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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Pelo seu grande sentido de sportinguismo, Ricardo Sá Pinto ainda mantém grande mágoa pela passagem como técnico no clube do seu coração e, muito em especial, pela sua saída, que ele entende ter sido injusta. Actualmente a treinar o Estrela Vermelha de Belgrado, Sá Pinto encontra-se em Portugal onde participou nas conferências do Professor Manuel Sérgio "Motricidade Humana e Futebol", e não resistiu abordar o seu consulado no Sporting.
Considera-se competente para a função e que foi vítima de circunstâncias várias, incluindo pouco tempo e condições para desenvolver o seu trabalho, que não assume responsabilidade pelo que "não o deixaram fazer" e que a sua parte pela época desastrosa só vai até ao dia em que saiu e não a partir daí.
Por muito que aprecie o "coração de leão", não vou dizer hoje diferente do que disse, vezes sem conta, logo a partir do seu primeiro dia ao lemo. A sua promoção à equipa principal foi indiscutivelmente prematura, pela sua inexperiência como treinador, nomeadamente em um clube com as responsabilidades do Sporting. Ainda não reconhece que não estava preparado para a enorme tarefa que lhe entregaram e ao lamentar não o terem deixado trabalhar como desejava e terem forçado a saída de alguns jogadores contra a sua vontade, coloca-se a si próprio num ainda mais agravado plano, porque era sua obrigação, então, ter assumido uma posição perante a liderança da SAD. Além do mais, não se deve desviar da verdade, porque a saída de um dos jogadores então considerado fulcral - Oguchi Onyewu - foi da sua autoria.
Como ele diz, e bem, conseguiu resultados imediatos, mas não passou disso, porque não havia o imprescendível trabalho de base e com o passar dos dias, e muito visivelmente a partir da final do Jamor e a organização da nova época, tudo começou a descarrilar. Aparentemente está a fazer um bom trabalho na Sérvia e, quem sabe, poderá um dia regressar a Alvalade melhor preparado para liderar o seu clube.
As suas declarações podem ser lidas aqui.
Ricardo Sá Pinto: 5 jogos - 1 vitória - 3 empates - 1 derrota / 5 golos marcados e 5 sofridos.
Oceano Cruz: 2 jogos - 1 empate - 1 derrota / 2 golos sofridos.
Franky Vercauteren: 6 jogos - 1 vitória - 2 empates - 3 derrotas / 6 golos marcados e 9 sofridos.
Jesualdo Ferreira: 16 jogos - 8 vitórias - 3 empates - 5 derrotas / 21 golos marcados e 19 sofridos.
Com 29 jogos realizados, o registo do Sporting na I liga é: 10 vitórias - 9 empates - 10 derrotas / 32 golos marcados - 35 golos sofridos. O único dos quatro treinadores com uma percentagem positiva dos pontos que disputou é Jesualdo Ferreira, somando mais jogos do que Sá Pinto, Oceano e Franky Vercauteren juntos.
Uma série que visa dar destaque a opiniões oriundas da bancada que revelam perspicácia sobre o enquadramento futebolístico português e europeu, indiferente das simpatias emblemáticas. Iniciamos com um parecer que, por mera coincidência, reflecte uma boa parte da minha desde sempre apreciação relativamente ao desempenho de Ricardo Sá Pinto ao lemo da equipa principal do Sporting:
« Creio que os bons resultados que o Sá Pinto fez na última época, são o espelho do trabalho do Domingos, ao qual juntou vontade e garra que são as suas características, e que faltavam ao Domingos. O problema é que não teve mais nada para oferecer e quando teve de montar uma equipa sozinho, foi o que se viu ».
Adepto não identificado
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