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"Vamos vender mais do que comprar"

Rui Gomes, em 08.03.21

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Considerações de Salgado Zenha, vice-presidente do Sporting com responsabilidade pela pasta financeira, em entrevista ao Jornal Económico, sobre a actividade do próximo Verão:

"O Sporting é, como já lhe disse, um vendedor líquido de jogadores. O Sporting e todos os clubes portugueses! Com certeza que vamos vender mais do que vamos comprar. Tudo vai depender de como evoluir o mercado, das propostas que chegarem e das alternativas que surgirem. No ano passado reforçámos bem a equipa além dos jogadores de que já falámos. O Adan veio a custo zero, o Feddal também... Há formas de reforçar sem gastar muito dinheiro. O objectivo será reforçar a equipa nas posições que o futebol profissional entender, mas na linha que temos definida: vamos vender mais do que vamos comprar.

Estamos a trabalhar no sentido de manter a espinha dorsal da equipa. Quando falo em resultados operacionais sem transacções de jogadores é exactamente para podermos ter mais conforto e não termos tanta necessidade de vender. Mas continuaremos, como lhe disse, a ser um clube vendedor. Este Verão também."

publicado às 03:03

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Considerações de Salgado Zenha, vice-presidente do Sporting e administrador da SAD, em recém-entrevista concedida ao jornal Record.

Com um orçamento de 70 milhões de euros para a próxima época, a SAD espera fazer mais e melhor do que na presente temporada? De que forma?

Sei que gostam de falar de orçamentos, mas eu não confirmo o valor, até porque no futebol é subjectivo. Depende de que variáveis e rubricas querem lá colocar. De qualquer maneira – e não confirmando esses valores –, há uma coisa que eu garanto: face àquilo que é o coronavírus não será superior. Garantidamente. Tenho muitas dúvidas de que sairemos desta situação com igual ou maior capacidade do que tínhamos antes.

Mas é notório de que existem várias posições a reforçar. Como é que pretendem fazer esticar o valor disponível?

Antes de estarmos a avaliar o plantel, é preciso ter em conta duas coisas. A primeira é deixar-se o treinador trabalhar, avaliar o plantel, para se perceber se há, de facto, necessidade de reforços. Não é por fazer maus jogos que o plantel não tem qualidade...

Tem de dar-se tempo ao treinador, que tem as suas ideias, vai conhecer os jogadores, vai pô-los a jogar e vai perceber se e em que posições é preciso reforçar o plantel. E aí faz-se uma avaliação. Sendo certo que nós não vamos aumentar o orçamento.

O segundo aspecto a ter em conta é que começamos a ter jogadores jovens a aparecer. Temos uma equipa de sub-23 que tem qualidade e jogadores que têm contrato com o Sporting, não estão no Clube e podem ter qualidade para estar. No fundo, temos outros reforços, entre aspas, que podem vir a ser mais-valias e, se calhar, não há assim tanta necessidade de procurar reforços no mercado.

Além do mais, em termos gerais, Salgado Zenha sublinhou que confia que o Sporting vai resistir financeiramente à pandemia provocada pelo coronavírus.

publicado às 03:03

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Francisco Salgado Zenha, vice-presidente e administrador da Sporting SAD concedeu uma entrevista à Rádio Observador em que abordou a proposta de aumento de salários da administração e outros assuntos de interesse:

"Esse ponto é importante e deve ser esclarecido. Houve uma convocatória em que se falava de aumento de salários para a administração e é o que fica... Primeiro: há uma comissão accionista independente que faz a proposta e que define com base numa análise o que é e o que deve ser a política de remuneração do Conselho de Administração. Segundo: essa proposta é feita com base num estudo realizado pela Mercer na Sporting SAD para fazer um ajustamento de todos os colaboradores, não só da administração.

Nós queremos fazer, do lado dos colaboradores, o que achamos que faz mais sentido que é profissionalizar o todo da estrutura. Não podemos ter, por exemplo, jogadores de futebol muitíssimo bem pagos e toda a gente que está nos bastidores e que possibilita o bom desempenho dos jogadores no campo insatisfeita, desmotivada e a ser mal paga. Foi com base nisso que a comissão accionista agarrou nesse estudo e definiu uma política que considera mais adequada.

A proposta é, ainda assim, muito inferior para o Conselho de Administração. Nós achamos que não estamos aqui por dinheiro, no ano passado recebemos menos que o Conselho de Administração anterior, abdicámos do prémios variáveis. Receberíamos o mesmo que os jogadores de futebol, o Conselho de Administração anterior recebia o mesmo que o Bruno Fernandes em prémios variáveis. Isso não fazia o mínimo de sentido e abdicámos. Prova que não estamos aqui pelo dinheiro. Está a ser feita uma proposta para o ajustamento dos salários do Conselho de Administração àquilo que é o mercado. E isso vai de encontro à nossa política de atrair talento para o futuro.   
 
