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Foto do dia

Rui Gomes, em 08.11.19

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Leões celebram na Noruega

publicado às 04:02

O Sporting é a prioridade absoluta

Leão Zargo, em 21.10.19

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O futebol sempre coexistiu com determinadas formas de violência. Em Portugal há notícias de distúrbios desde a década de 1920. A própria linguagem futebolística possui algo de agressivo (ataque, vitória, derrota) e o desporto substituiu os torneios medievais ou várias outras demonstrações de força e de valor. Mas, tudo isso, o futebol foi capaz de integrar e sublimar pela extraordinária dimensão humana, estética, cultural e atlética que decorre de um desporto praticado por grandes jogadores.

Nos dias de hoje a violência no futebol adquiriu outra dimensão e coloca-se a um outro nível da pulsão agressiva aceitável em seres humanos. É algo teorizado, organizado e planeado que não decorre essencialmente da paixão e da emoção do jogo, mas que resulta da incorporação de valores de identidade exacerbados e estereotipados que predispõem para o confronto e surgem associados ao ódio e à vontade de estabelecer outras regras que estão para além daquelas que decorrem da organização social e desportiva.

O que acontece nesta altura no Sporting decorre desta “thick solidarity” (R. Giulianotti) potenciada por um conjunto de particularismos que resultam da especificidade e da história recente do Clube. Uma espiral de violência e um sentimento de impunidade que permitiram os crimes praticados na Academia de Alcochete e a acção recorrente violenta, abusiva e inaceitável que visa intimidar e ameaçar atletas e membros dos órgãos sociais democraticamente eleitos. A decisão de revogar os protocolos celebrados com a Juventude Leonina e com o Directivo Ultras XXI revela-se correcta e adequada às circunstâncias. As claques existem unicamente para apoiar o Sporting.

O Sporting nunca se limitará a um universo de pensamento único e monolítico, é o mais plural e diverso de todos os grandes clubes portugueses. Essa é também a sua força, mas pode ser a sua fraqueza. O Clube necessita em absoluto, momentânea e publicamente, de ser capaz de superar as divergências e de reforçar a unidade, não cedendo espaço a falsos e meteóricos profetas que, com uma estratégia de poder, pretendem dividir ainda mais, puxar ainda mais para baixo. Não é desejável nem possível uma unanimidade crédula e acrítica, mas com humildade e sabedoria temos de colocar o Sporting como a prioridade absoluta.

publicado às 12:00

A alma do Sporting

Naçao Valente, em 02.10.19

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"As claques são a alma do Sporting"

Fernando Mendes (ex-jogador e comentador)

As claques entraram no Sporting com a constituição da Juve Leo, fundada pelos filhos do Presidente João Rocha, nos anos de 1976. Mais tarde foram surgindo outras claques como a Torcida Verde, os Directivo  Ultra XXI e a Brigada Ultras Sporting. 

Alma deriva do termo latim 'anima', com significado literal do que anima. A um nível mais abrangente também significa o espírito das coisas. Por isso, quando se fala da alma do Sporting estamos a falar do que está para lá do que é mensurável, do que está entranhado na sua história secular, que não está apenas nos aspectos materiais, mas num conjunto de simbologias pautadas muitas vezes por aspectos com contornos quase religiosos.

Atribuir às claques, que entraram na vida do Clube setenta anos depois da sua fundação é de uma grande ligeireza e nem ao diabo deve lembrar. A alma do Sporting, a sua mística, é paralela ao seu nascimento e é-lhe dada pela matriz fundadora, aprofundada pelos adeptos (fiéis  clubísticos) que o vivem como uma componente importante das suas vidas. E esta adoração atingiu o seu zénite nos anos de 1930, 1940 e 1950, com os rituais abrilhantados pelo som dos violinos. 

Muito mal servido estaria o Sporting CP quanto à questão da alma, se esta residisse nas claques. Estas, não são mais do que pequenos grupos organizados, uma minoria que não representa os milhões de adeptos atribuídos ao Clube, estes sim a sua verdadeira alma. São eles, com a sua fidelidade muitas vezes até silenciosa, que mantiveram e mantêm o Sporting vivo, independentemente de melhores ou piores resultados desportivos.

Mas convém fazermos uma distinção entre estes grupos designados como claques. Alguns desempenham a sua missão de apoio com determinação e alegria, e por aí se ficam. Outros, dos quais salienta-se a actual Juve Leo, que se afastou dos princípios dos seus fundadores, e se transformou num grupo composto por indivíduos sem formação cívica, e sem quaisquer valores éticos. Não fazem parte seguramente da alma do Sporting.

A Juve Leo, com os privilégios que foram recebendo de vários dirigentes, constituíram-se como uma força poderosa, apesar de minoritária. A sua capacidade de influenciar o poder, governando de fora para dentro, teve um percurso cada vez mais decisivo. Fizeram cair treinadores e presidentes ao longo dos anos, com a sua influência a ser ainda muito mais reforçada pela Direcção cessante, que a arregimentou, pondo-a ao seu serviço, como uma tropa de choque. Tendo-lhe sido retirado privilégios pela Direcção actual, não espanta a sua oposição cada vez mais agressiva, à nova Direcção.

