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O treinador de futebol português “não é mágico algum”, mas tem uma capacidade de “adaptação” a novas realidades que lhe abre as portas do “grande mercado”, considerou hoje o técnico Leonardo Jardim.

Num recém-debate 'online' promovido pela União dos Treinadores de Futebol de Países Lusófonos, o técnico português justificou o sucesso de muitos compatriotas no comando de equipas estrangeiras com essa característica que, diz ele, “vem da nossa cultura”, e também com a formação através dos vários cursos de treinador que, em Portugal, estão “muito desenvolvidos”.

O treinador português tem um ADN muito especial, é capaz de se adaptar aos vários campeonatos e países. A adaptação é uma coisa que muitos treinadores dos outros países não são capazes de fazer e isso dá-nos uma grande vantagem e mercado”, assumiu o antigo treinador do Sporting, na época de 2013/14.

O técnico que deixou o AS Mónaco no final de 2019 reconheceu que procura conhecer a cultura do país e dos funcionários sempre que chega a um novo clube e recorreu mesmo a exemplos da sua primeira passagem pelos monegascos, em 2014, assumindo que teve “dificuldades” para implementar a sua metodologia de "treino integrado”, com presença constante da bola nos exercícios.

 “Em França, o treino analítico e de ginásio estão muito presentes e muitas vezes tive de abdicar de alguns dos meus princípios para que os jogadores se sentissem bem. Mas, a partir do segundo ano, já era muito raro aquele que me pedia trabalho complementar de corrida e intervalados”, revelou o campeão da 'Ligue 1' em 2017, explicando que não se pode alterar todo esse processo “de um momento para o outro”.

Outro factor que pesa muito no surgimento de muitos jovens treinadores portugueses, no entender de Leonardo Jardim, é o facto de acreditarem que podem ter sucesso com uma aquisição de maior conhecimento e uma formação “mais académica” sem ter um passado de atleta de alto nível.

 “Em França, para ser treinador na I Liga, quase é obrigatório ter currículo de jogador de I Liga. Em Portugal, isso não acontece, o que leva muitos jovens a acreditarem que podem chegar lá através da experiência e da formação”, analisou Jardim na ‘discussão’ onde participaram também os treinadores José Gomes, do Marítimo, e Lito Vidigal.

publicado às 02:31

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Jorge Jesus, em entrevista à Sport TV, e a longa distância de Portugal, ainda se preocupa o suficiente para comentar o mosaico futebolístico português - embora desvalorizando - no que diz respeito a treinadores que estiveram sob o seu comando enquanto jogadores.

Não é minimamente invulgar ter-se de fazer um esforço para compreender a totalidade da mensagem que ele pretende passar:

"Sobre o facto de ter orientado Sérgio Conceição, Jorge Silas e Rúben Amorim...

O Sérgio é diferente, era um miúdo quando foi o meu jogador. O Silas já foi mais no fim da carreira dele, assim como o Paulo Fonseca. Quando tens paixão pelo treino e pela tua profissão queres seguir a carreira de treinador, quando não tens não valorizas.

Durante a minha carreira, aqueles que eu vejo, tento incutir-lhes isso, o desejo de ser treinador e digo-lhes: 'Tu tens de ser treinador'.

O Rúben Amorim foi com quem mais trabalhei, esteve sete anos comigo. Não houve quem treinasse mais tempo comigo. Mas o Rúben tem umas características especiais. Tivemos algumas complicações, no que diz respeito aos interesses do treinador e do jogador, por isso é que me apaixonei pelos jogadores brasileiros e por este grupo do Flamengo, que é completamente diferente daquilo que eu tenho apanhado.

No fundo, o meu legado é tentar valorizar cada vez que os meus jogadores se tornem treinadores. O meu grande orgulho é estar onde estou hoje, pensar pela minha cabeça, não ter receio das minhas decisões, não deixar que nenhum presidente interferisse na minha carreira, nunca deixei. Ganhei o estatuto que eles até têm medo de falar comigo. Esse é o meu legado enquanto treinador."

Bem... pode ser agradável para ele, mas quando um presidente tem medo de falar com o treinador, não diz muito desse presidente, nem, porventura, do percurso da equipa que ele comanda.

Mas compreendo perfeitamente onde Jorge Jesus pretende chegar. Em tempos de outrora, tive ocasião de liderar vários treinadores, e nem sempre é missão fácil. Recordo um, que convocou uma reunião com os jogadores à minha revelia, a fim de os convencer a boicotar uma decisão minha. Foi prontamente demitido!

publicado às 04:31

Rui Santos escreve muito que faz perfeito sentido na sua última crónica em Record, mas limito-me a transcrever duas partes que considero interessantes:

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"Enquanto as equipas portuguesas deixam de jogar, em Fevereiro, nas competições europeias, temos um Cristiano Ronaldo incapaz de se conformar e de se reformar; temos Diogo Jota e Rúben Neves a marcar golos; temos Jorge Jesus a afirmar-se como papa-títulos no Brasil e temos um conjunto alargado de jogadores e treinadores a demonstrar que são capazes de dar respostas…

Continuo a pensar que Portugal é, em proporcionalidade, um grande fenómeno à escala mundial. Até poderia ser um super-fenómeno se, em contraponto, não cultivasse um conjunto de bizarrias internas, que começam na obsessão de controlar tudo e todos e não respeitando ninguém, nem a própria sombra.

O que se passa em Portugal é deveras ultrajante, mas o que mais choca é a impunidade e a consagração da ideia de que os heróis devem ser os controladores do submundo. A quantidade invulgar de fazedores de heróis é perturbante.

