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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do SPORTING CP e a outros intervenientes do jogo com o NACIONAL da jornada 20 da Liga Portugal Betclic, que resultou numa vitória por 2-1. Golos de Pedro Gonçalves 72' e Luís Suárez 90+6'.
OS LEÕES VOLTARAM A RESOLVER NO ÚLTIMO MINUTO

Os jogos do SPORTING já começam a torna-se-se numa série melodramática, a provocarem uma variedade de fenómenos: explosões de emoções, situações raras e sentimentos, que acabam por comover ao extremo os seus adeptos, de forma inverossímil, com os finais de prender autenticamente a respiração. Vilões, heróis, dilema moral pela justiça da vitória, romance intenso sobretudo na fé, reviravoltas dramáticas protagonizadas nos últimos instantes e no fim, acaba da melhor forma e vivem felizes para sempre. Ontem assistimos a mais um episódio da saga "heróica," debaixo de um temporal, uma partida que foi sempre jogada pelos leões, numa toada morna, sem condimentos, com a intensidade a meio gás, ainda a viverem o rescaldo da jornada europeia em Bilbao no São Mamés. A permitirem em vários momentos que o Nacional conseguisse equilibrar no meio campo e partisse para o contra ataque em igualdade e superioridade numérica a fazerem jus ao 0-0. Até que se chegou ao derradeiro capítulo, o sempre mais esperado, e, lá voltaram os heróis a fazerem a diferença, primeiro foi Pote, no seu jeito desfez o empate aos 72', mas os madeirenses vieram decididos a fazerem bem o seu papel de vilões, provocando novo empate 76' , e quando já tudo parecia muito negro e perdido, eis de novo o super herói da capa, Luís Suárez, num golpe mágico a resolver. Um golo que fez tremer o betão das bancadas do estádio, numa explosão de alegria. Alisson voltou a ser decisivo e Faye fez a sua estreia.

DESTAQUE - LUÍS SUÁREZ - 4.5 - Desperdiçou escandalosamente um golo cantado (45+1'), mas apareceu no sítio certo e momento decisivo, para matar a partida com um "golazo" (inventado) de autentico super herõi. Teve uma primeira tentativa para o 2-1 (88') com um pontapé de moinho, concretizou, mas foi anulado por 8 centímetros.
RUI SILVA - 3 - Quase vilão. Foi uma daquelas noites...gelada, cinzenta e chuvosa, tudo para correr mal. Facilitou no golo do Nacional 77', um erro que seria certamente carregado de consequências imprevisíveis, atrapalhou-se e defendeu a bola para o lado errado, o Nuñes, isolado só teve que empurrar a bola. O Suárez salvou-lhe o coiro.
ÍVAN FRESNEDA - 3 - Voltou a mostrar mais alma que jeito, mas nota-se que diminuiu os erros, cruzando ja com os olhos abertos e um melhor critério na decisão.
OUSMANE DIOMANDE - 4 - Não fosse o Suárez ter resolvido o problemâo e o centralão arrebataria o destaque. Mais uma grande jogo, a "mostrar-se" já ao ao rival do norte para que se cuide, porque ali atrás na defesa é patrão e manda ele. Nota-se que tem feito trabalho específico para melhor atacar a bola nas bolas paradas na área contrária. Foi tremendo na sua capacidade de antecipação, com a leitura sempre perfeita dos lances.
EDUARDO QUARESMA (Cap) - 3.5 - A alma raçuda habitual, deu tudo em todos os lances. Ainda na sua ultima fase de evolução, a ter que tirar a "cadeira" da leitura do jogo, para perceber quando pode subir e tentar ir por ali afora, por vezes entusiasma-se mesmo quando não é o timing para o fazer. Escorregou no momento errado, deixando 3 elementos isolados em frente ao Rui Silva. Teve participação decisiva no lance do golo da vitória, quando lançou Alisson
MAXIMILIANO ARAÚJO - 4 - Voltou a ter prestação equilibrada, com envolvimento nas maioria dos lances ofensivos da equipa,. Um monstro nos duelos, faz sempre questão de ganhar em todos e se perde algum, enrola a língua e parte na perseguição do vilão que lhe roubou a bola.
HIDEMASA MORITA - 3 - Estranhamente continua, desesperadamente, à procura do seu futebol que lhe ficou perdido algures. Tudo o que faz é sempre numa base de um esforço acrescido, sem aquela magia que antes lhe reconhecíamos e que fazia a diferença, do nada aparecia no sítio certo e com acerto notável do passe e da decisão. Ontem voltou a correr muito e a jogar pouco, sem conseguir segurar e alimentar da melhor forma as linhas da equipa.
