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Aos 30 anos e na sétima temporada de leão ao peito, Sebastián Coates já conquistou um espaço na história do Sporting, algo alicerçado pela conquista do título nacional na última temporada.

Algumas considerações suas em recém-entrevista concedida à UEFA:

"Lugar na história? Talvez seja uma das coisas que as pessoas mais me dizem, mas não penso muito sobre isso hoje em dia. Claro que vencer o campeonato no ano passado foi muito importante para todos nós: para o Clube, os jogadores, os adeptos, já que há muito tempo que isso não acontecia, mas temos que viver dia-a-dia, e às vezes é difícil pensar se algo é importante ou não para o Clube. Pessoalmente, tendo sempre dar o meu melhor, e se as pessoas se lembrarem de mim pelo que fiz [na minha carreira], ficarei satisfeito.

Como capitão, Faço o mesmo que outros fizeram comigo quando cheguei. Tento ensinar-lhes o que é o clube e a equipa, como é jogar aqui. Falo com eles sobre a pressão de jogar num clube tão grande como o Sporting. Tento fazer isso da melhor maneira que posso. Obviamente, não somos perfeitos e cometemos erros, mas aprendemos com o tempo.

Mathieu é a pessoa com quem penso que mais joguei aqui em Portugal. Retirou-se dos relvados, mas se ele pudesse jogar novamente não hesitaria em escolhê-lo, até por toda a sua carreira.

O outro é Diego Godin, por causa do que ele significa para os uruguaios, e o que significa para mim, já que é um jogador de grande qualidade e também uma excelente pessoa.

Nunca nos rendemos e nunca desistimos, é isso que torna nos torna diferente. Tem a ver com a forma como os uruguaios entendem o futebol. Procuramos dar o nosso melhor pela equipa até ao último minuto. Existem determinadas circunstâncias que acontecem durante uma temporada, ou num qualquer jogo, onde aproveitamos a oportunidade para marcar".

publicado às 13:45

"Proposta pode matar o futebol"

Rui Gomes, em 10.09.21

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Em recém-entrevista ao jornal britânico The Times, o presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, afirmou que está preparado para avançar com um boicote à realização de um Campeonato do Mundo de dois em dois anos, ideia avançada recentemente pela FIFA.

"Podemos decidir simplesmente não disputar a prova. É uma proposta que pode matar o futebol. Penso que isto nunca irá acontecer, dado que vai contra os princípios básicos do futebol. Espero sobretudo que ganhem noção. Até agora, não houve qualquer abordagem apropriada. Ninguém sequer falou connosco, ninguém se encontrou connosco, ninguém nos ligou, ninguém nos enviou uma carta, nada. Só sei o que leio nos jornais".

Para o dirigente máximo do organismo que superintende o futebol europeu, o modelo de Campeonato do Mundo deve manter-se inalterado, com a realização da competição de quatro em quatro anos, algo que "aumenta o valor da prova".

Ao que consta, a confederação sul-americana (CONMEBOL) está ao lado da UEFA nesta questão.

O francês Arsène Wenger, antigo treinador e actual director de desenvolvimento de futebol da FIFA, defendeu recentemente a ideia de realizar um Mundial a cada dois anos, a partir de 2028.

Um observador um pouco cínico diria que por este andamento vamos chegar ao dia em que as provas domésticas deixarão de existir só para dar lugar às competições que a FIFA e a UEFA vão inventando.

publicado às 03:00

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A UEFA está a considerar abolir a atribuição de duas vagas na fase de grupos da Liga dos Campeões com base no histórico de sucesso da prova, medida prevista na reformulação da mesma a partir de 2024/25.

Em 20 de Abril, o organismo europeu anunciara que a terceira e quarta suplementares seriam então "atribuídas aos clubes com o coeficiente mais alto que não se qualificaram automaticamente para a fase de grupos da Champions League", com a ressalva de se terem "classificado nos lugares de qualificação para as três competições europeias".

A possível mudança de ideias da UEFA deve-se às críticas feitas por várias ligas do Velho Continente, inclusive da Ligas Europeias, por acharem que a medida facilita a qualificação de clubes e influencia, por isso, a competitividade nas ligas domésticas.

A acreditar, o organismo liderado por Aleksander Ceferin está a analisar a medida prevista no plano de reformulação da Champions a pôr em prática daqui a quatro temporadas, pelo que o comité executivo deve reunir-se em Setembro.

