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Jovane Cabral não vai ser operado. Apesar de o Sporting CP não ter divulgado informação complementar sobre a lesão no ligamento colateral lateral do joelho esquerdo contraída pelo avançado no jogo de quinta-feira contra o Varzim, tudo indica que está afastado o cenário de intervenção cirúgica e que a recuperação se fará através de fisioterapia.

Também é possível adiantar que o problema do camisola 10 dos leões o travará por um período próximo dos dois meses, ou seja, Rúben Amorim só voltará a contar com ele em Janeiro, na melhor das hipóteses.

Entretanto, mensagem de confiança de Jovane nas redes sociais, pouco tempo depois de ter conhecimento da gravidade da sua lesão:

"É sempre difícil passar por momentos destes mas a minha história não acaba aqui. O foco agora é recuperar bem e voltar rapidamente a fazer aquilo que mais amo. Agradeço todas as mensagens de apoio e o carinho que me têm dado. Em breve voltaremos a sorrir juntos!"

publicado às 03:15

As Notas de Julius 2021/22 (19)

Julius Coelho, em 19.11.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Varzim da 4.ª eliminatória da Taça de Portugal, que resultou numa vitória do Sporting por 2-1. Golos de Pedro Gonçalves (67') e (88') gp.

Foi preciso chamar a 'cavalaria' para desbloquear e resolver um jogo sem chama ou grandes motivos de interesse. Equipa com muitas mexidas, principalmente na defesa, não conseguiu manter a intensidade dos primeiros 20 minutos, deixando um adversário - que a jogar sempre de bloco médio e baixo - acreditar e ganhar ânimo nos despiques. As entradas de Porro, Sarábia e Pote trouxeram de novo o ritmo que se exigia e com eles os golos que ditaram uma vitória justíssima e apuraram o Sporting para os oitavos de final da Taça.

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DESTAQUE - PEDRO GONÇALVES - 4 - Entrou aos 60 minutos a substituir o azarado Jovane e resolveu um jogo que parecia bloqueado. No primeiro golo teve o 'feeling' para estar no sítio certo, permitindo-lhe um remate fácil e na grande penalidade não falhou. Os golos aparecem-lhe com naturalidade. Mostra um nível de eficácia sempre muito elevado.

JOÃO VIRGÍNIA - 4 - Duas intervenções de alto nível e que foram muito importantes para impedir que o Varzim marcasse o primeiro golo do jogo. 

GONÇALO ESTEVES - 3.5 - Entrou com tudo e prometeu uma grande noite, conseguiu por várias vezes provocar desequilíbrios na defesa do Varzim e espaços para cruzar, mas faltou-lhe sempre uma melhor definição. Foi caindo de produção até ser substituído pelo Pedro Porro aos 66'.

RICARDO ESGAIO - 2.5 - Exibição bastante discreta; competente a defender mas ineficaz e pouco energético na primeira fase da construção. Ser central não é de todo a sua praia e evidencia muito pouca determinação quando a equipa ganha a bola. Tem dificuldade em compreender os espaços que lhe compete ocupar.

ZOUHAIR FEDDAL - 3 - A sua experiência ajudou a disfarçar as suas limitações para o lugar do centro da defesa, o lugar do patrão que nunca conseguiu ser, exibição desfocada e muito esforçada. Tentou fazer de Coates mas foi sempre o Feddal que conhecemos. Deixou algumas vezes o adversário ganhar vida em lances que podia e devia ter resolvido.

MATHEUS REIS - 3 - Não consegue resistir ao vício das faltas desnecessárias; tem sempre uma mãozinha a agarrar ou a empurrar desmedidamente o adversário, ou vai à queima quando bastava manter a posição. Melhor a ligar o jogo pelo lado esquerdo do ataque da equipa.