E precisamente por isso o futebol português está como está... Agarrado ao ruído e nas mãos dos parasitas e figurantes que alimentam e engordam os (falsos) heróis".

Sobre os treinadores dos clubes que participaram na Europa, diz o seguinte:

"O afastamento das equipas portuguesas das provas europeias é um problema bem mais profundo, mas nesta eliminatória os respectivos treinadores cometeram muitos erros:

Bruno Lage Disse que, frente ao Shakhtar, se viu um ‘Benfica à Benfica’. Onde? Na Cochinchina? As alterações permanentes e a falta de consistência estão na base de tudo. Errático".

Sérgio Conceição - Não merece a situação que se construiu à sua volta. O Bayer é melhor, mas as opções que fez não resultaram.

Rúben Amorim - Cotação em alta, perfil elogiado sem favores, mas a falta de maturidade também se viu nos dois jogos frente ao Rangers. O que é… natural!

Jorge Silas - Fica difícil explicar como é que a equipa se equilibra nos últimos jogos e depois é o próprio treinador a promover os desequilíbrios. Inaceitável.

publicado às 12:30

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Desde que Roman Abramovich tomou conta dos destinos do Chelsea em 2003, já gastou mais de 90 milhões de libras (cerca de 105,6 milhões de euros) a despedir treinadores, entre eles os portugueses José Mourinho e André Villas-Boas.

A contas são apresentadas pela televisão inglesa Sky Sports e esse número foi engrossado, recentemente, pelo valor da dispensa do italiano Antonio Conte e restante equipa técnica, no princípio da época 2018/19 da Premier League, conforme o relatório e contas da sociedade que gere o clube: 26,6 milhões de libras (31,22M€) em indemnizações e custos legais associados.

Os treinadores da era Abramovich: Claudio Ranieri (2000/04), José Mourinho (2004 a 2007 e 2013 a 2015), Avram Grant (2007 a 2008), Luiz Felipe Scolari (2008 a 2009), Guus Hiddink (2009 e 2015 a 2016), Carlo Ancelotti (2009 a 2011), André Villas-Boas (2011 a 2012), Roberto Di Matteo (2012), Rafael Benitez (2012 e 2013), Antonio Conte (2016 a 2018) e Maurízio Sarri (2018 a 2019). Frank Lampard é o actual treinador.

publicado às 04:30

Quem vai ser o próximo treinador ?

Rui Gomes, em 04.09.19

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Vivemos mais um intenso momento no universo Sporting. Depois de José Peseiro, Tiago Fernandes (interinamente) e Marcel Keizer, estamos de novo à procura de treinador.

Leonel Pontes, esta temporada treinador da equipa de sub-23, irá assumir o comando, em princípio, interinamente, mas já circulam conjecturas se deve ser ele mesmo a tomar conta da equipa principal efectivamente.

Sempre houve treinadores de bancada no futebol, e o Sporting não é excepção, mas agora também se verificam presidentes de bancada e até especialistas em contratações.

Com toda esta "perícia" à nossa disposição, faz perfeito sentido lançar o repto ao leitor para indicar o técnico que melhor satisfará os interesses do Sporting.

Deixo aqui, desde já, o meu maior desejo. Não que eu nutre grande simpatia pela pessoa, mas intriga-me bastante a ideia de José Mourinho de leão ao peito. Gostaria de ver o que ele faria com esta equipa do Sporting e como ele lideraria com a usual pressão de Alvalade. Além de tudo mais, ele deve a sua introdução ao futebol de alto nível ao Sporting e depois dos muitos milhões amealhados, decerto que salário não será um impedimento.

Notas: Pelos vistos, o presidente Frederico Varandas vai estar hoje às 19h00 na Sporting TV. Duvido muito que vá anunciar já o novo treinador.

publicado às 03:18

 

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Os treinadores presentes no Fórum de Elite da UEFA - no qual marcaram presença os portugueses Paulo Fonseca (Shakhtar), José Mourinho (Manchester United) e Sérgio Conceição (FC Porto) - pediram ao organismo que superintende o futebol europeu para rever a regra dos golos marcados fora, em vigor nas provas da UEFA.

"Os nossos treinadores acreditam que marcar golos fora de casa não é tão difícil como era no passado, por isso consideram que a regra deveria ser revista e é isso que vamos fazer. Consideram que o futebol mudou e que o peso dos golos fora não é o mesmo de antigamente, quando a regra foi aplicada", afirmou Giorgio Marchetti, secretário geral da UEFA.,

Esta regra foi implementada em 1965 com o explícito intuito de impedir decisões de jogos por moeda ao ar ou através da realização de um terceiro jogo em campo neutro.

 

publicado às 03:15

 

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Segundo o Record, estes são os quatro alvos de preferência da Sporting SAD para assumir a liderança técnica da equipa principal do Sporting. As apreciações que acompanham os nomes são do jornal e não minhas:

 

Sá Pinto - O trabalho meritório feito na Bélgica (Standard Liège) e o facto de ser um assumido leão fazem de Sá Pinto um forte candidato.

 

Rui Faria - O antigo adjunto de Mourinho é um dos nomes mais fortes para a sucessão de Mihajlovic. No entanto, a incerteza que rodeia o clube leonino não dá garantias de continuidade a Rui Faria, que tem interessados na Premier League.
 

José Couceiro - Tal como Rui Faria, Couceiro é um treinador livre mas tem propostas do estrangeiro. Do ponto de vista teórico, seria o candidato ideal ao cargo.

