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VAR "encarnado"

Rui Gomes, em 22.04.18

 

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Golo mal anulado pelo VAR ao Estoril, no embate de ontem frente ao Benfica. O jogador que acabou por marcar o golo está em linha com o colega que fez o passe. O árbitro-auxliar está perfeitamente colocado no lance e nada assinalou, correctamente.

 

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publicado às 03:48

 

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SC BRAGA - SPORTING CP

 

Comecemos pelo jogo na Pedreira onde Luís Godinho não teve uma noite fácil. Num jogo intenso, muito disputado entre as duas equipas em campo, há dois lances que marcam particularmente o encontro deste sábado, que terminou com a vitória dos bracarenses.

 

Matheus choca com Bas Dost


Ao minuto 12, após cruzamento da esquerda, o guarda-redes do SC Braga sai da baliza e acaba por chocar com as pernas de Bas Dost. O árbitro não assinalou falta.

 

A decisão divide o painel do “Record”. Se Jorge Faustino considera “falta imprudente” do brasileiro na tentativa de fazer a mancha, Marco Ferreira entende que se trata de um “lance normal” de contacto no jogo.

 

Duarte Gomes, por sua parte, é da opinião de que “a bola já passou” quando Matheus e Bas Dost se encontram. “A melhor decisão, depois da acção do VAR, seria marcar penálti”, considera o ex-árbitro em "A Bola”.

 

Vários imbróglios num só


O minuto 44 é, provavelmente, o mais central deste jogo. Mathieu marcou na própria baliza mas o golo acabou anulado, uma vez que o árbitro Luís Godinho, depois de consultar o VAR, entendeu que houve falta de Paulinho sobre Gelson no início da jogada. Pelo meio, o SC Braga reclama um penálti por falta de Piccini sobre Ricardo Horta.

 

Sobre o lance que está na origem da decisão - se há ou não falta de Paulinho sobre Gelson - o painel de “O Jogo” é unânime: há toque sobre o jogador do Sporting. A falta foi bem assinalada. Essa não é, contudo a opinião de Duarte Gomes, que considera não ser evidente: “nenhuma imagem deixa claro ter havido toque”, diz.

 

Quanto à grande penalidade, mais uma vez, a opinião é dividida. No “Record” Jorge Faustino acha que há falta, opinião com a qual concorda José Leirós e Duarte Gomes, muito embora este dê o “benefício da dúvida ao árbitro” por não ser evidente a intensidade do toque do braço de Piccini.

 

Marco Ferreira, Jorge Coroado e Fortunato Azevedo acabam por equilibrar a balança, ao considerarem que esteve bem o árbitro ao nada assinalar.

 

Golo ao cair do pano


Quanto ao golo que decidiu a partida, tudo de acordo: Raúl Silva sai de posição regular para cabecear a bola e fazer o tento que deu os três pontos ao Sporting de Braga.

 

SL BENFICA - VITÓRIA DE GUIMARÃES

 

Golo de Raphinha bem anulado


Na Luz, há dois lances de maior evidência. O primeiro, ao minuto 23, conduziu ao golo do Vitória de Guimarães, que seria o primeiro do jogo, mas que foi anulado.

 

Tudo certo, de acordo com a análise dos painéis de arbitragem. O fora de jogo de Jubal no momento do cruzamento justifica a anulação do golo de Raphinha.

 

Mão na bola ou bola na mão?


Ainda na primeira parte, o outro lance a deixar dúvidas foi aquele que levou Carlos Xistra a assinalar grande penalidade a favor do Benfica por mão de João Aurélio dentro da área vimaranense.

 

Aqui a opinião dominante é que o árbitro decidiu bem por se considerar que a mão de João Aurélio estava aberta de forma injustificada, não estava em posição natural. Neste lance, só Jorge Coroado discorda por considerar que o cabeceamento de Jardel “deu uma trajectória diferente e imprevista à bola".

