Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Tempo útil nos jogos dos 3 grandes

Rui Gomes, em 13.03.18

 

img_infografias$2018_03_13_08_51_08_1374628.jpg

 

***Segundo o jornal Record.

 

Volta à discussão o que já é discutido há muitos anos e que o Internacional Board recusa implementar no futebol: parar o relógio sempre que o jogo estiver parado. Um tema nada consensual, mesmo entre adeptos.

 

ADENDA: Duarte Gomes - antigo árbitro - na sua crónica semanal no jornal Expresso, aborda precisamente este tema. Entre outras considerações - disponíveis ao leitor aqui - encontram-se estas:

 

"Desde 2017 que o IFAB estuda, em conjunto com painéis de peritos espalhados pelo mundo, um conjunto de soluções que visam beneficiar o futebol. A ideia é recolher as suas sensibilidades, pegar nas suas ideias e testá-las ou, se for caso disso, inclui-las nas regras, no máximo, até 2022.

 

Adivinhem quais são dois dos assuntos que estão em cima da mesa? Exactamente.

 

– Medidas para combater as perdas de tempo e aumentar o tempo efectivo de jogo".

 

publicado às 12:18

Comentar

Para comentar, o leitor necessita de se identificar através do seu nome ou de um pseudónimo.


41 comentários

Sem imagem de perfil

De Francisco a 13.03.2018 às 12:35

Boa Tarde

Poderia ser uma medida interessante..jogo de 60 minutos com relogio parado sempre que a bola nao roda..sem descontos de tempo..
Mesmo assim os jogadores iriam fazer ant-jogo, nem que fosse para parar o ritmo de jogo..seria algo para analisar!

Cumprimentos

Francisco
Imagem de perfil

De Rui Gomes a 13.03.2018 às 13:23

O problema principal em Portugal é um de cultura e mentalidade. Arranjamos sempre a maneira de elevar a malandrice.

Mas que não haja ilusões... os principais culpados são os treinadores e em alguns casos até dirigentes e não tanto os jogadores, que fazem o que lhes é permitido e até o que lhes é ordenado.
Perfil Facebook

De Indiana Julio a 13.03.2018 às 15:28

Rui mas os treinadores apntam essa estratégia quando sabem que vão ter um arbitro "amigo"
Sem imagem de perfil

De Jo a 13.03.2018 às 12:36

Faz tanta falta uma cadeira de matemática nos cursos de letras, nem sabem somar estes jornaleiros
Imagem de perfil

De Rui Gomes a 13.03.2018 às 13:20

Não verifiquei as contas, mas de qualquer modo fica a ideia.
Sem imagem de perfil

De Cris Dileo a 13.03.2018 às 13:38

Então e os jogos do Olhanense há umas temporadas atrás ?

Já agora, mister JJ, nao jogamos nada - nem com uma equipa que nao pratica anti-jogo se ve um futebol como deve ser.
Sem imagem de perfil

De Sérgio a 13.03.2018 às 13:52

Quando nem as contas estão certas, fica difícil acreditar nas contagens de tempo. Mas supondo que as contagens estão certas, parece que o Chaves não apostou no anti-jogo.
O Aves e o Paços de Ferreira foram encurtando o tempo enquanto o resultado lhes agradava. Quando comparado o tempo dos 2 jogos, nota-se que na primeira parte a diferença de tempo útil entre os 2 jogos foi de 59 segundos, portanto não muito diferente um do outro. Na segunda parte já a diferença entre os 2 jogos é muito maior. Mas isso foi devido aos golos de Jonas e de Ruben Dias que tiveram o condão de curar as lesões dos jogadores da equipa do Paços de Ferreira, sobretudo as do guarda-redes.
Seria tão fácil combater este tipo de anti-jogo. bastava obrigar a que um jogador que precisasse de assistência fosse substituído durante um período mínimo de 5 minutos por um colega. 3 substituições temporárias contariam com uma substituição normal. Não havendo mais cota de substituições, o jogador ficava fora 5 minutos até poder regressar ao jogo. Bastava isto para acabar com esta pouca vergonha das lesões, sobretudo dos guarda-redes.
Para tempo de reposição de bola havia também um tempo para fazer a reposição. Findo este tempo, a reposição seria para a equipa contrária (no caso de pontapé de baliza, passava a pontapé de canto).
Sem imagem de perfil