A questão do papel das claques tem que merecer reflexão. Não podem ter mais privilégios que os restantes associados. Se querem estar nos jogos juntos como apoiantes das equipas, com os seus rituais que estejam. Não podem é continuar a ser  uma força de bloqueio a Direcções legitimamente eleitas pelos sócios. Estas recebem mandato para exercer o poder legitimamente, e devem exercê-lo sem pressão da rua. O poder paralelo não está previsto nos Estatutos, e isso tem que ficar claro, custe o que custar.

Ao contrário do que diz o comentador Fernando Mendes, a alma do Sporting são todos os sportinguistas, os que estão no estádio e os que vivem o Clube por todo o Mundo. Quando a alma do Sporting residir nas claques, é sinal que o Sporting deu a alma ao criador. Apenas restam almas penadas.

publicado às 02:18

O poço e o pêndulo

Naçao Valente, em 29.09.19

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"O poço e o pêndulo" é o titulo de um conto de Edgar Allan Poe, que deu origem a um filme de terror, passado no contexto da Inquisição, e que foi  interpretado por Vicente Price, um mestre nesta área da interpretação. O filme em questão, um clássico dos tempos em que o género terror tinha uma matriz muito marcada na cinematografia, conta a história de um louco, filho de um torcionário da Inquisição. No climax final, este coloca a sua vítima preso numa mesa colocada num fosso, fazendo descer lentamente um pêndulo com uma lâmina (ou serra) que a mataria.

Lembrei-me do título e do filme a propósito da situação que se vive no Sporting. Já não estamos no tempo institucional do Tribunal da Inquisição, mas não deixamos de viver tempos inquisitoriais. Usando o filme enquanto simbologia, o Sporting e a sua Direcção eleita há um ano, sempre teve sobre a cabeça, um cutelo bem afiado e que vai descendo a cada desaire da equipa de futebol, que é a face mais visível e mais apropriada para se fazer contestação. 

O Sporting e a sua Direcção eleita há um ano, está dentro de um fosso que não contruiu e no qual entrou para tirar de lá o Clube. E com muito esforço tem escalado o fosso, mas quando olha para cima não vê apoio, mas o pêndulo afiado a descer, movido por "loucos" assombrados por fantasmas.

Os que contestam a Direcção eleita, praticamente desde o dia da sua eleição, são na sua maioria despeitados pela demissão de uma pessoa, que continuam a adorar como um salvador (e de quem gostam mais do que do Sporting) , mesmo perante as evidência das suas malfeitorias. Os que no estádio, grupos organizados, vulgo claques, que insultam o presidente eleito do Clube, apenas são movidos pelos seus interesses, as mordomias que perderam. 

Podemos e devemos acompanhar a acção da Direcção no seu exercício. É lícito usar o direito de crítica com intuitos construtivos. Do que observo concluo, que o Presidente cometeu alguns erros, sobretudo na área do futebol profissional, onde me parece existir uma estrutura frágil e pouco experiente. A falta de uma comunicação clara, objectiva e frontal sobre a vida do Clube, não tem contribuido para um conhecimento da realidade presente e futura.

Esta situação criticável, nada tem a ver com a campanha organizada de oposição de terra queimada, por um grupo que mais do que o Sporting, lhe interessa que o caos se instale para disso tirar dividendos, e numa situção limite, ressuscitar um passado que destruiu a identidade secular do Clube. Mesmo considerando que a época foi mal preparada, e que é preciso fazer mudanças, o Sporting precisa de tranquilidade e de estabilidade.

Uma coisa é certa. Enquanto o Sporting não sair do fosso e não deixar de ter o pêndulo sobre si, não vai ganhar nenhum campeonato, nem agora nem daqui a mais dezassete anos. E os que pensam que estamos em situação de andar a brincar aos presidentes, estão totalmente errados. Esta contestação concertada e revanchista e vou dizê-lo com todas as letras, não passa de uma criancisse de gente sem dois dedos de testa.

Espero que haja adeptos (e tudo me leva a crer que há) com tutano e bom senso, que percebam e contrariem esta campanha orquestrada para fazer regressar o passado que foi largamente rejeitado, para bem do Sporting. Espero que como na história de "O poço e o pêndulo", as pessoas sérias, honestas e lúcidas, parem o pêndulo e acabem com a loucura que pretende destruir o Sporting.

PS: Depois de escrever este texto tenho assistido a cenas lamentáveis no estádio e fora dele, que não podem fazer parte da matriz do Clube. Eventuais erros de má preparação da época, não podem servir de arma de aremesso. O que se tem visto no estádio com grupos de arruaceiros organizados, não para ver futebol, mas para insultar órgão sociais e atletas não se pode admitir. Quem exerce de direito o poder tem que agir. A nossa equipa precisa, mais do que nunca, de apoio para levantar o seu ânimo.

publicado às 03:05

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- Alguém que estará muito interessado na saída de Bruno Fernandes do Sporting, insiste que tanto o Manchester United como o Tottenham vão apresentar propostas formais pelo jogador ainda esta semana. Se acontecer, esperamos que sejam de 70/80 milhões de euros para cima. No entanto, esse "alguém", reportou há dois ou três dias que os ingleses não pagariam mais do que 33,5 milhões.

- O PAOK de Abel Ferreira está interessado em Jefferson, mas a acreditar nas notícias, não está disposto a pagar qualquer verba pelo jogador de 31 anos que está no seu último ano de contrato com o Sporting.

