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Já começa?

Rui Gomes, em 30.11.20

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Ao que consta, o vídeo-árbitro do Sporting-Moreirense vai ficar afastado das nomeações durante várias semanas. A decisão do Conselho de Arbitragem em colocar Rui Oliveira na jarra tem a ver com o erro no primeiro golo do Sporting, que deveria ter sido anulado devido ao contacto da bola com o braço de Pote, momentos antes de este marcar.

O CA irá manter o critério que já levou ao afastamento de alguns juízes esta época, entre os quais Nuno Almeida e André Narciso, referente ao P. Ferreira-FC Porto. O algarvio e o setubalense não voltaram a dirigir jogos profissionais desde então, tendo apenas estado na Taça de Portugal por não haver árbitros suficientes para os duelos envolvendo equipas da Liga NOS.

Para o CA, Rui Oliveira cometeu um erro grave ao não dar indicação da falta ao árbitro Vítor Ferreira. O portuense não respeitou as directrizes fornecidas aos árbitros na função de VAR e será punido por isso. Até porque se tratou de uma falha com consequências no resultado, vitória do Sporting por 2-1.

Nota: Deve haver uma outra imagem muito mais especial, porque neste vídeo da jogada do golo não se consegue ver infracção alguma.

publicado às 03:33

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Uma versão mais simples do videoárbitro (VAR) e uma abordagem que se estenda "a todos os níveis do futebol" está a ser estudada por um grupo de trabalho da FIFA, informou esta terça-feira o organismo, em comunicado, acrescentando a possibilidade de redução nos requisitos mínimos tecnológicos.

O grupo denominado 'Inovação e Excelência' apresentará brevemente à FIFA e ao IFAB - órgão regulador das Leis do Jogo - recomendações para colocar em 'marcha' a reforma pretendida, no sentido de simplificar o VAR.

"Existe a necessidade de criar sistemas mais acessíveis e que permitam o recurso ao assistente de vídeo na arbitragem a todos os níveis do futebol".

Na mesma nota, o organismo diz também estar a estudar um desenvolvimento tecnológico semiautomático para a questão do fora de jogo, no sentido de tornar a análise dos mesmos o mais eficaz possível.

Tudo muito bem..., mas teremos de esperar para ver as medidas inovadoras que vão ser propostas e eventualmente implementadas. Não há dúvida alguma que o recurso ao VAR necessita urgentemente de ser melhorado, mas também é igualmente verdade que estes "grupos de trabalho" da FIFA nem sempre vêm à luz com inovações de excelência. Aliás, há aspectos das leis do jogo que urgem há anos ser alteradas mas que a FIFA e/ou o IFAB recusam efectuar.

Não sendo novidade alguma, há em tudo isto uma realidade incontornável: enquanto o ser humano participar no processo decisional vamos ter erros e quaisquer novas medidas que venham a aumentar a participação humana, em vez de a reduzir, tornar-se-ão ainda mais susceptíveis ao erro, especialmente em países como Portugal onde os critérios de decisão são inconstantes e vulneráveis a influências alheias.

publicado às 17:00

Gastaram-se litros de tinta, usaram-se uns quantos quilos de palavras, passe o exagero, com interpretações, tão ou mais subjectivas, que o lance de penálti revertido no jogo Sporting-FC Porto. Do que foi dito e escrito, resulta um denominador comum: o homem do apito, esteve certo na sua decisão em função do que observou directamente, mas, ao mesmo tempo, esteve errado, de acordo com as imagens televisionadas, que lhe foram apresentadas pelo VAR. Assim sendo, a reversão acabou por ser correcta, ou por outras palavras, "escreveu-se direito por linhas tortas". Quando o assunto cair no esquecimento, a banda continua a tocar.

Imagens televisionadas? Começam aqui as contradições. Porque razão o VAR meteu o "bedelho" onde não devia. Sobre tudo o que li e ouvi, há uma posição unânime: o lance em causa não constituía um erro grosseiro do árbitro. E mesmo perante as imagens que têm aparecido, a intervenção do defesa portista na acção do avançado é susceptível de diversas interpretações. Também não se nega o contacto, o que se discute, fundamentalmente, é se teve ou não influência no seguimento da jogada.