Carlos Carvalhal - O bom trabalho feito em Inglaterra é um excelente cartão de visita. Tem interessados na Premier e no Championship.
 
Eis a minha opinião sobre os quatro nomes referidos:
 
- Já aqui se comentou a possibilidade de Sá Pinto regressar a Alvalade. Não obstante o seu passado de "leão ao peito", não lhe reconheço as qualidades exigidas para assumir o leme.
 
- O caso do antigo adjunto de José Mourinho, Rui Faria, não deixa de ser interessante, muito embora, como já disse no outro post de hoje, tenho algumas reticências quanto à sua personalidade, no contexto de treinador principal. Dito isto, consta que tem problemas de saúde - a razão que o levou a demitir-se do Manchester United - e é muito provável que não aceite treinar nenhum clube num futuro próximo.
 
- Há muito que admiro e respeito José Couceiro, mas confesso que o preferia ver como o administrador-geral de todo o futebol do Sporting e não tanto como treinador. Este meu parecer não obstante, seria uma excelente hipótese, até porque ninguém melhor do que ele saberia aproveitar os talentos oriundos da formação.
 
Carlos Carvalhal intriga. Ainda há quem entenda que ele foi prematura e injustamente despedido pela sua primeira passagem pelo Sporting. Tem feito de facto um bom trabalho em Inglaterra, em circunstâncias muito difíceis. Seria uma aposta em Alvalade que eu apoiaria, até porque conhece bem o Sporting e o futebol português. Creio, contudo, que havendo interesse, ele optará por um clube inglês, de preferência da Premier League.
 

publicado às 14:08

O que dizem os treinadores

Rui Gomes, em 13.05.18

 

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Jorge Jesus -Sporting

 

"O Sporting tem a responsabilidade de vencer e conseguir o segundo lugar que dá acesso à pré-eliminatória da 'Champions' e que é muito importante do ponto de vista financeiro".

 

Daniel Ramos - Marítimo

 

"Queremos um jogo positivo. Queremos, ao máximo, procurar dar novamente uma alegria aos nossos adeptos e queremos sair com a sensação de que tudo fizemos para que o resultado e a época terminem da melhor forma".

 

Rui Vitória - Benfica

 

"Este campeonato foi cheio de peripécias, foi difícil de ser jogado por toda a gente. Chegamos aqui e sentimos um sabor amargo por várias circunstâncias. Mas não vou dissecar tudo porque tinha de tocar numa série de pontos. Parece-me que o Benfica ter ganho quatro vezes... Acredito que muita gente não queria que o Benfica ganhasse.".

 

Petit - Moreirense

 

""Vamos defrontar um adversário que ainda tem objetivos, que pode ainda chegar ao segundo lugar, e é muito difícil jogar no estádio da Luz. Um ponto chega, mas não vamos com esse intuito, mas para trazer os três pontos, sendo que um ponto é muito bom para nós".

 

Abel Ferreira - SC Braga

 

"Não só gostava, como vou ficar, a não ser que o presidente me mande embora, que acho que não é o caso. Para ficar claro: não há dinheiro nem clube nenhum que me tire daqui, não é preciso aumentar a cláusula de rescisão, nem darem mais dinheiro".

 

Miguel Cardoso - Rio Ave

 

"Podemos estar alegres, com sensação de dever cumprido, e com enorme satisfação, mas não podemos encarar o jogo de forma descontraída e ficar mal na fotografia. O que pedi aos jogadores foi que competissem tal como ao longo da época".

 

publicado às 03:53

 

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De acordo com informação avançada pela revista "France Football", Messi atingiu, entre salário bruto, prémios e receitas publicitárias, um acumulado de 126 milhões de euros (M€), enquanto Cristiano Ronaldo se situou nos 94 M€.

 

Na última temporada, o jogador português tinha liderado as receitas, então com 87,5 M€, seguido de Messi, com 76,5, o que significa que o argentino viu crescerem os valores em mais 49,5 M€.

 

A lista milionária de 2017/18 prossegue com o brasileiro Neymar, com receitas na ordem dos 81,5 M€, e fecha o 'top 5' com o galês Gareth Bale, nos 44 M€, e o espanhol Gérard Piqué, já em distantes 29 M€.

 

Nos treinadores, José Mourinho, do Manchester United, continua a ser quem mais receitas teve, também entre salários brutos, prémios e contratos publicitários, com 26 M€ em 2017/18.

 

O italiano Marcello Lippi, seleccionador da China, surge em segundo, com 23 M€, e em terceiro o argentino Diego Simeone, treinador do Atlético de Madrid, com receitas na ordem dos 22 M€.

 

Simeone situa-se à frente de Zinedine Zidane, bicampeão europeu com o Real Madrid, que soma 21 M€, e do espanhol Pep Guardiola, esta época campeão pelo Manchester City, com 20 M€.

 

publicado às 03:26

 

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Rui Vitória, fundamentalmente, é vítima da política de gestão, para não dizer arrogância, de Luís Filipe Vieira e da SAD do clube da Luz, muito embora, na minha opinião, desde o primeiro dia, não é treinador para este ou qualquer outro dos "grandes" do futebol português.

 

Aliás, penso o mesmo de Sérgio Conceição, não obstante esta fase inicial muito positiva, e também não me agrada ver Jorge Jesus no Sporting, por razões várias, já aqui referidas repetidamente em outros textos.

 

Dito isto, não deixo de reconhecer o mérito de termos três técnicos portugueses ao leme dos três tradicionais candidatos ao título. Se considerarmos o SC Braga logo a seguir nesta escala, Abel Ferreira também está a fazer um bom trabalho.

