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O mal-amado

Naçao Valente, em 09.08.22

É natural como respirar. Há pessoas que por razões diversas criam anticorpos nos seus concidadãos. Isso verifica-se muito frequentemente no mundo do pontapé na bola, em relação aos atletas. Podem designar-se como mal-amados, e existem em todos os clubes.

O assunto vem a propósito do que aconteceu ontem com o jogador do Sporting, de nome Ricardo Esgaio, considerado por uma turba de adeptos, de inteligência duvidosa, e de civismo abaixo de zero, o principal responsável pela derrota do Clube em Braga. Se a sua responsabilidade no desenlace do jogo é aceitável numa análise primária, já os insultos que sofreu na sua página nas redes sociais, que teve que encerrar, é inadmissível.

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Ricardo Esgaio é, desde que voltou ao Clube em Julho 2021, um mal-amado, como outros, constantemente vilipendiados, mas que não interessa agora referir. A turba que usa, cobardemente, o teclado como uma arma, falta ao respeito a um profissional que faz o seu trabalho com seriedade, e merece todo o repúdio, independentemente da razão que tenha ou que não tenha. E não há qualquer justificação para tais actos que revelam não apenas falta de civismo, mas uma dose assinalável de estupidez.

Uma equipa de futebol é composta por um conjunto de atletas, neste caso profissionais, preparados especificamente para defender o seu clube. Mas além de atletas são pessoas com sentimentos e com família, como todos nós. Não podem ser vistos como máquinas infalíveis e objectos onde qualquer turba pode  descarregar as suas frustrações.

No jogo de domingo em Braga, as equipas tinham onze atletas em campo, porque o futebol é um jogo colectivo, onde cada um desempenha a sua função em prol do mesmo. Deste modo, quando uma equipa perde, perdem todos e não só uma ou outra individualidade. Responsabilizar um atleta por um erro num jogo de noventa minutos, mostra não perceber a essência do futebol. Quando o mal-amado Esgaio entrou em jogo, o SCP tinha sofrido dois golos, sempre pouco depois de ter marcado. E não sofreu ainda mais outro golo pelo corredor contrário onde Esgaio jogou, graças à inspiração de Adán. Portanto, o terceiro golo foi um erro colectivo de toda equipa, com relevo para o sector defensivo.

Até se pode admitir, como tenho lido, e apesar de toda a subjectividade, que o mal-amado Esgaio não é jogador para o Sporting. O que não se pode admitir é que seja eleito como bode expiatório e muito menos insultado publicamente, e na sua própria “casa”. E em sua defesa e na de todos os outros mal-amados não pude deixar de expressar o meu protesto, e manifestar a minha solidariedade, com a consciência que a turba continuará na sua saga, porque, infelizmente, há gente que não é educável.

publicado às 03:19

Saber ganhar e saber perder

Naçao Valente, em 18.05.22

"Fiz aquilo que tinha de fazer como treinador da instituição que sou, dei os parabéns ao campeão, coisa que não aconteceu em relação a nós”.

                               Rúben Amorim

O clube das Antas tem uma boa equipa de futebol profissional, temos de o admitir para sermos justos. Mas para além disso, todos sabemos que esse clube, para ganhar, não hesita em usar métodos que saem do âmbito da verdade desportiva, assentes no princípio do “vale tudo”, nas palavras de um antigo dirigente.

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Fazer 91 pontos na I Liga, batendo um recorde, não é tarefa fácil. Atrevo-me até a afirmar que é possível com a utilização da norma do “vale tudo”. Explicitando, essa norma inclui ganhar sempre. Significa, do ponto de vista estratégico, conseguir “inclinar o campo” a seu favor, através do controle de arbitragens, ou quando isso não acontece, usar estratagemas para as enganar, por exemplo, com os habituais “mergulhos”. É verdade que acontecem em todas as equipas, mas creio que no FC das Antas fazem parte da metodologia do treino.

Na opinião de Amorim, citada no início, demonstra-se outra característica da equipa das Antas, as atitudes ditatoriais, expressas na arrogância que demonstram, sobretudo quando perdem. Todos queremos ganhar sempre, com a ressalva que ganhar e perder faz parte do desporto. Mas essa faceta não é considerada pelo Antas, pois quando perde não sabe reconhecer a derrota e a maior valia do adversário, o que fica bem expresso na afirmação citada de Rúben Amorim.

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Esta atitude, já cimentada ao longo de várias décadas de “vale tudo”, está cada vez mais desmascarada na opinião pública, mau grado a cobertura que tem na comunicação social, que faz vista grossa, às vigarices do corruptor, ou o aplaude como um grande dirigente. Isto é possível num país de brandos costumes, onde as altas estruturas desportivas e judiciais se foram acomodando a esta realidade, e onde o poder político, de qualquer matiz, se acobarda perante o poder do futebol, enquanto controlador de consciências.

Em conclusão, saber ganhar e saber perder está na real essência do desporto. E quem não segue este princípio não o valoriza, apenas o descredibiliza, com o seu princípio do “vale tudo”.

Até quando?

publicado às 04:04

Cortar os tentáculos do polvo

Naçao Valente, em 12.05.22

Sem ser politicamente correcto, do ponto de vista do sectarismo clubístico, manda o bom senso que não se atribua as conquistas do clube das Antas apenas à utilização de métodos irregulares. Em nome da verdade, o FC das Antas tem uma boa equipa que não é inferior à do Sporting, quer do ponto de vista colectivo, quer em valores individuais. Mas, por outro lado, é também lícito considerar que quando se torna necessário, aparecem para o Antas as “ajudazinhas” que podem fazer diferenças.

Também não se pode ignorar a rede montada a partir dos anos 80, pelo clube das Antas para mexer os cordelinhos do futebol tuga, a seu favor, sob a batuta de uma figura para quem os valores éticos, são letra morta. Todos sabemos e lamentamos, mas é evidente que isso aconteceu perante a passividade de outros clubes, incluindo o nosso. Cortar com essa passividade e agir é o caminho.

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Ao analisarmos este campeonato, podemos pôr a tónica na inclinação dos campos a favor do Antas, mas não podemos esquecer os nossos próprios erros. Reconheço que fizemos uma boa prova, mas tivemos algumas distracções, nomeadamente no início da segunda metade da época, perdendo seis pontos por culpa própria. E nem podemos justificar esses desaires com equívocos de arbitragem. Tivemos uma ligeira quebra que pode acontecer a qualquer equipa, e isso foi fatal.