A partir da época 2024/25, a Liga dos Campeões será disputada por 36 equipas - e não as habituais 32, cada clube terá mais quatro jogos extra (dez) e não haverá fase de grupos durante o desenrolar da edição, o que trará maior sobrecarga no calendário.

publicado às 02:00

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A UEFA anunciou este domingo ter aberto um inquérito para apurar “eventuais incidentes discriminatórios” nos jogos da Hungria no Euro2020 de futebol, com Portugal (0-3) e França (1-1), disputados na Arena Puskás, em Budapeste.

De acordo com o organismo regulador do futebol europeu, o Comité de Ética e Disciplina está a investigar situações ocorridas na Arena Puskás, o único estádio do Euro 2020 a permitir a totalidade da capacidade com espectadores.

Em declarações à AFP, um representante da UEFA explicou que as situações incidem sobre a apresentação nas bancadas de uma bandeira homofóbica no jogo contra Portugal, denunciada pela associação FARE, organização que luta pela igualdade no futebol, e, no jogo da França, com sons insultuosos oriundos das bancadas onde se encontravam os adeptos ‘ultras’ húngaros.

O inquérito da UEFA surge depois de o organismo admitir transferir para Budapeste os jogos previstos para Londres, caso o Governo britânico não conceda excepções em matéria de isolamento dos adeptos, devido à pandemia da covid-19.

O incidente no jogo de Portugal surge poucos dias depois de a Hungria ter aprovado legislação que proíbe expressamente a divulgação de quaisquer informações ou conteúdos relativos à orientação sexual, identidade ou expressão de género e características sexuais junto de menores de 18 anos.

Também no âmbito do Euro2020, a cidade de Munique solicitou à UEFA autorização para iluminar o estádio com as cores do arco-íris da comunidade LGBT, como protesto contra a nova lei húngara, antes do Alemanha-Hungria de quarta-feira.

O grupo F do Euro2020 é liderado pela França, com quatro pontos, seguida da Alemanha e de Portugal, ambos com três, e da Hungria, com um ponto.

Na quarta-feira, na terceira e última jornada do grupo, Portugal volta a jogar na Arena Puskás, diante da campeã mundial França, e a Alemanha joga com a Hungria, na Allianz Arena, em Munique, com ambos os jogos a terem início marcado para as 20:00 (hora de Lisboa).

Reportagem da Lusa

publicado às 03:01

Depois das alterações efectuadas no quadro de regras impostas por causa da Covid-19 em Inglaterra, o primeiro-ministro do país Boris Johnson e a UEFA iniciaram conversações para encontrar uma solução para as decisivas meias-finais e final marcadas para o Estádio de Wembley, em Londres.

A pedido da UEFA, Boris Johnson considera agora novas regras para convidados VIP, como altos responsáveis da UEFA e da FIFA, políticos, patrocinadores ou emissoras de rádio ou televisão, descartando a obrigatoriedade da quarentena na chegada ao país. O mesmo poderá ser aplicado em relação aos adeptos das seleções que chegarem à fase final da competição que optem por assistir aos jogos ao vivo. De momento, dos países que competem no Euro 2020 apenas Inglaterra, Escócia e País de Gales se encontram na chamada “lista verde” que descarta a necessidade de quarentena.

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A decisão está ainda por tomar, mas o primeiro-ministro inglês garante: “Faremos o que for preciso para manter o país a salvo da Covid-19, essa vai ser obviamente a nossa prioridade”.

Confrontados com esta realidade, a UEFA preparou um plano de contingência que implica a realização dos jogos em outra cidade anfitriã e será aplicado caso Inglaterra não aceite facilitar as entradas no país. A cidade escolhida foi Budapeste, na Hungria, tendo em conta a situação pandémica no país. O Puskás Arena é o único estádio do Euro 2020 onde os adeptos têm acesso a 100% dos lugares. Hungria permite também a entrada no país de qualquer adepto que tenha bilhete para os jogos, mediante a apresentação de um teste à Covid-19 negativo.

O Governo inglês mantém a decisão de aumentar a capacidade do Estádio de Wembley, que vai agora contar com 50% dos lugares disponíveis.

Reportagem de Rita Meireles, em Tribuna Expresso

publicado às 03:02

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A UEFA emitiu um breve comunicado em que dá conta que vai defender em tribunal a vontade de proibir a Superliga Europa. O organismo dá conta que o caso está a ser julgado no Tribunal Europeu da Justiça e que vai continuar a defender a sua posição.