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Para não acrescentar mais litros ou quilos à polémica, coloco algumas interrogações: o que se passou na comunicação, que não devia ter existido, entre o VAR e árbitro? O que viu este nas imagens televisivas que o levou a mudar a sua anterior decisão? Não viu contacto? Se viu, calculou então a sua intensidade? Com que certezas mudou a decisão? Será que não os tem no sítio? Tem medo de quê ou de quem?

Em conclusão, o homem do apito foi célere na marcação da infracção, mas depois de uma conversa de "pé de orelha", mudou de agulha. Acredito que quando foi ver as imagens já tivesse a reversão decidida.

Vimos vários comentadores encartados a dizer que não era caso para VAR, mas que a sua intervenção repôs a verdade, a partir da dita conversa, que não podia ter existido. Que raio de coerência é esta? A verdade é que é fácil bater num clube sério como o Sporting CP, ainda por cima com o acordo de certas facções internas. Na realidade, não me lembro de ver estes comentadores mexer uma palha, contra as falcatruas que beneficiam outros clubes. A verdade é que não se "escreveu direito por linhas tortas" mas escreveu-se "torto por linhas direitas". 

publicado às 03:49

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Um muito breve esclarecimento para complementar o debate que decorre neste momento sobre o VAR e a sua actuação no jogo de ontem entre Sporting e FC Porto.

Em Dezembro 2019, Lukas Brud, secretário-geral do International Football Association Board (IFAB), em declarações ao jornal L'Équipe, esclareceu que "o VAR só deve actuar em situações claras e óbvias".

"Se uma situação não é clara ao primeiro olhar, então não deve ser considerada. Olhar para uma câmara de um ângulo é uma coisa, olhar para quinze câmaras, procurando encontrar algo que pode estar ou não ali, essa não era a ideia original. Não estamos à procura da melhor decisão, mas sim a tentar livrar-nos de erros claros e óbvios".

Isto não vem do IFAB, mas nem por isso deixa de ser interessante que na Austrália ouve-se na TV a conversa entre o árbitro e o VAR. Dá para imaginar que esta prática em Portugal não seria vista de bons olhos pelos principais intervenientes do futebol português.

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publicado às 15:09

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O que é que Luís Godinho viu no monitor - com a cumplicidade de Tiago Martins (VAR) - diferente do que viu no relvado no momento real do lance?

O facto de ser o mesmo VAR que agiu na época passada em Moreira de Cónegos, tal como Frederico Varandas refere nas suas declarações, deve ser "mera" coincidência, decerto?!?

O árbitro assinalou falta de Zaidu sobre Pote na área numa primeira instância e exibiu o 2º cartão amarelo ao lateral-esquerdo portista. No entanto, reavaliou o lance no monitor e reverteu a decisão.

(O vídeo do lance disponível aqui)

Frederico Varandas, em conferência de imprensa, manifestou a sua indignação:

"Hoje o Sporting CP está triste porque perdeu dois pontos e acho que o futebol português também está triste porque teima em não mudar. Já vi o lance várias vezes, e só faço uma pergunta: este mesmo lance, este possível penálti, sabem quando é que era revertido no Estádio do Dragão ou na Luz? Nunca, nunca. O árbitro vê empurrão nas costas, assinala penálti, depois o VAR surge a analisar se há intensidade, se é dentro ou fora da área. É o costume... o VAR só deve analisar num erro clamoroso. Para mim é penálti, é. O jogador leva um encosto no ar, para mim é penálti. Foi marcado, em Alvalade, é revertido. Mas também vi em Tondela o Doumbia ser pisado, o árbitro bem a mostrar o vermelho, o VAR chamou e reverteu em amarelo. Também vi um penálti claríssimo em Moreira de Cónegos que o mesmo VAR de hoje não viu. O VAR chamou o árbitro, viu, mas o árbitro continuou a achar que não era penálti.

São estas coisas que acontecem frequentemente no futebol português, mas sobretudo ao Sporting. O mesmo VAR não vê o vermelho directo ao Zaidu, qual é a dúvida? E é por isso que acho que o futebol português devia estar triste. Infelizmente, em Portugal, para triunfar só por mérito, é muito difícil. No futebol ainda mais. Não interessa se a pessoa foi apanhada em escutas, se tem processos judiciais, interessa é se tem poder, se ganhou e aí todos prestam vassalagem.

