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Mas que palhaçada!!!

António Costa diz que desconhecia despacho sobre festejos do Sporting

Rui Gomes, em 21.07.21

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O primeiro-ministro, António Costa, afirmou esta quarta-feira que não deu instruções nem conhecia o despacho que autorizou os festejos do Sporting, no debate do estado da nação que decorre na Assembleia da República.

Na sua primeira intervenção no debate na Assembleia da República, a deputada do CDS-PP Cecília Meireles (quem?) defendeu que "há um esclarecimento que o senhor primeiro-ministro tem de fazer".

"Em 10 de Maio deste ano, às 22h30, o seu Ministério da Administração Interna enviou um despacho a autorizar celebrações da liga de futebol e de um clube, com milhares e milhares de pessoas, ecrã gigante e cortejo até ao Marquês nas horas seguintes ou nos dias seguintes e esta autorização foi dada apesar de vários pareceres contra".

Cecília Meireles questionou António Costa se o ministro Eduardo Cabrita "assinou este despacho" à revelia do primeiro-ministro e sem o seu conhecimento ou se assinou este despacho "com o seu conhecimento".

"O ministro assinou conforme entendeu que devia assinar ou assinou no cumprimento de instruções suas? Se assinou no cumprimento e instruções diretas do primeiro-ministro, é isso que explica que o ministro ainda hoje seja ministro perante a perplexidade do país".

Na curta resposta, o primeiro-ministro disse que "não conhecia" o despacho e não deu "nenhuma instrução para despacho".

Típico de um circo!... Entre outras coisas, a gravata verde não fica bem a António Costa. Deve pesar na sua consciência "encarnada"!...

E essa deputada Cecília Meireles, como tantos outros políticos cá do burgo, deve estar a tentar justificar a sua inconsequente existência ao abordar esta questão. Isso, ou pretende desviar atenções de casos muito mais importantes.

publicado às 18:15

O Sporting Clube de Portugal

Leão Zargo, em 01.07.21

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O Sporting Clube de Portugal foi fundado em 1 de Julho de 1906 com a finalidade de ser “tão grande quanto os maiores da Europa” (José Alvalade, 8 de Maio de 1906). Essa finalidade faz parte do ADN leonino desde o seu instante original. Por essa razão, o próprio José Alvalade assumiria a presidência do Clube em 1910, orientando-o no sentido do ecletismo (futebol, ténis, críquete, atletismo, ciclismo…), da criação de delegações (a primeira foi o Viana Taurino Club, de Viana do Castelo, em 1910) e da glória desportiva.

Apesar de ter sido um dos fundadores da Liga de Football Association, o Sporting não se inscreveu no Campeonato Regional de Lisboa de 1906-07. No entanto, uma equipa leonina participou em Fevereiro e em Março de 1907 num torneio organizado pelo Internacional (CIF), realizando três desafios frente ao Cruz Negra, em Alcântara. São os primeiros jogos de futebol documentados historicamente que foram disputados pelo Clube. Em Julho de 1907 foi inaugurado o campo de futebol no Sítio das Mouras, na Alameda do Lumiar, num terreno cedido pelo Visconde Alvalade.

O Campeonato de Lisboa de 1907-08 foi a primeira competição oficial em que o Sporting participou, com mais cinco clubes: Carcavelos, Sport Lisboa, Lisbon Cricket, CIF e Cruz Negra. A prova disputou-se no usual sistema de todos contra todos a duas voltas, e os leões ficaram classificados em segundo lugar, logo atrás dos invencíveis ingleses do Carcavelos. A inaugurar este Campeonato, em 1 de Dezembro de 1907, houve um Sport Lisboa 1 - Sporting 2, na Campo da Quinta Nova, em Carcavelos.

publicado às 03:04

"Rúben Amorim teve-os no sítio"

Rui Gomes, em 20.06.21

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José Mourinho, actual técnico da Roma, comentou o título nacional ganho pelo Sporting na última época e elogiou não só a equipa, como também Rúben Amorim, em entrevista à GQ Portugal:

"Há uma série de factores que terão contribuído para isso. Começo pelo meu jovem colega [Rúben Amorim], que foi líder. Cometendo aqui e acolá algum excesso - eu cometi tantos quando era da idade dele, ou até mais velho... - mas à boa maneira portuguesa teve-os no sítio, muitas vezes foi líder daquele grupo.

Depois, o plantel tinha muito jogador com fome de ganhar, de crescer, de atingir outro patamar. Havia pouca gente rica, de barriga cheia ou acomodada. Eventualmente, e seguramente, há mérito também da Direcção e da estrutura que o suportou.

Para um plantel como o do Sporting, um jogo por semana foi uma grande vantagem. O facto de terem sido eliminados prematuramente das competições europeias deu-lhes uma vantagem tremenda relativamente ao rival directo, cujo sucesso levou a muitos jogos a uma dimensão altíssima.

Defrontar tanto a Juventus como o Manchester City tem um nível de exigência mais elevado do que o que se joga em Portugal. Foi mais difícil para o FC Porto acompanhar a 'pedalada' do Sporting, que estava a jogar um jogo por semana. Mas acho que foi bom para o futebol português. Parabéns, foi merecido".

publicado às 03:00

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O Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol pronunciou-se esta terça-feira sobre os processos instaurados relativamente ao Famalicão-Sporting (5 de Dezembro de 2020) e Belenenses SAD-Sporting (27 de Dezembro de 2020), aplicando quase 10 mil euros em multas, que passamos a detalhar.