"A UEFA deu conta do anúncio do Tribunal Europeu da Justiça, depois de uma medida cautelar de um tribunal de Madrid sobre a Superliga Europeia, apesar da desistência de nove dos clubes fundadores. A UEFA está confiante na sua posição e vai defendê-la de forma robusta", diz.

Em causa está uma providência cautelar por ordem do tribunal do comércio de Madrid, que determinou cautelares para impedir qualquer acção que possa inviabilizar a Superliga Europeia.

As medidas cautelares visam impedir acções da FIFA, UEFA e todas as suas federações ou ligas associadas que "proíbam, restrinjam, limitem ou condicionem de qualquer maneira, directa ou indirectamente, o avanço da Superliga".

Da mesma forma, segundo a EFE, o tribunal proíbe que se adoptem "quaisquer medidas sancionatórias ou disciplinares contras os clubes participantes [na Superliga Europeia], os seus jogadores ou dirigentes".

A 18 de Abril, AC Milan, Arsenal, Atlético de Madrid, Chelsea, Barcelona, Inter, Juventus, Liverpool, Manchester City e United, Real Madrid e Tottenham anunciaram a criação da Superliga europeia, à revelia de UEFA, federações nacionais e vários outros clubes.

Todos os clubes à excepção de três... Real Madrid, Barcelona e Juventus, já anunciaram a intenção de sair do projecto, mas, segundo a imprensa internacional, os clubes vão ter de pagar uma multa de 300 milhões de euros para quebrarem os contratos que assinaram, o que significa que formalmente a Superliga ainda conta com os seus 12 fundadores.

publicado às 02:30

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O futebol europeu pode estar perto de ter mais uma mudança radical. Depois do recém-anúncio sobre alteração do formato da Liga dos Campeões a partir de 2024, a UEFA prepara-se para abolir o regulamento dos golos fora de casa, que está em vigor nas suas competições desde 1965.

A ideia foi colocada em cima da mesa esta sexta-feira na reunião do Comité de Competição da UEFA, realizada no Porto, tendo recebido luz verde dos intervenientes. Cumprida esta primeira formalidade, caberá ao Comité Executivo dar aprovação, algo que deverá mesmo suceder.

Se for esse o caso, a mudança poderá entra em vigor já na próxima temporada, fazendo com que, a partir desse momento, os golos marcados fora ou em casa tenham o mesmo peso nas rondas a eliminar. Quer isso dizer que, por exemplo, aquilo que esta época deu o apuramento ao Paris SG para as meias-finais diante do Bayern Munique deixa de ser possível. Se tal voltasse a suceder o encontro iria para prolongamento.

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publicado às 03:30

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A UEFA, tudo indica, vai mesmo avançar com processos disciplinares contra Real Madrid, FC Barcelona e Juventus, no âmbito do projecto da Superliga, anunciou, na terça-feira, o organismo europeu do futebol.

Há duas semanas foi então iniciada uma investigação conduzida por inspectores de Ética e Disciplina da UEFA, que acabou por concluir pela abertura do processo, por "potencial violação do quadro jurídico" do futebol europeu.

A 18 de Abril, 12 clubes anunciaram a criação de uma competição anual com 20 equipas, na véspera de a UEFA revelar o formato competitivo da Liga dos Campeões, a partir de 2024/25.

A decisão abalou o futebol europeu e as manifestações unânimes de repúdio – de adeptos, futebolistas, treinadores, dirigentes e responsáveis políticos nacionais – fizeram com que, volvidas 48 horas, já só Real Madrid, que preside à Superliga, FC Barcelona e Juventus se mantivessem no projecto.

Os outros nove clubes, nomeadamente os ingleses do Manchester City, Liverpool, Chelsea, Manchester United, Tottenham e Arsenal, os italianos do AC Milan e Inter de Milão e os espanhóis do Atlético de Madrid desistiram do projecto em poucas horas.

Uma medida que ainda assim não evitou que fossem ‘repreendidos’ pela UEFA, com os clubes a aceitarem uma série de "medidas de reintegração", incluindo renunciar a 5% do rendimento proveniente de uma época nas competições europeias.

Paralelamente, os clubes desistentes vão doar, em conjunto, um total de 15 milhões de euros a "comunidades locais" do futebol europeu.