 

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publicado às 14:28

Qual o futuro do VAR ?

Rui Gomes, em 22.03.18

 

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O vídeo-árbitro foi o tema de abertura do IV Congresso 'O Futuro do Futebol', organizado pelo Sporting. Num painel subordinado ao tema ‘Vídeo-árbitro: presente e futuro’, moderado por Keith Heckett, antigo árbitro inglês, os presentes foram brindados com a experiência do VAR em três países: Portugal, Alemanha e Estados Unidos da América e ainda a perspetiva da Internacional Board. E com isso foi possível verificar pontos em comum, mas também diferenças na aplicação da tecnologia e para onde caminha.

 

EUA, modelo a seguir

 

E as diferenças principais chegam da Major League Soccer, dos EUA. A tecnologia foi implementada esta época, mas antes, houve treinos intensivos durante seis meses, com árbitros, televisões e ainda explicações para os adeptos, tanto nos estádios como nas televisões que transmitem as partidas. Uma das medidas foi contratar o antigo árbitro inglês Howard Webb, que deu formação a árbitros, mas também foi a vários programas de televisão e deu muitas entrevistas onde promoveu a tecnologia.

 

Outra diferença passa também pela comunicação com os adeptos nos estádios. As imagens consultadas pelo árbitro principal numa determinada decisão são passadas a seguir nos ecrãs dos estádios, após o recomeço do jogo, para que os presentes possam ver em que se baseou o juiz do encontro. Greg Barkey, director técnico da MLS, explicou ainda que os árbitros mais novos estão mais à-vontade com a tecnologia, mas têm mais dificuldades em tomar decisões, precisam de mais tempo para ver as jogadas, ao contrário dos árbitros mais experientes. E isso tem um custo no tempo de jogo:

 

"Com o passar do tempo, o número e tempo das interrupções baixaram drasticamente. Agora os árbitros só vão ver o que realmente interessa. Mas o que dizemos é: 'Se está a demorar imenso tempo para ver a jogada, demasiadas repetições, à procura de algo, é porque não há nada", disse Greg Barkey. As 'zonas cinzentas' continuam a ser o principal obstáculo, mas o responsável recorda que o VAR não vai acabar com os erros de arbitragem. Por isso, só deve intervir em situações onde é claro o erro do árbitro. Situações dúbias ficam nas mãos do árbitro principal.

 

A opinião de Jorge Jesus:

 

"Partilho a opinião, mas são realidades diferentes. Um adepto dos Estados Unidos não é como um adepto de Portugal ou de Espanha, que são muito mais fervorosos. Com as novas tecnologias, um adepto pode ver logo ali o lance, na hora.

 

Penso que fomos dos primeiros países a aderir a esta ideia. Os outros têm mais que aprender connosco. Não é por ser a MLS, uma federação ou um campeonato dos Estados Unidos, que não podemos aproveitar algumas questões. Mas acho que eles têm mais a aprender connosco".

 

Começo por questionar os conhecimentos de Jorge Jesus sobre as origens do adepto norte-americano. Pouco ou mesmo nada, decerto, e além do mais, "fervoroso" até nem será o termo mais adequado. Eu optaria pelo termo "civilizado".

 

É evidente que no contexto futebolístico, o continente norte-americano tem uma história muito mais curta quando comparado com a Europa ou a América do Sul, mas em termos de organização desportiva, seja em futebol ou em qualquer outra modalidade, é líder incontestável.

 

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publicado às 02:39

 

 

Não sei se é o primeiro caso do género desde que o VAR foi introduzido ao futebol, mas aos 72' do FC Porto-Boavista, Sérgio Oliveira marcou o terceiro golo dos dragões de penálti, mas o mesmo foi anulado por vídeo-árbitro pelo facto de o médio ter escorregado na execução do castigo máximo e acabar por dar dois toques na bola.