De Francisco Maria a 13.03.2018 às 14:15

Se o Record for tão contar a contar o tempo como é fazer contas de somar... então o melhor devolve-los à 4ª classe das antigas...
Sem imagem de perfil

De antonio a 13.03.2018 às 14:19

O tempo de jogo nao se corrige com o relógio parado. Se olharmos para outras ligas, vemos que as coisas funcionam melhor.

A questao é muito simples e o Rui Gomes resumiu-a bem num comentário acima:
- mentalidade dos jogadores e treinadores
- inércia da Liga e FPF

Isto combate-se com educacao desportiva, incentivo ao fair-play e, ultimamente, com mao pesada sobre quem perde tempo em fitas.

A inércia já é outra conversa, pois se nao há vontade das pessoas de mudar o estado das coisas, entao é muito dificil que algo melhore.
Sem imagem de perfil

De Robbie Fowler a 13.03.2018 às 14:27

Se calhar um modelo mais parecido com o andebol, onde o tempo não pára sempre, mas em situações de evidente paragem de jogo.
Perfil Facebook

De Indiana Julio a 13.03.2018 às 14:28

Nao concordo em parar o relogio , é o esquema dos desportos de pavilhao , num jogo de futebol o tempo seria excessivo.

A solução seria um cronómetro a contar (somar) os tempos de paragens consideradas excessivas.

1 - Entrada do medico a assistir jogadores
2- Substituições
3- Reposições da bola em jogo pelo guarda redes
4- VAR
5- Jogo interrompido por outros motivos.

O tempo somado no cronometro juntava-se aos 90minutos

Mas atenção os arbitros nao estão a dar tempo extra nos descontos o que é outro erro , quando o tempo ultrapassa os 5 minutos as equipas com estratégia de anti-jogo levam o tempo extra a forçar a paragem do jogo o que diminui substancialmente o jogo jogado nesse tempo extra concedido pelo arbitro.
Assim o cronometro voltava ao zero nos 90 minutos e reiniciava a contagem e quando no final do primeiro tempo extra joga-se o restante que o cronometro ditava.
Seria muito mais justo e eficaz , mas o tempo do cronometro ficaria á vista pelo menos dos delegados ao jogo ,mas o ideal era á vista do publico no estadio e via TV.

Parece complicado mas na pratica funcionaria simples.
Perfil Facebook

De Indiana Julio a 13.03.2018 às 14:40

Por exemplo fiz essa experiencia na pratica na 2parte do Paços - Porto com o cronómetro do meu telefone e funciona muito bem , o cronometro é acionado só quando a paragem é excessiva e vai somando os tempos , o arbitro deu 7 minutos mas foi buscá-los a onde , inventou puramente esse calculo e na minha opinião á conveniencia .
O meu cronometro marcou mais de 11 minutos e tal, e só nas substituições e supostas lesões dos jogadores , nem parei o cronometro nas saidas de ponta pe de baliza em que o guarda redes pacense usou e abusou.
Só aqui o arbitro Paixoneta roubou ao jogo e neste caso prejudicou o Porto em mais de 4 minutos que deviam ter sido jogados.

Nos descontos dos 7 minutos ja nao acionei o cronometro e como todos vimos dos 7 minutos nem metade se jogou , os jogadores do Paços abusaram nesse periodo com artimanhas principalmente na reposiçao da bola em jogo , assim no total ficaram seguramente mais de 6 minutos para serem jogados.