Em primeira mão posso dizer-lhes: o Clube vai aceitar essa proposta, mas o Conselho de Administração da SAD vai abdicar do aumento. Não vai receber nem mais um cêntimo do que no ano passado. Mas tem de haver ajustamentos nos bastidores, nos administrativos, nos quadros, nos colaboradores. Estamos de acordo com a comissão accionista. Vamos abdicar e não queremos passar a mensagem de que estamos aqui por dinheiro, porque não estamos".
 
É possível o Sporting ter sustentabilidade pelo aumento das receitas?

"Temos plena consciência de que no futebol as receitas estão dependentes dos resultados desportivos, mas é preciso criar as condições para num momento mais negativo mitigar a perda de receita e num momento mais positivo optimizá-la. Foi o que fizemos. Quando chegámos tínhamos uma quebra na receita de 'gameboxes' entre os 20 e os 30 por cento, no merchandising também era significativa e no final do ano demos a volta a praticamente a tudo. Isso foi feito, mas não porque o ano passado começou por ser fácil, porque não foi. Tivemos momentos desportivos difíceis, mas acabámos por preparar bem essas situações e conseguimos dar a volta, de forma a optimizar."
 
Quanto tempo o Sporting aguenta estas crises cíclicas?

"A instabilidade não ajuda minimamente o Sporting. É preciso ser sério relação a isso. A instabilidade não vem do mandato de Bruno de Carvalho, vem de dentro e de há muito tempo. Por alguma razão não somos campeões há tantos anos. Temos de dar condições a quem está à frente do Sporting. Não pode ser por um momento mais negativo no futebol profissional que colocamos em causa todo um plano e estratégia definidas pela Direcção. A estabilidade é fundamental para tornar o Clube sustentável. Se a cada bola na barra se coloca o plano estratégico e desportivo em causa, assim será mais difícil."

Quanto tempo o Sporting aguenta a contestação dos sócios?

"Se Deus quiser o Sporting CP será eterno. O Sporting vai aguentar com certeza se todos estiverem unidos e trabalharem no mesmo sentido. O Clube tem todas as condições para ser sustentável. Posso vir aqui e dar uma entrevista negativa, pessimista sobre a situação do Sporting, mas eu acredito que o Clube tem condições para ser sustentável e eterno. Há ferramentas para o fazer e nós temos um plano."

E esta Direcção aguenta quanto tempo a contestação?

"Esta Direcção tem um mandato, que quer cumprir. Em teoria todas as direcções devem cumprir mandatos, o que espero é cumprir o mandato e entregar aos sócios o que nós prometemos. Temos cumprido exactamente aquilo que estava no programa eleitoral no que diz respeito especificamente ao meu pelouro. Ter um programa eleitoral e cumprir parte desse programa em apenas um ano de mandato prova que sabemos para onde queremos ir."

Sócios a comprar acções para comparecerem na Assembleia Geral da SAD

"Eu sou a favor que haja participação nas assembleias gerais, independentemente de haver pessoas que compram acções só para participar. Tenho conhecimento que vai ter mais participação do que habitualmente e fico feliz com isso. Mas devem participar sempre, mesmo quando os momentos são mais positivos. Haver críticas só para se aproveitarem do momento, não é isso que queremos. Deve haver união. Que a crítica seja construtiva, as assembleias gerais são os sítios certos para essas críticas."

Empréstimo obrigacionista 

"Foi um processo muito difícil, dos mais difíceis em que trabalhei. Fazer um empréstimo obrigacionista que tinha que tinha sido prorrogado, nas condições em que foi, e começar a comercializá-lo um mero dia depois de o ex-presidente ser constituído arguido, isto são condições inacreditáveis. O que foi conseguido aconteceu por duas razões: pelo trabalho de toda a equipa e por o Sporting e os sportinguistas terem muita força. Tivemos senhores de idade que não sabiam como investir a fazer doações. Isto é o Sporting.

Sei que houve pessoas do Sporting que fizeram um 'forcing' grande para isto não se tornar numa realidade. Não vou dizer nomes. Acho muito triste, infeliz, acredito que esse não é o sportinguista típico. Mas as pessoas têm o directo a arrepender-se, temos de lutar por ser mais unidos. Faço um apelo para nos unirmos neste momento. Há agendas próprias, mas as pessoas devem perceber que há momentos para fazer isso. Há eleições. Não nos unirmos em torno do Sporting quando uma Direcção tem um mandato acho errado."

Reestruturação financeira

"A reestruturação financeira vai ser concluída em breve, até ao final do ano. Anunciaremos no momento certo. Qualquer que seja o acordo que saia daqui será sempre melhor do que já existia, porque caso contrário não o faríamos."

Herança pesada

"Podia ser pessimista, destrutivo e matar a situação do Sporting. A herança é difícil, foi difícil, mas quando entrámos neste ano já era muito melhor do a que encontrámos quando chegámos. As coisas estão melhor, estão longe de estar bem, mas estamos no caminho certo.
 
