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A Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto da Assembleia da República aprovou por unanimidade a admissibilidade da petição que solicita o reconhecimento das edições do Campeonato de Portugal entre 1922 e 1938.

 

"A petição deu entrada com uma nota técnica de admissibilidade e como respeitava as condições exigíveis foi aprovada por unanimidade pela comissão", disse à agência Lusa o coordenador da Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto e deputado do PSD, José Carlos Barros.

 

Admitida a petição, apresentada por Paulo Alexandre Silva Almeida, cabe agora ao relator escolhido, o deputado Joel Sá, do PSD, emitir um parecer, depois de proceder a novas audições, quer junto dos peticionários, quer junto de outras entidades ou personalidades, caso assim o entenda, parecer esse que porá à consideração da comissão.

 

De acordo com José Carlos Barros, o relatório final terá sempre de ser agendado para debate em plenário do Parlamento, uma vez que a petição tem mais de quatro mil assinaturas.

 

O primeiro peticionário do requerimento de 4470 assinaturas, Paulo Alexandre Silva, é gestor de produto do Sporting e no documento enviado para a Assembleia da República denuncia o facto de a "Federação Portuguesa de Futebol não reconhecer as 17 edições do Campeonato de Portugal (única prova nacional disputada entre 1922 e 1938), não respeitando assim a história dos Clubes e Jogadores que venceram dentro de campo".

 

A Federação Portuguesa de Futebol considera que o Sporting conta atualmente com 18 títulos, enquanto os peticionários alegam que o clube soma 22.   

 

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publicado às 03:08

 

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O Sporting quer que sejam reconhecidos os quatro títulos conquistados nas edições do Campeonato de Portugal realizadas entre 1922 e 1938. A Federação Portuguesa de Futebol só reconhece 18 títulos ao clube. Os quase 5000 assinantes da petição, que vai chegar ao Parlamento - exigem que sejam contabilizados 22 títulos.

 

A petição já foi assinada por 4598 adeptos e refere que "a Federação Portuguesa de Futebol não reconhece as 17 edições do Campeonato de Portugal (única prova nacional disputada entre 1922 e 1938) não respeitando assim a história de todos Clubes e Jogadores que venceram dentro de campo, com as regras da altura e com o aplauso dos adversários".

 

O documento sublinha que o objetivo é que a petição pública obtenha as assinaturas necessárias "para que este assunto seja discutido na Assembleia da República" - o que já aconteceu, uma vez que ultrapassou as 4000.

 

A petição aguarda agora a análise da Comissão da Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto.

 

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publicado às 13:30

Para além das aparências

Naçao Valente, em 29.01.18

 

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Aleluia! Depois de uma seca prolongada chega finalmente um título. Pode ser um título menor mas não deixa de ser um título. Um título amaldicionado pelos grandes, e que permitiu a que, em 11 edições, três  clubes de pequena dimensão o conseguissem vencer. Nesse sentido, é a prova mais democrática possível, e que os mais poderosos não  hegemonizaram. E mesmo o nosso Clube, para além da taça que nos foi expurgada, podía ter ganho outras, não fora a birra infantil do senhor (digo-o por educação e não por me parecer ser um Senhor) Bruno Miguel, que por causa de questiúnculas de uns minutos de diferença num jogo, obrigou o treinador da época seguinte , a disputá-la com os juniores.

 

Durante os mandatos do senhor Bruno Miguel, o clube ganhou, até agora, para sermos rigorosos, três títulos: a Taça de Portugal, a Taça Cândido de Oliveira, e agora a CTT. Exceptuando a Taça de Portugal, o mais importante na hierarquia interna, os outros são de menos monta. Mas volto a insistir, valem mais estes que nada. Uma das razões na minha perspectiva têm a ver com a jactância "infantil" do Presidente que, sem experiência de vida e sem conhecimento da realidade desportiva, considerou  que bastava a sua prosápia para vencer. Leva a pensar que, com as devidas reservas, em termos mentais, não saiu da creche.

 

Daí a contratação de um treinador, extremamente caro para a nossa situação financeira e demasiado endeusado como um treinador de top. Daí a convicção de que bastava isso para ser campeão. Os problemas não se resolvem deitando-lhes dinheiro, que não se tem, para cima. Um pouco de bom senso permitiria verificar que a nível nacional há muitos outros treinadores do mesmo nível, alguns já reformados e que não têm os mesmos títulos, porque nunca tiveram as condições excepcionais internas e externas de que o "mestre" dispôs no Benfica. O seu trajecto no Sporting comprova-o.