Esta época mostrou que se quisermos vencer temos de estar preparados para lutar contra tudo e contra todos. A luta pela abolição do sistema, denunciado por Dias da Cunha, e mais recentemente por Frederico Varandas, não se pode limitar a palavras, a protestos, a denúncias. Com isso, lidam bem os corruptos. É preciso agir com inteligência e com uma estratégia bem definida e melhor executada. Qual será então a melhor estratégia?

Sem menosprezar outras opiniões, essa estratégia insere-se na política desportiva iniciada à cerca de dois anos. Começa pela constituição de uma equipa competente e motivada capaz de disputar todas as provas sem medo. A luta passa, em grande parte, por mostrar eficácia dentro do campo, como já se viu, e com muito bons resultados. Passa pela unidade de toda a estrutura, e pelo apoio dos adeptos, em todos os momentos.

Dividir para reinar foi também a fórmula utilizada pelo adversário, e na qual nos deixámos envolver. Para além disso, a derrota do sistema corrupto não se faz de um dia para o outro. Temos de manter serenidade e paciência para conseguir que a estratégia dê resultados. Cada passo em falso é recuar à estaca zero, como aconteceu nos últimos quarenta anos. Mais do que lamentos, e proclamações, agir significa fortalecer financeiramente o Clube, para que a equipa possa estar devidamente preparada física e mentalmente para vencer e paulatinamente cortar os tentáculos do polvo.

publicado às 07:04

Até ao lavar dos cestos é vindima

Naçao Valente, em 04.05.22

A expressão “até ao lavar dos cestos é vindima” aplica-se à questão da disputa do título de campeão nacional. Sendo verdade que, matematicamente, o título não está atribuído, também é verdade que é muito improvável, sem ser impossível, o clube das Antas perder seis pontos. Aliás o nosso treinador até já concluiu que isso será uma impossibilidade.

Seja como for, o que a nossa equipa tem obrigação de fazer, é lutar por todos os pontos até ao fim. Se o conseguir além de ir pondo pressão no adversário, mantém acesa uma luzinha de esperança. Haverá uns sportinguistas que seguem esta linha de pensamento, e haverá outros, muitos mais, ditos realistas, que dirão, porventura, que os cestos já estão pré-lavados. Continuemos pois a ter a esperança que os improváveis acontecem.

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Se não acontecerem, o que se pode afirmar com certeza absoluta é que teremos entrada directa na Liga dos Campeões, o que não deixa de ser um feito importante, durante duas épocas seguidas. E parece-me ser muito mais relevante, embora seja discutível, a ida à liga milionária do que, em alternativa,  conquistar a Taça de Portugal. E digo-o pelo prestígio que acarreta, e pelos milhões arrecadados, fundamentais para o reforço da equipa e para a consolidação das finanças do Clube.

Por fim, considero que foi uma época bastante positiva, pelo segundo ano consecutivo, e pelas perspectivas que abre para a consolidação do projecto desportivo em curso. Permite-nos adquirir reforços pontuais de qualidade reconhecida e manter por mais uma época, jogadores importantes, como por exemplo Matheus Nunes, ao que consta, um desejo do treinador. Há agora tempo para preparar a próxima época com rigor e criar condições para a começar com uma equipa ainda mais forte.

A consolidação através de vitórias regulares deste projecto leonino, é o caminho para a moralização do futebol português, e para o fim da trafulhice que o dominou durante as últimas décadas. As vitórias dentro do campo têm de passar a ser a regra e não a excepção. Por isso, e não só, este projecto não pode falhar.

publicado às 03:04

E se correr bem?

Naçao Valente, em 23.04.22

"Posso arriscar o meu trabalho, a eliminatória (…) será assim até deixar de ser treinador" (Rúben Amorim)

Palavras leva-os o vento... é hábito dizer-se na sabedoria popular. Nesse sentido, o que aqui escrevemos tem apenas a duração do momento. Sabemos que mais ou menos lidas ou comentadas, as palavras são efémeras na sua volatilidade. O tema que hoje abordamos já tem sido objecto de análise e discussão. Mas voltamos ao assunto porque, normalmente, a memória é curta.

Rúben Amorim foi contratado pelo SCP há cerca de dois anos. Era então um treinador ainda sem curso adequado, e com uma breve experiência na primeira Liga. Foi uma aposta de risco assumida pelo presidente Varandas. As críticas e a contestações foram gerais. Na altura, Rúben Amorim comentou: dizem que pode correr mal… e se correr bem?

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Dois anos passados, os resultados globais são muito positivos. Cinco títulos conquistados, incluindo um campeonato nacional, quase vinte anos depois. Uma entrada directa na liga europeia milionária, a constituição de uma equipa aguerrida e competitiva com a “prata da casa” e algumas aquisições cirúrgicas de sucesso. A valorização do plantel  já pagou  o investimento inicial feito no treinador, e tão criticado na opinião pública.

A consolidação da equipa está a ser feita com passos bem seguros. O caminho traçado a ser percorrido com destacada segurança. No entanto, não há nenhum processo que não sofra contrariedades, com mais acuidade no mundo bem pantanoso do futebol, sujeito a muitas interferências internas e externas. Todas as equipas têm altos e baixos, e as do Sporting CP não fogem a regra. Uma época longa em todas as frentes está a deixar marcas num plantel, que não é o melhor do mundo, e nem sequer de Portugal.

O adepto de uma forma geral descarrega no futebol as frustrações do seu dia a dia. Passa rapidamente da euforia à depressão. Em momentos menos bons da sua equipa, arvora-se no técnico do que não é e arrasa tudo como um terramoto incontrolável, esquecendo-se que destruir é fácil e que construir é muito mais difícil.

Após dois desaires com equipas superiores em termos de plantel, é curioso verificar que tudo se põe em causa, como se antes desta equipa técnica o Clube tivesse um rasto regular de sucessos. E chega-se ao ponto de pôr em causa a própria equipa técnica, o que significa a de um projecto abundante de potencialidades. Os nossos adversários directos ganharam avanço durante largos anos. Precisamos de encurtar distâncias, sem descurar o imediato, mas com a consciência que não se pode passar de oito para oitenta.