- O melhor treinador do planeta e arredores, actualmente no Flamengo, estará interessado em Luiz Phellype. O avançado tem contrato com o Sporting até Junho 2024 e o seu passe está avaliado em 5 milhões de euros, verba que, na minha opinião, fica muito aquém do que a SAD considerará para uma eventual transferência.

- O West Bromwich Albion (II Divisão inglesa) está interessado em Matheus Pereira e já terá feito chegar a Alvalade uma proposta de empréstimo.

- O West Ham (Premier League) estará interessado em João Palhinha, médio-defensivo de 24 anos, que está cedido pelo Sporting ao SC Braga até final da época, com o qual tem contrato até Junho 2023. O seu passe está avaliado em 2,5 milhões de euros e o clube minhoto tem preferência caso o jogador receba uma proposta.

- João Queirós, defesa-central de 21 anos que na época passada alinhou pelos sub-23 do Sporting, estará de saída. O jogador foi cedido pelos alemães do FC Koln e o contrato de empréstimo é válido até Junho 2020. Pelo Sporting, participou em 13 jogos, 12 dos quais como titular, com 1092 minutos de jogo.

- O Manchester City, em parceria com o Sporting CP, prepara-se para apresentar nova proposta ao Vélez Sarsfield pelo jovem médio-ofensivo Thiago Almada. Ao que consta, uma primeira oferta de 12 milhões de euros terá sido recusada. A cláusula de rescisão é no valor de 16 milhões.

publicado às 12:00

Factos e rumores do mercado leonino

Rui Gomes, em 16.07.19

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- Carolina Deslandes, cantora e amiga íntima de Bruno Fernandes, alega que convenceu o capitão do Sporting a ficar em Portugal. A resposta, algo egnimática, foi... "talvez".

- Ryan Gauld rescindiu com o Sporting e vai assinar pelo Farense (por duas temporadas, com outra de opção). Se há valores envolvidos nesta rescisão, não foram divulgados. O médio escocês tinha contrato até Junho 2020.

- Pedro Marques, avançado de 21 anos que na época passada actuou pela equipa de sub-23, foi emprestado ao FC Dordrecht, clube da segunda divisão da Holanda.

- Ivanildo Fernandes, defesa-central de 23 anos que na época passada esteve ao serviço do Moreirense por empréstimo do Sporting e que integrou a comitiva no recém-estágio na Suíça, vai ser novamente emprestado, clube ainda por definir.

- Emiliano Viviano tem vindo a despertar o interesse de vários clubes italianos, sendo o mais recente o Torino. O Sporting procura recuperar os dois milhões de euros que investiu no guarda-redes italiano no Verão de 2018. Na época passada realizou 17 jogos pelo SPAL, por empréstimo.

- Pedro Ferreira, médio de 21 anos que na época passada esteve emprestado ao Mafra, saiu a título definitivo para o Varzim, com o Sporting a ficar com 50 por cento de uma futura transferência.

- Segundo a Sky Itália, o Brescia Calcio, recém-promovido à Série A, estará interessado em assegurar André Pinto por empréstimo, com opção de compra. O defesa-central tem contrato com o Sporting até Junho 2021.

- Agustín Jiménez, agente de Alan Ruiz e do jovem Thiago Almada, alvo recentemente de tanta atenção mediática, encontra-se em Lisboa e terá reunião em breve com Frederico Varandas. Ruiz ainda tem contrato com o Sporting até Junho 2020.

publicado às 03:02

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31 dos 98 atletas que vão estar presentes na segunda edição dos Jogos Europeus, que se vão realizar em Minsk entre 21 e 30 de Junho, são do Sporting Clube de Portugal. Foi hoje conhecida a lista de atletas que vai viajar para a capital da Bielorrússia e quase um terço da comitiva de Portugal tem sangue verde.

O Sporting vai estar representado em oito modalidades: canoagem, ténis de mesa, judo, ciclismo, atletismo, futebol de praia, ginástica e tiro.

Conheça todos os leões que vão estar presentes em Minsk no próximo mês:

Canoagem
Emanuel Silva
David Varela
Francisca Laia
 
Ténis de Mesa
João Pedro Monteiro
 
Judo
Sergiu Oleinic
Nuno Saraiva
Anri Egutidze
Jorge Fonseca
Maria Siderot
Joana Ramos
Gonçalo Mansinho
 
Ciclismo
César Martingil
 
Atletismo
Carlos Nascimento
Lorene Bazolo
Olímpia Barbosa
Cátia Azevedo
Evelise Veiga
Cláudia Ferreira
Jéssica Barreira
Tiago Pereira
Pedro Bernardo
Andreia Crespo Oliveira
 
Futebol de Praia
Tiago Petrony
Rui Coimbra
João "Madjer" Saraiva
Nuno Belchior
Ricardo Baptista
 
Ginástica
Diogo Abreu
Diogo Ganchinho
Silvia Saiote
 
Tiro
João Costa

publicado às 04:16

Foto do dia

Rui Gomes, em 02.05.19

 

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Sporting vs Roma - Berba Cup

 

publicado às 03:35

Temos um grande da Europa

Naçao Valente, em 11.04.19

 

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"Já estou num grande da Europa"... A frase é proferida genericamente e usada e banalizada por muitos futebolistas em discursos de ocasião. Mas estou absolutamente convicto que proferida por Bruno Fernandes, para além de encaixar no mesmo protótipo, merece ser levada a sério. 

