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Cada macaco no seu galho

Naçao Valente, em 14.11.20

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A propósito da guerra da guerra interna que mina o Sporting CP, embora mais atenuada, até ver, ouço da parte de contestatários a expressão, “os sócios são os donos do Sporting”, com a intenção de justificar actos que lesam o Clube, e fazer toda a bagunça. A expressão não passa de uma falácia, porque o Sporting, não tem nem nunca teve donos. Nem o seu fundador, sem o qual não existiria, assim se considerou.

O Sporting CP, é uma instituição de utilidade pública, que pertence a todos os associados, do ponto de vista formal, e a todos os adeptos do ponto de vista afectivo. O papel dos associados está plasmado na letra dos Estatutos, na secção II, e delimitado por direitos e deveres. Saliento alguns aspectos fundamentais.

No que concerne os direitos... "participar nas Assembleias Gerais do Clube, apresentar propostas, intervir na discussão e votar; ser eleito para órgãos sociais; requerer a convocação de Assembleias Gerais extraordinárias, nos termos dos presentes estatutos” (artigo 20). Corresponde aos deveres, “honrar o Clube e defender o seu nome e prestígio; cumprir pontualmente as disposições dos estatutos e regulamentos do Clube e acatar as deliberações dos órgãos sociais e as decisões dos dirigentes; zelar pela coesão interna do Clube;”(artigo 21)

Através de eleições, os sócios exercem o direito de escolher os Órgãos Sociais, de acordo com os Estatutos. Estes têm toda a legitimidade de exercer, as suas funções. Quando os sócios não acatam as deliberações dos Órgãos Sociais, desrespeitam o Estatutos, e não cumprem os deveres implícitos. Quando promovem a divisão de forma deliberada, estão infringir o dever de manter a coesão interna.

O que se passa há muito no Sporting CP, mas assumiu nos dois últimos anos, o cúmulo da desestabilização, mostra uma de duas coisas, ou talvez as duas: os sócios, não conhecem os Estatutos, ou se os conhecem não os respeitam. Fazer manifestações selvagens, insultar dirigentes, pedir a sua demissão à margem da legalidade, ou da melhor ou pior, gestão desportiva, não se enquadra, em nenhum artigo dos Estatutos.

É como se não vivêssemos num “estado de direito”, mas numa república de bananas. Esta forma ilícita de actuar tem prejudicado o Clube (recorde-se o caso Mourinho) e continua a prejudicá-lo. Cabe aos órgãos dirigentes, (estes ou outros) defenderem o Sporting CP, contra estas derivas antidemocráticas, sem tibiezas. Cabe aos sócios não ultrapassar os seus direitos. “Cada macaco no seu galho”.

Em conclusão, as funções dos sócios, incluindo aqueles que exercem funções directivas, está claramente definido, e devem manifestar-se dentro dos limites da lei, tendo em vista os superiores interesses do Clube. A coesão interna tem que estar acima do interesse de grupelhos avulsos, e de elites com projectos pessoais. Não devia ser preciso fazer apelos à unidade. Esta é uma obrigação e não uma mera opção. Quem não aceita, deve seguir o seu caminho. A luta pela gestão do Clube, tem de ser restringida aos períodos eleitorais. Para  além disso, somos apenas Sporting.

publicado às 03:33

Unir o Sporting

Naçao Valente, em 27.11.18

 

A união, seja do que for, não se faz através de decreto, excepto nos regimes totolitários, onde todos têm de seguir o mesmo pensamento. O slogan "Unir o Sporting" foi usado em campanha pela lista que foi eleita. Em democracia, o cumprimento desse desiderato não é fácil de concretizar, pela liberdade, que permite a existência de naturais divergências.

 

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Num clube dedicado ao futebol só existe uma fórmula segura de conseguir a unidade; através dos resultados desportivos. Se estes forem positivos e viabilizarem a conquista de títulos a unidade acontece naturalmente. Ora no Sporting, por razões que merecem análise específica, isso não sucede há muito tempo.

 

A anterior Direcção teve um dos maiores períodos de graça, de que me lembro em tempos recentes, mas, apesar disso, não conseguiu conquistar o almejado e principal título. E eu que fui forte crítico da sua estratégia e da sua acção, admito que não começou mal. Com controle de custos, com algumas boas decisões na contratação de técnicos, parecia estar no caminho certo. Mas o ego e a falta de bom senso do presidente, trocando o essencial pelo acessório, acabou por, usando uma expressão ligava aos velhos westerns, "cavar a sua própria sepultura" enquanto "cowboy" sempre de dedo no gatilho.

 

A união de um Sporting dividido é uma tarefa ciclópica para esta Direcção. Os seguidores do notório "brunismo" continuam a andar por aí, sob a irrisória esperança de aparecer uma oportunidade para o seu ídolo. Recusam unidade e torcem para que as coisas corram mal. Os derrotados nas eleições, dividem-se entre os expectantes e os ressabiados pela derrota e já mostraram resistência no apoio a Varandas, nomeadamente na operação Obrigações. Não querem unidade. Desejam que tudo corra mal. Um grupo que julgo muito minoritário gostaria de ver o Clube nas mãos de um grande capitalista, com outro modelo de gestão.

 

Neste contexto, Varandas e a sua equipa, precisam para além de competência de alguma sorte. Depois de resolver dossiês financeiros urgentes, necessitam que a equipa de futebol profissional faça uma boa campanha, consiga bons resultados e ganhe, pelo menos, um título. Não é tarefa fácil. É que se assim não for, a sua margem de manobra começa a diminuir, e a desejada unidade a estar cada vez mais distante.

 

Que os adeptos percebam bem que até agora esta Direcção está a fazer os possíveis para estabilizar o Clube, que precisa de tempo, e que não se pode exigir, em meses, o que não e exigiu em anos. Que a maioria entenda que a desestabilização que antes partia de dentro, está agora fora e à espreita de uma pequena brecha. Que a paixão dê lugar ao bom senso, se não nunca mais saímos do ciclo vicioso.

 

publicado às 16:30

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