Amorim comentou “garanto que não voltará o ambiente que encontrei quando cheguei”. Aqueles que ao primeiro desaire põem todo o trabalho de dois anos em causa, ou estão de má-fé, ou como aqui no blogue escreveu um leitor (omito a sua expressão para não ferir susceptibilidades) não aprendem nada.Amorim não é infalível, comete erros pontuais, (quem não os comete na sua vida que atire a primeira pedra), mas o seu projecto merece continuar a ser apoiado. Mostra que está de alma e coração com ele e que quer concretizá-lo. Os que põem em causa o projecto e o seu mentor, não percebem que o Sporting precisa mais de Amorim, que este precisa do Sporting.

P.S.: Slimani respondeu a Amorim nas redes sociais. Parece-me um assunto a precisar de resolução imediata, para não minar a unidade do grupo.

publicado às 03:04

Interregno

Naçao Valente, em 29.03.22

Durante mais uma interrupção do campeonato, talvez seja pertinente fazer uma reflexão sobre o comportamento da equipa de futebol profissional. Concluído este apuramento da Selecção Nacional, que espero seja vitorioso, e que podia ter sido evitado, regressamos às provas caseiras. Para ser integralmente rigoroso, Portugal até já estava apurado, não fosse o escamoteamento de um golo 'limpo', no primeiro jogo com a Sérvia, pelos homens do apito, os únicos que têm margem para errar.

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Vamos entrar na recta final da maratona que é o campeonato nacional de futebol, embora com outra designação. A comparação com a maratona justifica-se porque é uma prova de regularidade. O Sporting CP, conseguiu manter-se na frente desde o início, mas teve uma quebra natural a meio da prova, o que costuma acontecer nas provas mais longas. Nesta competição, apenas o clube das Antas ainda não quebrou, ou melhor, quando quebrou teve os “santos” do apito dourado, a darem um empurrãozinho. Seja como for, já tenho visto recuperações com a meta à vista, e por isso é preciso manter o foco.

Não sou adepto de entrar em ladainhas de lamentações, chorando sobre o leite derramado. A verdade é que o deixámos derramar num momento de menor concentração. Quando isso acontece, em provas que continuam viciadas, pode muito bem ser a queda do artista. Não nos podemos esquecer de modo algum que ainda não chegámos (se chegarmos) à fase do jogo limpo. Nesse sentido, temos de jogar contra adversários, e contra o que se chama o “sistema”, que tem tremido, mas que continua bem de pé. Para dar um mero exemplo, e há muito outros, o “sistema” resolveu no último jogo nas Antas, que estávamos a dominar com clara vantagem, inventar uma expulsão, para jogarmos com menos um. Prática aliás extensiva a adversários desse clube, noutros jogos.

Que este interregno sirva para recuperarmos forças para lutas imediatas, pois ainda nada está fechado, e para começar a preparar a próxima época, dando corpo e consistência ao projecto que foi iniciado com a contratação de Amorim. Sem pôr em causa o lançamento dos nossos talentos da formação, a equipa precisa de ser reforçada, cirurgicamente, com critério, para nos podermos bater contra tudo e contra todos. O acréscimo da capacidade competitiva tem que subir quer dentro, quer fora do país, porque só assim conseguiremos derrotar o sistema, que com adaptações e nuances, domina o nosso futebol desde os anos oitenta, e que já se está a preparar para continuar, com novo “papa”.

Independentemente do que acontecer até final desta época, o balanço não pode deixar de ser positivo. Para mais o aparecimento de mais-valias desportivas, rentabilizáveis, permite encaixar no final da época muitos milhões que contribuirão para a consistência financeira do Clube, aspecto fundamental para a consolidação do projecto desportivo.

publicado às 03:19

Realidades e Perspectivas

Naçao Valente, em 01.02.22

Os sportinguistas, tirando um ou outro desaire, só podem estar bastante satisfeitos com a prestação da sua equipa de futebol profissional. Desde que Rúben Amorim, em boa hora, foi incumbido de dirigir o futebol do Clube, há cerca de dois anos, que se conquistaram quatro títulos, incluindo um campeonato nacional. Acresce a importante participação na Liga dos Campeões, onde ainda continuamos. É um registo bem assinalável, considerando o ponto de partida.

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No entanto, não podemos esquecer, que este é um processo de renovação, que está a dar os primeiros passos. Assim sendo, é preciso continuá-lo com firmeza e com a consciência que não passamos de bestas a bestiais, num ápice. Há ainda quem defenda que agora temos obrigação de ganhar tudo. Com realismo, tenho vindo a dizer, que devemos lutar por todas as provas, que poderemos ganhar ou não. O objectivo imediato é ganhar mais do que era habitual

Nesse sentido, ainda estamos a disputar a conquista do campeonato, a conquista da Taça de Portugal e ainda a improvável conquista da Liga dos Campeões. Está tudo em aberto. É bem verdade que no nosso campeonato demos dois passos atrás e que complicámos a sua conquista face a um adversário que está à nossa frente que tem uma grande equipa, muito motivada e concentrada. Mas é igualmente verdade, que numa prova longa, há sempre momentos menos bons. Não dependemos apenas de nós, mas no jogo das probabilidades temos  que continuar a acreditar.

Seja como for, precisamos, no mínimo, de assegurar o plano B, ou seja, a manutenção do segundo lugar, fundamental para entrarmos na Liga milionária. E estou convencido que a equipa vai dar tudo para ganhar a Taça de Portugal, troféu que ainda falta a estes jovens. Vai ser fácil? Seguramente não, até pela competência do adversário. Mas se tivermos querer e confiança, podemos conseguir.

Partindo das realidades, as perspectivas são muitíssimo melhores do que já foram. E não devemos ficar pelo curto prazo. Construir uma equipa vencedora, de forma sistemática, é o objectivo. Ainda não a temos, mas estamos nesse caminho. Assim haja determinação para o seguir, sem vacilar, perante uma ou outra adversidade.

publicado às 03:04

O leão mostra a sua raça

Naçao Valente, em 03.01.22

O ano de 2021 ficará como um capítulo altamente positivo na história do Sporting CP e do desporto nacional. Arrasámos nas modalidades, inclusive a nível europeu, e conquistámos três títulos em quatro no futebol profissional, com a proeza de ganharmos a Primeira Liga, feito que não se verificava desde 2002. Penso estar certo, ao afirmar, que nem em sonhos esperávamos tamanhos êxitos.