O Sporting dá todo o apoio ao presidente da arbitragem mas já disse isto três vezes: Se os soldados não prestam, encostam-se. E se virmos, há um denominador comum muitas vezes. Há valores que o Sporting não abdica, não vamos fazer o que se fazia, não vamos jogar sujo. Mas se tivermos de gritar, vamos gritar bem alto. Custe o que custar, vamos vencer."

__________________________________________________

ADENDA

Faltava, neste post, os pareceres de alguns "peritos" cá do burgo...

Jorge Faustino (nota 3) - Arbitragem que confirmou a maturidade de um "jovem" internacional onde alguns erros de critério não influenciaram o resultado. Trabalho globalmente positivo.

- Zaidu, na tentativa de jogar a bola, mas numa abordagem muito negligente, acertou com a sola da bota no pé de Pedro Porro. Vantagem bem aplicada e correta a exibição do amarelo na interrupção seguinte.

- Existe contacto do braço de Zaidu nas costas de Pedro Gonçalves que parece não ter impacto na movimentação deste. Lance de interpretação de intensidade onde se aceita a decisão de não sancionar penálti.

Marco Ferreira (nota 3) - Cometeu alguns lapsos a nível técnico e disciplinar. Errou em assinalar o pontapé de penálti com o VAR a intervir correctamente. Acusou a pressão do jogo acabando por não influenciar o resultado final.

-  Zaidu aborda tarde a bola e pisa o pé do adversário de forma negligente, Árbitro aplica a lei da vantagem e adverte na interrupção. Boa decisão.

- Zaidu e Pedro Gonçalves tentam disputar a bola dentro da área do Porto com o avançado a cair, Árbitro assinala pontapé de penálti. VAR aconselha o árbitro a verificar o monitor e reverte a decisão correctamente. Lance normal sem infracção.

**** Surpresas?... Nenhuma!!!

publicado às 04:04

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Aleksander Ceferín, presidente da UEFA, defendeu a necessidade de se encontrar uma alternativa à interpretação da regra do fora de jogo feita com a tecnologia de linhas do VAR. O líder do organismo europeu não quer que "as equipas sejam arruinadas por uma má decisão".

"Um centímetro fora de jogo não é fora de jogo... Essa não é a intenção ou o significado da regra. Tem de ser um erro óbvio e decisivo para o VAR intervir", afirmou Ceferín em entrevista à Sky Sports.

De referir que a UEFA prepara-se para introduzir linhas virtuais mais grossas nos lances de possível fora de jogo analisados pelo VAR. Esta mudança deve entrar em vigor a partir de 2020/21, nos jogos da Liga dos Campeões e Liga Europa.

"Linhas mais grossas são mesmo essenciais, porque a linha é colocada subjectivamente. Não existe precisão exata e um centímetro pode arruinar a época de um clube. A mão na bola também é problemática, mas não sei o que fazer acerca disso", observou.

publicado às 03:03

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Pierluigi Collina, antigo árbitro italiano que actualmente chefia a comissão de arbitragem da FIFA, reflecte sobre a introdução da tecnologia no futebol e defende que o VAR não pode ser encarado como um decisor, mas como um auxiliar ao árbitro de campo.

"O árbitro deve decidir como se a tecnologia não existisse. O objectivo é não precisar do VAR porque as decisões são tomadas de forma correcta de acordo com a preparação que os árbitros fazem", começou por dizer em entrevista à La Gazzetta dello Sport o antigo árbitro, que apitou uma final da Liga dos Campeões (1999), uma final de um Mundial (2002) e uma final de um Europeu (1998).

"O árbitro sabe bem que está ali um para-quedas que pode ajudar a corrigir um erro. É preciso conhecer tudo acerca do jogo, analisar vídeos para conhecer as tácticas e as características dos jogadores. No meu tempo, isso era feito ocasionalmente, agora faz parte da preparação integral dos árbitros".

publicado às 03:03

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O presidente da FIFA, Gianni Infantino, manifestou, esta quinta-feira, muito optimismo quanto ao futuro do VAR, muito embora reconheça que não está a ser utilizado da mesma maneira em todos os países onde foi implementado.