 

Apesar da polémica diária em que o futebol português está inserido, há positivos que não devemos deixar passar despercebidos.

 

publicado às 13:59

 

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Qual seria o treinador que contrataria ?... E não está limitado a estes, poderá optar pelo bicampeão nacional Rui Vitória ou o melhor do Planeta e arredores Jorge Jesus. Como dono e/ou líder do clube, a escolha é inteiramente do leitor. Para o efeito do exercício, não há impedimentos financeiros e tem um bom plantel à sua disposição.

 

publicado às 09:23

Registo europeu de treinadores lusos

Rui Gomes, em 20.04.17

 

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publicado às 14:48

O «derby» vai definir o título ?

Rui Gomes, em 15.04.17

 

«Não acho que o campeonato se vá decidir no Sporting-Benfica. Os resultados a seguir é que sim, mas como é óbvio não adivinho resultados. Aquele que partir para a jornada seguinte em primeiro, depois do dérbi, é que vai ter mais hipótese de ser campeão, mas quem ganha não sei.

 

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O Sporting está a atravessar um bom período, mas quando se joga um clássico ou um dérbi isso não é muito importante (...) No dérbi queremos demonstrar o nosso valor e manter a rivalidade sã. Queremos ganhar ao Benfica independentemente do que acontecer depois».

 

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«Eu disse aqui, ainda há quinze dias, que há uma maxima que é, nunca sabemos qual o jogo que que define um campeonato. Isso de jogos decisivos, sabemos que nunca se pode encontrar um padrão. Estamos preparados para tudo, para todos os jogos. Agora é descansar, analisar este jogo, passar uma boa Páscoa com a nossa família. E depois estamos cá. Mas sabemos que há muito trabalho pela frente.

 

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"Não contem comigo para adivinhar sobre quais sõo os jogos que definem o campeonato. Nós nunca podemos dizer que há jogos iguais. Às vezes ganham-se campeonatos onde menos se espera e perdem-se campeonatos onde menos se espera. Nós fizemos o nosso trabalho, agora que as outras equipas façam o trabalho delas. Só há um caminho para mim, que é pensar jogo a jogo e e assim que vamos continuar».

 

publicado às 04:42

A título de curiosidade...

Rui Gomes, em 27.03.17

 

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publicado às 03:15

 

Olhando para o que se passa lá fora, os treinadores não fazem e desfazem a mala tantas vezes. Nas ligas espanhola e alemã, só oito clubes já trocaram de treinador esta época, número que encolhe na Ligue 1 francesa (sete), na Premier League inglesa (cinco) e na Série A italiana (cinco). Em Portugal, apenas cinco equipas - Benfica, FC Porto, Sporting, V. Guimarães e V. Setúbal - não trocaram de treinadores, o que mostra claramente como a paciência de quem manda ferve em pouca água, num país onde os clubes têm orçamentos muitíssimo mais magros, ganham bem menos dinheiro com bilhética, receitas televisivas e desempenho nas provas do que as cinco maiores ligas da Europa.

 

A inevitável conclusão, portanto, é que despedir ou trocar sai mais caro em Portugal, apesar da menor capacidade para indemnizações e aumentos da folha salarial, no entanto, isso acaba por ser complicado de medir, pois nem todos os clubes estão cotados na bolsa e, como tal, os seus relatórios e contas não são públicos.

 

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Pública, e bem conhecida, é a falta de paciência que os clubes portugueses, ao mínimo amontoado de resultados que não vitórias, têm para com as pessoas que escolhem. Na primeira Liga já houve 15 trocas de treinadores entre os 13 clubes em que tempo é dinheiro, num mercado em que a divisa não é o tempo.

 

Os treinadores têm-no cada vez menos, sobretudo os que trabalham em equipas cuja vida é sobreviver e não viver à base de títulos - na segunda metade da tabela do campeonato, apenas o Vitória de Setúbal não trocou de técnico. Um em nove, portanto. Em Itália e Inglaterra, a relação é de seis em 10; em França, de quatro em 10, em Espanha, de três em 10; e na Alemanha, de dois em 10.

 

Mesmo que em níveis distintos, a paciência e o tempo parecem ser mais baratos lá fora. Por cá, os portugueses preferem negociar à chicotada. Podem ser psicológicas, mas talvez já sejam demasiadas. Salvo no caso de Jorge Jesus, obviamente, treinador bem protegido com o seu contrato milionário e o apadrinhamento temporal do presidente do Sporting.

 

publicado às 04:11

 

Manuel Sérgio tem 83 anos e é licenciado em Filosofia pela Universidade de Lisboa, doutorado e professor catedrático convidado (jubilado) da Faculdade de Motricidade Humana.

 

Apresentamos um excerto de uma entrevista sua ao jornal Expresso, conduzida pela jornalista Mariana Cabral, em que adianta um bom número de considerações sobre treinadores de futebol portugueses. Para o efeito deste post, por razões óbvias, damos destaque ao que é relevante a Jorge Jesus, com quem Manuel Sérgio já trabalhou.

 

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Já foi a Alvalade ver o Jesus?


Já, claro. E já fui à Luz e ao Dragão. O Jesus é muito meu amigo. Ele tem lá a sua maneira de ver o futebol.

 

Mas essa maneira de ver o futebol não é contrária à sua?


É.

 

Então como é que trabalharam juntos no Benfica?