Desportivamente brilhante, portanto, deve-se, prioritariamente, à competência e empenho de todos os nossos atletas e dos seus técnicos, mas também às condições proporcionadas pelas estruturas de apoio, à frente das quais se encontra o presidente Frederico Varandas.

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A revolução feita no futebol profissional, sob a batuta do técnico Rúben Amorim, em boa hora contratado, apesar de muito contestado pelos catedráticos em tudo o que mexe, e que auguravam o pior, pelos motivos mais irracionais. Mas para além da sua competência, o nosso “míster” encaixou como uma luva no projecto que lhe terá sido apresentado pela “estrutura” dirigida por Hugo Viana, com o beneplácito da Direcção.

Este projecto, predominantemente assente em jovens com potencial, muitos deles vindos da nossa formação, tem de ter continuidade, para que as vitórias sejam uma constante e não apenas um mero episódio passageiro. Nesse sentido, tudo deve ser feito para manter a equipa que lhe dá corpo, nomeadamente o técnico. A percepção que tenho é que Rúben Amorim está empenhado em cimentá-lo, até atingir patamares bem mais elevados, e antes de, eventualmente, partir para outros voos.

Para além de quem trabalha directa e exclusivamente no terreno, é imperativo que haja estabilidade. Nesse sentido, parece-me importante que se mantenham os actuais órgãos sociais, que iniciaram o projecto, e que em condições muito difíceis recuperaram o Clube do buraco negro, onde tinha caído. 

Além de terem aberto as portas ao êxito desportivo, estão a fazer um trabalho exemplar (que precisava de ser muito mais divulgado) na recuperação financeira do Clube, sem a qual a componente desportiva não pode de modo algum ter sucesso. A decisão cabe aos associados, que em momentos decisivos, costumam ter bom senso.

O Leão, meio anestesiado durante muito tempo, está, de novo, a mostrar a sua raça. O que se pretende é que a mostre feroz e permanentemente, e não apenas em “fogachos”, com a consciência que haverá muitas dificuldades, e que não pode voltar a adormecer.

publicado às 03:34

No absurdo reino da estupidez

Naçao Valente, em 23.10.21

O que dá mais e maior visibilidade a qualquer colectividade desportiva, são as actividades por si desenvolvidas e os êxitos que lhe estão associados. A parte, mais obscura, da gestão financeira, por norma, não merece dos adeptos a mesma atenção. São assuntos que devem ser entregues a técnicos competentes, sob as orientações do órgão directivo.  Daí que a votação de orçamentos, construídos com rigor, passa ao lado de muitos associados.

O que se passa nesta altura no Sporting CP, em relação à votação dos R&C, não é vulgar, nem corresponde a uma apreciação técnica dos documentos. Não passa de uma opção política abusiva, de um segmento de associados, que se colocou à margem do Clube, como atitude revanchista para com os Órgãos Sociais vigentes, desde que perderam o poder e os privilégios.

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A propósito do absurdo reino da estupidez, isto, no Twitter, autoria de

um qualquer bandalho que se intitula "Barão Verde (Brunista 1906)".

O que se está a passar, na sequência da marcação de uma Assembleia Geral para aprovar os R&C,  é um absurdo, ao querer meter na Ordem de Trabalhos, anunciada, assuntos não previstos. Os sócios podem pedir a realização de AGs, dentro do estabelecido nas regras, assim como indicar os temas a tratar. Agora alterar a Ordem de Trabalhos de uma reunião marcada, é um aberração.

O que pretendem os signatários com as manobras de registo? Mostrar-se, desestabilizar, fazer ruído. Quem prejudicam, principalmente, não são os Órgãos Sociais transitórios, mas sim o Clube, em nome de um projecto há anos derrotado. Na ânsia de voltar ao poder, não medem a incongruência da sua acção.

Mostram, esclarecidamente, que não percebem o que se passou com a queda do brunismo, rejeitado pelos sportinguistas. Mostram pouca inteligência, ao enveredar pela arruaça. Mostram estupidez funcional ao insultar os associados que não os apoiam. Não percebem que por esse caminho, para além do núcleo duro, não ganham nem um voto.

O que me preocupa é que provoquem distúrbios, e com isso, arrastem o nome do Sporting, para o seu absurdo reino da estupidez.

publicado às 02:35

A pesada herança

Naçao Valente, em 08.10.21

O presidente Frederico Varandas foi eleito em 2018 num acto ao qual concorreram vários candidatos. Um processo eleitoral realizado de acordo as normas Estatutárias, assumindo assim, legitimamente, a presidência do Sporting Clube de Portugal, por quatro anos.

Tendo em consideração a situação em que se encontrava o Clube, na sequência do ataque à Academia de Alcochete, previa-se que a nova Direcção não teria uma tarefa fácil. A pesada herança que recebeu do 'brunismo', exigia competência, coragem e determinação, para colocar o Clube na via da recuperação.

O Sporting que recebeu então, estava numa situação financeira muito preocupante. Com problemas imediatos de tesouraria, teve que organizar em tempo recorde o lançamento de um empréstimo obrigacionista, que permitisse pagar o que não tinha sido pago em tempo útil. Com o clima deveras hostil e desconfiado, dos meios financeiros, mas com o apoio dos sportinguistas que por norma põem o Clube acima de interesses particulares, o presidente e a sua direcção, levaram a tarefa a bom porto.

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Mas a direcção anterior, demitida na sequência de grave desrespeito aos Estatutos, deixou também uma situação desportiva bastante complicada, em consequência das rescisões que foram apresentadas pelos activos mais valiosos da equipa de futebol profissional. Houve que correr atrás do prejuízo, procurando resgatar alguns desses activos, ou em alternativa, negociar com os clubes que os contrataram para minimizar os estragos. Essas negociações, facilitadas pelos jogadores em causa, e pelos novos clubes a que pertenciam, permitiram recuperar uma boa parte do valor in limbo, com reflexos positivos nas contas do Clube. Porém, nunca se saberá o que se perdeu nessa sangria.

No entanto, a pior herança recebida por esta Direcção, a cereja em cima do bolo, foi o desrespeito pelos resultados eleitorais, por parte de um grupo, cada vez mais minoritário de apoiantes do anterior presidente. Como se verificou em todas as Assembleias Gerais após as eleições e também nas redes sociais e na rua, a contestação atingiu dimensões de extremo cariz antidemocrático, como nunca tinha acontecido no Clube. Esse grupo, de sportinguismo duvidoso, atacou os Órgãos Sociais eleitos, especialmente o presidente, recorrendo ao insulto e à arruaça, com o intuito de conseguir a sua demissão.

