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O que dizem eles

Rui Gomes, em 01.09.16

 

Tomaz Morais, antigo colaborador da Sporting SAD e ex-seleccionador nacional de Rugby, comentou a situação de Adrien Silva, em entrevista à Rádio Renascença:

 

Tomaz-Morais-renova-ate-2011.jpg

«Após ter sido recusada a venda, não faz sentido retirar-lhe a braçadeira de capitão. Se lhe vão retirar a liderança, então vão minimizar o jogador e aí sim, aí pode vir a desvalorizar-se um activo, porque ele vai baixar o seu rendimento. Eu nunca lhe retiraria a braçadeira de capitão.

 

Creio que este é o momento crucial de reforçar, e de gerar mais confiança e responsabilidade no atleta dentro do clube, porque se não fosse assim não faria sentido retê-lo.

 

O braço-de-ferro que abalou as últimas horas de mercado e as palavras ditas fizeram parte de uma pressão natural para o jogador sair. No entanto, qualquer ferida se cura, mas desde que as pessoas queiram.

 

Jorge Jesus e os dirigentes responsáveis deverão demonstrar mais afectividade para com o internacional português, mas também agir com mais frontalidade, porque mesmo a pessoa mais forte do mundo, fica com fragilidades e ressentimentos.

 

Os adeptos serão outro factor importante na recuperação de Adrien Silva, que tem sido um grande capitão e tem defendido o Sporting em todos os momentos.

 

O Sporting vendeu dois dos seus melhores jogadores, no fundo jogadores cruciais na época passada, como é o caso de João Mário e Slimani e conseguiu manter o Adrien, para manter a estrutura desportiva e continuar a crescer».

 

Mais uma opinião, construtiva, diga-se, sobre este sensível assunto que confrontará o Sporting nos próximos dias. Como já indiquei num outro texto, os adeptos, por norma, têm a tendência de esquecer e perdoar rapidamente, muito em especial se a performance futura de Adrien Silva for ao mesmo nível do passado recente.

 

O meu instinto diz-me que Adrien já não tem condições para continuar com a braçadeira, no entanto, não deixo de reconhecer que o diálogo entre as partes é muito importante e, eventualmente, será esse diálogo no foro interno do Sporting que determinará o "outcome" deste episódio. Nas circunstâncias, também não duvido que Adrien tudo fará em prol do sucesso da equipa e, se assim for, a sua liderança será importante, como aliás tem sido até este ponto.

 

Em análise final, creio que a maioria de adeptos respeitará seja qual for a decisão tomada pelos responsáveis.

 

publicado às 13:31

Teatro de Operações Eleitorais (7)

Rui Gomes, em 08.02.13

 

E os rumores continuam a circular nos espaços noticiosos, um dos mais recentes, relativamente a António Oliveira, não para presidente mas como o homem forte do futebol num grupo, não identificado, que está a equacionar avançar com uma candidatura. Não tenho dúvidas que ele aceitaria um cargo bem remunerado no futebol, mas muito também depende da qualidade do referido grupo, especialmente a pessoa indigitada para a presidência. Sem ter uma única razão significativa contra a ideia, não o vejo no Sporting em qualquer função.

 

Entretanto, mantem-se alguma expectativa em torno de Tomás Aires, vice-presidente do tempo de Sousa Cintra. Pelas sua declarações há uns tempos atrás, deixou a ideia de que estava receptivo a candidatar-se, mas nada de novo surgiu desde essa data. Se tem algo em mente, ainda tem algum tempo, uma vez que o prazo para a apresentação oficial das candidaturas é 21 de Fevereiro. O ex-dirigente tem o perfil, experiência e a competência, mas é desconhecido se terá uma base de apoio suficientemente forte e uma equipa de qualidade. Além do mais, como outros, a situação financeira do clube deve ser um factor preponderante na equação, já que soluções fáceis não estão à vista, salvo para aqueles com promessas sem fim na ponta da língua.

 

publicado às 04:41

Ainda Tomás Aires

Rui Gomes, em 10.12.12

Dando seguimento ao prévio post, sinto alguma dificuldade em equacionar, no contexto Sporting, uma das considerações evocadas pelo eng. Tomás Aires, ao que concerne o que ele entende que deve ser o modelo desportivo do Clube, centrado na formação nos moldes gestionados pelo Barcelona. Isto, porque a realidade entre os dois emblemas difere significativamente e muito embora ambos sejam reconhecidos pela qualidade da sua formação, o clube da Catalunha possui meios financeiros muito superiores para complementar a mesma, tanto quanto ao marketing de jogadores como relativamente à sua introdução e eventual produtividade na equipa principal. Concordo com a sua visão de que o projecto global Sporting deve ser assente em jogadores, vitórias e títulos e menos em activos, passivos, juros, fundos e outras questões do género, fundamentalmente porque é o produto de base - o futebol - que dispensa os meios para tudo o resto. Aparenta ainda existir alguma incompreenção que não é a formação que tem falhado, em contrário, mas sim a equipa principal. Os jogadores formados só poderão ser rentabilizados, desportiva e financeiramente, com a equipa principal a competir pelo título com regularidade, a conquistar o mesmo com maior frequência e com presença constante nas competições europeias, designadamente a «Champions». Não é lógico esperar - nem acontece mesmo - que um jovem, por muito talentoso que seja, possa continuar com a sua evolução e vir a realizar o seu potencial numa equipa sénior pouco competitiva ou medíocre.