NUNO SANTOS - 3 - Um inicio de jogo bem fulgurante, ganhando na velocidade pelo seu corredor, cruzou muitas vezes com espaço para a área adversária mas definiu sempre mal. Precipitou-se na forma como abordou o avançado do Varzim dentro da sua área, no lance que precipitou a falta para grande penalidade e que resultou no golo do empate. A sua nota saiu prejudicada por isso.

DANIEL BRAGANÇA - 3 - Era jogo para poder brilhar com a braçadeira de capitão no braço e mostrar toda a sua qualidade, mas raramente se viu. Só mesmo naquele tiraço que levava o selo para um grande golo em que o guarda-redes (grande exibição) do Varzim lhe negou com a defesa mais espectacular da noite. Foi sem dúvida um dos momentos mais altos do jogo. Estranhamente, teve pouca bola e também não a procurou.

MATHEUS NUNES - 3.5 - Correu quilómetros na primeira parte na tentativa de ajudar a equipa a resolver cedo o jogo. Teve excelente oportunidade para inaugurar o marcador mas o inspiradíssimo Ismael não o permitiu com uma espantosa defesa. Com o desgaste foi naturalmente perdendo a intensidade. As entradas de Pote e Sarabia deram-lhe novo ânimo para a ligação aos colegas da frente.

TABATA - 2 - Nunca conseguiu desequilibrar nem vencer nos duelos, foi aposta falhada sem efeitos práticos nas poucas iniciativas que protagonizou. Tardia a sua substituição que já se pedia; saiu aos 66' para dar o lugar a Sarabia.

JOVANE CABRAL - 3 - Saiu lesionado com torção no joelho, depois de escorregar no excesso de areia que um deplorável relvado apresenta em algumas zonas do campo. Estava a ter uma exibição inconstante, com pouco protagonismo. Marcou um livre ao seu jeito ( é a sua grande praia) levando a bola a bater na barra sem hipótese de defesa.

PAULINHO - 2 - Totalmente ausente do jogo, foi invisível em quase todos os 90 minutos, claramente o elemento da equipa que menos produziu. Após um bom trabalho de Sarabia pelo lado esquerdo, quase que fazia um golo de belo efeito de calcanhar, a bola sobrou para o Pote que não falhou para inaugurar o marcador.

PABLO SARABIA - 3.5 - Foi decisiva a sua entrada, notou-se de imediato a melhoria da qualidade que trouxe à equipa na fase derradeira da partida, numa excelente iniciativa em que ganhou espaço já dentro da área dos poveiros, cruzou uma bola que acabou por sobrar para o Pote que não desperdiçou para o primeiro golo do jogo.

PEDRO PORRO - 3.5 - Entrou para os 25' finais ainda com o resultado empatado a zero e mexeu com o jogo; destemido nos duelos ajudou a empurrar o Varzim ainda mais para a sua grande área. Decisivo no resultado final no lance em que sofreu a grande penalidade e que deu a vitória à equipa ao cair do pano.

LUÍS NETO - 2.5 - Fica para a história da sua carreira os dez minutos que jogou contra o clube onde tudo começou para ele. O treinador sabia da importância que tinha este jogo para o Luís Neto. Ainda foi a tempo de cortar um cruzamento em que a bola ia direitinha para a cabeça de um adversário à boca da baliza do João Virgínia.

RÚBEN AMORIM - 4.5 - É sempre missão complicada voltar a impulsionar os jogadores, após paragem para os jogos das selecções. Esperava um desafio menos complicado e optou por apresentar a equipa que uns dias antes tinha feito um belo jogo-treino contra o Estoril. No entanto, as coisas pareciam querer complicar-se e sentiu a necessidade de lançar a cavalaria para resolver a contenda. E... já são nove vitórias consecutivas.

ANTÓNIO BARBOSA - 3.5 - Jogou com as armas limitadas que tem. Com um já esperado bloco médio baixo, tentou explorar os contra-ataques que chegaram à área do Sporting com algum perigo. O adversário tinha outros argumentos que fizeram a diferença. Ficou a boa imagem de uma equipa que se esforçou até ao final. Teve também um guarda-redes inspiradíssimo que ajudou a equilibrar momentos do jogo.