A SAD do Sporting poucas vezes teve resultados positivos. Se definíssemos a estratégia só com base nos resultados líquidos do ano, seria difícil tornarmo-nos numa estrutura profissional. Não é fulcral vendermos o Bruno Fernandes em Janeiro porque temos outras formas de gerar receita e de nos financiarmos. Temos de as procurar, no Sporting é mais difícil do que, por exemplo, na EDP, mas temos alternativas. No mercado de verão tivemos de tomar decisões, a venda do Bruno Fernandes para muitos era um dado adquirido, era possível ele sair, mas não foi o caso e optámos por vender outros jogadores.
 
Tudo o que fizemos voltávamos a fazer, não há dúvida. Não fazia sentido aceitar o que ofereciam pelo Bruno Fernandes. A venda do Bas Dost foi feita porque o custo que ele representava não era comportável para a realidade do Sporting. O que temos de perceber é que o Sporting não tem capacidade para ter todos os jogadores e tem de tomar decisões. Esta foi a decisão."

publicado às 05:02

Considerações de Salgado Zenha

Rui Gomes, em 11.09.19

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Em entrevista à agência Lusa, um dia depois de divulgado o Relatório e Contas da época 2018/19, Salgado Zenha, vice-presidente do Sporting, falou sobre o estado de coisas no Clube, nomeadamente na SAD.

Eis algumas das suas considerações, em síntese:

"O balanço do mercado de transferências foi muitíssimo positivo. Foi o segundo maior rendimento com venda de jogadores que tivemos na história da SAD. Depois, a própria janela, se atendermos ao volume de vendas e compras, temos uma receita líquida de cerca de 62 ME".

"O presente Relatório e Contas não contempla ainda as transferências de Raphinha, Thierry Correia e Bas Dost, que só vão constar no exercício 2019/20. Do ponto de vista desportivo, conseguimos manter a ‘espinha’ dorsal do plantel profissional, reforçar posições que achámos fundamentais e manter o nosso melhor jogador. Se tivéssemos tido esta conversa no início do ‘mercado’, pouca gente acharia que o Bruno Fernandes ficaria, a verdade é que ficou e conseguimos manter aquele que será o activo desportivo mais importante".

"A nossa estratégia foi de efectuar ajustamentos cirúrgicos no plantel com a saída de jogadores considerados excedentários. Percebemos que conseguíamos ter tanto ou mais rendimento desportivo ao retirar esses excedentários, que recebiam muitíssimo bem e estavam desajustados ao mercado, e introduzindo novos jogadores, nomeadamente, da formação e mais ajustados ao que vão jogar ao longo da época”.

"Procedemos à venda dos jogadores com um registo de mais minutos, mas não ajustados às possibilidades e com menos repercussões no rendimento desportivo. Conseguimos, com isso, fazer uma redução líquida de custos anualizada de 10 milhões de euros, logo a partir de Janeiro, que se reflecte no Relatório e Contas em cerca de cinco milhões de euros no ano".

"Os jogadores do plantel têm um salário ajustado ao mercado. O Bruno Fernandes terá um aumento adequado ao rendimento dele, dentro das nossas possibilidades. O caso do Bas Dost foi paradigmático, nós podemos fazer um esforço até determinado limite, depois não temos capacidade".

"Sobre Bruno Fernandes, não vou lançar números, porque o mercado é dinâmico e eu até estaria disposto a vender o Bruno por um valor, mas, depois de o Raphinha sair, já só estou disposto por outro. É dinâmico, não vou deixar um número que pode ancorar uma negociação, que depois não faz sentido, porque tem de se analisar o momento do jogador e o momento do rendimento desportivo".

"O desafio da administração passa por equilibrar financeiramente o Clube e manter a competitividade desportiva, ambicionando o reinvestimento na Academia e o reforço da aposta na formação. Temos de ser pacientes. Eu oiço muitas vezes que os sportinguistas são pacientes há muito tempo, pois são. Eu também sou sportinguista, sou sócio há 26 anos, e também tenho de ser paciente e tenho de ter consciência disso. Se quisermos dar um passo maior do que a perna, vamos ficar pelo caminho e isso não queremos. O que queremos é criar os alicerces para lá chegar".

"O Jorge Mendes é um parceiro, como é uma quantidade enorme de agentes, porque sempre dissemos que trabalhamos com todos os agentes, mas defendendo os nossos interesses. (...) Por curiosidade, não comprámos nenhum jogador com o Jorge Mendes, só vendemos, e contribuiu nas operações de Rui Patrício, Gelson Martins, Daniel Podence e Thierry Correia".

"Encaro com absoluta naturalidade a proposta de aumento da remuneração para os administradores da SAD e  para o presidente. Não somos nós que decidimos, mas não sou hipócrita (...), faz sentido porque temos um estudo de 'benchmarking' que mostra que o agora está a ser sugerido é muito abaixo da mediana do mercado e, se formos ver, os administradores dos nossos rivais ganham mais do que nós, e não estou a falar de variáveis.

Em primeiro, quem decide a política de remunerações é uma comissão accionista e, em segundo, esta Direcção prometeu manter inicialmente os vencimentos da anterior e até recebeu menos porque abdicou do 'bolo' dos prémios colectivos indexados aos resultados desportivos".

A Assembleia Geral da SAD está convocada para o dia 1 de Outubro.

publicado às 03:18

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