Regressando ao aparato do Barcelona, não pode passar despercebido de que apesar da sua reconhecida «cantera», o clube complementa a equipa principal com talentos adquiridos a «peso do ouro», algo que é impossível ao Sporting. Num cenário ideal ,a exemplo do que é feito pelo Barça, o Sporting preservaria os melhores talentos do seu plantel sénior actual, promoveria os melhores da equipa B, mediante as posições com maior necessidade de reforço e, então, iria ao mercado adquirir jogadores de elevado nível técnico e atlético, com a já comprovada capacidade para fazer a diferença, mas a troco de $$$$ milhões.

Pela sensação do plantel que milita em Camp Nou em anos mais recentes, vejamos esta componente da sua real actualidade, relativamente a jogadores oriundos do mercado e não da sua formação: David Villa custou 40 milhões de euros, Javier Mascherano 24 milhões, Alexis Sanchez 26 milhões mais 11 em objectivos, Daniel Alves 23 milhões mais objectivos, Alex Song 15 milhões, Èric Abidal 15 milhões e até Cesc Fàbregas, formado no clube mas readquirido ao Arsenal por 29 milhões de euros mais objectivos. O que temos é um investimento adicional de aproximadamente 200 milhões - sem sequer evocar os seus elevadíssimos salários - para reforçar todos aqueles oriundos da formação, os casos de Messi, Xavi, Iniesta e companhia.

Na generalidade, o plano é atractivo mas mais fácil de idealizar do que concretizar. A única possibilidade de sucesso relaciona-se, porventura, com o modelo do Barcelona mas a um nível muito mais modesto e menos ambicioso, permitindo a desejada competitividade com regularidade e acesso às provas europeias.

  

publicado às 15:14

Comentário sem demagogia

Rui Gomes, em 10.12.12

O eng. Tomás Aires - vice-presidente do Sporting entre 1989 e 1995 - deu uma entrevista há dias deveras refrescante, pela forma objectiva e construtiva que analisou - e criticou - todos aspectos da gestão do Clube de há uns tempos a esta parte. As suas considerações não serão recebidas com concordância absoluta, mas é por de mais evidente que se baseiam nos seus conhecimentos pessoais e na sua experiência em co-superintender os destinos do Clube durante vários anos. Nesta ocasião, torna-se pertinente salientar algumas das suas mais incisivas  observações:

 

- «Desde 1995 que o Sporting tem um regime «monárquico», com nomeações, indigitações, cooptações para posteriores ratificações, que tem vindo a agravar a situação financeira do Clube. Na minha opinião, isso resulta de total ausência de um projecto desportivo.»

 

- «Aquilo que o famigerado «Project Fiance» criou para que o Clube fosse sustentável mesmo que a bola batesse na trave é que pode eventualmente acabar. Foi essa gestão com um nome tão bonito, elogiada e aconselhada até à exaustão por conhecidos cronistas, que conduziu à situação actual.»

 

- «O Clube sempre teve investidores (os bancos e outras entidades - que são a «troika» do Sporting), o problema é que os financiamentos concedidos pela Banca e as receitas de vendas antecipadas foram mal aplicados, não houve retorno. Há muitos anos que em vez de se falar de jogadores, vitórias e títulos, se fala em activos, passivos, juros, etc...agora são os fundos e potenciais investidores.»

 

- «Em janeiro eu disse que era necessário investir mais e melhor na equipa de futebol, mas é evidente que os resultados até agora obtidos nos levam a concluir que os investimentos não terão sido os mais acertados.»

 

- «Quando se candidatou, Godinho Lopes escolheu quem o deveria acompanhar. Uns por um motivo, outros por outro, foram sendo substituídos, pelo que a equipa directiva actual já nada tem a ver com a que iniciou o mandato. Estamos numa nova fase e temos de acreditar que se abriu um novo ciclo, que vai permitir a recuperação do tempo e do dinheiro perdido.»

 

- «O mandato até agora não tem sido positivo, mas era o que faltava que a direcção de um clube com a dimensão do Sporting se demitisse por causa do resultado de um jogo de futebol, seja com o Benfica ou qualquer outro.»

 

- «O Sporting precisa de paz e sossego e considero que Godinho Lopes deve terminar o seu mandato, que acaba em 2014. Eleições antecipadas não me parece que sejam benéficas para o Clube.»

 

- «Caso se deia essa eventualidade, falarei com algumas pessoas que me têm incentivado a assumir a candidatura e depois tomarei a decisão que a minha consciência ditar. O Sporting é demasiado importante na minha vida para eu recusar liminarmente esse honroso desafio.» 

 

Uma manifestação de pareceres que contrasta radicalmente com a demagogia populista das vozes ruídosas que se fazem ouvir há muitos meses e que ainda hoje perseguem o oportunismo como o rato persegue o queijo, sem carácter nem dignidade.

 

publicado às 04:34

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