Entendiamo-nos. Vamos lá ver, o Jorge Jesus é muito boa pessoa, é um bom tipo. Só posso dizer bem dele. É como o Pedroto, era um tipo que gramava à brava ouvir-me. É muito giro isto. Você sabe que sou um tipo pobre, não tenho casas ricas para lhes dizer "venha aqui ter comigo". Eles vêm para conversar. São indivíduos curiosos, porque ouvem um falar diferente e querem saber mais: "O que é que este gajo terá para dizer?" O Pedroto era um grande treinador de futebol. Muito curioso.

 

Como é que o conheceu?


Eu era amigo de um médico chamado Aníbal Costa, que foi durante muitos anos o presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Desportiva. Um dia ele pediu-me para ajudar o filho. "Veja bem que o meu rapaz quer ir para medicina, eh pá, mas está com 11 em filosofia. Você tem de segurá-lo e tal". E então comecei a dar-lhe umas explicações. No 2ª período passou para 15 e no 3º teve 17. Fiquei bem visto [risos]. É engraçado, eu sou um tipo com sorte. Tenho gente de cultura que gosta de falar comigo. E agora vai haver o colóquio onde gente do melhor da nossa cultura vai falar. E eu não pedi a ninguém. Eu nem quero dizer o que eles me dizem, tenho vergonha, se não as pessoas dizem que sou um vaidoso.

 

Um pianista para ser melhor pianista não corre à volta do piano. Senta-se e toca piano.


Precisamente. Se anda ali às voltas um gajo nunca mais lá vai. Falava nisso nas aulas.

 

O Mourinho depois citou-o nisso, correcto?


Pois, creio que sim. Mas um tipo com a minha idade, às vezes... Como um sou um furioso na leitura, leio muito e estudo muito, é uma mania, então às vezes há coisas que julgo que são minhas e depois não são, ou vice-versa. Mas não é por mal. Bom, mas essa do piano julgo que é minha. Houve coisas que eu disse pela primeira vez em língua portuguesa, tenho a certeza. Sobre o cartesianismo e a educação física. Alguém no futebol sabia quem era o Descartes? Não jogava no Benfica, o gajo. [risos] Ligar uma coisa à outra... Ir a estas coisas através da filosofia... Porque eu gosto da filosofia, não falo por obrigação.

 

Mas percebe que relacionar filosofia e futebol não é comum.


Não bate certo. Mas de facto uni essas duas áreas. Não devia dizer isto, mas até acho que disse coisas que fui o primeiro na Europa a dizê-las. Não há educação do físico mas de pessoas no movimento intencional da transcendência, a criação de um paradigma novo nesta área. Até parece mal estar a atirar isto para o ar. "Olha, lá está o velho, é um vaidoso do caraças". Mas quando se fala nas coisas não é o divino Espírito Santo que as põe cá, há sempre um trabalho feito. Bom, foi assim que conheci o Pedroto e ele então convidou-me para ir conversar com ele.

 

E foi.


Fui, fui ter com eles a um estágio. Não dormia lá, mas ia lá ter com ele quando podia. Ele punha a malta toda nos quartos e depois descia para conversarmos. O senhor Pedroto é um homem que eu nunca esquecerei. Há três treinadores assim: José Maria Pedroto, José Mourinho e Jorge Jesus. E o Jesus quis trabalhar comigo, o que é uma coisa que parece contraditória.

 

Exacto.


Acho que ele tem por mim um carinho especial, mas eu tinha a sensação que as coisas entravam a 100 e saíam a 200. Repare, para ser treinador de futebol são precisas qualidades várias. O Jesus tem muitas delas. Dá uns treinos que é um espectáculo. O jogador... Os treinadores não fazem o jogador, o jogador nasce. O treinador só tem de arranjar espaços para ele desenvolver o que tem. Se não eram Eusébios todos os dias, não era? E Messis e afins. Ainda no outro dia li uma entrevista do Messi... O Ronaldo vai muito ao ginásio e perguntaram ao Messi se ele o fazia, e ele disse que joga à bola tal como jogava em 'chiquito', em garoto, que aquilo é dele, não é de um treinador. É por isso que é necessário um diálogo permanente com o treinador. Não é o treinador dizer "eu mando e tal". Tem de se dirigir, comandar nunca. É o que digo: a grande revolução a fazer no desporto é cultural.

 

Como costuma dizer, não há remates, há jogadores que rematam. É isso?


Eu digo assim: não há remates, há pessoas que rematam; não há fintas, há pessoas que fintam. Se não conhecer as pessoas, não percebo as fintas. Isto é uma revolução, pá. Depois não sou convidado para nada, porque não vendo. O que é preciso é os gajos "ah você é isto, você é aquilo" e é uma vergonha, passa-se duas horas nisto. Algo está podre no reino da Dinamarca. É que aquilo nem futebol é. Mas dá dinheiro. É o nosso tempo e isso reflecte-se no futebol. Costumo dizer também: o desporto reproduz e multiplica as taras da sociedade capitalista. A mania do rendimento, do recorde, da medida, da alta competição... Isto é tudo típico da economia capitalista. Portanto isto tudo para dizer que foi assim que conheci o Pedroto.

 

E o Mourinho?


O Mourinho de vez em quando dialoga comigo, ainda hoje. No outro dia mandei-lhe um email e ele respondeu-me: "Professor, belo texto para ler e aprender". O José Mourinho é, intelectualmente, um superdotado. Ele não sabe mais de futebol do que os outros, é é mais inteligente. O que distingue o Mourinho não é o futebol, são as capacidades intelectuais que o tipo tem, que são anormais, pode crer. Oiça, o que distingue um treinador não é saber mais de futebol. O que é que é saber mais futebol?