"Ao aceitar todos os seus compromissos e a sua vontade de reparar a perturbação que causaram, a UEFA quer deixar este capítulo para trás e avançar com um novo espírito positivo", afirmou então o presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, em comunicado.

Da mesma forma, o dirigente reconheceu que “o mesmo não pode ser dito dos (três) clubes [Real Madrid, FC Barcelona e Juventus] que continuam envolvidos na chamada Superliga”, casos que, vincou então, “a UEFA tratará em conformidade”.

Reportagem da Lusa

publicado às 03:00

Mas que "bomba"!!!

Rui Gomes, em 20.04.21

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Jesper Moller, presidente da federação dinamarquesa de futebol e membro do Comité Executivo da UEFA, defendeu esta segunda-feira que Real Madrid, Manchester City e Chelsea devem ser eliminados da presente edição da Liga dos Campeões, bem como Manchester United e Arsenal da Liga Europa, por serem 5 dos 12 clubes com participação garantida na Superliga europeia.

"Haverá um comité executivo extraordinário na sexta-feira. Penso que os 12 clubes serão expulsos da Liga dos Campeões e da Liga Europa. Espero que a UEFA impeça o Real Madrid, o Manchester City e o Chelsea de disputarem as meias-finais da Champions esta época. Os clubes [fundadores da Superliga] vão deixar as competições da UEFA. Penso que isso acontecerá sexta-feira".

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Jesper Moller disse ainda que a UEFA está também a equacionar permitir que os jogadores dos doze clubes envolvidos na Superliga europeia decidam de livre vontade se pretendem continuar com os actuais contratos ou avançar para rescisões. "Os acordos em vigor tornam-se nulos quando os clubes deixam as estruturas actuais. Os jogadores são então livres para decidir se fazem parte de uma comunidade, desde que mostrem solidariedade com os restantes intervenientes".

Mas que grande "bomba", se este cenário se concretizar. Poderá significar que o FC Porto regressará à Champions, para substituir o Chelsea, clube que o eliminou, assim como o Dortmund relativamente ao Real Madrid.

O PSG não é afectado, mas quem entra para o lugar do Real Madrid é deveras intrigrante, uma vez que eliminou o Liverpool e ambos são fundadores da Superliga Europeia.

Este assunto ainda vai dar pano para multifacetadas mangas e, muito provavelmente, no âmbito jurídico. No que diz respeito aos jogados sob contrato com fundadores da nova Liga, o tema até já foi aqui debatido no Camarote Leonino entre leitores. É uma hipótese bem real, parece-me.

NOTA: A acreditar nas reportagens desta terça-feira, há lóbi em curso para o SL Benfica integrar o lote de clubes na Superliga Europeia. Na realidade, com Luís Filipe Vieira ao leme, esta postura encarnada não surpreende.

publicado às 05:04

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A UEFA reafirmou neste domingo que excluirá os clubes de futebol que integrem uma eventual Superliga Europeia, e que tomará “todas as medidas necessárias, a nível judicial e desportivo” para inviabilizar a criação daquilo que descreve como um “projecto cínico”.

A organização disse contar com o apoio das federações de Inglaterra, Espanha e Itália, bem como das ligas de futebol profissional destes três países, para combater a criação da Superliga Europeia, depois de “ter tomado conhecimento que alguns clubes ingleses, espanhóis e italianos poderão estar a planear” o seu desenvolvimento.

Segundo o jornal britânico The Sunday Times, o projecto da Superliga conta com o apoio dos clubes ingleses Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City, Manchester United e Tottenham, dos espanhóis Atlético de Madrid, Barcelona e Real Madrid, e dos italianos Inter de Milão, Juventus e Milão.

Tal como já foi anunciado pela UEFA e por aqueles seis organismos, informamos que os clubes envolvidos serão impedidos de disputar qualquer outra competição, a nível nacional, europeu e mundial e os seus jogadores não poderão representar as respectivas selecções nacionais”, informou a UEFA, em comunicado.

O organismo regulador do futebol europeu assinalou que unirá esforços com as federações e ligas de três das maiores potências da modalidade para “travar este projecto cínico, que é fundado no egoísmo de alguns clubes, numa altura em que a sociedade precisa mais do que nunca de solidariedade”.