 

O atleta profissional Bruno Fernandes tem mostrado, pelo seu historial, ser um homem de elevado gabarito que se pauta por valores e princípios, o que não é despiciendo enquanto cidadão e futebolista de alta competição, nos dias que correm e no meio onde actua.

 

Levado na avalanche que se gerou no pós Alcochete, foi dos poucos que após a queda da Direcção anterior se mostrou disponível para desistir do pedido de rescisão e negociar o seu regresso. Atitude digna de todo o louvor se tivermos em conta que não foi formado no Sporting e que tinha sido o melhor futebolista da época anterior.

 

Com uma carreira em grande parte feita em Itália e com portas abertas no mercado do futebol europeu, preferiu voltar ao clube com o qual tinha contrato, embora com condições salariais inferiores às que poderia conseguir noutros horizontes. 

 

Pelo seu percurso de vida, pelas suas atitudes, Bruno Fernandes é sincero quando diz que está num grande da Europa, com plena consciência, no entanto, que no panorama europeu existem emblemas de outra dimensão, graças aos meios financeiros de que dispõem. Mas o Sporting Clube de Portugal é de facto um "grande", pela sua história e pela participação nas provas em que participa, seja no futebol ou em outras modalidades.

 

Os sportinguistas só têm que se orgulhar em ter no Clube um atleta desta estatura, não apenas profissional, mas sobretudo humana. E seja qual for o seu futuro, deverão ficar-lhe para sempre gratos. E o Sporting, um grande da Europa, pode dizer, com todas as letras, que possui no seu plantel, como jogador, um grande da Europa. 

 

É este o tributo modesto que quero hoje prestar ao atleta, mas sobretudo ao homem, cuja grandeza deve estar acima das contingências de qualquer profissão.

 

publicado às 05:04

 

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Não tenho por hábito escrever sobre jogos de futebol ou outras modalidades, em concreto. Raramente comento, porque reservo a minha análise pessoal de técnico de bancada para conversas de café. Esse assunto é abordado, e bem,  pelo Rui Gomes, e faz parte da função do Camarote Leonino. Por isso, também quero deixar claro que a minha posição não pode e não deve ser interpretada como crítica a quem gosta de dar opinião, legitimamente,  sobre as "peripécias" dos Jogos.

 

Mas hoje, excepcionalmente, quero expressar-me sobre o último derby, não sobre aspectos técnico/tácticos que já foram aqui abordados, mas sobre a importância desta vitória para a estabilização de que o Sporting precisa. Foi uma vitória limpa e quase "épica" sobre um adversário directo e que vinha de uma situação de equipa quase "galáctica".

 

O Sporting precisava desta vitória como de pão para a boca. Ultrapassou um obstáculo que para muitos, incluindo até sportinguistas, era quase impossível, e conseguiu emudecer a caterva de adeptos, que rezam a todos os santos, para que o Clube tenha maus resultados. Fiquei feliz, pelo Sporting, por ver que nas redes sociais os fiéis de um passado recente, e os ressabiados da derrota eleitoral, perderam o pio.

 

Deste modo, a noite das "facas longas" e das "línguas afiadas" está muito mais distante. O Sporting irá disputar a final com um adversário considerado superior, mas tem, como teve neste jogo, possibilidades de vencer, pela crença, pela vontade, pela dinâmica. E se se conquistar esta Taça de Portugal, esta Direcção consegue mais títulos em seis meses, que a anterior em seis anos, apesar das condições em que encontrou o Clube.

 

A tarefa não vai ser fácil e precisa da unidade dos que põem o Sporting acima de agendas pessoais. E é preciso ser pragmático para perceber, que mesmo que a Taça seja nossa, há muito trabalho a fazer para continuar a reestruturação do Clube, com passos firmes e consistentes.

 

Esta vitória foi um importante balão de oxigénio para uma Direcção que ainda não pode ter um só momento de algum descanso e paz. Mais do que necessário é absolutamente fundamental que as vitórias continuem, porque só assim é que os contestatários, saudosos de um triste passado, sejam eles os moderados que por aqui intervêm, ou os radicais e mal-educados que andam pelas redes sociais, se calem de vez, moderem a "língua afiada" e percam a esperança de sonhar com uma escura noite de "facas longas". Para bem do Sporting !

 

publicado às 17:00

 

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Sporting e Benfica entram em campo este sábado no Estádio do Restelo, a partir das 16 horas, num jogo que, apesar de ser de cariz solidário, por Moçambique, as duas equipas querem vencer. Em pleno relvado do palco do jogo, os dois treinadores, Nuno Cristóvão e João Marques, e as jogadoras Ana Borges e Sílvia Rebelo fizeram o lançamento de um dérbi que, esperam, irá proporcionar uma boa tarde de futebol.

 

publicado às 16:44

O Sporting que nos escondem

Drake Wilson, em 08.03.19

 

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Ao invés de uma lógica de esperança que adequam à vida privada, as pessoas tendem a ser naturalmente desconfiadas em relação ao futuro colectivo da sociedade – uma dissonância cognitiva de quem é, por natureza, adverso ao risco ou ao desconhecido.