Tem que existir soluções que retirem o protagonismo das decisões controversias aos arbitros manhosos e o tempo extra é uma delas.
Sem imagem de perfil

De Sérgio a 13.03.2018 às 15:39

Esqueça que é o Paixão e esqueça que é o Porto. Perdas de tempo acontecem em vários jogos. Um árbitro dar 7 minutos de desconto já é dos maiores descontos. Em muitos jogos se calhar deviam dar 12 ou 15 minutos, mas não dão. Seriam duramente criticados com todas as teorias de conspiração. Portanto, sendo um jogo normal com todas as substituições na segunda parte os árbitros dão 3 minutos. E depois darão cerca de um minuto a mais por cada vez que um jogador tem que receber assistência. Um jogo com algumas lesões tem para aí uns 5-6 minutos de compensação. E isto é o que é aplicado. Se o paixão deu 7 minutos, está dentro do normal. Os árbitros também querem acabar o jogo o mais rápido possível. Dar muito tempo de desconto, até podia ser o mais justo, mas é mau para o espetáculo. O melhor mesmo é introduzir medidas para que as simulações de lesões sejam penalizadoras para a equipa que as usa. Como disse atrás, deixando o jogador fora 5 minutos (podendo ser temporariamente substituído) essa brincadeira acabava.
Sem imagem de perfil

De R. Ribeiro a 13.03.2018 às 16:30

Concordo como que diz, mas não aplicaria dessa forma, mas sim, 5 minutos fora sem possibilidade de substituição, caso contrário em que apenas iam trocando quem se atiraria ao chão e, com o substituto pronto, apenas se estaria a mascarar a penalização, visto que não prejudica o infractor que continuaria com os 11 elementos em campo. Por mim, até se aceitaria essa medida. Seria benéfico para o futebol e para a liga proceder dessa forma, visto que, como se diz, é táctica portuguesa e de mentalidade cultural.
Perfil Facebook

De Mike Portugal a 13.03.2018 às 14:38

Eu sou mais radical nisto. O jogo em vez de 90m passaria a ser de 70m (ou 60m se acharem que 70 é muito) e o cronómetro parava sempre que o jogo parasse.
Claro que isto não impede que os jogadores se atirem para o chão para abrandar o ritmo, mas quanto a isso pouco há a fazer pois o árbitro não tem competência para decidir se o jogador está mesmo lesionado ou não.
Imagem de perfil

De Rui Gomes a 13.03.2018 às 16:22

Esse é um problema sem solução. O árbitro é obrigado a parar o jogo mesmo que reconheça que não há lesão alguma, especialmente com guarda-redes.
Sem imagem de perfil

De R. Ribeiro a 13.03.2018 às 16:32

Mas, com o tempo parado, não se estaria a beneficiar o infractor que apenas quer o relógio a correr sem estar a jogar, o dito "queimar tempo". Concordo com esta medida, tal como uma ou outra que já vi por aqui.
Imagem de perfil

De Rui Gomes a 13.03.2018 às 19:30

Com ou sem a preocupação pelo "relógio", o anti-jogo visa igualmente quebrar o ritmo do adversário e também permitir às "tropas" uns momentos de descanso e recuperação.

Por conseguinte, mesmo com o "relógio" parado, esse objectivo fica inalterado.

A realidade é que não há solução ideal, ou seja, perfeita. Haverão medidas para reduzir a dimensão do problema, sem nunca o poder eliminar por completo.
Sem imagem de perfil

De R. Ribeiro a 13.03.2018 às 14:45

Há algo mais a ter em consideração, nesta questão, que passa sempre ao lado de quem analisa isto. E ainda bem que fizeram este exercício, mesmo com deficiências de um estudo à pressa. Sendo o futebol um desporto de entretenimento, não deveríamos olhar para a questão, igualmente, pelo ponto de vista de quem dá 30/40/50/60€ para ver um jogo de futebol e depois, em real jogo de futebol, só vê menos de 1h de espetáculo????? Não deveriam, os espectadores, de serem reembolsados pelo tempo que os jogadores estão no relvado com tretas? Se for para ver crianças no relvado, fico em casa e vejo as minhas no relvado do meu jardim...