Do primeiro duelo, referente à jornada 9 do campeonato, saíram sanções de 306 euros para os jogadores Luís Neto, Feddal e João Palhinha, enquanto Hugo Viana 'subiu' para os 612 €. Este processo está relacionado com os acontecimentos no túnel depois do apito final de um jogo que terminou empatado a dois golos e com muita polémica, dado o tento anulado a Coates já na compensação.

Quanto ao duelo com a Belenenses SAD, no Jamor, Rúben Amorim foi multado em 1.910 euros e o Sporting em 6.380, sendo o processo contra Emanuel Ferro, adjunto, arquivado. O CD sustenta a coima a Rúben Amorim com a inobservância de deveres e aos leões por apresentarem "um quadro técnico sem as habilitações mínimas", ou seja, pela postura do seu treinador no jogo quando ainda não estava inscrito no IV nível da UEFA.

Somando tudo, temos 9.820 euros, em decisões que, como tem sido norma, deverão ser alvo de recurso por parte dos visados - jogadores, director-desportivo e sociedade.

What else is new???

publicado às 04:02

E se corre bem?

Ricardo Leão, em 12.05.21

publicado às 10:05

Presente e futuro

Naçao Valente, em 09.04.21

Estamos a viver um momento que não vivíamos há muito tempo; estarmos no primeiro lugar da principal prova nacional, com um avanço pontual significativo. Creio que muito pouca gente, nas suas melhores previsões, imaginaria esta situação, tendo em conta o ponto de partida, e muitas outras condicionantes.

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Tenho vindo, tal como muitos outros sportiguistas, a usar a sensatez, evitando entrar em deslumbramentos. É extremamente positivo ter mantido durante um tempo considerável dez pontos de avanço, mas este avanço, numa prova tão longa, e em que a contabilização assenta em três pontos por jogo, não é uma margem assim tão grande, quando ainda estão muitos pontos em disputa.

Portanto, moderação tem de ser a palavra de ordem, sem deixar de ter total confiança na equipa que nos tem surpreendido pela positiva. Pelo que já fez e pelo que precisa de fazer, precisa do nosso apoio incondicional. E estou convencido que este grupo unido e solidário está a fazer tudo, para ganhar este campeonato, e para dar essa alegria aos adeptos.

Pode-se pedir esforço, entrega, empenho. Não se pode é exigir que sejam perfeitos, e que não possam ter, melhores ou piores momentos. Nenhuma equipa consegue manter o seu máximo nível durante uma prova longa. Além disso, é preciso ter consciência que não temos um conjunto de galácticos. É um grupo com cerca de metade de atletas razoáveis e experientes, e de outra metade de jovens, alguns até com a idade de júnior, e com grande potencial, mas que não são jogadores feitos.

Por isso, custa-me ler análises que por aqui aparecem, a criticar a equipa e a sua direcção, após um jogo com um empate que foi injusto, e onde se pode dizer que não imperou a verdade desportiva. Todos nós temos a tendência para botar “faladura”, sobre tudo e mais umas botas, sobre qualquer assunto, sobre o qual geralmente até somos ignorantes. No futebol esse desiderato atinge o expoente máximo. Porque falar é fácil, para quem não tem que fazer. Porque quando tiver que fazer, pia mais fino.

Este grupo de 'leões' que nos espicaça as emoções e nos põe os nervos em franja, está a dar o seu melhor. Não devemos esquecer que quando entram em campo têm do outro lado onze adversários. E pode-se argumentar que têm que ganhar porque os outros são mais fracos. Mas não é bem assim. Os outros também sabem jogar, com uma agravante, quando jogam contra a nossa equipa, contra o primeiro classificado, fazem o jogo das suas vidas. E os nossos têm que o fazer em todos os jogos. E convém não esquecer que são humanos, e não máquinas. Há alturas que o muito querer, pode não significar poder.

Quando entramos na recta final, a nossa equipa, que vale como grupo, irá lutar jogo a jogo com todo o empenho. Haverá coisas a corrigir, há sempre. Mas uma equipa que ainda não perdeu nesta prova, merece não só o nosso apoio, mas também o nosso respeito. Não vai haver nenhum jogo fácil. Temos de confiar nesta equipa, ainda em crescimento. Não pode ser uma equipa só para o imediato, mas para o futuro. Se falhasse e todo o projecto podia ficar em causa. Vi, neste blogue, críticas despropositadas, mas vi ainda pior nas redes sociais; muitas facas afiadas. Os sportinguistas têm de continuar alerta e unidos.

publicado às 04:19

O Sporting das "estrelinhas"

Naçao Valente, em 08.03.21

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O Sporting CP está no primeiro lugar da I Liga, com , pelo menos, nove pontos de avanço, sobre o segundo classificado, quando acabar esta jornada. Mas esta situação, impensável no início da época, deve-se ao facto do clube  ter o melhor plantel? Considero que não. Qualquer um dos nossos adversários mais directos, tem plantéis de grande qualidade. Então porque conseguiu o Sporting este avanço pontual?

Tenho assistido às mais variadas e até contraditórias explicações sobre esta questão, por parte de jornalistas especializados e de comentadores ex-jogadores ou ex-treinadores. E se há alguns que aceitam o indubitável mérito da equipa sem “mas”, há outros que admitindo cinicamente o mérito, vão esgrimindo argumentos, como desculpas, onde predomina a dita "estrelinha", o facto de fazer menos jogos ou o demérito dos adversários.