 

Até que ponto a tomada de decisão de rever o lance foi influenciada pelo guarda-redes do Boavista - o primeiro a chamar a atenção do árbitro -, é difícil de determinar, mas de uma forma ou outra acabou por ser a decisão correcta.

 

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publicado às 02:32

 

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A 132.ª Assembleia Geral do International Board aprovou este sábado, por unanimidade, a introdução do vídeo-árbitro nas leis do futebol, o que terá consequência imediata na sua utilização no Mundial de 2018.

 

Depois desta decisão, a FIFA, cujo líder Gianni Infantino preside ao IFAB, deverá dar ‘luz verde’ ao VAR a 16 de Março, em Bogotá, na Colômbia.

 

Infantino já havia afirmado em várias ocasiões ser favorável à utilização do videoárbitro no futebol, para rever “erros claros dos árbitros, envolvendo golos, grandes penalidades, cartões vermelhos e identidades trocadas”.

 

O Mundial de futebol de 2018 realiza-se na Rússia, de 14 de Junho a 15 de Julho, com a participação da Selecção portuguesa, que se apresenta como campeã europeia em título.

 

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publicado às 03:58

 

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Na abertura do 42.º Congresso ordinário da UEFA que está a decorrer esta semana em Bratislava, Aleksander Ceferin, presidente do organismo europeu, fez saber que o VAR não será ainda utilizado na Liga dos Campeões de 2018/19:

 

"Ninguém sabe exactamente como funciona. Ainda há muita confusão. Não sou contra o sistema, apenas considero que tem de ser melhor explicado. Vamos esperar para ver se funcionará no Mundial 2018, na Rússia. Poderá ser um bom projecto, útil para o futebol, mas não nos podemos precipitar a tomar esse tipo de decisões".

 

O vídeo-árbitro já está a ser utilizado em vários campeonatos europeus, como o português, e há fortes probabilidades de vir a integrar o Mundial da Rússia, com o International Board, organismo que tutela as Leis do Jogo, a tomar uma decisão sobre essa possibilidade no início de Março.

 

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publicado às 03:15

A expulsão de Petrovic e o VAR

Rui Gomes, em 27.02.18

 

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Corria o minuto 61 quando Petrovic viu o segundo cartão amarelo e foi expulso, na sequência do lance com o jogador do Moreirense, Bilel, em que, na realidade, não houve falta alguma. Tanto o jogador como o banco do Sporting protestaram a decisão do árbitro - Jorge Jesus alega que foi por indicação do quarto árbitro - mas de nada serviu. Para quem esperava a intervenção do vídeo-árbitro, este é um lance onde o VAR não pode intervir.

 

O protocolo do vídeo-árbitro não prevê a actuação em expulsões verificadas através de um segundo cartão amarelo, mas apenas quando um jogador vê o cartão vermelho directo. Esta é de resto uma das quatro situações em que o VAR tem intervenção, juntamente com golos, penáltis e troca de identidade.

 

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publicado às 03:44

 

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O Conselho de Arbitragem emitiu um esclarecimento sobre as instruções dadas aos árbitros para lances como o que resultou na anulação do golo a Doumbia, no jogo entre o Sporting e o Feirense. Sem nunca se referir especificamente ao golo mal anulado a Doumbia, apontou  uma "interpretação desajustada" da equipa de arbitragem num lance da 22ª jornada do campeonato.

 

O termo mais correcto não é uma "interpretação desajustada", mas sim um erro grosseiro e negligente. Perante o cenário de registo, não se deve andar no bico dos pés para evitar ferir sensibilidades, especialmente quando as pessoas em questão foram acentuadamente incompetentes.

 

Eis o comunicado do Conselho de Arbitragem, publicado no site da FPF:

 

"O Protocolo VAR define que se uma equipa cometer uma infracção na fase de ataque e, como resultado dessa acção, obtiver golo ou beneficiar de um pontapé de penálti o lance deve ser revertido. Ou seja, o golo ou pontapé de penálti deverão ser anulados e assinalada a falta O IFAB, num recente esclarecimento feito aos árbitros portugueses, definiu que a fase de ataque consiste numa jogada que vá rapidamente na direcção da baliza adversária.