 

As aparências mostram que o Sporting está mais competitivo e que joga melhor futebol. Até pode estar, mas para além das aparências não está. Falta-lhe apenas um bocadinho, mas esse é o bocadinho fundamental que faz a diferença. Se assim não fosse, já teria ganho um campeonato nacional, aproveitando o período de eclipse do Porto, e até numa época transacta, o mau começo do clube da Luz. E não ganhou porque para além das aparências lhe faltou a solidez que têm as equipas campeãs. Essa solidez constrói-se de dentro para fora, com trabalho, inteligência e humildade. Dispensa atitudes de altivez, de arrogância, e que contribuem para à primeira dificuldade se naufragar sem remissão. Esta tem sido a história dos últimos anos.

 

  1. Este campeonato irá ser disputado pelos três crónicos clubes até ao fim. O campeão será aquele que mostrar maior maturidade. Para lá das aparências a equipa actual tem fragilidades. Embandeirar em arco, como aconteceu noutras alturas, pode ser fatal. Volto à velha questão, que para mim é fulcral, um ponto fraco está nas lideranças. Exércitos mais poderosos perderam batalhas em função de tácticas avulsas e desleixadas. Até agora as lideranças não mostraram ter a capacidade para levar o barco a bom porto. Sem timoneiros adultos, bem preparados e com clarividência, não vai ser fácil ganhar títulos.

 

P.S.: Quando estava a concluir este texto, vi imagens do senhor Bruno Miguel a exercitar artes circenses, como alguém que precisa de palco. Lembrei-me do escultor Apeles da Grécia Antiga, quando disse a um sapateiro que "não subisse acima do chinelo", por ter colocado um defeito no joelho da estátua. Este senhor, ao contrário, parece que não sabe subir acima do chinelo.

 

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publicado às 06:34

 

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O jornal do Sporting que chegou às bancas esta quinta-feira alerta sobre a demora de resposta da FPF a uma carta de Bruno de Carvalho enviada no final de Abril, na qual pediu ao organismo que "expressamente declare e publicite que o Campeonato de Portugal, de 1921/22 a 1937/38, conferiu aos clubes vencedores o título campeão nacional de futebol e, em conformidade, reconheça os 17 títulos de campeão nacional conquistados por Sporting, FC Porto, Benfica, Olhanense, Marítimo e Carcavelinhos".


 Foram enviados à FPF uma série de documentos e recortes de imprensa da altura. O Sporting sublinha ainda que para a sua fundamentação foi preponderante o livro comemorativo dos 75 anos da FPF intitulado "1914-1989 Os Anos de Diamante do 1.º Centenário do Futebol Português" da autoria de Henrique Parreirão e que conta com textos de João Havelange (presidente da FIFA à época), Jacques George (presidente da UEFA na altura) e Silva Resende (então presidente da FPF).

 

Por enquanto, e ainda segundo o jornal Sporting, a FPF ainda não reagiu e, perante a demora, até é justo questionar se irá reagir perante uma questão deveras problemática que mesmo entre sportinguistas não é verdadeiramente consensual.

 

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publicado às 03:29

 

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O portal da Federação Portugal de Futebol foi reestruturado recentemente e na secção referente às competições nacionais, o organismo que tutela o futebol português contabiliza os quatro Campeonato de Portugal conquistados pelo Sporting em 1922/1923, 1933/1934, 1934/1935 e 1937/1938 como Taças de Portugal ao contrário da tese defendida pela direcção de Bruno de Carvalho de que esses títulos deveriam contar como títulos de campeão nacional.

 

Esta actualização do palmarés dos vencedores da Taça de Portugal aparenta vir de forma indirecta reafirmar que o Sporting tem apenas 18 títulos de campeão nacional e não 22. Contrário a todas as manchetes noticiosas, a FPF não se pronunciou directamente sobre este assunto, além do que é acima referido.

 

Entretanto, Bruno de Carvalho já reagiu a esta ocorrência, e de forma muito agressiva, através do Facebook, acusando os dirigentes federativos de cobardia, incompetência e subserviência:

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publicado às 16:37

Uma simples questão de memória...

