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Gastar ou não gastar?

Rui Gomes, em 11.09.20

img_192x192$2015_10_12_13_07_15_1005695_im_6366777O Relatório e Contas da Benfica SAD confirma o que se esperava e que já se antecipava pelos relatórios parciais: a temporada 2019/20 foi extraordinária... em termos financeiros. Mas os números apresentados permitem também fazer um lançamento do que será 2020/21. Ou do que já está a ser. Para já, o Benfica ainda não teve nenhum João Félix – e é pouco crível que venha a ter. Acumula mais de 80 milhões de euros em contratações, não contando salários nem prémios de assinatura, e tem uma série de jogadores que não contam para Jorge Jesus ainda por colocar, alguns deles com salários bastante elevados.

Um dos pontos referidos no relatório é o risco de pisar as linhas de fair play financeiro, por culpa do rácio entre gastos com pessoal e receitas sem incluir venda de jogadores. Na época passada, por culpa da pandemia de Covid-19, esse rácio chegou aos 69 por cento, quando o recomendado é que não ultrapasse os 70. Ainda com estádios fechados e bilhetes por vender, é difícil imaginar que as receitas subam este ano. E também é difícil imaginar que os gastos com pessoal sejam reduzidos, por aquilo que se tem visto. O que deixa Vieira numa encruzilhada: dar a Jesus a equipa que este pede ou ter mais cuidado com as contas?

O que aconteceu ao FC Porto deve ser um exemplo.

Artigo de Sérgio KrithinasDirector Adjunto Record

publicado às 03:02

Hipótese para mudar

Rui Gomes, em 25.07.20

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Tem passado despercebida e longe dos holofotes, mas a próxima assembleia geral da Liga, marcada para terça-feira, reveste-se de uma importância decisiva para o futuro próximo do futebol português. Em cima da mesa estarão várias alterações aos regulamentos de competições e disciplinares, que serão submetidas à votação dos clubes – e quando se fala em clubes, fala-se em instituições com interesses e vontades muito distintas e, muitas vezes, antagónicas.

O calendário de 2020/21 é um tema que já começou a criar divisões, mas que parece a caminho da resolução. Mas há o resto. Antes de mais, era importante aprender a lição de 2019/20 e introduzir por antecipação soluções para o caso de interrupção abrupta das provas, como aconteceu este ano. Depois, é ainda também fundamental criar mecanismos que obriguem a um maior controlo das SAD e seus accionistas, de forma a evitar outro escândalo (ou ainda pior) como o que vive agora o Aves.

Por fim, é necessário olhar para o formato da competição: manter duas equipas a descer em provas com 18 é uma aberração sem igual em mais nenhum país europeu e que se arrasta desde o último alargamento. A decisão está nas mãos dos clubes – esperemos que, desta vez, o umbigo de cada um não se sobreponha ao interesse de todos.

Texto de Sérgio Krithinas, Director- Adjunto de Record

publicado às 04:01

Marcas que ficam

Rui Gomes, em 25.04.20

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A extensa reportagem que o The New York Times dedica às ligações entre o Benfica e o sistema judicial tem pouca informação nova e praticamente tudo o que lá está escrito já tinha sido divulgado pelos meios de comunicação social do nosso país.

Porém, não deixa de ser relevante. Porque o suposto domínio do clube da Luz sobre os juízes deixou de ser conversa de café ou debate televisivo dos nossos serões e passou a ser discutido em inglês e logo num dos meios mais prestigiados do Mundo, ajudando de alguma forma a validar a opinião de quem acha que há coisas que não batem certo.

Da mesma forma que o Benfica sente-se orgulhoso quando a academia do Seixal é alvo de reportagens elogiosas por meios reconhecidos internacionalmente, também agora devia preocupar-se com notícias tão prejudiciais para a imagem da instituição. São marcas que demoram a passar.

Sérgio Krithinas, Director Adjunto de Record

publicado às 02:32

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 24.03.20

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"O coronavírus chegou e ninguém sabe quando se vai embora. Mas é fácil prever que vai ter efeitos devastadores no mercado de transferências, uma das principais – muitas vezes a principal – fontes de receita dos clubes portugueses. Quem contava com os milhões vindos de Inglaterra, Espanha, Itália ou de qualquer outro país para tapar buracos abertos durante a época, deve estar agora muito apertado. O estado de cada um dos clubes no final desta tormenta poderá reescrever o mapa do futebol profissional em Portugal".