Passaram cerca de três anos. Depois de alguns erros no percurso, entrou-se num caminho de esperança e de construção de um Sporting competitivo. Ganharam-se todas as provas nacionais, com relevo para um campeonato que se tinha tornado numa mera miragem. Nas restantes modalidades conseguiram-se muitos êxitos, não só no panorama nacional, mas também no plano internacional, Apesar de uma situação pandémica, com reflexo nas receitas, a situação financeira ficou controlada.

Indiferente à situação descrita, esse grupo, alheio aos interesses do Clube, não desiste do seu projecto de má fé e desestabilização. Aproveitando alguma apatia dos associados, na participação em assembleias gerais, e de alguma ausência de mobilização, conseguiu numa atitude meramente destrutiva, boicotar instrumentos de gestão. Como diz Miguel Braga, não lhes chega ganhar votações, legitimamente, por falta de comparência de muitos sócios. Fazem questão de,  como um grupo antidemocrático, insultar quem deles discorda.

O presidente Varandas pediu mais uma AG, na qual pretende que se clarifique a situação. Das duas uma: ou os associados comparecem como a maioria que são e põem no seu lugar este grupo minoritário e arruaceiro alienado, ou então deixam que eles voltem a assumir o protagonismo que tiveram outrora, com as inevitáveis consequências de mau grado. Os Sócios sempre souberam dizer presente em momentos fundamentais. Acreditemos que o voltem a fazer!

P.S.: Um antigo atleta e treinador de kickboxing do Sporting, de quem não me lembro o nome, manifestou recém-interesse em concorrer a presidente do Sporting. Nada a dizer sobre esse direito, se reunir as condições exigidas. O que causa perplexidade, é o facto de ele ter considerado o mandato desta direcção o pior de sempre. Ou muito me engano ou os testas de ferro do brunismo, já estão a posicionar-se.

publicado às 03:19

O caminho faz-se caminhando

Naçao Valente, em 30.09.21

A até agora prestação negativa na Liga dos Campeões, do Sporting CP,  deu azo a um coro de ladainhas. Umas vindas daqueles adeptos que esperam mesmo que elas aconteçam, e de que precisam como de pão para a boca, outras, de adeptos que tomam a nuvem por Juno, e consideram que por o Clube ter feito uma boa época já é uma super equipa.

Nos jogos europeus com adversários superiores, financeira e desportivamente, perder, não me surpreende. O que mais me surpreendeu foi a derrota por números elevados, num jogo, claramente atípico. No entanto, perder com estas equipas, não é nenhuma desonra. Desonra seria sim se não nos batêssemos desde o primeiro ao último minuto. A equipa de futebol profissional evoluiu e cresceu na última temporada, mas quem tem os pés assentes na terra, sabe que o Sporting, não está no mesmo patamar dos colossos europeus.

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Para o futebol caseiro, temos equipa para lutarmos pelas provas nacionais, com os nossos adversários mais directos. Apesar disso, é preciso ter a noção que os dois rivais, com os quais disputamos os primeiros lugares, ainda são, quer em investimento desportivo, quer, e como consequência, em qualidade de plantel, superiores. O Sporting, iniciou na época transacta, um caminho que visa colocá-lo ao mais alto nível. Mas nesse caminho, apenas se deu um primeiro passo.

O projecto da actual estrutura, passa por construir uma equipa competitiva, com jovens jogadores, dando preferência à “prata da casa” que vem da nossa Academia. Antes deste processo começar, já o defendia, como forma de alavancar o futebol do Clube. No entanto, este projecto, precisa de tempo para ser implementado. E para isso, os adeptos, precisam de ter plena consciência que vão existir avanços e recuos. O imediatismo, é o seu maior inimigo.

Como tem dito, e ontem voltou a reafirmar, Rúben Amorim, a consolidação deste caminho faz-se caminhando e ainda faltam uns “aninhos” para estar ao mais alto nível. Daí a sua estratégia patente, para dentro e para fora, do “jogo a jogo”. Não gerando o Clube grandes recursos ordinários, faz parte do projecto formar e lançar jovens de alto potencial (veja-se Nuno Mendes, como exemplo) para o suportar desportiva e financeiramente...

Na minha análise, é mesmo este o caminho que o Sporting tem de fazer, para atingir uma bitola verdadeiramente europeia. Contudo, os comentários que leio nas novas conversas de café, as redes sociais, muito mais mediáticas, levam-me a admitir algum pessimismo. Basta um resultado menos positivo, mesmo perante os ditos “tubarões”, para pôr tudo em causa, começando pelo treinador que dirige e projecto, e que tem mostrado competência, para o executar. Isto não significa que não se possa criticar com moderação e positivismo. O que não tolero é bota-abaixismo, sem qualquer consistência "científica".

O meu receio, é que este projecto, que reafirmo, vejo como o único para tirar o Sporting da “vil tristeza” não esteja a ser verdadeiramente compreendido por muitos sportinguistas, e se possa deitar fora, o ainda menino, com a água do banho. E se isso acontecer, prevejo mais e mais anos tanto de instabilidade desportiva como financeira. Se este caminho for interrompido, pela vincada irracionalidade ligada ao futebol, a culpa não será de quem o quer executar, mas daqueles que por razões diversas, mas convergentes, o destruírem. Vou manter a esperança que isso não aconteça, e que vença o bom senso.

publicado às 13:00

As Notas de Julius 2021/22 (05)

Julius Coelho, em 12.09.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting e a outros intervenientes do jogo com o FC Porto da 5.ª jornada da Liga BWIN, que resultou num empate 1-1. Golo de Nuno Santos (16').

Jogo muito intenso excessivamente quezilento, com um árbitro muito fraco e com o VAR ausente, o João Pinheiro deve ter adormecido lá na cidade da trafulhice. O Sporting teve o pássaro na mão e justamente podia ter ido para intervalo com uma diferença mais dilatada no marcador, afinal o Diogo Costa foi o melhor em campo. No momento das substituições ficou claro as limitações do plantel.

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DESTAQUE - PEDRO PORRO - 5 - Esteve num nível muito elevado e foi o principal desequilibrador da equipa, arrancou nos minutos iniciais dois amarelos ao adversário que nunca o conseguiu parar, executou vários cruzamentos venenosos com conta peso e medida para as costas da defesa do FC Porto, um deles aproveitado com êxito pelo Nuno Santos no primeiro golo do jogo.