O líder do organismo que superintende o futebol mundial, em declarações reproduzidas pela REUTERS, defende que "é importante que o VAR esteja lá para apoiar o árbitro mas não para tomar as decisões que deveriam ser do juiz da partida. Não deveria ser outra pessoa a tomar as decisões pelo árbitro, e é assim que o VAR está implementado em quase todas as partes do mundo, mas não em todas".

Quanto ao leque de críticas de que o VAR tem sido alvo, especialmente, em Inglaterra, Gianni Infantino recorda que, "no início, Itália atravessou um período conturbado", que acabou por ser superado.

"Não levaria essas críticas, de Inglaterra e da Premier League em particular, de forma demasiado dramática. Não há razão alguma para que, em Inglaterra, não possa ter tanto sucesso como em qualquer outro local. 

Penso que é bastante normal em algo pelo qual o futebol esteve à espera durante 150 anos. Mas... há, sem dúvida, progresso. É, certamente, um passo na direcção certa, e uma ajuda para os árbitros, mas tem de ser usado de maneira apropriada".

Pois... mas em Portugal, pelos muitos exemplos de registo esta época, e ainda vai a meio, fica a ideia que a "direcção certa" do VAR ainda não foi encontrada e muito dificilmente será enquanto forem os mesmos homens a dirigir o Conselho de Arbitragem e a apurar e seleccionar os árbitros.

publicado às 17:16

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Não há campeonato algum de topo sem situações polémicas por golos invalidados pelo VAR devido a foras de jogo milimétricos.

A imagem que publicamos é do jogo desta quarta-feira entre o Burnley e Aston Villa em que um golo foi invalidado pelo VAR à equipa visitante, porque o calcanhar do goleador estava, por milímetros, adiantado relativamente ao último oponente.

Entretanto, o Internacional Football Association Board (IFAB), organismo que regula as leis do jogo no futebol, decidiu tomar uma posição pública em relação à atuação do VAR, nomeadamente em lances de fora de jogo, manifestando que as indicações dadas para considerar um lance irregular não estão a ser bem interpretadas.

Lukas Brud, secretário-geral do IFAB, assegurou que novas directivas serão dadas no final da Assembleia Geral anual do organismo, agendada para o final de Fevereiro. O dirigente, acrescentou que no que confere aos foras de jogo, o VAR só deve intervir em "situações claras e óbvias". Mais, explicou que há um conceito de dúvida ou margem de tolerância que deve prevalecer em casos duvidosos:

"Se uma situação não é clara à primeira vista, então não deve ser considerada. Olhar para uma câmara de um ângulo é uma coisa, mas olhar a quinze, procurando encontrar algo pode estar ou não ali, essa não era a ideia original."

A realidade é que a lei de fora de jogo sempre foi controversa e as várias medidas que o IFAB implementou ao longo dos anos pouco ou nada melhoraram a situação.

Agora, com o VAR operacional, há de facto casos em que erros são detectados e corrigidos, contudo, há outros tantos que só resultam em decisões polémicas.

Parece-me que a essência do problema recai fundamentalmente sobre a lei de fora de jogo. Não recomendo que seja eliminada, mas há muito que exige ser algo simplificada.

O vídeo-árbitro (VAR) é uma outra discussão e é tudo menos consensual, especialmente no futebol português, onde a credibilidade das pessoas que exercem a função está muito em dúvida.

publicado às 04:31

UEFA vai pedir esclarecimentos ao International Board por causa do VAR

“Não sou fã do VAR. Se tiveres um nariz comprido hoje em dia, estás fora-de-jogo”

Rui Gomes, em 05.12.19

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Aleksander Ceferin, presidente da UEFA, em conferência de imprensa, após reunião do Comité Executivo, em Nyon, na Suíça, afirmou que vai pedir ao International Board, que define as leis do jogo no futebol, alguns esclarecimentos sobre a utilização do vídeo-árbitro (VAR), sobretudo nos lances de fora de jogo:

“Há algumas coisas que não estão claras e gostaríamos de esclarecer. Por exemplo, as linhas de fora de jogo. É algo que ainda não é claro. Não é claro como são feitas e quem decide.

