa da SIC Notícias, está disponível aqui.

 

publicado às 05:02

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 28.03.19

 

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Rui Santos - SIC Notícias - diz que a eurodeputada Ana Gomes está a realizar um trabalho importante ao denunciar a corrupção que existe no mundo do futebol. E deixa questões aos presidentes do Benfica e FC Porto sobre César Boaventura e Vítor Catão.

 

"Eu gostava muito de perguntar a Luís Filipe Vieira se ele não tem vergonha de César Boaventura", diz o comentador.

 

publicado às 16:18

Frase do dia

Rui Gomes, em 27.03.19

 

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"Agora, tudo o que mexe leva um processo do Benfica"

 

 

Consideração de Rui Santos, no programa "Play-Off" da SIC Notícias.

 

publicado às 03:18

Que Rui Pinto não se iluda

Rui Gomes, em 25.03.19


«"Portugal está podre!" - atirou Rui Pinto no dia em que, na Hungria, conheceu a decisão do tribunal em extraditá-lo para Portugal.

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A expressão chocou parte da ‘intelligentsia’ nacional, a mesma que, nas suas fragilidades e dependências, alimentaram o sistema que levou ao colapso do BES. "Está podre?!" Não. Não está. Como pode estar podre um País cujos apoios aos bancos já custaram, em nove anos, a partir de 2008 — segundo o Tribunal de Contas — 16,8 mil milhões de euros? Como pode estar podre um País que obrigou os contribuintes a financiar este custo, faltando depois dinheiro para investimento público e para melhorar a qualidade de vida dos portugueses?

 

Como pode estar podre um País que, confortável perante a apatia dos "coletes anémicos", se diverte a "bastonar" sem piedade os contribuintes, chamados a pagar todos os abusos, os dislates e os ‘chás dançantes’ das elites — de direita e de esquerda —, nada preocupados em fazer pagar a factura aqueles que são os verdadeiros culpados do gigantesco buraco em que colocaram o País?

No futebol, não sei se é melhor ou pior, mas o mal é semelhante e resulta tudo da mesma causa: o sentimento de impunidade. Como o Apito Dourado não teve as consequências que deveria ter tido, e não obstante a evolução que o sistema judicial conheceu em Portugal nos últimos anos, continua a achar-se que a construção de um novo poder ou a alternância de poderes se pode fazer numa mesma base de viciação orgânica. Pode mas não deve.

Aliás, esse é precisamente o problema de visão de Luís Filipe Vieira, presidente do maior clube desportivo português, em número de adeptos e em capacidade de gerar receitas e faturação acima de todas as entidades rivais.

 

Está a fazer uma boa gestão, assente desportivamente em pilares de desenvolvimento e crescimento interessantes, mas é incapaz de travar todos aqueles que vão projectando uma imagem tremendamente negativa do clube, seja nos espaços televisivos de debate, seja através de pontas-de-lança que enxameiam as redes sociais, seja através de intermediários que, montados em cima de ‘boas aventuranças’, metem-se em assuntos que nada têm a ver (ou têm?!) com transferências de jogadores.

Na verdade, bastava a Luís Filipe Vieira e a Jorge Nuno Pinto da Costa enterrarem de vez estes prosélitos do futebol marginal para tudo começar a mudar. A sensação que se colhe é a inversa; é a percepção de que precisam desses ‘anfíbios’, capazes de se moverem em qualquer tipo de ambientes e terrenos, mesmo os mais enlameados, para fazer a afirmação do seu poder. Talvez seja uma questão de e da natureza.

 

E por isso eu tenho sugerido a Luís Filipe Vieira que se agarre aquilo que verdadeiramente interessa (o cumprimento do seu projecto, nas vertentes desportiva e financeira), fechando a botija de oxigénio a quem se sente confortável com aquilo que eles consideram ser o patrocínio do Benfica, achando-se por isso ‘intocáveis". Não serão afinal Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira mais próximos do que aparentam?…

 

Um excerto da crónica semanal de Rui Santos, no jornal Record.

 

publicado às 12:55

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 12.03.19

 

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"Não é só de agora, é praticamente de sempre a percepção de que a ‘paixão clubística’ domina quem não deveria dominar, porque uma coisa são os adeptos, despidos da sua condição de decisores, em matérias relacionadas com a lei, as regras e os regulamentos; outra coisa são as personalidades que, de acordo com as suas valências académicas e (para)profissionais, são chamados a colocar os seus afectos pessoais de parte e a agir imparcialmente de acordo com a sua condição de decisores.

 

Essa condição obriga a um omnidever de isenção que deveria ser fomentado, protegido e premiado — e nada disso acontece em Portugal. Na verdade, alguma coisa está errada quando alguns desses decisores aceitam (ou aceitavam, até há bem pouco tempo) lugares em tribunas VIP, cujos convites — ao contrário do que se quer fazer crer — não são actos de mera pura cortesia; são formas de gerir, potenciar e aproveitar diversos níveis de influência.

 

Na verdade, não se sente que haja uma profunda vontade de combater a corrupção no futebol (e no País, acrescente-se), e isso pode ter a ver, ou não, com o grau de satisfação de muitos ‘agentes’ em relação ao ‘sistema’ vigente".

 

Excerto da crónica semanal de Rui Santos, jornal Record

 

publicado às 02:32

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 02.03.19

 

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"Frederico Varandas não vai ter sossego. Bruno de Carvalho vai estar sempre atrás da árvore. Há mais casos de polícia no Sporting".

 

Considerações de Rui Santos, aqui, na Tribuna Expresso.

 

publicado às 05:33

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