Tomaremos todas as medidas necessárias, a nível judicial e desportivo, para impedir que isso aconteça. O futebol é alicerçado em competições abertas e no mérito desportivo. Não poderá ser de outra forma”, advertiu a UEFA, apelando a “todos os amantes do futebol, adeptos e políticos, para se juntarem nesta luta” contra a criação da Superliga Europeia.

Em Janeiro, a FIFA já tinha avisado, num comunicado conjunto com as confederações do futebol mundial, que impediria de participar em todas as suas competições qualquer clube ou jogador que integrasse uma eventual competição de elite, disputada por convite por alguns dos maiores clubes europeus.

A UEFA deve anunciar muito em breve o novo formato das competições europeias a partir da época 2024, sendo esperado uma alteração no modelo da Liga dos Campeões e um aumento para 36 equipas.

publicado às 13:00

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Segundo nota da UEFA divulgada pela Reuters, a utilização da tecnologia da linha de golo era permitida, mas para ser colocada em prática a decisão teria sempre de ser tomada pelas duas federações:

"A decisão de usar a tecnologia da linha de golo nos jogos da qualificação europeia cabe à federação anfitriã de cada jogo. Se esta planear utilizá-la, deve obter uma autorização por escrito da federação visitante para o efeito".

Entende-se, portanto, que não há uma regra geral da FIFA ou da UEFA a governar os jogos de qualificação para o Mundial. Cada federação faz como muito bem entende. Neste caso concreto, segundo a UEFA, como a Sérvia não assumiu a iniciativa, Portugal nem sequer foi consultado.

Absolutamente ridículo!!!

Nota-se, também, que o uso do VAR nem sequer é mencionado. Coisa pequena que quase todas as Ligas usam hoje em dia, mas insignificante, pelos vistos, para os organismos que superintendem o futebol europeu e mundial.

Fica-se com a ideia que tanto a FIFA como a UEFA estão a sentir a pressão da exposição mediática do caso, especialmente com Cristiano Ronaldo no epicentro do episódio.

Aproveito o ensejo para transcrever o comentário do meu colega Rampante:

Gesto bonito ou feio, o que é certo é que teve um efeito de mostrar ao mundo a injustiça...
Só em Espanha, por exemplo, na página inicial do jornal Marca, havia cinco notícias relacionadas com o jogo, sendo que 4 eram sobre este lance. Em Itália, França, Alemanha e UK, pelo menos, vi eu várias noticias de capa em que a imagem principal era a "fúria" de Ronaldo, pois como se sabe a imagem de CR7 vende e em especial quando a imagem é "polémica".

Agora, alguém acredita que se CR7 não tivesse reagido, teriam havido as mesmas capas de jornal? Todas a publicitar que tinha sido um "roubo" e "escândalo UEFA"??? É raro ver a Selecção portuguesa a ser capa e em especial a ser defendida perante injustiças, mas a verdade é que com esta reacção de CR7 os jornais pela Europa fora fizeram isso.

E isso provocou já várias "pressões" sobre a UEFA e mesmo sobre o próprio árbitro. Não servirá esta pressão para este resultado, mas servirá para que não se repita no futuro, disso não tenho dúvida. Volto a dizer, o gesto pode não ter sido bonito... mas teve um efeito tremendo no mundo do futebol.

publicado às 03:49

Ranking da UEFA

Rui Gomes, em 20.02.21

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Com a vitória do FC Porto sobre a Juventus e o empate do Benfica com o Arsenal (o SC Braga foi derrotado pela Roma), Portugal reduziu a diferença para França no ranking da UEFA, que só pontuou graças ao triunfo do PSG em Barcelona. O nosso país é, nesta altura, 6.º classificado, com 47,949 pontos, contra os 55,248 dos gauleses (5.º).

Portugal, recorde-se. já tem garantido o sexto lugar do ranking no final da época 2020/21, independentemente dos resultados no que resta das respectivas provas. Desta forma, e a exemplo do que já era certo para 2021/22, também em 2022/23 haverá duas equipas lusas com entrada directa na Liga dos Campeões, mais uma na terceira pré-eliminatória, o que significa mais uma entrada directa em relação à presente época.

No entanto, há até a possibilidade de Portugal iniciar a próxima época em 5.º. Isto porque, subtraindo o coeficiente actual pela pontuação obtida em 2016/17 (que irá desaparecer no início de 2021/22), a diferença passa então a ser de apenas 0,966... Uma aproximação que ocorre pelo facto de França ter pontuado muito mais nessa temporada (14,416 contra 8,083).