ANTONIO ADÁN -4 - Não pode ficar penalizado na nota por o adversário ter feito um único remate à baliza e que deu golo, noite sem grandes apuros não merecia aquela bola indefensável do Luis Diaz.

LUÍS NETO 4 - Não comprometeu e esteve sempre à altura, levou um amarelo injusto num lance que nem falta foi sobre o Corona. O lado direito da defesa da equipa foi o que esteve sempre melhor; no lance do golo a bola já vinha envenenada por incompetência do Matheus Nunes que permitiu a jogada e não a matou depois quando o devia ter feito.

SEBASTIÁN COATES (CAP) 4.5 - Também em excelente nível, e como sempre foi o melhor da defesa, sofreu dois penáltis na área do FC Porto (Taremi e Pepe) mas o VAR estava a dormir, foi também muitas vezes bombeiro no auxílio forçado ao Feddal.

ZOUHAIR FEDDAL - 2 - Fez um mau jogo, o que é difícil de compreender. É um jogador experiente e habituado a estes jogos mas falhou muitos passes fáceis e em zonas proibidas. Não está com a confiança que se exige e fisicamente pareceu débil.

RÚBEN VINAGRE 3 - Pareceu acusar a responsabilidade e mostrou pouca mobilidade, ao fim da primeira parte já mostrava dificuldades na recuperação com a velocidade que se exigia, o treinador esticou até ao limite no tempo a sua permanência em campo, viu-se por duas vezes perto da área adversária com espaço para cruzar, mas não decidiu da melhor forma.

JOÃO PALHINHA 5 - Foi um autêntico mouro de trabalho e um grande tampão às manobras ofensivas dos médios do FC Porto. Lutou até final como um verdadeiro leão, sempre incansável, merecia ter tido ao seu lado essa mesma atitude do seu colega Matheus Nunes e outro galo cantaria no resultado final do jogo. Executou alguns passes largos de bom recorte a lançar o Nuno Santos.

MATHEUS NUNES - 3Voltou a estar muito distante do que já lhe vimos fazer, terá que acalmar porque a equipa necessita do seu futebol, ontem nunca conseguiu agarrar o jogo. Verdade que lançou o Porro que cruzou para o golo do Nuno Santos e pouco depois isolou o mesmo Nuno Santos que na cara do Diogo Costa falhou o que seria o segundo golo mas esperava-se mais. Esteve directamente envolvido no golo do empate do FC Porto, perdeu a bola no meio campo e depois perseguiu o adversário sem matar o lance como se impunha, a bola depois acaba cruzada para o Luis Diaz.

JOVANE CABRAL - 2 - Aos 31 minutos fez um excelente passe isolando o Nuno Santos que voltaria a falhar o golo permitindo a defesa do guarda-redes do FC Porto e mais nada se viu nem antes nem depois até ao momento de ser substituído pelo Pablo Saraiba. Muito pouco e terá deixado o treinador muito preocupado.

NUNO SANTOS 5 - Teria tido uma noite memorável para recordar mais tarde com os netos, mas faltou melhor eficácia nas duas vezes em que isolado não conseguiu ampliar o marcador. Quem não marca, acaba quase sempre por pagar bem caro por isso como se veio a verificar. Marcou um excelente golo chegando a tempo ao cruzamento bem medido do Pedro Porro. Foi sempre o que mais incomodou a defesa portista.

PAULINHO 3 - Teve missão difícil e não conseguiu aparecer mais vezes lá na frente entre as linhas da defesa do FC Porto como ele gostaria. Quase nunca foi servido em condições sendo frequentemente obrigado a recuar para procurar a bola; ainda assim teve um excelente cabeceamento cheio de intenção mas o Diogo Costa estava bem posicionado e defendeu para canto.

PABLO SARABIA - 3 - Chegou, vindo do PSG, na quinta feira, fez um treino na sexta e foi a jogo no sábado integrado numa equipa nova, com tudo novo à sua volta, que se lhe podia exigir? Mesmo assim mostrou pormenores interessantes, quando devidamente integrado e com melhor condição física será um elemento muito útil à equipa. Entrou aos 60 minutos a substituir o muito apagado Jovane e a poucos minutos do fim quase que oferecia um golo cantado ao Paulinho.

RICARDO ESGAIO - 3 - Entrou aos 70 minutos e muito provavelmente vai ser um dos bombeiros do plantel para esta nova temporada, para ajudar a apagar os fogos à esquerda e à direita nas laterais; irá saltar para lá muitas vezes principalmente para o lugar do Rúben Vinagre que se tem mostrado máis débil para os 90 minutos. Cumpriu sem grandes registos.

MATHEUS REIS - 1 - Não se entende a teimosia do treinador neste jogador; não tem o mínimo de qualidade para jogar no Sporting, arrisco-me a dizer que ainda consegue ser pior do que o Borja. Sem timing de entrada na bola, sem critério no passe, sem noção do seu posicionamento, nada, cada vez que entra é uma vitamina mais para o adversário ficar mais forte. Só fez aselhices. E coincidência ou não, entrou e logo a seguir o FC Porto fez o golo do empate.

BRUNO TABATA - 1.5 - Parece que anda a regredir em vez de melhorar, entrou muito mal no jogo, falhando passes fáceis, sem critério nas decisões só demonstrou o quanto curto está o Sporting de plantel. Já o vimos fazer muito melhor.

RÚBEN AMORIM 3.5 - Quanto ao onze que escolheu, não há nada a dizer, face às circunstâncias. Não tem culpa das hibernações repentinas do Jovane. Mesmo assim, enquanto tiveram pernas foram melhores que o adversário e podiam ter marcado nesse período mais um ou dois golos. Quanto ao sistema estratégico idem, jogaram com muita competência e intensidade. Os maiores problemas começaram quando chegou a hora das substituições e se viu quanto curto é o plantel na qualidade e depois aquela insistência no Matheus Reis não o favorece.

SÉRGIO CONCEIÇÃO - 3 - É difícil para qualquer adversário jogar contra a sua equipa, pela forma como a monta, mostram muita maturidade e muita matreirice, manobram bem os momentos do jogo, conhecem-nos de cor e nesse aspecto levam vantagem à equipa do Sporting que tendo jogadores mais jovens ainda sem o currículo de número elevado de jogos contra grande adversários mostram menos experiência, mas... foi o seu guarda redes o melhor elemento do jogo.

