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As Notas de Julius 2021/22 (28)

Julius Coelho, em 30.12.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Portimonense da 16.ª jornada da Liga BWIN, que resultou numa vitória do Sporting por 3-2. Golos de Paulinho (65', 76' e 83').

O Portimonense apresentou-se de forma surpreendente em Alvalade com uma estratégia de mega autocarro, um bloco baixíssimo com 4 centrais numa linha de 6 defesas e que manteve até final. Uma teia bem orquestrada que confundiu os jogadores do Sporting que se viram a perder ao intervalo, com um lance de contra ataque  e que resultou num golo marcado na própria baliza. A equipa arregaçou as mangas, reajustou-se e entrou decidida na etapa complementar a dar a volta ao marcador. Primeiro Matheus Reis e depois Paulinho foram decisivos no destruir  dessa teia e no carimbar dos três preciosos pontos.

Screenshot (559).png

DESTAQUE - PAULINHO - 5.5 - Tínhamos já dito anteriormente que era jogador para hat- tricks; aí está o primeiro ao serviço do Sporting que abafou por completo as críticas que ainda podiam existir sobre a sua qualidade e utilidade no ataque da equipa. Muito activo e inteligente nas acções, teve o feeling perfeito para estar no sítio certo e marcar os 3 golos da vitória e ainda teve oportunidade para fazer o quarto golo num remate que saiu a arrasar o poste.

ANTONIO ADÁN - 4 - Brilhou logo no início com uma extraordinária parada a um remate de fora da área do nipónico Nakajima e que levava o selo de golo. Sofreu 2 golos em que nada pôde fazer: um  na própria baliza do Matheus Reis, após um cruzamento rasteiro e em força, o outro já nos descontos, após um canto um cabezazo e a bola a entrar junto ao poste mais distante.

RICARDO ESGAIO - 3 - Dos elementos de menor produtividade. Recorreu excessivamente à falta e foi precisamente no seu corredor que nasceu o primeiro golo do Portimonense. Logo a abrir a segunda parte, o seu momento mais alto, no coração da área rematou com perigo mas a bola sofreu um desvio.

GONÇALO INÁCIO - 3 - Teve cumplicidade no primeiro golo do adversário, não leu bem o lançamento nas suas costas e quando reagiu foi tarde, já o Fali Candé lhe tinha ganho uns metros. Procura ainda recuperar a sua melhor forma e a confiança, principalmente com a bola no pé.

SEBASTIÁN COATES (CAP) - 3.5 - Está a atravessar uma fase de menor exuberância. Surpreendeu as dificuldades que o japonês e o Fabrício lhe colocaram em alguns lances. Na segunda parte subiu mais vezes no terreno como se impunha e ajudou na construção e a empurrar as linhas do meio campo do adversário mais para junto da sua área.

MATHEUS REIS - 5.5-  Mais outro grande jogo do defesa brasileiro. A bem dizer, foi ele que desbloqueou e destruiu a teia montada pelo Portimonense com as várias arrancadas à número "10", a sua posição quando jogava no São Paulo. Na falta de inspiração do outro Matheus (Nunes), assumiu ele o papel de carregar a bola e a equipa para a frente, encheu o campo e surgiu activo em toda a parte. Está num invejável momento de forma, cheio de confiança e a mostrar finalmente que podem contar com ele para grandes feitos. Não fosse o Paulinho marcar os tês golos e seria ele o destaque.

NUNO SANTOS - 4.5 - Fez um bom jogo, muito lutador e sempre a dar bom seguimento às iniciativas do Matheus Reis. Foi um grande quebra cabeças para o lado direito da defesa do Portimonense, fez a assistência para o primeiro golo do Paulinho, esteve envolvido no segundo e ainda estoirou por cima da trave uma bola de ressaca na zona frontal da baliza do Samuel.

JOÃO PALHINHA - 3.5- Foi o mais prejudicado pela inédita estratégia do Portimonense. Viu-se sem presas à sua frente para caçar num meio campo quase deserto. Teve um bom cabeceamento já dentro da área que não levou a melhor direcção. Foi o natural sacrificado para chamar a jogo o Daniel Bragança. 

