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Do jogo falado, ao pote de Amorim

Naçao Valente, em 01.12.20

A partir do momento em que a televisão se tornou num grande estádio, que a realidade futebolística se democratizou. Os adeptos da modalidade que estão dispersos por todo e território e arredores, tiveram acesso aos jogos através de um ecrã. Nesse aspecto deu-se um avanço positivo.

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Mas como em tudo, existe o verso e o reverso da proverbial medalha.  Com essa realidade virtuosa, vieram muitos aspectos perniciosos. Aos comentadores das peripécias dos jogos, com apreciações pautadas de modo grosseiro pela subjectividade, foram acrescentados comentadores profissionais, ao serviço dos vários clubes, cuja função principal é fazer pressão sobre as instâncias com influência no futebol, com o intuito de tirar dividendos para os clubes que defendem. Estamos perante o jogo falado, quase tão importante como o jogo jogado.

Estes pontas de lança da opinião assertiva, andam mais assanhados do que nunca. A razão é simples. O Sporting CP, está, ao contrário das previsões, a bater-se “taco a taco” com os que há anos se consideram donos e senhores dos títulos em disputa, e cujos orçamentos e plantéis estão muito acima da média. Daí que se sirvam de  erros de arbitragem, incluindo, os polémicos, para considerar que os homens do apito protegem o Sporting CP. A verdade é que o percurso do Clube, é “limpinho limpinho”. Todos os pontos foram conquistados, com suor, trabalho, e sofrimento, e às vezes com brilhantismo, dentro das quatro linhas.

Comentadeiros” avençados começam a estar assustados com o pote de Rúben Amorim onde pontificam meninos irreverentes, confiantes e competentes. O 'Pote' de Amorim, não é apenas Pedro Gonçalves. São também Nuno Santos, Porro Nuno Mendes, Mateus Nunes, Palhinha, João Mário, Jovane, Tomás, e vários outros que estão na rampa de lançamento. Uns adquiridos, outros produtos da formação, trabalhados e mentalizados por Amorim, que estão a responder acima das expectativas. E incomodam muita gente.

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Outra lição que está a ser dada é que o valor de um treinador, não se mede pelos “níveis” que possui, mas pela capacidade e competência que demonstra. Tenho dúvidas que outro treinador, por mais currículo que apresentasse, estivesse a fazer este tipo de trabalho, visando o presente, mas também o futuro. Este é o caminho que sempre defendi, que deve continuar, sem  criar desalento ao primeiro percalço.

O campeonato é uma muito fatigante maratona. O esforço tem que ser bem gerido. Haverá momentos melhores e outros piores. Mesmo com a máxima competência no jogo jogado, será difícil chegar ao fim em primeiro. O jogo falado tudo fará para que não aconteça. Por isso, nunca é demais denunciá-lo, como bem o fez o Leão do Norte. E com apoio firme, e a estrelinha que também é importante, quem sabe se não podemos ganhar a maratona, sem triunfalismos e sem arrogância. Se assim for será uma estalado de luva branca, no atoleiro do futebol falado.E talvez o início de uma mudança, que urge.

P.S.: Pedro Gonçalves, sem deixar de ser o que foi, já é muito diferente. Joga numa outra posição e assume-se como goleador que não era. Trabalho, sem dúvida, do treinador.

publicado às 03:19

Do jogo falado, ao pote de Amorim

Naçao Valente, em 01.11.20

Desde que a televisão se tornou num grande estádio, que a realidade futebolística se democratizou-. Os adeptos de clubes que estão dispersos por todo e território e arredores, tiveram acesso aos jogos através de um ecrã televisivo. Nesse aspecto deu-se um avanço positivo.

Mas como em tudo existe o verso e o reverso da medalha.  Com essa realidade virtuosa, vieram muitos aspectos perniciosos. Aos comentadores das peripécias dos jogos, com apreciações pautadas pela subjectividade, foram acrescentados comentadores profissionais, ao serviço dos clubes, cuja função  principal, é fazer pressão sobre as instâncias com influência no futebol, com o intuito de tirar dividendos para os clubes que defendem. Estamos perante o jogo falado, quase tão importante como o jogo jogado.