A verdade, na minha perspectiva, é que o predomínio do Sporting CP tem sido conseguido com muito mérito e competência, por uma equipa que funciona no campo e fora dele, com verdadeira união, com uma estratégia humilde, plasmada no jogo a jogo,e com uma táctica assumida e interpretada com rigor por todos os jogadores. Mérito da equipa técnica, sob o valoroso comando de Rúben Amorim, que conseguiu com o plantel disponível, tirar o maior rendimento de todos os atletas.

Para aqueles que procuram minimizar o que esta equipa tem feito, para serem honestos na análise, deviam colocar na discussão a evidência do muito dinheiro investido pelos dois rivais principais, e por outro lado, a construção da nossa equipa onde pontuam muitos jovens, alguns com idade de júnior. Deviam considerar a competência, a solidariedade entre sectores e jogadores, a raça, a entrega, e a eficácia, numa equipa sem “estrelas”, onde todos são iguais.

Ainda estamos longe do fim deste campeonato. É preciso ter a consciência que não está ganho, como alguns ousam assumir, ou por euforia, ou para desviar o foco do grupo. É necessário manter a mesma estratégia, e rever e alterar, pontualmente, aspectos técnico-tácticos, que surpreendam os  adversários. Acredito que a estrutura técnica estará atenta. Do exterior, críticas isoladas que vejo (poucas) de “supostos” adeptos, que consideram por exemplo o último jogo “uma vergonha”, espero que, como vozes de burro, não cheguem ao céu.

No último desafio - já extensivamente debatido - houve de facto alguma apatia, alguns jogadores algo acomodados, outros inadaptados às posições, e ainda um ou outro fora da melhor forma. Isso conjugado com a pressão alta do adversário, o que já tinha acontecido frente ao FC Porto, condicionou a equipa. Por outro lado, pareceu-me que esta, depois de marcar o primeiro golo, talvez inconscientemente, prioritizou defendê-lo. E o facto é que até à marcação do seu único tento, o adversário não tinha feito um remate à nossa baliza. Demonstra confiança, sem dúvida, mas não deixa de ser algo arriscado. Nesse aspecto tem haver outra atitude.

No debate sobre o interessante texto “Um olhar prognóstico sobre o que falta disputar", o Leão do Norte, escreveu, com toda a propriedade, que  “o facto (de o Sporting)  chegar a este ponto e estar nesta situação não foi obra do acaso”. As “estrelinhas” que são atribuídas a vitórias que pareciam impossíveis, como a sorte que protege os audazes, são fruto da crença, do trabalho e da vontade. Apesar disso, deve haver a pretensão, como tem sido dito, de disputar cada jogo como se fosse mais uma final, para ser vencida, mantendo a intensidade do primeiro ao último minuto. Acredito que o grupo quer manter a distância conseguida e tudo fará nesse sentido.

publicado às 03:04

Mais um passo

Naçao Valente, em 02.03.21

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Na minha maneira de ver o futebol, não existem jogos fáceis, embora saibamos que há uns mais fáceis que outros. Compete à nossa equipa, no caso o Sporting, reduzir as dificuldade não os complicando. É esse o caminho que é preciso fazer para chegar em primeiro lugar. Caminho longo, para o qual demos mais um passo seguro.

O último jogo que disputámos, considerado o jogo do título, nas análises dos especialistas e até nas discussões dos adeptos, foi apenas mais um, independentemente das dificuldades implícitas. De uma maneira deveras simplista podemos concluir que a equipa cumpriu os objectivos mínimos: não perder pontos, em relação ao adversário mais próximo, nesse jogo.

Passo a passo, como estratégia delineada, e bem, estamos já a uma distância considerável dos adversários directos. Como uma equipa construída quase a partir do zero, o Sporting está a surpreender, até mesmo os mais optimistas. Como não acontecia há muito tempo, a equipa, bem dirigida, joga com muita personalidade, com confiança, com empenho, com determinação, com humildade. Enquanto adepto, confio na sua competência, e acredito na sua eficácia.

Por outro lado, observo a reacção dos adeptos, e vejo, algum deslumbramento,(legítimo) presente em diversas manifestações, em que parece que se está a comemorar um título que ainda está longe de ser conquistado. A diferença pontual, significativa, para adversários mais próximos, não garante neste momento essa euforia. Três derrotas e cinco empates podem deitar tudo a perder, embora os concorrentes também possam perder pontos. Não nos devemos esquecer que estão quase quarenta pontos em jogo.

Bem hajam aqueles, que neste espaço, apelam à prudência: Rui Gomes, Leão Zargo, Leão do Norte, entre muitos outros. Mas não posso deixar de fazer um elogio muito especial ao Julius, como grande conhecedor do futebol, que de uma forma pedagógica, tem chamado a atenção para o excesso de optimismo, com uma paciência de catequista, salvo seja.

Estou convicto que esta equipa leonina, se continuar a manter a mesma competência, não perderá toda essa vantagem, e até poderá aumentá-la. Mas temos de ter a consciência que no futebol se pode passar de bestial a besta. Podem acontecer imprevistos, como castigos ou lesões, que impliquem alterações significativas no onze titular. E não podemos esquecer que há, pelo menos, dois ou três jogadores fundamentais que não têm substituto à sua altura.