 

Avaliamos a vida pela volúvel arbitrariedade das nossas experiências, raramente fazendo-o com devido distanciamento.

 

Quando se fala de um Sporting Clube de Portugal socialmente desunido, fala-se de um problema de dimensão social muito superior ao que julgamos exclusivamente circunscrito aos adeptos do Sporting. A falta de crença na instituição ou nas pessoas não nasce dentro do Clube, mas dentro de nós próprios.

 

Num sentido macro, não gostamos de Futebol tanto quanto gostamos do Sporting. Num sentido mais básico, o sentimento de lealdade à tribo isola-nos socialmente por grupos de interesse, tornando-nos intolerantes não apenas ao que nos distingue, como igualmente a qualquer mudança.

 

Ao longo dos últimos trinta anos, monopolizamos capas de jornais fundamentalmente pelas nossas crises, mais do que por qualquer mérito desportivo. Foi deste modo que o País se habituou a “olharo nosso Sporting. Foi deste modo que as novas gerações de sportinguistas adoptaram um 'meme' pessimista na sua mente. Foi deste modo que os fóruns de discussão sobre o Sporting se tornaram embaixadas de dogmas. Foi deste modo que se acabou por eleger Bruno de Carvalho. Foi deste modo que, em resultado de toda uma frustração que se acumulou, se deu o ataque à Academia. Não se trata de um flagelo, mas de uma auto-flagelação.

 

Frederico Varandas não foi eleito pela maioria social dos Sócios, mas pelo “mindset” da maioria nuclear de Adeptos com mais votos. Logo, o establishment pessimista que por sua vez é maioritário, não o desejava desde início, e pior, nunca o irá apoiar. Quanto muito, resignar-se-á apenas na conveniência de resultados de Futebol melhores.

 

Num naufrágio, presumo que a emergência do momento imponha as escolhas possíveis, não necessariamente as desejadas. Infeliz Varandas que, nesta parábola grotesca de um naufrágio, tem de lidar com um ex-Presidente equiparado a sereia, com poder de encanto sobre os homens, e por fim, Ricciardi num iate a acenar com uma bóia.

 

Em síntese: nas últimas três décadas, os Sócios do Sporting Clube de Portugal admitiram dez presidentes, dez projectos que configuraram todos eles dez rupturas com o passado. Em trinta anos de futebol, o Sporting iniciou o seu “ano-zero” nada mais do que por três ocasiões.

 

Cada presidente tem, em média, uma taxa de sucesso no futebol de apenas 8%. Com uma centralização de cerca de um Bilião de Euros de investimento na modalidade em três décadas, o Sporting tem hoje, muito provavelmente, o seu plantel mais deficitário no que concerne a qualidade técnica e valores de cultura Sporting.

 

Pessoalmente, não nutro qualquer empatia por Frederico Varandas. Quem lê os meus cansativos textos saberá de antemão que este não é, sequer, o Sporting que idealizo. Mas impera questionar: querem que Frederico Varandas resolva um legado de trinta anos de decadência?

 

Nota: No mesmo dia em que José Roquette precisou de escolta para comparecer numa Assembleia Geral – obrigado Humberto Évora –, José Sousa Cintra "decidia" toda uma temporada, a jantar numa conhecida marisqueira de Algés. O problema não está no Sporting que temos. Está no Sporting que nos escondem.

 

publicado às 06:03

A insustentável leveza do adepto (I)

Naçao Valente, em 09.01.19

 

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O adepto de futebol vive num mundo de fantasia. Sem peso nem consistência, flutua num limbo de onde foi expulsa a realidade. Num dia, está no paraíso vivendo felicidade eterna, no outro, cai no mais trágico inferno que se possa imaginar.

 

Esta dualidade de comportamento aplica-se a todos os adeptos em geral, mas ao português em particular, também em função da sua especificidade enquanto cidadão.

 

O adepto do Sporting, por mais que se diga, não é diferente. Tanto milita na euforia sem limites, como cai na depressão sem fim. Ainda há pouco tempo cantava louvores às novas lideranças, e colocava a equipa técnica e as suas tácticas nos píncaros da lua.

 

Vejam lá, tinha conseguido pôr um grupo de executantes, de entre eles, muitos com pés de chumbo, a jogar bom futebol a que alguns tiveram a ousadia de chamar o "tiki-taka". De um dia para o outro os bestiais já são apelidados de bestas. Têm grilhetas nos pés, não correm, não fintam...e o treinador, meu Deus, que "asno".

 

O futebol não se joga no mundo da fantasia, joga-se no mundo real. No mundo real são onze contra onze, e ganha  quem marcar mais golos. O adepto, na sua insustentável leveza, considera que a sua equipa, por ser um "grande" pela sua história, pelos meios de que dispõe, tem de ganhar todos os jogos.

 

Pura ilusão, porque os outros, filhos de um deus menor,  também sabem jogar, e utilizam as valências que possuem, para contrariar a fantasia dos craques. Não há vitórias por decreto ou por estatuto. Há vitórias por trabalho, por rigor e às vezes com o ápio da sorte.

 

É comum dizer-se que uma equipa joga o que a outra deixa jogar. O jogo a dois toques funciona se houver condições e espaço para o realizar. E esse espaço é ou não concedido pelo adversário. Quando este, por mérito seu,  não o concede, só a genialidade de uma equipa de "galácticos" o pode conseguir, sem que isso, no entanto, seja garantido.