ANDRÉ NARCISO (Árbitro) - 3 - Usou a lei da compensação, quando entendia que errava, compensava o adversário depois. Geriu o jogo de forma sofrível tecnicamente. Nos lances de grande penalidade precipitou-se mas foi coerente, ou marcava os dois ou não marcava nenhum. 

VAR - Esta fase da competição ainda não tem o VAR. O motivo é porque há equipas dos escalões secundários em prova que não têm condições nos seus estádios para montar o sistema das câmaras.

publicado às 03:33

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Algumas considerações de Rúben Amorim no final do jogo com o Varzim...

Este jogo serve de aviso para o Dortmund? 

"Quando toda a gente falou maravilhas depois do jogo com o Besiktas, eu fui o primeiro a dizer que no campeonato as coisas eram bem diferentes. Tal como na Taça é diferente. Os jogadores sabem bem que tudo é difícil para eles. E a exigência destes jogadores [que hoje jogaram] é a mesma dos outros. Quem jogou foi a equipa do Sporting. Utilizei a equipa que tinha ao meu dispor e vou sempre usar os que estão melhores. Foram estes mesmos que fizeram um grande jogo-treino contra o Estoril, que treinaram muito bem. Na equipa estavam titulares e possíveis titulares. Vai sempre depende de quem estiver e de como treinarem."

Estado do relvado preocupa? 

"Obviamente que preocupa. Sabendo que as pessoas responsáveis pelo relvado fazem o melhor que podem. Temos de melhorar o relvado, já o trocámos, estamos a tentar fazer de tudo. Tem grande impacto no jogo, em vários jogos estamos em superioridade e depois, num passe simples, a bola salta ou o jogador não consegue equilibrar-se... E também teve impacto na lesão do Jovane. Como pode vir a ter lesões até em adversários. Vamos tentar melhorar."

A lesão de Jovane:

"Não temos ainda o que dizer sobre a lesão, temos ainda de esperar pelos exames. Ele está abatido e estaremos cá para resolver o que for necessário".

Série de bons resultados: 

"Estamos numa série de vitórias seguidas, mas estamos sempre à espera da quebra. Não foi hoje. O B. Dortmund vai ser um jogo completamente diferente, como vai ser depois o Tondela. É assim que temos de levar as coisas."

Pedro Gonçalves também comentou a partida...

Regresso com golos:

"Sim, é sempre especial fazer dois golos, quanto mais melhor. Sinto-me bem a marcar, mas é importante o trabalho da equipa, sem eles isto não podia acontecer."

Sobre o Varzim:

"Foi uma equipa que analisou bem as nossas jogadas e a forma como jogamos, estiveram bem defensivamente".

Agora, o Dortmund:

"Importa recuperar bem, o adversário [Dortmund] é o favorito e vamos fazer por ganhar e seguir para a próxima fase."

publicado às 03:32

Era de esperar melhor...

Rui Gomes, em 18.11.21

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Dois penáltis muito forçados...

publicado às 22:11

Curiosamente, o treinador do Sporting foi instado a comentar a Selecção Nacional...

Momento da Selecção: "É olhar também para a actual campeã da Europa [Itália], que tinha de vencer a Irlanda do Norte e não venceu. Vamos estar no Mundial, acredito nisso. Sou um rapaz novo, mas ainda sou do tempo em que íamos sempre ao play-off. Tenho a certeza que vamos ao Mundial".

Fernando Santos e os três centrais: "O míster é que me pode dar dicas a mim. A única lição que eu tiro é que isto acontece a qualquer treinador. Eu tenho de estar muito concentrado no meu trabalho, porque o que conta é o dia de amanhã. É normal, faz parte da nossa vida. Eu estou focado, o míster não precisa de dicas e tenho a certeza que vamos estar no Mundial. Independentemente do que se ganha e do que se faz, o que conta é o dia de amanhã".

publicado às 13:15

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