Demos mais um passo. Outro virá a seguir. É nele que a equipa se vai concentrar. É nele que nós adeptos nos devemos concentrar, para não se dar um passo em falso. Como diz o poeta, o sonho comanda a vida, e devemos sonhar, mas com a consciência que o sonho não passa disso até se transformar em realidade. E que essa realidade, estando cada vez mais próxima, ainda depende, para se concretizar, de mais alguns passos.

publicado às 05:33

Nem oito, nem oitenta

Naçao Valente, em 17.01.21

Rúben Amorim chegou ao Sporting CP há cerca de um ano. Encontrou uma equipa que se arrastava em campo, de treinador em treinador. Contou com a interrupção dos jogos de futebol para começar a reformular o plantel. Quando se reiniciaram os jogos, já tinha feito uma pequena revolução com jogadores vindos escalões inferiores, e afastando os que não lhe garantiam um mínimo de confiança. Após a retoma, a “nova” equipa fez um resto de campeonato positivo, apenas perdendo o terceiro lugar por detalhes.

Foi uma equipa renovada, com reforços pontuais, que se mostraram ser mais-valias, que iniciou esta temporada. Ao contrário do que estávamos habituados, e contra muitas más perspectivas, a equipa até surpreendeu bastante, chegando quase ao meio do campeonato sem derrotas e isolada no primeiro lugar. Não foi um percurso fácil, com jogos ganhos com brilhantismo mas também com algumas vitórias arrancadas a ferros e até com alguma “estrelinha”, mas esta também dá trabalho.

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Este percurso levou os adeptos a acreditar numa época de grande sucesso. Também tenho acreditado, embora de forma mais realista. Não me deslumbrei, e nunca entrei em euforias como aconteceu com muitos sportinguistas. Sempre considerei que temos uma equipa em formação, com muitos jovens, alguns juniores, que estão longe de serem jogadores feitos. Por outro lado, notam-se desequilíbrios entre sectores. Na defesa para além dos que são titulares, não se vislumbram substitutos à altura. Há posições onde não há suplentes que garantam segurança.Os suplentes com uma ou outra excepção, não asseguram o mesmo desempenho, dos que são titulares.

O muito que se conseguiu fazer até agora, resultou de uma grande unidade do grupo, de muita garra, de muita entrega e também de alguma qualidade. Sejamos realistas: o nosso plantel não está ao mesmo nível dos adversários. E, por isso, devemos estar orgulhosos do que têm feito. E ainda devemos perceber que são pessoas, não são máquinas e que, como tal, estão sujeitos a falhar. O campeonato é uma maratona. Vai haver jogadores castigados, jogadores lesionados, jogadores infectados, e jogadores que vão apresentar cansaço.

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O que não deve acontecer é passar-se de oito para oitenta. Nunca estive no oitenta, nem estou agora no oito. Continuo a acreditar muito na equipa, e na estratégia de jogo a jogo, retirando de cima desta, uma pressão algo exagerada. É o caminho para começar a falhar. Tenho consciência, que em função das circunstâncias, é muito difícil chegar no fim em primeiro. Mas sem deixar de crer nessa possibilidade, seria importante um lugar europeu. E isso consegue-se com confiança na equipa, independentemente de melhores ou piores jogos.

No imediato, o plantel precisa de alguns reforços pontuais. Mas reconheço que nesta fase do mercado não os há em abundância, e os de qualidade que estão disponíveis, são caros. Não me parece que o Clube disponha de meios para os contratar. Para contratar “reforços” que não façam a diferença nada adianta. Concordo inteiramente com o Rúben Amorim quando diz que quem vier que seja para acrescentar, hoje e amanhã. Porque para além do imediato, é nisso que tem que se apostar.

publicado às 03:19

"Só Deus é perfeito..."

Naçao Valente, em 29.12.20

O seu a seu dono. A frase do título foi proferida por um membro do júri de avaliação de uma tese de mestrado, em defesa da mesma tese. A frase completa foi: “só Deus é perfeito, mas não escreve teses”.

Aplicando este pensamento ao futebol, com a devida vénia, seria: "só Deus é perfeito, mas não joga à bola".

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Não há nenhum clube de futebol, tanto aqui ou na Cochinchina, que jogue sempre bem, e até que ganhe sempre. O futebol é, pode ser, um espectáculo. Mas é esse o seu principal objectivo? Não me parece. O principal objectivo é só ganhar. O que fica de um jogo, de um campeonato, depois de assentar toda a poeira, é o resultado. O êxito no futebol mede-se por perder e ganhar.

Qualquer adepto que não esteja de má-fé sabe bem isso. Claro que os adeptos preferem ver bons espectáculos dentro do campo e com nota artística. Mas jogar bem e acabar a perder, não entusiasma nada o adepto do clube que perde. Faz parte do ADN da natureza humana, festejar vitórias e não derrotas.

Por outro lado, os executantes do jogo chamado futebol, são pessoas como todos nós, com virtudes e defeitos. É verdade que têm uma apetência especial para essa tarefa, e são pagos acima da média, mas naturalmente não deixam de cometer erros. Têm dias em que tudo corre bem, e outros nem por isso. Na disputa de um jogo há sempre imponderáveis.

O Sporting partiu para esta temporada com uma equipa constituída por jovens vindos da formação, e por algumas aquisições, com potencial, mas sem o rótulo de craques. A equipa técnica afina pela mesma diapasão. Em comparação com os adversários mais directos, não está no mesmo patamar, em função do dinheiro investido no plantel.