Os pontos que as equipas lusas somam (dois por vitória e um por empate) são divididos por cinco (0,4 por vitória e 0,2 por empate), enquanto os russos e os franceses têm de dividir os seus por seis (0,333 por triunfo e 0,166 por igualdade).

publicado às 06:30

UEFA só vai decidir no dia do jogo

Rui Gomes, em 19.09.20

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Os nove casos positivos de Covid-19 registados no plantel leonino começam a levantar algumas reservas na Escócia tendo em vista o jogo de quinta-feira com o Aberdeen, da 3ª pré-eliminatória da Liga Europa. Já a UEFA informa que continua a acompanhar a situação, e remete qualquer decisão para o dia do jogo, quando tiver em mãos os resultados dos testes que serão realizados na véspera. Só então, em consonância com a Direcção-Geral da Saúde, será tomada uma decisão em relação à realização do jogo, mas se o parecer for desfavorável ao Sporting, este corre o risco de ser eliminado... sem jogar.

Para evitar este cenário, os dirigentes leoninos pretendem terminar rapidamente a cadeia de transmissão activa que agora se ameaça prolongar fruto do resultado positivo de Palhinha, que, já no Algarve, pode ter contaminado outros elementos do plantel. Convém assinalar que a equipa escocesa terá de fazer um teste de despistagem ainda antes de viajar e, caso se registe qualquer caso positivo, esse elemento será impedido de embarcar.

Lista na Federação

O Sporting também já enviou à Federação Portuguesa de Futebol a lista de jogadores que será enviada à UEFA depois de verificada. Já a Lista B só será decidida na próxima semana.

Defrontar Sporting motiva escoceses...

Após o triunfo do Aberdeen na visita ao Viking (2-0), na 2.ª pré-eliminatória da Liga Europa, o treinador dos escoceses, Derek McInnes, revelou que utilizou a dimensão do Sporting, o próximo adversário europeu, no dia 24, para motivar os jogadores. “Na nossa carreira, não temos muitas hipóteses de defrontar equipas com o nível do Sporting e lembrei isso aos jogadores”, afirmou o técnico, que considera que a eliminatória a uma mão dá vantagem aos escoceses: “A duas mãos, o cabeça de série normalmente ganha, mas a percentagem diminui em apenas 90 minutos. Vamos com crença e confiança.”

A este propósito, refira-se que a UEFA indicou o montenegrino Nikola Dabanovic para arbitrar o jogo. O juiz, de 38 anos, é internacional desde 2009.

publicado às 12:45

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Em entrevista publicada no site oficial da UEFA, o dirigente do organismo europeu frisou que não vai correr “nenhum risco” com a introdução de espectadores nos estádios, embora deseje que isso aconteça “o mais cedo possível”:

“Vamos continuar a jogar sem a presença de público até que exista uma nova ordem. Não vamos correr nenhum risco. Como todos, eu preferia que os adeptos pudessem ir aos estádios, mas não é possível. Sou uma pessoa otimista e espero que isso possa acontecer o mais cedo possível.

O adiamento do Euro 2020 para 2021 foi um momento fundamental, porque foi uma decisão tomada ainda numa altura muito precoce. Todos os intervenientes entenderam que esse seria o caminho e foi gerado um espírito de total unidade e solidariedade.

As declarações de Aleksander Ceferin surgem numa altura em que em França se discute a possibilidade implementar jogos à porta fechada, depois do comportamento do público no particular realizado entre o Paris Saint-Germain e os belgas do Waaland-Beveren.

Para já, o governo francês ainda permite a presença de um máximo de 5000 pessoas nas bancadas, mas, precisamente por causa do referido jogo, ameaçou fechar os recintos aos adeptos. No Parque dos Príncipes, em Paris, várias imagens televisivas mostraram que muitos adeptos não respeitaram as regras e as medidas impostas de combate à pandemia da Covid-19.

publicado às 03:30

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As ligas europeias de futebol que não conseguirem concluir a época 2019/20 devido à pandemia de Covid-19 devem escolher os representantes nas competições europeias por “mérito desportivo”, anunciou hoje a UEFA.

A conclusão, acordada quinta-feira na reunião por videoconferência do Comité Executivo, pretende que as provas que não forem concluídas com base em razões “legítimas” para o fazer terão de desencadear um “procedimento de selecção de equipas que deve basear-se em princípios objectivos, transparentes e não discriminatórios”.