 

Saber mais do jogo e de como transmiti-lo aos jogadores...


Ó minha querida, todos sabem praticamente o mesmo. O que distingue, depois, é o homem. Também costumo dizer: é o homem que se é, que triunfa no treinador que se pode ser. A diferença está aí, não está na tática.

 

O sucesso do Rui Vitória no Benfica explica-se por aí?


Claro, vamos lá ver... Hoje em dia um homem só não vale nada, tem de haver uma organização. O Benfica está tecnologicamente tão bem preparado como qualquer equipa europeia. Mas os homens é que comandam a tecnologia. O Rui Vitória foi meu aluno e posso dizer-lhe que foi um bom aluno. Sabe, eu dizia ao Jesus aquela frase do Marx...

 

"A prática é o critério da verdade".


Isso. Está a ver agora, por exemplo, o Leonardo Jardim? Não o conheço, mas está a provar... Eu até tenho de pedir desculpa aos treinadores que não conheço, mas de facto não falo dos outros porque não os conheço, não é? Olhe, há um treinador no Sacavanense, chamado Tuck, que no dia em que tiver a sorte de lhe abrirem uma porta vai ser outro Jorge Jesus.

 

Porquê?


Acho que vai ser. Falo muito com ele e com o adjunto dele. A equipa dele é só amadores e vai nos primeiros lugares, quando os outros são profissionais. O tipo tem ali qualquer coisa que bate certo. E tem um adjunto chamado Bruno Dias, que é um tipo sensacional. Repito: sou um tipo com muita sorte. Repare, sou professor no INEF quando o Jesualdo Ferreira, o Arselino Mirandela da Costa, o Carlos Queiroz, o Nelo Vingada começam a pensar numa frase que o senhor Pedroto dizia muitas vezes: "Faltam 30 metros ao futebol português". É aí que começa a nascer o novo treinador de futebol, com a entrada em cena dos indivíduos licenciados.

 

Os sucessos do treinador português.


Vamos lá ver, os êxitos dos nossos treinadores são humanos. Não é porque sabem mais ciência do que os outros. É porque são mais simpáticos, mais compreensivos... porque o futebol, "toma lá a bola", e quem tem jeito desenvolve o que tem, com um bom líder, alguém com boa leitura de jogo. Trabalhei um ano no departamento de futebol do Benfica e estou eternamente grato ao Jorge Jesus porque permitiu que eu visse o futebol por dentro.

 

Ele normalmente não deixa que assistam aos treinos.


Pois é, mas a mim deixou. Um ano inteiro ali. E um malandro como eu, que não deixo escapar nada. Sou aqueles atentos que parece que andam sempre distraídos. Falava com os jogadores, falava com este, com aquele, ia aos serviços todos...

 

Os jogadores dizem que o Jesus é muito picuinhas nos treinos.


Vou-lhe dizer as grandes qualidades do Jesus: é um indivíduo precioso, vai ao pormenor, tem uma leitura de jogo excecional, olha e vê. O tipo tem coisas... está de costas e diz que a bola vai para fora por causa do som que fez e outras coisas assim. O Jesus tem coisas de treinador excepcional. Agora, há outras coisas a fazer. Há sempre que estudar mais. Não compreendo o treinador de futuro sem estudo.

 

Estudar o quê?


Ah, aí é que está [risos]. É o grande mal. O que tem de estudar é só isto: é o que é específico das ciências humanas, porque o desporto é uma ciência humana. Temos de saber os nossos limites, não é? Até onde podemos ir. Quando não podemos ir, aprendemos, se aquilo nos interessa. Mas tudo é tempo. Tudo envelhece rapidamente. Mas quando eu digo estas coisas na década de 60 e 70, julgo que era tudo novo.

 

Comparando os treinos de então com os de agora, já vê uma grande diferença, não?


Sem dúvida. Mas aqueles treinos de carregar com o colega às costas pelas escadas já eu dizia naquela altura que estavam mal, era apenas um treino físico que nada tinha a ver com a tática. Há que ter uma visão sistémica do treino. Isso dizia eu nos anos 60 e 70. E está tudo escrito. Gerei anticorpos porque fui contra os grandes ícones do treino e da educação física. A fisiologia não, o objeto de estudo é o ser humano. Cada ciência humana estuda o ser humano, cada qual à sua maneira. A história estuda o passado, é o conhecimento sistemático do passado do ser humano; a psicologia estuda o comportamento do indíviduo em relação ao ambiente; a antropologia é o ser humano como ser cultural... E nós estudamos o ser humano no movimento intencional da transcendência. A fisiologia está lá, mas é superada. Como aquela expressão do Hegel, a verdade é o todo. Se eu não conheço o todo, não chego à verdade. Ora o todo, no treino, é o ser humano. Por isso não digo periodização tática, digo periodização antropológica e tática, porque ao mesmo tempo que preparo a tática, tenho de preparar o homem que faz a tática.

 

Costuma dizer que "só sabe de futebol quem sabe mais do que futebol".


Perfeitamente. Se não há jogos, há pessoas que jogam, saber de desporto não chega para estar no desporto. Isto é tão fácil. Mas para chegar aqui foi preciso estudar, foi preciso marrar. Não há jogos, há pessoas que jogam. E a partir daqui é que se vê o resto. Não posso passar a vida na tática se desconheço o resto. Muitas vezes, nas aulas, eu entrava com um livro do Torga, ou do Régio, ou do Jorge de Sena, ou do Rodrigues Miguéis, e dizia aos alunos que para perceber de desporto era preciso ler aqueles escritores.

 

E eles?