E no entanto, está no primeiro lugar. Quem se atreveria a dizê-lo no início da campanha? Creio que nem o adepto mais optimista! E de tal modo surpreendeu tudo e todos, que a opinião especializada inventa justificações à dúzia, para aquilo que consideram uma quase impossibilidade.

O que não se deve é pedir a esta equipa a perfeição que não se exige a outras, que possuem condições para serem mais competentes. O que não se pode é exigir o céu, quando vivemos na terra. O que é totalmente inadmissível é arrasar estes jovens por, apesar de ganharem, fazerem um jogo menos conseguido. O que me parece ainda mais suicida é serem “ditos” sportinguistas a fazê-lo. O que se pode exigir é trabalho, empenho, determinação. O que se deve dar, é apoio, serenidade, compreensão.

Esta equipa, surpreendentemente, está no primeiro lugar. Não podemos saber como estará no fim de uma prova longa, e que ainda está no início. O que sabemos é que esta equipa deve bater-se para ganhar cada jogo que disputa. Por sua vontade, com humildade, creio que o tentará fazer. Se o vai conseguir ou não, o tempo dirá.

Aconteça o que acontecer, estou convicto que estes jovens darão tudo o que podem e sabem para honrar a camisola de leão ao peito que envergam. Mas são humanos, não são deuses. Estes, dado que não jogam à bola, o que podem fazer é protegê-los, porque, como se costuma dizer... protegem os audazes.

publicado às 05:04

Do jogo falado, ao pote de Amorim

Naçao Valente, em 01.12.20

A partir do momento em que a televisão se tornou num grande estádio, que a realidade futebolística se democratizou. Os adeptos da modalidade que estão dispersos por todo e território e arredores, tiveram acesso aos jogos através de um ecrã. Nesse aspecto deu-se um avanço positivo.

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Mas como em tudo, existe o verso e o reverso da proverbial medalha.  Com essa realidade virtuosa, vieram muitos aspectos perniciosos. Aos comentadores das peripécias dos jogos, com apreciações pautadas de modo grosseiro pela subjectividade, foram acrescentados comentadores profissionais, ao serviço dos vários clubes, cuja função principal é fazer pressão sobre as instâncias com influência no futebol, com o intuito de tirar dividendos para os clubes que defendem. Estamos perante o jogo falado, quase tão importante como o jogo jogado.

Estes pontas de lança da opinião assertiva, andam mais assanhados do que nunca. A razão é simples. O Sporting CP, está, ao contrário das previsões, a bater-se “taco a taco” com os que há anos se consideram donos e senhores dos títulos em disputa, e cujos orçamentos e plantéis estão muito acima da média. Daí que se sirvam de  erros de arbitragem, incluindo, os polémicos, para considerar que os homens do apito protegem o Sporting CP. A verdade é que o percurso do Clube, é “limpinho limpinho”. Todos os pontos foram conquistados, com suor, trabalho, e sofrimento, e às vezes com brilhantismo, dentro das quatro linhas.

Comentadeiros” avençados começam a estar assustados com o pote de Rúben Amorim onde pontificam meninos irreverentes, confiantes e competentes. O 'Pote' de Amorim, não é apenas Pedro Gonçalves. São também Nuno Santos, Porro Nuno Mendes, Mateus Nunes, Palhinha, João Mário, Jovane, Tomás, e vários outros que estão na rampa de lançamento. Uns adquiridos, outros produtos da formação, trabalhados e mentalizados por Amorim, que estão a responder acima das expectativas. E incomodam muita gente.

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Outra lição que está a ser dada é que o valor de um treinador, não se mede pelos “níveis” que possui, mas pela capacidade e competência que demonstra. Tenho dúvidas que outro treinador, por mais currículo que apresentasse, estivesse a fazer este tipo de trabalho, visando o presente, mas também o futuro. Este é o caminho que sempre defendi, que deve continuar, sem  criar desalento ao primeiro percalço.

O campeonato é uma muito fatigante maratona. O esforço tem que ser bem gerido. Haverá momentos melhores e outros piores. Mesmo com a máxima competência no jogo jogado, será difícil chegar ao fim em primeiro. O jogo falado tudo fará para que não aconteça. Por isso, nunca é demais denunciá-lo, como bem o fez o Leão do Norte. E com apoio firme, e a estrelinha que também é importante, quem sabe se não podemos ganhar a maratona, sem triunfalismos e sem arrogância. Se assim for será uma estalado de luva branca, no atoleiro do futebol falado.E talvez o início de uma mudança, que urge.

P.S.: Pedro Gonçalves, sem deixar de ser o que foi, já é muito diferente. Joga numa outra posição e assume-se como goleador que não era. Trabalho, sem dúvida, do treinador.

publicado às 03:19

Do jogo falado, ao pote de Amorim

Naçao Valente, em 01.11.20

Desde que a televisão se tornou num grande estádio, que a realidade futebolística se democratizou-. Os adeptos de clubes que estão dispersos por todo e território e arredores, tiveram acesso aos jogos através de um ecrã televisivo. Nesse aspecto deu-se um avanço positivo.

Mas como em tudo existe o verso e o reverso da medalha.  Com essa realidade virtuosa, vieram muitos aspectos perniciosos. Aos comentadores das peripécias dos jogos, com apreciações pautadas pela subjectividade, foram acrescentados comentadores profissionais, ao serviço dos clubes, cuja função  principal, é fazer pressão sobre as instâncias com influência no futebol, com o intuito de tirar dividendos para os clubes que defendem. Estamos perante o jogo falado, quase tão importante como o jogo jogado.