Sérgio Krithinas, Record

publicado às 03:32

Taça que os liga

Rui Gomes, em 21.01.20

Tantas vezes desdenhada, quase sempre por quem não a venceu, a Taça da Liga volta a ter uma final four que se espera altamente competitiva e que junta quatro dos cinco maiores clubes nacionais da actualidade.

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Todos eles chegam a esta fase da época a olhar para a prova com muita sede: para Sporting, SC Braga e V. Guimarães é a única oportunidade de vencer um troféu esta época, sendo que os dois emblemas do Minho têm ainda como motivação extra especial o facto da final ser disputada em Braga. Para o FC Porto, será porventura um medicamento (mesmo que seja momentâneo) para a depressão que se instalou no Dragão após a última jornada da primeira volta.

É óbvio que há muito em jogo nesta final four. As vitórias serão muito comemoradas e as derrotas irão custar a digerir – no fundo, tudo aquilo que deve haver numa competição desportiva profissional.

A Taça da Liga precisa de ser repensada, nomeadamente no seu formato e calendário, mas é um erro querer acabar com ela.

Sérgio Krithinas, Director Adjunto de Record

publicado às 04:04

Bruno e o futuro

Rui Gomes, em 20.01.20

img_192x192$2015_10_12_13_07_15_1005695_im_6366777O Sporting precisa de vender, o Manchester United precisa de comprar e Bruno Fernandes precisa de dar o salto para uma liga de topo. As três necessidades estão alinhadas, mas a transferência do capitão dos leões volta a cair num impasse, à imagem do que aconteceu no último Verão.

Depois de ter estabelecido um preço para transferir o seu jogador mais valioso, Frederico Varandas tem pouca margem para recuar, até porque é muito fácil prever uma hecatombe desportiva ainda maior da equipa leonina se perder Bruno Fernandes. Mas esse seria o passo racionalmente mais correcto.

O Sporting vive estrangulado em termos financeiros, gastando demasiado para o que faz em campo – faz sentido estar a lutar pelo 3.º lugar com Famalicão ou Sp. Braga, gastando muito mais do que estes clubes? Transferir Bruno Fernandes é a saída óbvia para um clube com muito pouco a perder a curto prazo.

Porque, à medida que as épocas passam, mais difícil será manter a valorização do médio (faz 26 anos em Setembro) tão elevada. E um encaixe de sete dezenas de milhões de euros poderia servir de base para a reconstrução de um novo Sporting. Importante é que, depois, esse dinheiro não seja esbanjado.

Fernando, que ontem saiu de Alvalade (alguma vez entrou?), está aí para lembrar a todos o que não se pode fazer.

Sérgio Krithinas, Director Adjunto de Record

publicado às 09:13

Limites

Rui Gomes, em 21.10.19

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Nenhum presidente em nenhum clube pode mandar contra a vontade da maioria dos sócios, mas também em nenhum clube pode haver grupos minoritários de sócios a quererem mandar em tudo. Quaisquer que sejam os erros que Frederico Varandas tenha cometido à frente do Sporting, nada, mas mesmo nada, justifica o clima de intimidação que o líder dos leões e o ‘vice’ Miguel Afonso sofreram após o jogo de futsal com o Leões de Porto Salvo. Uma coisa é pedir a demissão da direcção (e, já agora, como se terão sentido os jogadores de futsal do Sporting naqueles momentos?), outra é fazer esperas e atirar pedras a carros de dirigentes, que foram eleitos pela maioria dos votos expressos em urna.

Houve limites que foram ultrapassados e que legitimam o corte total do protocolo com duas das claques anunciado ontem pelo Sporting. Não sendo a Juve Leo e o Directivo XXI representativas de todos os sócios (longe disso), são uma minoria ruidosa – para o bem e para o mal –, militante e com voz que se ouve nos estádios e pavilhões, sendo muitas vezes a única voz a ser ouvida. É essa presença tão activa e constante que faz com que seja um grande risco para qualquer direcção tentar comandar um clube de relações cortadas com as claques. Mas não estabelecer um limite seria um risco ainda maior.