 

Quando a equipa que desenvolve uma fase de ataque decide recuar em direcção ao seu meio-campo ou a defesa adversária joga a bola passa a ser uma nova jogada, eliminando-se as eventuais infracções técnicas cometidas na anterior fase de ataque. Na 22ª jornada da Liga NOS verificou-se um lance em que a equipa de arbitragem teve uma interpretação desajustada desta indicação do protocolo VAR, o que conduziu à errada anulação de um golo. O Conselho de Arbitragem entende divulgar este esclarecimento para não restarem quaisquer dúvidas sobre a definição de fase de ataque à luz do protocolo VAR.

 

O CA recorda que a implementação do projecto VAR se encontra em ano de testes, pelo que se torna especialmente relevante a partilha de informação. Só assim todos os agentes e adeptos terão ao seu dispor os dados que lhes permitam compreender esta nova ferramenta ao serviço do futebol".

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publicado às 17:52

 

 

Momento histórico na terceira eliminatória da Taça de Inglaterra, com o primeiro golo validado pelo videoárbitro (VAR) no futebol inglês.

 

O lance ocorreu na partida entre Leicester City e Fleetwood Town, aos 77 minutos, quando o avançado nigeriano Iheanacho se isolou e fez o 2-0. O árbitro auxiliar levantou a bandeirola para assinalar fora-de-jogo, mas o árbitro recorreu ao VAR e acabou por reverter a decisão, depois de as imagens terem provado que o avançado do Leicester estava em posição legal.

 

***Adrien Silva foi titular neste jogo.

 

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publicado às 03:47

 

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Um painel de diversas personalidades ligadas ao futebol português manifestou, em debate público realizado na noite desta terça-feira em Lisboa, apoio unânime aos videoárbitros. Na sede do Sporting Clube da Penha - freguesia lisboeta da Penha de França - o treinador Daúto Faquirá deixou entender não ter dúvidas que o VAR veio para ficar: "É um caminho sem retorno".

 

O ex-árbitro Pedro Henriques, por sua vez, catalogou as recentes polémicas como puras "dores de crescimento". Outros participantes foram o treinador Tiago António, o ex-jogador e treinador António Simões, o ex-futebolista Chaínho ou o presidente da AF Lisboa, Nuno Lobo. Este último deixou uma crítica ao facto de o VAR ser financiado pela FPF, considerando que a inovação deveria ser totalmente paga pelo futebol profissional".

 

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publicado às 11:54

 

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O Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol vai disponibilizar imagens do centro de videoarbitragem para que as televisões que transmitem jogos possam usar em directo quando há revisões em campo.

 

Ana Raquel Brochardo, porta-voz do organismo federativo, citada pelo cite da FPF:

 

«Trata-se de algo que já estava previsto. As televisões poderão mostrar imagens do trabalho do videoárbitro nos momentos em que o árbitro procede a uma revisão no relvado.

 

É algo que já acontece a nível internacional nos países que estão inseridos no projeto videoárbitro» e que nesta altura «também já é disponibilizado às televisões o sinal de output com as imagens que o árbitro vê quando se dirige à zona de revisão».