Estes pontas de lança da opinião assertiva, andam mais assanhados do que nunca. A razão é simples. O Sporting CP, está, ao contrário das previsões, a bater-se “taco a taco” com os que há anos se consideram donos e senhores dos títulos em disputa, e cujos orçamentos e plantéis estão muito acima da média. Daí que se sirvam de  erros de arbitragem, incluindo, os polémicos, para considerar que os homens do apito protegem o Sporting CP. A verdade é que o percurso do Clube, é “limpinho limpinho”. Todos os pontos foram conquistados, com suor, trabalho, e sofrimento, e às vezes com brilhantismo, dentro das quatro linhas.

“Comentadeiros” avençados começam a estar assustados com o pote de Amorim onde pontificam meninos irreverentes, confiantes, competentes. O Pote de Amorim, não á apenas Pedro Gonçalves. São Nuno Santos, Porro Nuno Mendes, Mateus Nunes, Palhinha, João Mário, Jovane, Tomás, e outros que estão na rampa de lançamento. Uns adquiridos, outros produtos da formação, trabalhados e mentalizados por Amorim, que estão a responder acima das expectativas. E incomodam muita gente.

Outra lição que está a ser dada é que o valor de um treinador, não se mede pelos “níveis” que possui, mas pela capacidade e competência que demonstra. Tenho dúvidas que outro treinador, por mais currículo que apresentasse, estivesse a fazer este tipo de trabalho, visando o presente, mas também o futuro. Este é o caminho que sempre defendi, que deve continuar, sem  criar desalento ao primeiro percalço.

O campeonato é uma maratona. O esforço tem que ser bem gerido. Haverá momentos melhores e piores. Mesmo com a máxima competência no jogo jogado, será difícil chegar ao fim em primeiro. O jogo falado tudo fará para que não aconteça. Por isso, nunca é demais denunciá-lo, como bem o fez o Leão do Norte. E com apoio firme, e a estrelinha que também é importante, quem sabe se não podemos ganhar a maratona, sem triunfalismos e sem arrogância. Se assim for será uma estalado de luva branca, no atoleiro do futebol falado.E talvez o início de uma mudança, que urge.

publicado às 18:06

O “Papa” acusou o toque

Leão Zargo, em 21.10.20

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O homem que deu nome ao sistema ficou preocupado e abriu o flanco. Costuma ser assim desde há algumas dezenas de anos quando nas noites quentes do Porto ele e o pugilista congeminaram a estratégia de poder portista. Até se deu bem, o sucesso dele está à vista, mesmo que tenha seguido um caminho almofadado com “chitos” e “fruta”, muita “fruta”.

Pelos vistos, a vitória em Alvalade era certa e segura. Daí que considerou que seria normal aconselhar o presidente do Sporting que regressasse ao exercício da medicina e dissertou sobre a importância das claques para os clubes. Logo ele, que de claques e afins é bastante entendido, e o Bruno Pidá, o Guarda Abel e o Macaco estão aí para o provar.

Pinto da Costa dedicou parte importante do seu tempo a falar sobre o Sporting CP e do seu presidente e percebe-se a razão. A estrutura do FC Porto acusou o toque e o empate frente ao Sporting. Ainda por cima, foi um empate muitíssimo mal amanhado e com demasiadas pontas penduradas. Lamento as palavras daquele a que alguns apelidam de “Papa”, mas lamento ainda mais os sportinguistas que se regozijaram e aplaudiram.

A fotografia tem alguns anos, mas trata-se de uma imagem exemplar do futebol português inspirado pelo “Papa”.

publicado às 17:30

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O ataque ao sistema informático do Sporting imputado a Rui Pinto foi lançado de uma máquina virtual existente num dos discos rígidos apreendidos ao criador do Football Leaks, indicou esta terça-feira o especialista da Polícia Judiciária (PJ) Afonso Rodrigues.

De acordo com a explicação avançada durante a tarde na nona sessão do julgamento no Tribunal Central Criminal de Lisboa, o dispositivo identificado pelas autoridades como 'RP3VM' não estava encriptado e nele foram encontradas "várias ligações VPN [ligações privadas virtuai, em inglês] para diferentes entidades", bem como "mecanismos de anonimização da ligação à Internet" e um ficheiro especial com nomes de utilizadores e passwords.

"A principal utilização do 'RP3VM' seria estabelecer uma ligação segura com entidades. Posteriormente, era feito um varrimento para permitir uma leitura de como funcionava o sistema, depois, já haveriam ligações remotas com credenciais e, finalmente, seria descarregada informação", observou Afonso Rodrigues, salientando que esta "máquina virtual tem registos de utilização entre 2016 e o início de 2019".

Pode ler a reportagem completa da Lusa aqui.

publicado às 04:32

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Há 10 casos positivos à covid-19 no Sporting: oito jogadores e dois elementos do staff, um deles Rúben Amorim (o treinador) e o outro João Pedro Araújo (médico). Tudo indica que o primeiro foco de contágio terá partido dos filhos de alguns futebolistas e da estrutura técnica, a frequentar escolas diferentes, que terão então contraído o novo coronavírus sem apresentar quaisquer sintomas no contacto com os pais.