Rui Gomes, em 20.02.16

 

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Alguém terá dito algures, que quando o interesse diminui

com a memória acontece o mesmo.

 

 

 

/obra da ilustradora oficial do Camarote Leonino/

 

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publicado às 12:45

Mais uma intrujice à maneira

Rui Gomes, em 27.04.14
 

 

Achei (pouca) piada a uma das grandes manchetes desta semana, em linha com muito to resto que invadiu a praça pública visando sensacionalizar o recém-feito do "glorioso" cá do burgo: "Benfica ultrapassa Real Madrid, Ajax e Anderlecht em número de títulos nacionais."

 

Como a história nos indica, esclarecidamente, o muito publicitado 33.º título do clube da Luz advém do aproveitamento finório das três conquistas da Liga experimental que decorreu em simultâneo com o Campeonato de Portugal, entre 1935 e 1938, sobre o qual, sem ser surpresa de maior, a Federação Portuguesa de Futebol não se pronuncia, consentindo portanto. O real número de títulos de campeonatos nacionais são 30.

 

Seja como for, o registo europeu apresenta o Glasgow Rangers e o Celtic de Glasgow a liderar nesta categoria, com 53 e 45 títulos respectivamente.  Com o devido respeito pelos emblemas escoceses, deve-se ter em consideração a competitividade futebolística naquele país, que permite o domínio a estes dois clubes. Segue-se o Olympiakos, campeão grego em 41 ocasiões, o Real Madrid com 32 títulos em Espanha, e com o mesmo número, o Ajax na Holanda e o Anderlecht na Bélgica.

 

Nas denominadas grandes liga europeias, além da já referida Espanha, temos o Manchester United com 20 títulos da "English Premier League" - a Juventus em Itália com 29, da "Série A" (outros dois foram retirados) - O Bayern Munique na Alemanha com 24 títulos da "Bundesliga" - e o Marselha em França com 10 títulos da "Lgue 1". Sem fazer parte deste elite grups de Ligas, na Turquia, o Galatasaray apresenta-se com 19 campeonatos nacionais.

 

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publicado às 04:08

A eterna discussão...

Rui Gomes, em 22.04.14

 

E... pela eterna discussão, não me refiro às datas de fundação dos três grandes, contenda muita antiga e já bem esclarecida - não obstante a posição do clube do outro lado da Segunda Circular em assumir oficialmente uma data adulterada. A propósito de algumas trocas de impressões esta segunda-feira aqui no blogue, veio-me à ideia que nem todos estarão devidamente informados sobre a discórdia em relação ao número de títulos nacionais, excluindo taças.

 

Sobre os campeonatos...

 

Campeonato de Portugal - 1922 a 1938 - competição em sistema de eliminatórias para se definir o campeão nacional.

 

Campeonato da I Liga - 1935 a 1938 - competição no sistema de todos contra todos, para estudar a viabilidade de um campeonato nacional.

 

Campeonato Nacional da I Divisão - desde 1939 - depois de uma reestruturação das competições federativas.

 

Nota: Entre 1935 e 1938 houve duas competições nacionais.

 

Vejamos então o historial de cada clube...

 

Campeonato de Portugal: 1930/1931/1935

 

Campeonato da I Liga: 1936/1937/1938

 

Campeonato Nacional da I Divisão: o primeiro em 1942 e o último em 2014 » 30

 

 

Campeonato de Portugal: 1922/1925/1932/1937

  

Campeonato da I Liga: 1935

 

Campeonato Nacional da I Divisão: o primeiro em 1939 e o último em 2013 » 26

 

 

 

Campeonato de Portugal: 1923/1934/1936/1938

 

Campeonato da I Liga: nenhum

 

Campeonato Nacional da I Divisão: o primeiro em 1941 e o último em 2002 » 18

 

E, como é evidente, a discórdia é assente na interpretação que foi atribuída ao "Campeonato da I Liga" que existiu quatro anos - 1935 a 1938 - prova que o Benfica conquistou três vezes e o FC Porto uma. Daí, os "33" títulos assumidos pelo clube da Luz, e os "27" pelo clube do Dragão.

 

O resto fica para a discussão, hoje e sempre.

 

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publicado às 05:02

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