NUNO ALMEIDA (Árbitro) 1 - Arbitragem horrível, é muito frustrante ver-se este tipo de arbitragens nos jogos do nosso campeonato; sem personalidade, sem critério equilibrado, sem justiça, sem nada, porque esta gente tem medo de apitar jogos do Porto; quis ele fazer uma entrada de leão e depois saiu como um cordeirinho amedrontado. Mau de mais. Melhor ter dado o apito ao Pepe, ficávamos mais esclarecidos. Tantos erros num só jogo.

JOÃO PINHEIRO ( VAR ) - ( - ) Não esteve lá, não pode ter nota.

publicado às 03:49

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Ugarte já está em Lisboa para rubricar contrato com o Sporting, válido até 2026 e com cláusula de rescisão de 60 milhões de euros, e deve assistir ao jogo com o Vizela, hoje, em Alvalade.

Está assim à vista o ponto final num longo processo negocial entre Sporting e Famalicão e, consequentemente, o desfecho aguardado quer por Rúben Amorim, que há muito tinha o jogador identificado, como pelo próprio Ugarte, que publicamente manifestara a sua vontade em rumar a Alvalade.

Recorde-se que o Sporting vai pagar 6,5 milhões de euros por 50 por cento do passe do médio e pode adquirir até mais 30 por cento do seu passe, junto do Famalicão, quando Ugarte completar 90 jogos oficiais, por mais 6 milhões de euros, ou seja, 2 milhões fixos por cada 30 jogos.

Não é esperado que seja hoje apresentado pelo Sporting.

publicado às 18:00

Para reflexão

Leão Zargo, em 31.07.21

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“Agora tenho a confiança (dos adeptos sportinguistas). E tenho uma equipa formidável, séria, trabalhadora, generosa. Ganhei as pessoas e acredito ter competência para que o Sporting vença ou demonstre que vai continuar a crescer. (…) Mudou muita coisa, mas temos de nos manter humildes e continuar a trabalhar. Sem ilusão nenhuma de que a unidade existe quando há resultados… Aí é que ela existe sempre.”

(Frederico Varandas em entrevista à revista Expresso, 30.7.2021)

Há uma coisa que todos nós sabemos: a união dos sportinguistas não se decreta. É o sinal da constante travessia, o que se sonha real e o real que se cria. Não se impõe, constrói-se, cimenta-se com “esforço, dedicação, devoção e glória”, o lema do nosso Clube. É uma teia que se tece diariamente. As palavras do presidente leonino devem-nos fazer reflectir sobre os caminhos que o Sporting pode e deve percorrer. É que é mais fácil subir uma montanha quando se vai acompanhado. Isso também nós sabemos.

publicado às 17:34

Mas que palhaçada!!!

António Costa diz que desconhecia despacho sobre festejos do Sporting

Rui Gomes, em 21.07.21

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O primeiro-ministro, António Costa, afirmou esta quarta-feira que não deu instruções nem conhecia o despacho que autorizou os festejos do Sporting, no debate do estado da nação que decorre na Assembleia da República.

Na sua primeira intervenção no debate na Assembleia da República, a deputada do CDS-PP Cecília Meireles (quem?) defendeu que "há um esclarecimento que o senhor primeiro-ministro tem de fazer".

"Em 10 de Maio deste ano, às 22h30, o seu Ministério da Administração Interna enviou um despacho a autorizar celebrações da liga de futebol e de um clube, com milhares e milhares de pessoas, ecrã gigante e cortejo até ao Marquês nas horas seguintes ou nos dias seguintes e esta autorização foi dada apesar de vários pareceres contra".

Cecília Meireles questionou António Costa se o ministro Eduardo Cabrita "assinou este despacho" à revelia do primeiro-ministro e sem o seu conhecimento ou se assinou este despacho "com o seu conhecimento".

"O ministro assinou conforme entendeu que devia assinar ou assinou no cumprimento de instruções suas? Se assinou no cumprimento e instruções diretas do primeiro-ministro, é isso que explica que o ministro ainda hoje seja ministro perante a perplexidade do país".

Na curta resposta, o primeiro-ministro disse que "não conhecia" o despacho e não deu "nenhuma instrução para despacho".

Típico de um circo!... Entre outras coisas, a gravata verde não fica bem a António Costa. Deve pesar na sua consciência "encarnada"!...

E essa deputada Cecília Meireles, como tantos outros políticos cá do burgo, deve estar a tentar justificar a sua inconsequente existência ao abordar esta questão. Isso, ou pretende desviar atenções de casos muito mais importantes.

publicado às 18:15

O Sporting Clube de Portugal

Leão Zargo, em 01.07.21

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O Sporting Clube de Portugal foi fundado em 1 de Julho de 1906 com a finalidade de ser “tão grande quanto os maiores da Europa” (José Alvalade, 8 de Maio de 1906). Essa finalidade faz parte do ADN leonino desde o seu instante original. Por essa razão, o próprio José Alvalade assumiria a presidência do Clube em 1910, orientando-o no sentido do ecletismo (futebol, ténis, críquete, atletismo, ciclismo…), da criação de delegações (a primeira foi o Viana Taurino Club, de Viana do Castelo, em 1910) e da glória desportiva.

Apesar de ter sido um dos fundadores da Liga de Football Association, o Sporting não se inscreveu no Campeonato Regional de Lisboa de 1906-07. No entanto, uma equipa leonina participou em Fevereiro e em Março de 1907 num torneio organizado pelo Internacional (CIF), realizando três desafios frente ao Cruz Negra, em Alcântara. São os primeiros jogos de futebol documentados historicamente que foram disputados pelo Clube. Em Julho de 1907 foi inaugurado o campo de futebol no Sítio das Mouras, na Alameda do Lumiar, num terreno cedido pelo Visconde Alvalade.