 

Não acredito que qualquer jogador até para bem da sua curta carreira, não queira fazer o seu melhor. E quando joga mal é porque as circunstâncias, sejam quais elas forem,  não o permitem.

 

A frase que considero mais  ridícula, usada pelas multidões nos estádios, é "joguem à bola", quando uma equipa, por razões até muitas vezes desconhecidas pelos adeptos, não consegue jogar bem.

 

Os jogadores de futebol são homens que erram como todos nós. E quando são sujeitos a pressões negativas, reagem inconscientemente pela negativa. Se o adepto percebesse isto nunca utilizaria tal expressão.

 

O adepto, na sua leveza, julga-se jogador e treinador, quiçá presidente. Não conhece da missa a metade, nem sabe fazer, mas fala como um perito. Basta ler os comentários e as análises, que são tantas e tão diversas, quanto o número de pessoas que as emitem.

 

Se o futebol real se regesse por estas opiniões caía na maior bagunça. Felizmente, opiniões fazem apenas o seu caminho como catarse de emoções, e nisso o futebol desempenha o seu papel como escape para outras frustrações do dia a dia.

 

Em conclusão, como diria La Palice, nem tudo estava bem antes, nem tudo está mal agora. Tudo é relativo. O adepto em vez de ajudar, complica. Tantas vezes.

 

Que o adepto manifeste a sua opinião, mas sem pôr sistematicamente em causa o trabalho de uma direcção e de uma estrutura, quando uma equipa não corresponde totalmente aos seus justos anseios. Para isso já chegam os profetas, conscientes da desgraça, que desejam e esperam que tudo corra mal. 

 

publicado às 03:49

Quem exerce o poder no Sporting ?

Naçao Valente, em 19.11.18

 

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Todo o Mundo é feito de mudança. A frase que visa representar a evolução da humanidade deve-se a Camões. A mudança, no sentido do progresso, é muitas vezes feita com boas intenções, isto é, com o intuito de tentar tornar melhor a vida das pessoas. Mas mesmo feita com sentido positivo, houve sempre quem se servisse de boas intenções em sentido negativo.

 

A introdução vem a propósito do aparecimento das claques no futebol. Não é seguramente um assunto dos mais prioritários, neste momento, na vida do Sporting, mas não deixa, por isso, de ser relevante.

 

A claque, como grupo organizado, em sentido restrito, teve a sua origem na presidência de João Rocha, e trazia consigo o objectivo de constituir um grupo que animasse as bancadas, o décimo segundo jogador "dentro do campo". O bom princípio evoluiu paralelamente à evolução da sociedade, que nalguns aspectos, relacionados com certos valores, regrediu.

 

Quando vivia em Lisboa e era presença habitual no estádio demolido, os adeptos estavam presentes em grande número e não regateavam apoio às equipas, desde o princípio ao fim do jogo. Nunca senti a necessidade de qualquer grupo específico para animar as bancadas. Por isso, assumo-me com anti-claquista, em qualquer clube.

 

Hoje, as claques dispõem de regalias que não são atribuídas a outros associados, mas não podem ser todas colocadas no mesmo saco. Quero aqui distinguir a Juve Leo, pela gente que atrai, pelas regalias especiais de que dispõe, e pelo poder que foi ganhando dentro do Clube, sobretudo desde a presidência anterior. Foi transformada pelo ex-presidente numa guarda pretoriana, que garantia o seu poder. O poder que a sustentava caiu, no entanto, esta continua a exercer a mesma influência, e de certo modo a mesma arrogância.

 

O novo presidente, se quer ter independência, tem de se impor a esta situação. A Juve Leo não pode ser um poder e/ou contra-poder, conforme as conveniências, na estrutura do Sporting. Frederico Varandas se diz ter coragem, tem de a mostrar nos dossiês difíceis, e encontrar uma solução.

 

Para mim, que não quero ser politicamente correcto, era extinta, mas admito que possa haver outras soluções. Não se pode dissociar o comportamento das claques da vontade do dirigismo, sobretudo do mau dirigismo. Tem que se definir, claramente, quem exerce o poder legítimo no Sporting.

 

publicado às 04:49

OPSO Sporting SAD 2018-2021

Rampante, em 18.11.18

 

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O Sporting lançou no passado dia 12 de Novembro uma Oferta Publica de Subscrição de Obrigações SPORTING SAD 2018-2021 por um montante inicial de 30M€. Esta oferta podia ser aumentada, caso o SCP SAD assim o entendesse, numa decisão a ser tomada no máximo até ontem, dia 16 de Novembro (algo que não aconteceu).

 

Os valores a serem recolhidos nesta operação, destinam-se integralmente ao reembolso do empréstimo obrigacionista que termina este mês.

 

Dado que o SCP não requereu o aumento da oferta, isso é uma clara indicação de que a procura está baixa e poderá nem chegar aos 30M (para a operação se concretizar a procura tem de ultrapassar os 15M€.

 

Tendo em consideração que nem sempre as pessoas conhecem este tipo de instrumentos financeiros (acreditando cegamente nos seus gestores de conta), vou tentar aqui explicar de forma simples e grosseira do que estamos a falar.