Hoje já me levam a sério, com o passar dos anos. Sei que fui um desestabilizador, mas um filósofo que não desestabiliza não é filósofo.

 

Continua a estudar?


Leio muito e dialogo ainda mais. Preciso muito do diálogo com os jogadores e com os treinadores desportivos. Saber é um trabalho de pura interdisciplinaridade entre a prática e a teoria. Convivi com grandes treinadores e aprendi com eles. O José Maria Pedroto, o Fernando Vaz - este gajo era um retórico, com uma cultura literária invulgar -, o Mário Wilson, o Artur Jorge, o José Mourinho e o Jorge Jesus. A todos devo o conceito que hoje tenho de futebol. E a questão não está na tática, está na forma como eu, como líder, sei estar em todas as situações necessárias num departamento de futebol.

 

Mas nós dizemos que o Jesus é o mestre da tática.


E fazem bem. O Jesus é o mestre da tática. O problema é que o futebol não é só tática. Vou-lhe contar uma conversa que tive uma vez com o Saviola, quando fomos almoçar fora ali numa tasquinha no Seixal, à beirinha da água. Perguntei ao Saviola pelos anos que tinha passado no Barcelona e quais os treinadores que tinha tido. Creio que me disse o Carles Rexach, o Rijkaard e o Van Gaal. Então perguntei-lhe dos três, qual lhe tinha parecido ser o melhor treinador. Resposta do Saviola, que não me respondeu, mas respondeu na mesma: "Eles de futebol sabiam todos, o melhor treinador é sempre o melhor nas relações humanas". Está a ver? Por isso é que eu digo, leiam os grandes escritores. Porque há esta mania, primeiro ano fisiologia, segundo ano treino... e anda-se a bater sempre no mesmo. Mas é à medida que compreendo melhor a vida que compreendo melhor o desporto. Como dizia Ortega Y Gasset, eu sou eu e a minha cirscunstância. Portanto quando me analisam não posso ser só eu. É a minha família, a minha cultura, a minha ideologia, a visão que tenho... há tanta coisa para ver.

 

Os jogadores também vão falar consigo?


Jogadores nem tanto. É mais treinadores. Com o José Augusto, António Simões... Eles fizeram parte da melhor equipa de futebol que conheci. Vejo futebol desde a década de 30, desde miúdo. As Salésias eram o único campo relvado do país e os jogos internacionais eram lá todos, e eu estava sempre lá. Ainda assisti à primeira final da Taça de Portugal que a Académica ganhou 4-3 ao Benfica. Estava lá a ver, com o meu pai, claro. Mas a maior equipa de futebol portuguesa de todos os tempos foi aquela equipa do Benfica. Nunca houve melhor. Eram os melhores da Europa. O Real Madrid estava a descer, mesmo com o Di Stéfano e o Puskás, e o Benfica tinha o José Augusto, o Simões, o Coluna... tudo aquilo era de luxo. Nós, lisboetas, íamos ver o Benfica como quem ia à ópera. "Eh pá, hoje joga o Benfica!" Já sabíamos que era espectáculo garantido. Grandes jogadores. Está por fazer-se uma homenagem àquela equipa. Não era só o Eusébio. O Eusébio secou o resto [risos]. Havia um central que foi o central com mais classe que já vi, o Germano. Tudo era bom. Uma equipa que vai três anos consecutivos à final da Taça dos Campeões Europeus... nunca aconteceu em Portugal. E dificilmente acontecerá.

 

Hoje em dia há alguma equipa que goste mais de ver?


Gosto de ver o Barcelona, de vez em quando. Viu o Barcelona-PSG? Qual era a tática? É capaz de me dizer? Ganhou a equipa que tinha génios. E nesse dia houve génio de alguém que dentro de dois ou três anos vai ser o melhor do mundo, o Neymar. Mostrou tudo o que tinha.

 

O que é para si um bom treinador?


É, em primeiro lugar, um gestor de conhecimento. Tem de se dizer isto, porque nós vivemos na sociedade do conhecimento. Uma pessoa que saiba organizar e organizar-se. Se sabe que vai treinar pessoas e não objetos, deve organizar-se mais para dirigir do que para comandar. Quem dirige põe os outros a pensar com ele, quem comanda normalmente não ouve os outros e quem ouve os outros aprende muito com eles. O treinador é especialista em humanidade.

 

E em futebol?


Se os jogadores não o aceitam como homem, de nada vale saber muito de futebol.

 

publicado às 13:40

 

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Rodrigo Tello, que chegou a ter Cristiano Ronaldo como colega de equipa no Sporting, foi instado a fazer uma breve apreciação sobre os diversos treinadores com quem trabalhou em Alvalade:

 

Manuel Fernandes (2000/2001): Bem recebido

"Colocava-me sempre que podia, mas eu entendia a situação porque não estava bem fisicamente."

Laszlo Boloni (2001/2003): Loucura física


"Fisicamente era impressionante. As ‘ovais’ eram de loucos. Mas fomos campeões."

Fernando Santos (2003/04): Frontal

"Apostou em mim. Nunca sabemos se está chateado ou feliz. Mas sempre correcto, dizia tudo na tua cara."

José Peseiro (2004/05): Marcante

"Amor e ódio. Estive 6 meses sem jogar, depois fiz todos os jogos. Marcante."

