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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

É perfeitamente natural que o maior foco dos adeptos recai sobre os homens do apito que pisam os relvados do país e, hoje em dia, de quem, na Cidade do Futebol, em Oeiras, exerce a função de VAR.
No entanto, o grande problema com a arbitragem portuguesa não se limita apenas a isto. A sua degradante essência tem origem no organismo que os superintende, o Conselho de Arbitragem da FPF.
Exemplos há muitos, mas recorrendo apenas ao mais recente - o jogo em Guimarães - quem é responsável pela nomeação de João Pinheiro e Hugo Miguel, considerando o deplorável histórico dos dois, nomeadamente do primeiro, em jogos do Sporting?
Qual foi a intenção?... Uma mente minimamente sensata só pode concluir que foi um acto bem deliberado para tentar prejudicar o Sporting... e conseguiram.
Não posso de modo algum acusar o Conselho de Arbitragem da FPF de ser materialmente corrupto, mas que o é moralmente, está bem à vista.
O Conselho de Arbitragem da FPF é composto por 11 membros: um presidente, três vice-presidentes e ainda sete vogais, teoricamente com qualificações específicas do sector da arbitragem, preferencialmente árbitros licenciados, situados em três secções: profissional, não profissional e de classificações.


Fontela Gomes (presidente) - João Ferreira (vice-presidente) - Bertino Miranda (vogal) - Ricardo Duarte (vogal). Secção profissional
Paulo Costa (vice-presidente) - Jorge Nunes (vogal) - Ana Raquel Brochado (vogal) - João Rocha (vogal). Secção não profissional
Lucílio Baptista (vice-presidente) - Albano Fialho (vogal) - Pedro Portugal (vogal). Secção de qualificações
Fernando Gomes, presidente da FPF, não deixa de ter grande responsabilidade, uma vez que ele representa a autoridade máxima do organismo que globalmente governa o futebol português.
O Conselho de Arbitragem - assim como o igualmente degradante Conselho de Disciplina - funciona sob a égide do Executivo da FPF a que ele preside.
Não deixa de ser uma ironia monumental - só possível no terceiro mundo - que o vice de Jorge Nuno Pinto da Costa, o personagem mais obscuro do futebol português há décadas, tenha assumido o comando nacional da modalidade e que o mantenha há cerca de 12 anos.
A solução óbvia é uma "limpeza" total, numa tentativa de recuperar a verdade desportiva. Se isso é possível em Portugal, considerando o todo do país, há ampla causa para duvidar.
P.S.: Fala-se muito no lance do penálti, mas a obra do Pinheiro tem muito mais que se lhe diga. Muito além de fechar os olhos às inúmeras faltas que Viktor Gyokeres sofreu, com a intenção óbvia de o impedir de jogar, não assinalou uma grande penalidade contra o Guimarães por mão/braço na bola do defesa Tomás Ribeiro. Ele só encolhe o braço quando faz contacto com a bola, e mesmo que não fosse, o facto do braço estar encostado ao corpo não significa que se pode desviar o esférico com esse braço. Isto aconteceu a remate de Geny Catamo aos 7:24' do tempo de descontos.
O outro lance não assinalado ocorreu sensivelmente aos 60', quando um defesa do Vitória atrasa a bola deliberadamente para o guarda-redes Bruno Varela, e este agarra-a com as mãos. Daria um livre indirecto muito perigoso dentro da área.
NOTA: Uma palavra final (por agora) sobre a arbitragem em Guimarães. Há quem classifique os ditos "erros" de João Pinheiro e Hugo Miguel como "grosseiros". A minha definição é outra, muito diferente. Foram actos premeditados/deliberados, ou seja, já havia essa disposição, simplesmente à espera de oportunidade, e quando esta surgiu, com timing impecável, não hesitaram. Foi para isso que foram nomeados para este jogo, assim como Artur Soares Dias foi nomeado para o jogo da Luz e venha quem vier para o jogo de segunda-feira, temo eu.
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