Estes pontas de lança da opinião assertiva, andam mais assanhados do que nunca. A razão é simples. O Sporting CP, está, ao contrário das previsões, a bater-se “taco a taco” com os que há anos se consideram donos e senhores dos títulos em disputa, e cujos orçamentos e plantéis estão muito acima da média. Daí que se sirvam de  erros de arbitragem, incluindo, os polémicos, para considerar que os homens do apito protegem o Sporting CP. A verdade é que o percurso do Clube, é “limpinho limpinho”. Todos os pontos foram conquistados, com suor, trabalho, e sofrimento, e às vezes com brilhantismo, dentro das quatro linhas.

“Comentadeiros” avençados começam a estar assustados com o pote de Amorim onde pontificam meninos irreverentes, confiantes, competentes. O Pote de Amorim, não á apenas Pedro Gonçalves. São Nuno Santos, Porro Nuno Mendes, Mateus Nunes, Palhinha, João Mário, Jovane, Tomás, e outros que estão na rampa de lançamento. Uns adquiridos, outros produtos da formação, trabalhados e mentalizados por Amorim, que estão a responder acima das expectativas. E incomodam muita gente.

Outra lição que está a ser dada é que o valor de um treinador, não se mede pelos “níveis” que possui, mas pela capacidade e competência que demonstra. Tenho dúvidas que outro treinador, por mais currículo que apresentasse, estivesse a fazer este tipo de trabalho, visando o presente, mas também o futuro. Este é o caminho que sempre defendi, que deve continuar, sem  criar desalento ao primeiro percalço.

O campeonato é uma maratona. O esforço tem que ser bem gerido. Haverá momentos melhores e piores. Mesmo com a máxima competência no jogo jogado, será difícil chegar ao fim em primeiro. O jogo falado tudo fará para que não aconteça. Por isso, nunca é demais denunciá-lo, como bem o fez o Leão do Norte. E com apoio firme, e a estrelinha que também é importante, quem sabe se não podemos ganhar a maratona, sem triunfalismos e sem arrogância. Se assim for será uma estalado de luva branca, no atoleiro do futebol falado.E talvez o início de uma mudança, que urge.

publicado às 18:06

O “Papa” acusou o toque

Leão Zargo, em 21.10.20

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O homem que deu nome ao sistema ficou preocupado e abriu o flanco. Costuma ser assim desde há algumas dezenas de anos quando nas noites quentes do Porto ele e o pugilista congeminaram a estratégia de poder portista. Até se deu bem, o sucesso dele está à vista, mesmo que tenha seguido um caminho almofadado com “chitos” e “fruta”, muita “fruta”.

Pelos vistos, a vitória em Alvalade era certa e segura. Daí que considerou que seria normal aconselhar o presidente do Sporting que regressasse ao exercício da medicina e dissertou sobre a importância das claques para os clubes. Logo ele, que de claques e afins é bastante entendido, e o Bruno Pidá, o Guarda Abel e o Macaco estão aí para o provar.

Pinto da Costa dedicou parte importante do seu tempo a falar sobre o Sporting CP e do seu presidente e percebe-se a razão. A estrutura do FC Porto acusou o toque e o empate frente ao Sporting. Ainda por cima, foi um empate muitíssimo mal amanhado e com demasiadas pontas penduradas. Lamento as palavras daquele a que alguns apelidam de “Papa”, mas lamento ainda mais os sportinguistas que se regozijaram e aplaudiram.

A fotografia tem alguns anos, mas trata-se de uma imagem exemplar do futebol português inspirado pelo “Papa”.

publicado às 17:30

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O ataque ao sistema informático do Sporting imputado a Rui Pinto foi lançado de uma máquina virtual existente num dos discos rígidos apreendidos ao criador do Football Leaks, indicou esta terça-feira o especialista da Polícia Judiciária (PJ) Afonso Rodrigues.

De acordo com a explicação avançada durante a tarde na nona sessão do julgamento no Tribunal Central Criminal de Lisboa, o dispositivo identificado pelas autoridades como 'RP3VM' não estava encriptado e nele foram encontradas "várias ligações VPN [ligações privadas virtuai, em inglês] para diferentes entidades", bem como "mecanismos de anonimização da ligação à Internet" e um ficheiro especial com nomes de utilizadores e passwords.

"A principal utilização do 'RP3VM' seria estabelecer uma ligação segura com entidades. Posteriormente, era feito um varrimento para permitir uma leitura de como funcionava o sistema, depois, já haveriam ligações remotas com credenciais e, finalmente, seria descarregada informação", observou Afonso Rodrigues, salientando que esta "máquina virtual tem registos de utilização entre 2016 e o início de 2019".