Seguindo o protocolo vigente, Rúben Amorim, Dr. João Pedro Araújo e os oito futebolistas encontram-se em isolamento - o resto do plantel e da equipa técnica foi para o Algarve, para fugir ao surto e preparar o jogo de sábado, com o Gil Vicente.

O que é certo é que Amorim irá cumprir uma quarentena obrigatória de 14 dias, pelo que falhará o encontro referente à primeira jornada da Liga 2020-21 e também da 3.ª pré-eliminatória de acesso à Liga Europa (24 de Setembro), contra o Viking ou o Aberdeen – ele e os restantes infetados. O adiamento do jogo, para já, não está em cima da mesa.

Nota: Eduardo Quaresma é o mais recente jogador a acusar positivo à Covid-19.

publicado às 04:03

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Marco Caneira, no programa Mercado Aberto da SIC Notícias, adiantou esta acusação:

"O Sporting já sabia que não ia pagar quando contratou Rúben Amorim ao SC Braga. O Sporting CP é um clube com muita capacidade, com muitos adeptos, faz muita falta ao futebol português, mas isto não é a primeira vez, nem é a primeira vez que o SC Braga se vem queixar".

Isto, de um antigo jogador que chegou a envergar a braçadeira de capitão do Sporting...

Não foi José Maria Ricciardi que o convidou para seu director desportivo?

publicado às 03:17

A propósito de uma bota

Naçao Valente, em 29.07.20

Já aqui no blogue se discutiu a polémica questão da bota que tirou o terceiro lugar da Liga ao Sporting, a escassos minutos do final do jogo, com todas as consequências. Concordo que o SCP podia e devia ter arrumado este assunto, antes do último jogo da época. Teve essa grande oportunidade, mesmo descontando erros graves de arbitragem. Não concordo, porém,  com alguns sportinguistas que aqui defenderam veementemente que a decisão do árbitro/VAR foi totalmente correcta.

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Pode concluir-se, que de acordo com as imagens e a colocação das malfadadas linhas, determinadas em cada momento pelo VAR, se descobriu que havia uma nesga de bota a pôr o marcador do golo em jogo. Mas também se pode questionar se a colocação da câmara utilizada  que dá azo ao traçamento da linha, era a mais correcta, de acordo com a realidade, como também aqui foi defendido. E muito mais se pode questionar se a decisão seria a mesma, noutro contexto.

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Mas quero, a partir deste caso concreto, que prejudicou o Sporting, ir um pouco mais além nesta questão da marcação ou não, de foras-de-jogo ao milímetro. É um preciosismo de pretenso rigor, que prejudica as equipas em jogo e o próprio futebol. Na lei do fora de jogo beneficia-se quase sempre o infractor que é precisamente quem procura tirar alguma vantagem do adiantamento. E tem evidentes reflexos no posicionamento das defesas, que se organizam com base nesse pressuposto. No fundo, o que se perde é a fluidez de jogo.

Na minha perspectiva, esta medição falível dos fora-de-jogo, a partir de linhas virtuais só por si susceptíveis de erro, que decide  por uma unha do pé ou da mão, é uma aberração. A perfeição nunca existiu , nem existirá. Por isso, seria de bom senso alterar a lei de fora-de-jogo, no sentido de criar uma margem de segurança, que não deixe dúvidas, como por exemplo o corpo ou parte dele, na totalidade. Ganharia a dinâmica do jogo e a verdade desportiva. Isto para não pôr em causa a própria regra, o que talvez merecesse profunda reflexão.

Numa última nota, parece-me não merecer qualquer discussão, que em caso de dúvida se decide sempre contra o Sporting CP. Ou por um pé, ou por uma pretensa falta ofensiva, ou por um qualquer derrube na área considerado normal. Eu não sou de assumir atitudes de “calimero”, mas o histórico das arbitragens nos jogos do Clube, tem um saldo fortemente negativo em casos menos claros. E se nalguns pode não ter efeitos graves, noutros já tem custado títulos.

E faço esta pergunta: que raio de influência tem uns centímetros de um pé, na sequência de uma jogada?

publicado às 02:50

Sporting: um saco de gatos

Naçao Valente, em 23.07.20

Uma pergunta recorrente no universo do Sporting é qual a razão por que estamos tantos anos sem ganhar a principal prova do nosso calendário nacional, o campeonato. Após uma consulta rápida, verifiquei que a partir de 1960 o clube tem o seguinte palmarés: anos sessenta 3 campeonatos, anos setenta, 2 campeonatos, anos oitenta 1 campeonato, anos noventa, 1 campeonato,  na primeira década do século XXI,  1 campeonato e na segunda zero campeonatos.

Decerto que esta curva descendente não se deve a uma única razão. Há diversos factores que explicam esta evolução. Depois do desaparecimento progressivo da equipa conhecida como os cinco violinos, não houve competência e capacidade para a renovar, com a mesma qualidade. Pelo contrário, o SLB conseguiu nos anos sessenta reunir um plantel, onde jogavam os melhores atletas que existiam em Portugal. Deste modo, hegemonizou os anos sessenta e setenta. A partir dos anos oitenta começou o domínio do FCP.

Apenas uma análise bastante aprofundada, pode explicar esta contínua perda de plantéis com capacidade para lutar de igual para igual com os rivais. Mas de uma forma geral, com a profissionalização do futebol como indústria, que movimenta muito dinheiro, os êxitos desportivos são sinónimo de mais receitas e vice-versa. Nesse sentido, o Sporting entrou num ciclo vicioso negativo recorrente, onde a conquista regular de títulos, não permitiu alavancar meios financeiros, para lutar com as armas dos adversários. Por outro lado, também não é despiciendo considerar, as influências no comportamento das arbitragens pelos rivais.

