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Utopias

Naçao Valente, em 13.05.19

 

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Bastou o Sporting empatar um jogo que naturamente devia ter ganho (é futebol, acontece com todas as equipas) para voltarem à luz do dia os brunistas (quase desaparecidos) e outros ressabiados com esta Direcção, para atacarem o treinador e os jogadores. Não vale a pena perder tempo com essa gente, que espera ansiosamente que haja maus resultados, para criarem intabilidade com a esperança que volte um passado de má memória.

 

Numa outra vertente, também a comunicação social, de uma forma geral, focou os seus títulos no falso facto de que o Sporting perdeu o segundo lutar. Não o perdeu porque só se perde o que se tem e o Sporting nunca o teve. Não o teve e vir a tê-lo a dois jogos do fim, com seis pontos de atraso, para um adversário que luta pelo título, nunca passou de uma utopia.

 

Utopia inventado pela imprensa local, aludindo que a estrutura do futebol leonino ainda acreditava. Não sei até que ponto isso é real, mas estou convencido que na estrutura existe gente com os pés bem assentes na terra. Vejamos... no mundo do jogo da bola redonda têm acontecido coisas que parecem deveras improváveis, mas que não passam de excepções, em cujo contexto existe alguma possibilidade.

 

Como se pode acreditar que o FC Porto fosse perder três pontos com o Nacional uma das piores equipas da Liga?... E se é verdade que podíamos ter esperança de ganhar no Dragão no jogo de tripla, o certo é que não dependíamos apenas de nós. E quem anda atento ao mundo do futebol, percebe que aquele empate com o Rio Ave, nos últimos cinco minutos, aconteceu porque o FC Porto foi para o balneário antes do apito final. Uma coisa dessas não voltaria a acontecer.

 

O segundo lugar estava perdido há muito tempo. E como não gosto de viver da construção de castelos no ar, conquistar o terceiro lugar depois das condições de partida, tem que ser valorizado. Conseguiu-se graças à vontade de um colectivo unido, com somente meia dúzia de jogadores de classe superior, e também com a quebra do nosso adversário directo pela conquista desse lugar.

 

Portanto toda essa conversa que perdemos o segundo lugar não passa de uma lenga lenga de jornais e comentadores, alguns adeptos por ingenuidade e outros por oportunismo.

 

O que devemos salientar é ter-se conseguido chegar ao terceiro lugar, quando havia quem não acreditasse, e até quem rezasse, para que não acontecesse. Deve-se muito ao trabalho de um colectivo, onde militam meia dúzia de futebolistas, se tanto, de classe superior, e em certa medida à quebra da equipa adversária que lutava pelo mesmo lugar. 

 

O que devemos elogiar é a conquista de um troféu e a possibilidade de conquistar outro, apesar da valia do adversário que ainda nada conquistou. Com confiança, concentração e humildade vamos lutar com total fervor até ao fim para vencer o que pode ser vencido. Realismo sim. Utopias não.

 

P.S.: Mais uma grande vitória europeia no hóquei em patins. Com profissionalismo e sem arrogância. Parabéns. É esse o caminho.

 

publicado às 14:00

Vamos celebrar o segundo lugar...

Rui Gomes, em 28.04.16

 

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Há muito que eu prometi a mim próprio nunca mais comentar este personagem, mas por referência de um colega meu, mais uma vez não resisto deixar o registo das minhas observações, perante a patética sugestão que avançou na sua crónica semanal no diário desportivo que serve como o "quasi-oficioso" porta-voz do clube da Luz. Vamos então por partes:

 

 «A mim, e só a mim me vincula este sentimento, um pouco paradoxal, se lutarmos até à última por este título, devemos fazer a nossa festa de campeões no nosso estádio. Fomos os melhores mas não conseguimos, por mero azar e por ajudas que nos faltaram e outros tiveram. É motivo para festejar ?... Eu penso que sim, quase cem por cento dos sportinguistas pensam que sim».

 

A bem dizer, isto até era de esperar, como aliás sugeri há dias num outro texto, em que avancei a ideia que se estava perante o início de uma oratória populista em que o segundo lugar deixava de ser "o primeiro dos últimos" e passava a atingir patamares de magnificência, com os louros a coroarem quem nós bem conhecemos.

 

Seria de facto uma reacção expectável por parte dos adeptos perante uma eventual presença na final de uma prova europeia, mas celebrar euforicamente o segundo lugar no campeonato português ?... Nem dá para imaginar o que diria Paulo Bento !

 

Mas... até é de admitir que estou equivocado, dado que o personagem garante que "quase cem por cento" dos sportinguistas pensam que se deve fazer. E quem melhor do que ele para medir a pulsação do universo leonino ?

 

publicado às 10:50

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