Devemos tornar a tecnologia muito mais clara, rápida e menos invasiva. O futebol está a mudar e estamos preocupados que esteja a mudar demais.

Espero uma resposta clara do International Board, que tem uma reunião agendada para 29 de fevereiro do próximo ano, na Irlanda do Norte".

Entretanto, o Comité Executivo do organismo aprovou a utilização do VAR na fase de qualificação europeia para o Mundial 2022, que vai decorrer no Qatar, algo que acontecerá pela primeira vez, faltando apenas receber a confirmação da FIFA.

O vídeo-árbitro vai ser utilizado já em Março de 2020, nos ‘play-offs’ de acesso à fase final do Euro2020, competição que vai decorrer pela primeira vez em 12 cidades de 12 países diferentes e para a qual Portugal, detentor do troféu, já está qualificado.

publicado às 04:45

Penálti que ficou por assinalar

Rui Gomes, em 29.10.19

Desconhecemos as recomendações do vídeoárbitro André Narciso, mas Artur Soares Dias esteve mal ao não assinalar falta do guarda-redes Miguel Silva sobre Bruno Fernandes, aos 47 minutos.

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Bruno Fernandes publicou uma foto do seu olho negro nas redes sociais e deixou uma pergunta ao guardião vitoriano:

"Achas que chegaste a tocar?"...

publicado às 03:17

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Aos 68' do Rio Ave-FC Porto, o árbitro anulou a Tarem o que seria o golo do empate (1-1). O lance foi depois ao VAR que, após longa consulta, confirmou a decisão inicial do juiz Nuno Almeida.

O leitor consegue ver o fora de jogo?... Eu não consigo, mas talvez que o problema seja meu.

Que houvesse dúvidas da parte do árbitro-auxiliar, ainda se admite, mas a consulta ao VAR devia ter esclarecido o cenário. E esclareceu... com o que parece ser uma decisão errada.

Enfim... mais do eterno mesmo do futebol português!

publicado às 05:01

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 26.08.19

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O director desportivo do Sporting, Hugo Viana, criticou a decisão de reverter um penálti assinalado após consulta ao videoárbitro (VAR), durante a partida da Liga NOS deste domingo com o Portimonense.

"Sempre fomos, somos e seremos a favor do VAR. Achamos que no futebol português é uma ferramenta muito importante. Hoje estavam no VAR dois árbitros, não sei se será ainda preciso um terceiro e um quarto, mas pelo menos tem de haver um que saiba as regras. O que aconteceu no lance do Luiz Phellype, achamos grave e lamentamos".

Aos 10 minutos, Carlos Xistra assinalou falta de Pedro Sá sobre o avançado Luiz Phellype à entrada da área. Depois de rever o lance por indicação do videoárbitro, marcou penálti, mas, após três minutos de paragem, consultou de novo as imagens e reverteu a decisão devido a uma suposta falta de Thierry Correia no início do lance. 

A primeira consideração é que entre a alegada falta de Thierry e a falta sofrida por Luiz Phellype, o Portimonense teve posse de bola. Houve três jogadores que tocaram na bola, e mesmo que se considere que os primeiros dois não tiveram real "posse de bola", no terceiro, de Pedro Sá, salvo erro, houve uma decisão definitiva com o esférico.

Se de facto houve posse de bola do Portimonense, o VAR não podia recuar no jogo para rever o "incidente" com Thierry. Isto não obstante, parece-me evidente que foi o jogador do Portimonense que se atravessou no caminho de Thierry e que este até fez um esforço para o evitar. Não há falta, portanto!

publicado às 03:03

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A Premier League vai estrear o vídeo-árbitro na próxima época e começa já por marcar a diferença em relação aos outros países. O organismo que rege o principal campeonato inglês de futebol anunciou que os ecrãs gigantes dos estádios irão passar as repetições das jornadas analisadas pelo VAR.

A excepção serão Old Trafford e Anfield Road, casas do Manchester United e Liverpool, respectivamente, por não terem ecrãs gigantes mas apenas marcadores electrónicos.