Uma das possibilidades a que o organismo abre agora a porta é a realização de formatos alternativos ao habitual nos campeonatos europeus, sobretudo devido a problemas de disponibilidade de calendário, como um sistema de ‘play-offs’.

A UEFA pede às associações nacionais e ligas que explorem todas as opções possíveis para disputar as competições de topo, que dão acesso a competições UEFA, até à sua natural conclusão. (…) Se isso não for possível, em particular devido a problemas de calendário, será preferível que as competições suspensas possam regressar num formato diferente, para que facilitassem a qualificação por mérito desportivo”, pode ler-se no comunicado.

A nota do comité destaca as decisões que já foram tomadas na Bélgica e na Escócia – que pretendem encerrar os campeonatos definitivamente, depois de terem sido suspensos em Março devido à pandemia -, para encaixar este tipo de tomadas de posição num regime de excepcionalidade.

Para a UEFA, constituem razões “legítimas” para a conclusão antecipada das competições a existência “de uma ordem oficial a proibir eventos desportivos” ou ainda “problemas económicos intransponíveis” e que coloquem em risco “a estabilidade financeira a longo prazo da liga ou dos seus clubes”.

A UEFA reserva ainda o direito de rejeitar as formações, que deverão ser indicadas pelas federações nacionais, se existir “uma percepção pública de injustiça na qualificação” para a Liga dos Campeões e a Liga Europa de 2020/21.

Do Comité Executivo, em que foram aprovadas estas directrizes, saiu nova “recomendação assertiva” para que se possam completar as principais divisões nas 55 federações membro da UEFA.

A reunião elencou ainda dois cenários, não divulgados, para o regresso do futebol, sendo que ambos equacionam “o futebol doméstico a reiniciar-se antes das competições de clubes da UEFA”, com um deles a colocar campeonatos nacionais e Liga dos Campeões ou Liga Europa em paralelo.

O outro cenário sobre a mesa significa concluir as provas nacionais até Agosto, altura em que se reiniciarão as competições europeias, nas quais Portugal já não está representado.

Ficou ainda decidido manter o nome do Euro2020, uma medida já anunciada e que serve para manter “a visão original do torneio como celebração do 60.º aniversário do Campeonato da Europa”.

Por outro lado, foi agendada para 27 de Maio uma decisão final sobre o Europeu de sub-21, para já agendado para 2021, mas que pode seguir o mesmo caminho do Euro2021 de futebol feminino, adiado para 2022.

publicado às 04:32

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A UEFA deixou uma "recomendação forte" aos 55 membros para que as Ligas de futebol nacionais possam ser concluídas, após a suspensão devido à pandemia de COVID-19, sem especificar um calendário preciso.

Em comunicado, o organismo de cúpula do futebol europeu dá conta de uma reunião com as 55 associações que dele fazem parte, através de videoconferência, no qual foi deixada a recomendação "para que se terminem as principais ligas e taças de cada país".

A UEFA admite ainda que venham a ser considerados "alguns caso especiais assim que sejam desenvolvidas todas as linhas orientadoras sobre a participação nas competições europeias" da próxima época, no caso de campeonatos que sejam cancelados.

"Várias opções de calendarização foram apresentadas, cobrindo tanto jogos de selecções como de clubes", pode ler-se no comunicado.

O reatar de todas as competições, nacionais e europeias, de clubes e ainda de selecções, bem como o modelo para a temporada 2020/21 estará no centro da agenda da reunião do Comité Executivo da UEFA, marcado para quinta-feira.

Na segunda-feira, o presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, declarou que as Ligas estão prontas para jogar à porta fechada, porque "é melhor do que não jogarem", o que teria um "impacto terrível" a nível económico.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 170 mil mortos e infectou quase 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

publicado às 03:35

Recordar é viver

Rui Gomes, em 11.04.20

publicado às 16:45

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A UEFA tem um plano para garantir que as competições de futebol são "decididas no campo" e retomar os campeonatos no verão, segundo uma carta a que a agência noticiosa Associated Press teve esta quinta-feira acesso. A missiva vem assinada pelos líderes da UEFA, Aleksander Ceferin, da Associação Europeia de Clubes (ECA, na sigla inglesa), Andrea Agnelli, e da Associação de Ligas Europeias (EL), Lars-Christer Olsson.