Paulo Bento (2005/2007): Especial

"Foi especial. Era meu colega quando cheguei, e depois técnico. Tinha dúvidas de como lidar com ele. Não o podia tratar da mesma forma."
 

publicado às 05:02

 

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O Gazetta dello Sport publicou uma lista que, segundo o jornal italiano, dá a conhecer os salários dos treinadores mais bem pagos do Mundo. Como era de esperar, Pep Guardiola, recém-chegado ao Manchester City, lidera a lista, com José Mourinho, agora no Manchester United, muito próximo. Jorge Jesus figura em 13.º lugar, com 5 milhões de euros.

 

  1. Josep Guardiola (Manchester City) 19 milhões de euros
  2. José Mourinho (Manchester United): 16
  3. Carlo Ancelotti (Bayern de Munique): 15
  4. Arsène Wenger (Arsenal): 10
  5. Ziedine Zidane (Real Madrid): 9,5
  6. Jurgen Klopp (Liverpool): 8,2
  7. António Conte (Chelsea): 7,8
  8. Luis Enrique (Barcelona): 7
  9. Ronald Koeman (Everton): 7
  10. Mauricio Pochettino (Tottenham): 6,6  

 

Parece-me claro que estes valores são indicativos apenas dos salários base, não incluindo qualquer tipo de bónus ou prémios por objectivos. Também tenho a ideia que Jorge Jesus foi aumentado para 6 milhões esta época.

 

Dá ensejo a duas perguntas:

 

1.ª Quantos milhões são suficientes ?

2.ª Por quantos mais anos os clubes de futebol, nomeadamente os portugueses, vão conseguir sustentar os actuais vencimentos milionários tanto dos atletas como dos treinadores ?

 

publicado às 03:55

 

10_jesus.png

 

A reputada revista britânica Four Four Two publicou uma lista daqueles que considera ser os 50 melhores treinadores do Mundo e Jorge Jesus encontra-se na 10.ª posição. Em princípio, é de acreditar que esta designação satisfará o ego do técnico do Sporting, no entanto, precisamente por esse mesm ego, será que tem esse efeito ? Ao fim e ao cabo, ser o 10.º melhor é prestigioso, mas nada comparável a ser considerado o melhor... do Planeta e arredores.

 

Eis os primeiros 10 nomes da lista:

 

1.º - Diego Simeone (Atlético de Madrid)

2.º - Peo Guardiola (Manchester City)

3.º - Luis Enrique (Barcelona)

4.º - José Mourinho (Manchester United)

5.º - Unai Emery (Paris Saint-Germain)

6.º - Max Allegri (Juventus)

7.º - Jurgen Klopp (Liverpool)

8.º - Claudio Ranieri (Leicester)

9.º - Ronald Koeman (Everton)

10. - Jorge Jesus (Sporting Clube de Portugal)

 

Fernando Santos situa-se no 33.º lugar e Rui Vitória no 39.º. Não me dei ao trabalho de procurar os nomes de outros treinadores portugueses, mas é de acreditar que Paulo Sousa, entre outros, esteja na lista.

 

Eis o que a Four Four Two tem para dizer sobre Jorge Jesus:

 

«Directo, imodesto e nunca subestimado – é o segundo melhor treinador português. Embora não tenha ganho qualquer troféu na sua primeira temporada enquanto treinador do Sporting em 2015/16, a reputação de Jorge Jesus enquanto um dos melhores treinadores de Portugal continua maioritariamente intacta.

 

O carismático técnico de 61 anos saiu de forma sensacional do Benfica e assinou pelos ferozes rivais de Lisboa, o Sporting, no último verão, prometendo tornar o clube que representou enquanto jogador – que não vencia o campeonato desde 2001/02 – novamente num grande candidato ao principal troféu de Portugal.

 

Jesus já quebrou a asfixia do futebol português por um único clube, quando o Benfica roubou o estatuto ao FC Porto. Para manter a reputação de melhor treinador em Portugal, ele precisa de fazer o mesmo outra vez e levar o Sporting à vitória, batendo os rivais tricampeões».

 

PTFBLFCU.jpg

A revista não terá considerado a conquista da Supertaça na época passada, mas podemos aceitar a omissão como um mal menor. Apelidar Jesus de "carismático" é ser muito simpático. Nunca pensei nele nesses termos, mas até é possível que a falha seja minha.

 

É indicado, com plena razão de ser, que para justificar o seu estatuto (e o seu salário milionário), Jorge Jesus precisa de levar o Sporting ao título nacional. Um outro segundo lugar não irá satisfazer ninguém, a começar pelo presidente, que assumiu a forte aposta nesse quase único sentido.

 

 

DESAFIO PARA OS LEITORES (sem fazer pesquisa):

 

Quem são os primeiros três treinadores da lista ? 

 

publicado às 13:14

Insólito é dizer pouco !

Rui Gomes, em 12.04.16

 

Juventus+FC+v+Citta+di+Palermo+Serie+bCR-VZEbyjHl.

 

O presidente do Palermo, Maurizio Zamparini, procedeu à oitava mudança de treinador na presente temporada, substituindo Walter Novellino por Davide Ballardini, que regressa ao comando técnico da equipa. Actualmente em 18.º e em risco de despromoção, o Palermo perdeu no domingo por 3-0 em casa com a Lazio.

 

“É penoso assistir a isto. Nas últimas duas partidas, a nossa equipa sofreu seis golos e nos últimos quatro jogos só conquistou um ponto", afirmou Zamparini, justificando diante da imprensa mais uma substituição de treinador.

 

Zamparini procedeu a 57 substituições de treinadores no seu percurso como dirigente desportivo.

 

Davide Ballardini regressa ao comento técnico do Palermo, que já treinou entre 10 de Novembro de 2015 e 11 de Janeiro deste ano.

 

publicado às 05:16

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