Pode ler a reportagem completa da Lusa aqui.

publicado às 04:32

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Há 10 casos positivos à covid-19 no Sporting: oito jogadores e dois elementos do staff, um deles Rúben Amorim (o treinador) e o outro João Pedro Araújo (médico). Tudo indica que o primeiro foco de contágio terá partido dos filhos de alguns futebolistas e da estrutura técnica, a frequentar escolas diferentes, que terão então contraído o novo coronavírus sem apresentar quaisquer sintomas no contacto com os pais.

Seguindo o protocolo vigente, Rúben Amorim, Dr. João Pedro Araújo e os oito futebolistas encontram-se em isolamento - o resto do plantel e da equipa técnica foi para o Algarve, para fugir ao surto e preparar o jogo de sábado, com o Gil Vicente.

O que é certo é que Amorim irá cumprir uma quarentena obrigatória de 14 dias, pelo que falhará o encontro referente à primeira jornada da Liga 2020-21 e também da 3.ª pré-eliminatória de acesso à Liga Europa (24 de Setembro), contra o Viking ou o Aberdeen – ele e os restantes infetados. O adiamento do jogo, para já, não está em cima da mesa.

Nota: Eduardo Quaresma é o mais recente jogador a acusar positivo à Covid-19.

publicado às 04:03

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Marco Caneira, no programa Mercado Aberto da SIC Notícias, adiantou esta acusação:

"O Sporting já sabia que não ia pagar quando contratou Rúben Amorim ao SC Braga. O Sporting CP é um clube com muita capacidade, com muitos adeptos, faz muita falta ao futebol português, mas isto não é a primeira vez, nem é a primeira vez que o SC Braga se vem queixar".

Isto, de um antigo jogador que chegou a envergar a braçadeira de capitão do Sporting...

Não foi José Maria Ricciardi que o convidou para seu director desportivo?

publicado às 03:17

A propósito de uma bota

Naçao Valente, em 29.07.20

Já aqui no blogue se discutiu a polémica questão da bota que tirou o terceiro lugar da Liga ao Sporting, a escassos minutos do final do jogo, com todas as consequências. Concordo que o SCP podia e devia ter arrumado este assunto, antes do último jogo da época. Teve essa grande oportunidade, mesmo descontando erros graves de arbitragem. Não concordo, porém,  com alguns sportinguistas que aqui defenderam veementemente que a decisão do árbitro/VAR foi totalmente correcta.

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Pode concluir-se, que de acordo com as imagens e a colocação das malfadadas linhas, determinadas em cada momento pelo VAR, se descobriu que havia uma nesga de bota a pôr o marcador do golo em jogo. Mas também se pode questionar se a colocação da câmara utilizada  que dá azo ao traçamento da linha, era a mais correcta, de acordo com a realidade, como também aqui foi defendido. E muito mais se pode questionar se a decisão seria a mesma, noutro contexto.

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Mas quero, a partir deste caso concreto, que prejudicou o Sporting, ir um pouco mais além nesta questão da marcação ou não, de foras-de-jogo ao milímetro. É um preciosismo de pretenso rigor, que prejudica as equipas em jogo e o próprio futebol. Na lei do fora de jogo beneficia-se quase sempre o infractor que é precisamente quem procura tirar alguma vantagem do adiantamento. E tem evidentes reflexos no posicionamento das defesas, que se organizam com base nesse pressuposto. No fundo, o que se perde é a fluidez de jogo.

Na minha perspectiva, esta medição falível dos fora-de-jogo, a partir de linhas virtuais só por si susceptíveis de erro, que decide  por uma unha do pé ou da mão, é uma aberração. A perfeição nunca existiu , nem existirá. Por isso, seria de bom senso alterar a lei de fora-de-jogo, no sentido de criar uma margem de segurança, que não deixe dúvidas, como por exemplo o corpo ou parte dele, na totalidade. Ganharia a dinâmica do jogo e a verdade desportiva. Isto para não pôr em causa a própria regra, o que talvez merecesse profunda reflexão.

Numa última nota, parece-me não merecer qualquer discussão, que em caso de dúvida se decide sempre contra o Sporting CP. Ou por um pé, ou por uma pretensa falta ofensiva, ou por um qualquer derrube na área considerado normal. Eu não sou de assumir atitudes de “calimero”, mas o histórico das arbitragens nos jogos do Clube, tem um saldo fortemente negativo em casos menos claros. E se nalguns pode não ter efeitos graves, noutros já tem custado títulos.