 

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publicado às 05:40

 

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O funcionamento do vídeo-árbitro (VAR) é tema central na Web Summit que está a decorrer em Lisboa, com os clubes a questionar o modo de actuação do sistema. Pedro Proença, presidente da Liga Portugal, aproveitou o ensejo para se pronunciar sobre esta delicada questão:

 

"Como todos os sistemas novos, há uma grande margem de progressão para melhorar. Tudo que se está a passar era expectável que acontecesse, com toda a naturalidade de quem quer fazer melhor. É um introdução tem de ser elogiada por todos. Somos das cinco ligas profissionais que tem este meio tecnológico. Temos de ver coisas do lado positivo. Se não tivéssemos hoje VAR, que discussões teríamos de ter? Quando a tecnologia foi pensada, sabíamos que tínhamos de passar por estas fases, com uma nova realidade que permite às equipas de arbitragem aferir o que se passa dentro do campo de forma diferente. Temos de dar tempo, isso é fundamental para não deixarmos morrer o futuro da arbitragem em todo o mundo.

 

A Disciplina e Arbitragem estão na Federação Portuguesa de Futebol e respeitamos essa separação de poderes. Essas questões relacionadas com a divulgação dos áudios da comunicação entre o árbitro do jogo e o video-árbitro dos  têm de ser colocadas ao Conselho de Arbitragem.

 

A nomeação de Artur Soares Dias, pela FIFA, como vídeo-árbitro no Mundial de Clubes, é sinal de que fizemos a aposta certa em Portugal. Estamos no caminho certo, que é na vanguarda".

 

Entretanto, foram publicados os 18 lances decididos com recurso ao VAR no primeiro terço da I Liga. Para o efeito, o leitor pode consultar esta reportagem.

 

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publicado às 14:58

 

 

A época 2017/18 ainda não acabou, mas já é certo que em 2018/19 haverá novamente video-árbitro em Portugal. A Federação Portuguesa de Futebol e a Liga anunciaram esta segunda-feira o prolongamento do projecto do VAR, garantindo que a experiência, esta época, tem sido um sucesso.

 

Fernando Gomes, presidente da FPF, em declarações ao portal do organismo:

 

“Os resultados são evidentes. Neste momento há 16 decisões revertidas. Seriam más decisões, que foram transformadas em boas decisões. Nem que fosse só uma ou duas já deveríamos estar satisfeitos com o processo.Temos feito a avaliação permanente da introdução deste projeto. Com algum tempo de antecedência, e planeando já as épocas futuras, tomámos a decisão de assumir os custos de mais um ano de video-árbitro, para permitir a consolidação do projecto e continuar a ajudar os árbitros na sua tomada de decisão”.

 

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publicado às 02:18

 

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A acreditar na exactidão de uma reportagem do Record, a posição de 10 equipas na I Liga seria diferente sem a intervenção do vídeo-árbitro, passados cerca de quatro meses da sua introdução no futebol português.

 

O referido jornal fez o levantamento das 15 decisões que foram alteradas pelo vídeo-árbitro. A publicação concluiu que em termos de liderança na classificação não mudava nada. Ou seja, o FC Porto seria líder com os mesmos 25 pontos em nove partidas. Em partidas dos dragões, o VAR só influenciou um lance até ao momento, ao anular um fora de jogo e validar um golo no triunfo frente ao Estoril (4-0).

 

O Sporting também continuaria com os mesmos 23 pontos. Ainda que o VAR tenha tornado a partida frente ao Estoril imprópria para adeptos dos leões com problemas cardíacos. Primeiro anulou um golo de Bas Dost. 'In extremis' anulou o golo do empate do Estoril apontado por Pedro Monteiro, por fora de jogo.

 

Já em relação ao Benfica, o encarnados podiam estar já a sete pontos da frente, caso o VAR não tivesse intervido. Tudo se passou na partida frente ao Portimoense. Fabrício marcou o golo do empate do Portimonense (2-1) na partida na Luz, mas o VAR assinalou off-side.

 

Mas também longe dos lugares cimeiros a classificação poderia ter mexido sem o auxílio da tecnologia.

 

O Belenenses e Tondela serão os mais beneficiados. As duas equipas subiram duas posições cada com o auxílio da tecnologia. Aves, Portimonenses e V. Guimarães subiram uma posição.