MATHEUS NUNES - 3 - Jogo muito desinspirado; um dos que também acusou aquela estratégia tão esquisita do adversário; esperaram-no mais atrás durante toda a partida, sem lhe darem o terreno que ele tanto gosta para embalar com a bola. Felizmente para ele e principalmente para a equipa que o Matheus Reis mostrou aptidões idênticas, o que  surpreendeu a todos.

PEDRO GONÇALVES - 4 - Apareceu a espaços, sempre que teve oportunidade tentou ferir o adversário com remates fora da área mas que um Samuel muito atento defendeu sempre. Participação directamente em dois golos do Paulinho, principalmente o último, quando não desistiu e recuperou uma bola que parecia perder-se pela linha de cabeceira, deu de bandeja para um golo fácil do colega.

PABLO SARABIA - 4.5 - Foi o melhor elemento da equipa durante a primeira parte e o que mais causou problemas à defesa bem organizada dos algarvios, muito activo protagonizou lances de enorme qualidade técnica. Ganhou a maioria dos duelos, o bloco ultra defensivo muito compacto do adversário e sempre com muita gente, acabou por o desgastar com o decorrer do tempo.

DANIEL BRAGANÇA - 3.5 - O jogo exigia a sua entrada, a equipa necessitava de toda a criatividade disponível no banco para quebrar toda aquela teia de pernas, cabeças e braços adversários. Notou-se logo que a equipa subiu de rendimento, ajudou a ligar melhor as linhas com os colegas mais adiantados, trouxe mais imprevisibilidade que encurralou a equipa algarvia que já reduzida a dez elementos passou a defender como podia. 

GENY CATAMO - 3 - Já se adivinhava que a qualquer momento poderia estrear-se. Rúben Amorim não teve dúvidas em lançá-lo, num momento muito delicado com a equipa ainda a perder. Não acusou a responsabilidade do jogo e mostrou que pode evoluir muito, é forte e confiante no drible, atacando de frente como a serpente. Temos jogador, ficará na sua memória todos os segundos que jogou pela primeira vez na equipa.

TIAGO TOMÁS - 2 - Entrou principalmente para que o Paulinho tivesse o seu momento de glória com o público de Alvalade a aplaudi-lo de pé. Ainda viu o Portimonense marcar o segundo golo e o António Nobre apitar para o final do jogo.

RÚBEN AMORIM - 6 -  O mago Amorim. Cada vez mais terá que estar preparado para estas surpresas que os adversários lhe preparam. Todos tentam ser o primeiro a derrubá-lo. Ontem foi a vez do Paulo Sérgio; apresentou-se-lhe com uma estratégia surpreendente, nunca antes vista, com 4 centrais. O Rúben pensou, pensou e pensou e na segunda parte apareceu com o antídoto que lhes desmontou todas as aquelas armadilhas e ainda não foi desta. Foram sim mais três pontos e a 11ª vitória seguida na Liga. 

PAULO SÉRGIO - 4 - Cada um apresenta as armas que tem ao seu dispor; só é pena que não tenha apresentado os mesmos 4 centrais numa linha defensiva de 6 homens quando defrontou o FC Porto, certamente teria evitado a goleada. Fica para a história que bateu o pé ao campeão na sua própria casa e marcou-lhe dois golos. Reduzidos a dez elementos, acusaram ainda mais a forte investida do Sporting durante toda a segunda parte.

ANTÓNIO NOBRE (Árbitro) - 4 - É quase impossível realizar-se uma arbitragem perfeita. Errou na apreciação de alguns lances, tanto técnica como disciplinarmente. No lance do amarelo ao Paulinho entendeu que não houve intensidade suficiente para vermelho, mas se opta pela expulsão teríamos que aceitar. O Paulinho pôs-se a jeito.

HÉLDER MALHEIRO (VAR) - 4 - Apreciou correctamente os lances que foi chamado a intervir, no primeiro golo do Portimonense ficou inicialmente a dúvida de ter havido fora de jogo, mas as imagens esclareceram que é Coates a colocar em jogo Fali Candé. Nos três lances passíveis de falta para grande penalidade na área do Portimonense, só a placagem com os braços ao Geny Catamo merecia outra decisão. 

publicado às 05:45

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