Sérgio Krithinas, Director Adjunto de Record

publicado às 16:29

E que tal Academia CR7?

Rui Gomes, em 14.10.19

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Não foi possível perceber bem se foi por simpatia pelo jornalista do Tuttosport ou por convicção pessoal que Frederico Varandas admitiu a possibilidade de um dia se mudar o nome do Estádio José Alvalade para Cristiano Ronaldo, mas levantou um debate interessante: qual o peso de Ronaldo na história do Sporting?

Não haverá muitas dúvidas de que o craque nascido há 34 anos na Madeira é o melhor futebolista – diria mesmo o melhor desportista – português de todos os tempos. Mas isso, contudo, não quer dizer que tenha sido um dos mais importantes e influentes da história do Sporting. Ronaldo passou seis anos no clube de Alvalade, disputou 31 jogos pela equipa sénior e marcou cinco golos. E saiu sem títulos. Tudo aquilo que fez dele um dos melhores futebolistas da história foi obtido com as camisolas de Manchester United, Real Madrid, Juventus e da Selecção.

O Sporting faz bem em agarrar-se a Cristiano Ronaldo, mas dar o seu nome ao estádio não faz grande sentido. O que é realmente importante, e é a isso que o clube deveria agarrar-se até para projetar a sua marca de grande formador, é que foi o maior craque a sair de uma academia de onde também saíram Figo, Futre, Quaresma ou Simão, entre muitos outros. E porque não Academia Cristiano Ronaldo?

Sérgio Krithinas, Director Adjunto Record

Para o benefício dos leitores que, pelos vistos, não estão muito bem informados, se é que têm conhecimento algum, transcrevemos a resposta de Frederico Varandas à pergunta do jornalista italiano do Tuttosport:

"É uma hipótese que, de momento, não deixamos de lado e da qual obviamente teríamos muito orgulho.

Cristiano é - e sempre será - um dos maiores símbolos da história do Clube. Temos orgulho de estar associados a Cristiano Ronaldo e que o nome do melhor jogador de futebol do mundo esteja ligado ao Sporting. No que diz respeito aos nossos jovens, estamos a tentar manter o exemplo dele dentro da Academia, o nosso centro desportivo onde trabalhamos todos os dias".

Eis o subsequente aproveitamento sensacionalista dos media portugueses:

DN - "Varandas admite que o Estádio José Alvalade se passe a chamar Cristiano Ronaldo".

JN - "Alvalade passa a chamar-se Estádio Cristiano Ronaldo? Varandas admite hipótese".

CM - "Estádio Ronaldo viola estatutos do Sporting".

O Jogo - "Varandas comenta possibilidade de Ronaldo dar nome ao Estádio de Alvalade".

A Bola - "Frederico Varandas admite mudar nome do estádio para CR7".

Negócios - "Varandas não exclui hipótese de dar o nome Cristiano Ronaldo ao Estádio de Alvalade".

RTP - "Varandas admite dar o nome de Cristiano Ronaldo ao Estádio Alvalade".

E há muito mais do mesmo...

publicado às 13:26

Formação: falar é fácil

Rui Gomes, em 08.10.19

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O Sporting abriu as portas para mostrar o que já foi feito e indicar o que pretende fazer na Academia de Alcochete. O tempo passa a correr e nem parece que já foi há dezassete anos que a obra foi inaugurada, ainda Dias da Cunha liderava os leões. Desde então muita coisa mudou no Mundo e no nosso futebol português. E, neste momento, o Sporting está longe de ser o clube líder na formação, pelo menos a avaliar por aquilo que realmente importa: jogadores na primeira equipa ou em vias de lá chegar. Aliás, tal é reconhecido por Tomaz Morais, na entrevista que publicamos no Record desta terça-feira.

No balanço dos anos mais recentes da história do Sporting, o vincado desinvestimento na Academia deverá contar como um dos grandes erros do clube, possivelmente o maior. Na ânsia de querer ganhar no imediato, as direcções anteriores a Frederico Varandas talvez tenham hipotecado todas as possibilidades de ganhar no futuro, pelo menos num futuro próximo. Detectar e formar futebolistas de topo é algo que custa dinheiro (mais do que se pensa) e que não traz um retorno imediato e visível.