 

Mas também há equipas em que a tecnologia do vídeo-árbitro ainda não teve impacte. O SC Braga ainda não viu o VAR mudar qualquer decisão em jogos seus.

 

Lance revertidos pelo VAR

 

A ação do VAR também auxiliou os árbitros a expulsarem quatro jogadores nesta edição da I Liga.

 

Boavista - Aves (4ª jornada) - Derley atingiu o guardião Wagner com o pé. João Capela começou por mostrar o amarelo, mas depois de ter sido aconselhado pelo VAR a ver as imagens mudou a decisão para vermelho.

 

Marítimo - Rui Ave (5ª jornada) - Francisco Geraldes entrou duro sobre Edgar Costa. Bruno Esteves viu as imagens e decidiu-se pela expulsão do médio emprestado pelo Sporting.

 

Chaves - Tondela (8ª jornada) - Júnior Pius acertou em William. O central beirão começou por ver o amarelo, mas Bruno Paixão mudou a decisão, depois de auxiliado pelo VAR.

 

Feirense - Rio Ave (9ª jornada) - Marcão fez falta sobre João Silva, levou um amarelo, mas a decisão acabou por ser mudada.

 

Nível de alteração de decisões acima da média prevista

 

David Elleray, director técnico do Internacional Board, tinha previsto uma média de uma decisão alterada a cada quatro ou cinco jogos. Para já, a média situa-se em 5,4 decisões alteradas, nos 15 jogos em que o VAR ajudou a reverter decisões, ao cabo de 81 partidas disputadas.

 

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publicado às 12:21

 

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O Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) explicou aos clubes os motivos para a inperacionalidade do video-árbitro no jogo entre Aves e Benfica, no domingo, da nona jornada da I Liga.

 

Contactada pela agência Lusa, fonte do Conselho de Arbitragem confirmou o envio da missiva à Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), dando conta de que a quebra de comunicações entre o videoárbitro e a equipa de arbitragem, a partir dos 66 minutos do encontro, se ficou a dever a uma anomalia na base de interligação, que permite o envio de sinal áudio da equipa de arbitragem para o centro de videoarbitragem.

 

Ainda de acordo com a explicação do Conselho de Arbitragem, após detectada a anomalia, a equipa técnica no centro de videoarbitragem procedeu a tentativas de recuperação do sistema de comunicações, nomeadamente reiniciando-o, sem sucesso, e, posteriormente, reconfigurando-o, igualmente sem resultados.

 

Perante isto, as comunicações ficaram comprometidas até ao final do jogo, sendo que os testes realizados após o encontro, que o Benfica venceu por 3-1, diagnosticaram que a falha se ficou a dever à base de interligação dos sistemas dos rádios utilizados pela equipa de arbitragem, liderada por Nuno Almeida, da associação do Algarve.

 

No domingo, o CA da FPF já tinha confirmado, na sua conta oficial do Twitter, a quebra de comunicações a partir dos 66 minutos do jogo, acrescentando que esta falha impediu o diálogo entre a equipa de videoarbitragem e a equipa de arbitragem no terreno.

 

Entretanto, de acordo com fonte da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), o Conselho de Arbitragem ficou chocado por fonte da Liga ter alegadamente revelado conteúdo do relatório do árbitro (Nuno Almeida) do jogo Aves-Benfica, facto que considera gravíssimo, uma vez que o relatório ainda não foi analisado pelo Conselho de Disciplina e poderá conter factos que obriguem o CD a manter-se em sigilo. Tal será o caso, por exemplo, de existir matéria constante do relatório que justifique a abertura de um inquérito ou processo disciplinar.

 

A Liga revelou que pediu esclarecimentos ao Conselho de Disciplina por não ter tomado conhecimento oficial da avaria que impediu as comunicações entre o VAR e o árbitro no dia do jogo, uma vez que a mesma não consta dos relatórios da equipa de arbitragem. A mesma fonte confirmou que a Liga foi informada formalmente pelo Conselho de Arbitragem, mas apenas ontem, tendo solicitado mais esclarecimentos no sentido de perceber a ausência de qualquer referência à avaria nos relatórios apresentados no final da partida.