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Mas queria nesta abordagem focar-me num aspecto que considero importante: a divisão entre adeptos. E se nos anos sessenta ela não é assim muito visível, até porque ainda se conseguiram três títulos em dez possíveis, a partir das décadas seguintes, o divisionismo foi aumentando. E se com João Rocha e Sousa Cintra ainda se notou alguma tolerância, com os outros presidentes, começou a tolerância zero, e começaram a cair como baralhos de cartas.

O aumento de poder dos adeptos, especialmente concentrado no poder das claques, foi responsável pela constante boicote de decisões que prejudicaram a estabilidade do Clube. Este poder exagerado atingiu o seu zénite na presidência populista de Bruno de Carvalho. A grande divisão entre adeptos provocada pela Direcção, ostracizando todos os críticos, atingiu níveis deveras inimagináveis, e instalou um ambiente que continuou para além do brunismo, muito por culpa dos seus apaniguados.

O divisionismo interno tornou-se endémico. Não é possível, seja em que clube for, ganhar campeonatos com uma guerra fratricida permanente, que se transfere das bancadas para dentro do campo. Sem unidade e apoio aos nossos atletas não se vão ganhar campeonatos. A condição financeira ajuda mas não é determinante. Veja o que aconteceu no período do brunismo. Alto investimento no futebol, com o treinador português mais caro, e que se traduzia apenas a conquista de uma Taça da Liga. Não refiro a conquista  de uma Taça de Portugal, porque aconteceu antes do período de deslumbramento.

Em suma, para se efectuar a transformação de um Clube perdedor, no futebol profissional, a um clube vencedor, tem de deixar de ser um saco de gatos. Tem de se canalizar a luta para os adversários, com determinação e humildade. Para além das muitas razões que se possam associar aos fracassos, a da falta da unidade interna é fundamental. No entanto, nesta fase, estou seriamente pessimista. Basta seguir as redes sociais quando o Sporting não ganha para tirar esta conclusão.

P.S.: Envergonha ler a página de Facebook do Sporting CP, com adeptos a insultar-se. Os brunistas desaparecidos enquanto o Sporting ganha, saem da sua clausura aos milhares, sempre que há um resultado desfavorável.

publicado às 03:04

A "ala dos namorados"

Naçao Valente, em 03.07.20

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A batalha de Aljubarrota, onde um muito pequeno exército português, sem a sua cavalaria tradicional que se passou para o inimigo, venceu o gigante castelhano, tem sido objecto de estudo. Em linhas gerais, a vitória de Aljubarrota é resultado de uma táctica de guerra inovadora, conhecida como o “quadrado” e por alguma displicência do inimigo, que convencido da sua superioridade, julgava que “eram favas contadas”. Mas explica-se também pela determinação de um exército, bem mentalizado e dirigido, pelo jovem Nuno Álvares Pereira. À sua fiel imagem havia muitos jovens naquele exército, muitos deles agregados numa ala que ficou conhecida pela “ala dos namorados”, tendo em conta a sua juventude.

Mas não é dessa batalha que garantiu a independência nacional que pretendemos falar neste contexto. Queremos falar de futebol e do nosso “novo Sporting”. A introdução do texto vem a propósito de se encontrar alguma similitude, com as devidas distâncias, com a actual equipa principal do Clube.

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Nesse sentido, pode-se considerar que temos também uma equipa guerreira, motivada e determinada, que vai ganhando batalhas, conseguindo vitórias, nas quais muitos não acreditavam e que outros “castelhanos” não desejavam. Dessas vitórias fazem parte um comandante jovem, ambicioso e sem medo algum de arriscar. Dessas vitórias fazem muitos jovens imberbes que podemos classificar como uma “ala dos namoradas”. Dessas vitórias fazem parte as tácticas adequadas a cada situação.

A questão que se coloca é: vão-se ganhando batalhas, mas pode-se ganhar a guerra com a “ala dos namorados”? Pode-se desde que a equipa seja composta também por veteranos com experiência. O que acontece, na minha perspectiva, é que não existem em qualidade e quantidade. Em campo temos Coates, Ristovski, Battaglia. Fora dele (lesionados) Vietto, Acûna e alguns jovens com mais experiência, como Jovane e Francisco Geraldes, para além de alguns emprestados.

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Na preparação da próxima época deve seguir-se esta estratégia, mantendo em campo a “ala dos namorados”, mas enquadrada com atletas de boa qualidade e mais experiência, necessários para ganhar uma guerra. Neste momento, creio que não existem, e portanto é preciso ir ao mercado providenciar esses meios. E estou convicto que o timoneiro, com a sua competência, estará atento à situação.

Na simbiose entre juventude aguerrida e experiência competente estará a solução. E para poder dar passos neste caminho a formação é vital. Pena foi ter sido descurada, sobretudo na fase de aproveitamento dos novos talentos., aos quais não foram concedidas todas as oportunidades. Por outro lado. para que esta tarefa tenha total êxito, precisamos de um Sporting unido e ao lado da equipa, nos bons e nos maus momentos. Aljubarrota também é consequência da vontade de toda a nação.

publicado às 04:19

publicado às 17:45

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