"Para os clubes que não têm ecrãs gigantes no seu estádio, as comunicações do VAR serão feitas através de uma combinação entre o sistema de som e mensagens nos marcadores", explica a Premier League.

Outra novidade é o facto de um lance ou decisão mudada após análise do VAR ser indicada por grafismos. Os adeptos poderão vir a ter também, através de uma aplicação nos seus telemóveis, as mensagens trocadas entre o vídeo-árbitro e o árbitro principal, tudo pela maior transparência possível.

"Se o VAR considerar que há um vídeo definitivo que ajuda a explicar a mudança de decisão aos adeptos, esse vídeo será transmitido nos ecrãs gigantes. A Premier League vai ainda estudar a possibilidade de tanto vídeos e mensagens serem transmitidas para dispositivos móveis, por via de uma aplicação", detalhou o organismo, em comunicado.

publicado às 03:31

 

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No final da partida com o SC Braga, o presidente Frederico Varandas falou aos jornalistas:

 

Jogo: "Queria dedicar esta vitória ao nosso treinador, Marcel Keizer, que hoje teve a infelicidade de perder um familiar muito próximo e, com grande profissionalismo, fez o jogo. Com grande dificuldade foi à conferência de imprensa e esta vitória é para ele".

 

Arbitragem: "O Sporting, eu enquanto presidente, perdi em Tondela e perdi bem. Perdi porque o Sporting foi inferior. Perdi com o Portimonense, perdi bem porque fui inferior ao Portimonense. Empatei com o FC Porto, empatei bem. Hoje foi justo o resultado e certamente houve erros de um lado e do outro nestes três jogos que eu enunciei.

 

Para mim há três formas de lidar com a derrota. Com dignidade, conseguindo perceber porque se perdeu, olhar para dentro; a versão histeria e eu admito que frustração de perder uma final em casa, mais uma vez, não é fácil; e a versão cobarde que é refugiar-nos noutras pessoas, em linhas.. Porque se há coisa que eu sei, neste momento, é isto: a arbitragem está com o VAR muito melhor do que sempre foi. Erram? Erramos todos. Erram os árbitros, erram os treinadores,... E hoje vive-se, sinto eu, com uma arbitragem mais livre.

 

E o que me preocupa mais nisto tudo é ver um presidente a dizer que um determinado árbitro não pode voltar a arbitrar e hoje ter a notícia que pede uma licença por tempo indeterminado para não arbitrar. Isto é que não pode voltar a acontecer e é preciso ter coragem de dizer as coisas. Há um tempo que não pode voltar atrás e a minha direcção, enquanto Sporting, não vai deixar que isto volte para trás".

 

Braga: "Eu não comentei as arbitragens. O Braga não foi prejudicado. Há um penálti claríssimo sobre o Coates, há uma falta antes que antecede um golo do Braga que é bem anulado e eu percebo que depois é a fase emocional, que leva as pessoas a dizer alguns disparates. Depois há uma terceira via que é a de fazer das pessoas idiotas.

 

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Neste momento existem erros de arbitragem que vão sempre existir. Acho que o VAR é importantíssimo, há que melhorar a qualidade dos árbitros? Há. Há que melhorar a qualidade dos treinadores? Há. Há que melhorar a qualidade dos dirigentes? Há".

 

Nota: O discurso histérico do treinador Abel Ferreira, com murros na mesa à mistura, em conferência de imprensa, assim como o de António Salvaldor, após a derrota frente ao Sporting.

 

publicado às 05:01

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 07.10.18

 

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O VAR, em geral, e em particular, em Portugal, tem muito que se lhe diga. Quer se queira quer não, a tecnologia continua a depender de decisão humana e esta é tudo menos infalível.

 

O SC Braga teve umas quantas oportunidades para vencer o Rio Ave, mas não concretizou, e como quase sempre acontece, quem não marca sofre. 

 

Ironicamente, podia ter sofrido ainda mais, se o árbitro ou o VAR tivessem assinalado a flagrante falta para grande penalidade cometida por Bruno Viana sobre Galeno, mesmo ao cair do pano. Tiago Martins até estava bem colocado no lance, e torna-se incompreensível a sua não decisão. A ausência de intervenção do VAR fica no segredo dos deuses.