 

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publicado às 05:19

 

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Gelson Martins foi derrubado na área e, pelo mal dos seus "pecados", viu de imediato o amarelo por suposta simulação. Mas ficaram dúvidas e Rui Costa foi alertado pelos operadores do video-árbitro para rever o lance. A decisão que à partida levou uma mera fracção de segundos para ser tomada, obrigou o árbitro a rever o lance por duas vezes, acabando por recusar reconhecer que errou.

_________________________________________________

 

Mais a Norte, consta que não houve falta de polémica pela arbitragem inclinada do árbitro algarvio Nuno Almeida, na recepção do Aves ao Benfica. Duas grandes penalidades assinaladas a favor dos "encarnadas", uma num lance precedido por falta ignorada pelo mesmo Nuno Almeida, e outra, pelo mergulho de Pizzi. Curiosamente, temos aqui o link do vídeo deste último lance, em que o Record nos brinda com a execução do penálti por Jonas quatro vezes, e a suposta falta sobre Pizzi apenas uma vez e logo no início do vídeo.

 

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Para dar algum sentido de humor negro à situação, parece que existiram problemas de comunicação entre os operadores do vídeo-árbitro que se encontravam na Cidade de Futebol e o quarteto de arbitragem liderado por Nuno Almeida.

 

Segundo a informação providenciada pelo conta do Twitter do Conselho de Arbitragem, a quebra ocorreu a partir dos 66 minutos, não tendo existido qualquer interacção entre as duas equipas até final da partida, que o Benfica venceu por 3-1.

Recorde-se que no lance que antecedeu o terceiro golo do Benfica, de Jonas, Lito Vidigal ficou a pedir falta do brasileiro sobre Nildo e exigiu mesmo a intervenção do vídeo-árbitro, algo que, tecnicamente, já não era possível naquele momento.

 

Hilariante !!!

 

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publicado às 04:42

 

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Semana a semana, a ter início esta segunda-feira, Duarte Gomes passa a analisar lances e temas relacionados com o campeonato português, nas edições de Bola Branca, na Rádio Renascença.

 

Nesta sua primeira participação, aproveita os erros de arbitragem do empate (1-1) que, no sábado, ditou o atraso do Sporting na tabela classificativa, para esclarecer que o vídeo-árbitro não tem permissão para intervir em todos os lances de um jogo de futebol. O vídeo-árbitro só poderia ter intervido em um dos três lances que causaram polémica no Moreirense-Sporting, precisamente numa grande penalidade que ficou por assinalar a favor dos leões.

 

Não há fora-de-jogo dos cónegos

 

"Se Tozé estivesse em franca posição de fora-de-jogo, nunca deveria ser punido na mesma, porque nem jogou a bola, nem interferiu sobre qualquer adversário. A posição do Tozé era irrelevante. Zizo, que levou a bola, vem completamente de trás. A jogada é legal, portanto houve um erro do árbitro assistente, em que o vídeo-árbitro nada podia fazer.

 

Em situações de fora-de-jogo que não resultem directamente, por exemplo, em golo ou em pontapés de penálti, o vídeo-árbitro não pode intervir e aqui nunca podia fazê-lo".

 

Empate precedido de ilegalidades

 

No golo do empate leonino, o lance foi legal, embora seja precedido de um pontapé de canto ferido de ilegalidade. Piccini empurrou, com as duas mãos, o defesa Rúben Lima. Além disso, ainda foi o último jogador a tocar na bola. Portanto, se não fosse considerada a falta atacante, seria sempre pontapé de baliza para o Moreirense. Houve um erro da equipa de arbitragem e também aqui é fundamental referir que o vídeo-árbitro não podia intervir. Nas situações de recomeço de jogo, à excepção de algumas circunstâncias nos pontapés de penálti, os vídeo-árbitros não podem intervir".