E faço esta pergunta: que raio de influência tem uns centímetros de um pé, na sequência de uma jogada?

publicado às 02:50

Sporting: um saco de gatos

Naçao Valente, em 23.07.20

Uma pergunta recorrente no universo do Sporting é qual a razão por que estamos tantos anos sem ganhar a principal prova do nosso calendário nacional, o campeonato. Após uma consulta rápida, verifiquei que a partir de 1960 o clube tem o seguinte palmarés: anos sessenta 3 campeonatos, anos setenta, 2 campeonatos, anos oitenta 1 campeonato, anos noventa, 1 campeonato,  na primeira década do século XXI,  1 campeonato e na segunda zero campeonatos.

Decerto que esta curva descendente não se deve a uma única razão. Há diversos factores que explicam esta evolução. Depois do desaparecimento progressivo da equipa conhecida como os cinco violinos, não houve competência e capacidade para a renovar, com a mesma qualidade. Pelo contrário, o SLB conseguiu nos anos sessenta reunir um plantel, onde jogavam os melhores atletas que existiam em Portugal. Deste modo, hegemonizou os anos sessenta e setenta. A partir dos anos oitenta começou o domínio do FCP.

Apenas uma análise bastante aprofundada, pode explicar esta contínua perda de plantéis com capacidade para lutar de igual para igual com os rivais. Mas de uma forma geral, com a profissionalização do futebol como indústria, que movimenta muito dinheiro, os êxitos desportivos são sinónimo de mais receitas e vice-versa. Nesse sentido, o Sporting entrou num ciclo vicioso negativo recorrente, onde a conquista regular de títulos, não permitiu alavancar meios financeiros, para lutar com as armas dos adversários. Por outro lado, também não é despiciendo considerar, as influências no comportamento das arbitragens pelos rivais.

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Mas queria nesta abordagem focar-me num aspecto que considero importante: a divisão entre adeptos. E se nos anos sessenta ela não é assim muito visível, até porque ainda se conseguiram três títulos em dez possíveis, a partir das décadas seguintes, o divisionismo foi aumentando. E se com João Rocha e Sousa Cintra ainda se notou alguma tolerância, com os outros presidentes, começou a tolerância zero, e começaram a cair como baralhos de cartas.

O aumento de poder dos adeptos, especialmente concentrado no poder das claques, foi responsável pela constante boicote de decisões que prejudicaram a estabilidade do Clube. Este poder exagerado atingiu o seu zénite na presidência populista de Bruno de Carvalho. A grande divisão entre adeptos provocada pela Direcção, ostracizando todos os críticos, atingiu níveis deveras inimagináveis, e instalou um ambiente que continuou para além do brunismo, muito por culpa dos seus apaniguados.

O divisionismo interno tornou-se endémico. Não é possível, seja em que clube for, ganhar campeonatos com uma guerra fratricida permanente, que se transfere das bancadas para dentro do campo. Sem unidade e apoio aos nossos atletas não se vão ganhar campeonatos. A condição financeira ajuda mas não é determinante. Veja o que aconteceu no período do brunismo. Alto investimento no futebol, com o treinador português mais caro, e que se traduzia apenas a conquista de uma Taça da Liga. Não refiro a conquista  de uma Taça de Portugal, porque aconteceu antes do período de deslumbramento.

Em suma, para se efectuar a transformação de um Clube perdedor, no futebol profissional, a um clube vencedor, tem de deixar de ser um saco de gatos. Tem de se canalizar a luta para os adversários, com determinação e humildade. Para além das muitas razões que se possam associar aos fracassos, a da falta da unidade interna é fundamental. No entanto, nesta fase, estou seriamente pessimista. Basta seguir as redes sociais quando o Sporting não ganha para tirar esta conclusão.

P.S.: Envergonha ler a página de Facebook do Sporting CP, com adeptos a insultar-se. Os brunistas desaparecidos enquanto o Sporting ganha, saem da sua clausura aos milhares, sempre que há um resultado desfavorável.

publicado às 03:04

A "ala dos namorados"

Naçao Valente, em 03.07.20

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A batalha de Aljubarrota, onde um muito pequeno exército português, sem a sua cavalaria tradicional que se passou para o inimigo, venceu o gigante castelhano, tem sido objecto de estudo. Em linhas gerais, a vitória de Aljubarrota é resultado de uma táctica de guerra inovadora, conhecida como o “quadrado” e por alguma displicência do inimigo, que convencido da sua superioridade, julgava que “eram favas contadas”. Mas explica-se também pela determinação de um exército, bem mentalizado e dirigido, pelo jovem Nuno Álvares Pereira. À sua fiel imagem havia muitos jovens naquele exército, muitos deles agregados numa ala que ficou conhecida pela “ala dos namorados”, tendo em conta a sua juventude.