JOÃO SIMÕES - 2 - Algo raro, ter sido o elemento mais débil da equipa, a passar de forma notada por um momento de grandes dificuldades físicas. Já são varias exibições sofríveis conseguíveis. Viveu momentos perdido no meio campo.
GENY CATAMO - 3.5 - Dividiu-se nos papeis do quase vilão e quase herói. Perto do início (12') entregou a bola ao adversário provocando um contra ataque de 3 para 1 do Nacional, teve que inventar umas asas e voar para chegar ainda a tempo de evitar o golo cantado do Gabriel Verón. No final da 1ª parte cruzou com régua e esquadro uma bola para um golo cantado do avançado colombiano que falhou escandalosamente.
LUÍS GUILHERME - 3 - Voltou a prometer com bons detalhes técnicos, assumindo muitas vezes os duelos e saindo deles com sucesso, mas depois parece fugir da direcção da baliza, situação que terá de rever e melhorar forçosamente.
PEDRO GONÇALVES - 4 - É o herói sempre desejado, quiçá o melhor em Portugal a ler o jogo, trata tudo e a todos por tu, a bola, a leitura do jogo e dos lances, ter classe até parece fácil. Dominou os vilões à sua volta e notou-se quando saiu, um menor discernimento na construção. Marcou o seu golo 77', numa excelente recarga, num lance que ele próprio construiu,
FRANCISCO TRINCÃO - 4 - Entrou 64' - Estando ou não em forma mexe sempre com o jogo. Com o nulo a manter-se, já colegas e adeptos suspiravam pela sua entrada no jogo e quando foi chamado, voltou a mexer com aquilo tudo, a equipa passou a aparecer mais vezes na área adversária com perigo. Fez o passe para o golo que acabou anulado ao Suarez e quase que faz golo no remate que foi rechaçado para o Pote fazer o 1-0.
SOULEYMANE FAYE - 3 - Entrou 64' - Para primeira aparição deixou boas indicações, dando-se ao jogo, com várias conduções e iniciativas individuais, participação decisiva no 1-0. Vai perceber a dinâmica de jogar no Sporting para não cometer o erro grosseiro no lance que resultou no golo do empate do Nacional.
ALISSON SANTOS - 3.5 - Entrou 80' - É o herói da atualidade, no papel de joker. Está " condenado" às estrelas,. Quando os vilões cometem o erro de lhe dar espaço, "ya fuiste" , "agarra-me se puderes". Voltou a ser decisivo numa assistência magistral no melhor momento da noite , 90+6'. Vai mesmo para itália??? Quanto vale um joker?
GIORGI KOCHORASHVILLI - 2.5 - Entrou 80' - Fresco procurou carregar a bola mais rapidamente, tentando impor mais intensidade, com o resultado empatado o tempo urgia...
RUI BORGES - 4 - Sendo o realizador desta série melodramática, tem a experiência desta realidade, até pela curiosidade de em Guimarães, o seu ex clube sofrer a seu comando, golos nos instantes finais em vários jogos e agora no Sporting vive a situação inversa. Depois de todas as emoções vividas em Bilbao, não teve tarefa fácil de mudar o chip à equipa, ainda para mais privado de contar com o seu capitão nórdico, que estranhamente não esteve presente. As entradas do Trincão, Alisson e Faye viraram um jogo que parecia condenado ao inferno, com os vilões quase a levarem a melhor no final do filme.
TIAGO MARGARIDO - 4 - O papel de vilão feito quase na perfeição, com direito a óscar de melhor ator secundário. Um Guião meticulosamente ensaiado e que quase resultava, porque o adversário quando carregou no acelerador apareceram outros personagens que fizeram a diferença, e que o seu Nacional não tem. O grande mérito de terem sido das equipas melhor organizadas que jogaram esta época em Alvalade. Um trabalho positivo de todos.
RICARDO BAIXINHO (Árbitro) - 4 - Dirigiu de forma positiva, com poucos erros de análise técnica e disciplinar. Um árbitro a ter em conta, a quem deviam dar mais oportunidades.
FLÁVIO DUARTE (VAR) - 3 - Noite tranquila, Um jogo sem lances de grande dúvida e com impacto no resultado final para analisar.
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