Quem tanto se gabou dos Aurélios que ganharam o Euro’2016 pouco ou nada fez para os ‘produzir’ e colheu os frutos das sementes lançadas por outros anos antes. É por isso que ‘formação’ é uma daquelas coisas mais fáceis de dizer do que fazer.

Sérgio Krithinas, Director Adjunto de Record

publicado às 03:03

Quem dá o que tem

Rui Gomes, em 23.09.19

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Pedir a Leonel Pontes que faça do Sporting um forte candidato ao título é quase o mesmo que pedir-lhe que mude o Mundo. O técnico madeirense ficou com um bebé nos braços, ainda por cima um bebé que nem sequer era dele. Não foi ouvido na construção do plantel, não participou em diversas decisões estruturais, e encontra-se agora numa posição em que será avaliado exclusivamente pelos resultados, como acontece com qualquer treinador em qualquer parte do Mundo.

Mas, ao contrário de qualquer outro treinador, tem muito a seu favor: se correr bem, é o principal responsável; se correr mal, ninguém lhe pode apontar o dedo. Os dois primeiros resultados não foram positivos, mas há que louvar a coragem de Pontes, que procurou soluções, muitas vezes recorrendo a miúdos, e arriscou. Não lhe podem pedir muito mais.

Sérgio Krithinas, Director Adjunto Record

publicado às 12:30

Os limites de Bruno

Rui Gomes, em 16.09.19

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Há vários jogadores com a qualidade técnica de Bruno Fernandes, e há vários jogadores com o seu espírito de sacrifício, sentido colectivo e vontade de ganhar, mas há pouquíssimos que tenham todas estas coisas na mesma dimensão do médio do Sporting. É essa característica de artista operário que faz dele um futebolista raríssimo.

Há momentos, particularmente quando as coisas não estão bem, em que pisa aquela linha muito ténue que separa a vontade de ganhar dos exageros que prejudicam a própria equipa. (Numa equipa minha, preferia mil vezes jogadores que pisassem esse risco do que outros que nunca cheguem lá perto.)

Ontem, no Bessa, sofreu cinco faltas e cometeu uma, já em cima do final. Acabou expulso e nenhum dos seus adversários viu amarelo nas ocasiões em que foi travado. Pelo meio, viu outro amarelo por protestar uma falta evidente com o assistente.

Bruno Fernandes devia ter mais cuidado na forma como contesta decisões dos árbitros, até porque essa fama de refilão já o persegue (diante do Sp. Braga passou todos os limites e foi poupado) e faz com que haja menos tolerância do que em relação a outros jogadores. E isso, ao contrário de várias outras situações que se passam em campo, só depende dele. Até porque se retirar da equação cartões como o primeiro que viu ontem, não será expulso à primeira falta.

Sérgio Krithinas, Director Adjunto Record

publicado às 04:47

Favoritismo

Rui Gomes, em 04.08.19

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Um dérbi entre Benfica e Sporting para começar a época é sempre um excelente cartão de visita. Os dois rivais lisboetas chegam ao Estádio Algarve com estados de espírito algo diferentes, culpa dos resultados de pré-temporada e também das dúvidas geradas pelos mais recentes dias de mercado em Alvalade. Mas o que aconteceu até agora está longe de ser um factor decisivo do encontro desta noite.

Frente ao Liverpool, o adversário mais forte que qualquer equipa portuguesa defrontou esta pré-época, viu-se um leão com qualidade, capaz de criar várias oportunidades de golo frente ao campeão europeu. Subestimar o valor de uma equipa assim é um erro, até porque o Sporting de Marcel Keizer revelou-se especialista na época passada a jogar como ‘underdog’ em partidas a eliminar – derrotou duas vezes o FC Porto nos penáltis (um cenário que não deve ser excluído esta noite...) e virou a eliminatória da Taça de Portugal diante do Benfica. Quem tem Bruno Fernandes e Mathieu tem sempre boas hipóteses de ganhar.