O Campeonato de Lisboa de 1907-08 foi a primeira competição oficial em que o Sporting participou, com mais cinco clubes: Carcavelos, Sport Lisboa, Lisbon Cricket, CIF e Cruz Negra. A prova disputou-se no usual sistema de todos contra todos a duas voltas, e os leões ficaram classificados em segundo lugar, logo atrás dos invencíveis ingleses do Carcavelos. A inaugurar este Campeonato, em 1 de Dezembro de 1907, houve um Sport Lisboa 1 - Sporting 2, na Campo da Quinta Nova, em Carcavelos.

publicado às 03:04

"Rúben Amorim teve-os no sítio"

Rui Gomes, em 20.06.21

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José Mourinho, actual técnico da Roma, comentou o título nacional ganho pelo Sporting na última época e elogiou não só a equipa, como também Rúben Amorim, em entrevista à GQ Portugal:

"Há uma série de factores que terão contribuído para isso. Começo pelo meu jovem colega [Rúben Amorim], que foi líder. Cometendo aqui e acolá algum excesso - eu cometi tantos quando era da idade dele, ou até mais velho... - mas à boa maneira portuguesa teve-os no sítio, muitas vezes foi líder daquele grupo.

Depois, o plantel tinha muito jogador com fome de ganhar, de crescer, de atingir outro patamar. Havia pouca gente rica, de barriga cheia ou acomodada. Eventualmente, e seguramente, há mérito também da Direcção e da estrutura que o suportou.

Para um plantel como o do Sporting, um jogo por semana foi uma grande vantagem. O facto de terem sido eliminados prematuramente das competições europeias deu-lhes uma vantagem tremenda relativamente ao rival directo, cujo sucesso levou a muitos jogos a uma dimensão altíssima.

Defrontar tanto a Juventus como o Manchester City tem um nível de exigência mais elevado do que o que se joga em Portugal. Foi mais difícil para o FC Porto acompanhar a 'pedalada' do Sporting, que estava a jogar um jogo por semana. Mas acho que foi bom para o futebol português. Parabéns, foi merecido".

publicado às 03:00

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O Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol pronunciou-se esta terça-feira sobre os processos instaurados relativamente ao Famalicão-Sporting (5 de Dezembro de 2020) e Belenenses SAD-Sporting (27 de Dezembro de 2020), aplicando quase 10 mil euros em multas, que passamos a detalhar.

Do primeiro duelo, referente à jornada 9 do campeonato, saíram sanções de 306 euros para os jogadores Luís Neto, Feddal e João Palhinha, enquanto Hugo Viana 'subiu' para os 612 €. Este processo está relacionado com os acontecimentos no túnel depois do apito final de um jogo que terminou empatado a dois golos e com muita polémica, dado o tento anulado a Coates já na compensação.

Quanto ao duelo com a Belenenses SAD, no Jamor, Rúben Amorim foi multado em 1.910 euros e o Sporting em 6.380, sendo o processo contra Emanuel Ferro, adjunto, arquivado. O CD sustenta a coima a Rúben Amorim com a inobservância de deveres e aos leões por apresentarem "um quadro técnico sem as habilitações mínimas", ou seja, pela postura do seu treinador no jogo quando ainda não estava inscrito no IV nível da UEFA.

Somando tudo, temos 9.820 euros, em decisões que, como tem sido norma, deverão ser alvo de recurso por parte dos visados - jogadores, director-desportivo e sociedade.

What else is new???

publicado às 04:02

E se corre bem?

Ricardo Leão, em 12.05.21

publicado às 10:05

Presente e futuro

Naçao Valente, em 09.04.21

Estamos a viver um momento que não vivíamos há muito tempo; estarmos no primeiro lugar da principal prova nacional, com um avanço pontual significativo. Creio que muito pouca gente, nas suas melhores previsões, imaginaria esta situação, tendo em conta o ponto de partida, e muitas outras condicionantes.

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Tenho vindo, tal como muitos outros sportiguistas, a usar a sensatez, evitando entrar em deslumbramentos. É extremamente positivo ter mantido durante um tempo considerável dez pontos de avanço, mas este avanço, numa prova tão longa, e em que a contabilização assenta em três pontos por jogo, não é uma margem assim tão grande, quando ainda estão muitos pontos em disputa.

Portanto, moderação tem de ser a palavra de ordem, sem deixar de ter total confiança na equipa que nos tem surpreendido pela positiva. Pelo que já fez e pelo que precisa de fazer, precisa do nosso apoio incondicional. E estou convencido que este grupo unido e solidário está a fazer tudo, para ganhar este campeonato, e para dar essa alegria aos adeptos.

Pode-se pedir esforço, entrega, empenho. Não se pode é exigir que sejam perfeitos, e que não possam ter, melhores ou piores momentos. Nenhuma equipa consegue manter o seu máximo nível durante uma prova longa. Além disso, é preciso ter consciência que não temos um conjunto de galácticos. É um grupo com cerca de metade de atletas razoáveis e experientes, e de outra metade de jovens, alguns até com a idade de júnior, e com grande potencial, mas que não são jogadores feitos.

Por isso, custa-me ler análises que por aqui aparecem, a criticar a equipa e a sua direcção, após um jogo com um empate que foi injusto, e onde se pode dizer que não imperou a verdade desportiva. Todos nós temos a tendência para botar “faladura”, sobre tudo e mais umas botas, sobre qualquer assunto, sobre o qual geralmente até somos ignorantes. No futebol esse desiderato atinge o expoente máximo. Porque falar é fácil, para quem não tem que fazer. Porque quando tiver que fazer, pia mais fino.

Este grupo de 'leões' que nos espicaça as emoções e nos põe os nervos em franja, está a dar o seu melhor. Não devemos esquecer que quando entram em campo têm do outro lado onze adversários. E pode-se argumentar que têm que ganhar porque os outros são mais fracos. Mas não é bem assim. Os outros também sabem jogar, com uma agravante, quando jogam contra a nossa equipa, contra o primeiro classificado, fazem o jogo das suas vidas. E os nossos têm que o fazer em todos os jogos. E convém não esquecer que são humanos, e não máquinas. Há alturas que o muito querer, pode não significar poder.

Quando entramos na recta final, a nossa equipa, que vale como grupo, irá lutar jogo a jogo com todo o empenho. Haverá coisas a corrigir, há sempre. Mas uma equipa que ainda não perdeu nesta prova, merece não só o nosso apoio, mas também o nosso respeito. Não vai haver nenhum jogo fácil. Temos de confiar nesta equipa, ainda em crescimento. Não pode ser uma equipa só para o imediato, mas para o futuro. Se falhasse e todo o projecto podia ficar em causa. Vi, neste blogue, críticas despropositadas, mas vi ainda pior nas redes sociais; muitas facas afiadas. Os sportinguistas têm de continuar alerta e unidos.

publicado às 04:19

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