No documento, enviado aos membros daqueles organismos, é elencada uma vontade de "recomeçar o futebol nos próximos meses, com condições ditadas pelas autoridades públicas de saúde", numa resposta à Liga belga, que recomendou o término da temporada 2019/20 com as actuais classificações a serem declaradas finais.

O futebol e o desporto estão suspensos de forma generalizada pelo continente europeu, e no mundo, devido à pandemia de Covid-19, que levou à paralisação das competições ao longo do mês de Março.

A UEFA tem vários grupos de trabalho a tentar encontrar soluções para trazer de volta a competição depois do término planeado, que seria no final de Junho, sendo que o Euro2020 de selecções foi já adiado para 2021. "O trabalho [destes grupos] é agora encontrar cenários que incluam os meses de Julho e Agosto, incluindo a possibilidade de as competições UEFA recomeçarem após a conclusão das ligas domésticas", pode ler-se na carta.

Assim, será necessária "uma gestão conjunta de calendários" para evitar "sobrecarregar" o período de tempo destinado ao arranque da próxima temporada, esperando-se que um plano final seja escolhido "idealmente em meados de Maio". "É da maior importância que mesmo um evento disruptivo como esta pandemia não impeça as nossas competições de serem decididas em campo, de acordo com as regras definidas, e que todos os títulos sejam atribuídos com base em resultados", pode ler-se.

Na Bélgica, que admitiu terminar a época, uma decisão que cabe à assembleia-geral da Liga marcada para 15 de abril, o Club Brugge lidera com 15 pontos de avanço para o Gent, segundo, mas poderá ficar de fora da Liga dos Campeões. "Uma vez que a participação em competições UEFA é determinada pelos resultados desportivos conseguidos no final de uma época doméstica completa, um término prematuro lançaria dúvidas sobre o cumprimento desta condição", acrescenta a missiva.

Assim, fica a cargo do organismo de cúpula do futebol europeu "avaliar a legitimidade dos clubes de serem admitidos a competições europeias em 2020/21".

Reportagem Agência Lusa

publicado às 05:00

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Michele Uva, vice-presidente da UEFA, confirmou que cada Federação tem o direito de decidir o campeão, subidas e descidas, mas que o tempo para terminar a temporada não é ilimitado, pois o organismo europeu estabelecerá uma data para cada país entregar a lista de equipas que irão participar nas provas continentais da próxima época.

Ao canal Mediaset Itália, o dirigente teve isto para dizer:

"Cada Federação tem liberdade e soberania absolutas para decidir sobre o seu próprio campeonato, e por isso poderá fixar as datas que considere e decidir, juntamente com a respectiva Liga profissional, sobre os campeões, as subidas e as descidas.

A UEFA, no entanto, definirá a data para darem a lista das equipas classificadas para as próximas competições continentais".

A UEFA mudou as datas das finais de Liga dos Campeões e Liga Europa, e também adiou o Europeu, mas ainda não alterou oficialmente as datas de início das competições europeias da próxima época. A Champions, por exemplo, deveria começar em Julho.

publicado às 05:00

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Os 'play-offs' de acesso à qualificação para o Euro2022 de futsal, foram adiados, devido à pandemia de Covid-19, assim como o sorteio do apuramento principal, que conta com Portugal, anunciou esta sexta-feira a UEFA.

De acordo com o organismo, todos os sete jogos que estavam inicialmente agendados para Abril, que completaria o lote de 32 equipas a competir na fase principal de acesso ao Europeu da Holanda, deverão realizar-se a partir de Junho e no máximo até Dezembro, de acordo com a evolução do novo coronavírus.

Portugal, detentor do título europeu, tem assegurada a presença no torneio principal de qualificação, mas só mais tarde irá conhecer os adversários, já que o sorteio foi também adiado. Estava agendado para 14 de maio, mas só acontecerá em 07 de Julho, em Nyon, na Suíça.

Os ‘play-offs’ europeus de acesso ao Mundial2020, que seriam a 09 e 12 de Abril, com os duelos Croácia-República Checa e Sérvia-Finlândia, foram igualmente adiados. Portugal já garantiu um lugar na fase final, que vai decorrer na Lituânia, em Setembro e Outubro.

A ronda preliminar de acesso ao Euro2021 feminino, que seria no início de maio, vai igualmente decorrer mais tarde. A selecção nacional está assegurada no torneio principal e vai defrontar Croácia, Polónia e Eslovénia, em Setembro deste ano.

publicado às 02:00

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