Mas não é dessa batalha que garantiu a independência nacional que pretendemos falar neste contexto. Queremos falar de futebol e do nosso “novo Sporting”. A introdução do texto vem a propósito de se encontrar alguma similitude, com as devidas distâncias, com a actual equipa principal do Clube.

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Nesse sentido, pode-se considerar que temos também uma equipa guerreira, motivada e determinada, que vai ganhando batalhas, conseguindo vitórias, nas quais muitos não acreditavam e que outros “castelhanos” não desejavam. Dessas vitórias fazem parte um comandante jovem, ambicioso e sem medo algum de arriscar. Dessas vitórias fazem muitos jovens imberbes que podemos classificar como uma “ala dos namoradas”. Dessas vitórias fazem parte as tácticas adequadas a cada situação.

A questão que se coloca é: vão-se ganhando batalhas, mas pode-se ganhar a guerra com a “ala dos namorados”? Pode-se desde que a equipa seja composta também por veteranos com experiência. O que acontece, na minha perspectiva, é que não existem em qualidade e quantidade. Em campo temos Coates, Ristovski, Battaglia. Fora dele (lesionados) Vietto, Acûna e alguns jovens com mais experiência, como Jovane e Francisco Geraldes, para além de alguns emprestados.

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Na preparação da próxima época deve seguir-se esta estratégia, mantendo em campo a “ala dos namorados”, mas enquadrada com atletas de boa qualidade e mais experiência, necessários para ganhar uma guerra. Neste momento, creio que não existem, e portanto é preciso ir ao mercado providenciar esses meios. E estou convicto que o timoneiro, com a sua competência, estará atento à situação.

Na simbiose entre juventude aguerrida e experiência competente estará a solução. E para poder dar passos neste caminho a formação é vital. Pena foi ter sido descurada, sobretudo na fase de aproveitamento dos novos talentos., aos quais não foram concedidas todas as oportunidades. Por outro lado. para que esta tarefa tenha total êxito, precisamos de um Sporting unido e ao lado da equipa, nos bons e nos maus momentos. Aljubarrota também é consequência da vontade de toda a nação.

publicado às 04:19

publicado às 17:45

Um clube de tolos?

Naçao Valente, em 28.04.20

No ano 2000, em Dezembro, o técnico (Mourinho) esteve bem perto de suceder a Augusto Inácio e tudo estava acordado com o emblema de Alvalade. No entanto, Luís Duque, na altura presidente da SAD, voltou atrás com a decisão, face à opinião dos adeptos.

"O Duque ia anunciá-lo no Sporting depois de um treino, mas adiou devido ao impasse e críticas dos adeptos. Depois tudo caiu por terra e eu estava com o Mourinho e ele só disse ‘Mas está tudo tolo?’ completamente irritado", referiu.

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   ‘Mourinho: Derrière le Special One’ o novo livro de Nicolas Vilas

Estas informação é só por si bastante significativa e dispensava comentários. Mas pareceu-me interessante fazer uma breve reflexão.

Será o Sporting um clube de tolos?

A resposta é não... No entanto, se perguntarmos se existem tolos no Sporting, temos que admitir que sim, como aliás se verifica noutros clubes e na sociedade. Estou convencido que serão uma mera minoria ruidosa, e que, ao contrário da maioria silenciosa, tem tido influência perniciosa na longa vida da nossa colectividade, como aconteceu na contratação falhada de Mourinho.

Uma outra constatação que se pode apurar é que a espécie humana nem sempre aprende com os erros. Ainda recentemente o Sporting passou por um período de tolice, com apoio dos verdadeiros tolos e de outros que pela sua ingenuidade se deixaram enganar. Como foi possível acreditar que alguém sem currículo profissional e de vida, tinha perfil para dirigir uma instituição, como o Sporting Clube de Portugal? Pior. Como é possível insistir na mesma solução?