O Benfica mantém a matriz trazida na época passada por Lage e tem essa estabilidade a seu favor. Mas, pese as vitórias e alguns excelentes períodos na International Champions Cup, houve momentos de algum desnorte defensivo e ainda há dúvidas sobre a parceria de ataque entre De Tomas e Seferovic. As águias são favoritas, claro, mas não tanto como se tem feito crer.

Uma nota apenas para o clima pacífico que tem antecedido este dérbi. Seria um grande sinal para o que resta da temporada se continuasse assim durante e após o jogo desta noite. Que vencedores e vencidos saibam estar à altura do momento.

Sérgio Krithinas, Director Adjunto, Record

publicado às 12:22

Félix e os números

Rui Gomes, em 11.06.19

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À medida que os dias de mercado avançam, parece cada vez mais claro que dificilmente João Félix será jogador do Benfica na próxima época. Há muita gente com muito dinheiro interessada no jovem de 19 anos e, as recentes declarações de Luís Filipe Vieira aos sócios, na última assembleia geral, colocando a decisão nas mãos do jogador e da sua família, indicam que o próprio Vieira já começou a abrir caminho para mentalizar os adeptos para a saída do actual mais promissor futebolista da formação dos encarnados.

Apesar das permanentes injeções de dinheiro que o futebol europeu tem levado nos últimos anos, a verdade é que ainda estamos longe de imaginar que seja possível que alguém pague 120 milhões de euros por um miúdo de 19 anos do campeonato português, com apenas 90 minutos de jogo na Champions, cinco meses como titular no Benfica e uma única internacionalização A. Se isso acontecer, como todos os responsáveis do clube têm garantido, será um negócio absolutamente excecional.

Qualquer valor que faça de João Félix o futebolista mais caro de sempre a sair de Portugal teria de ser considerado, realisticamente, bom para o Benfica. Mas, depois de tantas garantias de que não sairá por menos de 120 milhões, será bem mais difícil conquistar as massas através dos números.

Sérgio Krithinas, Director Adjunto Record, aqui.

publicado às 13:28

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 09.05.19

 

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"(...) O desequilíbrio crescente do campeonato é uma realidade. A tendência não é nova e tem-se agravado nos últimos anos, desde que a UEFA começou a colocar os clubes da Champions a nadar em dinheiro. Mais: não é um exclusivo do português – basta olhar para o que acontece habitualmente em Espanha, França, Itália ou até na Alemanha, apesar da temporada mais atípica do Bayern. Os grandes estão cada vez maiores, em alguns casos maiores do que as próprias ligas.

 

O grande paradoxo é ver que são grandes de Portugal os primeiros a pedir proteção antes das jornadas europeias, argumentando que estão a representar os interesses do país e a contribuir para o ranking. Nada mais falacioso: o ranking de clubes da UEFA é algo que não aquece nem arrefece 14 ou 15 equipas do campeonato. Fazê-las submeterem-se aos interesses das maiores é contribuir para a ditadura".

 

Sérgio Krithinas, Director Adjunto Record

 

publicado às 05:32

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 15.04.19

 

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Os três grandes venceram de forma clara e a boa notícia é que, pelo menos esta semana, não haverá extensímetros ligados ou com discussões sobre foras de jogo de cabelos.

 

Na Luz, o SL Benfica repetiu o resultado da quinta-feira europeia, mostrando as mesmas virtudes e defeitos: muita qualidade na frente e alguma tremedeira em situações em que se exigia um controlo maior da bola e do próprio jogo. Palmas para o V. Setúbal, que soube encarar o adversário e não se deixou afundar com o golo sofrido aos 2’.

 

Quem deu a entender que até já desistiu mesmo antes do jogo começar é o Marítimo, a próxima equipa a visitar a Luz. Edgar Costa e Joel Tagueu forçaram amarelos diante do Feirense que os deixam de fora do jogo com o Benfica, juntamente com Zainadine.

 

Na UEFA, quem ousa fazer algo semelhante é punido com um jogo extra de suspensão, no mínimo; em Portugal, os regulamentos nada prevêem. Petit – louve-se, pelo menos, a honestidade – assumiu que se tratou de uma mera estratégia, lembrando que também tinha poupado futebolistas no encontro do Dragão com o FC Porto.