Quanto ao ponto de vista desportivo, creio que já está dado o meu ponto de vista por outros, tendo eu próprio já debatido isso mesmo noutras intervenções neste blogue.
Sem imagem de perfil

De R. Ribeiro a 13.03.2018 às 14:59

Então, no jogo do Porto, foi deplorável, não jogaram sequer metade do tempo de espetáculo projectado. Em qualquer outro lugar, o espectador poderia ser reembolsado do seu bilhete, no entanto, achamos normal isto acontecer no futebol... Isto não pode continuar a acontecer, para bem do futebol, da liga portuguesa (que assim arrisca-se a ser relegada para uma das piores da europa e com cada vez piores cotações internacionais de venda dos direitos de transmissão), dos desportistas e agentes ligados ao desporto. Se os treinadores não querem evoluir deste tipo de jogo péssimo, então tem que se obrigar a que isto não aconteça. Quer seja pela paragem do relógio, adição do tempo perdido ao total dos '90, quer seja por perda de elementos em campo por este tipo de conduta desportiva, ou por qualquer outro meio, a FPF e a Liga tem que se debruçar sobre isto. Só nos prejudicamos a nós próprios, porque quando vamos para a Europa, não temos estaleca para aguentar '90 de jogo corrido...
Perfil Facebook

De Indiana Julio a 13.03.2018 às 15:25

Existem outras questões mas são já de exploração tecnica de quem conhece bem o futebol actual.

As equipas pequenas exploram ainda mais claramente o anti jogo contra um gigante numa estratégia de roubar tempo ao jogo quando se encontram e juntam alguns elementos altamente favoráveise um desses elementos essenciais é ter um arbitro que já sabem de antemão que será conivente com esse tipo de estratégia , conivente porque o histórico desse arbitro sempre apontou para uma determinada côr .

Assim com os ingredientes necessários a estratégia tem tudo para se tornar mais eficaz.

Enquanto todos presenciávamos um jogo horrivel na Mata Real os comentadores da SportTV principalmente esse Freitas Lobo dizia que estávamos a assistir a um excelente espectáculo de Futebol.
Os jogadores usam e abusam dessas artimanhas porque sabem que terão o beneplácido do arbitro .

Com certos arbitros nos jogos do Sporting as equipas pequenas já sabem que podem explorar essa estratégia e preparam-na ao pormonor logo que seja conhecido o nome do arbitro.

Mas isto ja é muita areia para a cabeça de muitos.
Sem imagem de perfil

De R. Ribeiro a 13.03.2018 às 16:38

No entanto, isso é mesmo o que é preciso combater, com mentes mais ou menos iluminadas. Se se expuser este problema, quanto mais se expuser, maior foco terá dos que não consigam atingir todas as particularidades da questão.

Se se adoptassem certas medidas, como temos visto aqui, deixaria de estar nas mãos do árbitro, na sua subjectividade, a questão de como compensar paragens de tempo, obrigando-se à retirada temporária do jogador do terreno de jogo por determinado tempo ou com a paragem do relógio. O árbitro seria obrigado a tomar essas medidas, não ficando na sua arbitrariedade a quantidade de tempo que acha ser "justo" dar em compensação. Como já vimos, nunca será justo para ambas as equipas. Assim, seria menos uma questão com que os árbitros tivessem que se preocupar, ficando nas mãos dos regulamentos o tempo total do "jogo", sendo este, o jogo útil e não aquele que se projecta actualmente, com 100 minutos de jogo projectados com 50 de jogo útil.

Comentar post


Pág. 1/2





Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Taça das Taças 1963-64



Pesquisar

  Pesquisar no Blog



Arquivo

  1. 2026
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2025
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2024
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2023
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2022
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2021
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2020
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2019
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2018
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2017
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2016
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2015
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2014
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2013
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2012
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D




Cristiano Ronaldo