 

Para "compensar", no entanto, Tiago Martins deu a ordem de expulsão a cinco elementos, durante os seis minutos de tempo extra e após o apito final. Abel Ferreira inaugurou a série, por protestos. Esgaio viu o segundo amarelo e a lista cresceu quando, separados por três minutos, André Vilas Boas e José Gomes receberam ordem para abandonar o banco do Rio Ave. Para finalizar o cenário, Wilson Eduardo viu o vermelho directo no acesso aos balneários.

 

publicado às 04:03

 

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Em comunicado enviado à Agência Lusa, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Altive reagiram às várias criticas que surgiram após o jogo entre FC Porto e Vitória de Guimarães, numa partida em que o sistema de  videoárbitro esteve sem funcionar durante 30 minutos, altura em que ocorreram dois lances muito duvidosos, um deles deu mesmo o segundo golo ao FC Porto:

 

“O sistema é eficiente, como provam os cerca de 35 mil minutos sem registo de ocorrências que impeçam a sua utilização. Nesse período, foram comunicadas publicamente pelo Conselho de Arbitragem falhas em apenas dois jogos: Desportivo das Aves-Benfica (época 2017/18) e FC Porto-Vitória SC (2018/19).

 

Do protocolo de utilização do sistema em cada jogo faz parte um período de testes que envolvem técnicos na Cidade do Futebol [sede da FPF, em Oeiras] e no estádio, bem como a equipa de arbitragem. No jogo disputado no Dragão, (…) o sistema foi testado, como estipula o protocolo. Por volta dos 15 minutos perdeu-se a comunicação com o estádio, devido a falha num componente de ‘hardware’ da solução.

 

A Federação Portuguesa de Futebol e a Altice comprometem-se a continuar a trabalhar em conjunto no desenvolvimento tecnológico - mecanismos de redundância do sistema de videoarbitragem - que permita manter o futebol português na vanguarda”.

 

publicado às 12:56

"Será sempre a final do VAR"

Rui Gomes, em 16.07.18

 

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José Mourinho, em comentários sobre a final do Mundial 2018 para a agência russa RT:

 

"Ao intervalo, é óbvio que a melhor equipa estava a perder devido a um erro no conceito do VAR. Não digo que não seja penálti, porque é discutível, mas o conceito do VAR é sobre erros graves do árbitro e este não foi o caso. Por isso, fiquei desiludido.

 

A Croácia jogou com muito orgulho mas no futebol a realidade é que vale e a França é campeã 20 anos depois. Gostaria de ter visto a segunda parte a começar empatada (1-1) e não com um 2-1. E principalmente com um 2-1 que faz com que esta seja para sempre a final do VAR".

 

publicado às 03:51

Explicação incompreensível !

Rui Gomes, em 16.06.18

 

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O árbitro do jogo Portugal-Espanha (3-3), Gianluca Rocchi, recorreu a "uma verificação" do lance que levou ao primeiro golo de Espanha sem, no entanto, visionar o video-árbitro, indicou a FIFA:

 

"Ele [o árbitro] teve uma comunicação com o árbitro principal [VAR] sobre o golo de Diego Costa, após o contacto com Pepe. Ele perguntou: 'rapazes, viram alguma coisa?' E os assistentes responderam: 'Está bom, Gianluca, continua'", explicou a instância suprema do futebol, em declarações à AFP.

 

O VAR não foi, contudo, utilizado ainda no Mundial de Futebol, acrescentou. Para a sua utilização está previsto que o árbitro deva desenhar um ecrã com os seus dedos e consultar o ecrã de controlo na margem do campo.

 

E o VAR  não devia ter intervido ?... Não é essa a sua principal função ?

 

publicado às 12:04

VAR "encarnado"

Rui Gomes, em 22.04.18

 

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Golo mal anulado pelo VAR ao Estoril, no embate de ontem frente ao Benfica. O jogador que acabou por marcar o golo está em linha com o colega que fez o passe. O árbitro-auxliar está perfeitamente colocado no lance e nada assinalou, correctamente.

 

publicado às 03:48

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