 

O Marítimo até pode acabar por obter um resultado positivo na Luz, mas ninguém de bom-senso pode achar que será mais fácil sem alguns dos melhores jogadores. Este é um problema da prova: o desequilíbrio é tal que já chegámos ao ponto em que alguns jogos não vale a pena disputar. Vamos assobiar para o ar?

 

Sérgio Krithinas, Director Adjunto Record

 

Nota: "Louve-se, pelo menos, a honestidade de Petit"... ???

 

Octávio Machado: "A confissão de Petit é uma vergonha".

 

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"O problema do futebol português é não se poder ser verdadeiro e diferente dos outros. A gestão do plantel deve ser feita pelo chefe de equipa que é o Petit, que procura geri-lo da melhor forma e tem de o fazer da forma que lhe pode garantir mais pontos.

 

A verdade às vezes é dura. E também é cruel para quem é verdadeiro. As pessoas podem interpretar da forma que quiserem, mas a nós compete-nos gerir, pois na hora da aflição ninguém nos deita a mão".

 

Carlos Pereira, presidente do Marítimo (hoje)

 

O mesmo que em 29 de Abril de 2013, no dia de jogo com o Benfica, disse isto:

 

"Ambas as equipas vão querer vencer. Nada farei para que o Benfica não seja campeão, mas também nada farei para que o Marítimo não vá à Liga Europa".

 

publicado às 12:00

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 07.04.19

 

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Quando se apontam as muitas lacunas do plantel do Sporting, há tendência para destacar apenas Bruno Fernandes e Bas Dost, esquecendo Jérémy Mathieu. Em condições normais, o francês seria titular em qualquer equipa em Portugal.

 

A sua influência no conjunto leonino evidencia-se esclarecidamente nos números: com ele em campo, a percentagem de vitórias é de 80 por cento; sem ele, fica nos 43. Não pode ser coincidência. Mas os números mostram também que Mathieu esteve em pouco mais de metade dos jogos do Sporting (46) nesta época. O historial de lesões do defesa francês é bem conhecido e torna menos óbvio um esforço para lhe renovar o contrato.

 

É preciso fazer esta pergunta: será que vale a pena investir num salário tão alto com um jogador que faz uma diferença tão grande mas cada vez menos vezes?... Tem a resposta Frederico Varandas.

 

Sérgio Krithinas, Director Adjunto Record

 

Nota: Esta época, Mathieu tem 25 jogos completos, 2159 minutos de jogo e 2 golos marcados.

 

publicado às 06:19

Chochice jornalística !

Rui Gomes, em 05.01.14

 

Acabei há instantes de ler um artigo de opinião no jornal "O Jogo" da autoria de Sérgio Khrithinas que me impressionou imenso, pela negativa. Dito isto, não sei bem o que me enfureceu mais: se foi o autor escrever que "se o futebol fosse apenas um jogo de somar, Adrien estaria de caras na Selecção Nacional" ou que "futebolistas como Rúben Micael merecem a total confiança do seleccionador. E bem."

 

O artigo completo pode ser lido aqui, mas o que o autor diz e infere, fundamentalmente, é que Paulo Bento tem o grupo com que tem vindo a trabalhar - a "família" - e não pode ser influenciado pela boa forma de jogadores como Adrien - que não pertence à "família" - e, por isso, não pode mudar uma convocatória "da mesma forma como se muda de marca de detergente em função das promoções no supermercado." Mesmo que vivesse 100 anos, nunca me viria à imaginação - que até é muito fértil - fazer uma comparação entre um qualquer ajustamento de jogadores numa equipa de futebol a mudar de detergente no supermercado. Brilhante, mesmo brilhante analogia !??? 

 

Termina esta sua notável narrativa deixando um conselho "fraternal" a Adrien: nomeadamente que mantendo o mesmo nível a sua oportunidade virá, mais tarde ou mais cedo, e que com 24 anos ainda tem muitos Mundiais e Europeus pela frente. 

 

Desconheço as simpatias clubistas do cronista Sérgio Khrithinas, mas se não é "lampião" deve ser da "família" !

 

publicado às 05:40

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