 

Obrigações SCP 2018-2022: 

 

Basicamente uma obrigação é um contrato de empréstimo onde tem escrito que o detentor da obrigação tem direito a receber 5€ em Novembro 2022. Além deste valor, o detentor irá receber ainda 2,625% a cada 6 meses como compensação (juro). 

 

5,25% é bom ?

 

Depende...

 

Para o SCP é bom se não tiver conseguido arranjar outros meios de financiamento mais baixos, por exemplo, vamos imaginar que o SCP tinha a hipótese de antecipar valores do contrato da NOS, mas essa operação tinha um “custo” associado de 3,5%/ano. Neste caso, então compensaria mais ao SCP antecipar valores da NOS do que emitir obrigações.

 

Para os subscritores, este valor é bom se não conseguirem melhores rentabilidades (juros mais altos) em investimentos de risco semelhante. Por exemplo, vamos supor que o Manel tinha 1000€ para investir e considera que existe tanto risco comprar obrigações do SCP como emprestar o dinheiro ao seu amigo Carlos, sendo que o seu amigo lhe disse que só lhe podia pagar 3,5%/ano, neste caso, então para o investidor compensa mais comprar obrigações do SCP.

 

Mas é seguro comprar obrigações SCP?

 

Eu considero que sim. A SAD no seu prospecto releva um cenário financeiro muito mau àquela data (data do prospecto), no entanto o que interessa é a viabilidade financeira a médio prazo e essa não me parece para já preocupante. Temos de ter em conta que o pagamento será em 2022 e que a essa data o SCP possui ainda em vigor o contrato com a NOS e para esse ano (bem como 2021 e 2020) o SCP ainda não antecipou qualquer montante e estamos a falar de montantes que correspondem a cerca de 30% das receitas anuais. Ou seja, eu olhando para as previsões financeiras futuras do SCP, as mesmas não me parecem para já alarmantes para subscritores de obrigações, NO ENTANTO, considero sim, que o SCP possui meios para se rentabilizar MUITO melhor.


Mas relativamente a estas obrigações, o risco parece-me ínfimo (OPINIÃO MERAMENTE PESSOAL) e para investidores avessos ao risco (têm medo de perder dinheiro) será com certeza mais seguro e menos stressante investir em obrigações do SCP, do que noutras formas de investimento, como acções por exemplo.

 

Estou indeciso, o que faço?


Isso depende de cada um… A compra de obrigações deve ser sempre considerada um investimento e eu recomendo sempre que as pessoas só façam investimentos com dinheiro que tenham a certeza, não lhes fazer falta no seu dia-a-dia.

 

A adesão a este tipo de instrumentos financeiros deverá depender SEMPRE da decisão do dono do dinheiro e não de pressões de amigos, familiares ou pseudo-gestores que muitas vezes vendem o que lhes dizem para vender. Caso alguém esteja interessado em conhecer a fundo esta operação, poderá consultar o prospecto detalhado AQUI

 

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Para não tornar este texto anda mais longo, fico por aqui. Caso hajam questões, utilizem a caixa de comentários, não esquecendo de se identificarem correctamente.

 

Bons negócios !

 

publicado às 03:48

 

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1) Impor coincidentes medidas de coacção a um ex-Presidente ou a um líder de Claque, desde a comum data de detenção à libertação sob semelhante caução pecuniária de €70 Mil, leva-nos a identificar um reflexo iqualitário que emerge sob ambos. Suspeitos pela mesma diversidade criminal, o ex-Presidente e o líder de Claque partilham mais do que uma distorcida visão sócio-cultural do meio onde vivem – possuem, incrivelmente, um contexto sócio-económico homólogo. Para alguns, o Sporting foi sempre um bom negócio. Gostaria que os sportinguistas meditassem sobre isto.

 

2) Pelas razões conhecidas, no mês de Maio o Sporting adiou o reembolso de obrigações 2015-2018 para final deste ano. Foi aprovado, no mesmo mês, futura emissão dual – empréstimo e títulos obrigacionistas – no valor máximo de €60 Milhões. A emissão de obrigações em curso – com um juro aberrante de 5,25% – sob as quais o estagiário Zenha denuncia reservas relativamente a um potencial excesso de procura (inédito!), servirão como finalidade a liquidação… do anterior reembolso não cumprido.

 

Aposto, contudo e infelizmente, que o maior problema não se afigura entre a escassa procura por parte de investidores (facto nestes 4 dias) ou ainda os encargos de operação bancária do promotor. O Sporting mais uma vez procura dinheiro caro no mercado sem crença alguma de o conseguir – porém longe das taxas faraónicas superiores a 6,25% do contabilista Vieira – e pior do que isso, sempre com as mesmas soluções que prejudicam financeiramente o Clube. O Sporting, em termos financeiros, continua a ter uma grande experiência de inaptidão curricular.

 

3) Sempre fui partidário de medidas liberais para com o nosso Sporting, nomeadamente aquelas que de uma forma ou outra impõem uma adaptação de mentalidade à evolução. Desde a privatização/globalização do Clube, fim das presidências-parábolas de poder executivo e extinção de associativismo de pressão organizada (Claques) que submete ao medo e à insegurança o associativismo de apoio espontâneo e independente – os Adeptos.