 

Grande penalidade passa em claro

 

"O lance em que o vídeo-árbitro deveria ter, efectivamente, entrado em jogo, foi nos descontos, numa grande penalidade que ficou por assinalar a favor do Sporting. O lance era de análise quase impossível em campo e competia ao VAR ver a ilegalidade.

 

O Sporting fazia o seu ataque pela esquerda, era aí que estava o foco do árbitro Luís Godinho, e no centro da área, quando procurava a melhor posição, o Doumbia foi agarrado pela camisola por um defensor do Moreirense. Na televisão, apesar de não haver grandes repetições sobre este lance, o penálti é claro. O puxão começa de fora e termina dentro e, nesta circunstância, é aí que deve ser penalizado. O lance passou despercebido ao árbitro e ao árbitro assistente, que estavam a acompanhar o fora-de-jogo. Portanto, a única pessoa que poderia ter aqui ajudado, aqui sim, seria o vídeo-árbitro".

 

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publicado às 04:46

 

 

 

O Paços de Ferreira conseguiu, esta sexta-feira, a sua primeira vitória para o campeonato, diante do Vitória de Setúbal, por 1-0, em jogo da sexta jornada.O único golo da partida chegou aos 56 minutos, com Pedrinho a aproveitar um ressalto à entrada da área, para dar os três pontos aos "castores".

 

Excepto que esse poderá não ter sido o único golo legal do jogo. Pouco antes, aos 49 minutos, Gonçalo Paciência disparou, de forma espontânea, desde fora da área, à figura de Mário Felgueiras. Contudo, o guardião largou a bola e, antes de a recuperar, a redonda terá passado a linha de golo. O árbitro deu a entender que consultou o vídeo-árbitro e o golo não foi validado.

 

Apesar de se reconhecer que não é um lance de fácil análise, parece-me que através da tecnologia disponível é possível determinar que a bola passou completamente a linha de golo. No entanto, a acreditar que o VAR foi mesmo consultado, a opinião dos operadores foi diferente.

 

Eis o que José Couceiro teve para dizer sobre o lance:

 

«A questão não é o video-árbitro, não se trata da sua funcionalidade. Repito, sou a favor do video-árbitro, mas estes erros são humanos. A análise deve ser feita por pessoas com capacidade para o fazer, se não a têm devem ser alteradas. É uma coincidência, mas em seis jornadas temos três vezes o mesmo video-árbitro. Como explico isto aos meus jogadores? Bato na tecla de que o foco é o jogo e...

 

Nós é que vamos ser penalizados, nós é que vamos ter o lugar em risco. Não é por mais 30 segundos que o jogo esteja interrompido... Este era um lance complicado para o árbitro, difícil para o assistente mas não era difícil para o video-árbitro».

 

Nota: Para evitar comentários despropositados, devo esclarecer que este artigo nada tem a ver com o Vitória de Setúbal ou o Paços de Ferreira, mas sim com a função do vídeo-árbitro.

 

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publicado às 04:15

 

 

"Devido a problemas técnicos, a assistência vídeo [ao árbitro do jogo] não forneceu as linhas para aferir a existência de fora de jogo durante a primeira parte".

 

E será que é necessário ter as linhas para verificar este flagrante fora de jogo no embate da Supertaça Alemã entre o Bayern Munique e o Borússia Dortmund ?

 

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publicado às 15:41

 

 

Pedimos desculpa, mas devido a um problema técnico ainda por identificar, este post desapareceu. Vamos tentar corrigir, mas sem a certeza de o conseguir. Obrigado.

 

Continuamos a tentar identificar o problema técnico, mas, entretanto, voltamos a publicar o vídeo do lance em disputa, no jogo entre o Vitesse e o Feyenoord.

 

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publicado às 04:45

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