Dir-me-ão, que isso são águas passadas. Aparentemente são, mas na realidade não é tanto assim. Os tolos, que mesmo perante tantas evidências teimam em idolatrar esse ignóbil passado, e manter viva a esperança do seu regresso, continuam por aí. E se durante a grave crise sanitária e económica por que passamos no Mundo, (onde a sobrevivência dos clubes é bem evidente), estão um pouco mais discretos, não desistiram e apenas esperam melhor oportunidade.

Vou dar alguns exemplos. Nos blogues que nas redes sociais assumem a defesa da tolice, a teoria dos ditos tolos continua bem viva. Se não vejamos: aquando do incumprimento do pagamento ao Sporting de Braga da prestação referente à contratação de Amorim, com a alegação de atraso nas receitas programadas, que posição tomaram? Colocaram-se contra a Direcção acusando-a de caloteira. Fosse ela dirigida por um tolo e seria elogiada.

Ao invés, e segundo uma notícia de O Jogo, onde se referia que o Sporting CP não estava a receber os pagamentos estipulados com a venda de Bruno Fernandes, porque a entidade bancária com a qual estava contratado o pagamento, aludia a dificuldades relacionadas com a situação especial que vivemos, quem criticaram? A Direcção, pois claro. Porquê? Porque é incompetente, não pega num canhão e não assalta essa instituição. Estivesse um tolo na presidência e já o teria feito. Mas como não o temos, voltaram à velha cantilena da demissão dos órgãos sociais, como se tivesses em tempo de continuar a brincar às tolices. Mas continua tudo tolo?

Estes exemplos fazem ver à sociedade porque é que o nosso nobre Clube não estabiliza. Não somos um Clube de tolos... mas um Clube onde os tolos insistem em manter viva a prática da tolice. Porque o verdadeiro tolo gosta mais dela do que do próprio Clube.

P.S.: A propósito do tema deste texto, lembrei-me de uma discussão a que assisti em 1976 sobre o ataque bombista à embaixada de Cuba, em Lisboa. Dizia um militante comunista:

-Agora os russos deviam vir cá bombardear-nos.

Respondeu o seu interlocutor.

-Afinal você é português ou russo?

Para bom entendedor.

publicado às 04:05

Ser ou não ser

Leão Zargo, em 16.04.20

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Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre
Em nosso espírito sofrer pedras e setas
Com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja,
Ou insurgir-nos contra um mar de provocações
E em luta pôr-lhes fim?

William Shakespeare, “Hamlet”

publicado às 13:30

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Já estão de regresso aos treinos os lançadores leoninos, Irina Rodrigues, Auriol Dongmo e Rúben Antunes, no Centro Nacional de Lançamentos, em Leiria. Os lançadores foram os primeiros a usufruir das condições determinadas pela mais recente legislação do Estado de Emergência, que permite aos atletas de alto rendimento e profissionais voltarem a treinar, de acordo com a informação divulgada ontem na página oficial da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA).

No Centro Nacional de Lançamentos estão a treinar dois atletas de alto rendimento, Auriol Dongmo (integrada na preparação olímpica, PREPOL), recordista nacional do lançamento do peso (18,37 metros), e Ruben Antunes (integrado no projecto Esperanças Olímpicas), internacional sub 23 especialista no lançamento do martelo, com recorde pessoal fixado em 69,85 metros, ambos treinados por Paulo Reis, e ainda Irina Rodrigues, outra atleta na PREPOL, internacional do lançamento do disco e segunda melhor portuguesa de sempre (62,91 metros, apenas superados pelos 65,40 da recordista nacional Teresa Machado), treinada por Júlio Cirino.

"Com a abertura mostrada na legislação [permissão de regresso aos treinos dos atletas de alto rendimento] e a autorização do município de Leiria, recomeçámos os treinos, precisando as especificidades das regras de treino, ainda bastante rígidas e a respeitar as recomendações das autoridades de saúde por causa da pandemia de Covid-19", disse Paulo Reis aos canais da FPA.

Foto: Irina Rodrigues

publicado às 03:03

Bola sem ar

Rui Gomes, em 02.04.20

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Neste momento a bola não está a rolar. Mas há uma Bola que insiste em cair sempre para o mesmo lado.

O país e o mundo vivem tempos únicos, desafiantes para o indivíduo e para as sociedades, e apesar das ondas de voluntarismo e solidariedade, a situação continua a complicar-se severamente de dia para dia. Seria no mínimo de esperar, neste momento e aliás sempre, que não divagassem à procura de ruído onde ele não existe. Mas não. Nem agora, e pelos vistos, nem nunca.