 

Sempre que termina um mandato no Sporting, encontramos sempre o Sporting num caos. Creio que, como diria Bertrand Russel, o Homem moderno é senhor do seu destino – se continua a sofrer, é porque é estúpido ou perverso, não porque tal seja uma lei da natureza.

 

publicado às 10:30

 

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A não ser que surja algum imprevisto de última hora, em que o futebol é, aliás, fértil, está encontrado o novo treinador do Sporting. Escolha pessoal de Frederico Varandas, esta incidiu sobre o italiano Cesare Prandelli.

 

Longe, muito longe, aliás, de ser um incontestável, Prandelli foi treinador com êxito muito moderado. Actualmente sem clube, o italiano assumiu após o Mundial de 2010 o comando da Selecção de Itália, de que se demitiu em 2014 após os transalpinos não conseguirem obter a classificação para o Mundial. 

 

Em 7 de Julho de 2014 foi contratado por duas temporadas pelos turcos do Galatasaray, mas teve carreira de pouca duração já que foi demitido do cargo após péssimos resultados.

 

Em 28 de Setembro de 2016, assinou com o clube espanhol Valência, mas três meses depois pediu a demissão do cargo após mais uma série negra de resultados.

 

Vai precisar de sorte, de muita sorte, para poder triunfar no Sporting. 

 

Aguardemos a confirmação oficial. Ou o desmentido.

 

publicado às 12:22

Quando a verdade vem ao de cima...

Ricardo Leão, em 21.07.18

 

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Por diversas vezes ao longo do consulado brunista abordei a questão das dívidas do Sporting. E falei, entre outras, das dívidas ao Fisco e à Segurança Social. Comentadores houve que, repetidamente, puseram em causa a minha afirmação, destratando-a e considerando mesmo que se tratava de uma "invenção".

 

Hoje, afastado que está o tiranete que protagonizou a mais agonizante "noite" da história do Sporting, começam-se a descobrir as verdades acerca da "gestão maravilha" da dupla Bruno/Carlos. As dívidas existiam e eram colossais! E a notícia refere-se apenas à ponta do icebergue que já foi descoberta. Muitas mais gavetas estão por abrir!

 

As hienas que por aqui andavam já não riem mais! Pobre Sporting!

 

publicado às 07:50

 

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A Comissão de Fiscalização do Sporting emitiu um comunicado para fazer o ponto da situação e marcar uma posição quanto às declarações proferidas por Bruno de Carvalho bem como do seu mandatário, Pedro Proença. 

Eis o comunicado na íntegra:

Perante afirmações e acusações de candidatos sobre esta Comissão de Fiscalização do Sporting Clube de Portugal, é esta a informar

 

a) A Comissão tem a legitimidade sufragada por decisões judiciais sucessivas.

b) O Regulamento Disciplinar que aplicou encontra-se em vigor desde a data em que foi aprovado, por iniciativa do anterior Conselho Directivo, presidido pelo Dr. Bruno de Carvalho, a 17 de Fevereiro de 2018, consoante o artigo 23.º do mesmo.

c) A suspensão dos membros, entretanto destituídos em AG, do Conselho Directivo, entre os quais os drs. Bruno de Carvalho e Carlos Vieira, resulta de uma participação de sócios com plenos direitos e encontra-se na sua fase final de averiguação.

d) A resolução do processo será comunicada oportunamente, dependendo, entre outros, da colaboração dos testemunhos dos visados.

e) A CF não comenta a especificidade de processos a correr e espera de todos, incluindo os visados, algum recato de forma a poder concluir-se com êxito o desígnio comum, que se materializa no superior interesse do Sporting Clube de Portugal.

 

publicado às 15:33

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Tomou-lhe o gosto desde que foi convidado para assumir a presidência da SAD, depois de anos ligado a outros negócios que já não lhe davam a "pica" do futebol. Não tem de se preocupar com o clube entregue a Artur Torres Pereira. Decide praticamente sozinho tudo e age como se tivesse sido eleito. Escolhe treinador, dispensa e contrata jogadores, negoceia permanências, dispensa médicos e escolhe novos, contrata o director-geral para a Academia...

 

Em suma, pulveriza todas e quaisquer propostas dos candidatos,  tornadas completamente inúteis na prática, tudo em nome da estabilidade. Um número crescente de sócios, pouco habituados a usar os neurónios ou com estes já gastos depois de mais de 5 anos de "tirania" brunista, bate palmas. 

 

Falo de José Sousa Cintra, cuja candidatura (ou será passeio?) à presidência do Sporting, ainda que não formalmente confirmada (será, aliás, negada até ao limite), é já uma realidade na prática.

 

O "passeio" de Cintra, até há escassas semanas atrás, recorde-se, grande apoiante de Azevedo de Carvalho, torna verdadeiramente inúteis as eleições de 8 de Setembro, transformadas que serão estas em mero acto confirmatório de 3 meses eufóricos de gestão do ex-homem forte das cervejas.

 

Quanto ao clube, a liderança bicéfala é para manter, com Artur Torres Pereira, de novo, à frente de uma direcção que será remodelada.

 

Afinal quem disse que os sócios do Sporting queriam eleições? Podemos todos ir de férias descansados.

 

A partir de 8 de Setembro "Cporting escreve-se com C".

 

E vamos andando...

 

publicado às 09:06

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