Com direito a chamada de primeira página nos Suspeitos do Costume (jornal A Bola, para os mais distraídos), tenta-se, por um lado, levantar uma “insatisfação (que) pode motivar a mudanças no gabinete jurídico de Alvalade”, como por outro, imputa-se a culpa ao dito gabinete pela condenação em tribunal por três milhões de euros a Siniša Mihajlović, o treinador de futebol sérvio cuja contratação e termo contratual este Conselho Directivo e Administração da Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD são completamente alheios.

Mais grave do que a capa é a notícia ao personalizar essa falsa insatisfação. Primeiro, em dois membros do referido departamento jurídico, que têm servido, com inquestionável competência, lealdade e diligência, o Clube e a SAD. Depois, ao tentar, mais uma vez, lamentavelmente, ver e apontar divergências entre membros do Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal que, pura e simplesmente, não existem.

Esta Direcção continuará, como sempre, a salvaguardar os interesses do Sporting Clube de Portugal e tem agora também a importante missão de ajudar o possível a minimizar o impacto da actual pandemia no desporto nacional e na sociedade portuguesa. Esse vai ser o nosso caminho. Independentemente do ruído falso que se tenta criar.

Miguel Braga

Responsável de Comunicação Sporting Clube de Portugal

publicado às 03:33

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Numa benemérita iniciativa conjunta com a Comunidade Vida e Paz, instituição particular de solidariedade social, a Fundação Sporting ofereceu almoço aos sem-abrigo junto ao Estádio de Alvalade, este domingo.

Numa altura marcada pelo surto de Covid-19, a iniciativa contou também com médicos, que procederam à monitorizarão dos sem-abrigo presentes.

publicado às 11:45

Recordar é viver

Rui Gomes, em 21.03.20

publicado às 17:15

Recordar é viver

Rui Gomes, em 20.03.20

publicado às 13:30

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O Sporting CP anunciou esta quarta-feira através de comunicado o plano de prevenção ao coronavírus.  São várias as medidas adoptadas: desde a realização de jogos à porta fechada até ao cancelamento de conferência de imprensa pós-jogo de Rúben Amorim bem como de entrevistas na zona mista. 

"Em face das orientações da Direção-Geral da Saúde e das recomendações das diversas entidades, incluindo Ligas e Federações organizadoras das competições desportivas nacionais e internacionais, o Sporting Clube de Portugal e a Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD informam que cumprirão todas as indicações e que vão adoptar as seguintes medidas:".

As medidas anunciadas podem ser lidas no site oficial do Clube, aqui.

"Toda a informação será revista e este comunicado será actualizado sempre que existam alterações, por parte das entidades competentes, que o exijam".

publicado às 03:34

A nau e os piratas

Naçao Valente, em 10.03.20

O Sporting CP faz lembrar uma nau a navegar num mar encapelado. Essa navegação que começou à cerca de ano meio, tem sobrevivido com uma espécie de navegação à vista. Os rombos que sofreu no quase naufrágio de 2018 têm sido difíceis de tapar. Os timoneiros tiveram como principal preocupação não deixar a nau afundar. A tripulação, com alguma serenidade, foi tapando as maiores brechas para que a água não entrasse. Tarefa difícil mas bem conseguida.

No primeiro ano houve uma aparente acalmia, no segundo depois de sucessivas mudanças de pilotos, para tentar levar a nau a porto seguro, sem o resultado pretendido, surgiu outro perigo que sempre esteve latente, mas que se encontrava na expectativa de poder actuar. E porque umas vezes por culpa dos timoneiros, outras por culpa dos pilotos, houve alguma oscilação, os piratas saíram das seus esconderijos para a tentar ocupar de novo. 

Os piratas saídos da bruma, após manobras de diversão, pensaram que tinha chegado a hora do ataque final. E aí estão, na sua plenitude, com perna de pau, olho de vidro, cara de mau e faca nos dentes, a fazer a abordagem de cara destapada. Como fantasmas saídos do nevoeiro, não respeitam, nem se dão ao respeito.

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Mas que querem estes brunistas de uma nau que navega com dificuldades? Salvá-la? Não! Querem os seus despojos, querem vingança, querem, se for  preciso, afundá-la, mesmo que não possa ser recuperada. Com piratas sem escrúpulos e sem o mínimo de ética, que mais que o timoneiro prejudicam a nau, não pode haver cedências.

Mas está o timoneiro e a sua tripulação no bom caminho? Diria pelo percurso da nau que está no caminho possível? Poderia ter feito melhor? Possivelmente. De certo que cometeu erros, de certo que não acertou nos melhores pilotos. Deseja-se e confia-se que acerte no último, para que a pirataria, não afunde de vez a nau.

Levar a nau a bom porto, não será tarefa muito fácil, Depois dos rombos, dos ataques dos tubarões e das piranhas, a tripulação tem de estar unida, o comando tem de ser reforçado, o rumo tem de ser firme, para a tirar do mar encapelado tem de a levar a bom porto. Salva a nau da pirataria, será a altura de repensar então livremente e sem pressão, quem a deve dirigir.

P.S.: À margem desta alegoria e sobre a crítica feita ao presidente Varandas, em relação à contratação de Rúben Amorim, estou convicto, que este e outros actos idênticos, são da responsabilidade da estrutura desportiva e de toda a Direcção, até pelo investimento que implica. Por isso espero que corra bem, e que obrigue os "marretas", que na comunicação social prevêem cenários catastróficos, a meter a viola no saco.

publicado às 02:34

Primeiro estranha-se, depois entranha-se

Naçao Valente, em 06.03.20

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Fernando Pessoa, que não sei se ligava ao futebol, para além da poesia, escreveu o slogan para promover um refrigerante novo em Portugal, e que é,  "Primeiro estranha-se, depois entranha-se". E, com convicção ou não, acabou por estar certo.

Quando se contrata um treinador de futebol, e um pouco conhecido, enquanto tal, não se sabe se vai entranhar-se ou não. Para já, para muitos sportinguistas, apenas se estranha. Fazendo um esforço para ser isento, focando-me apenas no acto e no seu contexto, e não em pressupostos em relação a quem o toma, prefiro assumir a expressão na sua totalidade.

A decisão de contratar Rúben Amorim, por mais especulações que avancemos, só obedece às motivações de quem a tomou. Podemos dizer que foi desespero, podemos afirmar que é de grande risco, podemos dizer que é deveras ousada, e o mais que nos vier à cabeça. Mas a verdade é que certamente foi ponderada, discutida, avaliada, por quem tem legitimidade para a tomar, até porque implica a disponibilidade de uma verba muito significativa. Neste sentido, parece-me de bom senso dar, no mínimo, o benefício da dúvida.

A vantagem ou desvantagem da bondade desta contratação, ou de outra, nunca se deve avaliar à priori. As avaliações feitas deste modo, valem o mesmo que os prognósticos dos resultados de jogos, com uma agravante, ou é por revanchismo ou por má fé. Tanto mais que a história recente do Clube está cheia de más decisões, já comprovadas. Se este acto de gestão desportiva foi bom ou mau saber-se-á a seu tempo, e só então poderemos apurar consequências.

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Pode-se dar um bom número de exemplos de decisões que correram mal - que são por de mais conhecidas - que geralmente passaram incólumes e sem o mínimo de contestação. O problema é que a memória é muito curta, e a avaliação sempre subjectiva e à conveniência.

Outra questão discutível é a ética desta aquisição, retirando o técnico ao clube para quem trabalhava, embora com base nos regulamentos, mas sem o seu acordo. O presidente desse clube pelos vistos rejeitou qualquer negociação e mostrou não querer perder o treinador neste momento... se estava a ser sincero. Nesse aspecto, tenho que referir, que não me parece muito correcto e que esta norma devia ser revista.

Mas concretizada a contratação, de acordo com as regras em vigor, Rúben Amorim, que aceitou o desafio (não foi obrigado a tal) como um passo em frente na sua carreira, é o treinador do Sporting, e precisa de ser bastante apoiado por todos os que põem o Sporting acima de direcções, e que não reagem previamente em função de simpatias, ou das suas avaliações subjectivas. O seu êxito é antes de mais o êxito do Sporting.

P.S.: Admito que a cláusula de rescisão é muito elevada, e pouco comum, mas era a única possibilidade para trazer o técnico de imediato. Fomos informados pelo presidente que será acomodado no orçamento já aprovado para o futebol. E se não há equipas sem bons jogadores, muito menos as há sem bons treinadores. Só o tempo o dirá.

publicado às 14:30

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